A importância do programa acompanhante do idoso (pai), em idosos com depressão

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A importância do programa acompanhante do idoso (pai), em idosos com depressão
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ARTIGO DE REVISÃO

ROCHA, Bruna Barbosa da [1], BOAS, Ingrid Ramos Vilas [2], MARTINS, Maria Aparecida [3], MELO, Silvana Flora de [4]

ROCHA, Bruna Barbosa da. Et al. A importância do programa acompanhante do idoso (pai), em idosos com depressão. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 05, Vol. 04, pp. 166-181. Maio de 2019. ISSN: 2448-0959

RESUMO

Introdução: O envelhecimento vem crescendo em porcentagem nas Nações, sendo identificado que futuramente a pirâmide que representa graficamente a estatística etária da população, estará invertida, estabelecendo-se uma maioridade de idosos; isso leva a população a apresentar novas necessidades socioeconômicas. Tornando-se necessários cuidados e estímulos ao desenvolvimento do envelhecimento ativo por meio de iniciativas sociais. Entretanto a atenção básica de saúde são identificados os possíveis déficits na realização desde atividades básicas e necessárias a manutenção da saúde biológica até na realização de vivências sociais relacionadas ao bem-estar, sendo a pessoa idosa caracterizada por essas fragilidades, essa pode ser assistida pelo programa, onde receberá influência direta sobre a questão do bem-estar, qualidade de vida e inserção nos programas de saúde disponibilizados no SUS, analisando as demandas e ofertas desenvolvidas no PAI. Objetivo: Este estudo tem como finalidade descrever a importância do Programa Acompanhante de Idosos (PAI) para o estabelecimento da saúde biopsicossocial na pessoa idosa com fragilidades concernentes à faixa etária ou a fragilidades resultantes de outros quadros. Discussão: O envelhecimento tem como definição física a degradação explicada por danos moleculares e celulares com grande diminuição das atividades fisiológicas de reparação e reposição. Com as degradações que o corpo apresenta com o passar dos anos, naturalmente podem surgir déficits pessoais, psíquicos, biológicos, econômicos e sociais, que pode levar a pessoa idosa à um quadro de transtorno depressivo. Porém, é possível a tomada de cuidados para que isto se modifique gradualmente, trazendo resultados positivos, pessoalmente e socialmente e este é o objetivo do PAI. Método: Para esse estudo foi elaborada uma revisão integrativa da literatura, com pesquisa bibliográfica desenvolvendo processualmente as etapas: levantamento bibliográfico preliminar; formulação; elaboração do plano provisório; busca das fontes; leitura do material; fichamento; organização lógica do assunto e redação do texto. Considerações finais: Conclui -se que o PAI é benéfico ao estabelecimento e manutenção da saúde biopsicossocial da pessoa idosa devido seus recursos de acompanhamento cotidiano e inserção aos programas de saúde, bem como sociais.

Palavra-chave: Saúde no idoso, Envelhecimento, Saúde Mental, Depressão.

INTRODUÇÃO

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até o ano de 2025, o Brasil será o sexto país no mundo, em número de idosos. Entre 1980 e 2000, a população com 60 anos ou mais, cresceu de 7,3 milhões para 14,5 milhões e, ao mesmo tempo, a expectativa média de vida aumentou no país. (COSTA & CIOSAK, 2010).

O rápido envelhecimento nos países em desenvolvimento é acompanhado por mudanças dramáticas na estrutura e no papel da família. O grande desafio é implementar a política do envelhecimento ativo, que é definido como o processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam mais velhas. (COSTA & CIOSAK, 2010).

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza a população ferramentas que permitem identificar, tratar e estabilizar o quadro depressivo na pessoa idosa através dos processos estabelecidos, como por exemplo, o programa acompanhante do idoso, profissionais especializados e tratamentos específicos. (Lourenço, 2018).

