Nível de qualidade de sono de indivíduos obesos e ou com sobrepeso praticantes de exercícios físicos

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CONTEÚDO

ARTIGO ORIGINAL

NERO, Dario da Silva Monte [1], NAVARRO, Francisco Coppi [2]

NERO, Dario da Silva Monte. NAVARRO, Francisco Coppi. Nível de qualidade de sono de indivíduos obesos e ou com sobrepeso praticantes de exercícios físicos. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 10, Vol. 02, pp. 65-80. Outubro de 2019. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao-fisica/qualidade-de-sono

RESUMO

Desde a antiguidade, o processo do sono é fruto de estudos e análises dos homens, pois Hipócrates associava o sono e a insônia ao aborrecimento e à tristeza. Hoje sabe-se que a qualidade do sono tem uma relação direta com a termorregulação, conservação e restauração da energia e da restauração do metabolismo energético cerebral. A perda de sono também tem impacto sobre os hormônios que regulam o apetite, o que tem interferência direta na quantidade de massa corporal do indivíduo. Verificar o nível de sono de indivíduos com sobrepeso e/ou obesos que estejam praticando exercícios físicos pelo menos três vezes na semana é o objetivo principal deste estudo. E para isto, tratar-se-á de um estudo descritivo exploratório, de abordagem quali-quantitativa que buscou analisar o nível de qualidade do sono de indivíduos sobrepeso e/ou obesos ativos. A pesquisa consistiu na verificação do peso, da altura e do nível de qualidade de sono destes indivíduos. Já os questionários foram preenchidos pelos próprios sujeitos com o auxílio do pesquisador, sendo aplicados uma única vez. A verificação do peso e da altura foi realizada na pesquisa após a aplicação do questionário e da escala de sonolência de EPWORTH (Epworth Sleepiness Scal), que se trata de um questionário com 8 itens graduados de 0 a 3 pontos cada, voltado para a avaliação subjetiva do grau de sonolência. Após o levantamento dos dados, foi constatado que a média do IMC encontra-se do dentro do quadro de obesidade nível 1 e o nível de sonolência encontra-se abaixo dos 10 pontos, o que torna grande parte dos indivíduos pesquisados possuidores de uma boa qualidade do sono, de acordo com o questionário de sonolência. Apesar de diversos estudos mostrarem a relação entre obesidade e sono, de acordo com os resultados desta pesquisa, nota-se que a prática de exercícios físicos pode ter sido um fator importante na regulação do sono dos indivíduos pesquisados. A partir desta pesquisa, pode-se afirmar que a qualidade do sono tem interferência no sobrepeso e na obesidade e que a prática de exercícios físicos pode ter sido um fator regulador da qualidade do sono, mas somente através de novos estudos com um número maior de participantes e com um maior controle das variáveis é que será possível obter repostas mais contundentes sobre o assunto.

Palavras-chave: obesidade, nível de sono, sonolência.

INTRODUÇÃO

A obesidade é uma doença que está inserida dentro do grupo de enfermidades crônicas não transmissíveis no contexto mundial e caracteriza-se pelo acúmulo excessivo de tecido adiposo no organismo humano.

De acordo com Lima (2009), a obesidade é consequência de uma ingestão calórica que excede o gasto calórico durante um período considerável, sendo vários os fatores que poderiam contribuir para um balanço energético positivo, sendo uma condição importante para ao desenvolvimento da obesidade a interação entre uma série de fatores como os genéticos, comportamentais, fisiológicos e psicológicos.

Com base nos dados expostos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, tem havido um aumento significativo da quantidade de indivíduos no quadro de obesidade. Os estudos mostram que existem aproximadamente de 17 milhões de brasileiros obesos, o que representa 9,6% da população. Um estudo realizado entre 2008 e 2009, no Brasil, mostrou que o excesso de peso chegou a alcançar 12,4% dos homens; 16,9% da população feminina na fase adulta; 4,0% dos indivíduos do sexo masculino e 5,9% dos indivíduos femininos entre 10 e 19 anos; e quando se trata das crianças na faixa etária entre 5 e 9 anos a divisão para obesidade fica: 16,6% dos meninos e 11,8% das meninas.

