A Importância da Atividade de Pular Corda para o Desenvolvimento Psicomotor

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PEREIRA, Elias de Oliveira [1], VIANA, Fabiana Cury [2]

PEREIRA, Elias de Oliveira; VIANA, Fabiana Cury. A Importância da Atividade de Pular Corda para o Desenvolvimento Psicomotor. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 01. Vol. 09. pp 121-141, Dezembro de 2016. ISSN:2448-0959

RESUMO

O presente trabalho apresenta uma breve discussão sobre a importância da atividade de pular corda para o desenvolvimento psicomotor de crianças. A este propósito, foi realizada uma revisão literária que teve como foco analisar a atividade de pular corda e entender como ela pode auxiliar no desenvolvimento psicomotor e na psicomotricidade relacional de cada aluno, bem como mostrar que a mesma pode ser utilizada não somente como uma brincadeira de criança, mas também com a finalidade de pensá-la como um instrumento/conteúdo para o processo crítico e construtivo visando uma formação educacional mais humana e relacional. Há fatores que se relacionam com essa atividade -no que diz respeito ao desenvolvimento de uma criança-, sendo, portanto, útil nas aulas de educação física. Ainda concebe-se, aqui, a atividade de pular corda como ferramenta de socialização e minimizadora de conflitos existentes, dentro de uma perspectiva pedagógica construtiva e reflexiva, entre professor e aluno. As investigações mostraram vários benefícios dessa atividade; e, de fato, entende-se que a Educação Física Escolar, por lidar com esporte, motricidade, tem um papel muito importante na formação dos jovens.

Palavras-chave: Educação Física. Pular Corda. Psicomotricidade Relacional

1. INTRODUÇÃO

Diante de vários avanços na disciplina de Educação Física, faz-se necessário a busca por novas propostas pedagógicas.

No contexto da educação o professor, além de ser educador, é transmissor de conhecimento. Logo, deve se colocar como ponte entre o estudante e o conhecimento – como mediador, a fim de gerar o processo de construção do aluno: aprender a “pensar” e a questionar por si mesmo e não mais receber passivamente as informações. (1).

Nesse sentido, o docente precisa assumir o papel de agente capaz de gerar ações para a base de uma boa formação escolar em uma sociedade pensante. Porém, deve ter e encarar o verdadeiro compromisso e caminho do aprender e ensinar. (2). Assim um educador precisa sempre, ter em si mesmo a capacidade de comprometer-se e responsabilizar-se a cada dia, renovando sua forma pedagógica para, da melhor maneira, atender seus alunos; assumindo, desta maneira, o seu papel e, se interessando realmente em aprender a ensinar. “Através de suas propostas educativas, consolida-se o relevante papel do professor de Educação Física, quando cria condições aos alunos para se tornarem independentes, participativo e com autonomia de pensamento”. (3)

O código de ética da categoria profissional, elaborado e difundido pelo CONFEF/CREF explica:

A filosofia da Educação Física também reforça a dimensão ética descrita seus valores, significados levam a busca de um desempenho profissional competente indicado á necessidade de um saber ou um saber fazer que venha a efetivar-se como o saber ou saber fazer, que torne o ideal sublime dessa profissão prestar sempre o melhor serviço a um número cada vez maior de pessoas destacando não só a dimensão técnica, mas também a dimensão política, como é desejável. (4)

No contexto escolar a prática de atividades motoras, precisamente o componente curricular Educação Física, próprio aos profissionais da área, vem buscando ser formalizado ao longo dos anos. Tendo em mente os objetivos gerais a serem alcançados para atender as necessidades existentes, considerando recursos para melhor formação, respeitando princípios de desenvolvimento humano. Na perspectiva do processo no contexto escolar, tem-se concretizado a ideia de que jogos, esportes, lutas, danças, ginástica e atividade de pular corda sejam os próprios conteúdos da Educação Física. Sendo amplamente conhecidos que dentro de seus conteúdos existe um universo enorme de possibilidades de trabalhos que devem ser definidos de acordo com as necessidades, desejos e potencialidades dos alunos.

2. METODOLOGIA

A pesquisa científica foi realizada com base em métodos já definidos por estudiosos que foi aplicado sobre o tema “ Analise dos benefícios da atividade de pular corda para o desenvolvimento psicomotor”. Utilizou-se pesquisadas com base em artigos e revistas.

