Inovação das Práticas Pedagógicas na Docência Superior: O Papel do Docente como Orientador e Não como Transmissor do Conhecimento

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SANTOS, Dayane Evellyn Ferreira dos [1], FIGUEIREDO, Suelânia Cristina Gonzaga de [2]

SANTOS, Dayane Evellyn Ferreira dos; FIGUEIREDO, Suelânia Cristina Gonzaga de. Inovação das Práticas Pedagógicas na Docência Superior: O Papel do Docente como Orientador e Não como Transmissor do Conhecimento. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Edição 09. Ano 02, Vol. 05. pp 90-101, Dezembro de 2017. ISSN:2448-0959

RESUMO

O presente trabalho pretende discorrer sobre as práticas pedagógicas e suas constantes mudanças que se fazem necessárias para que aprendizado não se limite apenas ao docente, é de conhecimento geral que trabalhar na formação de profissionais vai muito além de uma sala de aula, a área acadêmica é capaz de orientar e desenvolver profissionais por meio dos seus métodos e estratégias inovadoras nas práticas pedagógicas. Os estudos do presente artigo comprovam o papel importante para que novas práticas sejam inseridas, no que diz respeito à forma de ensinar, reconhecendo a relevância sobre o referido tema, voltado para um ensino ao qual professores e alunos troquem suas experiências, sejam orientados com a teoria e desenvolvam a parte prática de cada área de sua formação, partilhando a ideia que o profissional docente não mais avalia e transmite conhecimento, mas sim orienta e desenvolve na formação de futuros profissionais.

Palavras-Chave: Práticas Pedagógicas, Estratégias Inovadoras, Docente.

Introdução

No contexto do desenvolvimento de práticas pedagógicas inovadoras, procura buscar métodos facilitadores para forma de aprendizado dos discentes, sujeitos a um processo de ensino–aprendizagem que os motive a buscar novos conhecimentos, partindo do professor a responsabilidade para tal ato, extremamente importante para esse desenvolvimento.

Especificando que os fatores que contribuem para o aprendizado do aluno é o interesse dele pelas aulas, não por disciplinas, mas pela maneira como a disciplinar está sendo ministrada, o método utilizado pelo docente é de extrema necessidade que seja convidativo para gerar interesse.  O fato de que o aluno contrai certa dependência do professor é uma realidade, por isso ele por muitas vezes prefere manter-se resistindo a essas novas práticas. A informação no passado era restrita para alguns, hoje a modernidade dá tempo e espaço para manifestações humanas de todos os tipos, o mundo não é mais único, no conhecimento e nas relações sociais, fazendo com que os indivíduos se formem e aprendam a lidar e respeitar as diferenças. É verdade que as mudanças são inevitáveis no âmbito educacional, à modernidade no ensino precisa criar novas estratégias para fixar a atenção e possivelmente fazer com que o aluno absorva e se estimule a buscar novas informações do que está sendo exposto pelo professor, pensando na quebra de paradigmas onde não deveriam existir exercícios de repetição, demonstrações para imitação e memorização e sim, um ensino pela busca de descobertas no cotidiano para apresentação de objetivos que gerem debates e discursões saudáveis ao conhecimento.

Os métodos inovadores para o ensino-aprendizagem estão voltados para o dinamismo, para a descoberta de habilidades, gerando motivação, capacidades com finalidades de resolução de problemas, formando profissionais prontos para o cotidiano mercadológico. O mercado de trabalho está desenhando profissionais completos em todas as áreas do conhecimento.

Para Maseto:

É fundamental que o docente perceba que o currículo de formação de profissional abrange o desenvolvimento da área cognitiva, quanto à aquisição, elaboração e organização de informações; ao acesso ao conhecimento existente; à produção de conhecimento; à identificação de diferentes pontos de vista sobre o mesmo assunto, à imaginação, criatividade e solução de problemas (2015, p. 34).

O que se espera para melhor aproveitamento infelizmente não acontecerá de forma imediata, mesmo que o esforço seja feito, porém é através do cotidiano que as mudanças serão percebidas, é um processo constante que mostrará resultados pequenos, porém significativos, baseados no esforço principalmente do docente.

