Influência da pratica do Jiu Jitsu no desenvolvimento biopsicossocial de crianças dos 10 aos 14 anos na cidade de Mogi Guaçu

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RODRIGUES, Marcelo Francisco [1], GARCIA, Felipe Luciano [2], SANTOS, Felipe Marinho Ribeiro [3], FRANCO, Tiago da Silva [4], MIGUEL, Henrique [5]

RODRIGUES, Marcelo Francisco. Et al. Influência da pratica do Jiu Jitsu no desenvolvimento biopsicossocial de crianças dos 10 aos 14 anos na cidade de Mogi Guaçu. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 09, Vol. 1, pp. 131-146, Setembro de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

A arte marcial (esporte de combate) tem sido tema de investigação por conta de seu grande apelo midiático, onde, foi destacado o jiu jitsu um esporte que é resultado de uma arte cientifica que envolve movimentos de biomecânica tais como movimento de alavancas, mobilização e submissão do oponente o jiu jitsu está em constante transformação e, a cada dia aumenta-se mais o numero de praticantes. Nos dias atuais o jiu jitsu tem tomado grandes proporções e sendo aceito pela população para a pratica de lazer, melhora de condição física, alto rendimento e defesa pessoal. No passado este foi rotulado como “esporte violento e agressivo” por uma grande parte da população devido aos famosos “pits boys”, diferente de hoje em dia que o esporte cresce socialmente e economicamente. O método pedagógico de ensino tem sido esquecido quando se trata de iniciação a modalidade, analises realizadas em uma academia de luta constatou que nenhuma possuía processo pedagógico definido, nos dias atuais professores de lutas corporais tem o costume de ensinar de maneira tradicional de forma pautada no ensino e na repetição das técnicas. O presente estudo tem como objetivo verificar a diferença dos benefícios biopsicossociais de crianças praticante de jiu jitsu dos 10 aos 14 anos residentes na cidade de Mogi-Guaçu, aonde foi aplicado para pais de alunos que praticam jiu jitsu, um questionário contendo cinco questões referente ao desenvolvimento cognitivo e sócio afetivo dos seus respectivos filhos, espera-se com esta pesquisa evidenciar realmente se os resultados são positivos e também espera-se poder contribuir para futuras pesquisas .

Palavras chave: Pedagogia do esporte, iniciação em lutas, iniciação esportiva.

INTRODUÇÃO

As modalidades de lutas, têm sido tema de investigação por conta de seu grande apelo midiático e social, onde, destacamos o jiu jitsu brasileiro, O Jiu-Jitsu é, de fato, o resultado do desenvolvimento de uma arte científica de luta que envolve movimentos biomecânicos onde envolve alavancas, imobilização e submissão do oponente. É considerada por esta razão, a mais perfeita e completa forma de defesa pessoal de todas as épocas, sendo conhecido como “Arte das Técnicas Suaves” (Jiu – suavidade; e Jitsu – técnicas). Rufino e Darido (2009), afirmam que o jiu jitsu está em constante transformação e, a cada dia, aumenta-se mais o número de praticantes, de campeonatos, de federações e confederações e até mesmo o número de golpes, chaves e posições relacionadas à modalidade. Esta afirmação corrobora os estudos de Silva e Tahara (2003) e Tavares Junior, et al (2003).

Apolloni (2004) refere-se ainda que as expressões “lutas” e “artes marciais” procuram na sua essência o caráter da autodefesa, e que as artes marciais têm um conjunto de ensinamentos filosóficos que procuram uma ideologia pacífica. Rosas (2006) cita que as artes marciais são formas de luta corpo a corpo, com ou sem armas, normalmente de origem oriental, japonesa, chinesa, coreana, vietnamita, etc., que utilizam técnicas altamente eficazes, desenvolvidas como método de sobrevivência em sociedades em que o perigo de morte era uma constante”.

