O ensino de ciências e biologia na educação dos surdos: desafios e perspectivas para uma melhor educação inclusiva

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CORDEIRO, Jéssica Lima [1], SILVA, Maysa Sousa [2]

CORDEIRO, Jéssica Lima, SILVA, Maysa Sousa. O ensino de ciências e biologia na educação dos surdos: desafios e perspectivas para uma melhor educação inclusiva. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 08, Vol. 14, pp. 86-100, Agosto de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

O trabalho tem como objetivo analisar os desafios e perspectivas dos professores no ensino de ciências e biologia na educação dos surdos para uma melhor inclusão. Portanto foi desenvolvida uma pesquisa nos municípios de Conceição do Araguaia e Santa Izabel, localizadas no Sudeste e Norte do estado do Pará, realizadas em escolas da rede pública e privada com aplicação de questionário efetuados com os professores de Ciências e Biologia do 6° ao 9° do ensino fundamental e 1° ao 3° ano do ensino médio. Nessa pesquisa os professores foram questionados sobre o principal recurso utilizado em suas aulas para a compreensão dos alunos surdos, também sobre o conhecimento da Língua de Sinais para uma melhor inclusão e como resultado foi possível perceber que ainda há um grande desafio a ser enfrentado pela maioria dos professores por não possuir uma formação continuada em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) ou possui dificuldade de media-la em suas aulas. Sabe- se que as escolas precisam garantir a inclusão dos alunos surdos no âmbito escolar, logo garantir uma melhor educação para esses alunos. Vale ressaltar ainda o importante papel do professor nesse processo educacional em adquirir o conhecimento da LIBRAS, para que, possa introduzir metodologias adequadas ao ensino de Ciências e Biologia que ajudem no melhor aprendizado dos alunos surdos.

Palavras Chaves: Formação continuada, Língua de Sinais, Alunos Surdos

INTRODUÇÃO

O termo educação inclusiva iniciou-se nos Estados Unidos, através da Lei Pública 94.142 de 1975, conforme informações de (MRECH, 2001). A partir de 1855 tem-se o padrão inicial na educação dos surdos no Brasil. Nesse mesmo ano Hernest Huet professor surdo, foi chamado da França por Dom Pedro II, onde no ano de 1857 de 26 de setembro a primeira escola de surdos é fundada na cidade do Rio de Janeiro, conhecido como Imperial Instituto de Surdo Mudo visto atualmente como INES – Instituto Nacional de Educação de Surdos. (GOLDFELD, 2002).

O relato de Strobel (2008) vem colocar que o professor Surdo Hernest Huet apresentou grandes dificuldades para instruir no INES, pois as pessoas brasileiras não o reconheciam como cidadão e o seu trabalho pedagógico não era apreciado.

Portanto a proposta da inclusão veio ocupar um papel importante na educação mundial, ou seja, a educação para todos. Uma vez que, “o conhecimento é algo que se encontra em constante transformação, revisão, superação” (GRANEMANN, 2005). Somente a partir da década de 1990, objetivaram propor a inclusão dos alunos surdos no ensino regular, de modo que novas perspectivas fossem reformuladas onde instituições deveriam reconhecer, respeitar e considerar as particularidades dos surdos na preparação de propostas pedagógicas (GUARINELLO et.al., 2006).

Sabe – se que a inclusão escolar é vista como um processo de modificação contínua e progressivo podendo tomar diversas formas dependendo das necessidades de cada aluno, partindo da suposição que essa integração ou inclusão permita por exemplo construir processos linguísticos que sejam adequados, possibilitando práticas do conteúdo escolar, assim como o uso social da leitura e escrita , partindo do professor a responsabilidade de interceder e incentivar na construção do conhecimento interagindo com ele e com os colegas (LACERDA, 2006, p.29).