O Programa Acompanhante de Idosos apresenta-se como um desafio na reconstrução das práticas de saúde, ao valorizar o cuidado como prática do humano, ao voltar-se para a prestação de serviços à pessoa idosa em situação de fragilidade. O Programa interage com os sujeitos pelas ações de saúde desenvolvidas e valoriza suas necessidades, oferecendo acolhimento, vínculos e responsabilidade na organização dos serviços. É uma modalidade de cuidado domiciliar biopsicossocial a pessoas idosas em situação de fragilidade clínica e vulnerabilidade social, que disponibiliza a prestação dos serviços de profissionais da saúde e acompanhantes de idosos, para apoio e suporte nas Atividades de Vida Diárias (AVD’s) e para suprir outras necessidades de saúde e sociais. (BRASIL, 2016).

Estudos indicam que a depressão possui uma tendência a desenvolver-se em idosos e atualmente vem sendo a doença mais comum nessa população. Podemos enumerar diversos aspectos sociais, econômicos e pessoais que levam a esse campo fértil ao desenvolvimento do transtorno depressivo nessa faixa etária. (SILVA, 2019).

É relevante enfatizar que sintomas como a síndrome do “ninho vazio”; a perda das atividades sociais; a diminuição das capacidades físicas básicas, que levem a aprovação ou detrimento pessoal em comparações há tempos anteriores e a comparações interpessoais em atividades cotidianas ou profissionais, e diminuição de mecanismos básicos como alimentação, são aspectos que se tomados como ponto de vista engessado pelo próprio indivíduo podem afetar gradualmente ou diretamente a autoestima, bem como o estado de prazer da pessoa idosa. Levando a entender que esses pontos podem se tornar um gatilho em potencial ou um agravante ao estado de humor alterado na pessoa idosa. (PREVIATO, 2019).

De acordo com o que foi apresentado questiona-se que: Qual a contribuição do programa acompanhante de idoso (PAI) para combater a depressão? Assegurar o acesso do idoso ao sistema de saúde e aos recursos da comunidade, realizar a inserção social e participação social, buscando manter a autonomia e a independência do idoso atendido.

A realização desse estudo busca levar ao conhecimento popular as ferramentas do programa acompanhante de idosos para uma sociedade cada vez mais idosa e necessitada de cuida dos que abrangem as atividades diárias e sociais, visando à ampliação e aperfeiçoamento do programa para que a qualidade de vida na pessoa idosa se estabeleça de forma holística.

Possui relevância para a vida social, desde a pessoa idosa, abrangendo o ciclo familiar, impactando assim na realidade social da população nos dias atuais e futuros.

As equipes abrangem um território de mais de uma UBS, como exemplo, há equipes abrangendo 18 UBS. Após a terceira expansão do programa, em 2012 o PAI passou a contar 22 equipes, distribuídas entre as zonas: norte; sul; leste; oeste e centro. (KASSAB ET AL, 2012).

OBJETIVO

Descrever a importância do Programa Acompanhante de Idosos (PAI) no município de São Paulo com ênfase na depressão, conceituar e descrever o envelhecimento na saúde do idoso.

MÉTODO

O presente estudo tratou-se de uma revisão integrativa da literatura. A pesquisa foi realizada por meio de artigos científicos indexados no banco de dados da BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), acerca da temática escolhida do período de 2009 a 2019 apenas no idioma português. Utilizando os Descritores saúde no idoso; envelhecimento; cuidadores e saúde mental.

Critérios de Inclusão: Artigos na língua portuguesa; disponível na íntegra na base de dados indexada na BVS; publicações entre 2009 a 2019; estudos que abordem os fatores que contribuem para o entendimento acerca da realidade populacional e familiar em relação à pessoa idosa e respondam à pergunta de pesquisa. Critérios de Exclusão: artigos em língua estrangeira; artigos que não correspondem o objetivo da revisão; artigos não disponibilizados na íntegra na base de dados.

Foi realizada uma leitura exploratória do material, primeiramente foram encontrados 134 artigos com disposição na integra, após a leitura dos títulos, foram excluídos 100 artigos, restando 34 artigos para leitura e análise dos resumos, ao realizar a leitura minuciosa dos resumos, foram selecionados 26 artigos para leitura na integra, destes, 14 responderam o problema de pesquisa.

DESENVOLVIMENTO

ENVELHECIMENTO

O processo de envelhecimento é lento e gradativo, e ocorre em diversos ritmos para diferentes tipos de pessoas e grupos, conforme sua atuação sobre essas pessoas e grupos as influências genéticas, sociais, históricas e psicológicas do curso de vida. (COSTA & CIOSAK, 2010).

