Arte Como Dispositivo Facilitador No Processo De Intervenção Psicopedagógico No Ensino-Aprendizagem Significativo/Criativo De Aprendentes Contemporâneos

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DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/educacao/intervencao-psicopedagogico
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ARTIGO ORIGINAL

PIMENTA, Delcimar Fragoso [1], RODRIGUES, Ana Paula [2]

PIMENTA, Delcimar Fragoso. RODRIGUES, Ana Paula. Arte Como Dispositivo Facilitador No Processo De Intervenção Psicopedagógico No Ensino-Aprendizagem Significativo/Criativo De Aprendentes Contemporâneos. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 06, Ed. 04, Vol. 04, pp. 33-50. Abril. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/intervencao-psicopedagogico, DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/educacao/intervencao-psicopedagogico

RESUMO

Este trabalho teve como objetivo analisar a arte como dispositivo facilitador no processo de intervenção psicopedagógico, visando, principalmente, apresentar a arte como ferramenta interventiva na facilitação e inclusão de aprendentes com deficiência de aprendizagem (DA). Mediante a essa proposta, podemos dizer que este trabalho se justifica na medida em que se oportunizou na produção de novos saberes e no enrijecimento comunitário, referente ao enfrentamento das dificuldades de aprendizagens. Como procedimento metodológico, foi utilizada a pesquisa bibliográfica (um estudo exploratório que nos possibilitou reunir informações sobre o tema proposto). Assim, Para a explanação desse tema, buscamos apoio nos estudos produzidos por: Coli (1995), Cury (2001), Freire e Shor (1986), Freire (1987, 1994, 1995, 1998), Lemos (2002), Moraes (1997), Machado (1996, 2000), Norius (1990), Piaget (1948), Pimenta E Anastasiou (2002), Severino ( 1994), Vygotsky (2010), Silva (1998), Sacristán (2002), Souza (2000), Bohn, Luz e Luz Filho ( 2010), Coutinho (1995), Peters (2001), Herman (2003), Milligan (1997), Libâneo (2007), Barbosa (1991, 1995, 1998), Lowenfeld (1954), Theodoro (1996), Brasil (1998), Beuclair (2004), Bossa (2000), Rubinstein (1987), Smith (2007).

Palavras-Chave: Arte, Ensino-aprendizagem, Psicopedagogia.

1. INTRODUÇÃO

A arte com suas linguagens artísticas tem um papel de significativo no processo de ensino-aprendizagem.  É uma área que está entrelaçada com as demais áreas e cada linguagem artística tem suas especificidades.

A arte propicia o desenvolvimento da construção do pensamento artístico e da percepção estética, os quais caracterizam um modelo próprio de alinhamento e sentido à própria experimentação como ser humano: o aprendente, por meio da arte, tende a desenvolver sua sensibilidade, imaginação e percepção, ao realizar formas artísticas ou mesmo no apreciar ou reconhecimento das formas por ele produzidas, pelos colegas, pela natureza e de culturas de outros grupos sociais.

As linguagens artísticas vêm gerando novos desafios e novas oportunidades para a inserção, incorporação e utilização no ambiente escolar, visando à relação e à representação comunicacional de ideias diante a deficiência de aprendizagem (DA), motivo que despertou o interesse deste aprendiz autor em analisar a “Arte como Dispositivo Facilitador no Processo de Intervenção Psicopedagógico no Ensino-Aprendizagem Significativo/Criativo na Formação de Aprendentes Contemporâneo”, em uma perspectiva significativa de complementação e construção colaborativa de conhecimento, alavancando e exaltando a potencialidade de promover o despertar no desenvolvimento cognitivo de habilidades de criticidade, criatividade e sensibilidade nos alunos/aprendentes com DA, quanto aos atos de ler, escrever e interpretar imagens e textos.

Mensura Jorge Visca (1987), a Psicopedagogia é um arco que tem como estudo o processo de aprendizagem humana. Afirma ainda a ênfase no estudo metódico, o da corrente epistemologia convergente (VISCA, 1987, p. 16).

Levando isso em consideração, destacamos que as linguagens artísticas vêm se perpetuando no ensino-aprendizagem como “Ferramenta” para uma melhor assimilação do ensino-aprendizagem significativo, colaborativo na formação de aprendentes contemporâneos, pode-se perceber que existe uma grande parcela de profissionais que não buscaram possuir capacitação suficiente para lidar com as Deficiências de Aprendizagem (DA) dentro da sala de aula, tornando-se justificável um levantamento de caráter investigativo e qualitativo, referenciando o tema deste trabalho, a fim de proporcionar sugestões como formação continuada e treinamentos que contemplem a Arte nas linguagens artísticas aplicadas no ensino-aprendizagem.