Para que haja a inclusão dos alunos surdos na escola regular, deve-se ocorrer mudanças no Sistema Educacional, uma vez que, os currículos sejam adaptados com alterações nas formas de ensino, metodologias adequadas e avaliações que atendam às necessidades do aluno surdo, assim como elaboração de trabalhos que beneficiem a interação em sala de aula, adequação do espaço físico que proporcione a circulação de todos. Ainda que existem desafios, há a necessidade de incluir os alunos surdos garantindo assim oportunidades iguais aos dos alunos ouvintes, permitindo que o professor reconheça a necessidade de elaborar novas estratégias e práticas de ensino que se adequem ao aprendizado desses alunos (FRIAS, 2010 p.13).

Segundo o Ministério da Educação (BRASIL, 2006), o aluno que possui necessidades especiais é visto como público alvo para projetos e ações no país, como meio de garantir aos mesmos um aprendizado significativo a cada dia. Portanto, a educação inclusiva de pessoas com deficiência na escola regular da rede pública vem tornando-se alvo de grandes desafios para profissionais desta área, que buscam pelo direito da educação para todos (LACERDA, 2013).

A inclusão ordena das escolas novas posições que sugerem esforços atualizados e reestruturados das atuais condições para um melhor aperfeiçoamento do professor, modernizando o ensino e inserindo ações pedagógicas quanto a diversidade dos alunos (VELTRONE e MENDES, 2007, p. 02).

Deste modo no ambiente escolar deve ser brando, atendendo as demandas tanto dos alunos como dos professores, levando em conta que os critérios avaliativos de alguns anos atrás não devem ser os mesmos, sendo assim novos critérios de avaliação devem ser aplicados, de forma, que possa atender as especificidades destes alunos. Logo Sanches (2005, p.131) afirma que “somente se fará a educação inclusiva, caso o professor leve para sala de aula diferentes métodos que possam ser abordados além dos que já vem sendo utilizados”.

A IMPORTÂNCIA DAS LINGUAGENS E O ENSINO DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA

A linguagem é como um código de comunicação natural ou artificial, porém a língua é um processo conceitual mais restrito. A língua é um tipo de linguagem definido como um sistema abstrato de regras gramaticais, ou seja, não somente como um meio de comunicação, mas também um dos principais meios para o acréscimo dos processos cognitivos e pensantes do ser humano. Portanto se faz necessário que haja a presença de uma língua, uma vez que é considerada indispensável para o desenvolvimento dos processos mentais (FERNANDES, 2003).

Pereira e Vieira (2009), destaca que: A criança que já nasce com deficiência auditiva, não terá acesso à língua majoritária por meio de audição e uma vez que seus pais não tenham conhecimento da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), a forma de comunicação desta criança será diversificada, tornando difícil sua compreensão. Porém se for ensinado a ela a língua de sinais do mesmo modo que uma criança ouvinte é alfabetizada, ela terá uma compreensão maior de sua “língua mãe” (português), podendo assim ter facilidade na comunicação.

Vygotsky (1993) coloca que se tratando do conhecimento linguístico do ser humano como um ser pensante e confirmando sua linguagem como um importante meio de comunicação entre as pessoas, menciona que a linguagem não depende da natureza do meio material em que se utiliza. No entanto a observação se torna muito importante para analisar como o ensino de ciências tem-se ministrado dentro das escolas. Entretanto os surdos não são deficientes no meio linguístico – comunicativa, ou mesmo quando se tratando do processo de construção para identidade social, porém podem vir se tornar deficientes diante das condições na qual se estabelecem como pessoas (VYGOTSKY, 1998).

O aluno surdo não pode compreender um conteúdo que não seja na sua língua de domínio, pois o mesmo não tem comando sobre a própria, diminuindo assim a qualidade do seu aprendizado, tornando-o de fato questionável. Uma vez que, referindo-se ao ensino de ciências, há os conceitos científicos que na linguagem de sinais não são refletidos (QUADROS, 2006).

