Inclusão de crianças com síndrome de Down

0
99
DOI: ESTE ARTIGO AINDA NÃO POSSUI DOI [ SOLICITAR AGORA! ]
Inclusão de crianças com síndrome de Down
Classificar o Artigo!
ARTIGO EM PDF

ARTIGO ORIGINAL

RODRIGUES, Micheli Evangelista [1], TOURO, Gilmara Pereira Macedo [2], FRAZÃO, Luzia Aparecida Martins [3], SILVA, Marlene Barbosa dos Santos [4], TEIXEIRA, Selma Ojeda [5], BORTOLUSSO, Simone [6], PORTO, Verônica Alves [7]

RODRIGUES, Micheli Evangelista. Et al. Inclusão de crianças com síndrome de Down. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 11, Vol. 03, pp. 13-23 Novembro de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

Este artigo trata-se de uma pesquisa bibliográfica, realizada como requisito para conclusão do curso de pós-graduação realizado pelo Instituto La Veritá- Cursos de Pós-Graduação e Capacitação. O artigo busca conhecer quais os recursos ou estratégias estão disponíveis para inclusão de alunos com Sindrome de Down, e entender como está sendo implantada, de acordo com a visão de autores pertinentes ao tema. Sendo assim todo trabalho foi desenvolvido recorrendo a leituras diversas, e pesquisas acerca do que hoje é visto como incluir, como se deve trabalhar com os vários tipos de deficiências existentes, muitas vezes em uma só. Podemos concluir que muito longe estamos de uma educação devidamente inclusiva e longe também de termos recursos disponíveis para se trabalhar com as variáveis que cada indivíduo exige, resta-nos então, pensarmos se isso está de acordo com o sonho de incluir a todos ou não e se nós concordamos com o rumo que a educação inclusiva, mais especificamente neste caso a inclusão do Síndrome de Down (SD) vem tomando.

Palavras-chave: Síndrome de Down, Inclusão, Estratégias.

INTRODUÇÃO

O artigo originou-se mediante uma pesquisa bibliográfica, adotada como metodologia, tendo por objetivo conhecer quais métodos estão disponíveis para a inclusão de alunos com Síndrome de Down (SD) e também entender como está sendo implantada, se de acordo com os autores ela ocorre verdadeiramente.

A escola é um espaço primário para a superação das dificuldades de relacionamento encontradas em crianças com SD, nela as atividades propostas precisam atender as necessidades dos alunos respeitando suas limitações dentro dos processos de ensino aprendizagem, para tanto é fundamental conhecer algumas características do desenvolvimento cognitivo e lingüístico da criança com SD relevantes para este processo.

Diante disso e considerando também que a maior parte dos indivíduos com SD apresenta extrema dificuldade no relacionamento global e intelectual com pessoas e ambientes diferentes de sua rotina, qual seria então o método mais eficiente para que os mesmos consigam realizar uma leitura/escrita global e significativa?

Atentos a esta problemática buscamos identificar que seria ideal uma intervenção educativa precoce, contínua e adequada permitindo que a criança com SD possa adquirir competências em diversas áreas, como por exemplo, uma boa memória visual, boa compreensão linguística, e certamente uma retenção do aprendizado. Deste modo, pretende-se mostrar quais as formas de inclusão que hoje estão sendo praticadas nas instituições e se elas estão fornecendo resultados as crianças, que são os principais interessados nesse aspecto.

Primeiramente abordaremos um breve conhecimento sobre a SD relatando suas especificidades e na sequência abranger os métodos e as estratégias existentes para a inclusão.

2. CONHECENDO A SÍNDROME DE DOWN

Síndrome de Down (SD) é uma alteração genética caracterizada pela presença de um cromossomo a mais no par 21, chamada trissomia 21. Os primeiros indícios de SD foram relatados pelo médico John Langdon Down (1866) que verificou as características dessa síndrome em crianças com atraso intelectual. Foram designadas três formas para essa síndrome: trissomia simples, translocação e mosaicismo. A trissomia simples é a forma mais comum e representa cerca de 90% dos casos. Na translocação, o cromossomo extra do par 21 fica unido a um cromossomo de outro par. No mosaicismo há um erro na distribuição dos cromossomos.

Segundo Mancine et al. (2003) a SD é qualificada como condição genética, onde o portador apresenta uma série de características físicas e mentais específicas. Esta síndrome é considerada uma das mais frequentes anomalias numéricas dos cromossomos autossômicos e representa a mais antiga causa genética de retardo mental.

