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Prevalência de Sintomas Depressivos em Acadêmicos de Enfermagem de uma Faculdade Privada em Belém-PÁ

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Prevalência de Sintomas Depressivos em Acadêmicos de Enfermagem de uma Faculdade Privada em Belém-PÁ
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TRINDADE, Fábyla d’ Tácia Brito [1]

GOMES, Nathalia Neves [2]

FERREIRA, Sandra Elizia Gonçalves [3]

MORAIS, Elisângela Claudia de Medeiros [4]

OLIVEIRA, Margaret de [5]

DENDASCK, Carla Viana [6]

OLIVEIRA, Euzébio de [7]

TRINDADE, Fábyla d’ Tácia Brito; et.al. Prevalência de Sintomas Depressivos em Acadêmicos de Enfermagem de uma Faculdade Privada em Belém-PÁ. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Edição Especial de Saúde. Ano 02, Vol. 04. pp 24-38, Novembro de 2017. ISSN:2448-0959

RESUMO

A proposta deste artigo foi identificar a prevalência de sintomas depressivos em acadêmicos de enfermagem do 1º, 4º e 8º períodos de uma faculdade privada em Belém-Pa. Pesquisa de abordagem quantitativa de caráter exploratório e o instrumento utilizado foi o Inventário de Depressão de Back-ll. Numa amostra de 147 acadêmicos, 69 (46,94%) não apresentaram sintomas depressivos, 42 (28,57%) apresentaram sintomas leve, 31 (21,08%) apresentaram sintomas moderado e 5 (3,40%) apresentaram sintomas severo. A maioria dos acadêmicos apresentou indicativos de sintomas de depressão entre leve e moderada. Foi observada uma alteração maior nos resultados do 8º período, o que, de certa forma está de acordo com outras pesquisas realizadas com estudantes da área da saúde, para esta fase do curso. É importante destacar, também, um alto índice de sintomas de depressão severa no 1º período. A partir dos resultados obtidos, foi possível observar a necessidade de haver uma atenção psicológica aos acadêmicos de enfermagem de todos os períodos, objetivando oferecer suporte para lidarem com situações de sofrimento psíquico.

Palavras-chave: Depressão, Acadêmicos do Curso de Enfermagem, Inventário de Depressão de Beck II.

INTRODUÇÃO

Depressão “uma doença da atualidade” este termo tem sido muito utilizado nos meios científicos e divulgado nas mídias. Inicialmente, os sintomas de tristeza, ansiedade e tendência ao suicídio eram denominados de melancolia. Termo criado há mais de 25 séculos, designava sintomas ou caracterizava estados mentais. A partir do século XVII, ocorreram várias transformações, entre elas a substituição do termo melancolia por depressão e a psiquiatria surge como uma especialidade médica. Ao longo do século XX, diversos termos foram estudados e debatidos, como a questão, por exemplo, da natureza endógena ou exógena da depressão e os termos unipolar e bipolar. Talvez a mais marcante das mudanças tenha sido a de considerar a depressão como doença ou transtorno afetivo ou de humor (MAXWUELL, 2010).

De uma forma geral, essa doença consiste em um transtorno mental universal, cuja principal perturbação é a alteração do humor ou do afeto. A alteração do humor reflete negativamente em todas as atividades da pessoa afetada. Queda de produtividade, perda de interesse e falta de iniciativa tanto no trabalho como no estudo, são sintomas que causam sérios prejuízos sociais ao doente. Diante dessas síndromes, a Depressão é considerada um problema de saúde púbica. No século XXI a depressão tem sido responsável pela mais alta carga de doença entre as que têm como característica o transtorno mental. A sobrecarga não é somente para o indivíduo que sofre, mas também para seus familiares e cuidadores (MOREIRA; FUREGATO, 2013).

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que haja no mundo 350 milhões de pessoas que vivem com depressão e deverá afetar mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde nos próximos anos, incluindo câncer e doenças cardíacas. A depressão geralmente tem um custo alto, não só em termos financeiros, mas também podem custar relacionamentos, empregos e, até mesmo a própria vida (ABELHA, 2014).

No Brasil dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a depressão é a quarta doença crônica mais diagnosticada, seguida da hipertensão e câncer. Cerca de 42% são atendidos em consultórios particulares e 33,2% recorrem à unidade básica de saúde, gerando altos custos econômicos e sociais para o Governo (IBGE, 2013).

