O aleitamento materno como forma de prevenção ao câncer de mama

0
912
DOI: ESTE ARTIGO AINDA NÃO POSSUI DOI SOLICITAR AGORA!
PDF

BRITO, João Carlos Dornelas [1]

BRITO, João Carlos Dornelas. O aleitamento materno como forma de prevenção ao câncer de mama. RevistaCientífica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 08, Vol. 14, pp. 61-81, Agosto de 2018. ISSN:2448-0959

Resumo

O câncer de mama é um problema de saúde pública e o controle depende de políticas públicas e envolvimento da sociedade. Desde o seu “descobrimento”, esta doença vem sendo estudada com vistas a buscar sua prevenção, seu tratamento e controle. Este estudo que teve como objetivo verificar a relação da amamentação como fator protetor ao câncer de mama. Para alcançar o objetivo foi realizada revisão bibliográfica sobre perfil do câncer de mama no Brasil e as medidas de prevenção, bem como da amamentação como fator de prevenção do câncer de mama e a educação em saúde: amamentação e as medidas de prevenção contra o câncer de mama. Estudo com abordagem qualitativa dos dados mediante a utilização de artigos científicos disponíveis na Lilacs, na PubMed, Scielo, Google Acadêmico e nos documentos e normas relacionados ao tema do Ministério da Saúde. Pode-se comprovar a relação preventiva da amamentação contra câncer de mama nas mulheres.

Palavras-chave: Câncer de mama, Fatores de risco, Amamentação, Prevenção.

Introdução

O câncer de mama é um problema de saúde pública e o controle depende de políticas públicas e envolvimento da sociedade. Desde o seu “descobrimento”, esta doença vem sendo estudada com vistas a buscar sua prevenção, seu tratamento e controle. Estudos comprovam a relação preventiva da amamentação contra câncer de mama nas mulheres.

Não é de hoje que mulheres, principalmente, as ditas “moderna” tem se deparado com a falta de tempo para justificar o descontínuo da amamentação pelo período recomendado de 6 a 12 meses, tornando-se mais propícia ao desenvolvimento do câncer de mama. É pensando nisso que este trabalho tem a finalidade demonstrar os benefícios e a importância da amamentação como forma de prevenção contra o câncer de mama na mulher. Também vem para incentivar um maior número de mulheres a pratica desse ato. Busca também prestar contribuição social e acadêmica para a enfermagem no atendimento e estimulo ao aleitamento materno, bem como à adoção de medidas preventivas contra o câncer.

O aleitamento materno é considerado como forma de prevenção ao câncer de mama? Estudos concretos têm difundido que a cultura do aleitamento materno tem ajudado significada mente na prevenção e controle das células propícias a se desenvolverem cancerígenas.

Este trabalho tem como objetivo identificar se o aleitamento materno é considerado como forma de prevenção ao Câncer de Mama, dando ênfase em: descrever sobre o câncer de mama e as medidas de prevenção, identificar os benefícios do aleitamento materno para a mulher, revisar as evidências sobre a importância da amamentação e a relação desse ato com a prevenção do câncer de mama, avaliar a importância da divulgação de informações sobre a amamentação e as medidas de prevenção contra a doença.

A orientação metodológica utilizada para este trabalho está amparada no diálogo entre as pesquisas qualitativas e quantitativas através de uma revisão bibliográfica. Por isso, ela fundamenta-se em um estudo qualitativo, que busca verificar se o aleitamento materno é uma forma de prevenção ao câncer de mama. Será aplicada as seguintes palavras-chave para as revisões bibliográficas: aleitamento materno, câncer de mama e prevenção. A busca foi realizada nas bibliotecas virtuais Sistema Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Lilacs), na National Center for Biotechnology Information, U.S. National Library of Medicine (PubMed), Scientific Electronic Library (Scielo), Google Acadêmico e nos documentos e normas relacionados ao tema do Ministério da Saúde. A partir dos dados coletados, considerando a revisão da literatura mais recente acerca da problemática, que será apresentada em capítulos, sendo sistematizados em categorias de modo a organizá-los para análise. O primeiro capitulo traz Perfil do Câncer de Mama no Brasil e as Medidas de Prevenção O referido trabalho se justifica por considerar “O câncer lidera as causas de mortes no mundo e, entre mulheres o tumor da mama é o mais prevalente inclusive no Brasil” (BARDUCHI, CHAVAGLIA, GOLDMAN, 2015, p.233).

Nesta perspectiva, este trabalho encontra-se dividido em capítulos que busca apresentar o perfil do câncer de mama no Brasil e as medidas de prevenção e, bem como da amamentação como fator de prevenção do câncer de mama e a educação em saúde: amamentação e as medidas de prevenção contra o câncer de mama.

1- perfil do câncer de mama no Brasil e as medidas de prevenção

O câncer de mama e uma alteração genética nas mamas onde ocorre, uma mutação entre os genes BRCA 1 e BRCA 2 (Genes supressores do Câncer de Mama), tanto nos ductos mamários quanto nos glóbulos mamários. Com essa alteração genética um conjunto de células da mama começam a se dividir descontroladamente se transformando em um tumor. O número desse tipo de câncer vem aumentado de maneira consideravelmente em todo o mundo onde tem se tornado um problema de saúde pública mundial. “Dentre os diferentes tipos de câncer o câncer de mama apresenta-se como um grave problema de saúde pública. É o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o primeiro na população feminina” (BATISTON, et al., 2011, p. 164).

