Análise da construção de um projeto educacional no morro dos macacos entre inclusão social e inclusão digital

1
374
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/educacao/analise-da-construcao
Análise da construção de um projeto educacional no morro dos macacos entre inclusão social e inclusão digital
5 (100%) 13 vote[s]
ARTIGO EM PDF

ARTIGO ORIGINAL

CRUZ, Célia Maria Pacheco [1]

CRUZ, Célia Maria Pacheco. Análise da construção de um projeto educacional no morro dos Macacos entre inclusão social e inclusão digital. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 02, Vol. 01, pp. 05-19. Fevereiro de 2019. ISSN: 2448-0959

RESUMO

Este artigo, além dos pressupostos teóricos sobre inclusão, tem como objetivo principal apresentar a análise simplificatória, sobre as concepções de um projeto social e educacional na Comunidade do Morro dos Macacos na Cidade do Rio de Janeiro – Brasil. O artigo realça a dificuldade no alcance a nível de conscientização educacional e ressalta também medidas para superá-las. Este trabalho refere-se a inclusão social e digital para crianças e jovens através de um projeto educacional .O trabalho que se apresenta como objeto de estudo deste artigo foi criado através da reunião das competências específicas de profissionais atuantes em diversas áreas significativas para o beneficio da comunidade local,nesse sentido foi utilizado análise documental como metodologia principal para discussão dos efeitos do projeto.

Palavras-chave: inclusão social, inclusão digital,projeto educacional.

INTRODUÇÃO

O objetivo da inclusão tem sido muito desvirtuado e sua ação muito questionada pelos mais diferenciados segmentos educacionais e sociais. Contudo, adentrar alunos com déficits de toda ordem no ensino regular nada mais é do que garantir o direito de todos à educação, como recomenda a Constituição e que precisa ser respeitado. Torna-se praticável a inclusão por entre a transformação geral das escolas, desejando contemplar aos princípios deste novo paradigma educacional.

O princípio democrático da educação para todos só se evidencia nos sistemas educacionais que se especializam em todos os alunos, não apenas em alguns deles, os alunos com deficiência. A inclusão, como consequência de um ensino de qualidade para todos os alunos provoca e exige da escola novos posicionamentos e é um motivo a mais para que o ensino se modernize e para que os professores aperfeiçoem as suas práticas. Implica num esforço de atualização e reestruturação das condições atuais da maioria de nossas escolas de nível básico.

A razão que sustenta a luta pela inclusão como uma nova perspectiva para as pessoas com deficiência é, sem dúvida, a qualidade de ensino nas escolas públicas e privadas, de modo que se tornem aptas para responder às necessidades de cada um de seus alunos, de acordo com suas especificidades, sem cair nas teias da educação especial e suas modalidades de exclusão.

O sucesso da inclusão de alunos com deficiência na escola regular decorre, portanto, das possibilidades de se conseguir progressos significativos desses alunos na escolaridade, por meio da adequação das práticas pedagógicas à diversidade dos aprendizes.

E só se consegue atingir esse sucesso, quando a escola regular assume que as dificuldades de alguns alunos não são apenas deles, mas resultam em grande parte do modo como o ensino é ministrado, a aprendizagem é concebida e avaliada. Pois não apenas as deficientes são excluídas, mas também as que são pobres, as que não vão às aulas porque trabalham, as que pertencem a grupos discriminados, as que de tanto repetir desistiram de estudar.

INCLUSÃO

Toda criança precisa da escola para aprender e não para ser segregada em classes especiais e atendimentos à parte.

Priorizar a qualidade do ensino regular é um desafio que precisa ser assumido por todos os educadores e um compromisso inadiável das escolas, pois a educação básica é, fundamentalmente, um dos fatores do desenvolvimento econômico e social. Trata-se de uma tarefa possível de ser realizada, mas é impossível de se efetivar por meio dos modelos tradicionais de organização do sistema escolar.

