A Participação do Professor no Processo de Aprendizagem da Leitura do Aluno por Meio dos Instrumentos Pedagógicos Lúdicos

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ROCHA, Gleidiane Brito De Araújo [1]

ROCHA, Gleidiane Brito De Araújo. A Participação do Professor no Processo de Aprendizagem da Leitura do Aluno por Meio dos Instrumentos Pedagógicos Ludicos. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 2, Vol. 13. pp 201-216 Janeiro de 2017 ISSN:2448-0959

RESUMO

Este trabalho foi realizado com o objetivo de analisar as contribuições que o Educador, por meio do uso do lúdico, como instrumento pedagógico de ensino, pode dá ao aluno no processo de ensino e aprendizagem da leitura. Chama-se atenção para o fato de que o uso do lúdico na educação, como metodologia, tem contribuindo tanto para a qualidade do processo de aprendizado, como na transformação da relação entre Educador e Aluno. Sabe-se que o importante na utilização do lúdico não é a fomentação do brincar por brincar, mas tornar esse momento algo que possa desenvolver no aluno motivação para o aprendizado, sem deixar de considerar a interação desse com o seu mundo real. Pensando nessa possibilidade, se passa acreditar que para o desenvolvimento de um bom trabalho a respeito do tema, seria indispensável traçar como objetivo analisar os impactos causados pelo uso do lúdico no desenvolvimento educacional do aluno. Considerando esse objetivo, optou-se por se desenvolver uma pesquisa focada na revisão de literatura.

Palavras-chave: Aprendizagem da Leitura, Lúdico, Desenvolvimento Educacional.

1. INTRODUÇÃO

A aprendizagem da leitura possibilita ao educando descobrir outro mundo, o mundo letrado, o mundo da fantasia e até o mundo do faz-de-conta. Nesse sentido, a leitura é o começo para um grande passo no processo de aprendizagem, pois através dela descobrimos o mundo letrado que faz com que agucemos nossa curiosidade, que nos leva a adquirir outras habilidades necessárias para que a aprendizagem se torne significativa.

E, para essa aprendizagem ter significado para o educando, a metodologia de ensino tem que ser dinâmica, por isso o lúdico está cada vez mais presente nas salas de aula, principalmente nas séries iniciais do ensino fundamental, pois é nessa fase que as crianças interagem e estão mais dispostas a aprender. É nessa fase também que a ludicidade dá mais resultado, pois o aluno está no processo de socialização, adquirindo mais habilidades de comunicação e está na fase da construção do conhecimento.

Atualmente a ludicidade é uma realidade em muitas escolas brasileiras, mas ainda falta ser sistematizada para que sejam usadas adequando-se às necessidades de cada educando. Considerando essas questões que se elabora uma discussão focada na análise do lúdico como principal ferramenta que mais se aproxima das exigências postas pelas políticas educacionais voltadas para a educação no país, que passa a construir uma nova concepção sobre o conceito de educação, de escola e de aluno, que passa a ser vista como sujeito de direito, o que provoca mudanças significativas nos princípios educacionais.

2. USO LÚDICO PELO PROFESSOR NA APRENDIZAGEM DA LEITURA PELO ALUNO

A nova Lei de Diretrizes e Bases parece ressaltar a questão da aquisição da leitura e escrita como de fundamental importância na vida cotidiana, porém não fica bem clara a relação entre a busca da compreensão do mundo que cerca o educando, a partir das suas habilidades e capacidades alcançadas com alfabetização, parecendo que se tratam de situações isoladas, quando na verdade, constituem um complemento uma da outra. Não podemos trabalhar a leitura separada da escrita, pois uma completa a outra.

Sabe-se que as atividades lúdicas possuem sobre o aluno o poder de fortalecer o seu processo de aprendizado, de maneira que seja bem trabalhado suas funções psicológicas e cognitivas. Esta observação se faz por entender que o primeiro contato dele com a escola provoca na mesma um impacto de caráter físico mental, porque antes tinha uma rotina voltada apenas para os brinquedos e à família, sem contato com pessoas que não fizessem parte, cotidianamente, de seu círculo familiar, coisa que passará a conviver, pois seus novos coleguinhas são todos estranhos, pelo menos a priori. Mas isso é questão de tempo e o modo como se trabalha este processo de sociabilidade. O que se espera é que logo ela possa se relacionar com as demais crianças, de maneira que consiga administrar o processo de divisão, principalmente da atenção, porque não terá a atenção da professora apenas para si, como a de seus familiares.