É axiomática, na contemporaneidade, a aplicação das linguagens artísticas ao ensino-aprendizagem de alunos com Deficiência de Aprendizagem (DA), e que contemple a formação de ensinantes/professores contemporâneos para uma melhor facilitação-aprendizagem significante e colaborativa, pois através da arte e suas linguagens, ensinantes e aprendentes podem representar e divulgar o pensamento próprio, lendo e atribuindo significados, como também a barganhar informações, consolidando conhecimentos significativos em um ato de ler, escrever, refletir e refazer, que favoreçam o crescimento individual no campo da intelectualidade pessoal e da coletividade. A “arte” favorece uma melhor compreensão da realidade e contribui diretamente na atuação do indivíduo na transformação da sociedade.

O enfrentamento desses desafios implica, muitas vezes, em uma atuação do investigador “psicopedagogo”, observando, procurando apreender e compreender o universo do sujeito com DA: familiar, escolar, afetivo e cognitivo, condições de vida, sua linguagem, espontaneidade conceitual, bem como em revelar-se ao aprendente/aluno no sentido de mediar e guiá-lo, utilizando a arte com suas linguagens artísticas como dispositivo de intervenção para a superação do problema.

2. DESENVOLVIMENTO

O ensino-aprendizagem circula arcos de ligação a dissemelhantes meios de aprendizado, que contemplam atividades pedagógicas para o aluno/aprendente na criação, produção do conhecimento, interatividade, cooperação, arte, colaboração, autoconhecimento e uma gama de integração: teoria/prática; conhecimento prévio/novo; conhecimento pessoal/profissional; cidadão/grupo social.

Neste universo, visa, primeiramente, que o ensinante/facilitador seja o indivíduo capaz de visualizar, aprender, desaprender e reaprender e assim perceber e assimilar o papel das linguagens nos setores culturais contemporâneos situando a real importância da arte para o ensino-aprendizado educacional nos dias atuais, sendo as linguagens artísticas utilizadas na didática do sistema educacional como ferramenta para o ensino e o aprender.

2.1 JUSTIFICATIVA

O ensino-aprendizagem engloba arcos de acesso a diferentes meios de aprendizado, que contemplam atividades para o aprendente na produção do conhecimento, interatividade, cooperação, arte, colaboração, autoconhecimento e uma gama de integração: teoria/prática; conhecimento prévio/novo; conhecimento pessoal/profissional; cidadão/grupo social. Nessa perspectiva, visa, primeiramente, que o psicopedagogo/terapeuta seja capaz de visualizar, perceber e assimilar o papel das linguagens nos setores culturais contemporâneos e assim situar sua importância para o ensino-aprendizado educacional nos dias de hoje, pois as linguagens artísticas devem ser utilizadas como ferramenta para a intervenção psicopedagógica no ensino e no aprender.

2.2 OBJETIVOS

2.2.1 OBJETIVO GERAL

Analisar a arte como dispositivo facilitador no processo de intervenção psicopedagógico no ensino-aprendizagem significativo e colaborativo na formação de alunos/aprendentes contemporâneos com deficiência de aprendizagem do ensino básico brasileiro.

2.2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • Definir as linguagens artísticas como dispositivo facilitador no processo de intervenção psicopedagógico no ensino-aprendizagem;
  • Analisar o potencial pedagógico de recursos das linguagens artísticas como dispositivo facilitador no processo de intervenção psicopedagógico no ensino-aprendizagem;
  • Propor estratégias de linguagens artísticas disponíveis para situações que colaborem na construção dos conhecimentos e habilidades significativas, mediante intervenção psicopedagógico no ensino-aprendizagem dos aprendentes/alunos contemporâneos do ensino básico brasileiro.

2.3 ESCOPO DE TRABALHO

Esta pesquisa tem como arco o estudo do uso da arte – artes plásticas como dispositivo facilitador no processo de intervenção psicopedagógico no ensino-aprendizagem, para a construção e reconstrução do conhecimento, e uma análise da arte como dispositivo no processo de intervenção psicopedagógico, como facilitador no processo de ensino-aprendizagem significativo e colaborativo na formação de aprendentes/alunos contemporâneos do ensino básico brasileiro, utilizando para isso, como objeto direto de estudos, a arte com suas linguagens plásticas, como ferramenta interventiva na facilitação e inclusão de aprendentes com DA.

