Uma breve análise do hinduísmo e de seus preceitos espirituais para contribuição da fé humana

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DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/ciencia-da-religiao/preceitos-espirituais
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ARTIGO DE REVISÃO 

GAMA, Uberto Afonso Albuquerque da [1] Renato Lima, Paulo [2]

GAMA, Uberto Afonso Albuquerque da, Renato Lima, PauloUma breve análise do hinduísmo e de seus preceitos espirituais para contribuição da fé humana. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 01, Vol. 08, pp. 72-88 Janeiro de 2019. ISSN: 2448-0959

RESUMO

A religião é a maior necessidade da natureza humana. Assim como o corpo precisa de alimento para sustentar-se e a mente de conhecimentos para desenvolver-se, a alma pede experiência místico-filosófico-religiosa para o seu aperfeiçoamento. Nesta breve análise será discursado sobre o Hinduísmo, uma das maiores religiões ancestrais, nascida nos sopés dos Himalayas, Índia, há mais de 10.000 anos atrás, e será feita uma breve análise sobre estas riquíssimas bases filosófico-espirituais que influenciaram e continuam a influenciar profundamente a fé da humanidade.

Palavras-chave: Hinduísmo, Preceitos, Himalayas, Índia.

INTRODUÇÃO

O problema religioso toca o homem em sua raiz ontológica. Não se trata de um fenômeno superficial, mas implica a pessoa como um todo. Pode caracterizar-se o religioso como zona de sentido da pessoa. Em outras palavras, a religião tem a ver com o sentido último da pessoa, da história e do mundo. (ZILLES, 2004, p.6).

A religião é uma associação do ser humano com Deus, e ultimo objetivo da religião é a verdade. Diversas formas, ritos e práticas conduzem à verdade. O hinduísmo é uma religião de experiência prática. (SUBRAMUNIYASWAMI, 2000).

O Hinduísmo, também conhecido como Sanátana Dharma ou Caminho Eterno, é uma religião viva original e a mais antiga do nosso planeta, com mais de um bilhão e cem milhões de adeptos. Segundo o Himalayan Academy (2018), hoje existem quatro denominações principais: Shaivismo, Shaktismo, Vaishnavismo e Smartismo, e cada uma com centenas de linhagens. Estas denominações representam uma ampla gama de crenças, práticas e objetivos místicos e espirituais, mas praticamente todas as denominações concordam em certos conceitos fundamentais. Estes conceitos serão apresentados posteriormente.

O hinduísmo contém muitas crenças, filosofias e pontos de vista chamados de Dárshanas e que nem sempre são consistentes uns com os outros, mas todos com grande profundidade de reflexão. (DAS, 2012).

Observa-se que o Hinduísmo não possui um fundador, isto é, um instituidor ou sistematizador que tenha estabelecido regras, normas ou alguma organização específica. Segundo Renou (1990) ninguém é tido como precursor ou codificador desta religião. É incorreto dizer que o hindu seja indiano. O nascido na Índia denomina-se indiano, já aquele que adere ao hinduísmo é o hinduísta. No hinduísmo não houve reformas, nem dogmas, nem imposições. Ao contrário, as contribuições geradas ao longo dos séculos sobrepuseram-se sem apagar as camadas anteriores.

Conforme Renou (1990), disse-se que o hinduísmo voltava as costas às crenças védicas. Mas pode-se afirmar igualmente que ele é a continuação dos Vêdas. Assim, entende-se que o sacro e sua fundamentação está contido em duas grandes divisões: Shruti (inspiração divina) e Smriti (memória).

Conforme Shri Subramuniyaswami (2000), os sagrados Vêdas datam de aproximadamente 8.000 anos atrás, portanto, 6.000 anos antes de Cristo, muito antes da Bíblia cristã. Vê-se a composição de quatro grandes livros sagrados, a saber: Rig Vêda, Yajur Vêda, Sama Vêda e Atharva Vêda. Cada um destes antiquíssimos livros de sabedoria traz subcapítulos e subdivisões específicas.

Há mais de 2.000 anos, as escolas ocidentais cristãs têm procurado entender o hinduísmo, a fé de seus seguidores, sua veneração a centenas de deuses e sua entrega a Brahman, também chamado de Absoluto, o Deus supremo, invisível, onipotente, onisciente e onipresente (SUBRAMUNIYASWAMI, 2000).

Entende-se que o hinduísmo é uma religião com uma complexidade imensa, mas, ao mesmo tempo, de uma simplicidade e de uma pureza impressionante. Talvez seja este um dos motivos de tanta adesão por parte dos ocidentais.