A presença desta doença teve seu crescimento entre 1989 e 1997 onde saiu de 11% e chegou a alcançar 15% e continuou se sustentando dentro desta média, tendo uma proporção maior na Região Sudeste do país e menor na Região Nordeste.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde – OMS (2010), este distúrbio alcança 300 milhões de seres humanos em todo o planeta com excesso de peso, dos quais pouco mais de 30% encontram-se nas regiões menos favorecidas. A OMS acredita que a obesidade é um dos principais problemas públicos de saúde no mundo, considerando-a como epidemia, o que a torna uma doença bastante preocupante para as redes públicas de saúde em todo o mundo.

É esperado que, em 2020, mais de 60% do gasto mundial com patologias poderão ser aplicados a doenças crônicas não transmissíveis, seja pelo consumo excessivo de calorias ou mesmo pela falta de exercícios físicos (CHOPRA, 2002). Pois este excesso de gordura por todo o corpo acaba sendo um fator que favorece o surgimento de outras doenças como: a diabetes mellitus, a hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, hipercolesterolemia, algumas formas de câncer e doenças psicossomáticas, como a depressão.

Assim, vários estudos mostram que alguns problemas de saúde podem estar associados à obesidade, dentre eles estão: osteoartrite, problemas de pele, dislipidemia, alguns tipos de câncer, apneia do sono e distúrbios do humor.

Dessa forma, pesquisar os aspectos comportamentais considerando questões fisiológicas, emocionais e também o nível de qualidade do sono do obeso poderá colaborar para um entendimento mais amplo sobre tal enfermidade e, talvez, auxiliar na busca por alternativas para tentar favorecer o controle desta situação.

Desde a antiguidade, o processo do sono gera análises dos homens, pois Hipócrates associava o sono à insônia ao aborrecimento e à tristeza. Hoje se sabe que a qualidade do sono tem uma relação direta com a termorregulação, conservação e restauração da energia e na restauração do metabolismo energético cerebral. Devido a esses fatores, o distúrbio do sono pode comprometer substancialmente a qualidade de vida, o que pode ocasionar distúrbios metabólicos, inclusive o acúmulo de gordura corporal.

De acordo com Knuston e Van Cauter (2008), a falta do sono tem um efeito sobre os hormônios que ajustam e equilibram o apetite, o que tem interferência direta na quantidade de massa corporal do indivíduo. Algumas pesquisas mostram que tanto a diminuição no tempo de sono quanto a sua carência total estão relacionadas aos mesmos desempenhos endócrinos que, paralelamente, têm a capacidade de mudar significantemente ao consumo alimentar: a diminuição da produção do hormônio anorexígeno leptina e o aumento da liberação do hormônio orexígeno grelina resultando, assim, na ingestão calórica devido ao aumento da fome.

Dessa forma, este estudo propõe-se a investigar: Qual o nível de qualidade de sono dos indivíduos sobrepesos e/ou obesos que praticam exercícios físicos regulares por pelo menos três vezes na semana?

O aspecto proeminente é a contribuição à comunidade acadêmica ao promover reflexões a cerca da temática estudada, uma vez que a literatura que versa sobre o assunto é escassa. No que se refere ao nível de qualidade de sono de indivíduos sobrepesos e obesos, este estudo irá promover uma identificação do nível de qualidade de sono, como também possibilitará um amparo para discussões sobre este conteúdo.

Então o principal objetivo deste estudo é verificar o nível de qualidade do sono de indivíduos com sobrepeso e obesos que estejam praticando exercícios físicos pelo menos três vezes na semana.

MATERIAIS E MÉTODOS

Trata-se de um estudo descritivo-exploratório, de abordagem quali-quantitativa que buscou analisar o nível de qualidade do sono de indivíduos sobrepesos e obesos ativos. Esta pesquisa seguiu as normas nacionais e internacionais de coleta de dados.

Foi analisado um grupo de 10 indivíduos, sendo que 4 foram do sexo masculino e 6 do sexo feminino, regularmente matriculados na academia MN Fitness lotada na cidade de Feira de Santana.