“Para a prevenção e detecção precoce há a necessidade de que os profissionais de saúde atuem no rastreamento do mesmo e que considerem os fatores de risco ligados ao câncer de mama” (GRADIM, et al., 2011, p. 359). Está doença apresenta várias causas. Diversos fatores de risco favorecem seu desenvolvimento. Os grupos mais comuns de adquirirem o câncer de mama são aqueles: com histórico familiar da doença; com maus hábitos alimentares o consumo excessivo de gorduras; os fumantes; os submetidos a tratamento medicamentoso como reposição hormonal na menopausa; assim como aquelas que não amamentam.

Esse tipo de câncer não é muito comum antes dos 35 anos de idade ele costuma aparecer em mulheres de 45 a 65 anos de idade. Por isso e muito importante o rastreamento com os exames de autoexame das mamas USG (ultrassonografia da mama) e mamografia que é realizada a partir dos 45 anos de idade com a repetição anual até os 54 anos depois passa a ser feito a cada 2 anos.

[…] os resultados de ensaios clínicos randomizados sugerem, que quando a mamografia é ofertada as mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos com cobertura igual ou superior a 70% da população-alvo é possível reduzir a mortalidade por câncer de mama em 15% a 25% (BRASIL, 2013, p.91).

[…] A mamografia é um exame que tem indicações para o rastreamento do câncer de mama sendo utilizado de forma correta, é um exame que pode detectar lesões muito pequenas, muitas vezes ainda não palpáveis. E pode, com isso, trazer essas mulheres para um tratamento precoce, tendo maior sucesso no tratamento. Ou seja, a cura de uma doença potencialmente grave (BRASIL, 2016, p.22).

Os sintomas mais comuns do câncer de mama são nódulos nas mamas ou axilas, dor na mama onde está localizado o nódulo, alterações na pele com abaulamentos ou retrações com aspecto semelhante a casca de laranja essas alterações na pele e muito comum quando o câncer já está em estágio avançado também nesse estágio pode haver saída de secreções amareladas ou acinzentadas nos mamilos.

Segundo consta no manual de saúde da mulher do Ministério da Saúde:

[…] há vários tipos de câncer de mama. Alguns se desenvolvem rapidamente e outros não. A maioria dos casos tem boa resposta ao tratamento, principalmente quando diagnosticado e tratado no início (BRASIL, 2014, p. 329).

[…] Políticas públicas nessa área vêm sendo desenvolvidas no Brasil desde meados dos anos 1980 e foram impulsionadas pelo Programa Viva Mulher, em 1998. O controle do câncer de mama foi afirmado como prioridade na Política Nacional de Atenção Oncológica em 2005, e no Pacto pela Saúde, em 2006 (BRASIL, 2008, p. 130).

Em meados dos anos de 1980 começaram a ser criadas medidas de Políticas Públicas no Brasil para o controle do câncer de mama. Nesta mesma década tem como marco histórico, a criação do Programa Nacional de assistência integral a mulher (1984), que tinha como finalidade o cuidado mais amplo à mulher para mais além do tradicional cuidado com a gestante

O sistema Único de Saúde deve estar orientado e capacitado para a atenção integral a saúde da mulher, numa perspectiva que contemple a promoção da saúde, as necessidades de saúde da população feminina, o controle de patologias mais prevalentes nesse grupo e a garantia do direito à saúde (BRASIL, 2004).

Nesta perspectiva será abordada a política de saúde para a prevenção desta doença.

1.1.1 – Prevenção e controle do câncer de mama

Em 1986 foi criado o Pró-Onco – Programa de Oncologia do INCA- Instituto Nacional do Câncer e Ministério da Saúde com intuito da substituição da extinta Campanha Nacional do Câncer. Em 1990, o programa teve uma extensão para a coordenação de programas de controle ao câncer. Sua principal função era a busca de informações aos Cânceres mais incidentes, dentre eles o de Mama.

Outras iniciativas também foram adotadas com o intuito da prevenção do câncer de mama, a saber: o pacto pela saúde, em 2006, teve a pactuação de indicadores na elaboração de metas nos estados e municípios para que houvesse melhoria nas ações prioritárias da agenda sanitária Nacional. Em abril de 2009 o INCA promoveu um encontro internacional entre o Ministério da Saúde e as Secretarias Estaduais de Saúde para conhecer um movimento organizado por mulheres e instituições ligadas ao controle do câncer para o conhecimento bem-sucedidos de programas criados para o combate ao câncer na Europa, Canadá e Chile. Com isso foi recomendado a criação de programas que pudessem fazer o rastreamento do Câncer de Mama.

Em 2008 o Ministério da Saúde cria um programa chamado Mais Saúde com o intuito de ofertar mamografias as mulheres em 2009. Desta forma, foi implementado o SISMAMA (Sistema de Informação do Câncer de Mama). Foi definido então um programa com parâmetros técnicos para o rastreamento do câncer de mama e as recomendações para a redução da mortalidade do câncer de mama no Brasil.

O SISMAMA tem como objetivo reduzir os fatores de risco diminuir a mortalidade e melhorar a qualidade de vida da mulher diagnosticada com câncer de mama.