DIVISÃO SINÓTICA DO HINDUÍSMO

Segundo Shri Subramuniyaswami (2000), os Vêdas e os Ágamas são revelados por Deus, e mostram uma extraordinária profundidade mística e poética do conhecimento do homem.

Quadro 1. Divisão Sinótica do Hinduísmo

HINDUÍSMO
Fontes Autorizadas Livros Sagrados Capítulos finais dos Livros Sagrados Upanishades importantes
SHRUTI
(aquilo que é ouvido, ou inspiração divina)
VÊDAS:
Rig Vêda
Yajur Vêda
Sama Vêda
Atharva Vêda
VÊDÁNGAS

Mantras
Aranyákas
Bráhmanas
Upanishades
Upavêdas
Ayurvêda

Isha
Kêna
Mundáka
Mandúkya
Chandôgya
Kausitáki
Máitri
Svetashvatára

Fonte: Adaptado de D.S. Sarma (2000, pp.21-29)

Segundo Shri Subramuniyaswami (2000), os Vêdas e os Ágamas são revelados por Deus, e mostram uma extraordinária profundidade mística e poética do conhecimento do homem.

Vê-se ainda no quadro acima, que ao final de cada livro encontra-se um capítulo denominado Vêdánga, e que são os ensinamentos em resumo da doutrina explicada ao longo da escritura sagrada.

Pode-se observar no quadro 2, que a fonte autorizada denominada Shruti é classificada pelos hindus como aquilo que é ouvido ou também como a inspiração divina. No Shruti encontra-se ainda os Kandas que são os ensinamentos práticos filosófico-religiosos aos seguidores e que amplia o desejo de conhecer e se aprofundar na doutrina. Os textos literários são a base essencial para o conhecimento sólido do hinduísmo. Entretanto, como fonte secundária, surgiria posteriormente, as narrações analíticas de viajantes estrangeiros, gregos, persas e árabes a respeito dos citados textos ampliando, portanto, sua divulgação do hinduísmo.

Conforme Renou (1990, p.25):

A partir dos séculos mais próximos da nossa era, sucederam-se continuamente textos sobre temas religiosos. Durante muito tempo foram apenas redigidos numa língua única, o sânscrito, mas um sânscrito que se modificara e simplificara pouco a pouco em relação aos mais antigos documentos védicos. No decurso do primeiro milênio da era cristã, o tâmil, língua da família dravidiana, foi usada no sul da Índia; em seguindo lugar, o prácrito; a partir de 1100 ou 1200, assistiu-se ao aparecimento de outras línguas dravidianas, tal como de idiomas neo-indianos derivados do sânscrito. Por fim, cerca de 1800, o inglês veio juntar-se às outras línguas. Mas, se se comparar a extrema diversidade das línguas que serviam de expressão ao budismo, verifica-se que o hinduísmo fez apelo a uma gama linguística relativamente pouco extensa.

Quadro 2. Divisão Sinótica do Hinduísmo – Vêdas

Fonte Autorizada Livro Sagrado: Vêda
Subcapítulos
O que significam os subcapítulos
SHRUTI
(aquilo que é ouvido, ou inspiração divina)
1 – Karma-kanda
2 – Upásana-kanda
3 – Jñana-kanda
1 – Ritualista
2 – Práticas de meditação e oração
3 – Autoconhecimento e autorrealização

Fonte: Adaptado de D.S. Sarma (2000, pp.21-29)

Os diversos autores citados neste trabalho são unânimes em dizer que a natureza dos Vêdas e dos Ágamas é sagrada. Segundo Sarma (1990), o hinduísmo é Sanátana Dharma, isto é, a religião eterna que revela a forma sagrada de viver, de trabalhar, as práticas de yoga, filosofia e meditação para a autorrealização espiritual.