Uma população que merece atenção, por estar em contato com o sofrimento psíquico, é o de estudantes e profissionais da área da saúde. Esta parcela da sociedade é marcada constantemente por incertezas e ansiedades, que devem ser cuidadosamente consideradas, uma vez que ao serem vivenciadas, revelam os próprios sentimentos, como também a dificuldade em manejá-los. Essas situações provocam uma reação de choque entre o “bom” e o “ruim”, gerada principalmente pela angústia decorrente da inadaptação do indivíduo frente a uma nova situação (OLHER, 2012).

Dados da OMS revelam que a depressão é um caso de saúde pública em todas as regiões do mundo. Estudos mostram que metade dos estudantes universitários brasileiros vivenciou algum tipo de crise emocional no ano de 2011, onde a depressão foi a mais representativa: atingindo cerca de 15% dos discentes (SIMAS, 2012).

Diante deste quadro é que apresentamos este trabalho que tem como objetivo ressaltar a importância de se identificar a prevalência (número de casos em uma determinada população) de sintomas depressivos entre os acadêmicos da Faculdade Metropolitana da Amazônia (FAMAZ), bem como, alertar para a necessidade de elaboração de ações que visem oferecer maior cuidado e orientação para que o aluno possa lidar com o problema psíquico.

MATERIAL E MÉTODOS

O presente estudo trata-se de uma pesquisa de abordagem quantitativa de caráter exploratório.

O instrumento aplicado foi o Inventário de Depressão de Beck II – BDI-II. Refere-se à tristeza, pessimismo, fracasso passado, perda de prazer, sentimento de culpa, sentimento de punição, auto-estima, autocrítica, pensamentos ou desejos suicidas, choro, agitação, perda de interesse, indecisão, desvalorização, falta de energia, alterações no padrão do sono, irritabilidade, alterações do apetite, dificuldades de concentração, cansaço ou fadiga e perda de interesse por sexo (FINGER, 2008).

O BDI consiste em um questionário de auto relato com 21 premissas, referentes ao atual momento do sujeito e quantificadas em uma escala de 4 pontos de intensidade (0 a 3). O propósito desta escala é avaliar a sintomatologia da depressão. É um instrumento de fácil manipulação e aplicação, além de possuir grande aceitação. Os escores variam de zero até 63, onde o zero indica não existir nenhum traço de sintomas depressivos, enquanto o escore mais alto indica maior gravidade dos sintomas. O guia de interpretação é o que se segue: (a) 0 = sem depressão; (b) 10 á 16 = indica estado de depressão leve; (c) 17 á 29 = compreende um estado de depressão moderada; e (d) 30 á 63 = indica um estado de depressão severa. O BDI pode ser aplicado em indivíduos com idade igual/superior á 13 anos (FINGER; ARGIMON, 2013).

A pesquisa foi realizada na Faculdade Metropolitana da Amazônia (FAMAZ), que é uma instituição de ensino superior privado integrada ao Grupo Educacional Euro-Americano com sede em Belém do Pará, realizada com acadêmicos do curso de enfermagem do 1°, 4° e 8° períodos.

Inicialmente foi feito um pré-contato com a coordenação responsável pelo curso de enfermagem para autorizar a coleta de dados de nossa pesquisa.

A pesquisa foi submetida à aprovação do comitê de ética da pesquisa (CEP), do consentimento institucional e assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido pelos acadêmicos, os quais foram esclarecidos sobre os objetivos do estudo e aceitabilidade em participar da pesquisa, orientamos no preenchimento do instrumento. A coleta dos dados foi realizada em salas de aula, em horário previamente agendado com os alunos e professores e com o consentimento da coordenação do curso.

RESULTADOS

A pesquisa foi realizada no mês de setembro de 2015, com alunos do primeiro, quarto e oitavo períodos, dos turnos vespertino e noturno do Curso de Enfermagem da Faculdade Metropolitana da Amazônia (FAMAZ). O número de total de acadêmicos matriculados no curso e que estão cursando regularmente os períodos mencionados acima é de 217, destes 147 participaram, 57 não estavam na faculdade, 13 se recusaram a participar da aplicação do Inventário de depressão de Beck – IDB.