O profissional, além de conhecer e entender o processo de envelhecimento necessita refletir sobre sua própria concepção acerca do envelhecer, independentemente do enfoque conceitual assumido – envelhecimento saudável, ativo ou bem-sucedido profissionais pode influenciar no modo como intervir diante dos problemas que afetam o idoso, as famílias e ou seus cuidadores, determinando se o encaminhamento estará, ou não, alinhado ao cuidado humanizado é essencial que os profissionais da enfermagem tenham um conhecimento mais específico sobre o processo do envelhecimento, com o objetivo de atender os idosos em suas necessidades, principalmente no cuidado. (RODRIGUES ET AL, 2014).

Envelhecer além de um contexto que implica a relação entre o eu, o intelecto, os amigos, os colegas de trabalho, os vizinhos e a família, em que a busca da harmonia e da reciprocidade entre as gerações são relevantes para um envelhecimento ativo o desafio é implementar a política do envelhecimento ativo, que é definido como o processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam mais velhas. (COSTA & CIOSAK, 2010).

O idoso precisa de maior agilidade no sistema de saúde, pois o processo de envelhecimento traz como consequência menor expediente para o idoso procurar os serviços de saúde e deslocar-se nos diferentes níveis de atenção. (COSTA & CIOSAK, 2010).

Para o idoso, principalmente os mais carentes, qualquer dificuldade se torna um motivo para bloquear ou interromper a continuidade da assistência à sua saúde, as doenças que surgem no decorrer do curso de vida, não podem ser interpretadas como normais ou próprios do envelhecimento. (BIDEL ET AL, 2016).

Segundo (COSTA & CIOSAK, 2010) o sentido do envelhecimento está relacionado, muitas vezes, ao sofrimento, devido a seu estado de dependência física, declínio funcional, isolamento social, e depressão, entre outras coisas, processo de envelhecimento, realidade que causa transtorno e choque no contexto familiar é preciso um período de adaptação para que os idosos não se sintam como se fossem um obstáculo ou peso para os filhos.

O indivíduo quando chega em sua fase idosa esperam obter a atenção da família e, quando isso não ocorre, surgem o medo, a insegurança e o pensamento de que são abandonados pelos seus entes querido, desamparo na velhice é considerado como causa de sentimento de desgosto e de retraimento, instigado por circunstâncias referentes a perdas, seja envolvendo carências funcionais da estrutura física ou no abalo das relações afetivas e sociais que, por sua vez, levam a um distanciamento e isolamento social, impedindo o indivíduo de permanecer inserido na família, pois é nessa fase da existência que o indivíduo precisa ser valorizado e receber maior atenção e carinho familiar. (RODRIGUES ET AL, 2014).

DEPRESSÃO

A depressão transfigura-se em um estado de humor alterado. O humor no ser humano mentalmente saudável regula-se entre os polos de alegria e tristeza, quando o humor toma aspectos mais profundos nesse último polo, estabelece-se, então, o quadro depressivo; bem como quando é ultrapassado o polo da alegria, estabelece-se a euforia, ambos se transfiguram em um quadro de transtorno mental. (SILVA ET AL, 2019).

Portanto, a tristeza é um estado de humor pertencente ao ser humano com saúde mental regular, que pode surgir em situações e momentos da vida, como por exemplo, após um processo de perda. O transtorno do humor na depressão é uma alteração desse estado, que traz características como alteração deprimente do humor ao ponto em que o indivíduo não sinta prazer, ou entenda um sentido para seu viver, onde esses sintomas sejam contínuos por no mínimo duas semanas. (SILVA ET AL, 2019).

Para analisar a presença do quadro depressivo na população idosa é relevante acentuar que suas  características resultantes desse estado de humor alterado e dissabor pela vida podem ser: sono alterado; lentificação; atenção mais difusa; incapacidade de cumprir/fazer suas tarefas, mesmos as básicas como higiene pessoal; o indivíduo não consegue fazer valer a sua vontade. (SILVA ET AL, 2019).