Quadro 3. Divisão Sinótica do Hinduísmo – Memória / Parte Intelectual Interpretativa

FONTE AUTORIZADA ESCRITURAS SECUNDÁRIAS
SMRITI
(memória ou parte intelectual ou interpretativa feita pelos sábios, teólogos e filósofos do hinduísmo)

Smriti
(Códigos de Lei)
Dharma Shastras
Shaiva Dharma Shastra
Autores:
1- Manú
2- Paráshara
3- Yájña Válkya
Itihásas
(Épicos e Noções Religiosas)
1. Ramayana (História de Rama e Sita)

2. Mahabhárata (História da Grande Índia)

Livro Especial:

3. Bhagavad Gita (Canção do Senhor)

Puránas
(Crônicas e Lendas para educação popular)
1. Brahma, Vishnú e Shiva Purána

2. Bhágavata Purána
e mais de 108 livros.

Autores:

Diversos

Ágamas
(Denominações e Manuais de Culto)

Denominações:

1.Shaivismo
2. Vishnuísmo
3. Shaktismo
4. Smartismo
5. Brahmanismo

Quem seguem:
1. Shiva (filho)
2. Vishnú (Espírito Santo)
3. Shakti (mãe divina)
4. Smarta (não-sectários)
5. Brahma (Pai)

Fonte: Adaptado de D.S. Sarma (2000, pp.21-29)

FONTES AUTORIZADAS DO HINDUÍSMO

Segundo Renou (1990, p. 46), o Hinduísmo pode então definir-se como o conjunto de meios apropriados para se chegar à libertação espiritual. Estes meios são os mais diversificados. Considera-se, por vezes, com estando numa relação de hierarquia uns com os outros; de fato, eles nunca excluem absolutamente.

Os Vedas[2] não sugerem que a escrita fosse conhecida de seus autores. Somente no século VIII ou IX a.C., os mercadores hindus – provavelmente dravidianos – trouxeram da Ásia Ocidental a escrita semita, afim da fenícia; e dessa “escrita brahma”, como veio a ser conhecida, derivaram todos os alfabetos da Índia (DURANT, 2004, p. 274).

Os Vedas são as fontes autorizadas e maiores do Hinduísmo compostos em idioma sânscrito vedico. Os Vedas são divididos como Shruti e Smriti. O Shruti é a divisão que trata da inspiração divina, daquilo que foi ouvido pelos sábios, portanto, a autoridade principal. O Smriti é a autoridade derivada e que consiste em expandir e exemplificar os princípios dos Vedas (SARMA, 2000).

Os Vedas são divididos em quatro grandes livros, a saber: Rig Veda, Yajur Veda, Sama Veda e Atharva Veda. Cada um destes livros sagrados do Hinduísmo possui subdivisões importantes chamadas de Vêdángas, cuja tradução significa parte dos Vedas. São os mantras (hinos), os aranyákas, os bráhmanas (ritos), os upanishades (ensinamentos espirituais), os Upavêdas (lições morais) e o ayurvêda (medicina ancestral) (SARMA, 2000, p. 21).

Os Upanishads apresentam-se como um capítulo importante na transmissão do ensinamento espiritual. A palavra Upanishad quer dizer sentar-se aos pés do mestre.

Segundo Renou (1990), quando certos Upanishads deixam entrever um esboço do Hinduísmo, os grandes poemas épicos, e sobretudo o Mahabhárata, assinalam a irrupção maciça da religião pós-vêdica. Neste momento, entende-se que surge o Hinduísmo.

Dentre os Upanishads encontramos no Yajur Veda encontramos o importantíssimo Isavásya Upanishad que, curiosamente, trata da doutrina de Jesus. Olson (2014) afirma que neste importante Upanishad fatos importantes e relevantes mostram uma tumba onde está supostamente sepultado o corpo de Jesus, a quem chamam de Isa ou Isha.

Sivananda (2013) afirma que o Smriti é a memória traduzida pelos Rishis (sábios) e a ampliação do Shruti. A revelação da verdade não tem início nem fim. Assim, os Vedas possuem na subdivisão do Smriti três subcapítulos de karma-kanda (ritualística), upásana-kanda (práticas de oração e meditação) e jñana-kanda[3] (autoconhecimento e autorrealização espiritual).

Segundo Sivananda (2013, p. 34):

O próximo em importância para o Shruti são os Smritis ou escrituras secundárias. São as escrituras sagradas e os códigos de lei dos hindus para conduzir os seguidores ao Sanátana Dharma (religião eterna). Eles dão suporte e explicam detalhadamente os processos ritualísticos chamados de Vidhis dentro dos Vedas. O Smriti Shastra é estabelecido pelos Vedas. O Smriti explica e desenvolvem o Dharma. Os códigos de lei foram estabelecidos pelos antigos e renomados Rishis (sábios) Shri Manú, Shri Paráshara e Shri Yájña Válkya.

O autor deixa evidente a relação sagrada das fontes autorizadas que as mesmas foram explicitadas por três sábios antigos, cujo reconhecimento é mundial.

