A angústia nas suas primeiras considerações psicanalíticas: uma análise da metapsicologia freudiana

0
3
DOI: ESTE ARTIGO AINDA NÃO POSSUI DOI [ SOLICITAR AGORA! ]
Classificar o Artigo!
ARTIGO EM PDF

ARTIGO ORIGINAL

COSTA, Rodrigo César [1]

COSTA, Rodrigo César. A angústia nas suas primeiras considerações psicanalíticas: uma análise da metapsicologia freudiana. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 05, Vol. 09, pp. 47-55 Maio de 2019. ISSN: 2448-0959

RESUMO

O objetivo deste presente trabalho é fazer uma retomada nas primeiras considerações sobre o conceito de angústia na obra de Freud, mais precisamente o entendimento sobre a neurose de angústia. Pontuando as questões econômicas da angústia, tanto a ligação da angústia com o recalque e a neurose de angústia, averígua-se que em ambas ocorre uma transformação da libido, e também, nos sonhos, a angústia surgiria ligada as questões sexuais. Mas o que podemos ressaltar é que, se na neurose de angústia a origem da angústia se dá pela abstinência sexual ou pela prática do coito interrompido, e esta concepção de angústia seria ampliada pela condição do recalcamento. Podemos considerar que encontramos nesse modelo de angústia conjunto com o recalcamento, ou melhor, essa angústia em segundo grau, a ideia de não-emprego de excitação sexual e, por isso, a sua transformação em angústia, como ocorre na neurose de angústia. Mas, para ampliar essa compreensão, necessita-se explicar o mecanismo da angústia que Freud postulou nas psiconeuroses, onde acontece uma transformação de uma quantidade de libido em angústia, mas agora mediada pelo recalcamento. Não podemos, dessa forma, dizer que este entendimento da angústia e recalque é visto como um novo modelo, distinto daquele da neurose de angústia. O modelo de angústia é o mesmo, o da não-descarga, mas na psiconeurose e no sonho, o recalcamento é o seu grande responsável, tanto quanto a abstinência na neurose de angústia.

Palavras-Chave: neurose de angústia, abstinência sexual, psiconeuroses.

INTRODUÇÃO

O objetivo deste presente trabalho é fazer uma retomada nas primeiras considerações sobre o conceito de angústia na obra de Freud, mais precisamente o entendimento sobre a neurose de angústia. Será feito uma retomada breve na compreensão desta neurose, mas o foco principal é o esclarecimento da questão econômica da angústia. E para finalizar, será comparada a angústia presente na neurose de angústia com a consideração da angústia presente na obra Interpretação dos sonhos. Para uma melhor compreensão da angústia, far-se-á uma retomada á alguns textos de Freud que fale sobre este conceito, usando como alicerce o livro Angústia e sociedade na obra de Sigmund Freud de Mello Neto (2003).

Freud, em suas primeiras publicações sobre as neuroses, distingue as chamadas neuroses atuais, dentre as quais se encontra a neurose de angústia, das psiconeuroses. Diferente das psiconeuroses, a neurose de angústia pode ser comumente entendida, nas palavras de Freud (1895), como uma grande acumulação de tensão sexual, e a elaboração psíquica dessa excitação sexual esta ausente ou é insuficiente. Desta forma, compreende-se que na neurose de angústia ocorre um défict de libido psíquica e excessiva libido somática. Sendo assim, o indivíduo que sofre desta neurose não consegue ter uma descarga adequada desta energia somática, pelo contrário, acumula-se essa tensão porque não consegue elaborar tal excitação psiquicamente.

Segundo Mello Neto (2003) foi na década de 1890 que Freud começa a introduzir na sua obra o conceito de angústia, e o que provocaria á angústia nos indivíduos seriam os fatores sexuais. Para uma melhor compreensão de a sexualidade estar envolvida com a angústia, Freud pontua na sua carta a Fliees, no rascunho “E”, datado de 1894, que o campo sexual esta na etiologia das neuroses e na angústia dos neuróticos. Ele nos dá o exemplo de que a prática do coitus interruptus está intrinsecamente ligada aos sintomas da neurose de angústia. Praticamente em todos os casos em que a angústia esta presente aparece uma conexão com a sexualidade, e mais precisamente, com a abstinência sexual. Outros exemplos que envolvem a ligação da sexualidade com a neurose de angústia é a angústia que aparece nas mulheres anestésicas, nas pessoas abstinentes e nas virgens. Também é comumente aparecer sintomas em mulheres cujo marido sofre de ejaculação precoce, em homens que não aproveitam sua excitação sexual para o coito e dos neurastênicos que abdicaram sua compulsão a masturbação.