Na perspectiva de Almeida (2000), é particular da criança ter o seu próprio modo de olhar, imaginar e sentir, que são ativados a partir de um processo de interação coletiva, isto é, da relação com as demais crianças que também estão no processo de descobrimento, assim como ela.

A partir do que expõe Brasil (2001), a educação infantil se torna eficaz quando prioriza atividades voltadas para o processo de participação e socialização da criança, ou seja, a escola precisa olhar a criança como alguém que também pode criar. Considerando esta realidade, lhe cabe promover atividades que estimule a criança desenvolver tal criatividade, e o lúdico é a ferramenta pedagógica que contribui de maneira significativa para esta interação da criança com o seu processo de aprendizado.

Quando as situações lúdicas são intencionalmente criada pelo adulto para estimular a aprendizagem cria na criança uma expectativa positiva, ela fica mais interessada no aprender, pois a utilização do jogo potencializa a exploração e a construção do conhecimento, por conta da motivação interna, típica do lúdico, mas trabalho pedagógico requer a oferta de estimulo externo.

Seguindo a linha de raciocínio de Piaget (2010), se entende que a brincadeira é responsável por fazer com que a criança assimile o mundo do seu modo, sem a menor preocupação com a realidade, porque o resultado da brincadeira não está influenciado pelo que o objeto representa em si, mas o significado que ele passa a ter para a criança.

Neste sentido, é preciso que os educadores entendam que o processo da educação infantil não se pauta apenas no processo de ensino e aprendizado, mas ir além, buscar elementos que estão inseridos diretamente ou indiretamente no desenvolvimento psicomotor e cognitivo da criança, de maneira que a formação de sua personalidade ocorra de maneira eficiente.

Kishimoto (2000, p. 36) diz que “(…) quando as situações lúdicas são intencionalmente criadas pelo adulto com vistas a estimular certos tipos de aprendizagem, surge a dimensão educativa”. Com isso o uso dos brinquedos, jogos educativos com fins pedagógicos remete-nos para relevância desse instrumento da situação de ensino aprendizagem e desenvolvimento infantil se considerarmos que a criança aprende de modo intuitivo adquire noções espontâneas, em processos interativos, envolvendo o ser humano inteiro com suas cognições e afetividade.

Piaget (2010), por sua vez, considerou que o lúdico é o embrião para o desenvolvimento das atividades voltadas para o desenvolvimento intelectual da criança, o que faz dele um instrumento que não ode ficar ausente das atividades educativas.

Vygotsky (1999; 2008), responsável pela criação da teoria que trabalha a criança a partir de sua relação sócio histórica e cultural, afirma que a atividade lúdica é algo que precisa estar ligado diretamente à infância, porque é neste período que a criança recria sua realidade a partir dos sistemas simbólicos disponíveis a ela. Para este autor o lúdico é considerado uma atividade de caráter social imbuído de elementos culturais. E é neste espaço que a criança usa sua imaginação para fantasiar a realidade, produzindo, assim, novas maneiras de interpretar o mundo e de expressá-lo, o que permite a construção de novas maneiras de se relacionar com seus pares e adultos.

A partir do expõe o autor acima, se pode considerar que o lúdico é uma ferramenta que estimula, de maneira prática, o desenvolvimento da criança, porque consegue agregar as mais distintas atividades e consegue expressar os mais diferentes domínios da natureza humana. O uso da brincadeira e do brinquedo contribui para que a inteligência sensório-motora será aguçada, estimulada. Portanto, a partir do embasamento dos referidos teóricos, se considera que o processo de aprendizagem da leitura é algo concebido ao longo da educação infantil e que tem sua continuidade nos ensinos fundamental, médio e superior.

3. APRENDENDO A LER COM AJUDA LÚDICA

Para tratar deste tema é importante lembrar que o lúdico é uma atividade que está presente entre a humanidade desde a pré-história de sua existência, porque naquela época já era utilizado como instrumento mediado do processo de afetividade. E nos últimos tempos vem ganhando espaço significativo entre aqueles que teorizam a educação infantil no Brasil e no Mundo (MALUF, 2003).

Segundo Maluf (2003):

Brincar é tão importante quanto estudar, ajuda a esquecer momentos difíceis. Quando brincamos, conseguimos- sem esforço- encontrar respostas a várias indagações, podemos sanar dificuldades de aprendizagem, bem como interagirmos com nossos semelhantes (MALUF, 2003, p. 19).