O foco desta pesquisa é criar ou propor moldes para intervenção, facilitação e endurecimento da didática facilitadora dos ensinantes frente à DA.

2.3.1 ESTRUTURA DO TRABALHO

A organização da estrutura neste Trabalho de Conclusão de Curso – TCC ficou da seguinte maneira: no primeiro capítulo, argumentou-se a introdução e o contexto do tema lançado na pesquisa, a justificativa acadêmica e pessoal do tema, o objetivo geral e específicos, o escopo do trabalho, e concluindo, sua finalização com a estrutura do trabalho.

O capítulo secundário é o marco teórico no qual são expostos conceitualizacão e elos das áreas correlacionadas para direcionar a base alicerçante de tais áreas aqui citadas, que referenciam o tema: “Arte como dispositivo facilitador no processo de intervenção psicopedagógico no ensino-aprendizagem significativo/criativo de aprendentes contemporâneos”.

A descrição das conceituações que compõe este capítulo são: arte, ensino-aprendizagem e psicopedagogia.

O terceiro capítulo destaca as conclusões adquiridas baseadas no estudo e o
lançamento de sugestões futuras de inquisição. Compõem também este documento de trabalho de conclusão de curso, referências bibliográficas empregadas e mencionadas no corpo do trabalho.

2.4 MARCO TEÓRICO

O marco teórico baseia-se em sociólogos, filósofos, historiadores da Educação, e facilitadores/professores, como Coli (1995), Cury (2001), Freire e Shor (1986), Freire (1987, 1994, 1995, 1998), Lemos (2002), Moraes (1997), Machado (1996 e 2000), Norius (1990), Piaget (1948), Pimenta e Anastasiou (2002), Severino (1994), Vygotsky (2010), em teóricos do Currículo como Silva (1998), Sacristán (2002), em educomunicadores, como Souza (2000), em estudiosos do uso das tecnologias educacionais, como Bohn, Luz E Luz Filho (2010), Coutinho (1995), Peters (2001), Herman (2003), Milligan (1997), Libâneo (2007), em arte-educadores, como Barbosa (1991, 1995, 1998), Lowenfeld (1954), Theodoro (1996), Brasil (1998), e em psicopedagogia, como Beuclair (2004), Bossa (2000), Rubinstein (1987), Smith (2007) e outros.

Muitas alterações vêm ocorrendo rapidamente na sociedade contemporânea. O ensino-aprendizagem ubicado ao extremo para a criação de um novo conhecimento, uma aprendizagem participativa no compartilhamento entre ensinante e aprendente. A arte tem o poder de transformar o ordinário em extraordinário e tudo indica que pode ser um imenso aliado do desenvolvimento cognitivo dos aprendentes/discentes, principalmente quando possibilita o desenvolvimento de um labutar que se adapta a distintos ritmos de aprendizagem, e permite que o aprendente venha a aprender com seus erros. “A visualização do ensinante necessita trafegar junto à história do aprendente, colorindo seu desenvolvimento, sem deixar de lado que este é único, humano e singular, e assim cada ser aprende da sua própria maneira.” (HOFFMANN, 1998, p. 31).

Para que haja aprendizado, é necessário confraternizar com o tempo de cada aprendente, mediando, respeitando, analisando seus erros e acertos, avaliando e repensando a prática didática, para que todos os envolvidos na busca do aprender consigam assimilar o conhecimento a eles lançados. A arte com suas linguagens disponibiliza a ensinantes/professores novas conjecturas educacionais, novas funções e formas de atuação. Uma das mais importantes contribuições da arte ao processo ensino-aprendizado, decerto é a criatividade.

O discente/aprendente tem condições de procurar criar obras materiais condizentes a qualquer assunto de forma muito fácil. A manipulação da linguagem artística tem como repositório de conhecimento acoroçoar o aluno a aprender e apreciar o seu próprio fazer. É bastante salutar por fomentar discussões sobre temas artísticos, por permitir ao aprendente/aluno obter respostas de formas alternativas à simples leitura de um livro e, consequentemente, por torná-lo um agente ativo na busca pela informação, pois a arte desperta no indivíduo/aprendente a curiosidade e “constitui modos específicos para a manifestação da criatividade nos indivíduos humanos na interação com o universo em que se situam, no reconhecimento próprio”. (FERRAZ E FUSARI, 1999, p. 16)

Para conceber mudanças no sistema educacional, temos que minuciosamente e analiticamente refletir com criticidade sobre:

  • Valores que auxiliem no desenvolvimento e crescimento dos indivíduos e da sociedade;
  • Ensino-aprendizagem;
  • Psicopedagogia inclusiva mediante a aprendentes com dificuldade de aprendizagem;
  • Novos dispositivos, metodologias, sistemas de ensino, curadoria de conteúdo, inovação e mudanças;

A resposta está na vontade de aprender e reaprender sempre, confrontando o velho saber com o novo fazer. Confrontar esses saberes e fazeres implica em:

uma atuação do ensinante/professor no sentido de conhecer, recuperar a fala do aprendente/aluno, escutá-lo, visualizá-lo, enfim, que faça uma leitura semiótica do apreender do seu mundo cognitivo, afetivo e social, seu linguajar, suas condições de vida, conceitos cândidos, e também mostrar-se ao aprendente (FREIRE E SHOR, 1986, p. 123).

A ênfase dada pelas instituições de ensino das linguagens artísticas, como dispositivo facilitador no processo de intervenção psicopedagógico no ensino-aprendizagem, deve ser direcionada à elaboração de materiais didáticos que acolite uma didática voltada ao prazeroso despertar do novo conhecimento, porém, baseado no conhecimento prévio dos aprendentes. Dessa forma, a utilização da arte no centro educativo favorece o acesso ao cosmo do aprendente/aluno, cuja interpretação ajuda o ensinante/facilitador a criar condições facilitadoras de aprendizagem, inovando o conhecimento já existente.

Percebe-se que a arte, com as características que as suas linguagens apresentam, tem um papel importante no ensino-aprendizado e que os terapeutas e os ensinantes devem buscar aprender e explorar ao máximo essas potencialidades, as quais não se referem tão somente ao desenvolvimento de bons conteúdos educativos, mas também ao uso rentabilizado das linguagens no campo pedagógico. Este uso implica que se estejam inteirados das teorias de aprendizagem ou que se perceba minimamente os processos mentais subjacentes à recolha, ao tratamento, ao registro e à evocação da criação, bem como à dádiva de respostas frente aos desafios de ensinar aprendentes com DA.

Os ensinantes/facilitadores e terapeutas/psicopedagogos devem almejar, em sua formação, aprender a aprender constantemente, pois segundo, Feldmann (1999, p. 01): “atribuir qualificação aos ensinantes para que sejam coletivizados no comprometimento político e transformativo”, tem se mostrado como um grande desafio a todos que acreditam na educação como um bem universal, espaço público, espaço democrático, direitos naturais e sociais na constituição da identidade e no exercício da cidadania.

A maioria dos aprendentes tem indicado que a instituição escolar tradicional
“tecnológica” está arcaica, pois os leva a aprender sobre conteúdos que não vislumbram significado para a realidade vivida por eles na contemporaneidade.

No ensino-aprendizagem tradicional, a pedagogia se caracteriza por acentuar o
ensino-aprendizagem humanístico, de cultura geral, no qual aluno é qualificado para atingir, pelo próprio esforço, sua plena realização como pessoa. Os conteúdos, os procedimentos didáticos, a relação ensinante-aprendente não têm nenhuma relação com o cotidiano do aprendente e muito menos com as realidades sociais. É a predominância da palavra do ensinante, das regras impostas, do cultivo exclusivamente intelectual, “desse embarasmo resulta o saber criticamente reelaborado.” (LIBÂNEO, 2007, p. 20, 21).

A educação tradicional deixou em segundo estágio a real situação vivida pelos
aprendentes, fato que ainda pode ser constatado, pois temos um baixo índice de pessoas adultas com criticidade, criatividade e sensibilidade atuando no mercado de trabalho.

Portanto, as atividades de sala de aula ou extrassala devem primar pela exigência das análises críticas e reflexivas, o que a arte ajuda a conceber, em detrimento da busca, leitura e interpretação do mundo, da compreensão do outro e também do escrever, do criar e reformular ideias, comunicar-se, registrar a sua história e conhecer melhor a si próprio como o protagonista de sua formação, algo qual a arte já vem proporcionando no sistema de ensino-aprendizagem.

Isso não significa que o conteúdo e a didática da educação tecnológica conhecida como “tradicional” tenha perdido sua importância. No entanto, urge na contemporaneidade mudar a forma de trabalhar conceitos, informações, procedimentos e regras, buscando sempre identificar fatos ou ocorrências do cotidiano que tem e é significativo para o aprendente, almejando criar situações que favoreçam a transformação dos conhecimentos do senso comum em conhecimento científico. A concisão científica é necessária, porém não deve ser ponto de partida. Antes, é preciso compreender a arte, para ser utilizada na escola. Pesquisas têm evidenciado que existe a necessidade de que o ensinante seja capaz de refletir sobre sua prática e direcioná-la conforme a realidade em que atua, voltada e focada aos interesses e às necessidades dos aprendentes, buscando trilhar novos caminhos para tornar o ensino-aprendizado um desafio estimulante para cada indivíduo aprendiz.