Segundo Freud (1894), no “rascunho G”, através das suas observações de pacientes que apresentam o quadro melancólico, o autor chegou à conclusão que estes sujeitos freqüentemente não possuem desejo sexual, não querem ter relações desse gênero, são praticamente anestésicos, e por isso não sentem necessidade de uma satisfação sexual, mas necessita de amor, este de ordem psíquica (Freud, 1894). Desta forma, a melancolia parece ser o inverso da neurose de angústia, pois enquanto na primeira tem-se uma acumulação psíquica, de necessidade de amor, a segunda trata de uma acumulação somática, e de uma fraca ou inexistente elaboração psíquica. Assim sendo, Freud observa que, enquanto as pessoas impotentes têm tendência a adquirir a melancolia, as potentes contraem neurose de angústia. Neste mesmo rascunho Freud ainda nos diz que os sintomas de angústia também aparecem ao mesmo tempo em que advêm os sintomas de neurastenia, histeria, obsessões e melancolia, originando as neuroses mistas.

Já no rascunho “B”, Freud (1894) nos fala brevemente sobre a neurose de angústia e que esta pode aparecer sob duas formas: a primeira como um ataque de angústia, sendo que está pode aparecer conjuntamente com a histeria, e que isto justifica o fato de aparecer mais freqüentemente em mulheres. A segunda forma, que no caso é o estado crônico de angústia, aparece comumente nos neurastênicos. Freud destaca vários sintomas, característicos destes estados crônicos, dentre eles: A angústia em relação ao corpo, relacionada com o funcionamento deste e a angústia pautada na memória. O autor considera esses três sintomas próximos, e se indaga sobre a hereditariedade desses casos, considerando o fator sexual, e afirma que esses sintomas são adquiridos por cônjuges que praticam o coitus interruptus. Ainda neste rascunho, pontuando as questões econômicas da neurose de angústia, Freud nos diz que a neurose de angústia e a neurastenia têm em comum uma característica bem peculiar, pois nas duas neuroses a fonte da excitação e a causa do distúrbio residem no campo somático e não no psíquico. Entretanto, existe uma diferença entre os sintomas da neurose de angústia e da neurastenia; enquanto no primeiro o que encontramos é um acúmulo de excitação, no último predomina o empobrecimento de excitação.

Freud (1894), nas conclusões do rascunho “B”, propõe aos jovens de boa índole relações sexuais para a prevenção de afecções, ou senão:

Na ausência de tal solução, a sociedade parece condenada a cair vítima de neuroses incuráveis, que reduzem a um mínimo o gozo da vida, destroem a relação conjugal e trazem a ruína hereditária a toda a geração seguinte. As camadas inferiores da sociedade nada sabem do malthusianismo, mas estão em plena procura e, do jeito que as coisas vão, atingirão o mesmo ponto e serão vitimadas pela mesma fatalidade. (Freud, 1894, p. 109).

Retomando o rascunho “E”, Freud (1894), nesse rascunho, constata que as mulheres frígidas estão sujeitas à angústia após o coitus interruptus, isso leva o autor a dizer que na neurose de angústia se trata de uma questão de acumulação física de excitação. Esta acumulação acontece porque não ocorreu a descarga desta tensão. Desta forma, a neurose de angústia se parece com a histeria, pois ambas as neuroses são de represamento. Freud indaga-se do porque da ocorrência da transformação em angústia quando há uma acumulação da tensão, e examina o mecanismo normal para lidar com a tensão acumulada, dando atenção á excitação endógena.