Foram considerados elegíveis para fazerem parte deste estudo os alunos, de ambos os sexos, que estavam matriculados em qualquer modalidade da academia e que concordaram em fazer parte da mesma, mediante a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (ANEXO 1).

Os Critérios de exclusão do estudo foram: recusa em participar da pesquisa, desistência de fazer o questionário, e possuir o IMC abaixo de 25. A coleta de dados foi realizada na Sala de Avaliação Física da academia MN Fitness em todos os momentos da pesquisa.

A pesquisa consistiu na aplicação dos questionários (ANEXO 1) e na verificação do peso e da altura e do nível de qualidade de sono. Os questionários foram preenchidos pelos próprios sujeitos com o auxílio do pesquisador e só foram aplicados uma única vez. A verificação do peso e da altura foi realizada na pesquisa após a aplicação do questionário e da escala de sonolência de Epworth (Epworth Sleepiness Scal), que se trata de um questionário de 8 itens graduados de 0 a 3 pontos cada, voltado para a avaliação subjetiva do grau de sonolência (Tabela 2).

A forma de atendimento foi designada como ‘hora de espera’, na qual quem chegasse primeiro teria a preferência. A circunferência do abdômen foi obtida na posição anatômica, paralelamente ao solo, sobre a cicatriz umbilical e a do quadril sobre o trocanter maior (precisão de 0,1 cm), com uma fita metálica inextensível. Eram, então, classificadas a circunferência do abdômen (zona de alerta = 80-88 cm; zona de risco >88 cm) e, o índice abdômen/quadril (IAQ), (>0,90)11 para risco de doenças metabólicas.

RESULTADOS

Resultados dos 10 participantes da pesquisa: 4 apresentaram-se dentro do quadro de obesidade e 6 na situação de sobrepeso ou pré-obeso, de acordo com a classificação do anexo 3. Dos quatro obesos, 2 eram do sexo masculino e 2 do sexo feminino.

Dos 10 participantes, apenas 4 apresentaram sonolência excessiva de acordo com a escala de sonolência de Epworth, sendo que desses 4 indivíduos 50 % eram obesos e 50 % sobrepeso.

GRÁFICO 1 – Comparação dos Índices de massa corpórea (IMC) de um grupo praticante de exercícios físicos regulamente e do nível de sonolência.

Fonte: Autor.

Neste gráfico, pode-se perceber que os indivíduos 6 e 7 são os que possuem os maiores IMC e os indivíduos 1, 4,9 e 10 são aqueles com a maior pontuação para o nível de sonolência, onde se encaixam em uma má qualidade do sono. Avaliando a partir desse gráfico, podemos contatar que a não ouve na pesquisa uma relação de proporção de baixa qualidade de sono e o IMC aumentado.

GRÁFICO 2 – Comparação entre as médias do IMC (Índice de Massa Corporal) e do nível de sonolência.

Fonte: Autor.

Neste gráfico, pode-se observar que a média do IMC encontra-se dentro do quadro de obesidade nível 1, pois de acordo com a TABELA 1 a Obesidade nível 1 vai de 30 a 34,9 e o nível de sonolência encontra-se normal, abaixo dos 10 pontos. Assim, grande parte dos indivíduos pesquisados possui uma boa qualidade do sono, de acordo com o questionário de sonolência.

DISCUSSÃO

Dos 10 participantes pesquisados, 6 encontraram-se no quadro de sobrepeso e 4 no quadro de obesidade. Assim, através dos dados apresentados no gráfico, nota-se que 50% dos obesos apresentaram má qualidade do sono, enquanto dos 6 indivíduos que se encontravam no quadro de sobrepeso 33,33% apresentavam má qualidade do sono.

Uma qualidade de sono desequilibrada está diretamente relacionada com a diminuição da concentração plasmática de leptina, que desempenha um papel importante na regulação da ingestão alimentar. Já o gasto energético, assim como a elevação da concentração plasmática de grelina, está relacionado com a presença de células adipócitos e aumento na massa corporal. (TAHERI et al. 2004)

Já de acordo com Motivala et al. (2009), a restrição de sono, associada à quantidade de compostos alterados de leptina e grelina, excitam o argumento de que um sono de baixa qualidade pode dificultar a regulação endócrina do balanço energético, estimulando assim um acúmulo de massa corporal.