Afirma Freire (1996, p. 43) que: “formalizando os pensamentos com criticidade nos fazeres atuais e ou se espelhando no pretérito é que se poderá buscar melhoramentos ao próximo fazer”. Mas de acordo com Schön (1997, p. 21), “há situações conflitantes, contendedoras, que aplicação de técnicas convencionais simplesmente não resolve problemas”. Tais afirmações nos fazem refletir que não se deve abandonar todas as técnicas aprendidas nos cursos de graduação. Portanto, é pertinente acrescentar a esse fazer o que se aprende no dia-a-dia escolar, e que sempre existirão situações conflitantes e o ensinante deve estar preparado para resolvê-las.

Para Nóvoa (1997, p. 27):

as situações conflitantes que os ensinantes são obrigados a enfrentar (e resolver) apresentam características únicas, exigindo, portanto, características únicas: o profissional competente possui capacidades de autodesenvolvimento reflexivo (…). A lógica da racionalidade técnica o põe-se sempre ao desenvolvimento de umas práxis reflexiva.

Para ser um profissional pedagógico competente, segundo esse autor, o
ensinante deve planejar estratégias criativamente, para solucionar as situações-problemas que vão surgindo no centro educativo, no dia-a-dia. Para ele, o bom profissional é aquele que consegue combinar paciência, a técnica e a arte. Atualmente, sabe-se que o profissional ensinante não é o protagonista dessa situação. Este foi forjado/moldado pelo sistema para cumprir o papel de detentor de um saber científico, que hipoteticamente poderia ser transferido aos alunos de forma homogênea e em escala crescente de dificuldade. Assim, o desempenho do professor deveria manter-se focado para o ensino de conteúdos programáticos definidos em local fora do contexto de sala-de-aula, para posteriormente ser conduzido e seguido mediante ao impresso nas tecnologias da época os “livros”, e consumido de forma igualitária em diferentes contextos com intuito de produzir os mesmos resultados.

Felizmente, “a prática veio e vem se construindo e tornando uma ação sobre o mundo, edificada por indivíduos a pouco e pouco conquistando consciência do próprio fazer sobre o mundo” (FREIRE, 1994, p. 102). Assim, abruptamente aumenta o montante de professores/facilitadores inconformados com tal situação, buscando de alguma maneira novas alternativas para encontrar novos caminhos nos quais possam empenhar-se e empregar a arte e suas linguagens para registrar seu cotidiano, sua didática, sua escola e seu mundo, desenvolver projetos relacionados com a realidade e sua problemática, buscando compreender o passado para trabalhar na atualidade a edificação de um ensino-aprendizado significativo, compartilhado, colaborativo que possa vir contribuir positivamente com a alta qualidade do ensino. Para tanto, a arte permite que a pessoa faça registros de suas ideias e de sua visão de mundo canalizado pelo ensino-aprendizado. Porém, nos dias atuais, somente a arte tem como característica o tripé: ler, contextualizar e fazer.

Segundo, Barbosa (1995) o fazer, o contextualizar simultaneamente e o ler contribuem e colaboram para um refazer contínuo, transformando o aprendizado errôneo em substância que pode ser revista e reconstruída instantaneamente (depurada) para produzir saberes novos. “Reolhar o visualizado antes visto quase sempre implica olhar ângulos não vistos e percebidos” (FREIRE, 1995, p. 24). Para tanto, o mote principal da formação é despertar a curiosidade para buscar de forma epistemológica provocativa, analítica e reflexiva sobre alicerce do processo de aprendizagem, visualizado por intermédio da representação com a arte como dispositivo de intervenção, pois os conteúdos podem romper com a linearidade e temporalidade da DA, no aprendente frente ao ensino-aprendizado. É necessário evidenciar as deficiências e inquietações dos aprendentes no que se refere à integração no centro educativo, para que esses possam se favorecer com o uso das linguagens artísticas, tendo o psicopedagogo/terapeuta papel fundamental, equilibrando flexibilidade e organização em suas mediações interventivas. O autor descreve que, mediante ao espaço psicopedagógico, todos os envolvidos podem fazer leituras semióticas com maior amplitude, pois através da arte com suas linguagens, encontram-se janelas escancaradas no despertar de curiosidades e criatividade para o campo de ensino-aprendizagem, como dispositivo facilitador no processo de intervenção psicopedagógico no ensino-aprendizagem significativo colaborativo na formação de aprendentes/alunos contemporâneos.