Para Freud (apud Mello Neto, 2003) os acontecimentos são mais simples no caso da excitação exógena. A fonte da excitação é externa ao indivíduo e transmite para dentro de seu psiquismo um aumento de excitação, que passa a ser dirigido de acordo com sua quantidade. Para alcançar a satisfação, deverá ocorrer uma diminuição da quantidade de excitação psíquica, equilibrando com a excitação externa. Diferente das excitações exógenas, as endógenas se originam dentro do corpo do sujeito, como exemplos têm a fome, a sede e a pulsão sexual. Assim, para satisfazer essas excitações, precisa-se de ações específicas, que são reações que impedem, por um período, o surgimento de novas excitações nos órgãos internos, sejam essas reações possíveis com maior ou menor gasto de energia.

Desta forma, Freud (apud Mello Neto, 2003) cria a suposição que a tensão interna, ou melhor, endógena, pode aumentar sem interrupções, e diminuir conforme ocorra uma ação específica que impeça seu aumento. Entretanto, só é percebido esse aumento de excitação endógena quando esta alcança um determinado limiar e esta excitação passa a ter uma representação psíquica quando fica acima desse limite, fazendo que o psiquismo procure soluções para acabar com esse aumento de tensão. Como exemplo, podemos supor o que Freud disse sobre a sexualidade, pois quando a tensão sexual física fica acima de certo nível, chega ao psiquismo, e este passa a procurar uma ação para diminuir essa tensão, que no caso é o coito.

O pai da psicanálise, nesta mesma obra supracitada, ainda nos diz que, quando não ocorre uma ação específica, a tensão aumenta demasiadamente e passa a ser uma perturbação para o indivíduo, mas ainda não há embasamento para sua transformação. Mas no caso da neurose de angústia, essa transformação ocorre, pois a tensão física aumenta, ultrapassando ou atingindo o nível do limiar em que despertar o afeto psíquico, mas a conexão psíquica com a física não ocorre ou permanece precária. Assim, um afeto sexual não pôde ser desenvolvido, isto porque faltou algo para ligar-se aos fatores psíquicos. Desta forma, a tensão física não sendo psiquicamente ligada, passa a ser transformada em angústia.

Para Freud (apud Mello Neto, 2003), na neurose de angústia ocorre uma impossibilidade de ligação entre o físico e o psíquico e, conseqüente, uma transformação, e o motivo esta situado no plano psíquico. Como exemplo, nas mulheres virgens, observa-se que elas não possuem ou são escassas suas noções sobre a sexualidade, e mais ainda, essa limitação psíquica pode ser resultante da rígida educação dos pais. Pode-se também tratar da recusa psíquica da sexualidade dos indivíduos que escolheram ser abstinentes e das limitações de processos psíquicos nas mulheres cujo marido pratica o coito interrompido. Desta forma, pode-se deduzir que em todos os casos ocorre um desvio da excitação física sexual, e o motivo é psíquico. O principal sintoma da neurose de angústia é o ataque de angústia, e abrange várias características, como a dispnéia, as palpitações e a própria sensação de angústia, e todas essas características lembram o coito, como se fosse uma reprodução.

Freud (1895), em Sobre os fundamentos para destacar da neurastenia uma síndrome específica denominada neurose de angústia, ressalta que a neurose de angústia é distinta da neurastenia, pois apresenta etiologia e mecanismos próprios. Em relação à neurose de angústia, pode-se dizer que nesta neurose praticamente todos os caracteres são congregados em torno de um sintoma fundamental, que é a angústia.

A partir disto, a neurose de angústia passa a ser uma entidade clínica, aparecendo na forma simples, isolada, ou em forma completamente combinada com outras neuroses, como por exemplo, combinada com a histeria, obsessões, fobias, denominadas por Freud de neuroses mistas. O quadro clínico da neurose de angústia, para Freud (1895), abrange vários sintomas, dentre eles: irritabilidade geral, expectativa angustiada (o indivíduo acredita que algo muito ruim vai acontecer sem que exista um motivo, um fundamento peculiar para isso), ataques de angústia acompanhados de pensamentos de morte, medo de enlouquecer, distúrbios da atividade cardíaca (arritmia, palpitações, taquicardia), pavor noturno, fobias, distúrbio das atividades digestivas como vômito, náusea e fome voraz, dentre outros sintomas.