Os distúrbios metabólicos provocados pelas modificações nos horários de sono/vigília estão associados diretamente ao desejo de consumo alimentar, à saciedade e esses aspectos parecem favorecer o aumento do acúmulo de tecido adiposo. Assim sendo, acredita-se que isto se deve a uma desarmonia ou desajuste no relógio biológico, o que prejudicaria a duração e a qualidade do sono e, portanto, modificaria o controle da ingestão alimentar (CRISPIM et al., 2007).

A teoria da reconstrução ou compensatória cita que a condição da atividade anabólica durante o sono é favorecida após alta atividade catabólica durante o período que o indivíduo permanece acordado. Dessa forma, a prática da atividade física poderia estar facilitando o uma melhor qualidade de sono por reduzir as reservas energéticas corporais, através do estimulo anabólico, o que aumentaria a obrigação de dormir para uma possível recuperação, onde o indivíduo precisa se recuperar, sobretudo do sono de ondas lentas (MARTINS et al., 2001).

Segundo McAuley e Rudolph apud. Melo et al. (2005), a prática de atividade física pode favorecer a integridade tanto do cérebro quanto da estrutura cardíaca “cerebrovascular”, pois facilitaria um maior aporte de oxigênio transportado para o cérebro, a síntese e a degradação de neurotransmissores, além de melhorar a pressão arterial equilibrando-a, reduzindo os níveis de colesterol e dos triglicérides, inibindo da agregação plaquetária, o aumento da capacidade funcional e como implicação melhoraria a qualidade de vida.

Algumas hipóteses buscam justificar a melhora da função cognitiva em resposta ao exercício físico, são elas: alterações hormonais (catecolaminas, ACTH e vasopressina); na β-endorfina; na liberação de serotonina, ativação de receptores específicos e diminuição da viscosidade sanguínea.

Estudos mostram que o exercício físico promove melhora no quadro de Apneia Obstrutiva do Sono, o qual promove o aumento do tônus ​​do muscular das vias aéreas. Durante a atividade física, os músculos respiratórios, particularmente o diafragma, trabalham a uma taxa aumentada, isso leva a adaptações metabólicas e estruturais que melhoram a resistência à fadiga. Apesar do fator atividade física não estar relacionado à redução de peso, mostra-se melhora na qualidade do sono (ANDRADE e PEDROSA, 2016). The role of physical exercise in obstructive sleep apnea

De acordo com Mancini e colaboradores (2000), o tratamento da obesidade deve ser enfatizado e definido de acordo com as necessidades individuais, preferencialmente envolvendo uma avaliação e intervenção multidisciplinar e personalizada. Pacientes que seguem planos de alimentação e atividade física individualizados são melhores sucedidos na perda de peso em longo prazo, quando comparados a pacientes que seguem cardápios prescritos pré-estabelecidos. Isto que pode influenciar diretamente na qualidade do sono dos indivíduos pesquisados, já que todos praticavam exercícios físicos regularmente.

Apesar de diversos estudos mostrarem a relação entre obesidade e sono, não se vê uma correlação com a presença da atividade física como fator regulador do sono em obesos e sua utilização como ferramenta para auxiliar o emagrecimento, entretanto neste estudo nota-se que a prática de exercícios físicos pode ter sido um fator importante na regulação do sono dos indivíduos pesquisados, já que o nível de qualidade de sono dos pesquisados sobrepesos e/ou obesos mostrou-se dentro da normalidade, quando o normal seria ter uma qualidade de sono ruim, já que eles possuem excesso de gordura corporal.

CONCLUSÃO

Apesar dos mecanismos não mostrarem uma associação totalmente elucidada entre a qualidade de sono e a redução do peso em indivíduos obesos, sabe-se que as anormalidades hormonais geradas pelas alterações na qualidade de sono entusiasmam o apetite, a saciedade e, consequentemente, o consumo alimentar, o que parece favorecer o aumento da quantidade de tecido adiposo levando a pessoa à obesidade.