2.5 DESCRIÇÃO DOS CONCEITOS

2.5.1 CONCEITO: ARTE

Arte (do Latim ars), conceito que aglutina todas as criações executadas pelo
indivíduo humano, seja para expressar uma visão ou uma abordagem sensível do mundo, vinculadas a manifestações modernas da cultura, as quais pretendem se desvincular dos cânones, provocando uma quebra com valores pré-estabelecidos, e não servindo meramente de cúmplices. Portanto, as mudanças de fases do fazer do ensinante/facilitador, psicopedagogo/terapeuta e aprendente/aluno, mais do que vinculadas a interesses econômicos, estão linkadas a interesses sociais, seja por meio da provocação reflexiva do conhecimento e enriquecimento do contato com o mundo contemporâneo globalizado, como relata Coli (1995), afirmando sua importância fundamental, a qual está em: “acordar em nosso íntimo, emoções e razões, reações culturalmente riquíssimas, que adelgam os instrumentos dos quais fazemos uso, para aprender e reaprender o mundo que nos circula” (COLI, 1995, p. 110). Fato este que deixa evidenciada, na maioria das ocorrências, a reação de indivíduos “ensinantes/professores” perante aprendentes com dificuldades de aprendizagem; ensinantes/facilitadores se mostram extremamente reativos ou preconceituosos com a arte, pois esta geralmente é vinculada ao processo de aprendizado ocorrido na sua trajetória de vida, sempre vinculada ao passado, quando as linguagens eram usadas somente como atividades e não havia arte como disciplina com tamanhas magnitudes de disseminação de informações como na contemporaneidade.

Atualmente, temos que buscar fazer a inserção do âmbito artístico no lugar que lhe é devido, principalmente semeando-o na educação de base, desde a Educação Infantil, fazendo o cultivo no seio de nossa sociedade da real importância da arte para a formação intelectual e profissional, como atividade profundamente transformadora e enriquecedora, tanto espiritualmente quanto socialmente, pois a arte transforma o ordinário em extraordinário, já estando ela inserida subliminarmente em todos os fazeres humanos desde os primórdios do desenvolvimento humano.

A arte na concepção de ensino-aprendizado contemporâneo tem servido de aporte da psicopedagogia, tendo assim uma nova concepção artística frente ao ensino-aprendizagem atual, voltada para a utilização como dispositivo facilitador no processo de intervenção psicopedagógico no ensino-aprendizagem significativo colaborativo na formação de aprendentes/alunos com DA, valorizando ainda mais as ideias artísticas (fazeres), do que somente a sua estética.

Portanto, professores/facilitadores, psicopedagogos/terapeutas da atualidade, devem buscar uma formação continuada frente às linguagens artísticas, para descobrir e incorporar em seus fazeres profissionais, novas maneiras de mediação e intervenção por meio da arte, assim despertando em seus alunos/aprendentes a curiosidade.

O sistema brasileiro de Educação Superior de professorado e de psicopedagogia para a educação de base, já merecia e deveria sofrer alterações, incorporando de fato e de direito a disciplina “arte” com um maior rigor, disciplina esta que desperta nos indivíduos a curiosidade, elevando a criatividade, criticidade e sensibilidade. É notório que, em pleno século XXI, nossas instituições de ensino-aprendizagem básico, que globaliza desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, não contemplem ambientes propícios ao fazer artístico, fato este que as coloca em desvantagem formativa no ensino-aprendizagem brasileiro, uma vez que todas as demais disciplinas do ensino básico brasileiro utilizam das linguagens artísticas, como visual, música, dança ou teatro, utilizadas de maneira direta ou indireta.

2.5.2 ENSINO-APRENDIZAGEM

Para parafrasear análises de conceitos de ensino-aprendizagem de grandes
pensadores do campo facilitador do ensino-aprendizagem, tomou-se como ancoramento conceitos que se encontram implícitos ou explícitos nos pressupostos teóricos e metodológicos que fomentam os diversos campos de conhecimento. Conforme argumenta Saviani (1985, p. 27), se faz necessário trazer às claras quais áreas de conhecimento, em grande porcentagem dos casos, não surgem em sua forma cândida, tampouco são exclusivamente mútuas nos fazeres metodológicos consistentes. Porém, a classificação e descrição dos conceitos visam funcionar como instrumento de análise.