Os sites que foram pesquisados para obter as informações necessárias foram SCIELO e GOOGLE ACADÊMICO. Os critérios para a seleção das fontes de pesquisas foram artigos publicados entre 2006 a 2016, artigos dos últimos dez anos.

As palavras-chave foram: pular corda, desenvolvimento motor, psicomotricidade infantil, atividades lúdicas, brincar de pular corda. O período de coleta dos materiais foi de fevereiro de 2016 a outubro de 2016.Todo o material coletado foi lido, discutido e comparado com o tema do trabalho, e a partir desses atos foram feitas as considerações finais.

2.2 A PSICOMOTRICIDADE E A ATIVIDADE FÍSICA

A psicomotricidade é definida como uma concepção holística de aprendizagem e de adaptação do ser humano, que tem por objetivo, associar dinamicamente, o ato ao pensamento, o gesto a palavra, o símbolo ao conceito. (6)

No que diz respeito à psicomotricidade, o psiquismo é entendido, concebido e compreendido como sendo composto pelo funcionamento mental total, isto é, pelas sensações, percepções, emoções, fantasmas, representações, projeções e condutas relacionais e sociais. Cabem nesta concepção dinâmica, corporalizada e atuante do psiquismo, todos os processos cognitivos que integram, processam, planificam, regulam e executam a motricidade, como uma resposta adaptativa intencional e inteligível unicamente da espécie humana. (7)

A Psicomotricidade como ciência, é entendida como o campo transdisciplinar que estuda e investiga as relações e as influências recíprocas e sistêmicas, entre o psiquismo e o corpo, e, entre o psiquismo e a motricidade, emergentes da personalidade total, singular e evolutiva que caracteriza o ser humano, nas suas múltiplas e complexas manifestações biopsicossociais, afetivo-emocionais e psicosóciocognitivas. (7)

Desde o início da vida, ainda no ventre da mãe, e, por todo o caminho que percorre até o momento de sua morte, todo o ser humano sempre estará em processo contínuo de aprendizado, transformação, adaptações e a essas transformações sofridas. Onde estas partem de simples situações do dia a dia, como o tirar ou colocar um casaco – conforme a temperatura do ambiente em que se encontra – às situações que geram grandes mudanças no modo agir ou pensar de um indivíduo. (8)

A psicomotricidade está presente em todas as atividades que desenvolvem a motricidade das crianças, contribuindo para o conhecimento e o domínio de seu próprio corpo. Ela além de se constituir como um fator indispensável ao desenvolvimento global e uniforme da criança, também se constitui como a base fundamental para o processo de aprendizagem dos indivíduos. (9)

Exercícios físicos de leve a moderado estimulam o crescimento e deve ser incentivado. (10) Vários estudos com crianças e adolescentes têm demonstrado o benefício da atividade física no estimulo do crescimento e desenvolvimento, na prevenção da obesidade, no incremento da massa óssea, no aumento da sensibilidade à insulina, na melhora do perfil lipídico, na diminuição da pressão arterial, além do desenvolvimento da socialização e da capacidade de trabalhar em equipe.

Na fase escolar a criança começa a vivenciar o mundo em que está inserida. Para isso é preciso criar ambientes favoráveis à prática de atividades físicas e que proporcionem o maior número de experiências motoras possíveis, para que assim possam obter uma motricidade ativa. (11)

A Educação Física Escolar é de fato uma das disciplinas mais importantes no processo de prevenção do sedentarismo e na promoção da qualidade de vida. Na maioria das vezes o único lugar que muitas crianças têm a oportunidade de praticar atividade física é dentro da escola. Nota-se então a importância da escola para a prática de atividades e a conscientização de hábitos saudáveis na infância. Quando crianças e adolescentes adotam a pratica regular de exercícios físicos desde cedo, eles têm mais chances de ter uma vida adulta ativa. (11)

O sedentarismo infantil é uma realidade contemporânea resultante de fatores sociais, organização familiar e crescimento do lazer digital. Promover a atividade física na infância e na adolescência significa estabelecer uma base sólida para redução da prevalência do sedentarismo na idade adulta, contribuindo desta forma para melhor qualidade de vida. Programas de intervenção realizados no espaço escolar, envolvendo atividade física e educação nutricional, podem combater o sedentarismo infantil e diminuir a epidemia global da obesidade. (12)

“As atividades físicas para crianças têm aumentado nos últimos anos e dependendo da necessidade ou da indicação, essas atividades físicas podem variar de acordo com objetivo dos profissionais de saúde e da criança. ” (13) Por se tratar da primeira faixa-etária do ser humano, a infância requer cuidados especiais e, por esse motivo, é considerado por profissionais de saúde um período de grande desenvolvimento físico.