A concepção de ensino que se concentra nos valores que devem ser repassados para aluno, mostrando a ele a importância e o valor de cada pessoa, fará com que o mesmo tome atitudes que implicarão mudanças na vida das pessoas em toda a sua geografia, não somente referente ao seu espaço.

1. Impulso para as mudanças

Com o avanço das informações em todas as áreas do conhecimento, juntamente com o avanço tecnológico, instituições de ensino se veem prontas para mudanças ou em processo para elas, na forma de orientação de seus discentes. Esse avanço trouxe consigo a transformação do docente, antes visto como detentor do conhecimento, passando a ser uma profissional para orientar e trocar experiências, aprimorando e contribuindo cada vez mais para que haja mudança e desenvolvimento nas práticas pedagógicas, fazendo com que os discentes saiam do ensino tradicional, em que o professor ministra seu conteúdo, avalia seus alunos e, eles por sua vez se sentem qualificados pelas notas que adquiriram nos métodos de avaliações tradicionais (provas e trabalhos), formando indivíduos que não foram instigados a buscar por uma solução inovadora ou por uma resolução de problemas e conflitos que podem vir a acontecer na sua vida profissional.

Na visão de Zabala e Arnau:

Isso representa uma mudança profunda e revolucionária no que se relaciona ao significado do ensino, pois a partir desse raciocínio, devem-se formar profissionais universitários muito preparados, mas também outros muito bem formados em todos os setores, especialidades e níveis de desempenho. Há a necessidade de profissionais que além de dominar os conhecimentos e as técnicas especificas de sua profissão, disponham de atitudes que facilitem o trabalho nas organizações (2016, p. 5).

Com a velocidade e o fácil acesso que a informação chega a todos, as instituições de ensino necessitam atender a essas demandas do mundo contemporâneo. Delors (2012, p.34), afirma que “as novas tecnologias extinguiram as distâncias, contribuindo na formação da sociedade, que está se cobrando mais a cada dia, não aceitando modelos antiquados, sendo mais exigentes nas escolhas”.

É comum, porém, não são todas as instituições de ensino que buscam pelas mudanças das práticas pedagógicas de ensino-aprendizagem, fazendo com que o discente desenvolva seus métodos de aprendizagem, neste caso cabe ao professor o discernimento de criar condições para que esse fato se concretize de forma espontânea.  Frente a essa realidade Zabala e Arnau (2016, p. 2), confirmam essas condições quando se referem ao papel do ensino que, “reconhece que devam ser lidados como orientação para desenvolver capacidades, baseado pelas necessidades individuais, priorizando o teórico e o prático”.

Ao compreender a importância das mudanças de forma inovadora, estratégica e motivadora é possível compreender a importância das relações que fazem as ligações entre alunos e professores, percebendo-se o melhor aproveitamento na forma de trocas de experiências práticas e teóricas. Delors (2012, p.40) afirma que, “o desenvolvimento pessoal é muito importante, pois ajuda a transformar os saberes que correspondem ao significado da educação, de forma a causar no individuo empatia através do conhecimento”.

É importante ressaltar, a resistência sobre a quebra desse paradigma de formas inovadoras do ensino-aprendizagem, assim como existe resistência por parte de professores, que começaram a se conscientizar sobre o seu papel de profissional, que assim como qualquer outra área há necessidade de capacitação, também há resistência por parte dos alunos, por isso é imprescindível que esse processo de mudança possa partir do professor, como forma de oportunidade para o novo. Daí a importância do professor com relação aos seus saberes adquiridos ao longo de sua trajetória como docente.

Bringhouse e Woods consideram o desenvolvimento como:

Ao considerar como melhorar uma escola por meio do desenvolvimento de uma cultura dinâmica de ensino e aprendizagem, pode ser melhor começar do ponto de vista do novo professor que cheio de esperança e expectativa (e certamente de um pouquinho de apreensão), se une ao corpo docente de uma escola em uma base permanente. Todos os diretores e professores podem proveitosamente se perguntar como, simplesmente se unindo a eles, um novo professor se tornaria um melhor professor e fortaleceria ainda mais a massa crítica do ensino eficaz (2015, p.166).