Para que o ensino-aprendizado no ambiente do centro educativo ocorra de maneira correlata com os conceitos aqui descritos é preciso:

compartilhar e facilitar saberes, despreconceitualizar, ousar, elevar a autoestima do aprendente e a própria, viés entre saber e aprender, gerando novas criações e desatando nós conceituais que se hyperlinkem com o arco de diferentes tecnologias, contemplando linguagens artísticas, teorias educacionais, aprendizagem do aluno, prática do ensinante educador, fazer do terapeuta e a formulação construtiva da mudança em sua didática, na escola e na sociedade. (ALMEIDA, 2002, p. 73)

As crianças, jovens adolescentes e adultos vêm modificando o seu comportamento nesse novo contexto contemporâneo; a sociedade também requer dos meios de ensino, a aprendizagem, e principalmente dos ensinantes/professores novas formas de pensar, planejar e estruturar a facilitação de conhecimentos para a formação de indivíduos mais preparados para atuar na sociedade que se transforma constantemente. Na afirmação de Vygotsky (1987), constata-se que:

Conceito é o resultado de uma atividade complexa em sua formação, em que tomam parte todas as funções intelectuais básicas. Porém, não se pode reduzir o processo à atenção, à construção de imagens, à interferência, à associação ou às tendências determinantes, pois são indispensáveis, mas insuficientes se fizer uso da palavra ou do signo, como meio pelo qual canalizamos o nosso raciocínio, controlamos o curso das operações mentais em direção à resolução do problema que enfrentado (p. 50).

Toma-se então como referenciamento empírico a contextualização social da realidade, pois a relação do ensinar e do aprender se concretizam. É de imensurável valor assinalar que Vygotsky (1987) buscou averiguar mais de um tipo de conceito. O autor discorreu e argumentou sobre os conceitos cotidianos e os conceitos científicos. Nos conceitos cotidianos, o processo de desenvolvimento ocorre quando o indivíduo começa a ser formulado conforme utiliza a linguagem para dar nomes em objetos e fatos do cotidiano. Já os conceitos científicos, para Vygotsky (1987), são as aprendizagens sistematizadas a partir da inclusão escolar, derivando-se de um corpo de conhecimento entrelaçado. Portanto, o conceito cotidiano inicia-se no seio familiar e o conceito científico no seio das instituições de instrução de ensino, com propostas curriculares, projetos político-pedagógicos com intencionalidades a serem efetivadas e transcorporadas nos aprendizes/alunos.

2.5.3 PSICOPEDAGOGIA

A psicopedagogia, campo da ciência que estuda os processos e as dificuldades de aprendizagem, desenvolve seu trabalho com foco em crianças, adolescentes, jovens e adultos. Sua função, na atualidade, pode ser desenvolvida em unidades escolares públicas e privadas, indústrias e empresas comerciais e hospitais, utilizando-se de diversas áreas de conhecimento. A psicopedagogia tem em sua composição pigmentos da pedagogia, psicanálise, psicologia e antropologia.

Atuando em seus fazeres, o terapeuta/psicopedagógico busca medidas para compreender o que está acontecendo com o aprendente e assim, cria mecanismo para prevenir e remediar falhas no processo de aprendizagem de determinada pessoa. O profissional terapeuta busca desenvolver seus feitos caso a caso, investigando, gerando suportes de diagnóstico intervenção preventiva, e tratamento resolutivo dos problemas.

Conforme a psicopedagoga Alicia Fernández (apud BOSSA, 2000, p. 41), a Psicopedagogia teve seu introito na República Argentina no século XIX, em Buenos Aires, a primeira cidade a oferecer o curso de Psicopedagogia. No Brasil, na década de 70, camuflando problemas sócio pedagógicos, que nessa época dificuldades de aprendizagem eram disfunção neurológica, denominada de disfunção cerebral mínima (DCM). Observa-se que existe uma grande lacuna temporal entre o surgimento da psicopedagogia na Argentina e a constatação de regulamentação da psicopedagogia como profissão no Brasil. Até o ano de 2009, psicopedagogia não era uma profissão regularizada no Brasil. Foi apenas depois de realizado o Projeto de Lei 7855/10, que regulamenta a atividade de psicopedagogo, em conjunto com um manifesto de aprovação, feito pela Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPP), que no mês de dezembro de 2009 o projeto foi aprovado.

A Psicopedagogia tem como precursora a europeia Arminda Aberastury, professora, pediatra e psicanalista, e o argentino Jorge Visca, considerado o pai da Psicopedagogia (criador do Instituto de Psicopedagogia da Argentina, na década de 60) e responsável direto pela definição oficial da Psicopedagogia como área de conhecimento.