Se hoje já se contar com uma Lei Educacional que propõe e viabiliza novas alternativas para melhoria do ensino nas escolas, estas ainda estão longe, na maioria dos casos, de se tornarem inclusivas, isto é, abertas a todos os alunos, indistinta e incondicionalmente. O que existe em geral são projetos de inclusão parcial, que não estão associados a mudanças de base nas escolas e que continuam a atender aos alunos com deficiência em espaços escolares semi ou totalmente segregados como as classes especiais ou as salas de recurso.

As escolas que não atendem alunos com deficiência em suas turmas regulares se justificam, na maioria das vezes pelo despreparo dos seus professores para esse fim. Existem também as que não acreditam nos benefícios que esses alunos poderão tirar da nova situação, especialmente os casos mais graves, pois não teriam condições de acompanhar os avanços dos demais colegas e seriam ainda mais marginalizados e discriminados do que nas classes de escolas especiais.

Em ambos os casos, o que se evidencia é a necessidade de redefinir e de colocar em ação novas alternativas e práticas pedagógicas, que favoreçam a todos os alunos, implicando na atualização e desenvolvimento de conceitos e em aplicações educacionais compatíveis com esse grande desafio.

Torna-se importante fazer alguns questionamentos, tais como quem deve mudar: a escola ou os alunos, de forma a se ajustar às antigas exigências? Oferecer ensino especializado para todas as crianças ou ensino especial para os com necessidades especiais? Os professores devem se aperfeiçoa para exercer suas funções, atendendo às peculiaridades de todos os alunos, ou devemos ter professores especializados para ensinar aos que não aprendem e aos que não sabem ensinar?

CONDUTAS – DECLARAÇÃO DE SALAMANCA

A educação inclusiva objetiva atender com qualidade os educandos portadores de necessidades especiais, e a Declaração de Salamanca de junho de 1994, uma estrutura de ação adotada pela conferência mundial estruturada pelo governo da Espanha em cooperação com UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura ),assegurou que todos detêm peculiaridades, habilidades e necessidades de aprendizagens que são únicas, o que requer uma Pedagogia focada no aluno e não somente nos resultados adquiridos.

A Declaração enfatiza que as instituições escolares devem oferecer suporte a comunidade e aos responsáveis, de modo que a educação inclusiva seja oportunizada para todos os segmentos.

Vários aspectos são recomendados levados em consideração quando se visa escolas inclusivas, tais como adaptações curriculares, posto que a inclusão não deve apenas considerar o aspecto físico; interação entre educador e os educandos de inclusão, de forma a refinar o procedimento de ensino-aprendizagem; exploração de recursos diversificados para estimular a autonomia dos alunos e a formação continuada dos docentes, para uma prática pedagógica que objetive a diversidade.

Através das diferentes políticas públicas, paulatinamente é possível alcançar uma educação que respeite as diferenças e autonomia de cada indivíduo.

INCLUSÃO SOCIAL

É árduo de acreditar que ainda encontra-se pessoas excluídas do meio social em capacidade de suas individualidades físicas, como cor da pele, cor dos olhos, altura, peso,formação física e diferenças de classe social. Já nascemos com essas características e não se pode de certa forma ser culpados por tê-las.

A inclusão se refere em completo as pessoas que não têm as mesmas oportunidades dentro da sociedade. Mas os suprimidos socialmente são também os que não têm circunstâncias financeiras dentro dos exemplares impostos pela sociedade, os idosos, os negros e os portadores de deficiências físicas, como cadeirantes, deficientes visuais, auditivos e mentais. Existem as leis particulares para cada área, como a das cotas de vagas nas universidades, em vinculação aos negros, e as que tratam da inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

O mundo em todo tempo esteve bloqueado para modificação, em relações a essas pessoas, porém, a partir de 1981, a ONU (Organização das Nações Unidas) implementou um decreto convertendo esse ano como o Ano Internacional das Pessoas Portadoras de Deficiências (AIPPD), período em que se passou a captar que as pessoas emissária de alguma necessidade especial eram também dignas dos mesmos direitos que os demais cidadãos.