O ensino de ciências deve desenvolver particularidades quando trabalhados com crianças com necessidades específicas, pois os conteúdos abordados dentro das ciências a maioria das vezes apresentam temas de difícil entendimento, podendo se tornar um desafio para os educadores e os alunos. “As aulas práticas apresentam forma de estudos que nem sempre são acessíveis par todos, por exemplo, olhar um material o microscópio” (CAMARGO, 2006).

Baseado nessa pesquisa buscou-se como objetivo principal analisar os desafios e perspectivas dos professores no ensino de ciências e biologia na educação dos surdos para uma melhor inclusão.

MÉTODOS

A pesquisa foi realizada em quatro escolas de ensino regular público e particular, situadas nas cidades de Conceição do Araguaia e Santa Izabel do Pará, sendo de caráter qualitativo de cunho exploratório.

Para coletar as informações necessárias foi realizado um levantamento bibliográfico para a construção da base teórica do trabalho a ser desenvolvido e posteriormente realizado visitas aos quatros colégios, com a finalidade de esclarecer o objetivo do trabalho, solicitando através de um ofício a autorização para a realização da pesquisa ao diretor responsável pela instituição.

Mediante as informações coletadas sucedeu-se um contato inicial oralmente com os professores habilitados nas disciplinas de ciências e biologia da escola, informando-os sobre o intuito da pesquisa e os procedimentos necessários para a entrevista semi – estruturada.

Ao término das informações concebidas para a pesquisa do trabalho foram analisados os desafios e perspectivas dos professores no ensino de ciências e biologia na educação dos surdos para uma melhor inclusão, verificando se os professores utilizam processos metodológicos que auxiliam os alunos surdos na compreensão dos conteúdos abordados, além de analisar a qualificação dos mesmos na escola relacionado a libras e os desafios enfrentados por eles na sala de aula.

Foi ainda realizado a aplicação da entrevista semi – estruturada, aplicado durante os meses de outubro e novembro aos professores de Ciências e Biologia da área urbana dos municípios de Conceição do Araguaia e Santa Izabel, situadas no Sudeste e Norte do Pará. As quatro escolas que possuem ensino fundamental e médio aceitaram participar da aplicação da entrevista, colaborando com um total de 6 professores, sendo 4 da rede pública estadual e/ou municipal e 2 da rede particular.

Buscou-se então conhecer a partir da coleta de dados as dificuldades que esses professores enfrentam levando em consideração o domínio de libras, onde procurou-se abordar a didática do professor trabalhada em sala de aula, preparação profissional e os desafios encontrados pelos mesmos diante das metodologias trabalhadas.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados obtidos têm a intenção de analisar os desafios e perspectivas dos professores no ensino de Ciências/Biologia abordando as metodologias por eles utilizadas para uma melhor educação inclusiva dos surdos nos municípios de Conceição do Araguaia e Santa Izabel situadas no Estado do Pará.

Conforme a realização da aplicação das entrevistas percebeu-se um grande desafio dos docentes quanto as metodologias aplicadas para a educação dos alunos surdos, pois ainda há a utilização de métodos que não incluem esses alunos no meio escolar. A falta da disciplina de Libras durante a formação dos docentes ou a não realização a partir de minicursos, possibilita a deficiência dos docentes quanto ao conhecimento da Libras dificultando a educação dos alunos surdos. Candau (1987) afirma que nenhuma formação inicial ou em nível superior é exclusivamente suficiente para o desenvolvimento profissional, mas é importante que a formação docente conceba que a prática docente é construída em um movimento constante entre teoria e prática do docente, sendo então compreendido como um processo natural, que ocorre em diversos espaços e relações.

No gráfico 1, observou- se que 50% dos professores possuem conhecimento em libras, enquanto os outros 50% apresentam conhecimento médio, insuficiente ou não apresentam nenhum conhecimento quanto a língua de sinais. Os docentes precisam ter o conhecimento da Língua de Sinais e fazer o seu uso para a comunicação com os alunos surdos, assim a aquisição dessa linguagem facilita a comunicação de ambos.

