Coordenador Pedagógico: Apoio Aos Professores Do Ensino Fundamental Para O Desenvolvimento Integral De Seus Alunos 

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ARTIGO ORIGINAL

SOUSA, Priscila Batista de [1], SANTOS, Marcelo da Cruz [2]

SOUSA, Priscila Batista de. SANTOS, Marcelo da Cruz. Coordenador Pedagógico: Apoio Aos Professores Do Ensino Fundamental Para O Desenvolvimento Integral De Seus Alunos. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 06, Ed. 05, Vol. 02, pp. 132-144. Maio de 2021. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/apoio-aos-professores

RESUMO

O presente artigo aborda formas de apoio da Coordenação Pedagógica aos docentes dos anos iniciais – Ensino Fundamental em busca de um desenvolvimento completo dos alunos. Sempre objetivando uma educação de propriedade. Verificamos através de uma pesquisa bibliográfica como o Coordenador Pedagógico através de uma gestão participativa pode auxiliar os professores a planejar suas aulas e atividades estimulando-os a superar os obstáculos e desafios inerentes a educação pública, objetivando dessa forma o desenvolvimento integral de seus alunos, além de uma melhoria na qualidade da educação prestada pela escola pública. Uma das formas pesquisadas foi o uso do PPP na elaboração dos planejamentos das aulas e atividades, bem como, um maior envolvimento do Coordenador Pedagógico nas ações desenvolvidas pelos professores, desde o planejamento das aulas, até a execução das atividades e avaliações. Dessa forma, constata-se que quanto maior o entrosamento do Coordenador Pedagógico com os professores, maiores os resultados positivos alcançados, visando o desenvolvimento integral dos alunos e melhoria na qualidade do ensino ofertado pela escola pública.

Palavra-chave: Coordenador Pedagógico, Professores, Anos iniciais do Ensino Fundamental.

1. INTRODUÇÃO

Os professores são responsáveis por formar cidadãos prontos para atuar na sociedade. É necessário que sejam bem qualificados para proporcionar uma educação de qualidade. Que tenham referenciais e apoio para realizarem esse trabalho.

A importância dessa pesquisa baseia-se nas dificuldades enfrentadas pelos docentes da educação infantil. Muitos docentes necessitam de ajuda na realização de sua função, portanto o coordenador pedagógico tem uma função de alta relevância dentro da instituição de ensino sendo um articulador.

A proeminência desse estudo está em como o Coordenador Pedagógico pode através de uma gestão participativa auxiliar os docentes no objetivo de um completo aprendizado pelos discentes.

A atuação do coordenador pedagógico unido aos professores no dia a dia escolar visa identificar os problemas para solucioná-los, e assim obter uma educação de qualidade.

A pesquisa bibliográfica possibilitou a compreensão dos desafios e as táticas que os professores encaram junto a coordenação pedagógica numa gestão participativa. Histórico sobre o coordenador pedagógico. Relevância da coordenação pedagógica na instituição de ensino. Suas atribuições, bem como sua importância na formação continuada dos professores. Serão abordadas propostas para superação dos problemas levantados com essa pesquisa.

2. BREVE HISTÓRICO DA COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA

Para uma compreensão mais eficaz da ação pedagógica nos dias atuais temos que entender sua trajetória histórica, começando com registros sobre a educação no Brasil.

A mesma começou com a chegada dos jesuítas em 1549 e apenas em 1570 passa a existir a primeira versão de uma estratégia de ensino, intitulado de “Ratio Studiorum”, sendo o manual dos jesuítas seguido por todas as escolas, utilizado por mais de séculos no Brasil, como também de vários lugares do mundo. Os jesuítas ficaram responsáveis pela educação no Brasil por anos. Como afirma Ghiraldelli:

Aos jesuítas coube, praticamente, o monopólio do ensino escolar no Brasil durante um tempo razoável. Algo em torno de duzentos anos. Durante esse tempo, eles fundaram vários colégios com vistas à formação de religiosos. Ainda que os filhos da elite da colônia não quisessem, todos eles, se tornar padres, tinham de se submeter a tal ensino. Eram os únicos colégios existentes.  (2015, p. 28, 29).