Atualmente, já não é tão difícil ser encontrado imprensas, contratando pessoas com necessidades especiais, sendo que existe uma cota de acordo com o número de funcionários, uma quantidade de contratação exigida por lei.

A lei 8.213/91, conhecida como lei das cotas de deficientes, alcançou a participação de pessoas com deficiências no mercado de trabalho, contudo, esta participação ainda é acanhada, pois apenas cerca de 46% das vagas encontram-se ocupadas, segundo “Globo Economia de 16/11/2017.

Segundo Art. 93 da Lei 8213

Uma empresa com até 200 funcionários deve ter em seu quadro 2% de portadores de deficiência (ou reabilitados pela Previdência Social); as empresas de 201 a 500 empregados, 3%; as empresas com 501 a 1.000 empregados, 4%; e mais de 1.000 empregados, 5%.

E não é só a lei 8.213/91 que averiguar a atenuação aos tratos segregativos aos portadores de deficiência no mercado de trabalho, hoje no Brasil há normas constitucionais abordando o tema, entre eles é possível elencar o artigo 7º, inciso XXXI que assegura o impedimento de desigualdade salarial quanto ao trabalhador portador de deficiência.

A cultura do Brasil tem uma prática até então acanhada em correlação à inclusão social, com pessoas que até agora desaprovam a igualdade de direitos e não querem praticar o auxílio com aqueles que escapam dos modelos de normalidade convencionados por uma corporação que é maioria.

Jussara de Barros (2011), observou que

…não devemos esquecer que as diferenças se fazem iguais quando colocadas num grupo que as aceitem e as consideram, pois nos acrescentam valores morais e de respeito ao próximo, com todos tendo os mesmos direitos e recebendo as mesmas oportunidades diante da vida.

 Inclusão social é pôr a disposição chances iguais de ingressos a bens e serviços a todos, oferecendo espaços por meio e ações conforme as necessidades de adaptação de cada pessoa para interagir na sociedade. E assim, passando a ser vista pelo seu potenial, suas habilidades, aptidões e outras inteligências.

INCLUSÃO DIGITAL

A “inclusão digital ” leva empresas e governos falando em democratização e do acesso e inclusão digital as vezes sem ponderação e a atenção devida se realmente a inclusão proporciona os efeitos pretendidos.

A  inclusão digital é um pensar especulativo dos espaços conceituais da sociologia, tecnologia da informação e comunicação e outras compreensões humanas, relativa aos amplos estratos das sociedades que continuam afastadas dos episódios das estruturas online nas quais diversas pessoas estão conectadas, chamadas de redes digitais.

Segundo Papert, (1994, p.19)” (…) uma das grandes contribuições do computador é a oportunidade de crianças vivenciarem a emoção de buscar o conhecimento que eles realmente querem”.

Concretamente, incluir digitalmente não é apenas “alfabetizar” a pessoa em informática, mas também aperfeiçoar a conjuntura social a partir do manuseio dos computadores, demonstrando que é possível sobreviver com a utilização da máquina.

A correspondência equivocada inclina-se a contrariar especialistas e ajuda a reproduzir cenário surreal da chamada inclusão digital. O computador unido a outros recursos tecnológicos como a internet, TV, projetor de imagens entre outras coisas mais, são apontados como Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), facilitando a interação, trazendo desafios e benefícios em prol da sociedade.

Sem os recursos necessários como computadores, laboratórios e subsídios apropriados (internet rápida, telecomunicações), comunidades ficam em posição posterior a um vasto conjunto de coisas diversas para aquecimento da economia e em lapidar os baixos índices sociais.

Simplesmente ter ingresso a um computador ou tão apenas disponibilizar não é uma inclusão digital. É indispensável mais alguma coisa, é necessário e primordial instruí-las a utilizá–lo em proveito pessoal e global.

O coordenador–executivo do CDI ( Comitê para Democratização da Informática) –Pernambuco-Brasil, Diego Garcez, designa o desprovimento de infraestrutura como um dos mais inconvenientes impedimentos. “Por exemplo, acontece de chegarmos a uma comunidade de baixa renda e não termos como levar internet até lá, porque não há fiação telefônica ou instalação elétrica adequada” refere.