Como consta no manual de saúde da mulher do Ministério da Saúde:

[…] A prevenção primária do câncer de mama está relacionada ao controle dos fatores de risco reconhecidos. Os fatores hereditários e os relacionados ao ciclo reprodutivo da mulher não são, em princípio, passíveis de mudança, porém fatores relacionados ao estilo de vida como obesidade pós- -menopausa, sedentarismo, consumo excessivo de álcool e terapia de reposição hormonal podem ser modificáveis. Estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de ter câncer de mama (BRASIL, 2009, p. 07).

As ações adotadas para a prevenção e controle do câncer possibilitaram a realização de estudos em várias partes do mundo que demonstram a importância do exame, diagnóstico e tratamento, assim como puderam descrever e fortalecer a evidência de que a amamentação está relacionada como fator protetor ao câncer de mama. A mulher que não amamenta tem 25% de chance de desenvolver câncer de mama, já a que amamenta tem 2,7%. O Ministério da Saúde preconiza como prevenção o aleitamento materno exclusivo para as crianças até seis meses de idade e reforça que o aleitamento materno tem uma grande eficácia no controle contra o câncer de mama.

Além de proteção contra o câncer de mama e diabetes tipo 2, tem sido atribuído o aleitamento materno proteção contra as seguintes doenças na mulher que amamenta: câncer de ovário, câncer de útero, hipercolesterolemia, hipertensão, doença coronariana, obesidade, doença metabólica (BRASIL, 2015, p. 22-23).

Amamentar por pelo menos um ano reduz os riscos de desenvolver o câncer de mama em 48%, sendo que os doze meses de amamentação não precisam ser contínuos – amamentar dois bebês durante seis meses por exemplo teria o mesmo efeito na saúde das mães (GRADIM, et al.,2011).

Uma revisão de 47 estudos realizados em 30 países envolvendo cerca de 50 mil mulheres com câncer de mama e 97 mil controles sugere que o aleitamento materno pode ser responsável por 2 / 3 da redução estimada no câncer de mama (REA, 2004). Neste cenário, vale destacar o papel do profissional de enfermagem para o incentivo do aleitamento materno e sua atuação para o fortalecimento das medidas de prevenção contra o câncer de mama.

1.2.1- Atuação do profissional de enfermagem nas medidas de prevenção do câncer de mama.

O profissional de enfermagem tem um papel fundamental na detecção e controle do câncer de mama. Dentro da atenção básica o enfermeiro deve desde o pré-natal, ao exame citopatológico orientar a paciente sobre esta doença que tem acometido milhares de mulheres em todo o mundo.

O câncer de mama é uma patologia que cresce consideravelmente, atingindo cada vez mais pessoas no mundo. Sendo o enfermeiro um profissional de saúde de papel primordial na atenção básica e na prevenção de doenças, faz-se necessário conhecer sua atuação referente a esta patologia (RODRIGUES, et al., 2012).

O enfermeiro deve realizar suas consultas de enfermagem enfatizando a mulher a necessidade do rastreamento e controle do câncer de mama e as formas de prevenção do câncer, abordando em palestras as gestantes a importância da amamentação para o controle desta doença, ou em consultas para a coleta do exame preventivo buscando casos de câncer na família e quais foram, orientando sobre uma alimentação adequada sobre a importância de uma atividade física ensinando a paciente a fazer com frequência o auto exame das mamas e caso encontre um nódulo procurar um serviço de atenção à saúde.

A enfermagem são atribuídas as seguintes ações: realizar atendimento integral às mulheres; realizar consulta de enfermagem (coleta de exame preventivo e exame clínico das mamas, solicitar exames complementares e prescrever medicações, conforme protocolo ou outras normativas técnicas estabelecidas pelo gestor municipal, observadas as disposições legais da profissão); realizar atenção domiciliar, quando necessário; manter a disponibilidade de suprimentos; coordenar e supervisionar o trabalho dos agentes comunitários de saúde e da equipe de enfermagem (CAVALCANTE, et al., 2013).

A enfermagem tem o papel fundamental em ações tanto educativas quanto preventivas no controle do câncer de mama, onde deve- se divulgar conhecimentos e métodos de prevenção de controle a esta doença, orientar sobre os fatores de risco, incentivar sobre as mudanças de hábitos como alimentares e sedentários, quando se tem uma abordagem prática feita de forma adequada facilitam o conhecimento prévio das mulheres na detecção precoce do câncer e acaba estimulando o autocuidado.

O enfermeiro é o profissional que mais está próximo à mulher no período de gestação, e tem grande importância nos programas de educação em saúde, durante o pré-natal. O enfermeiro deve aconselhar a gestante para a promoção do aleitamento materno, de forma que no pós-parto a adaptação da puérpera ao aleitamento materno seja facilitada, evitando as dúvidas as dificuldades e complicações. O papel do enfermeiro é de grande importância na introdução do aleitamento materno. O profissional deve educar a gestante sobre a importância da amamentação já nos primeiros meses de gestação. O aleitamento materno é um assunto de saúde pública sendo indispensável a função do enfermeiro em desempenhar a proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno, com o objetivo de diminuir o desmame precoce e aumentar o tempo de duração da amamentação (CRUZ, et al., 2009).

Quando uma mulher faz o auto- exame das mamas, e ao realiza-lo encontra um nódulo em uma de suas mamas logo o sentimento de medo e desespero começa a atormenta-la. As vezes pode não ser nada grave ou até mesmo ser, mais normalmente ela pensará no pior.

“Segundo Ferreira (1993) medo é um sentimento de viva inquietação ante a noção do perigo real ou imaginário, de ameaça, pavor, temor e receio.”