Vê-se ainda nas escrituras secundárias, não menos importantes, a apresentação dos Itihásas as grandes e admiráveis epopeias religiosas da Índia denominadas Ramayána, escrito pelo santo Valmíki, e o Mahabhárata pelo sábio Vyása.

Segundo Sivananda (2013, p. 38), o Ramayána é o primeiro grande poema épico que relata a história de Shri Rama, também conhecido como o ideal de ser humano. Ramayána é a história relatada da família da raça solar que descende de Ikshváku, e que nasceu de Shri Ramachandra, também conhecido como Avatar do Senhor Vishnú.

Já o Mahabhárata é a o épico mundial da história dos Pándavas e dos Kaurávas. Dentro do Mahabhárata encontramos um capítulo especial que descreve neste poema histórico a grande guerra chamada, a Batalha de Kurukshêtra, a qual quebra a relação entre as famílias Kaurávas e os Pándavas. Este capítulo especial tem o nome de Bhagavad Gita que, de tão grande relevância, tornou-se um livro à parte (SIVANANDA, 2013).

Ainda segundo Sivananda (2013, p.41), os Puránas, que são classificados como crônicas e lendas para educação popular. Há cinco divisões nos Puránas, e que são histórica, cosmológica, cultural, filosófica e teológica. Os Puránas estão classificados em aproximadamente 108 livros.

Os Puránas são considerados também instrumentos para educação popular, vem seguindo os épicos de grande importância e mostram lendas, genealogias de reis e reinados, apresentando um riquíssimo material histórico. Os autores dos Puránas são centenas e nem caberia acrescentarmos aqui.

Em seguida, vê-se uma outra divisão do Smriti denominada Ágamas. Estas escrituras secundárias especificam os manuais de culto religioso e as centenas de denominações hinduístas existentes na Índia.

Segundo Sarma (2000, c. V, p. 26):

Outra classe de escrituras populares consiste nos chamados Ágamas. Esta palavra é usada para designar as escrituras que lidam com o culto de um aspecto particular de Deus e receitam cursos detalhados de disciplinas (Tapas, em sânscrito) para o crente. Assim como deidade adorada é Vishnú ou Shiva, ou Shakti, os Ágamas acham-se divididos em três classes ortodoxas que fizeram surgir os três principais ramos do Hinduísmo, a saber: Vaishnavismo, Shaivismo e Shaktismo. O Vaishnava Ágama glorifica Deus como Vishnú. O Shaiva Ágama O glorifica como Shiva, e fez surgir um importante colégio de filosofia conhecido como Shaiva Siddhanta. E o Shakta Ágama ou Tantra glorifica o Supremo como a Mãe do Universo sob um dos muitos nomes da Deví.

ESCOLAS FILOSÓFICAS DO HINDUÍSMO

Finalmente, contempla-se os Dárshanas também conhecidos como escolas filosóficas ou pontos de vida do Hinduísmo. Cada escola, à sua própria maneira, procura desenvolver, sistematizar e correlacionar as várias partes dos Vedas (SHARMA, 2002).

Os diversos autores citados neste trabalho concordam que as escolas filosóficas ou pontos de vida do Hinduísmo são dirigidos aos estudantes e apelam para o seu conhecimento lógico, enquanto os Puránas e os Ágamas são dirigidos ao povo e apelam à imaginação de seus sentimentos.

Quadro 4. Dárshanas: Escolas Filosóficas do Hinduísmo.

Fonte Autorizada Dárshana Fundador Livro de preceitos
Dárshana
(Escola Filosófica ou ponto de vista)
1.) Nyáya
2.) Vaishêshika
3.) Sámkhyá
4.) Yoga
5.) Mimánsa
6.) Vêdánta
1.) Shri Gautama
2.) Shri Kanáda
3.) Shri Kapíla
4.) Shri Pátañjali
5.) Shri Jaimíni
6.) Shri Badarayána
1.) Nyáya sutra
2.) Vaishêshika sutra
3.) Samkhyá sutra
4.) Yoga sutra
5.) Mimánsa sutra
6.) Vêdáta sutra

Fonte: Adaptado de Swami Sivananda (2013, pp. 47 – 53).

Conforme vê-se no quadro acima que cada Dárshana consiste em um número de sutras ou aforismos atribuídos ao fundador da escola. A estes sutras está ligado um comentário autorizado de uma época mais tardia; e neste comentário original temos observações, notas e comentários posteriores (SARMA, 2000, p. 27).