Apelar-se para o lúdico se torna uma necessidade, pois o contexto social está afastando gradativamente o homem do convívio alegre e divertido com os seus pares, impondo outras formas de lazer, trocando o lazer socializado pelo lazer individual. Em decorrência dessa forma de diversão, surgem problemas emocionais das mais variadas ordens, dentre eles: a depressão, a baixa auto- estima e autoimagem. Vivenciar atividades compartilhadas e lúdicas resulta em relevância nas relações interpessoais.

Relações essas que são trabalhadas na escola desde a educação infantil até a universidade, onde escola como sendo uma das grandes mediadoras no processo ensino – aprendizagem entre indivíduos e sociedade, deve tomar como ponto de partida o nível de desenvolvimento real da criança e como ponto de chegada os objetivos estabelecidos pela escola, supostamente adequados a faixa etária e ao nível de conhecimentos e habilidades de cada grupo de criança.

Ferreiro (1995) considera que aprender a ler é algo importante para a educação infantil, que inicia com a alfabetização e segue por toda a educação básica. O ato de ler não se limita apenas em conhecer as letras, mas também em ler e interpretar o texto em questão. Começa-se com o conhecimento das letras, depois a junção delas na formação das palavras e destas na construção textual. Este caminho é necessário para que a criança consiga ler e interpretar a formação das palavras. Uma vez que se aprende o sentido e significado das palavras a criança, em sua trajetória à vida adulta amplia seus conhecimentos e vai se tornando uma pessoa com autonomia e consciência crítica.

Continua o autor afirmando que o contato constante da criança com informações produzidas em cartazes, outdoor, televisão, livros, revistas, dentre outros objetos, ela está, inconscientemente, recebendo as informações a respeito da representação social que tem a escrita, o que lhe ajuda a compreender o seu significado.

Para melhor ilustrar o pensamento de Ferreiro (1995) se busca auxilio em Maluf (2003), que ressalta o seguinte:

As atividades lúdicas deveriam ser alvo de planejamento, na façanha do aprender. Quando a criança brinca ela reorganiza pensamentos e emoções. A tendência atual da educação é não perder de vista o lúdico. Atividades prazerosas deveriam fazer parte do dia- a- dia da criança (MALUF, 2003, p. 33).

Para o autor acima é importante salientar que a prática do lúdico não pode se limitar ao produto da atividade em si, mas, em especial, ao seu resultado em razão da ação realizada dentro de um momento vivido pela criança. Porque são em momentos seus que a criança se encontra consigo e abre espaço para que outros possam fazer parte de seu mundo também, possibilitando, dessa forma, o autoconhecimento e conhecer o outro também. É nestes momentos que faz com que realidade e fantasia interajam.

A ludicidade faz com que a criança adquira conceitos, novos conhecimentos, embora estes sejam muito importantes para a escolarização do educando, a fundamentação teórica consistente dá o suporte necessário ao professor para o entendimento dos porquês desse trabalho. Trata-se de ir um pouco mais longe ou, talvez melhor dizendo, um pouco mais fundo.

As atividades desenvolvidas podem partir de qualquer ação que permita interação da criança com o conhecimento e possibilite o seu desenvolvimento psicomotor e cognitivo, que vai desde jogos e brincadeiras. Criar um ambiente de interação por meio de dinâmicas que integre o grupo, realizar recorte colagem de figuras e textos, ciranda, exercício de relaxamento, dentre outros. Porém, o Educador não pode esquecer que o importante não é a atividade em si, mas o  modo como se orienta e o motivo de sua realização. (ROJAS, 1998).

Para a autora acima é importante que a escola dê ênfase em metodologias que fortaleçam o lúdico, de maneira que o processo de aprendizado por meio das brincadeiras e dos jogos dinamiza o crescimento intelectual da criança. Considera que estas dinâmicas precisam se fazer presente em todas as etapas da vida da criança, fazendo com que ela entenda sua existência como algo especial. O lúdico tem suas particularidades, criando entre os indivíduos relações harmoniosas, despertando nos mesmos sua criatividade.

Sobre o assunto surge Maluf (2003), que entende ser os jogos e as brincadeiras duas coisas que tornam a vida mais saudável e enriquece o intelecto das pessoas.

As brincadeiras enriquecem o currículo, podendo ser propostas na própria disciplina, trabalhando assim o conteúdo de forma prática e no concreto. Cabe ao professor, em sala de aula ou fora dela, estabelecer metodologias e condições para desenvolver e facilitar este tipo de trabalho (MALUF, 2003, p. 29).

Vale lembra que o assunto abordado pelo autor acima é interessante, porque a formação da qual se refere começou a fazer parte do currículo elaborado para formação dos professores de educação infantil, isto é, as grades curriculares do curso de pedagogia, há pouco tempo. E, ainda assim, não são todos os cursos que tem esta disciplina em sua grade. (MALUF, 2003).