Nos jovens geralmente o estado depressivo leva a perda de suas atividades, ao contrário, no idoso existe a perda de suas atividades sociais que podem levar ao estado depressivo. No jovem a tristeza profunda é o maior e mais corriqueiro sintoma de depressão, já na pessoa idosa a anedonia configura-se no principal sintoma, como perda de prazer. (SILVA ET AL, 2019).

Na atenção básica em saúde do SUS, é disponibilizada a pessoa idosa atendimentos e ferramentas que possibilitam a identificação de problemas associados à saúde na pessoa idosa, bem como: dificuldades com a rotina de consultas, horários de medicamentos, base familiar insuficiente, entre outros. Para isto, a pessoa idosa conta com uma rotina de acompanhamento na Unidade Básica de Saúde (UBS), somando consultas médicas com clínico ou especialistas, consultas com enfermeiros e vistas domiciliares de profissionais da saúde e agentes. Por meio desse calendário de acompanhamento é possível identificar as fragilidades e vulnerabilidades sociais da pessoa idosa, onde o mesmo pode ser encaminhado ao programa PAI. (BATISTA, 2013).

PROGRAMA PAI

Conforme descrito no Documento Norteador do Programa Acompanhante de Idosos (PAI) a definição é uma modalidade de cuidado domiciliar biopsicossocial a pessoas idosas em situação de fragilidade clínica ou de até mesma vulnerabilidade social em que os profissionais de saúde prestem suporte as atividades de vida diárias (AVD) e até mesmo para suprir as necessidades de saúde como consultas, exames e questões sociais. (BRASIL, 2016).

O Programa PAI inclui a pessoa idosa dependente e socialmente vulnerável que apresente dificuldade para acesso ao sistema de saúde e até mesmo isolamento e exclusão social devido a insuficiência de suporte familiar ou social que contemple a assistência domiciliar e a inclusão do sistema sócio sanitário. (BRASIL, 2016).

O Programa de Acompanhante de Idoso (PAI) tem como função trazer a pessoa idosa à inserção social, como por exemplo, acompanhando em programas sociais de grupos de terceira idade e acompanhamento a atividades sociais, o funcionamento cotidiano básico familiar e na manutenção da saúde. Com base nisso, o PAI pode fortalecer os pontos de fragilidades e vulnerabilidades, podendo proporcionar a pessoa idosa em quadro depressivo o reestabelecimento de suas funções psicossociais e autonomia com qualidade de vida. (BATISTA, 2013).

Promove a assistência integral da saúde idosa com o objetivo para promover o autocuidado, melhoria da capacidade funcional, bem-estar com qualidade de vida, autonomia e independência. Evitar ou adiar a institucionalização em casas de longa permanência das pessoas idosas que são atendidas. Desenvolver, acompanhar, e dar suporte técnico aos acompanhantes dos idosos que são responsáveis por estes idosos. (BRASIL, 2016).

Como critério de inclusão no Programa o idoso deverá possuir 60 anos ou mais, residir na área de abrangência, apresentar dependência as atividades de vida diária (AVD) decorrentes aos agravos de saúde, mobilidade reduzida, dificuldade de acesso aos serviços de saúde, carência no suporte familiar e social, isolamento e exclusão social, risco de institucionalização, que são observados na Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa (AMPI-AB). (BRASIL, 2016)

Para desligamento ou alta do Programa, com a recuperação de autonomia e independência, se a família assumir todos os cuidados, institucionalização, mudança de território, com a solicitação do idoso e óbito. A equipe é composta por um Coordenador (a), um Médico (a), um Enfermeiro (a), dois Auxiliares/Técnicos de Enfermagem, um Auxiliar Administrativo, 10 Acompanhante de Idosos e Assistente Social como articulador das ações do Acompanhante de Idosos com os profissionais médicos e enfermagem facilitando o trabalho conjunto e de qualidade. (BRASIL, 2016).

Tabela 1 – Representação descritiva da busca dos artigos, segundo número de artigos encontrados, selecionados para análise e utilizados. São Paulo, 2019.

Artigos encontrados Artigos selecionados Artigos excluídos Artigos incluídos
BVS 134 26 12 14

Fonte: Bases de dados eletrônicos BVS, 2009–2019.