Mais de 53% dos participantes apresentaram sintomas de depressão, sendo que destes 28,57% apresentaram sintomas de depressão leve, 21,08% apresentaram sintomas de depressão moderada, e 3,40% apresentam depressão severa. (Tabela 1).

Tabela 1. Classificação dos sintomas entre os participantes da pesquisa (2015)

IDB Frequência Absoluta Frequência Percentual Frequência Acumulada
Sem Sintomas Depressivos 69 46,94% 100%
Sintomas Leves 42 28,57% 53,05%
Sintomas Moderado 31 21,08% 24,48%
Sintomas Severos 5 3,40% 3,40%
TOTAL 147 100%  –

 

Características dos participantes

A maioria dos participantes (56,46%) era de adultos jovens, com idade até 29 anos (ECA, 2013). Em relação ao gênero dos participantes, a maior tendência foi do sexo feminino (F) com 85,03%, o que corresponde a mais de cinco mulheres para cada homem (M) do curso, considerando a razão (F/M) de 5,68. A variação da idade dos homens está entre 18 a 48 anos, com média de 27,81 anos e desvio padrão de 9,07, enquanto que a do sexo feminino é de 17 a 53 anos, com média de 28,18 anos e desvio padrão de 8,29.

A maioria dos participantes da pesquisa não exerce atividade como técnico de enfermagem (58,5%). A distribuição dos participantes por semestre foi equilibrada, considerando os turnos vespertino e noturno, com 30,61% dos participantes do primeiro período, 38,77% de acadêmicos do quarto período e 32,65% de alunos do oitavo período (Tabela 2).

Tabela 2. Análise descritiva dos dados característicos.

SEXO Frequência

Absoluta

Frequência

Percentual

MASCULINO 22 14,96%
FEMININO 125 85,03%
IDADE EM ANOS
17 a 29 83 56,46%
30 a 55 64 43,54%
PERÍODOS
PRIMEIRO 45 30,61%
QUARTO 57 38,77%
OITAVO 48 32,65%
TRABALHA COMO TÉCNICO
SIM 61 41,5%
NÃO 86 58,5%

 

Análise do IDB- II

A análise exploratória dos fatores investigados no estudo mostrou que o escore obtido no IDB II é maior para os participantes considerados jovens que têm idade entre 17 e 29 anos em comparação com os que têm idade entre 30 e 54 anos. (Gráfico 1).

Gráfico 1 - Classificação do grau de depressão dos estudantes por faixa de idade, de acordo com sintomas do IDB II.
Gráfico 1 – Classificação do grau de depressão dos estudantes por faixa de idade, de acordo com sintomas do IDB II.

A classificação do grau de depressão dos estudantes que trabalham e os que não trabalham como Técnico de Enfermagem, de acordo com sintomas do IDB II, encontra-se na figura 2, onde se destaca que a depressão em nível severo acomete 27,87% dos entrevistados que trabalham como técnicos de enfermagem .

Gráfico 2 - Classificação do grau de depressão dos estudantes que trabalham e os que não trabalham como Técnico de Enfermagem, de acordo com sintomas do IDB II.
Gráfico 2 – Classificação do grau de depressão dos estudantes que trabalham e os que não trabalham como Técnico de Enfermagem, de acordo com sintomas do IDB II.

Sintomas depressivos e sua gravidade

A análise da pontuação obtida em cada semestre no IDB II mostrou que no 1º período do curso, (29) 58,13% dos acadêmicos não apresentaram sintomas depressivos; (9) 20,93% foram classificados como portadores de sintomas de depressão leve; (6) (13,95%) apresentaram sintomas compatíveis com depressão moderada e 3  (6,98%)  com sintomas de depressão severa. (Gráfico 3).

Gráfico 3 - Classificação do grau de sintomas depressivos dos estudantes do 1º período de Enfermagem da FAMAZ, de acordo com BDI-II.
Gráfico 3 – Classificação do grau de sintomas depressivos dos estudantes do 1º período de Enfermagem da FAMAZ, de acordo com BDI-II.

Entre os acadêmicos do 4º semestre, a maioria (25) 43,86% não apresentaram sintomas depressivos, já (19) 33,33% foram classificados com sintomas leve, (12) 21,05% com sintomas moderado e 1 acadêmico (1,75%) com sintomas severo. (Gráfico 4).