Em 1598 foi divulgada a última versão de Ratio Studiorum, vigorando em todas as escolas, como afirma Franco (2002, p.39), “o código de leis que passava a orientar as atividades pedagógicas dos colégios jesuítas que representava os resultados de uma experiência, não de um homem ou de um grupo fechado e sim de uma experiência comum”.

A concepção de supervisão surge nas sociedades primitivas com objetivo de ofertar ensinamentos de qualidade. Para Saviani (2003, p.16): “a função supervisora […] vai assumir claramente a forma de controle de conformação, de fiscalização e, mesmo, de coerção expressa nas punições e castigos físicos”.

Em 1920, o trabalho da coordenação pedagógica passou a unificar ideais pedagógicos e o modelo organizativo da escola pautou-se pela e na pedagogia tecnicista, tendo por objetivo a garantia eficaz do método educacional.

Em 1964, a função do supervisor, “[…] era controlar a presença dos alunos e o trabalho dos Professores” (ROMAN, 2001, p. 12)

Nos anos 60 e 70 a supervisão passou a garantir a efetividade das práticas educativas. Nesse sentido nos diz Rangel (2003, p.71): “Sonha-se com a supervisão que acompanha, controla, avalia, direciona as atividades da escola, evitando desvios na direção do seu sucesso”.

Nos anos 80 é reestruturado o curso de Pedagogia pela Universidade do Rio de Janeiro, removendo a concepção de supervisão “no sentido de reconceituá-la e o de revalorizar a sua formação e ação, reconhecendo seus aspectos gerais, básicos e sua especificidade” (RANGEL, 2003, p. 74).

Na década de 90 a função do coordenador pedagógico foi sendo direcionada a uma proposta de projetos participativos e educativos, sendo indispensável a necessidade do coordenador pedagógico “conquistar a confiança dos professores”, Vasconcelos (2006, p. 86). Dessa confiança, construir a cada dia sua identidade como função de supervisor educacional, articulando, orientando e coordenando as atividades da escola junto ao docente e equipe pedagógica.

3. O PAPEL DO COORDENADOR PEDAGOGICO NA ESCOLA E A IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFESSORES

A instituição de ensino é um espaço onde todos que a compõem compartilham de um único objetivo, propor uma educação de qualidade, mirando o desenvolvimento dos educandos.

O profissionalismo do docente reflete num adequado preparo do trabalho educacional. Segundo Libâneo:

Depende de uma boa estrutura de coordenação pedagógica que faça funcionar uma escola de qualidade, propondo e gerindo o projeto pedagógico, articulando o trabalho de vários profissionais, liberando e favorecendo a constante reflexão na prática e sobre a prática (2008, p. 41).

A aquisição de um ensino eficaz diz respeito ao trabalho conjunto entre coordenadores e professores, que planejam suas tarefas objetivando dar respostas aos problemas surgidos. Assim sendo, afirma Gadotti:

Realizar os diversos planos e planejamentos educacionais e escolares, significa exercer uma atividade engajada, intencional, científica, de caráter político e ideológico […]. Dessa forma, planejar, em sentido amplo, é um processo que visa dar respostas a um problema, estabelecendo fins e meios que apontem para sua superação, de modo a atingir objetivos antes previstos. (2003, p. 63).

Com o passar do tempo o coordenador pedagógico deixou de ser visto como fiscalizador e passou a assumir um papel sem igual na formação docente por estar na escola ao lado do professor.

Ele assume liderança pedagógica junto ao diretor da escola. Possuindo autoridade para ofertar horários adequados para grupo de estudos, planejando as ações didáticas junto aos professores, atuando assim, como articulador de aprendizagem.

O coordenador pedagógico tem por responsabilidade a formação de professores. Mediando a prática pedagógica com estudos e reflexões. Garantindo a qualidade de ensino. Colocando-se como responsável pelo trabalho realizado pelos professores, auxiliando-os na aprendizagem dos alunos.

Sendo formador, articulador, e, ao mesmo tempo facilitador da formação continuada dos professores. Possuindo um olhar sobre o todo, analisando as práticas educacionais.

Paulo Freire (1996, p.26) afirma: “[…] foram assim, socialmente aprendendo, que ao longo dos tempos mulheres e homens perceberam que era possível, depois preciso, trabalhar maneira, caminho, métodos de ensinar”.