Compreende-se, portanto, que os quatro primeiros Dárshanas (Nyáya, Vaishêshia, Sámkhyá e Yoga) são sistemas baseados nos Vedas e tomam à frente toda possibilidade de despertar a consciência. E por que vê-se assim? Parece-nos que a finalidade dos Dárshanas do Hinduísmo é tornar o homem um espírito perfeito como Deus e com Ele.

CRENÇAS FUNDAMENTAIS

Segundo Yogi (2017), verdadeira causa do sofrimento do ser humano continua sendo a sua ignorância espiritual e, portanto, a falta de norteamento e condução. O ponto central do pensamento hindu afirma na escritura Brihadaranyáka Upanishad:

Quadro 5. Ponto Central do Pensamento Hindu

Brihadaranyáka Upanishad
Sânscrito / Devanágari Transliteração Inglêsa Tradução p/ Português
Imagem relacionada OM Ásato mā sat gamayá
Tamaso mā jyotir gamayá
Mṛtyor mā amṛtaṃ gamayáShanti, Shanti, Shanti
Conduz-me da irrealidade para a realidade.
Conduz-me das trevas para a luz.
Conduz-me da morte para a imoralidade.Paz, Paz, Paz.

Fonte: Adaptado de Shri Swami V. Yogi (2017, p. 5)

O termo Dharma significa lei ou dever. Segundo os autores Coleman (2017) e Horsley (2016), o Dharma é o dever espiritual e por si mantém uma harmonia social entre as pessoas. O Dharma suporta o mundo, assegura a preservação e a manutenção da sociedade. O Dharma é definido como aquilo que é ordenado pelos Vedas e não é, em última instância, produto de sofrimento (SATCHIDANANDA, 2012).

Yogi (2005), afirma que é fundamental estarmos sem obstáculos ao caminho espiritual e que estes empecilhos se apresentam classificados em oito, a saber: vyádhi (doença), styána (apatia), samsáya (dúvida), pramáda (negligência), alásya (preguiça), bhrantidárshan (discernimento errôneo), anavashtitha (instabilidade) e rágaprakríti (apego material).

OBSTÁCULOS AO CAMINHO ESPIRITUAL

Quadro 5. Vikshêpas: Obstáculos ao Caminho Espiritual

Vikshêpas
Termo sânscrito Tradução Explicação Filosófica
Vyádhi Doença A doença dispersa a atenção. O doente comumente requer auxílio e depende de forças externas. A busca da cura, a preocupação com a dor, a impotência diante da doença e o processo em direção à morte distraem a atenção e desviam do caminho do autoconhecimento e autorrealização.
Styána Apatia Uma pessoa está apática quando não tem forças nem energia, quando carece de vitalidade. O apático é indiferente, é ausente de afeto, é insensível e desanimado.
Samsáya Dúvida A dúvida impede a nossa entrega confiante. A dúvida não deve chegar ao ceticismo, mas ao questionamento filosófico.
Pramáda Pramáda A negligência conduz ao fracasso de qualquer projeto. Sem motivação, não haverá uma mente atenta.
Alásya Preguiça A preguiça também é letargia, indolência ou desamino. É uma inércia mental e inatividade, e causa alienação e falta de ação.
Bhrantidárshan Percepção errônea Sem a percepção correta das coisas somos conduzidos a perder o senso crítico, somos conduzidos ao erro e à ilusão.
Anavashtitha Instabilidade A instabilidade nos leva à insegurança e a flutuação mental, e por sua vez, ao desequilíbrio e ao fracasso.
Rágaprakríti Apego material O apego às coisas da matéria, inclusive intelectuais, produzem inveja, disputa, desconfiança e medo de perdas.

Fonte: Adaptado de Shri Swami V. Yogi (2005, pp. 78 – 82).

Portanto, fica claro para os diversos autores citados que os vikshêpas ou obstáculos ao caminho espiritual são os maiores impedimentos ao avanço espiritual da humanidade.

Conforme Yogi (2017), o Hinduísmo orienta seus seguidores a não aceitarem vícios de quaisquer naturezas, assim como distorções humanas de quaisquer espécies e naturezas. Não admitem álcool, tabaco, drogas, abuso sexual, preconceitos de quaisquer naturezas, roubo, possessividade, ódio, adultério, aborto etc. A condução deste comportamento mais rígido e comprometido com a vida é que mostra um Hinduísmo sério com os preceitos espirituais.