Conforme Gonçalves e Festa (2013), na escola há a possibilidade de ocorrer o “preconceito” da Língua Brasileira de Sinais entre os docentes da área da educação, uma vez que, esses profissionais não possuem o domínio dessa língua não se estabelecerá uma comunicação boa com o aluno. Portanto, o despreparo do professor com a LIBRAS pode vir a contribuir com esse preconceito no ambiente escolar por ele não conseguir utilizar metodologias adequadas para os alunos Surdos.

Gráfico 1 – Demonstrativo do nível de conhecimento dos professores em Libras.

Fonte: autor

Dados do ano de 2017 para a realização deste trabalho.

Durante sua formação os docentes têm que cursar a matéria de Libras, 50% dos professores cursaram a disciplina e outros 50% não cursaram durante a sua formação. Logo esse interesse deve ir além das universidades, buscando os mesmos uma formação continuada, assim como a escola também deve está empenhada em propor para esses docentes cursos e ou minicurso, de modo que possam estar inseridos nessa realidade para saber trabalhar com esses alunos. Portanto Feldmann (2002, p. 77) diz que “o processo de formação de professores caminha junto com a produção da escola em construção por meio de ações coletivas, desde a gestão, as práticas curriculares e as condições concretas de trabalho vivenciadas”. Logo a formação do professor não depende somente dele. É em grupo que o professor constrói a base para a sua formação, ou seja, tem que haver uma troca educacional para o desenvolvimento da prática, pois é no âmbito escolar que o professor vive e aprende com as diferenças culturais.

Por não possuir conhecimento em Libras e preparo para lidar com os alunos surdos os docentes optam por trabalhar metodologias que não beneficie esses alunos surdos. Conforme Carvalho e Barbosa (2008), torna-se necessário pensar sobre didáticas flexíveis que proporcione conteúdos curriculares que atendam os mesmos ideais sem prejudicar o ensino e o aprendizado de qualidade, respeitando cada especificidade desses alunos surdos.

Quando perguntados sobre o principal recurso utilizado em suas aulas, como demonstrado no gráfico 2, 50% dos docentes utilizam de recursos como imagens de livros, exposição de figuras, quadro branco e pincel e outros 50% adotam o intérprete. Logo os resultados apresentados pelos professores colocam que os alunos surdos precisam de novos métodos de ensino, já que, quando adotados somente o quadro, pincel e giz os alunos surdos não demonstram interesse em aprender, pois enfrentam problemas na compreensão dos conteúdos transmitidos, assim enfrentando dificuldades com a língua portuguesa (SPNESSATO, 2009). E conforme os PCN’s (Parâmetros Curriculares Nacionais, 1997), se tratando do ensino de ciências o professor enfrenta desafios em possibilitar que o aluno desenvolva competências e habilidades necessárias para a compreender o homem e a natureza.

Gráfico 2 – Porcentagem dos recursos utilizados nas aulas.

Fonte: autor

Dados do ano de 2017 para a realização deste trabalho.

A comunicação do professor com o aluno surdo é necessária dentro da sala de aula, uma vez que esse aluno também precisa adquirir o conhecimento para a compreensão do conteúdo, assim como manter uma relação estável com o mesmo. Portanto alguns professores ainda utilizam de métodos comunicativos arcaicos, como demonstrado no gráfico 3, 16,6% utilizam o oralismo para se expressar com esses alunos, somente 33,3% se comunicam através de libras e 50% através de mímica, tornando-se um desafio para se comunicar com os alunos surdos, pois os mesmos precisam se comunicar na sua língua de nascimento. Deste modo Castro (1999) afirma que não havendo um professor preparado em Libras na sala de aula para educar os alunos surdos, é necessário a presença de um Interprete que aparece como mediador da comunicação entre a comunidade surda e ouvinte.