Para que os métodos de ensinar venham a ter êxito é necessário que o coordenador pedagógico exerça sua função de formador. De acordo com Oliveira e Guimarães, o coordenador pedagógico tem três importantes atribuições:

Articular todas as informações, trazendo os dados da realidade, a partir disso, fazer a formação e transformação na prática. Enquanto articulador sabe que a ação educativa precisa ser planejada, articulada com todos os participantes da escola, […] Como formador, sua responsabilidade está pautada na formação continuada dos profissionais da Escola. […] No tocante à transformação, deve estar atento à mudança de atitudes da comunidade escolar, promovendo a reflexão e a vivência nas relações escolares. (2013, p.102).

O coordenador pedagógico tem como função ser articulador, formador que modifica os estabelecimentos educacionais e colabora para a eficácia das instituições escolares. Tendo a função de diagnosticar os erros e solucioná-los. Orientar os docentes. Visando à contribuição do ensino no desenvolvimento integral dos alunos. Como ressalta Libâneo (2004, p. 193): “o coordenador tem como principal atribuição a assistência didática pedagógica, refletindo sobre as práticas de ensino, auxiliando e construindo novas situações de aprendizagem, capazes de auxiliar os alunos ao longo da sua formação”.

A assistência didática pedagógica se dá através da formação continuada. É uma capacitação contínua, levando em estima os conhecimentos que os docentes têm.

Outra função que o coordenador pode e deve realizar para apoiar os professores no desenvolvimento integral de seus alunos é promover uma gestão participativa, onde a mesma tem como objetivo incluir toda a comunidade escolar no auxílio da execução de atividades conjuntas.

Com uma boa ação da gestão participativa o trabalho do coordenador será bem mais eficiente no auxílio aos professores, pois através da relação entre ambos, novas experiências são realizadas e o professor promove cada dia uma prática transformadora.

É imprescindível que todos os encargos do coordenador pedagógico estejam associados com o Projeto Político Pedagógico, que segundo Libâneo (2004, p.56): “É o documento que detalha objetivos, diretrizes e ações do processo educativo a ser desenvolvido na escola, expressando a síntese das exigências sociais e legais do sistema de ensino e os propósitos e expectativas da comunidade escolar”.

Abrange afazeres em conjunto, ponderado e preparado em favor de todos. É ele que define os conteúdos de ensino e aprendizagem. É o instrumento insubstituível no fornecimento do saber educacional, visa colocar em prática as ações da escola, buscando estratégias para obter o que foi delineado.

Ressaltando que o planejamento tem como alvo permitir um trabalho mais significativo e mais realizador em sala de aula, e está previsto legalmente na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB 9394/96 como dever do professor:

Art. 12º. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de:

I – elaborar e executar sua proposta pedagógica;

II – administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros;

III – assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidas;

IV – velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente. (BRASIL, 1996)

Todos esses deveres devem estar vinculados ao PPP, pois o mesmo aponta o que e como fazer para o avanço da aprendizagem de todos.

Sua confecção deve ser feita de maneira conjunta. Ele é um manual importantíssimo para a instituição escolar. Quando bem elaborado e executado tornasse um elemento fundamental, promovendo o envolvimento de todos nas decisões da escola.

Segundo a BNCC (2018, p.17): “O projeto político pedagógico (PPP) não é um documento de gaveta; deve se remeter à identidade da escola, a seus valores, culturas, condições, realidade socioeconômica e ambiental e se refletir na atmosfera escolar”.

É um manual decorrente do método de ação reflexão ação. Está em constante construção. Segundo Veiga: “exige profunda reflexão sobre as finalidades da escola, assim como a explicitação de seu papel social e clara definição de caminhos, formas operacionais e ações a serem empreendidas por todos os envolvidos com o processo educativo”. (1998, p. 1).

A formação continuada do professor precisa está ligada também a BNCC. Documento que aponta quais conteúdos a serem trabalhadas nas escolas. Garantindo o direito ao ensino e ao desenvolvimento de todos os estudantes. (BRASIL, 2017).

A formação contínua dos professores se faz cotidianamente, pois são os estudos, reflexões, troca de experiências, junto ao coordenador pedagógico, que darão norte a cada um para ressignificar sua prática, reelaborar seu conhecimento e ofertar um aprendizado sucessivo para seus alunos.

