Psicomotricidade na educação infantil

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Psicomotricidade na educação infantil
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ARTIGO DE REVISÃO

BARBIERI, Fernanda [1]

BARBIERI, Fernanda. Psicomotricidade na educação infantil. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 03, Vol. 11, pp. 05-27. Março de 2019. ISSN: 2448-0959.

RESUMO

O presente estudo trata da importância da Psicomotricidade na educação infantil, visando o equilíbrio e o desenvolvimento motor e intelectual da criança, como meio de auxiliar o desenvolvimento das crianças através de experiências motoras, cognitivas e sócio afetivas, elementos indispensáveis para a formação. A Educação Infantil é muito importante para o desenvolvimento global da criança e, os aspectos que envolvem a Psicomotricidade favorecem o processo ensino-aprendizagem já que compreendem a educação como algo mais amplo do que a simples transmissão de conhecimentos. Temos várias definições do que é a Psicomotricidade, desde o seu surgimento, quando seguia uma vertente teórica, depois prática, até chegar ao meio-termo entre as duas. Contudo, podemos dizer que a Psicomotricidade tem como objeto de estudo o movimento humano, reunindo as áreas pedagógicas e de saúde. A Psicomotricidade envolve toda ação realizada pelo indivíduo; é a integração entre o psiquismo e a motricidade, buscando um desenvolvimento global, focando os aspectos afetivos, motores e cognitivos, levando o indivíduo à tomada de consciência do seu corpo por meio do movimento. Finalizando percebeu-se a importância da Psicomotricidade para a educação infantil como instrumento do fortalecimento da criança enquanto sujeito, e servindo como ferramenta para todas as áreas de estudo voltadas para a organização afetiva, motora, social e intelectual do aluno. Pois ela contribui para o processo educativo, no intuito de desenvolver nos alunos um desenvolvimento psicomotor satisfatório e, ao mesmo tempo, contribuir para uma evolução psicossocial e o sucesso escolar da mesma. Sendo importante o educador ter conhecimentos sobre a contribuição da Psicomotricidade para o crescimento infantil.

Palavras-chave: Educação Infantil, Aprendizagem, Psicomotricidade.

INTRODUÇÃO

Diante da realidade social, buscam-se proporcionar nos espaços de Educação Infantil, relação de contato, permitindo uma percepção mais próxima dos desejos de cada um, do grupo e das diferenças. Para isso temos o corpo em movimento, uma trama de sensações sinestésicas, sensoriais, emocionais, neurológicas, organizadas por vias receptivas e expressivas onde a criança integra estes estímulos produzindo marcas que a façam perceber a si e ao outro, na relação. A Psicomotricidade contribui de maneira expressiva para a formação e estruturação do esquema corporal e tem como objetivo principal incentivar a prática do movimento em todas as etapas da vida de uma criança. Por meio de atividades as crianças, além de se divertir, criam, interpretam e se relacionam com o mundo em que vivem. Tendo a finalidade de auxiliar no desenvolvimento físico, mental e afetivo do indivíduo, com o propósito de um desenvolvimento sadio. É importante assegurar o desenvolvimento funcional da criança e auxiliar na expansão e equilíbrio de sua afetividade, através da interação com o ambiente.

As visões sobre o corpo foram inúmeras desde a Antiguidade até os dias atuais. Diante das concepções sobre o mesmo, teóricos e estudiosos aprofundaram seus estudos e pesquisas para descobrirem o real papel do corpo para o desenvolvimento do homem, desfazendo assim o pensamento equivocado de que o corpo e a mente eram dissociados.

Dupré (1909) criou o termo Psicomotricidade vinculando o movimento, o pensamento e a afetividade. Psicomotricidade significa a relação entre o pensamento e a ação, envolvendo a emoção, ou seja, é considerada a ciência que estuda o homem por meio de seu corpo em movimento, em relação ao seu mundo interno e externo, funcionando como eixo de sustentação da vida sócio-psico-afetiva do sujeito. (Apud JOBIM; ASSIS, 2013)

Diante desta concepção outros estudiosos seguiram esta linha de pensamento e apesar de, essa ciência ter passado por diversos cortes epistemológicos comprovou-se a necessidade e a importância da mesma como uma formação de base para o desenvolvimento global da criança.

A educação infantil é a grande colaboradora neste processo por se tratar de um período de maior desenvolvimento e as experiências iniciais serem primordiais, propiciando base para que a criança desenvolva sua autonomia corporal e maturidade sócio-emocional. Para tanto, devem ser estimuladas e consideradas as funções básicas e as funções relacionais da psicomotricidade visando o desenvolvimento pleno da criança e, os jogos e exercícios corporais propiciados de uma maneira integradora e harmoniosa contribuem para a aquisição da coordenação psicomotora, a conscientização e domínio do corpo, ajustamento dos gestos e movimentos, apropriação do esquema corporal, aumento das discriminações perceptivas, integração de espaço e noção de tempo pessoal sendo coadjuvantes neste processo.