A ludicidade é uma necessidade do ser humano em qualquer idade e não pode ser vista apenas como diversão, como brincadeira sem significado pedagógico. O desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, social e cultural, colabora para uma boa saúde mental, prepara para um estado interior fértil, facilita os processos de socialização, comunicação, expressão e construção do conhecimento.

A formação do sujeito não é um quebra-cabeça com recortes definidos, depende da concepção que cada profissional tem sobre a criança, homem, sociedade, educação, escola, conteúdo, currículo. Neste contexto as peças do quebra-cabeça se diferenciam, possibilitando diversos encaixes. Negrine (1994) sugere três pilares que sustentariam uma boa formação profissional, com a qual concordamos: a formação teórica, a prática e a pessoal, que no nosso entendimento, a esta última preferimos chamá-la de formação lúdica interdisciplinar.

Essa formação lúdica interdisciplinar é a contextualização, trabalhar dentro da vivência do educando com jogos e brincadeiras que fazem parte do seu cotidiano como por exemplo: pular corda, amarelinha, pega-pega, etc. Com essas brincadeiras o educador pode inserir conteúdos em todas as disciplinas.

Na perspectiva de Cagliari (1999), a interdisciplinaridade lúdica é um importante fator que está alicerçada em propostas voltadas para a criatividade, a sensibilidade, a afetividade, de maneira que proporcione aos educadores experiências lúdicas de maneira ímpar, capaz de utilizar a linguagem corporal e do pensamento de maneira dinâmica, porque assim será exigido quando estiver frente a criança.

O autor acima considera que a dedicação constante do Educador em vivenciar o lúdico é interessante, porque lhe gabarita para melhor trabalhar o aprendizado da criança a partir deste método, tornando suas aulas algo prazerosa, porque é flexível a adoção de técnicas e práticas inovadoras em suas aulas. Esta formação também é importante, porque confronta o Educador consigo, permitindo que descubra suas limitações, suas resistências e compreenda o resultado significativo que tem o lúdico da vida da criança.

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos da Criança, art. 7º, a criança disputará plenamente do jogo e das diversões, que deverão estar orientadas para finalidades perseguidas pela educação. Cabe a sociedade e as autoridades públicas se esforçarem para promover o cumprimento desse direito. Acredita-se, de acordo com todos os questionamentos expostos, que o ensino deve favorecer uma participação mais ativa por parte da criança no processo educativo. Sendo assim, deve ser estimulado o uso de atividades lúdicas como meio pedagógico que, juntamente com outras atividades, como as artísticas e as musicais, ajudam a enriquecer a personalidade criadora, necessária para enfrentar os desafios da vida.

Para Oliveira e Rego (2010), durante a infância é comum a criança exercitar sua imaginação para satisfazer aqueles desejos que considera ser impossível realizá-los. Para as autoras isto é importante perceber, porque é esta característica que acaba definindo o brinquedo que ela escolhe para brincar. A criança brinca pela necessidade de agir em relação ao mundo mais amplo dos adultos e não apenas ao universo dos objetos a que ela tem acesso.

A ludicidade tem conquistado um espaço no panorama da educação infantil. Sendo o brinquedo a essência da infância, seu uso permite um trabalho pedagógico que possibilite a produção do conhecimento, que também estimula a afetividade na criança. A criança estabelece com o brinquedo uma relação natural, consegue extravasar suas angústias e paixões, suas alegrias e tristezas, suas agressividades e passividades.

Kishimoto (2000) discute severamente a importância do jogo por estar na gênese do pensamento, da descoberta de si mesmo, da possibilidade de experimentar, de criar, de transformar o mundo. “Lúdico” significa brincar, e nesse brincar estão incluídos os jogos, brinquedos e divertimentos e é relativa também à conduta daquele que joga, que brinca e que se diverte. Por sua vez, a função educativa do jogo oportuniza a aprendizagem do indivíduo, seu saber, seu conhecimento e sua compreensão do mundo.

Por conta disso se entende que o lúdico representa uma necessidade do indivíduo, independentemente da idade, que não pode significar apenas diversão, porque ele impõe regras para que seja realizado um bom desenvolvimento da aprendizagem, facilitando, assim, o crescimento pessoal, social e cultural da criança, além de contribuir para uma boa saúde mental, preparando-a para um estado interior fértil, permitindo, dessa maneira, processos de socialização, comunicação, expressão e construção do conhecimento.