Um distinto problema citado por Garcez é a baixa escolaridade dos instrutores, que às vezes são os jovens da respectiva comunidade. E é pontualmente aí que entra o papel da inclusão digital como gerador à inclusão social. Chico Science- em 1990 – cantor e compositor brasileiro, um dos principais colaboradores do Movimento Manguebeat (movimento contracultura surgido no Brasil em meados da década de 1990. )já dizia “que os computadores fazem arte”. E especialistas concordam e acrescentam: “também fazem cidadania”.

Pensadores como Manuel Castells, um dos ícones nos estudos sociais a partir de novas tecnologias, considera que a sociedade está passando por uma mudança que provê conhecimentos que pode ser confrontada às grandes alterações da história. No “clássico trio “A Era da Informação”, o autor é intenso em fundir “ economia”, “cultura” e “informação” a partir de uma inclusão digital real.

Este pensamento é compartilhado por William Mitchell, autor do livro “E–Topia”, que também se dedica a estudar o impacto social via inclusão digital. Ele comenta que as comunidades de baixa renda tendem a atrair menos investimentos em infraestruturas de telecomunicações e tecnologias, gerando menos motivação de empresas e governos.

Adilson Cabral, professor do Curso de Comunicação Social da Universidade Estácio de Sá, dedicado ao tema, acredita ser mesmo incorreto usar o vocábulo inclusão digital hoje em dia, dado que não revela à sociedade o contexto social compreendido no argumento. Ele escolhe a concepção de adequação social das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), cuja correlação direta é a ocupação de consciência e cidadania nas comunidades.

Um aliado significativo à inclusão digital é a educação. A inclusão digital deve ser fragmento do procedimento de ensino de conformidade a motivar a educação continuada. Embora a ação governamental seja de grande relevância, ela deve ter a cooperação de toda sociedade frente a necessidade urgente que se tem de acesso a educação e redistribuição de renda permitindo assim a obtenção as TIC’s.

Isoladamente, ações não são suficientes pois se faz necessário o desenvolvimento de redes públicas que possibilitem a oferta de meios de produção e difusão de conhecimento. Escolas e universidades criam também elementos substanciais à inclusão digital uma vez que numerosos protagonistas (professores, alunos, especialistas membros da comunidade) agem em união para o procedimento de formação de conhecimento.

De nada adianta acesso às tecnologias e renda se não houver acesso à educação. Isto porque o indivíduo deixa de ter um simples papel de consumidor de informações, bens e serviços, e então passa também a agir como um criador (de conhecimentos, bens e serviços).

Dentro desta conjuntura, acredita-de que a inclusão digital é fundamental a fim de proporcionar à toda a população, por exemplo, o desfrute dos mais variados serviços prestados via Internet. Hoje em dia, ter acesso à Internet expressa acesso a um vasto banco de informações e serviços. Este incalculável repertório de conteúdo e serviços merece e deve ser aproveitado por toda população.

Contin diz que,

A instituição Educacional inserida em um contexto sociocultural vem passando por rápidas e intensas transformações, na qual o avanço da tecnologia tem grande contribuição. Uma sociedade que se encontra imersa em um mundo tecnológico-digital, com uma geração que possui intimidade significativa com dispositivos digitais, facilidade no acesso de informações e, assim, com inúmeras possibilidades de comunicação e interação, necessita de uma educação que promova o uso de forma critica das informações e recursos (CONTIN. 2016 p. 124).

Para tanto, é preciso se certificar o uso do computador , pois, o mesmo não veio para solucionar os problemas da Educação e, sim, como uma ferramenta facilitadora de aprendizagem, conforme aponta Moran,

Sem dúvida as tecnologias nos permitem ampliar o conceito de aula, de espaço e tempo, de comunicação audiovisual. Mas se ensinar dependesse só de tecnologias já teríamos achado melhores soluções há muito tempo. Elas são importantes, mas não resolvem as questões de fundo. Ensinar e aprender são desafios maiores que enfrentamos em todas as épocas e particularmente agora em que estamos pressionados pela transição do modelo de gestão industrial para o da informação e do conhecimento (2003, p.12).