Para garantir o crescimento e o desenvolvimento, é importante que a criança pratique atividades desportivas para melhorar a saúde e a socialização, porém deve-se tomar cuidado com as consequências de uma prática de atividade física ou treinamento precoce sem um acompanhamento adequado. (13)

Este desenvolvimento requer acompanhamento e parceria com outras áreas do conhecimento – de forma transdisciplinar, como a psicologia, a pedagogia, a nutrição, educação física, sendo que, na escola a criança está em constante processo de educação e socialização. Sem esquecer o papel da família para reforçar e ajudar essa parceria, pois cada vez mais as crianças são estimuladas a praticar atividade física por vários motivos. Para profissionais de Educação Física a infância é uma fase que requer muita atenção e dedicação, principalmente para os que optam em trabalhar especificamente com essa faixa-etária. Além das experiências vividas no trabalho educativo com as práticas corporais envolvendo crianças, percebe-se que é importante conhecer mais esse universo infantil. (13)

O desenvolvimento motor atinge muita influência, do meio social e biológico, podendo mudar durante seu processo. (14) A criança aperfeiçoa, cotidianamente, seu desenvolvimento motor no âmbito escolar, por ser este um espaço próprio para os estímulos necessários, observando que é através das brincadeiras realizadas na escola, que a criança aprende e desenvolve-se. É necessário que os educadores conheçam características motoras fundamentais para serem aplicadas em diversos contextos, pois são necessárias e garantem o bom desempenho das crianças.

Logo, o desenvolvimento motor é importante e deve ser levado em consideração em todos os aspectos da vida humana. E como tal precisa dar a devida atenção, de forma que não seja deixado de lado, mas acompanhado e estimulado periodicamente. É através das atividades motoras que as crianças em seus primeiros anos de vida exploram o mundo que a cerca. (14)

O sedentarismo e a atividade física são dois comportamentos relacionados à saúde de pré‐escolares. Em crianças até 4 anos, o comportamento sedentário é fator importante para o aumento de peso, valores aumentados de LDL‐colesterol e diminuídos de HDL‐colesterol.1 Da mesma forma, há relação positiva entre o aumento da atividade física com uma maior densidade óssea, melhor perfil cardiometabólico e menor adiposidade corporal. (15)

Dados relatam que a prática frequente de atividade física na infância pode estar associada a um risco reduzido de desenvolver sobrepeso e obesidade, sendo a atividade física um elemento de saúde de extrema importância, pois possui efeitos positivos além do bem-estar, sobre a saúde cardiovascular e musculoesquelética. Já é conhecido que fatores comportamentais são adquiridos na infância e adolescência e perduram pela vida toda. E devido ao constante aumento destes indivíduos com excesso de peso e do surgimento das doenças crônico-degenerativas precocemente, torna-se essencial pesquisas que avaliam o excesso de peso e o nível de atividade física desses indivíduos; para, por conseguinte, possibilitar a criação de estratégias de prevenção, intervenção e hábitos saudáveis para uma melhor qualidade de vida a curto e longo prazo. (16)

Estes índices crescem progressivamente, tornando-se cada vez maiores, e, associado o aumento de peso estão os riscos de mortalidade e morbidade, o que, consequentemente, reduz a expectativa de vida, sendo o fator causal para o aumento nos custos com a saúde ao longo da vida desses indivíduos. (16) “[…] existem diferenças fisiológicas que separam as pessoas por faixa-etária, supondo que a atividade física em qualquer idade é importante para promover alguns benefícios como cuidar do corpo e prevenir doenças. ” (13)

Por outro lado, o comportamento relacionado à prática de atividade física vem ocupando cada vez mais espaço na literatura relacionada à promoção da saúde e qualidade de vida. (17) Importantes publicações têm acrescido, ao conhecimento científico, a magnitude das prevalências de inatividade física no mundo, seus diversos determinantes, seus riscos e suas consequências adversas para a saúde. Por outro lado, emergem abundantes informações sobre programas de intervenção, e mudanças políticas necessárias para fomentar a prática de atividade física pela população.