Gráfico 3 – Tipo de linguagem utilizada pelos professores para se expressar com os alunos surdos.

Fonte: autor

 

Dados do ano de 2017 para a realização deste trabalho.

Quando abordado a questão sobre as maiores dificuldades que os alunos surdos encontram na aula apresentada, a pesquisa mostra que houve diferentes respostas. O professor P1 respondeu: “Algumas palavras que não tem interpretação em libras”. É possível perceber que há uma dificuldade dos alunos surdos em compreender algumas palavras científicas existentes na matéria de ciências que possui simbologia própria, onde os mesmos não possuem conhecimentos sobre tal. Alguns autores como Quadros e Karnopp (2004), Freitas (2001) e Brito (1993) vêm colocar que diante as terminologias cientificas na Libras há uma carência, ocorrendo uma interferência no sentido dos conceitos científicos pelos professores, intérprete e alunos dificultando o aprendizado no ensino de ciências. E Sousa e Silveira (2011) colocam que quando trabalhado com alunos surdos os professores de ciências apresentam dificuldades em desenvolver esses conceitos para esses alunos, assim excluindo e afastando esses alunos desse conteúdo em particular.

O segundo professor P2 comenta “minha comunicação é falha, pois não estou preparado”. Já o professor P3 coloca “entretenimento já que o mesmo não faz leitura labial, trouxe de seu convívio familiar sua própria forma de se comunicar (gestos). “A ausência de uma língua comum entre professor ouvinte e o aluno surdo traz dificuldades para o aluno em relação ao seu desempenho e participação em sala de aula” (LACERDA e GOÉS, 2000, p.35).

Já o professor P4 e P5 apresentaram semelhanças nas suas respostas, como: “os alunos surdos não conseguem compreender totalmente os assuntos abordados por falta de materiais adequados”.

Mediantes aos depoimentos relatados pelos professores, percebe-se que ainda há exclusão do aluno surdo do meio escolar, pois a educação dos mesmos acaba sendo afetada, devido os professores não adotarem metodologias que facilite a compreensão dos alunos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O processo de inclusão dos alunos surdos no âmbito escolar deve ser coletivo, uma vez que, as escolas têm que participar desse processo garantindo propostas pedagógicas para uma educação de qualidade para os alunos surdos. Pellanda (2006, p.01) vem defender que na inclusão “o fato mais importante é ter a coragem e o empenho para transformar o ideal em realidade, apesar dos desafios e barreiras que surgem no decorrer do caminho”. No entanto o professor também possui o papel de incluir esse aluno em sala de aula mediando o conhecimento para tal. Logo o professor deve estar preparado e capacitado de modo que, possa introduzir metodologias que auxiliem no aprendizado desses alunos, tornando uma educação igualitária tanto para alunos surdos e ouvintes.

A partir dos depoimentos dos professores observou-se os desafios que os mesmos enfrentam no meio escolar para lidar com esses alunos, percebe-se, que há falta do conhecimento pela Língua de Sinais para se ter uma comunicação total com esses alunos. Bem como a formação continuada, uma vez que nos cursos de licenciaturas não são ofertados carga horária suficiente para que os professores possam adquirir um conhecimento adequado. Pois adquirir este conhecimento corrobora a capacitação em LIBRAS e desta forma o professor se sentirá preparado para trabalhar diferentes metodologias utilizando assim com maior frequência os recursos visuais, como por exemplo, as imagens projetadas no data show, deixando de utilizar métodos arcaicos como por exemplo, quadro, pincel, giz e livro didático. Facilitando assim o processo de ensino – aprendizado.

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[1] Universidade do Estado do Pará (UEPA), cursando o último semestre de Licenciatura Plena em Ciências Naturais – Biologia

[2] Universidade do Estado do Pará (UEPA), cursando o último semestre de Licenciatura Plena em Ciências Naturais – Biologia

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