É primordial que os governos, como principais protagonistas, arquem o papel de coordenadores e pratiquem em conjunto com a sociedade civil ordenada a fim de garantir a inclusão digital.

O PROJETO EDUCACIONAL

“Análise da Construção de um Projeto Educacional No Morro Dos Macacos entre Inclusão Social e Inclusão Digital”

A sociedade civil vem se organizando em grupos com as chamadas organizações não governamentais – ONGs, entidades sem fins lucrativos voltados à defesa de causas humanitárias e interesses difusos de diversas naturezas. Dedicam-se a causas e problemas sociais, não têm como objetivando o lucro, mas o atendimento as necessidades da sociedade.

Dentre os programas atualmente desenvolvidos pela entidade ,situada na Comunidade do Morro dos Macacos em Vila Isabel – Rio de Janeiro – Brasil, a Instituição se preocupa com a formação moral, ética e profissional das crianças e jovens em seu cotidiano criando espaços para reflexão e debates sobre temas que valorizem o protagonismo infanto-juvenil, viu a necessidade de desenvolver um projeto educacional para a comunidade, promovendo a inclusão social através da inclusão digital das crianças e jovens do local vinculado ao reforço escolar.

Questionados alguns pontos para organizar e ter a certeza de que serão alcançados os objetivos previstos pela instituição., organizou-se e foi trabalhando para o êxito deste projeto.

Partindo dos questionamentos das necessidades e dos desejos básicos e urgentes da comunidade, nos sentimos responsáveis com a procura de uma solução, mesmo que em longo prazo, para ajudar a solucionar um dos incômodo das famílias, dos moradores e a da sociedade.

O projeto desenvolveu os objetivos de reforço escolar, inclusão digital, inclusão social, parceria com as escolas regulares para acompanhamento da escolaridade e da cidadania.

OBJETIVOS DO PROJETO

Tem como objetivo principal promover a conscientização dos jovens e moradores, de um modo geral, da comunidade , e atitudes necessárias para tomada de decisões em ambientes educacionais, por meio de conhecimentos inovadores de proteção socioeducacional, no qual foi dado o nome de “Meninos da Informática”. Destacando também os objetivos específicos em constatar os instrumentos pedagógicos adotados pelo projeto dentro uma questão educacional e verificar o desenvolvimento das crianças e dos jovens na inclusão digital.

AÇÕES DESENVOLVIDAS

As ações desenvolvidas objetivam o reforço escolar para crianças e jovens através de capacitações mensais de profissionais, educadores; da relação interpessoal; do empreendedorismo; da liderança; de encontros comemorativos com as crianças e com os jovens; da seleção de jovens na modalidade jovem-aprendiz para esclarecimento à comunidade em assuntos referentes à informática; ao acompanhamento das crianças e jovens em parceria com as escolas regulares tanto quanto do acompanhamento familiar das crianças e dos jovens atendidos pelo projeto.

ACUIDADES DO PROJETO

O projeto tem duração por tempo indeterminado e o local de aplicação é um prédio situado na Comunidade. A equipe técnica conta com a participação de 05(cinco) educadores; pedagoga, psicóloga, assistente social e estagiária de serviço social e de pedagogia, para atender as vinte crianças e jovens da comunidade.

O atendimento é realizado, diariamente, das 8:00 às 17:00 horas.

Quanto aos recursos financeiros, o projeto é autossustentável, oferecendo a comunidade local, apoio ao atendimento público de Lan House da Instituição e cursos de Informática Básica.

Parcerias podem ser estabelecidas e desenvolvidas através de ações junto às empresas com interesses comuns,como uma estratégia empresarial com vista à potencialização.

PROPOSTAS PEDAGÓGICAS

A proposta é realizada com o propósito de desenvolver as amplidões: cognitivas, afetivas, de relações interpessoais, ética e de inserção social.