A Tabela 2, apresenta os 14 artigos relacionados a importância do programa acompanhante do idoso em idosos com depressão.

Tabela 2 – Descrição dos artigos selecionados após a análise final dos mesmos, conforme os critérios de inclusão, segundo referencial bibliográfico e aspectos relativos sobre a importância do programa acompanhante de idoso no idoso com depressão. São Paulo, 2019.

Referência Bibliográfica Aspectos inerente ao estudo
VIEIRA, Samara Karine Sena Fernandes; ALVES, Eucário Leite Monteiro; FERNANDES, Márcia Astrês; MARTINS, Maria do Carmo de Carvalho e; LAGO, Eliana Campêlo. Características Sociodemográficas e morbidades entre idosos institucionalizados sem declínio cognitivo. Rev Fun Care Online. vol. 9, núm. 4, 2017, 1132-1138, out./nov. 2017. O estudo descreve as características sociodemográficas e clínicas de idosos sem declínio cognitivo de instituições de longa permanência. Sendo assim, é necessário que os idosos institucionalizados sejam avaliados continuamente para diagnóstico precoce do envelhecimento cognitivo patológico para prevenção de estados demenciais.
COSTA, Maria Fernanda Baeta Neves Alonso, CIOSAK, Suely Itsuko. Atenção integral na saúde do idoso no Programa Saúde da Família: visão dos profissionais de saúde. Rev Esc Enferm USP, São Paulo – SP vol. 44, núm. 2, 2010, 437-444, janeiro 2010. Em uma abordagem qualitativa foi realizado um estudo para conhecer o que pensam os profissionais sobre necessidades de saúde e atenção integral.
WAGNER, Gabriela Arantes. Tratamento de depressão no idoso além do cloridrato de fluoxetina. Rev Saúde Pública, 2015. A depressão nos idosos é causada por fatores biológicos, psicológicos e sociais, como outros transtornos mentais.
SILVA, Amanda Karla Alves Gomes e; FERNANDES, Flávia Emília Cavalcante Valença; OLIVEIRA, Monique Maiara Almeida de; ALMEIDA, Thainara Kauanne Pacheco; MELO, Rosana Alves de; GAMA, Thereza Christina da Cunha Lima. Sintomas Depressivos em Grupos de Terceira Idade. J. res.: fundam. care. Online Rio Janeiro – RJ, vol. 11, núm. 2, 297-303, 2019. Atualmente, a depressão é a doença psiquiátrica mais comum em idosos, sendo de grande relevância para a saúde pública.
NOBREGA, Isabelle Rayanne Alves Pimentel da, LEAL, Márcia Carréra Campos, MARQUES, Ana Paula de Oliveira, VIEIRA, Júlia de Cássia Miguel. Fatores associados à depressão em idosos institucionalizados: revisão integrativa. Saúde Debate, Rio de Janeiro – 2015 pg: 536-550. Segundo estudos atualmente a depressão é apontada como o quarto maior agente incapacitante das funções sociais e de outras atividades da vida cotidiana, sendo responsável por cerca de 850 mil mortes a cada ano.
BATISTA, Marina Picazzio Perez; ALMEIDA, Maria Helena Morgani de; LANCMAN, Selma. Politicas públicas para a população idosa: uma revisão com ênfase nas ações de saúde. Rev. Ter. Ocup. Univ., vol. 22, núm. 3, 2011, 201-207, set./dez. 2011. Em relação à perda das habilidades funcionais, foi identificado que estas ocorrem em primeiro lugar nas atividades instrumentais e posteriormente nas básicas de vida diária, com pior desempenho nas instrumentais em idades mais avançadas, o que resulta em uma tendência ao isolamento domiciliar.
CAVALCANTE, Alana Diniz; MOREIRA Rafael da Silveira; DINIZ, George Tadeu Nunes; VILELA, Mirella Bezerra Rodrigues; SILVA, Vanessa de Lima; O envelhecimento ativo e sua interface com os determinantes sociais da saúde. Rev. Geriatria Gerontologia, Recife – PE, vol. 12, núm. 1, 2018, 15 – 23, fevereiro 2018. Os serviços públicos para essa população proporcionam condições para que suas vidas sejam tranquilas, considerando o contexto familiar e a sociedade a que pertencem.
PREVIATO, Giselle Fernanda; NOGUEIRA, Iara Sescon; MINCOFF, Raquel Cristina Luís Mincoff; JAQUES, André Estevam; CARREIRA, Lígia; BALDISSERA, Vanessa Denardi Antoniassi. Grupo de convivência para idosos na atenção primária à saúde: contribuições para o envelhecimento ativo. J. res.: fundam. care. Online, vol. 11, núm. 1, 2019, 173-180, O envelhecimento é um processo dinâmico e progressivo, caracterizado por alterações morfológicas, funcionais, bioquímicas e psicológicas.
LEITÃO, Sarah Musy; OLIVEIRA, Samily Cordeiro de; ROLIM, Luciana Ramalho; CARVALHO, Raquel Pessoa de; FILHO, João Macêdo Coelho; JUNIOR, Arnaldo Aires Peixoto; Epidemiologia das quedas entre idosos no brasil: uma revisão integrativa de literatura. Rev Geriatria Gerontologia, Fortaleza – CE, vol. 12, núm. 3, 2018, 172-173, agosto 2018. As quedas vêm sendo identificadas como a principal causa externa de morbidade e mortalidade entre idosos em todo o mundo. Além disso, são consideradas um importante indicador de piora da qualidade de vida entre eles.
BIDEL, Regina Maria Rockenbach; NADIR, Camila Tomicki; PICHLER, Antonio; PORTELLA, Marilene Rodrigues. Envelhecimento ativo na concepção de um grupo de enfermeiros. Rev Kairós Gerontologia. São Paulo – SP, vol. 19, 2016,