O aumento considerável do conhecimento sobre esse comportamento ainda contrasta com os elevados índices de inatividade física no mundo, considerada um dos grandes problemas de saúde pública do século XXI. Com relação à população de jovens, pode-se observar que os níveis de atividade física e a aptidão física de crianças e adolescentes vêm diminuindo. Um recente estudo que utilizou dados de 105 países mostrou que 80% dos adolescentes de 13 a 15 anos não conseguiram atingir as recomendações atuais de prática de uma hora de atividade física, de intensidade moderada a vigorosa, por dia.

Pais e professores são chamados a ter um maior papel no processo de reorientação do crescimento e desenvolvimento das suas crianças. Há a obrigação de se criarem novas oportunidades para que as crianças em idade pré-escolar e escolar possam viver experiências enriquecedoras do seu repertório físico e motor, de modo a combater o flagelo da inatividade física. (18)

O processo de escolarização, nos diversos níveis, ocorre no contexto das diferenças individuais. Buscar um desenvolvimento ótimo de cada uma das crianças, em um grupo de 25 ou 30, é uma tarefa que demanda um bom domínio de procedimentos de ensino-aprendizagem, que atendam crianças que podem estar numa mesma faixa etária, mas que são muito diferentes entre si no que diz respeito ao seu crescimento físico e ao desenvolvimento de suas habilidades de comunicação e expressão, cognitivas, sociais e motoras. (19)

Dentro deste contexto, pode-se concluir que o desenvolvimento motor consiste em uma série de mudanças que ocorrem ao longo do ciclo vital em termos do deslocamento de partes do corpo ou de todo o corpo no espaço. O movimento é o elemento central na comunicação e interação com as outras pessoas e com o meio ambiente à nossa volta; é central também na aquisição do conhecimento de si e da natureza. Apesar dos movimentos estarem presentes em todas as nossas ações, eles não se repetem, variando em função da nossa disposição física e mental daquele momento. A aquisição de habilidades motoras que ocorre ao longo dos anos é fruto não só das disposições do indivíduo para a ação, mas principalmente do contexto físico e sociocultural onde o individuo está inserido. (19)

3. BENEFÍCIOS DE PULAR CORDA PARA O DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR

Aparentemente, o pular corda é uma habilidade simples de ser executada, porém uma análise mais detalhada desta habilidade motora nos leva a afirmar que esta é uma habilidade relativamente complexa; uma vez que ela exige estabilização postural tanto das extremidades superiores quanto das inferiores, e antecipação do momento em que a corda irá tocar o solo para a determinação do início da fase de voo do salto – momento em que a corda passa sob os pés. Além disso, os saltos precisam ser ajustados frequentemente já que a trajetória da corda sofre pequenas mudanças de um ciclo a outro. (20) Portanto, o exercício passa de uma simples concepção de brincadeira.

Há muito tempo o pular corda vem sendo executado pelas pessoas, por crianças em suas brincadeiras ou por atletas no treinamento desportivo. A aquisição de padrões complexos de coordenação motora, como o pular corda, é um desafio para os estudiosos do desenvolvimento motor, pois crianças de tenra idade já são capazes de brincar pulando corda. (21)

A psicomotricidade é uma parte importante da educação física na infância, pois auxilia no desenvolvimento da criança em seus aspectos cognitivos, motores e afetivos sociais. Esse desenvolvimento vai acontecendo de maneira gradativa de acordo com o seu crescimento. Dentro do contexto escolar, uma proposta de aula que trabalhe com atividades psicomotoras auxilia no processo de aprendizagem. (22)

A execução do pular corda envolve a coordenação e o controle dos movimentos dos braços e pernas em relação à trajetória da corda, e estes dependem da organização das informações que o organismo capta referente à trajetória da corda e da frequência de batida da mesma. Assim, o relacionamento entre a informação sensorial disponível e a ação motora pode indicar alteração funcional do organismo perante o fluxo contínuo de estímulos que estão disponíveis no ambiente. (21) A orientação espaço-temporal do corpo e de suas partes deve ser modulada durante toda a sequência de pular corda de acordo com a dinâmica intrínseca (organismo) e com a dinâmica extrínseca (ambiente) – exigida quando o sujeito salta batendo a corda ou quando a corda é batida por auxiliares em igual ou em diferente frequência (21)