“O medo do diagnóstico de câncer torna -se ameaçador, originando assim reações emocionais que provocarão mudanças no âmbito biológico, mental e social” (REGIS & SIMÕES, 2005, p.84).

Para algumas mulheres a descoberta de um nódulo ou tumor na mama e o fim a “morte”, para outras pode ser um alivio que logo poderão começar seu tratamento tanto cirúrgico ou medicamentoso e ter uma nova chance de sobrevivência. Para essas que se veem a frente do câncer como um problema são o tipo de paciente que requer total atenção tanto dos profissionais de enfermagem e da equipe multidisciplinar que são pacientes fragilizadas com a auto estima baixa onde não veem mais a chance da sobrevivência.

A mulher diagnosticada com câncer de mama, na maioria das vezes terá em si o sentimento de negação que poderá ser uma forma de defesa aparentemente, isto ocorre por ela está fragilizada, e também por se encontrar vulnerável.

Na maioria das vezes quando a paciente se depara com o câncer de mama ela normalmente se sente constrangida pelo fato de saber que ela irá se submeter a uma mastectomia parcial ou total, a um tratamento quimioterápico e nesse momento que a grande maioria delas entra em depressão por se sentir mutilada.

Algumas dessas mulheres que se submetem a uma mastectomia elas se auto rejeitam e mudam seu comportamento como não olhar mais para seu próprio corpo, esconder o procedimento cirúrgico dela mesma e de todos. Nessas horas ocorrem a rejeição dos parceiros, não se tocam e até mudam seu estilo de vida se isolando com o convívio entre familiares e a sociedade.

[…] A aparência, o visual nos é repassado em nossa cultura como o belo, o estar bonito, elegante, sentir-se bem. É percebida nas mulheres uma preocupação em relação a sua imagem onde algumas delas deixam de se olhar no espelho, de se tocar, ficando muitas vezes com vergonha das outras pessoas.

(FUNGUETTO, et al., 2003, p.245).

Cabe a enfermagem entender as questões psicossociais envolvidas ao câncer de mama na vida dessas pacientes, o enfermeiro deve avaliar assistir a mulher de forma adequada a necessidade que ela precisa naquele momento. Nessas horas a equipe de enfermagem não deverá mais olhar a paciente como uma doente e sim de uma forma holística tentando compreender sua história, medos, aflições e angustias.

A enfermagem e como um processo interpessoal entre dois seres humanos onde um fornece seus conflitos e o outro fornece ajuda. Sendo necessário compreender questionar, estimular e assim ambos ajudar um ao outro.

Quando se tem um a equipe de enfermagem que olha o paciente com a forma de um todo logo se detecta que aquela paciente recém mastectomisada ou recém diagnosticada está apresentando sintomas de auto rejeição ou até mesmo de depressão é necessário que se faça o pedido para grupos de autoajuda onde terá outras mulheres que estão passando pelo mesmo acontecimento.

Desta forma a paciente verá que ela não é a única mulher que está passando por aquele momento difícil em sua vida. Alguns estudos comprovam que pacientes recém diagnosticadas com câncer de mama que participam de grupos como: musicoterapia, yoga, terapia ocupacional, reuniões em grupos voltados ao câncer de mama onde elas trocam experiências entre si ajuda bastante na aceitação da doença e também a mulher terá motivação de lutar contra.

É pesando nessa temática que no próximo capitulo irá tratar a amamentação como fator protetor de prevenção ao câncer de mama.

2- Amamentação com fator de prevenção do câncer de mama.

Muitas são as evidencias sobre a relação entre câncer de mama e amamentação. O aleitamento materno representa uma das prioridades do Ministério da saúde, no que diz respeito à redução da mortalidade infantil, sendo a forma mais segura e efetiva para proporcionar o crescimento e desenvolvimento adequado da criança até o sexto mês de vida. Também essa prática traz benefícios para a mãe, a exemplo na prevenção de doenças. É nessa perspectiva que o aleitamento materno será tratado aqui.

“O aleitamento materno é a mais sábia estratégia natural de vínculo, afeto, proteção e nutrição para a criança e constitui a mais sensível, econômica e eficaz intervenção para redução da morbimortalidade infantil” (BRASIL, 2015, p.7).

A Organização mundial da Saúde (OMS-2007) classifica aleitamento materno como: aleitamento materno exclusivo, ou seja, quando a criança recebe exclusivamente leite materno, direto da mama ou ordenhado, ou leite humano de outra fonte, sem outros líquidos ou sólidos, com exceção de gotas ou xaropes contendo vitaminas, sais de reidratação oral, suplementos minerais ou medicamentos; aleitamento materno predominante, quando a criança recebe, além do leite materno, água ou bebidas à base de água; aleitamento materno complementado, quando a criança recebe além do leite materno, qualquer alimento sólido ou semissólido com a finalidade de complementá-lo, e não de substituí-lo, e aleitamento materno misto ou parcial, quando a criança recebe leite materno e outros tipos de leite.

De acordo com o Ministério da Saúde (2009):

[…] amamentar é muito mais do que nutrir a criança. É um processo que envolve interação profunda entre a mãe e o filho, com repercussões no estado nutricional da criança em sua habilidade de se defender de infecções em sua fisiologia e no seu desenvolvimento cognitivo e emocional, e em sua saúde no longo prazo além de ter implicações na saúde física e psíquica da mãe (BRASIL, 2009, p.12).