4. RELAÇÃO ENTRE LEITURA, CONHECIMENTO E EDUCADOR

O incentivo à leitura é um dos objetivos de todo o sistema escolar, principalmente quando a criança está na fase de alfabetização e nas séries iniciais do ensino fundamental. A leitura é um instrumento eficiente para a expansão e fixação da cultura e dos conhecimentos na sociedade, se constituindo na mais importante atividade de aquisição de saberes.

Acredita-se que a leitura é a base da aquisição do conhecimento. Se for estimulada, acaba em prazer. Além do prazer de entrar num mundo imaginário, a leitura iniciada na infância pode ser a chave para um bom aprendizado escolar.

Segundo Viégas (1997):

Ler para gostar de ler, ler para conhecer a língua, ler para conhecer o mundo. O ler para gosta de ler seria a garantia do espaço da leitura – prazer com a finalidade de diverti mento(…). Se o objetivo é gostar de ler, a metodologia precisa ser o prazer, o deleitar-se e só (VIÉGAS, 1997, p. 13).

Ler por ler nada significa. Ler não é só decifrar sons, mas pensar na mensagem que a pessoa que escreveu tem a nos transmitir, compreender o significado do que está lendo. A leitura é um meio, um instrumento. Ler não é um fim em si mesmo, mas o ponto de partida para o processo de ensino e aprendizagem. Ela leva o aluno a aumentar seu vocabulário, expressar-se melhor na escrita e na oralidade.

O professor tem que ter uma postura investigativa, para planejar uma aula onde a leitura instigue a curiosidade do aluno, pois ele aprende se tiver curiosidade. Para que isso ocorra o professor tem que usar de várias estratégias e os mais variados gêneros textuais.

Para Flores (1996):

A leitura é um processo de seleção informativa, que se dá por meio de avanços, recuos, predições e correções, não ocorrendo linearmente. Sua progressão acontece em pequenos blocos, jamais produzindo compreensões definitivas. De fato, mesmo os textos mais simples oferecem compreensões inesperadas (FLORES, 1996, p. 26).

As crianças leem quando os textos apresentam algum significado para elas. Para ler é preciso gostar de ler. A leitura jamais deve ser pressionada. Isso em todos os âmbitos, tanto na escola quanto em casa. A leitura como obrigação gera desmotivação, os alunos não aprendem, e não a fazem com gosto.

Para as crianças sejam bons leitores, deve-se ter paixão pela leitura. De acordo com o que Belleger (2004) afirma, a leitura se baseia no desejo e no prazer.

(…) em que se baseia a leitura? No desejo. Esta é uma opção. Ninguém gosta de fazer aquilo que é difícil demais, nem aquilo do qual consegue extrair o sentido. Essa é uma boa caracterização da tarefa de sala de aula: para uma grande maioria dos alunos ela é difícil demais, justamente por que ela não faz sentido. (BELLEGER,2004, p. 17).

Através da leitura temos acesso à cidadania, ao mundo, lê-se para entender o mundo, para viver melhor. Ler é uma forma de aprender a pensar, tanto quanto uma prazerosa maneira de desvendar o mundo e a si mesmo. Para formar leitores, os professores precisam ter alento pela leitura e transmiti-la de forma natural.

A escola, a família e a sociedade precisam oferecer um aprendizado voltado  para a leitura. A atividade fundamental desenvolvida pela escola para a formação dos alunos é a leitura. Cabe a escola ensinar os alunos a ler e a entender não só as palavras mas, o significados da mesma. Segundo Cagliari (1993, p. 148) “(…) a leitura da escola na vida das pessoas. A maioria que se deve aprender na vida terá de ser conseguido através da leitura fora da escola. A leitura é uma herança maior do que qualquer diploma”.

A escola ensina a pluralidade de ler, isto é, realizar uma mesma leitura, mas de formas diferentes tornando-a mais atraente para os alunos. Os pais e professores são os exemplos que as crianças tem na vida, exemplos de cultura e de conhecimento. Se eles têm o hábito de lerem diariamente, consequentemente, as crianças que com eles convivem serão leitoras assíduas, se tornando futuramente cidadãos atuantes na sociedade.

Cada pessoa gosta de ler diferentes tipos de gêneros textuais. Para ler não importa a idade e nem quando começar. Vários escritores escrevem com prazer e com o objetivo de repassar esse encanto, motivação aos leitores, colocando em palavras seus sonhos, sentimento e experiências.