Antigamente, as modalidades de lutas, não tinham sistemas de disputa, com combate sem regras, foi substituído pela representação simbólica do desporto. Para Cantanhede, Nascimento e Rezende (2010), as artes marciais são formas de combate que utilizam o corpo para atacar e defender. Foram sistematizadas pelas culturas orientais e adquiriram características particulares que preparam o indivíduo de forma física e espiritual.

Contudo nos dias atuais, o jiu jitsu tem tomado grandes proporções e sendo aceito pela população para a pratica de lazer, melhora da condição física, alto rendimento e defesa pessoal. No passado este foi rotulado como ”esporte violento e agressivo” por uma grande parte da população. Para Rufino e Darido (2009b) lutadores antigos de jiu jitsu foram também conhecidos como ”violentos” por pessoas que se diziam ”lutadores”, apelidados pela mídia de ”pit boys”, provocando brigas em bares, casas noturnas e ruas, ganhando assim destaque negativo. Como afirmaram Rufino e Darido (2010) na mesma proporção em que esta modalidade cresce, ainda é comum encontrar vinculo da mesma com violência, sendo assim visto negativamente pela mídia.

A modalidade de lutas, no que se refere aos métodos de ensino, tem caminhado a passos vagarosos, pois segundo Marcellino (2003), ao analisar academias de ginastica, que tinham aulas de modalidades de lutas, constatou que nenhuma academia possuía um processo pedagógico definido, somente uma academia de artes marciais, embora o mesmo não defina qual processo pedagógico seja este. Em suas observações ele analisou dois tipos de lutas corporais: ”Kung fu” e ”jiu jitsu” concluindo que ambas as modalidades seguem uma proposta bem delineada que é rigorosamente cumprida nos processos de ensino e aprendizagem, levando em conta apenas os aspectos voltados a performance motora das modalidades de lutas em questão.

Primeiramente é preciso definir os objetivos da pratica pedagógica para as modalidades de lutas, Zabala (2001) cita que os processos de aprendizagem devem abranger valores, normas e atitudes e ao mesmo tempo os campos cognitivos, afetivos e comportamentais, corroborando com Breda et. al (2010), que considera de grande importância definir se as aulas serão voltadas ao ensino ou ao treinamento, pois traçar objetivo é premissa básica na pratica pedagógica. A partir dessas considerações é possível definir métodos e estratégias para atingir o proposto abrangendo as três dimensões: conceitual, atitudinal e procedimental. Nos dias atuais professor de modalidades de lutas tem o costume de ensinar de maneira tradicional de forma pautada no ensino e na repetição e as técnicas são realizadas separadamente (método parcial). Já Schimidt e Wrisberg (2001) considera que o método global pode ser mais motivador, mas dando a devida importância ao método parcial para a aquisição de habilidades mais refinadas que irão permitir a melhoria das técnicas e, consequentemente, a aprendizagem. Diante do exposto, faz-se necessário a investigação dos possíveis benefícios da pratica do Jiu Jitsu para crianças de 10 a 14 anos, pertencentes a cidade de Mogi Guaçu. Dessa forma o objetivo desta pesquisa é verificar a diferença dos benefícios biopsicossociais de crianças praticantes de jiu jitsu dos 10 aos 14 anos na cidade de Mogi Guaçu.