Quando se fala em inovação nas práticas de ensino, seu conceito remete ao novo, a construir ou criar algo inovador, porém esse fato não acontecerá de forma imediata, nem eliminando de forma drástica as técnicas já utilizadas. Esse é um processo de mudança que ocorre lentamente e, que será diariamente testado pelos docentes, aprimorando o existente e criando novos métodos de acordo com experiências do cotidiano, dessa forma a inovação está sendo para reestruturar, aprimorar as práticas pedagógicas existentes, inserir novos métodos e, sobre tudo, quebrar barreiras do tradicionalismo que por muitos anos foram consagradas pelas instituições e, permaneceriam para serem eternizadas pelas mesmas, não fosse o avanço tecnológico facilitar e integrar os indivíduos ao tudo e a todo instante, eles que por sua vez estão sempre à procura de melhores desempenhos nas salas de aula e melhores resultados dentro das organizações.

Na visão de Neto e Hesketh sobre as tecnologias:

Tecnologias emergentes são portadoras de potencial para mudanças bem mais sérias do que a substituição do retroprojetor por um notebook. Este potencial, porém, só poderá ser realizado se, além de existirem condições técnicas, materiais para sua implantação, também houver uma mudança nas práticas pedagógicas que delas façam uso inovador. Do contrário, serão mais peças a guardar bem longe de professores e alunos (2009, p. 246).

Toda mudança traz consigo desconfortos, por parte de ambos os lados, falar sobre mudanças é um grande desafio, mas ainda, na forma de ensinar, apesar de tantas informações para nos auxiliarem, os desafios são propostos a todo instante para professores e alunos, as perspectivas nas novas práticas pedagógicas são as melhores esperadas, basta que o professor com sua desenvoltura realize de forma mínima a cada aula, a orientação para que o novo seja visto a contribuir para qualidade do ensino. Neto e Hesketh (2009, p.12) alega que, os professores são desafiados a buscar novos métodos que torne as aulas cativantes, convidativas e desafiadoras, proporcionando pesquisas, criações e interações no ambiente educacional.

2. Entendendo o trabalho docente

A escola tradicional permaneceu por aproximadamente trezentos e oitenta anos. Com o início da escola nova, o professor não se comportava como transmissor de conhecimento e sim como um facilitador na aprendizagem, onde o aluno era um ser ativo e participante. A arte de ensinar é uma tarefa difícil demais para que alguém se envolva nela por comodismo ou falta de fator melhor, ou porque é preciso auferir ganhos. O exercício do professor é justamente um constate desenvolvimento pessoal e com o mundo ao seu redor. O professor do século XXI deve ser um profissional da educação que elabora com criatividade conhecimentos teóricos e críticos sobre a realidade. Mais ainda com a era da tecnologia, os professores devem ser considerados como parceiro na transformação da qualidade social da instituição, compreendendo diversas áreas seja nos contextos históricos, sociais, culturais e organizacionais que fazem parte e interferem na sua atividade docente ou não, cabendo à tarefa de orientar os alunos para o enfrentamento de novas demandas, instigando a busca de métodos competentes para o futuro profissional na área em que se encontra.

É necessário que o professor continue desempenhando seu papel como criador que persevera e orienta, criando determinantes para perspectiva do ensino-aprendizagem, a relação entre professor e aluno deve ser cultivada, pois um depende do outro para se desenvolverem conjuntamente. O docente deve conduzir o aluno para que ele seja produtivo, para que ele sinta-se importante e parte fundamental nos ensinamentos propostos pelo professor. Delors (2012, p.114) afirma que “a cada dia que passa com o progresso tecnológico, os profissionais que deixarem as instituições de ensino superior deveram estar capacitados para lidar com as cobranças exigidas pelo mercado de trabalho”.