A psicomotricidade amplia as possibilidades de entendimento e compreensão dos processos de aprender e não aprender, contribuindo para a prevenção do fracasso escolar na medida em que olha para o sujeito de maneira aprofundada na tentativa de compreendê-lo, sendo o corpo um instrumento comum na relação das duas ciências

Este artigo irá mostrar sobre a importância da psicomotricidade na educação infantil e seus respectivos benefícios para o desenvolvimento global da criança. Buscando fazer algumas considerações sobre a importância da Psicomotricidade na Educação Infantil, visando o equilíbrio e o desenvolvimento motor e intelectual da criança.

CAPÍTULO I – PSICOMOTRICIDADE: DEFINIÇÃO E HISTÓRICO

A base do trabalho com as crianças na Educação Infantil consiste na estimulação perceptiva e desenvolvimento do esquema corporal. A criança organiza aos poucos o seu mundo a partir do seu próprio corpo.

De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 20 de dezembro de 1996 (Lei 9394) art. 29 “a educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até 6 anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade” (BRASIL, 1996).

No entanto, para que haja esse desenvolvimento integral é preciso que tenhamos profissionais capazes e conscientes da importância da psicomotricidade, considerando-a como a ciência que envolve toda a ação realizada pelo indivíduo, que represente suas necessidades e permita suas relações com os demais.O movimento permite a criança explorar o mundo exterior. Assim, sem o contato com o concreto a criança pode desenvolver um bloqueio e se isolar por toda a vida. Por isso, a construção do esquema corporal e a organização das sensações relativas ao próprio corpo têm um papel fundamental no desenvolvimento da criança (SANTOS; CAVALARI, 2010).

O psicomotricista é um profissional que cuida do processo de afetividade, pensamento, motricidade e linguagem, onde a dinâmica psicomotora auxilia no potencial de relação pela via do movimento, incentiva o brincar e amplia a possibilidade de comunicação .Assim, interagindo e articulando durante as atividades de grupo, a criança encontra espaço para a sua própria expressão, permitindo transformações que resultam em uma maior flexibilidade na relação consigo mesma, com os amigos, os familiares e com os diversos grupos com os quais ela se relaciona (SANTOS; CAVALARI, 2010).

De acordo com Jobim (2008), foi a partir do discurso médico que o tema psicomotricidade surgiu. Por necessidade de compreensão das estruturas cerebrais e também para a classificação de fatores patológicos foi que, no século XIX, o corpo começou a ser estudado, primeiro por neurologistas e posteriormente por psiquiatras. Em 1870, nomeia-se pela primeira vez a palavra Psicomotricidade, isto devido à necessidade médica de encontrar uma área que explique certos fenômenos clínicos.

As primeiras pesquisas que dão origem ao campo psicomotor correspondem a um enfoque eminentemente neurológico.

No campo patológico destaca-se a figura de Dupré (1909, apud Jobim; Assis, 2013), neuropsiquiatria, de fundamental importância para o âmbito psicomotor, já que é ele quem afirma a independência da debilidade motora (antecedente do sintoma psicomotor) de um possível correlato neurológico e o termo psicomotricidade, quando introduz os primeiros estudos sobre a debilidade motora nos débeis mentais.

Segundo Le Boulch (1992), a Psicomotricidade se dá através de ações educativas de movimentos espontâneos e atitudes corporais da criança, proporcionando-lhe uma imagem do corpo contribuindo para a formação de sua personalidade. É uma prática pedagógica que visa contribuir para o desenvolvimento integral da criança no processo de ensino-aprendizagem, favorecendo os aspectos físicos, mental, afetivo-emocional e sociocultural, buscando estar sempre condizente com a realidade dos educandos.

Fonseca (1988) comenta que a psicomotricidade é atualmente concebida como a integração superior da motricidade, produto de uma relação inteligível entre a criança e o meio.

Vayer apud Le Boulch (2001), a educação psicomotora é uma educação global que, associando os potenciais intelectuais, afetivos, sociais e motores da criança, dá-lhe segurança, equilíbrio e permite o seu desenvolvimento, organizando corretamente as suas relações com os diferentes meios nos quais deve evoluir.

A psicomotricidade é, inicialmente, uma determinada organização funcional da conduta e da ação; correlatamente, é certo tipo de prática da reabilitação gestual. (CHAUZAUD, 1987).