A Educação Física tem um papel essencial na Educação Infantil, pela possibilidade de trazer às crianças várias experiências através de situações em que elas mesmas possam criar, imaginar, descobrir novos movimentos, reelaborar ideias sobre os movimentos e suas ações. Além disso, é o momento para que, por meio das experiências – com o próprio corpo, com materiais e com a interação social – elas aprendam sobre seus limites, superem seus desafios, conheçam e valorizem o seu corpo; relacionando-se com outras crianças, expressem sentimentos utilizando a linguagem corporal, entre outras situações relacionadas ao desenvolvimento de suas capacidades afetivas e intelectuais. (22)

O pular corda pode ser executado sozinho ou em grupo, de diversas maneiras: com a corda batida pelo próprio executante ou por batedores externos.  Pode ainda ser executado com base de suporte em uma ou duas pernas e em diferentes frequências de batida da corda. No entanto, toda esta variabilidade depende da criatividade e habilidade do (s) executante (s). Além disso, podemos pular diferentes tipos de corda, pois elas podem variar no peso, textura, tamanho e rigidez. (20) “Como no pular corda há uma contínua interação entre a corda e o salto, os dois eventos devem ser controlados de forma bastante recíproca, consequentemente gerando um grande fluxo de informação”. (21) Além disso, “envolve também o “entrar” na corda, girar saltando, colocar a mão no chão, saltar com um pé só, saltar com mais pessoas ao mesmo tempo, a “saída” da corda, e outras mais. Assim uma análise mais cuidadosa desta.” (21)

As crianças reconhecem o mundo através do corpo e é por meio dele que elas experimentam sensações e demonstram seus sentimentos. Assim, é preciso que todas as variáveis relacionadas estejam adequadas para que a criança possa vivenciar de forma correta as percepções e responder aos estímulos que lhe forem dados, favorecendo a integração sensorial e a capacidade de interagir com o meio que a cerca. Dessa forma, considera-se que os elementos da psicomotricidade, quando estimulados desde cedo, trazem um desenvolvimento mais saudável, reduzindo os obstáculos encontrados no desenvolvimento, potencializando melhorias no processo de aprendizagem. (22)

Para a execução de habilidades motoras cíclicas, como o pular corda, a coordenação requer que o executante desempenhe movimentos específicos, em série, rápida e precisamente. Um padrão motor é considerado bem coordenado quando o ajustamento espaço-temporal entre os segmentos do corpo do executante e a sequência de ações a serem realizadas é suave, sincrônica e rítmica. (21) Através da psicomotricidade, é possível desenvolver adequadamente todos os Elementos psicomotores: esquema corporal, coordenação motora rudimentar, coordenação motora fina, organização espaço-temporal, ritmo, lateralidade e equilíbrio. (22) Sendo importante estimular o movimento através de brincadeiras e jogos, proporcionado assim uma vivência corporal ampla capaz de desenvolver capacidades física, afetivas e motoras.

As crianças que são mais estimuladas terão um melhor desempenho em suas atividades. Uma criança que conhece bem seu corpo, seus limites, que realiza os movimentos de forma correta, apresenta melhora em seu comportamento; podendo até diminuir problemas na aprendizagem, sejam na leitura, na escrita, cálculos, ou em outras dificuldades, pois, para muitos, o essencial é saber se controlar e dominar o próprio corpo. Por isso, aulas que envolvem jogos e brincadeiras psicomotoras são muito importantes no âmbito escolar, pois os alunos devem conhecer esses conceitos de extrema importância para um melhor rendimento em sala de aula, e nada melhor que aprender brincando, sem a pressão e o comprometimento com o aprender técnico. (22)

O desenvolvimento motor acontece de forma individual onde cada criança possui suas próprias percepções através de uma relação com imagem do corpo, sendo muito associada com o desenvolvimento das percepções do mundo e que vivem.  Outra relação a ser associada, é com os objetos, fazendo assim a relação entre seu corpo e ao de um objeto, ou seja, ao meio social que está acontecendo a maturação. Desse modo, cérebro e músculos influenciam-se e educam-se, fazendo com que o indivíduo evolua no plano do pensamento e da motricidade. (23)

De modo geral, podemos afirmar que o grau de complexidade de uma tarefa motora está no número de elementos que precisam ser coordenados e na rede de relações que se estabelece entre estes elementos. Como habilidades motoras grossas, identificamos aquelas que envolvem o corpo como um todo, principalmente, mas não exclusivamente grandes grupos musculares. Entre elas podemos citar o pular, andar, arremessar uma bola ao cesto. (24)