207-225, junho 2016.

A proposta de investigar se as percepções e concepções dos enfermeiros estão de acordo com os princípios do envelhecimento ativo surgiu a partir da observação, da vivência com a realidade no contexto da saúde, dos desafios e das dificuldades enfrentadas pelos profissionais de saúde no atendimento às demandas dos idosos.
BRASIL, Ministério da Saúde. Documento Norteador Programa Acompanhante de Idosos. Secretaria Municipal da Saúde, São Paulo – SP, 2016. A Secretaria Municipal da Saúde apresenta este documento, para instrumentalizar e apontar o eixo orientador para a implantação, acompanhamento e avaliação do Programa Acompanhante de Idosos.
LOURENÇO, Roberto Alves; MOREIRA, Virgílio Garcia; MELLO, Renato Gorga Bandeira de; SANTOS, Itamar de Souza; LINA, Sumika Mori; PINTO, Ana Lúcia Fiebrantz; LUSTOSA, Lygia Paccini; DUARTE, Yeda Aparecida de Oliveira; RIBEIRO, Juliana Alcântara; CORREIA, Clarice Câmara; MANSURA, Henrique Novaes; RIBEIRO, Euler; CORTEA, Roberta Rigo Dalla; FERRIOLLI, Eduardo; UEHARA, Carlos André; MAEDA, Ana; PETRONI, Tamara; LIMA, Terezinha Silva; DURÃO, Sergio Falcão; APRAHAMIANA, Ivan; AVESANIA, Carla Maria; FILHO, Wilson Jacob. Consenso Brasileiro de Fragilidade em Idosos: Conceitos, Epidemiologia e Instrumentos de Avaliação. Rev Geriatria Gerontologia, Rio de Janeiro – RJ, vol.12, núm. 1, 2018, 122-125, junho 2018. Entre os vários modelos conceituais de fragilidade, o da redução na reserva funcional, envolvendo múltiplos sistemas orgânicos, é o que tem obtido melhor aceitação entre os pesquisadores da área.
BATISTA, Marina Picazzio Perez. Reflexão Sobre o Processo de Trabalho do Acompanhante de Idoso (PAI) no Município de São Paulo, SP. 2013. O programa acompanhante de idoso (PAI) é uma modalidade de atendimento domiciliar a idosos em situação de fragilidade e vulnerabilidade social.

Fonte: Bases de dados eletrônicos BVS, 2009–2019.