LIBERTAÇÃO E DESAPEGO HINDU

Os hindus acreditam que os períodos da vida humana para o seu desenvolvimento natural e equilibrado são desenvolvidos de sete em sete anos. Sivananda (2013, p. 185) apresenta as fases da vida e denomina como Purushárthas, a saber: Dharma (lei, dever), Artha (conquista material), Kama (conquista mental e emocional) e Moksha (libertação em vida).

Quadro 5. Purushárthas: As Etapas da Vida, segundo o Hinduísmo.

PURUSHARTHAS
(Os quatro caminhos da vida)
Dharma A lei e dever acima de tudo.
Artha Conquista da matéria para aprender, viver, servir, cuidar da família e fazer a manutenção e gerência das coisas.
Kama Conquistar o desejo, o amor, a emoção humana
Moksha Libertar-se em vida, desapegando-se naturalmente das coisas e voltando sua atenção para Deus.

Fonte: Adaptado de Shri Swami V. Yogi (2005, pp. 87).

PURUSHARTHAS: ETAPAS DA VIDA

Assim, vê-se aqui uma interessante posição filosófico-religiosa. Sivananda (2013) fala em Moksha, ou seja, libertação em vida. Mas como atingir isso? Conforme é visto em Sarma (2000), as escolas filosóficas Sámkhyá, Yoga e Vêdánta do Hinduísmo buscam a libertação humana em vida, ou seja, não acreditam que precisemos morrer para nos libertar, mas também não afastam esta hipótese. A esta etapa denominamos Purusharthas ou etapas da vida.

É dever do ser humano alcançar este estado de consciência. Portanto, entendemos que é missão humana elevar-se espiritualmente para descobrirmos o paraíso na terra. O ser humano que atingir este estado consciencional é chamado de jivamukti (realizado) ou buddha (iluminado). Dezenas de Upanishads mencionam e descrevem claramente este estado de consciência espiritual (SIVANANDA, 2013).

Yogi (2017) afirma que a mente é o portal de entrada para este planeta em que vivemos. A mente faz parte do Ahamkára (ego) e é um instrumento para a busca e o resgate do conhecimento espiritual. A mente pode ser, segundo ele, a fonte de libertação ou de escravidão, dependendo de como a condicionemos.

Colaborando, Sivananda (2013) mostra o Dharma hinduísta falando de ética, espiritualidade e religião, e dos benefícios de todo ser humano de seguir um caminho reto e probo.

CÓDIGO DE ÉTICA HINDU

O código ético hindu observa os Yama (conduta pessoal) e os Niyama conduta social). Afirma que todo ser humano deve servir, amar e realizar. A ética, portanto, é um processo de purificação e de avanço a Deus. Subramuniyaswami (2000), líder e sacerdote mundial do Hinduísmo, apresenta então um estrito código de ética e comportamento que serve de salvo-conduto para um comportamento ilibado e espiritual para doutrinar a mente humana. Este código de ética é composto de dez normas éticas do ser humano para com a sociedade e mais dez normas éticas para consigo mesmo.

Quadro 6. Yama e Niyama: As Normas Éticas do Hinduísmo.

Código de Ética Hindu
YAMA
(Normas éticas com a sociedade)
NIYAMA
(Normas éticas consigo mesmo)
Ahimsa (não-violência) Saucha (pureza)
Sátya (veracidade) Santosha (contentamento)
Ashtêya (não roubar) Tapas (disciplina)
Aparigráha (não possessividade) Swadhyáya (estudo de si mesmo)
Brahmachárya (consciência espiritual) Ishwarapranidhana (entrega espiritual)
Kshama (tolerância, paciência, compreensão) Hri (modéstia)
Dayá (compaixão) Danam (generosidade)
Sakahára Mitahára (vegetarianismo e
apetite moderado)
Mativráta (fé interior)
Arjáva (simplicidade e prudência) Jápa (recitação diária)
Vivêka (discernimento) Yájña (sacrifício; ofício sagrado)

Fonte: Adaptado de S. Subramuniyaswami (2000), Himalayan Academy.

CONCLUSÃO

A investigação da literatura referenciada neste artigo mostrou que a importância dos preceitos espirituais preconizados pela maior religião da Índia, o Hinduísmo, são os pilares fundamentais desta religião e filosofia milenar para o desenvolvimento e para o cumprimento do destino humano na terra, influenciando igual e positivamente outros segmentos místicos em todo o mundo.

Os diversos textos comentados e as diversas autoridades pesquisadas deixaram de forma certa e convincente que os preceitos intencionam servir de norteamento para aproximadamente um bilhão e trezentos milhões de fiéis e seguidores em todo o mundo, e que aumenta dia-a-dia, e ainda, permitiu identificar, analisar, avaliar e compreender de forma clara e objetiva que o ocidente está transformando dia-a-dia seu modo de pensar, sentir e de ver o mundo, alicerçando-se nos preceitos orientais, e não menos científicos.