Desta forma, desperta a vontade de aprender do aluno, capacitando-o para o processo de educação permanente, exigido pelas ininterruptas inovações revolucionárias e empreendedoras do mundo de trabalho.

Fortalece, também, a vontade e capacidade de aprendizagem, destinando-se a conquista de conhecimentos, habilidades , posicionamentos, mudanças de atitudes e valores, proporcionando aptidão de aprender, tendo como base o domínio da leitura e da escrita.

Prepara para a cidadania, dentro da compreensão teórica e prática dos direitos e deveres que integram o convívio social, evoluindo atitudes de solidariedade,responsabilidades, e força popular com possíveis mudanças na sociedade.

O PARECER DO PROJETO

Semanalmente, o profissional em pedagogia e psicologia realizam encontros com os grupos para o acompanhamento comportamental individualizado e a assistente social faz um acompanhamento fundamental aos familiares.

O acompanhamento do projeto se faz necessário também para a indicação de indicadores operacionais da eficiência do mesmo para análise dos resultados.

Esta monitoração acontece através de uma avaliação criteriosa do desenvolvimento do Projeto Meninos da Informática permeando todo o processo, e é realizada com o aferimento de toda equipe técnica (pedagogo, psicólogo e assistente Social).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conclui-se que a escola e o social precisam sempre trabalhar com mudanças, pensando constante e pontualmente no ensino nelas ministrado. A educação é aberta para todos e é a grande meta em trabalhos com parceria e atuação de ações sociais onde se faz presentes termos recorrentes da civilidade e competência.

A escola para a maioria das crianças brasileiras é o exclusivo espaço de acesso aos conhecimentos universais e sistematizados, sendo o lugar que lhes proporciona condições de se fortalecer e de se tornar um cidadão , alguém com identidade social e cultural e sendo discutida como espaço de formação humana e profissional.

O futuro da escola inclusiva está, ao meu ver, dependendo de uma expansão rápida dos projetos verdadeiramente embutidos do compromisso de transformar a escola e a sociedade, para se adequar aos novos tempos, tal como o Projeto ora apresentado “Análise da Construção de um Projeto Educacional No Morro Dos Macacos entre Inclusão Social e Inclusão Digital “

Se hoje ainda é uma experiência local e está demonstrando a viabilidade da inclusão, numa escola patrocinada por uma ONG ( Organização não governamental), esta experiência tem a força do óbvio e a compreensão da humildade e são essas virtudes suficientes para se avistar o avanço desse novo exemplo no sistema educacional.

A aparente fragilidade dessa pequena iniciativa, ou seja, essa experiência local tem sido razoável para responder a alçada da máquina educacional, velha e enferrujada, com segurança e tranquilidade. Essa iniciativa tem mostrado a viabilidade, o envolvimento da inclusão e o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes de um modo geral.

As perspectivas do ensino inclusivo são, pois, promissoras e encorajadoras para a educação. As atividades educacionais consistem numa complexidade de intenções e ações concretas que somadas contribuem num progresso e assim, a ação das organizações no desenvolvimento educacional de crianças e adolescentes é uma constante busca da excelência.

Os resultados obtidos pelo projeto ora apresentado, atenderam as expectativas e os objetivos iniciais do projeto e alguns destes jovens já se encontram inseridos tanto no mercado de trabalho , quanto no próprio Núcleo de Informática.

A conscientização e informações são repassadas para as crianças, para os jovens e também para as escolas convencionais onde os alunos estão matriculados. Quando as informações não chegam aos pais, o projeto realiza um trabalho com as famílias, acreditando ficar mais clara a compreensão para os moradores da comunidade carente, que por desconhecimento e por não ter controle sobre seus filhos, alegam que a rebeldia é grande e incontrolável.

É possível acreditar que essa pequena colaboração minimize o problema na comunidade e seja uma crescente a partir do momento em que o projeto também cresça na diversidade da inclusão digital para a população da comunidade.

É de grande importância criar valores coletivos centrados no respeito ao meio ambiente e na interação entre o homem e a tecnologia, e por isso que o projeto engatinha nessa direção, fazendo um trabalho minúsculo, moroso, mas eficaz.