O contato pele a pele entre a mãe e o bebê desencadeia uma série de funções hormonais importantes, além de estar estimulando o nervo vago a uma excelente liberação de ocitocina no organismo da mãe, hormônio responsável pela ejeção e saída do leite materno. A mãe que oferta o aleitamento materno nas primeiras horas de nascimento da criança está prevenindo a mortalidade neonatal. Alguns estudos nos comprovam que se toda amamentação fosse ofertada na primeira hora de vida do neonato, a mortalidade neonatal seria prevenida em cerca de 22,3% dos casos registrados. “O colostro acelera a maturação do epitélio intestinal e protege contra agentes patogênicos” (TOMA & REA, 2015, p. 237).

Para Toma e Rea (2015):

[…] os principais achados apontam que a amamentação precoce pode levar a uma considerável redução da mortalidade neonatal. Essa mortalidade por todas as causas poderia ser reduzida em 16,3% se todas as crianças iniciassem a amamentação no primeiro dia de vida, e em 22,3% se a amamentação ocorresse na primeira hora (TOMA & REA, 2015, p.178).

Há forte evidencia de que o aleitamento materno oferta benefícios tanto para a mãe como para a criança. O movimento de sucção que a criança faz na hora da amamentação para a retirada do leite da mama é muito importante para o desenvolvimento da cavidade oral, propiciando um melhor desenvolvimento do palato duro. Previne também contra infecções respiratórias. A criança de 3-4 meses que recebe somente aleitamento exclusivo, sem nenhum outro tipo de acompanhamento de alimentos, apresentam menor morbidade por diarreia do que aquelas que recebem alimentos complementares junto com aleitamento materno.

“Bebês amamentados exclusivamente apresentaram menor morbidade por diarreia em comparação com aqueles que receberam aleitamento materno junto com alimentos complementares aos 3-4 meses” (TOMA & REA, 2008).

A mulher que amamenta, faz com que os níveis de estrógeno e progesterona decaiam e aumente o de prolactina para a fabricação do leite. Com isso ela estimula a glândula mamária, o que ajuda a prevenir contra o câncer de mama. O aleitamento materno, como já evidenciado em vários estudos, é uma forma muito eficiente para a prevenção contra o câncer mamário.

[…] Sobre a proteção contra câncer de mama, recentemente foram avaliados 256 casos comparados a 536 controles em Israel; os resultados mostraram que mulheres judias com duração mais curta de amamentação, início tardio da primeira mamada e percepção de “leite insuficiente” apresentaram maiores riscos de ter câncer de mama

(TOMA & REA, 2008, p.249).

Um estudo realizado na Islândia, envolvendo 993 casos de câncer de mama e 9.729 controles, mostrou uma relação dose-resposta entre número de meses de amamentação e menos chance de câncer de mama no grupo etário mais jovem (menores de 40 anos), porém não nos demais (REA, 2004, p.249).

A mulher que não amamenta tem 25% de chances de adquirir câncer mais tarde. Quando a que amamenta, os níveis de estrógeno têm como tendência a diminuírem em seu organismo; já quando não amamenta esses níveis aumentam fazendo com que as mamas sofram mutações genéticas. Com a amamentação a mulher está estimulando as glândulas mamarias e também se auto prevenindo do câncer mamário (BRASIL, 2014, p.06).

Estudos sugere que a amamentação pode ser responsável por 2/3 da redução estimada de câncer de mama (VIEIRA, et al., 2013). Em algumas investigações epidemiológicas, a amamentação também está relacionada como fator de proteção para o câncer de mama (SIMEÃO et al., 2013; SOUZA et al., 2013; VIEIRA et al., 2013). Considerando a amamentação como fator protetor para câncer de mama, conforme descrito, a maioria da amostra (76%) teria proteção para esse fator de risco.

Nessa perspectiva, Giugliani (2000) reforça a importância do aleitamento materno na prevenção do câncer de mama, vale observar as ponderações de que colabora dizendo:

 

[…] O aleitamento materno também contribui para a saúde da mulher, protegendo contra o câncer de mama e de ovário, ampliando o espaçamento entre os partos. A eficácia da lactação como anticoncepcional é de 98% nos primeiros 6 meses após o parto, desde que a amamentação seja exclusiva ou predominante e que a mãe se mantenha amenorreica. Outra vantagem para a saúde da mulher que amamenta é a involução uterina mais rápida, com consequente diminuição do sangramento pós-parto e de anemia (GIUGLIANI, 2000, p. 3).

Moura et. al. (1999) reforça que:

[…] o efeito protetor da mama contra o câncer está relacionado as funções imunológicas, onde os macrófagos presentes no leite promovem a destruição das células neoplásicas. O AM pode ser responsável pela redução do câncer de mama, quanto mais demorado for o período de amamentação mais proteção se terá (MOURA, et al., 1999, p.99).

Também, estudo de revisão de 47 evidencias realizados em 30 países, com uma amostra de cerca de 50 mil mulheres com câncer de mama e 97 mil controles sugere que o aleitamento materno pode ser responsável por 2/3 da redução estimada no câncer de mama, como descreve. A amamentação foi tanto mais protetora quanto mais prolongada: o risco relativo de ter câncer decresceu 4,3% a cada 12 meses de duração da amamentação, independentemente da origem das mulheres (países desenvolvidos versus não-desenvolvidos), idade, etnia, presença ou não de menopausa e número de filhos. Estimou-se que a incidência de cânceres de mama nos países desenvolvidos seria reduzida a mais da metade (de 6,3 para 2,7%) se as mulheres amamentassem por mais tempo.