O futuro profissional trará em sua carga de aprendizado, modelos positivos e negativos da atuação do professor em sala de aula, atribuindo a esses modelos suas competências profissionais, hoje o mercado de trabalho exige desempenho, rendimentos e habilidades, de forma que produzam mais em menos tempo.

Masetto descreve:

É preciso um professor com papel de orientador das atividades que permitirão ao aluno aprender. O docente deve ser um elemento motivador e incentivador do desenvolvimento de seus alunos, atento para mostrar os progressos deles, bem como corrigi-los quando necessário, mas durante o curso, para que seus aprendizes aprendam no decorrer dos próximos encontros ou aulas que tiverem (2015, p.36).

Segundo Masetto (2015, p. 28) “os professores estão mudando de atitudes, assumindo uma posição de profissional da aprendizagem, para incentivar e motivar seus alunos se apresenta com a disposição de ser ponte entre o aprendiz e sua aprendizagem, construindo um vínculo e estando sempre presente para que o aluno consiga atingir suas metas”.

O professor, jamais deve ser limitado ao aprendizado, deve desafiar o seu desenvolvimento pessoal e profissional, contribuindo para si mesmo e para o desenvolvimento de seus alunos, criando perspectivas para a inclusão de novas práticas em sua metodologia, enriquecendo seus conhecimentos de forma a se adaptar em um mundo em constante mudança, além de está seguro com a disciplina que irá ministrar, levando ainda em consideração a diversidade de seus alunos.  Delors (2012, p. 69) confirma que “o desenvolvimento de aptidões condiz com função da educação, que orienta as necessidades do desenvolvimento natural e humano dos diferentes costumes”.

Eventos que podem ser considerados importantes para o docente, segundo Masetto (2015):

  • É preciso um professor com papel de orientador das atividades;
  • Deve ser um elemento motivador e incentivador no desenvolvimento de seus alunos;
  • Um professor que forme com seus alunos um grupo de trabalho com objetivos comuns incentive atividades mútuas e estimule o trabalho em equipe;
  • Que motive o aluno a realizar pesquisas e os relatórios, que crie condições contínuas de feedback;

3. Práticas pedagógicas: aprender para transformar.

Sabe-se que o ensino, em todas as áreas do conhecimento, por anos vem tentando acompanhar as mudanças conforme o avançar das tecnologias, ocorre que essas mudanças vêm tentando fazer com que paradigmas conservadores sejam quebrados diariamente principalmente por professores, que ao refletir sobre o assunto deverá olhar com uma forma diferente sobre o seu trabalho que é diário.

A prática e o ato de reflexão dessa prática exercida no espaço da sala de aula contribuem para o surgimento de uma ressignificação do conceito, de professor, de aluno, e de aprendizagem. O professor deve assumir o papel de facilitador e mediador do conhecimento, participante ativo da aprendizagem dos alunos, proporcionando uma aprendizagem em que o aluno seja sujeito do processo de ensino-aprendizagem. Dessa forma, podemos perceber a importância do professor na sua própria formação e na formação dos educandos. Agindo como mediador, o docente está dando oportunidade aos alunos a terem autonomia na construção do seu próprio conhecimento como forma d compreender a realidade social em que vivem. EMANUELLE OLIVEIRA (Info escola).

Da mesma forma que um profissional da segurança precisa entender o quanto seu trabalho é de extrema importância para sociedade, assim também o professor precisa ter consciência da sua responsabilidade na formação, tanto dele próprio quanto dos profissionais que ele ajudará a formar