Dessa forma, através desta pesquisa, afirma-se que a qualidade do sono pode ter interferência no sobrepeso e na obesidade e que a prática de exercícios físicos pode ser um fator regulador da qualidade do sono. Mas só através de novos estudos realizados, com um controle mais rigoroso das variáveis, com um número maior de participantes e com um tempo mais prolongado de pesquisa é que se pode esperar resultados com maior credibilidade que possam ser utilizados como a contribuição do controle da do sobrepeso e da obesidade.

REFERÊNCIAS

ABESO – Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. Diretrizes brasileiras de obesidade 2009/2010 / 3. ed. – Itapevi, SP : AC Farmacêutica, 2009.

ANDRADE, Flávio Maciel Dias de; PEDROSA, Rodrigo Pinto. The role of physical exercise in obstructive sleep apnea. J. Bras. Pneumol. Vol.42. Nº. 6 . São Paulo. Nov./Dec. 2016. http://dx.doi.org/10.1590/s1806-37562016000000156

CHOPRA, Mickey; GALBRAITH, Sarah; DARNTON-HILL, Ian. A global response to a global problem: the epidemic of overnutrition. Bull World Health Organ 2002; 80(12): 952- 958.

FETT, Carlos Alexandre; Fett Rezende, Waléria Christiane; Marchini, Júlio Sérgio; Ribeiro, Rosane Pilot Pessa. Estilo de vida e fatores de risco associados ao aumento da gordura corporal de mulheres. Ciência & Saúde Coletiva, 15(1): 131-140, 2010.

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KNUTSON, K. L.; VAN CAUTER, E. Associations between sleep loss and increased risk of obesity and diabetes. Annals of the New York Academy of Sciences, v. 1129, p. 287-304, 2008.

LIMA, Waldecir Paula. Lipídios e Exercício: aspectos fisiológicos e do treinamento. São Paulo: Ed. Phort, 2009.

MACHADOA, Paula Aballo Nunes e SICHIERIB, Rosely. Relação cintura-quadril e fatores de dieta em adultos. São Paulo: Ver. Saúde Pública, 2002; 36(2): 198-204.

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MARTINS, Paulo José Forcina; MELLO, Marco Túlio de; TUFIK, Sergio; Exercício e sono. Rev Bras Med Esporte. Vol.7. no.1. Niterói,  2001.

MCAULEY E; RUDOLPH D. Physical activity, aging, and psychological well-being. JAging Phys Act 1995;3:67-96.

MELLO, Marco Túlio de; BOSCOLO, Rita Aurélia; ESTEVES, Andream Maculano; TUFIK Sergio. O Exercício Físico e os Aspectos Psicobiológicos, Rev Bras Med Esporte _ Vol. 11, Nº 3 – Mai/Jun, 2005.

MELLO, MT; FERNANDEZ AC, Tufik S. Levantamento epidemiológico da prática de atividade física na cidade de São Paulo. Rev Bras Med Esporte 2000;6:119-24.

MOTIVALA, S. J. et al.. Nocturnal levels of ghrelin and leptin and sleep in chronic insomnia. Psychoneuroendocrinology, v. 34, p. 540-545, 2009.

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PEREIRA, Mauricio Gomes; Epidemiologia: teoria e prática. 5 edição, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.

SANTOS, Débora Martins dos; SICHIERI, Rosely. Índice de massa corporal e indicadores antropométricos de adiposidade em idosos. Revista Saúde Pública, 39(2): p.163-168; 2005.

SOAR, Claudia; Vasconcelos Francisco de Assis Guedes de; Assis Maria Alice Altenburg de. A relação cintura quadril e o perímetro da cintura associados ao índice de massa corporal em estudo com escolares. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 20(6):1609-1616, nov-dez, 2004.

TAHERI, S. et al.. Short sleep duration is associated with reduced leptin, elevated ghrelin, and increased body mass index. Plos Medicine, v. 1, n. 3, p. 210-217, 2004.

THOMAS, Jerry R.; NELSON, Jack K. Métodos de pesquisa em atividade física, 3 ed., Porto Alegre: Artmed, 2002.