As escolas precisam de bibliotecas atualizadas, dinâmicas, onde as crianças possam ter livre acesso ao manuseio dos livros e sentir gosto em visita-la. Deve torna-se um local interessante, pois a leitura tem lugar cada vez menor no cotidiano das pessoas. Para formar leitores, precisa-se entende-la como fonte do saber e sabedoria.

Para Cagliari (1993, p. 176) “(…) o modo como certos livros são feitos hoje demonstram o pouco caso com  que a leitura é tratada em nossa sociedade. Um livro é um livro não um amontoado de papel impresso de qualquer maneira”. É importante que a criança tenha acesso a bons livros desde o início de sua vida. Sabemos que a nossa sociedade não incentiva a leitura, cabendo a escola e ao professor esse papel.

Na perspectiva de Vygotsky (2008), o ato de escrever é mais difícil do que parece ser, mesmo que haja uma interação com a leitura. A experiência de juntar a leitura com a escrita deixa transparecer o quanto é difícil para uma criança, por exemplo, de sete (7) anos realizar as duas tarefas ao mesmo tempo.

Por outro lado, se a escrita representa para a criança uma ação complexa, o jogo já não tem tal representação. Ele contribui para que a criança aprimore seu desenvolvimento psicomotor, que influencia diretamente em seu comportamento e estrutura da escrita. De maneira que facilite a leitura e a escrita é dever da escola promover, em consonância com as atividades lúdicas, exercícios que a estimule ler e escrever, utilizando para isto a dramatização, conversas, recreação, desenho, música, histórias lidas e contadas, gravuras, contos e versos.

5. APRENDENDO A LER ATRAVÉS DO LÚDICO

De acordo com Carvalho (2002) ainda é possível encontrar escolas e professores que consideram o lúdico e os jogos métodos ineficazes para o enriquecimento do intelecto da criança, sendo utilizados de maneira inadequada, isolados e sem nenhum objetivo pedagógico, apenas como preenchimentos de tempo vago. O uso inadequado do lúdico, segundo a autora, ocorre em razão de não haver, seja por parte do Educador ou da escola, o devido conhecimento dos aspectos pedagógicos, a ausência de criatividade por parte do Professor, políticas da escola que torna indiferente o uso do lúdico como método de ensino.

Segundo Carvalho (2002, p. 79), “(…) a maneira pela qual o alfabetizador encara o ato de ler determina, em grande parte, sua maneira de ensinar”. Praticamente todo o trabalho de alfabetização em nossas escolas, seja qual for o método adotado, parte do pressuposto de que o importante é ensinar o mecanismo de decodificação, porque depois a compreensão virá automaticamente.

A prática pedagógica centra-se em um caráter contextualizado e histórico. A teoria está em consonância com o cotidiano, num constante processo de discussão e reflexão crítica. A aprendizagem, nesta ótica, torna-se plena de significados.

Na visão de Macedo, et al. (2000) o uso do lúdico em sala de aula não se caracteriza apenas pelo uso de jogos e brincadeiras, vai além disso, se configura como atitude por parte do Professor para melhorar o processo de aprendizado da criança de maneira mais dinâmica. Assumir essa postura implica sensibilidade, envolvimento, uma mudança interna, e não apenas externa, implica não somente uma mudança cognitiva, mas, principalmente, uma mudança afetiva.

O papel do professor é fundamental em sala de aula. É preciso lembrar que tem influência decisiva sobre o desenvolvimento do aluno e suas atitudes vão interferir fortemente na relação que ele irá estabelecer com o conhecimento. Macedo, et al. (2000. p. 39) acredita que “(…) o professor é quem dá o ‘tom’ do desafio proposto, ele dever ser o líder da situação, saber gerenciar o que acontece, tornando o meio o mais favorável possível, desencadeando reflexões e descobertas”.

A partir foi exposto acima se compreende que o Professor precisar ter o comprometimento em ajudar a criança a desmitificar sua realidade social, compreendendo como as relações sócias são estabelecidas e quais os limites para que isso ocorra. Mas para que isso aconteça é necessário que haja, por parte do Educador, não apenas clareza teórica, que ele tenha a sensibilidade de fazer da sala de aula um ambiente que atraia a criança, que ela sinta falta dali quando for para casa, querendo que o outro dia chegue logo para estar ali de novo, que fomente a discussão, a pesquisa, conversas sobre a constituição do ser humano, apresentando todo o seu processo de evolução. Apresentar à criança o mundo de forma diferente e alegre é um passo importante para inserção dela no mesmo.