Gráfico 4 - Classificação do grau de sintomas depressivos dos estudantes do 4º período de Enfermagem da FAMAZ, de acordo com BDI-II.
Gráfico 4 – Classificação do grau de sintomas depressivos dos estudantes do 4º período de Enfermagem da FAMAZ, de acordo com BDI-II.

A pontuação obtida pelos acadêmicos do 8º período foi a seguinte: (19) 40,42% sem sintomas depressivos; (10) 29,79% com sintomas leves; 13 (27,66%)  com depressão moderada e (1) 2,12% foi classificado com sintomas de depressão severa (Gráfico 5).

Gráfico 5 - Classificação do grau de sintomas depressivos dos acadêmicos do 8º período de Enfermagem da FAMAZ, de acordo com o BDI-II.
Gráfico 5 – Classificação do grau de sintomas depressivos dos acadêmicos do 8º período de Enfermagem da FAMAZ, de acordo com o BDI-II.

DISCUSSÃO

Esta pesquisa foi orientada no sentido de identificar a prevalência de sintomas de depressão e outros fatores associados, entre estudantes do primeiro, quarto e oitavo períodos, dos turnos vespertino e noturno, do curso de enfermagem. Considerando os pontos de cortes para o IDB II, (69) 46,94% não apresentam sintomas de depressão e (42) 28,57% têm sintomas leves. A frequência acumulada totaliza 75,51% dos alunos que estariam em situação regular. Porém devemos destacar os 24,48% dos alunos com indicativos de sintomas de depressão moderada (32) 21,08% ou grave (5) 3,41% o que representa um índice acima de outros estudos como em Furegato (2013).

De acordo com Simas (2012), metade dos universitários brasileiros vivenciou algum tipo de crise emocional, sendo a depressão a mais representativa, atingindo cerca de 15% dos estudantes. Quando se considera população entre 20 e 40 anos de idade o índice de prevalência da depressão está em torno de 25%. Diante desses resultados, observa-se que os valores obtidos na pesquisa (24,48%), estão próximos dos índices desses estudos.

O resultado da pesquisa mostrou uma predominância de estudantes do sexo feminino no curso (125) 85,03%, o que inviabiliza a possibilidade de fazer um comparativo com o sexo masculino (22) 16,97%.  Apesar dessa dominância, não podemos deixar de considerar a pontuação no IDB II, de participantes do sexo feminino com depressão moderada (24,48%) ou grave (3,40%), o que representa um dado significativo e preocupante. Estes dados estão de acordo com o trabalho de Rezende et al (2008), que demonstra maior frequência de sintomas depressivos em mulheres, tanto no meio acadêmico como na população geral.

De acordo com pesquisa de Rezende et al (2008) que as mulheres apresentam cerca de duas vezes mais depressão do que homens. No entanto, ser do sexo feminino não significa ser fator de risco, é necessário considerar a realidade cultural, o tempo e papel social da mulher, para que possamos entender esses índices. Segundo, ainda, Deperon et al (2013) a diferença pode também ser observada como consequência de fatores psicossociais e biológicos da mulher.

Quanto à idade dos acadêmicos, verificou-se maior frequência (56,46%) de alunos jovens, na faixa etária de 17 a 29 anos, enquanto que na faixa de 30 a 54 anos, o índice foi de 43,54%. Também, foi observada uma relação entre a idade e a pontuação obtida no BDI-II, os alunos mais jovens apresentaram um maior indicativo de sintomas de depressão, considerando os escores de sintomas moderada (22,62%) a severa (5,95%). Este fato é justificado por Rezende et al (2008) quando revela que os jovens universitários em geral são mais suscetíveis a alterações emocionais pela própria situação social a que estão sujeitos, já que se sentem maduros biologicamente para serem socialmente adultos, mas, na verdade, têm status de adolescentes, pois vivenciam um longo ritual de iniciação antes de serem liberados para os papéis que estão destinados.

Em relação aos períodos estudados, observou-se que os estados de sintomas leve, moderada e grave, estão presentes entre os estudantes dos três períodos. Um dado significativo foi observado nos acadêmicos do 1º período, apresentaram um alto índice (6,98%) de sintomas severo. Oliveria (2013) observa que prevalências maiores nos extremos do curso podem ser explicados pelas fases comportamentais que os acadêmicos experimentam ao longo da graduação. Neste caso, os resultados se justificam em decorrência do estado inicial de euforia, pela mudança de estilo de vida e altas exigências das disciplinas.