3.1 Ampliando a ideia sobre a prática pedagógica

A prática pedagógica é em sua essência, voltada para que o professor busque meios de facilitar o entendimento do aluno de um determinado tema, seja ele qual for, objetivando a aprendizagem do aluno. Então, surgiu à necessidade das instituições de criar métodos que estimulem mais ainda o aprendizado, a forma diferente com que uma aula pode ser ministrada pode aprimorar e aguçar a maneira com que o aluno compreendeu a disciplina ministrada. Ultimamente, métodos expositivos tem sido um escape para aulas que até pouco tempo atrás eram monólogos, pelo fato de não trazer para o cotidiano o que se espera que aconteça no local de trabalho, por exemplo. Hoje, docentes e alunos buscam a todo instante formas de ensinar e aprender analisando modelos e pedagogias inovadoras que podem e devem ser utilizadas nas salas de aula para uma aprendizagem significativa. Segundo Neto e Hesketh (2009, p.21) “há tempos educadores estão dispostos a inserir métodos participativos de ensina e de aprender, para tal a didática precisa ser reestruturada”. Existem diversas maneiras estratégias, para serem utilizadas em sala de aula pelo professor. Ao conduzir aulas o professor é a pessoa que abrirá o leque para futuras manifestações de seus alunos como: uma ideia criativa, a produção de algo que possa melhorar a vida em sociedade ou a qualidade de vida, etc., a partir do professor o aluno partirá para desenvolver seu aprendizado buscando fontes que cessem a sua necessidade de conhecimento.

Os educadores progressistas, preocupados como a educação para a mudança, constituem os exemplos mais claros de adoção de postura. Seus alunos são incentivados a expressar suas próprias ideias, a investigar com independência e a procurar os meios para o seu desenvolvimento Individual e social. GIL (2015, p.7)

Gil (2015) destaca ainda a importância de quatro pilares da educação importantes para a mudança nas práticas educativas:

  • Aprender a conhecer
  • Aprender a fazer
  • Aprender a viver juntos
  • Aprender a ser

Partindo do pressuposto de que a prática pedagógica deverá iniciar desses pilares, convém expor o significado de cada pilar em síntese:

Aprender a conhecer: é uma aprendizagem por prazer, por gostar de mudanças, o ato de descobrir coisas novas ao longo do tempo estimula mais ainda a curiosidade, desenvolvendo habilidades para comunicação. Busca formas para adquirir conhecimentos que se movem para a compreensão do mundo que o cerca, movimentando o pensamento.

Para Delors:

O aumento dos saberes, que permite compreender melhor o ambiente sob os seus diversos aspectos, favorece o despertar da curiosidade intelectual, estimula o sentido crítico e permite compreender o real, mediante a aquisição da autonomia na capacidade de discernir. DELORS (2016, p. 74)

Aprender a fazer: pilar essencial para o desenvolvimento e formação profissional, saindo da teoria para buscar o desenvolvimento prático, lidando com situações adversas que possam vir a acontecer no cotidiano, utilizando habilidades como: coletividade, cooperativismo, resolução de conflitos, trabalhar em equipe, ter iniciativa e manter o ambiente de trabalho saudável. O aprender a fazer abrange técnicas a serem ampliadas e desenvolvidas diariamente. Delors (2015, p.76) confirma essa forma de aprendizagem ao dizer que elas “devem evoluir e não podem mais ser consideradas como simples transmissão de práticas mais ou menos rotineiras, embora estas continuem a ter um valor formativo que não pode ser desprezado”.

Aprender a viver juntos: este tipo de aprendizagem diz respeito ao próximo, como é importante saber conviver e compreendê-lo, propicia a edificação dos laços afetivos, muito importantes para viver em sociedade, ensinando o respeito pelo próximo e as suas diferenças. Para Delors (2015, p.79) a educação tem como missão, por um lado, transmitir conhecimento sobre a diversidade da espécie humana e, por outro, levar as pessoas a tomar consciência das semelhanças e da interdependência que existe entre todos os seres humanos do planeta.

Aprender a ser: onde é atingida a maturidade, o controle da conduta pessoal e profissional, o desenvolvimento do senso crítico e personalidade autônoma, essa aprendizagem desenvolve a autoaprendizagem para resolução de problemas que conduz as responsabilidades para si. Conforme afirma Delors (2015, p.82), os tempos e as áreas da educação devem ser repensados, complementar-se e interpenetrar-se de maneira que cada pessoa, ao longo de toda sua vida, possa tirar o melhor proveito de um ambiente educativo em constante ampliação.