REFERENCIAL TEÓRICO

O INICIO DAS LUTAS

Para entendermos um pouco mais sobre o universo das lutas, devemos definir alguns conceitos, onde destacamos Hirata; Del Vecchio, (2006), relatam que a arte marcial significa arte de guerra e serão aqui tratadas como sinônimo de lutas, as artes marciais nasceram a muitos séculos atrás, originados pela necessidade de autodefesa na luta entre tribos, os guerreiros compreenderam a necessidade do treinamento físico e especifico em lutas para obterem melhor resultados nos combates e as habilidades necessárias era treinada em tempos de paz. Já Drigo et. al (2005), afirma que as artes marciais sofreram varias alterações ao longo do tempo modificando-se, juntamente com a sociedade, e claro que alguns aspectos foram mantidos principalmente nas origens orientais, outra alteração importante foi a transformação destas artes em modalidades esportivas. As lutas, as artes marciais e as modalidades esportivas de combate implicam um universo amplo de manifestações antropológicas de natureza multidimensional e complexa. Como um conjunto de práticas socioculturais proveniente de um espectro diversificado de demandas históricas específicas, é possível identificar uma pluralidade muito patente nas suas diferentes configurações sociais, formas de expressão, repertório técnico, linguagens, organização e institucionalização. Nesta perspectiva, as lutas e as artes marciais podem ser vistas como construções identificadas e inerentes ao patrimônio cultural de diversos povos e, sobretudo, como um fenômeno relevante inserido na dinâmica da sociedade contemporânea e no processo da globalização (BACK; KIM, 1984; DONOHUE, 2005; GOODGER, 1982; STRATTON, 1986).

A ORIGEM DO JIU JITSU

A palavra Jujutsu, sinônimo de Jiu-Jitsu, é descrita por dois caracteres chineses. O ju significa “suavidade” ou “via de ceder” e o jutsu, “arte, prática”, podendo ser traduzido como “Arte Suave” (Kano, 1994). No Brasil, o Jiu-jitsu se inicia por volta de 1917, com a chegada do professor da arte Mitsuyo Maeda, conhecido como Conde Koma. Em Belém do Pará, Conde Koma efetua demonstrações da luta, sendo primeira assistida por Carlos Gracie, que se interessa pela forma de combate e aprofunda-se nesta com habilidade, apesar de seu físico pouco adequado para esportes de luta (Virgílio, 2002). Segundo a Confederação Brasileira de Jiu Jitsu, ao modificar as regras internacionais do jiu-jitsu japonês nas lutas que ele e os irmãos realizavam, Carlos Gracie iniciou o primeiro caso de mudança de nacionalidade de uma luta, ou esporte, na história esportiva mundial. Anos depois, a arte marcial japonesa passou a ser denominada de jiu-jitsu brasileiro, sendo exportada para o mundo todo, inclusive para o Japão. As lutas são, em geral, caracterizadas como acíclicas, pois os atletas se utilizam de diferentes seqüências de movimentos e manifestações de capacidades biomotoras (Hirata; Del Vechio, 2006). O brazilian jiu jitsu é modalidade individual de combate de solo cujo objetivo é, após projetar o adversário ao solo, dominá-lo através de técnicas Movimentos específicos que se baseiam em posições e alavancas biomecânicas, as quais apresentam pontuações distintas, em função de seus tipos.

OS BENEFÍCIOS CAUSADOS PELA LUTA

Segundo Ferreira (2006), pratica das artes marciais pode trazer inúmeros benefícios ao usuário, destacando-se o desenvolvimento motor, o cognitivo e o afetivo-social. No aspecto motor, observamos o desenvolvimento da lateralidade, o controle do tônus muscular, a melhora do equilíbrio e da coordenação global, o aprimoramento da idéia de tempo e espaço, bem como da noção de corpo. No aspecto cognitivo, as lutas favorecem a percepção, o raciocínio, a formulação de estratégias e a atenção. No que se refere ao aspecto afetivo e social, pode-se observar em alunos alguns aspectos importantes, como a reação a determinadas atitudes, a postura social, a socialização, a perseverança, o respeito e a determinação. É inquestionável o poder de fascinação que as lutas provocam nos alunos. Nos dias atuais, constata-se que o tema está em moda, seja em desenhos animados, em filmes ou em academias. Não é difícil encontrar crianças brincando de luta nos intervalos das aulas ou colecionando figurinhas dos heróis que lutam em seus desenhos animados. Os adolescentes compram revistas que se referem ao tema, adquirem livros de técnicas de luta e matriculam-se em academias para realizar a prática da luta. Não muito distante no mesmo ano Rosa (2006) menciona que grande parte dos praticantes não desiste da prática da sua modalidade, podendo ocorrer apenas por questões de força maior como problemas profissionais, saúde ou escolares. Outro indício dos diversos benefícios da prática marcial é indicado por Rosa, que afirma que os motivos mais evocados da prática deste género de atividades se relacionam com o bem-estar físico e psicológico em detrimento de vertente desportiva ou defesa pessoal