Entre uma gama de conceitos de psicopedagogia, Bossa (2007), confraterniza-se com o seguinte: “não deve se limitar a uma unidade escolar” (p. 22), ou seja, deve-se ampliar o campo de visão, não se deve simplesmente focalizar a um único diagnóstico, e sim, a vários até chegar-se a uma solução do caso em questão, e não pode deixar de relatar à família, para que o apoio desta colabore em um melhor tratamento. “A DA para os psicopedagogos é motivo de perguntas investigativas” (BOSSA, 2007, p. 23). A psicopedagogia ocupa-se estudando os processos e as dificuldades de aprendizagem, tendo como assistidos no tratamento terapêutico crianças, adolescentes, jovens e adultos, uma problemática que é pouco explorada e evoluiu devido à falta de recursos materiais e humanos. Na contemporaneidade no Brasil houve e está ocorrendo um grande crescimento na área de psicopedagogia, pois é um campo de trabalho que congrega área clínica, ensino-aprendizagem, educação continuada, orientação pedagógica, supervisão didática, recursos humanos, entre outros.

3. CONCLUSÃO

Na atual conjectura, o mundo encontra-se numa extensa rede de mudanças em que o ensino-aprendizagem de base tem papel fundamental. Esse ensino-aprendizagem formativo redesenha as relações no campo pessoal e social, desvendando uma nova configuração, onde os indivíduos passaram a ter maior interação, gerando, assim, uma sociedade com características específicas, denominada por alguns autores como a “Sociedade do Conhecimento”.

Dessa forma, o conhecimento passou a ser um ativo de imensurável valor, provocando na sociedade uma necessidade generalizada de busca de formação. A educação tornou-se, então, o meio pelo qual o indivíduo tem a real possibilidade de acessar grande parte desses conhecimentos agora exigidos e, assim, participar ativamente do avanço social e econômico.

Neste trabalho/pesquisa, pode-se observar que os ensinantes/professores não estão aptos para atender à demanda de aprendentes com DA, fato que evidencia a arte como dispositivo facilitador no processo de intervenção psicopedagógico no ensino-aprendizagem significativo/criativo de aprendentes contemporâneos. Para a inclusão do aprendente com DA, é também preciso proporcionar a capacitação continuada dos professores para que possam fazer uso da arte para desenvolver trabalhos, utilizando suas linguagens com focos interdisciplinares com frente às dificuldades de aprendizagem, pois não é a arte em si mesma a questão determinante frente à deficiência de aprendizagem, mas sim, a forma de enfrentar a deficiência de aprendizagem, sobretudo usando a arte, como dispositivo cognitivo de aprendizagem.

Enfatizando também que crianças, jovens adolescentes e adultos vêm modificando o seu comportamento nesse novo contexto tecnológico. A escola também procura romper, por meio dos ensinantes/professores, novas formas de pensar, planejar e estruturar a aquisição de conhecimentos para a formação de indivíduos mais preparados para atuar na sociedade que se transforma constantemente. Reconhece-se também que os caminhos para a formação do psicopedagogo como investigador/mediador/articulador de práticas psicopedagógicas diferenciadas com uso da arte começaram a ser abertos.

O término deste trabalho representa um recomeço, pois ao retomar todas as anotações e reflexões realizadas, foi possível visualizá-lo de uma maneira diferente, percebendo que ainda há a ser estudado e transformado na própria prática didática. Esta dissertação é uma pequena contribuição ao estudo do uso da arte como dispositivo facilitador no processo de intervenção psicopedagógico no ensino-aprendizagem. Portanto, tal assunto é fonte de buscas para se pesquisar sobre o aqui descrito, o que irá contribuir para melhorar cada vez mais o uso da arte no processo de intervenção psicopedagógico e no processo de ensino-aprendizagem, pois a arte transforma o ordinário em extraordinário.

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[1] Mestrado em Educação, Especialista em Educação Superior.  Pós-graduação Lato Sensu em Arte e Educação. Pós-graduação Lato Sensu em Psicopedagogia Institucional, Clínica e Ludopedagogia. Graduação em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda com ênfase em Marketing. Graduação em Educação Artística.

[2] Orientadora.

Enviado: Dezembro, 2019.

Aprovado: Abril, 2021.

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Mestrado em Educação, Especialista em Educação Superior.  Pós-graduação Lato Sensu em Arte e Educação. Pós-graduação Lato Sensu em Psicopedagogia Institucional, Clínica e Ludopedagogia. Graduação em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda com ênfase em Marketing. Graduação em Educação Artística.

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