Na etiologia desta neurose, descrita por Freud (1895), aparecem alguns componentes fundamentais que contribuem para o surgimento da neurose de angústia, dentre os quais: A pré-disposição, que é similar a hereditariedade; a intensidade da excitação sexual somática sem a simbolização; e também as causas auxiliares, que não tem um papel fundamental na gênese da neurose, mas unem-se as demais características mencionadas, compondo assim o que é chamado por Freud de “equação etiológica”. Estas causas são perturbações banais, como por exemplo, a exaustão física. Na neurose de angústia o que é preponderante é a angústia, seja ela em estados mais graves, crônicos ou leves.

Em sua obra Respostas às criticas ao meu artigo sobre a neurose de angústia, Freud definiu a neurose de angústia como:

A neurose da angústia é criada por tudo aquilo que mantém a tensão sexual somática afastada da esfera psíquica, por tudo o que interfere em sua elaboração psíquica. Ao retrocedermos às circunstâncias concretas em que esse fator se torna atuante, somos levados a afirmar que a abstinência |sexual|, quer voluntária quer involuntária, a relação sexual com satisfação incompleta, o coito interrompido, o desvio do interesse psíquico da esfera da sexualidade e coisas similares são os fatores etiológicos específicos dos estados que denominei de “neurose de angústia”. (Freud, 1895, p.70).

Para finalizar este breve apanhado sobre a neurose de angústia, retomaremos ao que Mello Neto (2003) disse sobre a angústia da neurose de angústia. Observando este sintoma do ataque de angústia, é interessante notar que a excitação sexual não ligada ao plano psíquico, sem domínio, é retomada por um nível que é estranho ao indivíduo, como se este não tivesse controle e posse disto, que seria no caso o perigo relacionado ao que esta fora do sujeito, ao mundo externo, comportando-se como se projetasse a excitação de dentro para fora.

Já no período de 1900, Freud começa a definir de forma um pouco distinta a angústia; esta ganha uma ampliação em seu entendimento. Em Interpretação dos sonhos, Freud (Apud Mello Neto, 2003) nos fala que, no capitulo IV, seja na fobia ou nos sonhos, a angústia esta vinculada a uma representação, mas as causas desta angústia provem de fontes sexuais, pelo qual a libido não obteve sua satisfação; ela foi desviada de sua finalidade, assim como observamos na angústia da neurose de angústia. Já no capitulo V, Freud relaciona a angústia com o recalcamento. Neste capitulo, encontramos um breve entendimento do recalcamento. Observamos que existem desejos inconcebíveis de ser realizado na realidade, que foram inibidos por uma força que não deixa esse impulso se manifestar. Esses desejos encontram-se no primeiro plano, no inconsciente, e contrasta-se com o segundo sistema, que seria o pré-consciente. Se no caso esse desejo escapa da inibição que sofreu do pré-consciente, e chegar ao consciente de forma pura, ele aparece como um desprazer imenso, como angústia.

No capitulo VII, Freud exemplifica melhor o funcionamento do mecanismo do recalque. Para este autor, nos sintomas dos neuróticos, a inibição ocorre para evitar o impulso desagradável, mas acontece uma solução de compromisso entre o pré-consciente e o inconsciente para esse impulso encontrar uma forma de descarregar-se. Essa solução não deixa de ser um cumprimento do desejo. O desejo pertence ao inconsciente enquanto é reprimido pelo pré-consciente, é daí que deriva o compromisso; pois enquanto, por um lado, essa energia reprimida encontra saída através do sintoma, por outro, é uma forma do pré-consciente, que é responsável pela inibição, de controlar essa energia indomável. Assim, Freud define que o sintoma surge como uma forma de evitar a manifestação da angústia, pois se aquele impulso se manifestasse de forma pura, como exemplo num indivíduo que sofre de uma fobia, em que o ele não forma o sintoma e tem que desempenhar o ato que repudia, tende a aparecer à angústia.

Se pensarmos a respeito, o recalcamento aparece para sufocar este conteúdo inconsciente, retirar o afeto e a representação a ele ligada, para justamente prevenir o desprazer, a angústia.