Demo (1993), por sua vez, afirma que:

[…] ensinar já não significa transferir pacotes sucateados, nem mesmo significa meramente repassar o saber. Seu conteúdo correto é motivar o processo emancipatório com base em saber crítico, criativo, atualizado, competente. Trata-se, não de cercear, temer, controlar a competência de quem aprende, mas de abri-lhe a chance na dimensão maior possível. Não interessa o discípulo mas o novo mestre. Entre o professor e o aluno não se estabelece apenas hierarquização verticalizada, que divide papéis pela forma do autoritarismo, mas sobretudo confronto dialético. Este alimenta-se da realidade histórica formada por entidades concretas que se relacionam de modo autônomo, como sujeitos sociais plenos (DEMO, 1993, p. 153).

É fundamental que o educador em frente o desafio de compreender os tempos novos para abarcar os anseios das novas gerações.

No processo da educação o papel do professor é de suma importância, pois é ele quem cria os espaços, disponibiliza materiais, participa das brincadeiras, ou seja, faz a mediação da construção do conhecimento. Trata-se de formar novas atitudes, daí a necessidade de que os professores estejam envolvidos com o processo de formação de seus educandos. Isso não é tão fácil, pois, implica romper com um modelo, com um padrão já instituído, já internalizado.

Percebe-se, com isso, que o fato do Educador se dispor a adquiri mais conhecimento e sentir prazer em exercitar sua função de professor, é um forte indicativo de que ele não terá nenhuma resistência em se servir desta ferramenta pedagógica em sala de aula para alfabetizar a criança. É notório que o sucesso ou insucesso de certas experiências deixam marcas na postura pedagógico do Professor, que pode se tornar em algo negativo ou positivo, dependendo da disposição do mesmo em trabalhar na sala de aula (NÓVOA, 1995).

Ao sentir que as vivências lúdicas podem resgatar a sensibilidade, até então adormecida, ao perceber-se vivo e pulsante, o professor/aprendiz faz brotar o inesperado, o novo e deixa cair por terra que a lógica da racionalidade extingue o calor das paixões, que a matemática substitui a arte e que o humano dá lugar ao técnico, permitindo o construir alicerçado no afeto, no poder fazer, sentir e viver.

Poder vivenciar o processo do aprender colocando-se no lugar da criança, permitindo que a criatividade e a imaginação aflorem através da interdisciplinaridade enquanto atitude. A intersubjetividade se mostre por meio do afeto e da alegria de poder liberar o que cada sujeito (professor) traz consigo mesmo e quanto pode contribuir com o outro.

Para Maluf (2003, p. 29) “O professor é quem cria oportunidades para que o brincar aconteça de uma maneira sempre educativa. Devemos procurar inovar para não deixar que nossas aulas sejam cansativas e que caiam na mesmice”. Dessa maneira, é urgente e necessário que o professor procure ampliar cada vez mais as vivências da criança com o ambiente físico, com brinquedos, brincadeiras e com outras crianças.

Não se pode desnaturalizar a espontaneidade da criança para favorecer a estrutura de um ensino pautado a inflexibilidade, na rigidez. Não se pode, em nome da formalização do ensino, ignorar as dimensões educativas que o lúdico dispõe para que a criança obtenha um bom aprendizado, porque ele contribui amplamente para o estimulo da personalidade e intelecto da criança.

Por entender e concordar com o autor percebemos que se o professor não aprende com prazer não poderá ensinar com prazer. É isso que procuramos fazer em nossa prática pedagógica, dando ênfase à formação lúdica: ensinar e sensibilizar o professor-aprendiz para que, através de atividades dinâmicas e desafiadoras, despertem no sujeito-aprendiz o gosto e a curiosidade pelo conhecimento. Na perspectiva de Freire (2002) é natural e cabe ao educador torná-la epistemológica.

Tudo se decide no processo de reflexão que o professor leva a cabo sobre sua própria ação. O homem da ciência e da técnica perdeu a felicidade e a alegria de viver, perdeu a capacidade de brincar, perdeu a fertilidade da fantasia e da imaginação guiadas pelo impulso lúdico. Que a sala de aula seja um ambiente em que o autoritarismo seja trocado pela livre expressão da atitude interdisciplinar.

Que as aulas sejam vivas e num ambiente de inter-relação e convivência. A formação lúdica possibilita ao educador conhecer-se como pessoa, saber de suas possibilidades, desbloquear resistências e ter uma visão clara sobre a importância do jogo e do brinquedo para a vida da criança, do jovem e do adulto.