A psicomotricidade se faz necessária para a prevenção e tratamento de problemas, a fim de conseguir o máximo do potencial dos alunos, não só motor, mas em outros aspectos da personalidade, que se inter-relacionem (LORENZON, 1995).

De acordo com Alves (2003), a psicomotricidade envolve toda a ação realizada pelo indivíduo, que represente suas necessidades e permitem a relação com os demais. É a integração psiquismo-motricidade.

CAPÍTULO II – PSICOMOTRICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL

De acordo com Oliveira (apud COSTA, 2011:27):

“A educação psicomotora deve ser considerada como uma educação de base na pré-escola. Ela condiciona todos os aprendizados pré-escolares; leva a criança a tomar consciência de seu corpo, da lateralidade, a situação no espaço, a dominar seu tempo, a adquirir habilidades de coordenação de seus gestos e movimentos”.

Diante disto, a educação infantil deve priorizar todas as competências motoras da criança, permitindo que a mesma experimente, arrisque, erre, acerte por meio de atividades práticas, desenvolvendo na criança uma percepção dos recursos corporais de que dispõe. Segundo Fernandez (1991:59): “A apropriação do conhecimento implica o domínio do objeto, sua corporização prática em ações ou em imagens que necessariamente resultam em prazer corporal”.

Os jogos e exercícios corporais propiciados de uma maneira integradora e harmoniosa contribuem para que a criança adquira a coordenação psicomotora, a conscientização e domínio do corpo, ajustamento dos gestos e movimentos, apropriação do esquema corporal, aumento das discriminações perceptivas, integração de espaço e noção de tempo pessoal. Desse modo a criança será capaz de assumir a sua corporeidade dentro de uma realidade que lhe permita a livre expressão, evitando-se com isso dificuldades referentes ao seu processo de evolução (LE BOULCH, 1987).

A corporeidade se trata da vivência do corpo na relação com o outro e com o mundo, ou seja, é o corpo vivenciado e em movimento no tempo e no espaço. Para a construção da corporeidade é imprescindível que a criança tenha estímulos que favoreçam a apropriação das funções básicas da psicomotricidade que são:

Esquema Corporal – é um princípio básico necessário para a formação da personalidade da criança. Por intermédio do esquema corporal a criança será capaz de identificar e localizar as diferentes partes de seu corpo, proporcionando-lhe a noção de “ter”, tomando consciência de seu ser e de suas possibilidades de agir e transformar o mundo que a cerca (ALVES,2011).

O desenvolvimento do esquema corporal é dividido em etapas que são: corpo submisso que compreende de zero a dois meses de idade. Nesta etapa os movimentos são automáticos, descoordenados e normalmente dominados pelas necessidades orgânicas que são a alimentação e o sono. Corpo vivido que compreende dos dois meses até os três anos de idade e ocorre por meio de uma atuação motora global juntamente com emoções mal controladas (atividades espontâneas), a partir disso a criança vai adquirindo experiências, tomando consciência de seus movimentos, distinguindo seu próprio corpo do mundo dos objetos. Corpo descoberto que vai dos três anos aos seis anos de idade, é caracterizado pelo início da estruturação do esquema corporal em que a função de interiorização permitirá à criança adquirir a consciência de suas características corporais verbalizando-as de acordo com a localização, assim como o controle do desenvolvimento temporal do movimento.  Corpo representado que compreende dos seis anos aos doze anos de idade e é caracterizado pela representação mental do corpo em movimento (FONSECA,1995).

Esse desenvolvimento só é possível por meio do amadurecimento neurológico e os sistemas responsáveis são: – Interocepção, sensações viscerais. – Propriocepção, noção dos movimentos e postura realizados pelo corpo, – Exterocepção, informações recebidas pelos estímulos externos por meio dos sentidos, visão, tato, olfato, gustação e audição. Quanto mais diversificadas as brincadeiras, os movimentos vivenciados, as experiências corporais e a qualidade de estímulos recebidos pela criança, melhor será o seu desenvolvimento do esquema corporal (FONSECA,1995).

Segundo Piaget (1987) em sua teoria sobre o desenvolvimento infantil já afirmava sobre uma inteligência motora, que é prática, sendo os movimentos reflexos, e a partir do contato com o ambiente a criança vai construindo um movimento intencional. Todas essas ações fazem com que a criança desenvolva habilidades para a aprendizagem, uma vez que está favorecida pelos estímulos adequados.

Muitas escolas de Educação Infantil não dão a devida importância para a estruturação do desenvolvimento psicomotor, que é a base determinante para a aquisição das novas aprendizagens dentro e fora da escola.