De acordo com VIEIRA ET AL (2017) realizaram o Mini- Exame do Estado Mental (MEEM) em idosos para verificar se há declínio cognitivo em idosos de instituições de longa permanência. Houve predomínio de idosos sem declínio cognitivo do sexo masculino (55,7 %), solteiros (63,29%), com faixa etária maior ou igual de 75 anos (54,43%) (54,43%), com hipertensão arterial sistêmica (64,56%) e com uso de medicamentos que atuam no sistema cardiovascular (64,56%).

Segundo COSTA & CIOSAK (2010), verificaram a necessidade de conhecer o que pensam os profissionais de saúde na atenção integral revelando que os profissionais se esforçam para atender as necessidades de saúde dos idosos por meio das ações de prevenção e promoção a saúde. Por outro lado CAVALCANTE ET AL, (2017) analisaram a relação do envelhecimento ativo dos idosos em uma área coberta pelo serviço de Atenção Primária à Saúde, verificaram que ter idade avançada, não ter convívio familiar e ter menos de quatro anos de estudo são fatores associados com uma maior chance de idosos atendidos pela Estratégia Saúde da Família .

De acordo com SILVA ET AL, (2019) realizaram a Escala de Depressão Geriátrica (EDG) de centros e grupos de convivência de idosos e WAGNER, discute a importância da multidisciplinariedade do idoso no tratamento da depressão com fluoxetina. O que vem de encontro com NOBREGA ET AL, (2015), relata que atualmente a depressão é apontada como o quarto incapacitante das funções sociais e de atividades da vida cotidiana.

Enquanto MACEDO ET AL (2009) referiram que a idade não é exclusivamente resultado do processo de envelhecimento, não sendo obrigatório o idoso se tornar frágil. BATISTA (2011) reforça que as perdas de habilidades funcionais ocorrem primeiro e após as atividades de vida diária conforme idade mais avançada conforme PREVIATO ET AL (2019) descreveram que o envelhecimento é um processo dinâmico progressivo onde há alterações morfológicas, funcionais, bioquímicas e psicológicas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O Programa Acompanhante do Idoso é uma iniciativa do SUS na atenção básica de Saúde, benéfica ao desenvolvimento da saúde biopsicossocial da pessoa idosa, promovendo a evolução ao envelhecimento ativo e restaurando o bem-estar de maneira holística, concernente as práticas de rotina pessoal, familiar e social. Desta maneira o programa proporciona através do reestabelecimento das vivências naturais da vida humana, a prevenção promoção e restauração a saúde mental da pessoa idosa que pela perda das atividades e convivência com as fragilidades trazidas com o tempo podem desenvolver ou já tenham desenvolvido um processo de quadro depressivo. É importante ressaltar que existem poucos estudos relevantes ao assunto do Programa onde sugerem mais pesquisas pertinentes ao assunto. O Documento Norteador apresenta os objetivos, diretrizes, metodologia, responsabilidades e perfil de cada profissional que compõe o Programa Acompanhante do Idoso.

REFERENCIAS

BATISTA, Marina Picazzio Perez. Reflexão Sobre o Processo de Trabalho do Acompanhante de Idoso (PAI) no Município de São Paulo, SP. 2013. Disponível em: http://pesquisa.bvsalud.org/brasil/resource/pt/sms-8175. Acesso em: 10/02/2019.

BATISTA, Marina Picazzio Perez; ALMEIDA, Maria Helena Morgani de; LANCMAN, Selma. Políticas públicas para a população idosa: uma revisão com ênfase nas ações de saúde. Rev. Ter. Ocup. Univ. São Paulo – SP, vol. 22, núm. 3, 2011, 201-207, set./dez. 2011. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/rto/article/view/46383/50140. Acesso em: 10/02/2019.

BIDEL, Regina Maria Rockenbach; NADIR, Camila Tomicki; PICHLER, Antonio; PORTELLA, Marilene Rodrigues. Envelhecimento ativo na concepção de um grupo de enfermeiros. Rev Kairós Gerontologia – 2016, pg 207-225. São Paulo – SP, vol. 19, 2016, 207-225, junho 2016. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/kairos/article/view/32627/22531. Acesso em: 06/02/2019.