ANEXO 1

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

Prezado Aluno,

Estamos lhe convidando a participar de um estudo sobre os “NÍVEL DE QUALIDADE DE SONO DE INDÍVIDUOS OBESOS E OU SOBREPESO PRATICANTES DE EXERCÍCIO FÍSICO ”, tendo como responsável o Prof. Dario da Silva Monte Nero.

Dessa forma, comunico ao senhor, que deverá optar em fornecer informações respondendo questionários que terão perguntas direcionadas ao estudo além de preencher uma ficha sobre o histórico de saúde, estes conterão dados como: idade, nome, área de atuação e outros aspectos pessoais.

Este estudo pretende seguir os princípios éticos de pesquisas envolvendo seres humanos, evitando danos/ agravos aos sujeitos envolvidos na pesquisa.

Caso o senhor, se sinta constrangido a responder alguma pergunta, terá o livre arbítrio de não participar da pesquisa. E caso não sinta nenhum constrangimento em revelar seus dados, respondidos, estas informações serão mantidas em absoluto sigilo.

Durante a pesquisa o senhor será submetido à verificação da circunferência: abdominal, do quadril além da verificação do peso e da estatura, assim se sentir algum incômodo estará livre para interromper tais verificações e desistir da pesquisa.

Dessa maneira, o risco deste estudo poderá ser encarado de maneira pessoal, a partir de alguma pergunta que venha a ser considerada mais intima, podendo causar incômodos pessoais. Havendo algum tipo de constrangimento você não precisa responder.

Já os benefícios desta pesquisa poderão ser de extrema importância, para um questionamento social sobre as possibilidades da pratica de exercício físico na qualidade do sono sobre pessoa que estejam acima do peso ou obesas.

Caso o senhor aceite a participar deste estudo irá assinar em duas vias. Uma cópia ficará com o pesquisador e a outra com você.

Feira de Santana (BA), ____/___/______.

Assinatura do Sujeito do Estudo

Acadêmico Dario da Silva Monte Nero

Pesquisador

UEFS, BR 116 Norte, K16, Campus Universitário, Universidade Aberta a Terceira Idade – UATI, CAU II

Tel: 75 3224-8228

ANEXO 2

ESCALA DE SONOLÊNCIA DE EPWORTH

Qual possibilidade de você cochilar ou adormecer nas seguintes situações?

Situações Chance de cochilar – 0 a 3
1. Sentado e lendo
2. Vendo televisão
3. Sentado em lugar público sem atividades como sala de espera, cinema, teatro, igreja
4. Como passageiro de carro, trem ou metro andando por 1 hora sem parar
5. Deitado para descansar a tarde
6. Sentado e conversando com alguém
7. Sentado após uma refeição sem álcool
8. No carro parado por alguns minutos
TOTAL

Johns MW. A New Method for Measuring Daytime Sleepiness: The Epworth Sleepiness Scale. Sleep 1991;14:540-5.

0 – nenhuma chance de cochilar

1 – pequena chance de cochilar

2 – moderada chance de cochilar

3 – alta chance de cochilar

Dez ou mais pontos – sonolência excessiva que deve ser investigada

ANEXO 3

CLASSIFICAÇÃO DE PESO PELO IMC
Classificação IMC (kg/m) Risco de comorbidades
Baixo peso <18,5 Baixo
Peso Normal 18,5-24,9 Médio
Sobrepeso ≥25
Pré Obeso 25,0 a 29,9 Aumentado
Obeso I 30,0 a 34,9 Moderado
ObesoII 35,0 a 39,9 Grave
Obeso III ≥ 40,0 Muito grave

Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. 2009.

[1] Mestrado em Gestão Social e Políticas Públicas – UFRB, Especialização em Bases Nutricionais Da Atividade Física- UGF, Especialização em Obesidade E Emagrecimento – UGF, Especialização em Fisiologia Do Exercício – Prescrição Do Exercício- UGF, Graduação em Licenciatura Plena em Educação Física – UEFS.

[2] Doutorado em Ciências (Biologia Celular e Tecidual); Mestrado em Ciências (Biologia Celular e Tecidual).

Enviado: Agosto, 2019.

Aprovado: Outubro, 2019.

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