OS BENEFÍCIOS DO JIU JITSU

Luz (2000), afirma claramente que hoje o jiu jitsu é considerado um esporte intelectualizado, tendo em vista sua complexidade, seus movimentos obedecem a uma ordem crescente de dificuldades e que requerem controle físico, mental e inteligência para coordenar inúmeras variáveis que vão se apresentando no decorrer de uma luta com a pratica constante adquire-se e aprimora as capacidades ou valências físicas básicas como força, velocidade, resistência, flexibilidade e coordenação, seus movimentos regulam o controle motor, afinando e melhorando não só a psicomotricidade, como, a coragem, autoconfiança e total controle sobre si. Ao definir um praticante de jiu jitsu LUZ (2000) diz que o mesmo deve adaptar-se ao movimento, e saber quando agir e quando esperar, além de sempre estar em estado mental pacifico e aberto, possuindo um desejo de ajustar-se as circunstancias existentes. No campo dos benefícios, as artes marciais chinesas, segundo Apolloni (2004), citado por Mocarzel (2011), sempre foram a base na promoção da saúde dos seus praticantes. No mesmo ano Ruffoni, citado por Antônio et al (2008), refere que o papel das artes marciais é ensinar, educar e promover a saúde física e mental dos seus praticantes. Por esse fato, é importante o trabalho de base nestas áreas, constatando-se a sua importância como instrumento pedagógico na formação do adolescente. Refere que estas potenciam uma ligação positiva do aluno sendo, entre outros benefícios, proporcionado um ambiente desportivo e desafiador no qual estes têm maior interesse em permanecer neste tipo de atividades.

METODOLOGIA

Foi realizada uma pesquisa qualiquantitativa que permite a mensuração de opiniões, reações, hábitos e atitudes em um universo, por meio de uma amostra que o represente estatisticamente. (Denzin; Lincoln, 2005; Neves, 1996; Hayati; Karami; Slee, 2006). Para a elaboração do bojo teórico, foi realizada também uma revisão de literatura composta por 3 bases de dados, onde foram encontrados artigos e artigos utilizados para elaboração deste trabalho. A seguir apresentamos a tabela que corresponde às bases de dados utilizadas e artigos encontrados e utilizados:

PED. DO ESPORTE INICIAÇÃO ESP. INICIAÇÃO LUTAS
SB 4 3 3 2 4 3
SD 3 3 2 3 2 1
LIL 5 5 5 2 2 3

A seguir apresentaremos o questionário utilizado para esta pesquisa, com perguntas fechadas referentes aos benefícios da pratica do jiu jitsu, nos quais os responsáveis responderam um questionário com cinco questões, referentes ao comportamento e melhora dos participantes. No total, participaram 30 crianças do sexo feminino e masculino com idade de 10 a 14 anos, pertencentes a cidade de Mogi Guaçu- SP. Este trabalho foi aprovado pelo CPE do curso de Educação Física da Unipinhal procolo 005/2017.

QUESTIONÁRIO:

1 – Há quanto tempo o aluno (a) vem desenvolvendo a pratica de jiu jitsu?