Com base nos resultados apresentados até agora, visto que o projeto está sempre se renovando e conseguindo parcerias, é válido o trabalho desenvolvido porque promove ações concretas que contribuem na prática educacional e no valor dado à inclusão social através da inclusão digital e o apoio escolar aos jovens e crianças da comunidade.

Esses jovens e essas crianças participantes do projeto frequentam escolas formais, inclusive por ser esta, uma das das exigências . A frequência e assiduidade nos cursos regulares facilita, também o apoio das escolas vizinhas

É com frequência que se olha o passado para comparar com a grande expectativa voltada para os resultados positivos que com certeza virão, frente aos já obtidos, pequenos perto do universo da demanda e da carência em esclarecimentos em que a comunidade se encontra.

Não é possível mudar a escola como em um passe de mágica. A implementação da escola de qualidade, que é igualitária, justa e acolhedora para todos, é um sonho possível e provável quando existe trabalho integrado e cooperativo.

“Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar, mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota”. Madre Teresa de Calcutá.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALVES, F.; ORTIGÃO, I., Franco, C. Origem Social e Risco de Repetência: Interação Raça-Capital Econômico. Cadernos de Pesquisa, v.37, n. 130, 2007

BARROS, Jussara. Inclusão Social – site acessado em 23 de setembro de 2013 www.brasilescola.com/educação

BRASIL. Lei nº. 8.213, de 24 de julho de 1991 Planos de Benefícios da Previdência Social. Brasília, DF http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8213cons.htm.acesso em: 31de março de 2011.

BRASIL. Comissão Parlamentar de Inquérito das “ONGs”: Relatório final da CPI “das ONGS”. Brasília: Congresso Nacional, 2010.

CABAL FILHO, Adilson. Vaz. . Desafios sociais da digitalização das comunicações. 2007.

CASTELLS, Manuel. (1999). A Era da Informação: economia, sociedade e cultura, vol. 3, São Paulo: Paz e terra, p. 411-439.

CONTIN, Ailton Alex, Rosangela de Oliveira Pinto. Educação e Tecnologias. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2016.

GARCEZ Diego do CDI I Comitê para Democratização da Informática. –Pernambuco-Brasil. 1991

DECLARAÇÃO DE SALAMANCA – acessado em 16 de julho de 2016. http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf

JORNAL o globo economia 11/06/2017 – 07:53 / 11/06/2017 – 09:42

MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Todas as crianças são bem vindas. Universidade Estadual de Campinas/Unicamp. Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Reabilitação de Pessoas com Deficiência – LEPED/FE/UNICAMP. Acessado em 17 de julho de 2010 www.pro-inclusao.org

________. (1991). A solicitação do meio escolar e a construção das estruturas da inteligência no deficiente mental: uma interpretação fundamentada na teoria de conhecimento de Jean Piaget. Tese de doutoramento. Campinas: UNICAMP/Faculdade de Educação.

MITCHELL, William John. (2002). E-topia. A vida urbana – mas não como a conhecemos. São Paulo: Senac.

MORAN, José Manuel. Mudando a educação com metodologias ativas. In Convergências Midiáticas, Educação e Cidadania: aproximações jovens. Coleção Mídias Contemporâneas. 2015

PAPERT, Seymour. Logo: Computadores e Educação. Tradução: José Armando Valente, Beatriz Bilteman e Afira Vianna Ripper. São Paulo: Editora Brasiliense, 1980.

Portal Brasil, com informações do Ministério do Trabalho e Previdência Social, IBGE e Ministério da Saúde

Revista Consultor Jurídico, 26 de dezembro de 2013, 6h15

SILVA, Antonio Mendes. Os três pilares da inclusão digital. Acessado em 18 de julho de

2016 em www.comunicacao.pro.br.

[1] Doutora em Ciência da Educação – Universidade Americana – Assunção – Paraguai.

Enviado: Novembro, 2018

Aprovado: Fevereiro, 2019

1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here