A amamentação gera inúmeros benefícios para a saúde da mãe e do bebê. A prevenção do câncer de mama é um deles. O risco de contrair a doença diminui 4,3% a cada 12 meses de duração de amamentação.

Já está bem estabelecida a associação entre aleitamento materno e redução na prevalência de câncer de mama. Estima-se que o risco de contrair a doença diminua 4,3% a cada 12 meses de duração de amamentação (COLLABORATIVE GROUP ON HORMONAL FACTORS IN BREAST CANCER, 2002). Essa proteção independe de idade, etnia, paridade e presença ou não de menopausa (BRASIL, 2015).

O aleitamento materno durante muitos anos ficou centrado nos benefícios que essa prática era benéfica para a saúde da criança, dando a criança criação de anticorpos prevenção contra algumas patologias. Posteriormente começou-se a estudar mais afundo quais seriam os benefícios que essa prática de amamentar poderia está trazendo a saúde da mulher.

Com isso foi descoberto que além de prevenir contra episódios de hemorragia pôs parto e acelerar o processo de involução uterina e diminuir os riscos de anemia nesta fase a amamentação é benéfica para a redução do câncer de mama pois ela induz o amadurecimento das glândulas mamarias tornando as células mais estáveis e menos suscetíveis ao desenvolvimento do câncer.

[…] segundo o editor científico da Revista Brasileira de Cancerologia, Ronaldo Corrêa, vários estudos realizados nos últimos 30 anos mostram a associação entre a amamentação e a prevenção do câncer de mama. “Existe uma correlação linear entre o tempo da amamentação e o grau de proteção. Ou seja, quanto mais a mulher amamenta e por mais tempo – se ela teve dois, três partos, e nesses partos ela amamentou durante muito tempo – menor o risco, em comparação com mulheres que não tiveram tantos partos e não amamentaram por tanto tempo”, afirma. (BRASIL, 2017, p.09).

O aleitamento materno tem contribuído na proteção da saúde da criança e como as evidencias demonstram também deve ser considerado como fator protetor para a prevenção do câncer de mama quando exclusivo e por tempo prolongado.

No próximo capítulo será abordado a importância da educação em saúde para o fortalecimento do aleitamento materno e sua importância, bem como as medidas de prevenção a serem adotadas contra o câncer de mama

3- Educação em saúde: amamentação e as medidas de prevenção contra o câncer de mama.

A promoção do aleitamento materno deve ser vista como uma ação prioritária para a melhoria da saúde e a qualidade de vida tanto na saúde da mulher quanto na saúde da criança, proporcionando as mães desde a primeira consulta de pré-natal qual a importância que o aleitamento materno pode propiciar a sua vida e a vida da criança que está por vim.

Nesta perspectiva a mãe quando orientada quais os benefícios o aleitamento pode proporcionar para a vida de seu filho e para a vida dela dificilmente teremos mulheres que irão optar por não amamentar. É fundamental que seja feita a conscientização do aleitamento materno informando a gestante que além dela está criando elos de afeto com seu bebê ela estará criando uma vantajosa redução de no futuro está adquirindo um Câncer de Mama.

[…] Há muito tempo o aleitamento materno deixou de ser visto como um ato natural, fisiológico. Hoje em dia, na nossa sociedade, as mulheres que amamentam não o fazem por necessidade ou tradição. Elas optam pela amamentação. As crianças, no entanto, não podem optar, muito embora elas tenham o direito de sobreviver, de crescer sadias física e mentalmente e de ter uma boa qualidade de vida. Elas têm o direito de ser amamentadas. Cabe a nós, profissionais de saúde, ajudar na luta pelos direitos das crianças e fazer, muitas vezes, o papel de advogado na questão da amamentação. (GIUGLIANI, 2004, p.230).

Com a mulher sendo educada cada vez mais a optar a amamentar do que fazer o uso de leites industrializados juntamente com mamadeira cada vez mais o índice de mulheres amamentando aumenta e com isso a incidência do câncer de mama que ainda é um grande problema de saúde pública tem uma razoável queda. Sem dizer que muitas dessas mulheres começam a perceber que o ato de amamentar se torna muito mais prático.

[…] A Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita que as mudanças observadas nos padrões do aleitamento materno fazem parte do desenvolvimento. Assim, em comunidades tradicionais, praticamente todas as mulheres amamentam. À medida que as sociedades se desenvolvem, as mulheres mais educadas passam a preferir as facilidades da mamadeira, atitude que se difunde gradualmente entre as mulheres de outros estratos sociais, atingindo por último as mais pobres e as residentes em áreas rurais. Continuando no processo de desenvolvimento, são justamente as mulheres mais educadas que passam a valorizar o aleitamento materno, adotando novamente esta prática, que mais uma vez se difunde para todas as camadas. Desta maneira, em países desenvolvidos, as mulheres com melhor nível socioeconômico tendem a amamentar mais, enquanto que, nos países em desenvolvimento, ocorre o inverso. (GIUGLIANI, 2004, p.189).