Menos de um ano ( ) mais de um ano ( )

2 – Em relação ao comportamento social (colegas na escola, clube, dentro de casa) Houve melhora? ( ) sim ( ) não

3 – A partir da pratica do jiu jitsu houve melhora no desenvolvimento cognitivo (aprendizagem na escola, etc.)? ( ) sim ( ) não

4 – Houve melhora no comportamento afetivo (relação com os pais em valores como amizade e etc.)? ( ) sim ( ) não

5 – Indicaria a pratica de jiu jitsu para outras crianças? ? ( ) sim ( ) não

RESULTADOS E DISCUSSÕES

As apreciações dos resultados obtidos nesta pesquisa foram confrontados com trabalhos similares encontrados na literatura, se referindo aos aspectos abordados nesse trabalho não necessariamente citando o jiu jitsu, devido à escassez de trabalhos referentes a este esporte. A seguir, os gráficos correspondentes às questões analisadas neste trabalho com as discussões recorrentes a cada uma delas.

1 – HÁ QUANTO TEMPO O ALUNO (A) VEM DESENVOLVENDO A PRATICA DO JIU JITSU

Analisando o gráfico, nota-se que 60% dos alunos que praticam jiu jitsu a mais um ano, já praticavam o esporte, sendo a maioria com experiência nas técnicas básicas do esporte. Segundo Binder (2007), é indicado que quanto mais experientes, ou mais graduados os atletas/praticantes, maior é a capacidade de dominarem sentimentos de ansiedade, agressão, hostilidade e neuroticismo. Neste caso, pressupõe-se o autocontrolo ser diretamente proporcional a maior tempo de prática.

Legendas: 1: azul mais de um ano de pratica; 2: vermelho menos de um ano de pratica

Fonte: autor

2 – EM RELAÇÃO AO COMPORTAMENTO SOCIAL ( COLEGAS NA ESCOLA, CLUBE, DENTRO DE CASA)

Segundo Santos (2008), as escolas/colégios que utilizam as artes marciais na Educação Física, desenvolvem e despertam valores humanos nos seus estudantes e, acima de tudo, possibilitam uma influência positiva no rendimento escolar. Este autor refere em estudo de sua autoria que nas escolas onde está inserida uma arte marcial, de acordo com os seus professores de Educação Física, são muitos os aspetos positivos tais como: respeito mútuo, companheirismo, amizade e o rendimento escolar. Resultado este que corrobora com os dados obtidos nesta pesquisa.

Fonte: autor

3 – A PARTIR DA PRÁTICA DO JIU JITSU HOUVE MELHORA NO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO  (APRENDIZAGEM NA ESCOLA, ETC) ?

Segundo Santos (2008), as escolas/colégios que utilizam as artes marciais na Educação Física, desenvolvem e despertam valores humanos nos seus estudantes e, acima de tudo, possibilitam uma influência positiva no rendimento escolar. Este autor refere em estudo de sua autoria que nas escolas onde está inserida uma arte marcial, de acordo com os seus professores de Educação Física, são muitos os aspetos positivos tais como: respeito mútuo, companheirismo, amizade e o rendimento escolar. Resultado este que corrobora com os dados obtidos nesta pesquisa.

Fonte: autor

Os dados colhidos apontam que grande parte dos responsáveis entrevistados, disseram que as crianças, obtiveram melhoria nos aspectos cognitivos mesmo com o fácil acesso a informações através de aparelhos celulares, tabletes entre outros. De acordo com Woodward (2009), que defende conjuntamente a crença das artes marciais como sendo terapêuticas em crianças com dificuldades de atenção/concentração e hiperatividade. Alega que a sua prática induz a uma maior concentração, reduz o nível de impulsividade. Com isso os resultados encontrados nesta pesquisa corroboram, com a pesquisa citada em que a pratica da arte marcial coopera no desenvolvimento cognitivo do aluno.

4 – HOUVE MELHORIA NO COMPORTAMENTO AFETIVO (RELAÇÃO COM OS PAIS EM VALORES, COMO AMIZADE ETC)?

Verificamos que todos os responsáveis disseram que a prática deste esporte melhorou as inter-relações pessoais, corroborando com o trabalho de Cidério (2007); Reid e Croucher (1983) que consideram, relativamente à convivência e formação da personalidade, as artes marciais permitem libertar inibições facilitando a convivência num ambiente diferente do meio familiar.