Ao se aprofundar nesses quatro pilares e os tornar fundamentais para o processo de ensino-aprendizagem, o professor entenderá o quão importante eles se fazem para que a comunicação seja adaptada a toda sociedade, o professor torna-se um transmissor de valiosas informações e métodos didáticos para elevar o conhecimento de seus alunos e provoca-los a buscar o novo. A essas novas práticas, não são necessárias tornar obsoletas as práticas usuais, mas aprimora-las, na forma de relacionamento entre professores e alunos, na troca de experiências, na formação de expectativas e envolvimento das instituições com o todo. Para Neto e Hesketh (2009, p. 23) o professor é um provador que instiga o aluno a pensar, a refletir, criticar, a buscar explicações, a criar soluções e a tomar decisões.

A escola (com todo conjunto de solicitações que faz ao professor) pode e deve ser tomada como eixo de sua formação. Ou seja, trata-se de perceber que as instituições escolares não formam apenas os alunos, mas também os profissionais que nelas atuam. BARROSO (2004, p.41)

Considerações Finais

Ao término deste trabalho, pode-se considerar a importância e necessidade de planejar, inserir e acompanhar as mudanças nas práticas pedagógicas de ensino, lembrando-se da importância de cada peça fundamental a este processo que se dá ao professor e aluno, da interação entre os mesmos, como parceiros para um futuro. Hoje os professores, não mais como figuras detentoras do conhecimento e sim orientadores para a vida profissional e, por que não pessoal?  Com tantas exigências para a formação de um profissional completo em suas habilidades fora de sua área de formação, as práticas de ensino precisam se modernizar de acordo com as mudanças que ocorrem mundo a fora, tanto em tecnologias, com em quebra de paradigmas educacionais. A resistência de alguns, passou a ser a persistência de outros para que a mudança possa ser possível e que atinja e impacte o maior número de pessoas em sua geografia.

Em virtude do que foi mencionado, é possível visualizarmos o quanto esse tema é relevante, para as instituições que devem incentivar e motivar seus profissionais, visando à qualidade do serviço que está sendo oferecido ao seu cliente (alunos), para o docente que se vê cobrado para mudança, mas que por falta de estrutura não consegue acompanhar tantas informações em curtos espaços de tempo e, para o aluno, que com todas essas novas estratégias, fará melhor aproveitamento no seu curso, tornando-se um profissional completo em todas as habilidades que o mercado de trabalho tem como pré-requisito.

Referências

Barroso, J. Trajetórias e perspectivas da formação de educadores. São Paulo: UNESCO, 2004.

Delors, J. Educação um tesouro a descobrir. Relatório para a UNESCO da comissão internacional sobre educação para o século XXI. 7. ed. Revisada. Tradução: José Carlos Eufrázio. Cortez, Brasília: UNESCO: 2012. Disponível em: http://www.infoescola.com/educacao/formacao-continuada-de-professores/ Acesso em: 24/08/2017.

Gil, Antonio Carlos. Didática do ensino superior / Antonio Carlos Gil.-1. ed. – 9. reimp.– São Paulo: Atlas, 2015.

Masetto, Marcos Tarciso, Competência pedagógica do professor universitário/ Marcos Tarciso Masetto. – 3. ed. – São Paulo: summus, 2015.

Neto, Antônio Simão. Hesketh, Camile Gonçalves. Didática e design instrucional. 1.ed. IESDE, Curitiba, 2009.

Piletti, Nelson. Psicologia da aprendizagem: da teoria do condicionamento ao construtivismo / Nelson Piletti, Solange Maerques Rossato. – 1. ed., 4ª reimpressão. – São Paulo: Contexto, 2015.

Zabala, Antonio. et al. Didática Geral. Porto Alegre: Penso, 2016.

[1] Administradora pela Faculdade Metropolitana de Manaus- Fametro, Pós-graduanda em Metodologia do Ensino à Docência Superior da Faculdade Metropolitana de Manaus – Fametro

[2] Professora Msc. Orientadora da Disciplina de Metodologia da Pesquisa Científica II do Curso de Pós-graduação em Metodologia do Ensino à Docência Superior da Faculdade Metropolitana de Manaus – Fametro

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