As ações adotadas para a prevenção e controle do câncer possibilitaram a realização de estudos em várias partes do mundo que puderam descrever e comprovar que a amamentação está relacionada como fator protetor ao câncer de mama. A mulher que não amamenta tem 25% de chance de desenvolver câncer de mama, já a que amamenta tem 2,7%. O ministério da Saúde preconiza como prevenção o aleitamento exclusivo para as crianças até seis meses de idade e reforça que o aleitamento materno tem uma grande eficácia no controle contra o câncer de mama.

[…] A prevenção primária do câncer de mama está relacionada ao controle dos fatores de risco reconhecidos. Os fatores hereditários e os relacionados ao ciclo reprodutivo da mulher não são, em princípio, passiveis de mudança, porém fatores relacionados ao estilo de vida como obesidade pós-menopausa, sedentarismo, consumo excessivo de álcool e terapia de reposição hormonal podem ser modificáveis. Estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível em até 28% o risco de ter câncer de mama (BRASIL, 2009, p. 10).

O aleitamento materno exclusivo, modificações no estilo de vida como: dieta balanceada, atividade física, diminuição no consumo excessivo de bebidas alcoólicas, é uma das formas de prevenção e controle sobre o câncer de mama. Estima-se que as causas mais frequentes do câncer de mama estão relacionada a fatores internos e externos do organismo.

“As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando ambas inter-relacionadas. De todos os casos, 80% a 90% dos cânceres estão associados a fatores ambientais” (BRASIL, 2012, p. 22).

A incidência maior do câncer de mama está relacionada ao envelhecimento que é quando consigo ele traz as mudanças celulares e aumenta a suscetibilidade da transformação maligna ao fato de as células das pessoas idosas terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para o câncer.

O papel da enfermagem neste contexto é de suma importância no encorajamento e na prestação da devida assistência e na educação continuada, concedendo treinamentos no pré-natal, com intenção de prevenir agravos e doenças (CARVALHO et al., 2011, p. 230).

No que se refere as medidas de controle do câncer de mama está previsto no Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT). No Plano, são destacadas as seguintes ações prioritárias:

  1. Rastreamento que busca ampliar o acesso à mamografia de rastreamento para mulheres de 50 a 69 anos.
  2. Qualidade da Mamografia que busca implementar o Programa Nacional de Qualidade em Mamografia.
  3. Diagnóstico Precoce busca estruturar serviços especializados para o diagnóstico das lesões mamárias. Também tem como objetivo garantir o acesso das mulheres com lesões suspeitas ao imediato esclarecimento diagnóstico.
  4. Tratamento Oportuno e de Qualidade, busca expandir e qualificar a rede de tratamento do câncer.
  5. Comunicação e Mobilização social, busca desenvolver estratégias para difundir informações e mobilização social relativas à prevenção e detecção precoce do câncer de mama. Assim como, divulgar à comunidade as ações de promoção, prevenção e cuidados relacionados ao paciente e as informações epidemiológicas sobre câncer.
  6. Capacitação Profissional, qualifica os profissionais de saúde mediante capacitações profissionais da Atenção Básica e Secundária à Saúde para a detecção precoce. Capacita a rede básica para promoção, prevenção e diagnóstico precoce das neoplasias mais prevalentes, agilizando o acesso aos centros de tratamento. Também, qualifica esses profissionais da rede básica para cuidados paliativos e acompanhamento conjunto com os centros de tratamento.
  7. Qualifica os dados produzir informações epidemiológicas, assim como o aperfeiçoamento dos sistemas de informação e vigilância do câncer (BRASIL, 2011, p 20)

Este plano foi atualizado em 12 de maio de 2016.

Nesta linha reforça-se que os enfermeiros e o Ministério da Saúde vêm cumprindo seus papeis no sentido de garantir o acesso, diagnóstico e tratamento precoce para as mulheres brasileiras.

Considerações finais

Através deste estudo, observou-se que o câncer de mama é ainda uma grande disfunção à saúde pública: cada ano seu índice de casos patogênicos aumenta em todo o território nacional e no mundo. É através do acompanhamento que se tem uma grande probabilidade de detectar a doença em seu estágio inicial.

A pesquisa revelou que o papel fundamental do enfermeiro em relação a defesa da amamentação contra o câncer de mama, tem uma grande eficácia na prevenção contra a doença, onde a equipe de enfermagem pode estar promovendo educação em saúde através de consultas e aberturas de pré-natal e de CD, mostrando as clientes os benefícios que o aleitamento materno proporciona para a mãe e a criança. É neste momento onde o profissional enfermeiro trata o aleitamento materno como um aliado contra o câncer de mama.

Acredita-se que a orientação sobre amamentar deve ser realizada pelos profissionais de saúde durante o pré-natal, ensinando a técnica correta da pega, o intervalo entre as mamadas, os direitos trabalhistas e assim também informando os benefícios para a saúde materna e a relação de proteção para o câncer de mama.

As mulheres devem ser orientadas desde jovens a terem noções da importância de realizarem hábitos saudáveis, a fim de estimular a promoção da saúde.

Se os profissionais de saúde colocassem em ação seu papel fundamental na promoção do aleitamento materno, os reflexos e ganhos dos benefícios irão refletir no cotidiano da mãe e do filho por toda a vida, além do serviço de saúde passar a desenvolver o papel promotor de ações ligadas a amamentação.

Referências

Fernanda Barros Rodrigues et al. O papel do enfermeiro na prevenção do câncer de mama em um município do sertão pernambucano: Uma abordagem da prática profissional. Rev. Saúde Coletiva em Debate, Pernambuco, v. 2, n. 1, p. 73-86, 2012. Disponível em: <http://fis.edu.br/revistaenfermagem/artigos/vol02/artigo07.pdf>. Acesso em: 07 set. 2017.