Fonte: autor

5 – INDICARIA A PRÁTICA DE JIU JITSU PARA OUTRA CRIANÇA?

Verificamos que todos os responsáveis indicariam a prática de jiu jitsu, para outras crianças nesta faixa etária, Silva (2005), citado por Vieira e Moreira (2008), defende que poucas atividades possuem a capacidade de criar nas pessoas o espírito da competitividade, lealdade, disciplina e amizade como as artes marciais proporcionam, ou seja, isso seria uma indicativa também para a pratica do jiu jitsu.

Fonte: autor

CONCLUSÕES

Com o presente estudo efetuado, apuramos que a pratica do jiu jitsu e artes marciais em sí se faz benéfica para crianças, tanto em questões de valores afetivos quanto valores sociais e cognitivos, indo de encontro a isso Lopes (2003) cita que o praticante deve, a todo o momento, ser capaz de nunca desistir perante os obstáculos, encarando cada dificuldade como uma nova oportunidade de dar o melhor que existe em si e, dessa forma, evoluir. E nós concordamos com isso, indo mais além nessa conclusão observamos Santos (2008), que alega que os profissionais de Educação Física, que incluem as artes marciais nas escolas, se deparam com uma maior socialização, educação, e integração do desenvolvimento do indivíduo, oferecendo aos alunos uma possibilidade de excelente desenvolvimento nos planos psicomotor, afetivo e cognitivo.

Então por fim consideramos que as artes marciais é uma qualidade pessoal que esta ai para que todas a pessoas possam procura-las desde a criança até os adultos isso irá provavelmente promover á todos um ótimo bem estar ocasionando uma variedades de benefícios para os praticantes, além disso a pratica do desporto de combate aprimora a disciplina e isso se torna um referencial para toda vida em relação com a vida em sociedade, diante disso surgiram algumas duvidas sobre tais agressividade em praticantes, mais como conseguimos observar Silva e Casal (2000) indicam que as artes marciais não estão associadas a comportamentos de violência e agressividade. Num estudo realizado em indivíduos de Kung Fu e Taekwondo, ficou evidenciado pelos dados que não é possível estabelecer uma correlação entre a prática dos desportos de combate e a consequente elevação de níveis de agressividade, provando assim também mais um beneficio para a pratica das artes marciais, hoje a pratica de artes marciais se torna um beneficio para o pais e para o mundo.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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[1] Departamento de Educação Física – Unimogi-Departamento de Educação Física –Unipinhal

[2] Departamento de Educação Física – Unimogi

[3] Departamento de Educação Física – Unimogi

[4] Departamento de Educação Física – Unimogi

[5] Departamento de Educação Física – Unipinhal. Departamento de Educação Física – Feuc. Departamento de Educação Física – Unifenas

Mestre em Engenharia Biomédica (2016) pela Universidade Camilo Castelo Branco (bolsista CAPES). Especialista em Treinamento Desportivo pela UniFMU/SP (2009). Graduado em Educação Física (licenciatura e bacharelado) pelo Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino de São João da Boa Vista - UniFAE (2007). Docente dos departamentos de educação física da FFCL - FEUC (São José do Rio Pardo - SP) e da UNIPINHAL (Espírito Santo do Pinhal - SP) . Colaborador/pesquisador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Futebol e Futsal da USP (GEPEFFS-USP). Co-coordenador do Núcleo de Pesquisas em Educação Física e Esportes - NUPEFE/FEUC. Docente dos cursos de pós-graduação Lato Sensu ENAF/DSE. Autor de vários livros e artigos no ramo dos esportes, fitness, saúde e qualidade de vida. Tem como principais pontos de atuação o Treinamento Desportivo (Treinamento Personalizado, Treinamento Resistido e Funcional no exercício físico e nos desportos); a Fisiologia do Exercício (Adaptações neurofisiológicas ao treinamento, Recursos Ergogênicos e Esteroides Anabolizantes); Pedagogia do Treinamento dos Desportos Coletivos.

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