“Um padrão motor é considerado bem coordenado quando o ajustamento espaço-temporal entre os segmentos do corpo do executante e a sequência de ações a serem realizadas é suave, sincrônica e rítmica.” (22)

De fato, a prática de habilidades motoras é um fator muito importante para o desenvolvimento da integração da percepção com a ação e, portanto, da coordenação motora. Se no período da infância a criança não tiver oportunidade de prática, instrução e encorajamento, ela não vai adquirir os mecanismos básicos para a execução de tarefas como, por exemplo, identificar os estímulos relevantes para a ação eficiente, identificar a estrutura temporal da tarefa e organizar padrão motor adequado para execução da tarefa com êxito. “…. Os resultados obtidos na aquisição do pular corda indicam a importância de se trabalhar o ritmo para a aquisição de tal habilidade. ” (24)

A falta de habilidades rítmicas pode ser a causa de uma leitura lenta e silábica, uma vez que a leitura é constituída por uma sucessão de elementos gráficos que são traduzidos em elementos sonoros. A pontuação e a entonação que se dá à leitura de um texto também são consequências da habilidade rítmica. (25) Pode-se perceber, portanto, uma grande ligação entre orientação temporal e a aquisição da leitura.

Problemas na orientação espacial/lateralidade terão consequências como: dificuldade no reconhecimento direita/esquerda; incapacidade de se orientar no ambiente; dificuldades na aquisição da direção gráfica; escritas de letras e números em espelho; dificuldades na discriminação visual; erros na disposição dos cálculos escritos; na percepção na ordem das palavras. (25)

Nesse sentido, “é também de fundamental importância a formação dos profissionais de educação a fim de que possam desenvolver adaptações ou novas tecnologias, de acordo com as necessidades especiais de seus alunos”. (25)

Através de uma simples brincadeira, ou simplesmente do ato de jogar um jogo, é possível descobrir desvios que pode uma criança ter. Pois é no ato de brincar que se pode visar a habilidade manual e aptidões motoras de uma criança. O ato de brincar não deve ser visto somente como um ato de entretenimento, mas também como uma atividade que possibilita aprendizagem de várias habilidades; devendo este ser realizado em um ambiente agradável, motivador, planejado e enriquecido que possibilita a criança desenvolver suas capacidades/habilidades. (6)

4. A IMPORTÂNCIA DA LUDICIDADE NAS AULAS DE EDUÇÃO FÍSICA E DA FORMAÇÃO CONTINUADA DO PROFESSOR

O enfoque na avaliação lúdica é um dos muitos caminhos que nos possibilita ver como a criança inicia seu processo de adaptação à realidade. Através de uma conquista física funcional, ela aprende a lidar de forma cada vez mais coordenada, flexível e intencional com seu corpo, situando-o e organizando-o num contexto espaço-temporal que lhe é reconhecível; este começa a fazer sentido para sua memória pessoal. E, como é justamente essa organização significativa da ação sensório-motora, a mesma lhe dá condições de, gradualmente, mudar sua forma de interagir com o meio, no caminho de uma abstração reflexiva crescente. (26)

A introdução do lúdico na vida escolar do educando é uma maneira muito eficaz de repassar pelo universo infantil para imprimir-lhe o universo adulto, nossos conhecimentos e principalmente a forma de interagirmos. O ato de brincar estimula o uso da memória que, ao entrar em ação, se amplia e organiza o material a ser lembrado. Tudo isto está relacionado com o aparecimento gradativo dos processos da linguagem que, ao reorganizarem a vivencia emocional, leva a criança a um nível de processos psíquicos. (26)

As atividades lúdicas são recomendadas por vários autores para favorecer o desenvolvimento cognitivo, motor, social e afetivo de crianças, principalmente, na idade infantil. Dessa forma, esta pesquisa pretende, também, investigar a importância da aplicação de atividades lúdicas para sanar déficits motores apresentados por crianças da Educação Infantil. A ludicidade/brincadeira possui uma linguagem que pode ser compreendida de maneira clara e objetiva, e também representa para a criança um fator muito importante para o desenvolvimento social, interpessoal, inter-relacional e interfamiliar. Logo, a assimilação, durante as aulas, se torna mais fácil. (23)