Como os pesquisadores estão se ajustando aos poucos ao meio eletrônico, na criação de sites, blogs e outras mídias na produção de artigos científicos que abordam o Hinduísmo e seu impacto na sociedade mundial, emerge, então, como uma área promissora em diversos campos do saber para a pesquisa e para a ciência, especialmente na teologia e filosofia, com aplicações práticas para a sociedade e as comunidades religiosas em todo o planeta.

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  1. O vocábulo sânscrito Veda deve ser pronunciado com a vogal “ê” fechada. Além disso, toda palavra sânscrita finalizada em vogal “a” é masculina. Portanto, a pronúncia deve ser “os Vêdas”, e não “a Véda”. VEDA. In: SANSKRIT-ENGLISH DICTIONARY, by Monier-Williams, Oxford University, 2008, revision. Disponível em: <http://www.sanskrit-lexicon.uni-koeln.de/monier/> Acesso em 13 nov.2018.
  2. O vocábulo sânscrito Jñana quer dizer “ter conhecimento, entendimento”; deve ser pronunciado como no espanhol “señor” ou “sênior”. JÑANA. In: BABYLON. Disponível em: < https://translation.babylon-software.com/english/jnana/ >. Acesso em 13 nov.2018.

[1] Especialista em Psicologia do Desenvolvimento; Licenciado em Filosofia; Bacharel em Teologia; Especialista em Psicanalise.

[2] Professor, Mestre em Biotecnologia.

Enviado: Janeiro, 2019

Aprovado: Fevereiro, 2019

32 COMENTÁRIOS

  1. É muito difícil achar informações válidas em
    Português sobre este tema.

    Agradeço pelo trabalho. Parabéns, Mestre Uberto Gama. Que o Sr continue a publicar suas obras, as quais sempre auxiliaram tantas pessoas.

    Um ótimo dia!

  2. 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻😃
    Que alegria ler um texto sério explicando sobre o Hinduísmo, a Religião Eterna.
    Parabéns Mestre Uberto Gama e muito obrigada pelo artigo 🙏🏻

  3. Parabéns Mestre Uberto Gama pelo excelente trabalho!
    Temos um gap grande de conhecimento científico nesta área em português. Assim, este artigo com tamanha riqueza de conteúdo, é deveras relevante. Com certeza será base para muitas outras publicações.

  4. Os trabalhos de Mestre Uberto Gama sempre nos surpreendem pela profundidade da abordagem em assuntos da vida espiritual amalgamada à praticidade ética de pensamento e ação. O Hinduísmo como a Mãe das filosofias e religiões do mundo é uma ampla e verdadeira escola para a vida. Parabéns pelo excelente trabalho!

  5. Parabéns Mestre Uberto Gama pelo artigo com excelente conteúdo sobre o Hinduísmo. Já imprimi e vou guardar para consulta.
    Muito obrigada!

  6. Conteúdo com muita profundidade e riqueza, mas ao mesmo tempo de uma síntese muito bem construída. Muito obrigado pelo excelente texto.

  7. Maravilhoso artigo. O autor sabe falar de religião com verdadeiro ecumenismo, sem desmerecer ou enaltecer nenhuma fé. Aguardo os próximos artigos do Dr. Uberto Gama.

  8. Parabéns Mestre Uberto!
    Mais um excelente artigo! Um conteúdo excepcional sobre o Hinduísmo, claro e simplificado. Algo que é difícil de se fazer de forma tão objetiva, visto ser um conhecimento tão antigo e vasto. Como é bom ter artigos como os do senhor para contribuir com a divulgação desse verdadeiro conhecimento!
    Muito obrigada!

  9. Parabéns Mestre Uberto Gama! É muito bom ver um tema tão profundo abordado de forma tão direta e com uma síntese tão bem construída. Muito obrigado por nos ajudar a compreender melhor este tema.

  10. Excelente texto sobre o Hinduísmo. Abrangente, claro e direto. Fácil leitura e entendimento. Parabéns ao autor Mestre Uberto Gama. Estou atento às novas publicações. Muito obrigado.

  11. Excelente artigo do Mestre Uberto Gama. Expõe de forma clara, completa e sintética os principais pontos do Hinduísmo. Parabéns!