REGIS, M. F. S.; SIMOES, S. M. F. Diagnóstico de Câncer de Mama: Sentimentos e comportamentos e expectativas das mulheres. Revista Eletrônica de Enfermagem. v. 07, n. 1, p. 81-86, 2005. Disponível em: <https://www.fen.ufg.br/fen_revista/revista7_1/pdf/ORIGINAL_08.pdf>. Acesso em: 07 set. 2017.

S. D. A. M. C. et al. Ações do Enfermeiro no rastreamento e Diagnóstico do Câncer de Mama no Brasil. Revista Brasileira de Cancerologia, SÃO PAULO, v. 59, n. 3, p. 459-466, set./set. 2013. Disponível em: <http://www1.inca.gov.br/rbc/n_59/v03/pdf/17-revisao_literatura-acoes-enfermeiro-rastreamento-diagnostico-cancer-mama-brasil.pdf>. Acesso em: 07 set. 2017.

BIBLIOTECA VIRTUAL DE SAÚDE. Câncer de mama: é preciso falar disso. Disponível em: <http://pesquisa.bvsalud.org/bvsms/resource/pt/mis-36679>. Acesso em: 06 mares. 2017.

GUERRA, Maximiliano Ribeiro; GALLO, Cláudia Vitória De Moura; MENDONÇA, Gulnar Azevedo E Silva. Risco de câncer no Brasil: tendências e estudos epidemiológicos mais recentes. Revista Brasileira de Cancerologia, RIO DE JANEIRO, v. 51, n. 3, p. 227-234, mai./mai. 2005. Disponível em: <http://www.inca.gov.br/rbc/n_51/v03/pdf/revisao1.pdf.>. Acesso em: 18 fev. 2017.

BRASIL. INCA – Instituto Nacional do Câncer. Controle nacional do câncer de mama.

NCA. Controle nacional do câncer de mama. Disponível em: <http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/acoes_programas/site/home/nobrasil/programa_controle_cancer_mama>. Acesso em: 08 mar. 2017.

INCA. Incidência do câncer no brasil. Disponível em: <http://www.inca.gov.br/estimativa/2016/>. Acesso em: 21 fev. 2017.

MARINA, Rea. .Os benefícios da amamentação para Saúde da mulher. JORNAL DE PEDIATRIA, RIO DE JANEIRO, v. 80, n. 5, p. 142-145, 200./out. 2017.

MINISTERIO DA SAUDE. Política nacional de atenção integral à saúde da mulher princípios e diretrizes. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nac_atencao_mulher.pdf>. Acesso em: 03 mar. 2017.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Caderno de atenção básica n 23. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_crianca_aleitamento_materno_cab23.pdf>. Acesso em: 03 mar. 2017.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Câncer de mama. Disponível em: <http://www.blog.saude.gov.br/>. Acesso em: 09 out. 2017.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância à Saúde. Departamento de Análise de Situação de Saúde. Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) no Brasil. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2011.

PERDONÁ, Elisabeth Meloni Vieira et al. História reprodutiva e sexual de mulheres tratadas de câncer de mama.. Amamentação: como e por que promover, RIO DE JANEIRO, v. 70, n. 3, p. 138-151, jan./jan. 2004. Disponível em: <http://www.jped.com.br/conteudo/94-70-03-138/port.asp>. Acesso em: 03 out. 2017.

REA, Tereza Setsuko Toma Marina Ferreira. Benefícios da amamentação para a saúde da mulher e da criança: um ensaio sobre as evidências. Cad. Saúde Pública RIO DE JANEIRO, RIO DE JANEIRO, v. 24, n. 2, p. S235-S246, 200./out. 2017. Disponível em: <http://www.ibfan.org.br/documentos/outras/doc-332.pdf>. Acesso em: 21 fev. 2017.

SANTOS, Adriane Pires Batiston Edson Mamoru Tamaki Laís Alves De Souza Mara Lisiane De Moraes Dos. Conhecimento e prática sobre os fatores de risco para o câncer de mama entre mulheres de 40 a 69 anos. Rev. Bras. Saúde Matern. Infant., RECIFE, v. 11, n. 2, p. 163-171, jun./jun. 2011.

SIMEÃO, Fiorelli de A.P. et al. Qualidade de vida em grupos de mulheres acometidas de câncer de mama. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v. 18, n. 3, p. 779-788, mar. 2013. Disponível em: . Acesso em: 16 out. 2013.

GIUGLIANI, E. R. J.O aleitamento materno na prática clínica. Jornal de Pediatria – Vol. 76, Supl.3, 2000. Porto Alegre. Disponível em: <http://www.jped.com.br/conteudo/00-76-s238/port.pdf>. Acesso em: 16 de outubro de 2017.

MOURA, A. C. et al. AMAMENTAÇÃO COM ENFOQUE NA SAÚDE DA MULHER. Universidade Vale do Rio Doce – UNIVALE. 1999. Disponível em: . Acesso em: 22 jan. 2013

Collaborative Group on Hormonal Factors in Breast Cancer. Breast cancer and breastfeeding: collaborative reanalysis of individual data from 47 epidemiological studies in 30 countries, including 50302 women with breast cancer and 96973 women without the disease. Lancet. 2002;360:187-95

[1] Enfermeiro

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here