Sob o enfoque da psicomotricidade, a ludicidade é sugerida em muitas propostas pedagógicas da Educação Infantil como um instrumento para o ensino de conteúdos. Mas quando os jogos e as brincadeiras, como o pular corda, compreendidos apenas como recursos pedagógicos, estes assumem um caráter instrumental, porque perdem o sentido da brincadeira e, muitas vezes, até mesmo a própria ludicidade – servindo somente para sistematização de conhecimentos, uma vez que são usados para atingir resultados preestabelecidos pelo educador. (27)

“A ludicidade aplicada na aprendizagem, mediante jogos e situações lúdicas, não impede a reflexão sobre conceitos matemáticos, linguísticos ou científicos. ” (27) “Ao planejar atividades lúdicas, é fundamental ter como ponto de partida a realidade, os interesses e as necessidades da criança que faz parte da Educação Infantil”. (27)

Faz-se necessário que o educador se conscientize de que, ao desenvolver o conteúdo programático, por intermédio do ato de brincar, não significa que está ocorrendo um descaso com a aprendizagem do conteúdo formal. “É fundamental que os profissionais da área da Educação Infantil analisem suas práticas educativas a fim de envolverem os jogos e as brincadeiras na sua essência. ” (27)

O acesso a espaços coletivos de brincadeira e a experiência de cultura possibilitam a ampliação da criação no brincar. Porém, a crescente violência urbana impediu que determinados espaços de ludicidade, tais como a rua, a praça e o parque, sejam desfrutados pelas crianças. Esse é mais um fator preocupante e que torna, mais do que necessária, a escola como um espaço “fértil” de ludicidade. (27)

O professor é a peça chave desse processo, devendo ser encarado como um elemento essencial e fundamental. Quanto maior e mais rica for sua história de vida profissional, maiores serão as possibilidades de desempenhar uma prática educacional consistente e educativa. (26)

Com relação às disciplinas escolares, mais especificamente para o contexto das aulas de educação física, os desafios atribuídos aos professores não são poucos e nem tão pouco simples. Mudanças nos conteúdos curriculares e novas diretrizes a serem seguidas, reestruturações nos cursos de formação e capacitação profissionais, aumento nos índices de absenteísmo, sobretudo no ensino médio. (28)

E à prática docente:

No contexto das aulas de educação física na escola, por exemplo, estes podem ser: ter que lidar com a baixa motivação e, às vezes, desvalorização dos alunos pelo conhecimento específico da área, dificuldades relacionadas à infraestrutura e materiais, aspectos relativos ao planejamento e administração de aulas, conteúdos e avaliação com uma carga horária semanal insuficiente, baixo status no corpo docente da instituição, além dos diferentes aspectos que interferem na vida pessoal do professor e não estão vinculados diretamente com a instituição escolar. (28)

Uma análise mais detalhada sobre a Educação Física na escola aponta para a necessidade de um enfrentamento urgente no sentido de implementar propostas efetivamente renovadoras; (29) estudiosos da área vêm discutindo nos últimos vinte anos novas alternativas que possam suprir tais necessidades.

Isso significa que, o comportamento do professor é continuamente mediado por suas convicções acerca de suas capacidades e habilidades para promover aprendizagens significativas para os alunos, ainda que em condições nem sempre favoráveis. As consequências desse julgamento podem ser observadas direta e indiretamente no comportamento do professor e dos alunos; nos níveis de esforço, persistência, interesse em ensinar, mesmo diante dos obstáculos que possam surgir no decorrer desse processo. (28)

Essas discussões parecem ter amadurecido e se consolidado em novas tendências da Educação Física escolar. (29) Contudo, sua permeabilidade nos meios acadêmicos não se mostra permear na prática docente, exceto escassas experiências desenvolvidas por professores pós-graduados e outros preocupados com sua formação continuada e, principalmente, com um comprometimento com as questões do ensino-aprendizagem; a maioria do corpo docente da área de Educação Física ainda continua pautada em referenciais tecnicistas e esportivistas.

A questão da disciplina é uma crescente preocupação no meio escolar. O fato é que os alunos revelam estar perdendo o interesse pelas disciplinas e pelo conhecimento da maneira como é apresentado, ou seja, de forma acabada e, exclusivamente, expositiva. (29) Seria bom descobrir como utilizar novas metodologias e estratégias de aula.