A importância da Psicomotricidade na Educação Infantil, como meio de auxiliar o desenvolvimento das crianças, por meio das experiências motoras, cognitivas e socioafetivas indispensáveis à formação.

A Psicomotricidade envolve toda ação realizada pelo indivíduo; é a integração entre o psiquismo e a motricidade, buscando um desenvolvimento global, focando os aspectos afetivos, motores e cognitivos, levando o indivíduo à tomada de consciência do seu corpo por meio do movimento.

Le Boulch (1985, p. 221) observa que “75% do desenvolvimento psicomotor ocorrem na fase pré-escolar, e o bom funcionamento dessa área facilitará o processo de aprendizagem futura”.

Portanto, é importante que o professor da Educação Infantil tenha consciência de que a criança atua no mundo por meio do movimento; daí a importância de o professor conhecer o desenvolvimento motor e suas fases, para que seja capaz de propor atividades fundamentadas nos conceitos da psicomotricidade, criando currículos e projetos em que as crianças utilizem o corpo como meio para explorar, criar, brincar, imaginar, sentir e aprender (Le Boulch 1985).

Num ambiente altamente favorável, o nosso menino ou menina pode encontrar possibilidade de retirar o máximo proveito de suas potencialidades inatas. Num ambiente diferente e hostil, apenas algumas dessas potencialidades básicas poderão exprimir-se (GESELL, 2003, p. 42).

O processo educativo não deve basear-se somente em teorias, mas também na força das relações afetivas; quando as crianças vivem em um ambiente que as compreende, elas se tornam mais autoconfiantes. Dessa forma, a qualidade na relação entre professor e aluno é fundamental no processo pedagógico (Le Boulch 1988).

2.1 ESTIMULAÇÕES PSICOMOTORAS

O primeiro objeto que a criança percebe é o próprio corpo. É pelas sensações, mobilizações e deslocamento que se dá este conhecimento. Alves (2012) fala da importância dos primeiros anos de vida no desenvolvimento da inteligência, da afetividade, das relações sociais na vida do indivíduo e que elas determinam suas capacidades futuras.

O gesto é o primeiro instrumento social de compreensão e expressão da criança. Ações como apontar, evocar, apanhar começam a substituir o choro; a criança gesticula para exprimir situações e ações que ainda não consegue verbalizar, constituindo um importante modo de comunicação que antecede o vocabulário fonético. “Antes da linguagem, as ações motoras é que determinam as ações mentais” (GONÇALVES, 2011, p. 28).

A estimulação motora põe a criança em contato com o objeto, com o meio e com ela mesma, criando uma comunicação corporal cheia de significados. O que diferencia a estimulação motora de uma atividade motora é a intenção de provocar aprimoramento do esquema corporal, ou seja, a criança é estimulada a organizar habilidades diferentes das já experimentadas. É fundamental facilitar a interação da criança com o mundo dos objetos, por meio da experiência concreta e do brincar; a aprendizagem torna-se mais do que um processo acomodativo, para uma aprendizagem mais contextualizada e repleta de significados (Le Boulch 1987).

À medida que se colocam maneiras diferentes e novas para executar o movimento anteriormente conhecido, a criança se vê desorganizada e todo um sistema cerebral é ativado, buscando na cognição, na emoção e no aparato motor uma forma de perceber, decodificar, planificar e executar o novo movimento (GONÇALVES, 2011, p. 30).

Por isso, é importante colocar a criança em situação na qual será preciso que ela busque novas situações para conseguir um resultado desejado, mais ela colocará seu cérebro em funcionamento, o que, além de contribuir para o desenvolvimento cognitivo, será importante para sua organização motora, sua autonomia e a criatividade (GONÇALVES,2011).

2.2 ASPECTOS DO DESENVOLVIMENTO MOTOR

EQUILÍBRIO

O movimento depende de uma atitude; a coordenação do movimento necessita de um bom equilíbrio, que é um dos sentidos mais importantes do corpo humano. O tônus é o que assegura e controla a musculatura para a maioria dos movimentos e atividade postural (LE BOULCH,1992).

Na medida em que a criança cresce, o equilíbrio torna-se cada vez mais fundamental para a sustentação do corpo (LE BOULCH,2001).

A equilibração pode ser estática ou dinâmica; Alves (2012) define como:

      • Equilíbrio estático: movimentos não locomotores, como ficar em pé, apenas com a ponta dos pés tocando o solo;
      • Equilíbrio dinâmico: movimentos locomotores, como o andar em marcha normal sobre uma linha pré-delimitada.