A medida que o acadêmico avança no curso, o índice de alunos sem sintomas depressivos diminui e aumentam os valores referentes ao sintomas depressivos moderados, inclusive havendo uma diferença entre o 4º e o 8º período em relação a sintomas severo, o que revela uma consonância com outros estudos. Finger e Argimon (2013) mostram que estudantes na fase final do curso encontram-se medianamente estressados e argumentam que a transição da vida acadêmica para a profissional, acompanhada do aumento de tarefas e de responsabilidades, despertam tensão e ansiedade nos acadêmicos. O aumento da carga horária de estudos e estágios coloca o aluno em condições de maior vulnerabilidade. Sair do ambiente acadêmico protegido e enfrentar os novos desafios pode ocasionar estresse e, por consequência, desequilíbrio emocional e estados de depressão.

CONCLUSÃO

Os resultados indicam que a população estudada era de adultos jovens, na faixa etária entre 17 a 29 anos. A população estudada merece significativa atenção, uma vez que no total de 147 acadêmicos do curso de graduação de enfermagem, mais de 78 (53%) dos participantes apresentaram sintomas de depressão, sendo que 5 (3,40%) destes apresentaram sintomas indicativos de depressão severa e não exerce atividade como técnico de enfermagem.

O IDB II nós permitiu detectarmos a presença de sintomas depressivos em acadêmicos de enfermagem da instituição, assim podemos observar a necessidade de apoio familiar, social e psicológico para os acadêmicos.

Com os resultados encontrados sugerimos a instituição à implantação de suporte psicológico, programas educacionais, estratégias clínicas para orientação, medidas preventivas e projetos de apoio aos acadêmicos, com o objetivo de dar suporte para lidarem com as situações inerentes à vida acadêmica, a qualidade de vida pessoal e com a formação desses futuros profissionais, assim prevenindo possíveis transtornos depressivos ou até mesmo dando inicio a um diagnostico precoce.

Houve diferença entre as taxas de sintomas depressivos também entre os sexos, com as mulheres apresentando taxas maiores que os homens.

A pesquisa com discentes de enfermagem possibilitou analisar sintomas depressivos e as possíveis relações com a formação acadêmica. Os resultados permitiram avaliar a formação acadêmica as presenças de sintomas depressivos variaram de acordo com o período e o semestre em que os discentes encontravam-se inseridos.

Por fim, acredita-se que os resultados desta pesquisa representam avanços e poderão auxiliar a coordenação do curso de enfermagem com a proposição de ações de intervenção na estrutura curricular e no cotidiano acadêmico.

Ainda são poucos os estudos que investigam os discentes de enfermagem. Neste sentido, sugere-se o desenvolvimento de outras pesquisas a fim estabelecer comparações com este estudá-lo mais produtivo e menos desgastante.

Verificou-se, através do estudo desenvolvido, que os transtornos depressivos geram sintomas que comprometem os indivíduos, independente da faixa etária, em suas relações sociais e familiares, bem como no desenvolvimento acadêmico, havendo alterações na forma de pensar, mudanças de humor e de comportamento.

Diante do exposto salienta-se a importância de aprofundar os estudos cada vez mais a respeito dos sintomas.

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[1] Enfermeira graduada pela Faculdade Metropolitana da Amazônia (FAMAZ).

[2] Enfermeira graduada pela Faculdade Metropolitana da Amazônia (FAMAZ).

[3] Enfermeira graduada pela Faculdade Metropolitana da Amazônia (FAMAZ).

[4] Psicóloga. Mestre em Teoria e Pesquisa do Comportamento. Doutoranda em Doenças Tropicais pelo Núcleo de Medicina Tropical da UFPA (NMT-UFPA). Docente da Universidade do Estado do Pará – UEPA.

[5] Registered Nurse e Bachelors in Nursing Science. USA – California.

[6] Doutora em Psicanálise Clínica, Pesquisadora pelo Centro de Pesquisa e Estudos Avançados.

[7] Biólogo. Doutor em Medicina/Doenças Tropicais. Docente e Pesquisador na Universidade Federal do Pará – UFPA. Pesquisador no Laboratório de Toxicologia Humana e Ambiental e no Laboratório de Estresse Oxidativo do Núcleo de Medicina Tropical da UFPA (NMT-UFPA).

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