Há de se considerar que as normas das escolas já não atendem as expectativas e necessidades dos alunos. Apesar de necessárias, os professores reconhecem que as mudanças na educação não se devem, exclusivamente, aos órgãos públicos/direção escolar, mas envolvem também eles próprios e suas formações. (29)

Pensar em formação do professor de Educação Física, é pensar em como ele constrói seus saberes: saber fazer, saber da profissão e saber pedagógico – inserido em um contexto de diversidade cultural, ética, social, econômica, que constitui o ambiente escolar e a sociedade. (29)

Os professores têm que se assumir como produtores de sua profissão, mas observa-se que não basta mudar os profissionais, é preciso mudar também os contextos em que eles se encontram. (29)

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com vários estudos compreendidos no processo das etapas do desenvolvimento de aprendizagens e de habilidades motoras, podemos chegar à conclusão do quão importante é para as crianças as atividades lúdicas de pular corda com base em estudos podemos afirmar que a criança que pratica esta atividade motora terá maior facilidade em desenvolver a sua psicomotricidade e seus fatores, a sua psicomotricidade relacional, e sua motricidade, é importante citar que    a aprendizagem motora apresenta um comprometimento motor no desenvolvimento dos componentes da psicomotricidade, e em especial, àqueles ligados às noções corporais, espaciais e temporais. Mas se o estudo motor for seguido de movimentos, o aluno terá transformações constantes em seu comportamento motor. Deve-se estimular a criança a atividade motora, e o profissional de Educação Física é o grande responsável por essa estimulação, já que o maior objeto de estudo nessa área é o próprio corpo, sabendo avalia-lo, estimula-lo, tirando sempre o aluno da zona de conforto e levando-o para uma área de conflito onde ele possa refletir e solucionar.

Para que essa estimulação ocorra se faz necessário a qualificação profissional onde a licenciatura é apenas o fundamento, a base para estar em frente a uma sala de aula, sendo de grande importância uma pós-graduação e até mesmo especializações em áreas especificas.

Está pesquisa bibliográfica levou a conclusão que o profissional que é ciente da importância da atividade física, em especial, a atividade de pular corda, com certeza já é um profissional consciente, com um diferencial a mais, podendo oferecer uma aula diferenciada, alegre, lúdica, participativa, onde ele mesmo participará não sendo apenas um professor ocular más também se envolvendo na brincadeira e buscando mais afinidade com seus alunos.

Além disso, cuidar de habilidades motoras nas séries iniciais é ocasionar novas descobertas e experiências e deixá-las que fluam na imaginação de cada criança para que, desta maneira, ela saiba que sua eficiência de aprendizagem e habilidades pode proporcionar uma grande diferença no seu cotidiano escolar e futuramente usá-la de maneira coerente e significativa.

Se faz necessário novas pesquisas e estudos sobre a atividade de pular corda, e todos os benefícios que ela pode acarretar para uma aula diferente e participativa. Conclui-se que a brincadeira é uma atividade essencial na educação infantil, onde a criança pode exprimir suas ideias, sentimentos e conflitos –  descortinando ao seu educador e seus colegas como é seu mundo, o seu dia a dia. Portanto, cabe ao professor uma postura de análise e reflexão sobre suas ações e práticas pedagógicas.

REFERÊNCIAS

1. BULGRAEN,Vanessa C. O papel do professor e sua mediação nos processos de elaboração do conhecimento. Revista Conteúdo, Capivari, v.1, n.4, ago./dez. 2010.Disponível em:<https://conteudo.org.br/index.php/conteudo/article/viewFile/46/39>  Acesso em: 03 set. 2016.

2. FREIRE, Paulo. Educação e mudança. Tradução de Moacir Gadotti. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.

3. PICCOLO, Vilma L. Nista. Educação física escolar: ser___ ou não ter?. Campinas: Ed. da UNICAMP, 1993. 136 p.

4. FELICIANO, M.; LIMA, M. V.O perfil profissional do professor de Educação física e o treinamento técnico aliado à evolução humana nas diversas funções exercidas no ambiente de trabalho em academia. [Dissertação de pós – graduação]. Rio de Janeiro: Universidade Veiga de Almeida-UVA; 2006.

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[1] Trabalho apresentado como requisito parcial para conclusão do Curso de Educação Física da Faculdade de Patos de Minas.

[2] Especialista em Educação Especial. Graduação em Educação Física. Professora do Curso de Educação Física da Faculdade Patos de Minas – FPM.

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