Uma das principais características do equilíbrio e domínio postural é a capacidade de locomoção. É importante que a escola estimule as habilidades e destrezas motoras para desenvolver os movimentos mais complexos, como andar, correr, saltar, girar, agarrar, ter relações sexuais e outros movimentos. (ALVES,2012)

É pelo equilíbrio que a criança começa a se movimentar, e a partir desse momento passa a explorar os objetos e a interagir com tudo ao seu redor, propiciando a sua verticalidade (LE BOULCH, 1987).

A postura bípede deve submeter-se às leis do equilíbrio; para isso, inumeráveis reflexos posturais de origem filogenética devem intervir assim que o deslocamento e a flutuação do centro de gravidade se observam, exatamente para provocar mudanças posturais corretivas, desencadeadas pela ação dos receptores labirínticos, visuais e somaestésicos (FONSECA, 2004, p. 67).

A criança que possui equilíbrio adequado desempenha suas atividades com menor esforço e desgaste, garantindo uma movimentação harmônica e coordenada (LE BOULCH,1988).

LATERALIDADE

A lateralidade está relacionada à predominância de um hemisfério cerebral sobre o outro. Quando ocorre a dominância do hemisfério esquerdo sobre o direito, temos o individuo destro; quando ocorre a dominância do hemisfério direito sobre o esquerdo, temos o individuo canhoto ou sinistro; quando não existe predomínio claro e se usa discretamente os dois lados, temos o ambidestro (ALVES, 2012). Embora seja legítimo afirmar que haja cooperação dos lados dos dois hemisférios na formação da inteligência Jean Marie Tasset (apud ALVES, 2012, p. 72) define “a lateralidade como apreensão da ideia de direita e esquerda, dizendo que esse conhecimento deve ser automatizado o mais cedo possível, enfatizando que a automatização da lateralização é necessária e indispensável”.

O conhecimento do próprio corpo é de grande importância nas relações do indivíduo com o mundo exterior, e não depende exclusivamente do desenvolvimento cognitivo, mas também das percepções, das sensações visuais, táteis, sinestésicas e da contribuição da linguagem (ALVES,2012).

A lateralidade é examinada a partir dos órgãos pares, como pés, mãos, olhos e ouvidos e por meio de gestos do dia a dia. Não devemos definir a lateralidade como sendo apenas o conhecimento esquerda e direita, mas sim toda a percepção do seu eixo corporal (ALVES,2012).

Todas as noções espaciais básicas, como as de em cima – embaixo, por cima–por baixo, frente–trás, dentro–fora, antes–depois, esquerda–direita etc., que são noções relativas, estão estruturalmente dependentes da noção de lateralidade, do binômio corpo–cérebro, dos nossos membros, dos nossos sentidos e dos nossos hemisférios, binômio psicomotor entendido como centro auto geométrico de orientação (AJURIAGUERRA, apud FONSECA, 2008, p. 242).

É de fundamental importância que as crianças experimentem atividades que utilizem ambos os lados do corpo, favorecendo um desenvolvimento eficiente dos movimentos. Quando a criança chega a determinada fase escolar, entre os 6 e 8 anos, é habitual que já tenha noção de direita e esquerda e dos dois lados do corpo, ou seja, que seja capaz de perceber que direita e esquerda não dependem apenas uma da outra, mas também da posição do outro e do seu deslocamento. (FONSECA, 1995).

Porém, crianças mais velhas por vezes possuem problemas de aprendizagem oriundos dessa debilidade motora, precisando de treinamento específico da lateralidade para prevenir ou eliminar sintomas como palavras fora de ordem e escrita espelhada, entre outros, reduzindo as possibilidades de adquirir a dislexia (ALVES,2012).

Reafirmando o que diz Alves (2012): “quando as alterações psicomotoras de ordem geral se manifestam, interferem nas tarefas escolares, refletindo-se mais diretamente na escrita”.

ESQUEMA CORPORAL

Para Alves (2012), “o corpo é, portanto, o ponto de referência que o ser humano possui para conhecer e interagir com o mundo”. Partindo desse conceito, o desenvolvimento cognitivo se constrói a partir da relação da criança com o meio, onde ela começa a ampliar suas percepções e interiorizar as sensações já experimentadas; é fundamental que ela tenha conhecimento adequado do seu corpo.

O esquema corporal é a consciência que a criança passa a ter sobre o próprio corpo, das partes que o compõem e das possibilidades desse corpo, tanto em movimento como em posição estática (LE BOULCH 1987).

Para a elaboração do esquema corporal é relevante que a criança vivencie estímulos sensoriais que as possibilite discriminar as partes do próprio corpo e as funções que elas desempenham (LE BOULCH 1987).