Segundo Tardif (2007, p. 230), o professor é um sujeito que: “assume sua prática a partir dos significados que ele mesmo lhe dá um sujeito que possui conhecimentos e um saber-fazer provenientes de sua própria atividade e a partir dos quais ele a estrutura e a orienta”.

A função principal do coordenador pedagógico é a de formador. Garantindo momentos de meditação sobre ações pedagógicas dentro da instituição. Buscando soluções. Propiciando trocas de conhecimentos entre os colegas, com o único objetivo de apoiar os educadores no desenvolvimento integral dos alunos

4. METODOLOGIA

Essa pesquisa utilizou-se da metodologia do tipo bibliográfica de cunho qualitativo. Teve por base os autores principais: Libâneo (2004; 2008), Gadotti (2003). Os autores secundários que somaram também nessa pesquisa foram: Freire (1991,1996); Ghiraldelli (2015); Oliveira e Guimarães (2013); Rangel (2003); Saviani (2003) e Tardif (2007).

A base teórica deste trabalho foi fundamentada também em: Legislação, Publicações Científicas, Leis, Resoluções que tratam sobre a Coordenação Pedagógica, Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, Lei de Diretrizes e Bases Lei 9.396, de 20 de dezembro de 1996, os Parâmetros Curriculares Nacionais, a Base Nacional Curricular Comum, e ainda consultas em sites e revistas.

Foi de grande importância fazer anotações dos pontos relevantes das leituras realizadas para auxílio na busca de conceitos de cada obra. Não podendo deixar de destacar a grande ferramenta do fichamento das obras, que permitiu segundo Marconi e Lakatos: “[…] identificar a obra; conhecer seu conteúdo; fazer citações; analisar o material e elaborar críticas.” (2008, p. 50).

O método para análise das leituras feitas foi o método dialético, que segundo Marconi e Lakatos (2003, p.100): “As coisas não são analisadas na qualidade de objetos fixos, mas em movimento: nenhuma coisa está “acabada”, encontrando-se sempre em vias de se transformar, desenvolver; o fim de um processo é sempre o começo de outro”.

5. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS

O ofício do docente vai bem além de dar aula, aplicar e corrigir avaliações. É uma carreira que requer muito esforço e comprometimento.

Segundo Freire (1991 p 58): “Ninguém começa a ser educador numa certa terça-feira às quatro horas da tarde. Ninguém nasce educador ou marcado para ser educador. A gente se faz educador, na prática e na reflexão sobre a prática”.

O ministrar das aulas não deve ser de qualquer jeito. Conforme o Artigo 206 da Constituição Federal o ensino deve ser ofertado tendo por alicerce os seguintes princípios:

I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;

II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;

III – pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;

IV – gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;

V – valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas. (BRASIL, 2019).

A liberdade de ensino, a valorização profissional é de extrema relevância para o professor, porém, o mesmo lida com alunos que vem de suas casas, cada um com sua educação, ideias diferentes.

Nesse contexto é que entra o papel do coordenador pedagógico, não como aquele profissional fiscalizador, que busca encontrar defeitos em todas as ações realizadas pelos professores, mas em constatar o problema e junto com os professores tentar resolver.

Com a confiança no qual é depositado, o coordenador pedagógico passa a realizar as atividades sempre com o objetivo de ajudar o professor a ofertar educação de qualidade, visando o desenvolvimento integral dos alunos, através de ações que alcancem os objetivos propostos.

Com a formação dos professores e com uma gestão participativa o ato de ensinar, com objetivos de se alcançar uma melhor qualidade de ensino, não será tarefa fácil, mas com certeza contribuirá, e muito, para o desenvolvimento integral dos alunos.

O desenvolvimento integral dos alunos só se tornará eficaz no ambiente escolar se todas as ações que o coordenador pedagógico realizar constar no PPP, pois é ele o documento norteador das ações pedagógicas de uma escola. Segundo Veiga: “exige profunda reflexão sobre as finalidades da escola, assim como a explicitação de seu papel social e clara definição de caminhos, formas operacionais e ações a serem empreendidas por todos os envolvidos com o processo educativo”. (1998, p. 1).

O PPP aponta o que fazer e como fazer para que todos os alunos e toda a equipe pedagógica melhorem em suas aprendizagens, cooperando para a vida social da instituição.