O que podemos observar, comparando aquilo que Freud falou sobre a neurose de angústia e essa relação da angústia com o recalcamento, é em que ambas ocorre uma não ligação da excitação somática com o psíquico, ou seja, enquanto na neurose de angústia observa-se o excesso somático devido à abstinência sexual e a pratica do coitus interruptus, no recalcamento acontece uma repressão do pré-consciente dos impulsos inconscientes, e que, para este conteúdo manifestar-se, ele perde todo seu afeto e sua representação devido ao recalque. Entretanto, a transformação desta energia, deste impulso, em angústia, nesta nova consideração da angústia de Freud posterior ao entendimento da neurose de angústia, é intercedida pelo recalcamento, e as questões ligadas ao coitus interruptus e a abstinência sexual são entendidas de outra forma: Enquanto na angústia da neurose de angústia ocorria uma busca voluntária de o indivíduo abster-se da pratica sexual, no recalcamento acontece um represamento, uma inibição, que seria uma “abstinência”, mas inconsciente.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Apresentando esses dois modelos de angústia; uma peculiarmente explicada pela neurose de angústia, enquanto em outro momento vemos a conciliação da angústia com o recalque, podemos tecer considerações tentando aproximar esses duas vertentes, observando se existem divergências e em que pontos elas convergem.

Pontuando as questões econômicas da angústia, tanto a ligação da angústia com o recalque e a neurose de angústia, averigua-se que em ambas ocorre uma transformação da libido, e também, nos sonhos, a angústia surgiria ligada as questões sexuais. Mas o que podemos ressaltar é que, se na neurose de angústia a origem da angústia se dá pela abstinência sexual ou pela prática do coito interrompido, e esta concepção de angústia seria ampliada pela condição do recalcamento: A angústia agora é empregada como defesa frente ao desejo. A angústia fica em segundo plano, e assim, torna-se razão para o recalcamento. A angústia e recalque mesclam-se, e aquela aparece como sinal para, assim, ocorrer o recalque. É desse modelo que Freud constrói o embasamento etiológico para as psiconeuroses. Assim, compreendemos o movimento das psiconeuroses quanto à solução de compromisso do sintoma; á angústia é o principal indicador do desejo, da realização fantasiosa deste, mas também o precursor do recalcamento.

Para concluirmos, podemos considerar que encontramos nesse modelo de angústia conjunto com o recalcamento, ou melhor, essa angústia em segundo grau, a idéia de não-emprego de excitação sexual e, por isso, a sua transformação em angústia, como ocorre na neurose de angústia. Mas, para ampliar essa compreensão, necessita-se explicar o mecanismo da angústia que Freud postulou nas psiconeuroses, onde acontece uma transformação de uma quantidade de libido em angústia, mas agora mediada pelo recalcamento. Não podemos, dessa forma, dizer que este entendimento da angústia e recalque é visto como um novo modelo, distinto daquele da neurose de angústia.

O modelo de angústia é o mesmo, o da não-descarga, mas na psiconeurose e no sonho, o recalcamento é o seu grande responsável, tanto quanto a abstinência na neurose de angústia.

REFERENCIAS

Freud, S. Primeiras Publicações Psicanalíticas. Cartas dirigidas a Fliess, Rascunho “B”. (1894). Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. V.I. Rio de Janeiro: Imago, 1996.

______. Primeiras Publicações Psicanalíticas. Cartas dirigidas a Fliess, Rascunha “E”. (1894). Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. V.I. Rio de Janeiro: Imago, 1996.

______. Primeiras Publicações Psicanalíticas. Cartas Dirigidas a Fliess, Rascunho “G”. (1894). Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. V.I. Rio de Janeiro: Imago, 1996.

______. Primeiras Publicações Psicanalíticas. Sobre os fundamentos para destacar da neurastenia uma síndrome específica denominada neurose de angústia. (1895). Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. V.III. Rio de Janeiro: Imago, 1996.

______. Primeiras Publicações Psicanalíticas. Respostas às criticas ao meu artigo sobre a neurose de angústia. (1895). Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. V.III. Rio de Janeiro: Imago, 1996.

Mello Neto, G.A.R. (2003). Angústia e sociedade na obra de S. Freud. Campinas, São Paulo: Ed Unicamp, no prelo.

[1] Graduado em psicologia pela U.E.M, especialização em psicanálise: teoria e clínica pela N.E.C.P.A.R, Mestre em psicologia Pela UNESP, Doutorando em psicologia pela UNESP.

Enviado: Fevereiro, 2018.

Aprovado: Maio, 2019.

Download PDF
Como publicar Artigo Científico

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here