A criança passa por níveis de desenvolvimento e experiências dia a dia, desde o seu nascimento. Inicialmente suas explorações sensoriais vêm por meio da boca, depois do tato e mais tarde ela descobre os pés. A integração do tronco acontece quando a criança começa a se locomover; nesse momento ocorre a configuração total (LE BOULCH 1987).

Todas as experiências da criança (o prazer e a dor, o sucesso ou o fracasso) são sempre vividas corporalmente. Se acrescentarmos valores sociais que o meio dá ao corpo e a certas partes, esse corpo termina por ser investido de significações, de sentido e de valores muito particulares e absolutamente pessoais (VAYER, 1984, p. 30).

Esses valores a que Vayer se refere serão de fundamental importância para a formação do esquema corporal e da imagem corporal, que é a impressão que se tem de si mesmo.

Portanto, durante a Educação Infantil é interessante desenvolver atividades que permitam à criança a tomada de consciência do seu próprio corpo, a possibilidade de ele tomar várias posições diferentes, ter capacidade de nomear e apontar as partes do corpo, movimentar-se de todas as maneiras e descrever os movimentos, representar graficamente o corpo, identificar sensações e dominar a linguagem corporal (VAYER, 1984).

COORDENAÇÃO MOTORA OU PRAXIA GLOBAL

É o conjunto de funções unidas para a representação de atividades globais e mais amplas que se dá por meio de uma atuação harmônica e econômica do sistema nervoso central dos músculos, nervos e sentidos, na execução de um movimento. A função da praxia está vinculada às relações culturais, psicológicas, simbólicas, afetivas, dentre outras e pode ser dividida em diferentes funções que são: a global, que é a ação de movimentos sem ter consciência dos mesmos; a analítica, que é quando se dá o início da análise e da interpretação dos movimentos pela da criança; sintética, é quando já se consegue coordenar um conjunto global dos movimentos (Fonseca,1995).

De acordo com Vitor da Fonseca (1995), a Praxia Global é composta por quatro subfatores:

      • Coordenação oculomanual – são movimentos manuais agregados a visão, no qual requer noção de distância e precisão para o lançamento.
      • Coordenação oculopedal – é a coordenação dos pés associados à visão.
      • Dismetria – é quando não se consegue executar atividades que exijam a funções visoespacial e visocinestésica frente a uma determinada distância para atingir um alvo.
      • Dissociação – é a capacidade de locomover diferentes partes do corpo de maneiras diferentes para realizar determinada atividade, ou seja, é a independência motora de vários segmentos corporais.
      • A Praxia Fina– é considerada como a capacidade de controlar os pequenos músculos para a execução de atividades refinadas como: escrita, recorte, encaixe, colagem, dentre outras. A mão é o órgão responsável por esta praxia, caso haja perda de suas funções o organismo se estrutura na busca de outro órgão a fim de corresponder a tais atividades.
      • A Orientação Espaço Temporal– é a capacidade de organização das relações no espaço e no tempo envolvendo a integração dos sistemas visuais e auditivos. Por meio dessa orientação a criança será capaz de situar-se e orientar-se, adquirindo conceitos de direção e distância tais como: acima, abaixo, frente, trás, direita, esquerda, longe, perto, etc. A partir da percepção do próprio corpo é que se percebe o espaço exterior, ou seja, a diferenciação do EU corporal com relação ao mundo exterior é que possibilitará a aquisição da noção de espaço e, a consciência, a memória afetiva e as experiências já vivenciadas terão um papel imprescindível nessa organização.

CAPÍTULO III- PSICOMOTRICIDADE NA ESCOLA

O desenvolvimento psicomotor é iniciado a partir do vínculo com o outro – a mãe. As primeiras experiências de sensação de movimento, permite ao ser humano realizar atividades e satisfazer suas necessidades e esta vem acontecer em primeira instância dentro do útero materno. E ali que o feto começa a exercer pressão contra as paredes uterinas ao mobilizar suas extremidades, proporcionando uma retroalimentação sensorial tátil e proprioceptiva. Após o nascimento, a criança continuará explorando seu corpo com o mundo que a rodeia e, desta forma, tomando consciência de que possui um corpo e que poderá utilizá-lo ao longo desses processos psicomotores (MORA, 2007).

A psicomotricidade está presente em todas as atividades da nossa vida cotidiana. Seria natural que, desde cedo, as crianças pudessem aprender esta educação pelo movimento (MEUR; STAES, 1984).