  12. Excelente artigo Mestre Uberto.
    Quantas informações contidas em resumido texto. Ótima fonte de consulta e aprendizado. Nos trouxe o complexo Hinduísmo de forma simples, deixando a curiosidade aguçada para aprender mais e mais. Muito obrigado por compartilhar Vosso conhecimento.

  13. Este artigo nos fornece informações e reflexões sobre um tema sobre o qual o ocidente compreende muitas vezes de maneira inviesada. Parabéns ao mestre Uberto Gama por nos proporcionar as informações e reflexões que nos ajudam a ter uma visão mais clara sobre o tema.

  14. Excelente artigo, o autor mostra uma extensão de pesquisa, riqueza de conteúdo e análise. Parabéns Mestre Uberto Gama, não tinha conseguido achar um trabalho tão completo antes, agradeço a publicação!

  15. Excelente e rico conteúdo!
    Muito obrigada Mestre Uberto Gama por contribuir tanto para a transmissão verídica deste conhecimento ancestral.

  16. Excelente artigo sobre o Hinduísmo, a mais antiga religião viva do mundo. É uma tarefa muito difícil reunir em único artigo tão vasto panteão de crenças, preceitos e filosofias, mas que o Mestre Uberto Gama conseguiu cumprir, com a maestria de quem conhece profundamente o tema e o aplica em sua vida, com conhecimento de causa.

    Muitas pessoas no Ocidente, seguidores de outros caminhos espirituais, ainda têm uma visão distorcida do Hinduísmo e este artigo se mostra muito útil na tarefa de desmistificá-lo e mostrar a sua utilidade prática, para a construção de uma sociedade mais ética. Que estes preceitos possam ajudar a iluminar as mentes dos buscadores e construir uma comunidade global pautada pela harmonia do ecumenismo religioso.

  17. Parabéns Mestre Uberto Gama pelo excelente trabalho. Claro, conciso e preciso. Ainda vemos uma visão muito estereotipada do hinduísmo no Ocidente. Por este trabalho fica clara a grandeza e profundidade desta religião.

  18. Muito obrigado Mestre Uberto Gama pelo excelente artigo. Construiu uma síntese de um assunto tão sério de forma clara e profunda.

  19. Excelente Artigo de estudo muito profundo e detalhado.
    Entendível
    Mestre Uberto Gama está de parabéns pelo artigo.
    De uma clareza e entendimento muito bom.
    Muito Obrigada pelo trabalho.

  20. Excelente artigo. Muito interessante, muito rico e que nos instiga a buscar mais informações sobre o tema. Realmente, uma cultura e pensamento tão antigos, estão carregados de conhecimento. Obrigada pelo artigo, parabéns.

  21. Muito obrigado Mestre Uberto Gama, por compartilhar seu conhecimento.

    Excelente conteúdo e de fácil entendimento. É um assunto muito importante e pouco explorado no Brasil. Devemos aprender e seguir mais a cultura Hindu. Muito obrigado por nos proporcionar esta oportunidade.

    Muito obrigado.

  22. Parabéns ao Dr. Uberto Gama pelo maravilhoso trabalho!
    Realmente é muito difícil encontrar essas informações na língua portuguesa e de forma tão esquemática, e didática. Além disso, parabéns ao Dr. por conseguir abranger de forma clara e direta todas as bases que norteiam os princípios espirituais do Hinduísmo e seus adeptos.
    Que este trabalho desperte a curiosidade de muitos, pois o Hinduísmo é a Filosofia ou Religião mais antiga deste planeta e merece mais atenção, respeito e estudo por parte dos Ocidentais.

    Muito obrigada.

  23. É maravilhoso encontrar um texto tão rico falando sobre o Hinduísmo, especialmente em português e escrito por um profundo conhecedor do assunto.

    Muito obrigado, Mestre Uberto, por mais esta aula!

  24. Parabéns pelo excelente artigo, Mestre Uberto Gama. Transmite de forma clara e sistematizada um assunto profundo como os preceitos espirituais do hinduísmo, trazendo para a esfera prática essa filosofia de vida. Que venham mais artigos como este. Muito obrigada!

  25. Um apanhado completo e bastante didático de uma das mais significativas religiões do mundo. Esclarecedor, rico e interessante.

  26. Parabens pelo artigo! Está muito completo, esclarecedor e claro, e com muitas referencias boas. Uma excelente base para a compreensão e estudo do Hinduismo, de maneira cientifica e objetiva. Muito bom! A comunidade cientifica precisa deste tipo de trabalho

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