6. PROPOSTAS PARA SUPERAÇÃO DOS PROBLEMAS LEVANTADOS COM ESSA PESQUISA

Por meio da revisão bibliográfica foi possível entender que a função do docente é possibilitar a apropriação do aprendizado com o objetivo de um completo desenvolvimento dos alunos.

Importante deixar claro que ele sozinho não realiza esse trabalho com a eficácia almejada. É indispensável o apoio do coordenador pedagógico que com uma gestão participativa contribuirá para o desenvolvimento em potencial dos alunos.

É necessário que o professor seja responsável e compromissado com seu trabalho. Freire nos ensina que:

Ensinar não é transferir conhecimentos, conteúdos nem formar é ação pela qual um sujeito criador dá forma, estilo ou alma a um corpo indeciso e acomodado. […]. Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender. Quem ensina, ensina alguma coisa a alguém. (1996, p.23).

O coordenador pedagógico e docente deve encontrar a relação entre a escrita e a ação, ou seja, “[…] quem forma se forma e reforma ao formar, e quem é formado forma-se e forma ao ser formado”, Freire (1996. p.25).

O docente deve ter ciência de que o aluno está em aprendizado constantemente. Tudo o que se vive em sala de aula o leva a grandes lições e dessa forma vai inovando suas práticas pedagógicas para bem desenvolver seu trabalho.

A Lei Nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996 em seu Artigo 32 expõe que a educação fundamental tem por finalidade a formação básica e o desenvolvimento do cidadão, mediante:

I – o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;

II – a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;

III – o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;

IV – o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social. (BRASIL, 1996).

Para que o crescimento do ensino-aprendizagem se concretize é imprescindível que a coordenação pedagógica, além de ajudar os professores através de uma gestão participativa, acompanhe e estude a prática docente na sala de aula detectando problemas e tentando resolvê-los; tenha planejamento, idealização das ações formativas, aprimorando seus conhecimentos; tenha registrado as observações para dar devoluções aos docentes.

Uma das soluções prováveis para os problemas levantados seria a incorporação das atividades pedagógicas no PPP da instituição de educação, onde o docente junto ao coordenador pedagógico cumpriria seu plano ligado as suas atividades executadas.

Outra possível alternativa é a formação continuada dos docentes onde dividiriam conhecimentos constantemente, somando para o renovo de suas ações.

E por fim que se busque sempre associar as matérias passadas com fatos vivenciados pelos alunos, levando-os a terem um crescimento constante e sólido dos ensinos realizados.

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com a realização desta pesquisa pudemos observar que o cargo de coordenador pedagógico desempenhou e tem desempenhado, tem papel fundamental na prática educacional. Sua trajetória foi vista a muito tempo como aquele que fiscalizava o trabalho, porém, com o decorrer dos anos essa visão foi deixada de lado, pois, ele é o profissional que auxilia, não só o professor mais toda a equipe escolar.

Observamos também que os professores encontram dificuldades para exercer sua função, ele sozinho não consegue realizar suas atividades em busca do desenvolvimento completo dos seus alunos. Ele necessita do apoio do coordenador pedagógico, pois é ele quem trabalha na formação continuada dos professores, dando possibilidades para que os mesmos realizem suas atividades com êxito. Ele é o responsável no compartilhamento de ideias e conhecimentos, sendo agente transformador formador e articulador de todo o funcionamento escolar.

Essa pesquisa não pára por aqui, é necessário que tenha continuidade para a compreensão cada vez maior de que são muitas as contribuições que o coordenador pode e deve realizar para apoiar os docentes dos anos iniciais – ensino fundamental.

Com essa pesquisa podemos concluir que os professores não estão sozinhos em seu trabalho, pois o coordenador pedagógico tem desempenhado um papel ímpar na escola e tem procurado uma atuação diferenciada e inovadora, com o único objetivo de atingir melhor qualidade no ensino aprendizagem para assim, ver com sucesso o desenvolvimento irrestrito de cada aluno.

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TARDIF. Maurice. Saberes docentes e formação profissional. 8. ed. Petrópolis: Vozes, 2007.

[1] Especialista.

[2] Especialista.

Enviado: Setembro, 2020.

Aprovado: Maio, 2021.

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