Parece essencial reconhecer na imagem do corpo um duplo aspecto e encará-lo como conteúdo e como estrutura. A estrutura da educação psicomotora é a base fundamental para o processo intelectivo e de aprendizagem, pois o desenvolvimento da mesma sempre evolui do geral para o específico e muitas crianças encontram dificuldades na vida escolar pelo simples fato de não ter desenvolvido suas habilidades em nível do desenvolvimento psicomotor (LE BOULCH, 1988).

Segundo Le Boulch (1984, p. 36), a educação psicomotora deve ser praticada desde a mais tenra idade; conduzida com perseverança, permite prevenir inadaptações difíceis de corrigir quando já estruturadas.

A educação psicomotora pode ser vista como preventiva, na medida em que dá condições à criança de se desenvolver melhor em seu ambiente. É vista também como reeducativa quando trata de indivíduos que apresentam desde o mais leve retardo motor até problemas mais sérios. Para Fonseca (1988), “é um meio de imprevisíveis recursos para combater a inadaptação escolar”.

Durante o processo de ensino/aprendizagem, são utilizados alguns elementos básicos da psicomotricidade com mais frequência tais como: lateralidade, orientação espacial e temporal, esquema corporal e coordenação motora. Esses elementos auxiliam para um bom desenvolvimento da aprendizagem, sendo que, se a criança tiver um déficit em um deles, poderá ter significativas dificuldades na aquisição da linguagem verbal e escrita, além de direcionamento errado das grafias, trocas e omissão de letras, ordenação de sílabas e palavras, dificuldades no pensamento abstrato e lógico entre outros (MORA, 2007).

A psicomotricidade é um caminho, é o desejo de fazer, de querer fazer, o saber fazer e o poder fazer. Segundo Lapierrre (1986), “a educação psicomotora deve ser uma formação de base indispensável a toda criança”.

Durante anos a Psicologia buscou compreender e solucionar o desenvolvimento da criança na medida em que ela cresce e amadurece fisicamente, pois sua inteligência também se desenvolve e muda seu comportamento social e emocional. Assim, surge a educação psicomotora, entendida como uma metodologia de ensino que instrumentaliza o movimento humano enquanto meio pedagógico para favorecer o desenvolvimento da criança. De acordo com Negrine a educação psicomotora pode ser compreendida como uma técnica:

A educação psicomotora é uma técnica, que através de exercícios e jogos adequados a cada faixa etária leva a criança ao desenvolvimento global de ser. Devendo estimular, de tal forma, toda uma atitude relacionada ao corpo, respeitando as diferenças individuais (o ser é único, diferenciado e especial) e levando a autonomia do indivíduo como lugar de percepção, expressão e criação em todo seu potencial (NEGRINE, 1986, p. 15).

Através de várias pesquisas, estudiosos do assunto acreditam que a psicomotricidade auxilia e capacita melhor o aluno para uma melhor assimilação das aprendizagens escolares. Assim, buscou-se trazer seus recursos para a sala de aula, na modalidade da educação psicomotora.

Le Boulch (1984, p. 24), destaca a importância da psicomotricidade ser trabalhada na escola nas séries iniciais:

A educação psicomotora deve ser enfatizada e iniciada na escola primária. Ela condiciona todos os aprendizados pré-escolares e escolares; leva a criança a tomar consciência de seu corpo, da lateralidade, a situar-se no espaço, a dominar o tempo, a adquirir habilmente a coordenação de seus gestos e movimentos, ao mesmo tempo em que desenvolve a inteligência. Deve ser praticada desde a mais tenra idade, conduzida com perseverança, permite prevenir inadaptações, difíceis de corrigir quando já estruturadas. (LE BOULCH, 1984, p. 24).

Percebe-se que o principal objetivo da educação psicomotora não se restringe ao conhecimento da criança sobre uma imagem do seu corpo, ou seja, ela não se prende apenas ao conteúdo, mas auxilia na descoberta estrutural da relação entre as partes e a totalidade do corpo, formando uma unidade organizada, instrumento da relação com a realidade (Le Boulch 1984).

Assim, quando mais cedo abordado no ambiente escolar mais os alunos poderão conhecer-se melhor, desenvolvendo a maturidade, a consciência e a inteligência apropriada aos seres humanos. Le Boulch aponta o objetivo central da educação psicomotora:

O objetivo central da educação pelo movimento é contribuir para o desenvolvimento psicomotor da criança, da qual depende, ao mesmo tempo, a evolução de sua personalidade e o sucesso escolar (LE BOULCH, 1984, p. 24).

Segundo Negrine (1986, p. 20) um dos argumentos que justificam a educação psicomotora na educação básica durante a fase pré-escolar é a evidência sobre seu papel na prevenção das dificuldades de aprendizagem. Pois, é durante esse período que a personalidade de cada indivíduo vai sendo moldada.