BRASIL, Ministério da Saúde. Documento Norteador Programa Acompanhante de Idosos. Secretaria Municipal da Saúde, São Paulo – SP, 2016. Disponível em: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/DOCUMENTONORTEADORPAIFINAL02012017.pdf. Acesso em: 02/02/2019.

CAVALCANTI, Alana Diniz; MOREIRA Rafael da Silveira; DINIZ, George Tadeu Nunes; VILELA, Mirella Bezerra Rodrigues; SILVA, Vanessa de Lima; O envelhecimento ativo e sua interface com os determinantes sociais da saúde. Rev. Geriatria Gerontologia, Recife – PE, vol. 12, núm. 1, 2018, 15 – 23, fevereiro 2018. Disponível em: http://docs.bvsalud.org/biblioref/2018/06/904985/gga-v12n1_in_15-23.pdf. Acesso em: 06/02/2019.

COSTA, Maria Fernanda Baeta Neves Alonso, CIOSAK, Suely Itsuko. Atenção integral na saúde do idoso no Programa Saúde da Família: visão dos profissionais de saúde. Rev. Esc Enferm USP, São Paulo – SP, vol. 44, núm. 2, 2010, 437-444, janeiro 2010. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342010000200028. Acesso em: 06/02/2019.

LEITÃO, Sarah Musy; OLIVEIRA, Samily Cordeiro de; ROLIM, Luciana Ramalho; CARVALHO, Raquel Pessoa de; FILHO, João Macêdo Coelho; JUNIOR, Arnaldo Aires Peixoto; Epidemiologia das quedas entre idosos no brasil: uma revisão integrativa de literatura. Rev Geriatria Gerontologia, Fortaleza – CE, vol. 12, núm. 3, 2018, 172-173, agosto 2018. Disponível em: http://www.ggaging.com/details/484/pt-BR/epidemiology-of-falls-in-older-adults-in-brazil–an-integrative-literature-review. Acesso em: 10/02/2019.

LOURENÇO, Roberto Alves; MOREIRA, Virgílio Garcia; MELLO, Renato Gorga Bandeira de; SANTOS,  Itamar de Souza; LINA, Sumika Mori; PINTO, Ana Lúcia Fiebrantz; LUSTOSA, Lygia Paccini; DUARTE,  Yeda Aparecida de Oliveira; RIBEIRO, Juliana Alcântara; CORREIA, Clarice Câmara; MANSURA, Henrique Novaes; RIBEIRO, Euler; CORTEA, Roberta Rigo Dalla; FERRIOLLI, Eduardo; UEHARA, Carlos André; MAEDA, Ana; PETRONI, Tamara; LIMA, Terezinha Silva; DURÃO, Sergio Falcão; APRAHAMIANA, Ivan; AVESANIA, Carla Maria; FILHO, Wilson Jacob. Consenso Brasileiro de Fragilidade em Idosos: Conceitos, Epidemiologia e Instrumentos de Avaliação. Rev Geriatria Gerontologia, Rio de Janeiro – RJ, vol.12, núm. 1, 2018, 122-125, junho 2018. Disponível em: http://pesquisa.bvsalud.org/brasil/resource/pt/biblio-914982?view=mobile. Acesso em: 07/03/2019.

MACEDO, Camila; GAZZOLA, Juliana Maria; NAJAS, Myrian. Síndrome da fragilidade no idoso. Arquivos Brasileiros de Ciências da Saúde, São Paulo – SP, vol. 33, núm. 3, 2009, 177-179, janeiro 2009. Disponível em: https://www.portalnepas.org.br/abcs/article/view/154/151. Acesso em: 07/03/2019.

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[1] Auxiliar administrativo.

[2] Graduanda do 8º semestre da Faculdade de Enfermagem da Universidade Anhembi Morumbi.

[3] Graduanda do 8º semestre da Faculdade de Enfermagem da Universidade Anhembi Morumbi.

[4] Graduação em Enfermagem, pela Universidade Nove de Julho, mestrado em Ciências do Envelhecimento.

Enviado: Maio, 2018

Aprovado: Maio, 2019

 

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