Através do lúdico, mostrará o professor que a aprendizagem é ativa, dinâmica e contínua, ou seja, uma experiência basicamente social, que tem a capacidade de conectar o indivíduo com sua cultura e meio social mais amplo. A atividade lúdica prepara (e é preparada por ela) a alfabetização bem como toda a aprendizagem intelectual ou de relação com o mundo da cultura.

Segundo Oliveira (2000, p. 122), “o brincar desenvolve na criança seu espírito construtor e artístico, faz com que lide de forma afetiva com as dificuldades encontradas, identificando seu próprio estilo de agir e criar”.

As atividades de cunho lúdico e interativo são condições por excelência de libertação de tensões e conflitos frente ao meio, facilitando sua aprendizagem. No processo de construção do conhecimento, as crianças se utilizam as mais diferentes linguagens e exercem a capacidade que possuem de terem ideias e hipóteses originais sobre aquilo que buscam desvendar.

O professor da sala de aula, pode ter uma grande ajuda do professor de educação física, onde  através de atividades que desenvolvam noção de tempo, espaço e ritmo, estimular as crianças de maneira prazerosa e desafiadora, enfatizando a verbalização, memória, raciocínio e principalmente conferindo sentido a esse processo. Segundo Moyles (2002):

Os professores poderão oferecer atividades de linguagem e promover ainda mais o pensamento, ampliar o vocabulário, e talvez começar a conversar com as crianças sobre linguagem.[…] Isso vai incorporar o enriquecimento, a prática, a repetição e a revisão do que foi aprendido através da linguagem, com e sobre ela. (MOYLES, 2002, p. 67).

Importante lembrar que este fato não está restrito ao ato de falar, ler ou escrever, mas ao valor que possui o uso da linguagem em todas as suas dimensões e formas através do lúdico, responsável pelo direcionamento da comunicação e construção dos significados daquilo que se aprende.

Para facilitar a aprendizagem da leitura e da escrita é necessário que o professor ofereça condições prazerosas para atrair a criança através de um trabalho pedagógico a partir de utilização de jogo infantil espontâneo. É importante que o professor tenha consciência de que no uso de materiais lúdicos como recursos metodológicos há maiores possibilidades no desenvolvimento psicomotor, cognitivo e afetivo da criança.

Finalizando a discussão, Cócco e Hailer (1996, p.7), elucidam que aprender a ler e escrever é apropriar-se do código linguístico , torna-se um usuário da leitura e da escrita”. Sabemos que a leitura e a escrita é de fundamental importância para o aluno e a partir desse processo que esses alunos poderão criar seu próprio conhecimento e ter noção do mundo que vive, podendo contribuir durante o seu crescimento para mudança significativa.

CONSIDERAÇÕES

Analisando a concepção dos vários autores citados ao longo do trabalho, pode-se observar que, ao brincar, a criança encontra o seu eu, valorizando assim, suas próprias ações cotidianas, tanto em seu meio social, como no ambiente escolar.

Como discutido no texto, as crianças têm a brincadeira como atividades primárias que, por sua vez, proporcionam à mesma benefícios físico, social e intelectual. Na dimensão física o lúdico contribui para saciar as necessidades de crescimento e competitividade. A utilização de brinquedos possibilita a quebra da timidez; fazendo com que a criança seja mais ativa, excitando sua criatividade mental.

Considerando o fato de na brincadeira a criança se deixar conhecer, sua dimensão social é atingida pelo lúdico a partir de situações simbólicas, em outras palavras, através da brincadeira a criança pode projetar-se para o futuro, realizando atividades que, porventura, venha exercer depois, por exemplo, quando uma menina brinca de boneca está projetando a realização de um instinto natural.

Essas reflexões nos conduzem para a construção de um olhar que conceba o lúdico como elemento base para a realização de uma educação infantil pautada no respeito à particularidade de cada criança, oportunizando um crescimento cognitivamente e afetivamente saudável à mesma.

Dentro desse contexto não se pode deixar de considerar um ponto fundamental existente na brincadeira, que são as constâncias com que os significados são construídos, objetivando perceber o mundo que o rodeia a partir de suas próprias representações; além de ser uma excelente ferramenta que contribui para o desenvolvimento da criança.

Ela ajuda também o educador a identificar algumas informações transmitidas pela criança no ato de brincar, tais como as emoções, o modo como acontece sua interação com os demais colegas, o grau de desenvolvimento psicomotor e da linguagem, dentre outros. Esse processo se torna possível porque entendemos a brincadeira como fonte inesgotável de criatividade para a criança.

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[1] Licenciatura em Pedagogia pela Universidade Estadual de Roraima e Formada em Letras Espanhol e Literatura Hispânica pelo Instituto Federal de Roraima.

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