Outro papel atribuído a educação psicomotora é a de prevenção, esse que é argumentado por Fonseca (1995, p. 10):

A educação psicomotora pode ser vista como preventiva, na medida em que dá condições à criança desenvolver melhor em seu ambiente. É vista também como reeducativa quando trata de indivíduos que apresentam desde o mais leve retardo motor até problemas mais sérios. É um meio de imprevisíveis recursos para combater a inadaptação escolar (FONSECA, 1995, p. 10).

A educação psicomotora na idade escolar deve ser, antes de tudo, uma experiência ativa de confrontação com o meio. Dessa maneira, esse ensino segue uma perspectiva de uma verdadeira preparação para a vida que se deve inscrever no papel de escola, e os métodos pedagógicos renovados devem, por conseguinte, tender a ajudar a criança a desenvolver-se da melhor maneira possível, a tirar o melhor partido de todos os seus recursos, preparando para a vida social. (LE BOULCH, 1987).

A educação psicomotora tem sido enfatizada em várias instituições escolares, aplicada principalmente na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, fase em que as crianças estão descobrindo a si mesmo e o mundo em que vive (ROSSI, 2012).

Neuropsiquiatras, psicólogos, fonoaudiólogos reforçam cada vez mais a importância do capital do desenvolvimento psicomotor durante os primeiros anos de vida, entendendo que é nesse momento que as aquisições são extremamente significativas a nível físico. Essas que marcam conquistas igualmente importantes no universo emocional e intelectual (ROSSI, 2012).

A psicomotricidade é a educação do movimento com atuação sobre o intelecto, numa relação entre pensamento e ação, englobando funções neurofisiológicas e psíquicas”. Além disso, esta possui uma dupla finalidade: “assegurar o desenvolvimento funcional, tendo em conta as possibilidades da criança, e ajudar sua afetividade a se expandir e equilibrar-se, através do intercâmbio com o ambiente humano” (ASSUNÇÃO; COELHO, 1997, apud BIAGE, 2013).

A educação psicomotora nas escolas deveria desenvolver nas crianças, uma postura correta frente a aprendizagem de caráter preventivo do desenvolvimento integral do indivíduo, frente a várias etapas de crescimento (LE BOULCH, 1987).

CONCLUSÃO

A intenção deste artigo é mostrar a importância da Psicomotricidade na Educação Infantil e o quanto esses conhecimentos são indispensáveis na formação do professor, pois a falta deles dificulta as ações educativas e um desenvolvimento integrado entre o corpo, mente e o social.

A escola é um importante agente motivador do desenvolvimento infantil; quando integramos a Psicomotricidade às atividades escolares, temos como resultado os benefícios da motricidade, do autoconhecimento e a ajuda na vivência em grupo, pois por meio das atividades psicomotoras e dos jogos as crianças precisam aceitar regras, e, quando começam a ter essa compreensão, mais facilmente aceitarão as regras da vida social.

Existe a necessidade de que o professor se conscientize de que a Psicomotricidade pode agregar experiências sensoriais, motoras, afetivas e sociais repletas de significados. Usando a empatia ao traçar seu trabalho psicomotor, pois é preciso nos colocar no lugar daquelas crianças, passamos a tratá-las como se fossem nossos aqueles corpos. Como facilitadores do processo de ensino-aprendizagem, precisamos promover atividades psicomotoras adequadas às necessidades individuais e às etapas do desenvolvimento infantil.

Para entender de maneira prática a necessidade de incluir atividades motoras nas práticas educativas, tome-se o exemplo de uma pessoa que não teve sua lateralidade bem desenvolvida; normalmente ela terá dificuldades para aprender a ler e a escrever (uma vez que a leitura e a escrita realizam-se da esquerda para a direita) e ainda confundir letras simétricas (b/d, p/q) ou até mesmo em efetuar cálculos matemáticos, entre outros.

Diante dessas considerações, percebemos que é de extrema importância refletir sobre nossas práticas, além de analisar e recriar nossas metodologias de ensino. É preciso oportunizar as possibilidades para as crianças da Educação Infantil, pois o aprender deve estar cercado de intenções, motivações e desejos de se comunicar com o seu meio.

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[1] Pós-graduada em Psicopedagogia pela Faculdade Brasil–; Licenciada em Artes visuais pela Faculdade Mozarteum de São Paulo – FAMOSP; Licenciada em Pedagogia pela Universidade Bandeirantes de São Paulo- UNIBAN, Professora de Educação Infantil e Ensino Fundamental I.

Enviado: Janeiro, 2019.

Aprovado: Março, 2019

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