Silva e Dessen (2002) caracterizam a SD da seguinte maneira:

dentre as características fenotípicas desta síndrome destacam-se a braquicefalia, descrita por um diâ- metro fronto-occipital muito pequeno, fissuras palpebrais com inclinação superior, pregas epicânticas, base nasal achatada e hipoplasia da região mediana da face. Além dessas características da face, observa-se, também, que o pescoço é curto, podendo estar presente apenas uma prega palmar; a pina é pequena e displásica; a língua é protusa e hipotônica; há clinodactilia do 5º dedo das mãos e uma distância aumentada entre o 1º e o 2º dedos dos pés. Em geral, as crianças com SD apresentam hipotonia muscular e são muito sonolentas. Logo após o nascimento, elas mostram dificuldades para a sucção e deglutição. Observa-se, também, um atraso no desenvolvimento de alguns reflexos do bebê, havendo um comprometimento na postura de semiflexão dos quadris, que pode não ser evidente ou, até mesmo, estar ausente. (SILVA E DESSEN, 2002, pag.167).

As características faciais da SD é o que mais chama atenção e acabou muitas vezes por fazer com que o preconceito das pessoas a sua volta aumentasse, todos os indivíduos com SD possuem os traços muito parecidos e segundo Kosma (2009), nem todos as crianças terão todas as características, alguns terão mais, outros menos, por exemplo, alguns podem ter os olhos mais puxados, como os orientais, e outras crianças com SD ter os olhos mais arredondados.

Neste contexto, Bissoto (2005) relata que o diagnóstico de uma criança com SD pode ser feito por meio de um estudo cromossômico do cariótipo que corresponde à identidade genética do ser humano. Na ultrassonografia, também existem chances de se fazer o diagnóstico, observando as dobras ou espessura da nuca. O autor ainda traz em sua pesquisa, que algumas das características básicas de pessoas com SD estão os traços morfológicos, retardo mental, hipotonia muscular, a cabeça menor que o normal e a parte traseira proeminente.

Além disso, alguns autores como Bissoto (2005), Teixeira e Kubo (2008) e também o site Movimento Dawn (2012) as crianças com SD apresentam uma dificuldade acentuada no desenvolvimento de suas funções cognitivas, sendo que algumas são mais comprometidas do que outras. Com isso o desenvolvimento da linguagem é um dos mais prejudicados. As crianças com SD apresentam um índice baixo do que seria esperado com base em uma idade mental em vários métodos de linguagem, mas por outro lado, saem-se extremamente bem em tarefas de memórias espacial/visual. A SD implica frequentemente complicações clínicas, que acabam por interferir no desenvolvimento global da criança, sendo que, as mais comuns são as complicações cardíacas, hipotonia, complicações respiratórias e alterações sensoriais, principalmente relacionadas à visão e à audição.

Silva e Dessen (2002) alertam para o fato de que uma das características mais encontradas em crianças com SD é a deficiência mental, ressaltam que isso não está presente em todos os casos, mas acontece em alguns e seu grau de afeto vai depender do atraso no desenvolvimento global que cada criança possui.

No entanto, não podemos deixar de relatar que nem todos os casos são iguais e afetados na mesma proporção, a SD se diferencia muito das outras síndromes por que ela não ocorre de uma mesma maneira em todos os indivíduos diagnosticados, alguns têm uma maior limitação e outros menos.

Bissoto (2005) alerta para o fato de que o portador de SD consegue desenvolver suas habilidades cognitivas, da linguagem e de esquemas motores quando atingem a adolescência, no entanto, ocorre um declínio dessas capacidades. Devido esse acontecimento alguns pesquisadores mencionam que portadores de SD tenham possibilidades maiores do que o restante da população de desenvolver a Doença de Alzheimer, mas alguns estudos realizados por Devenny e colaboradores (1992) com portadores de SD de alto rendimento, ou seja, que tenham as capacidades cognitivas pouco afetadas, acompanhando os mesmos durante de cinco anos, não encontraram qualquer relação significativa, para apoiar a hipótese de envelhecimento e decréscimo das habilidades cognitivas de indivíduos com SD.

3. MÉTODOS UTILIZADOS PARA INCLUSÃO DE CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN.

A inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais nas escolas comuns tem como marco principal a Declaração de Salamanca, que foi instituída na Conferência Mundial de Educação Especial, em 1994. Assim, toda criança tem direito à educação, nenhuma criança é igual à outra, ou seja, cada uma possui características, interesses, capacidades e necessidades de aprendizagem que são únicas. Desse modo, todas devem ser atendidas no espaço escolar, e as crianças com necessidades educacionais especiais deveriam ser acomodadas na escola com uma pedagogia centrada na criança capaz de satisfazer a suas necessidades. (UNESCO, 1994)

Historicamente, podemos observar que a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais em escolas regulares vem acontecendo de forma gradativa, porém, vale ressaltar que nossa educação não foi sempre inclusiva, ela se tornou.

Como afirma Kassar (2011), a educação se constituía separando os alunos, em normais e anormais, ou fortes e fracos, dependendo de suas condições, e diante desta forma de pensar, que perdurou alguns anos, muitas crianças estiveram fora das escolas, e algumas dessas não tinham sequer alguma deficiência, o fato é que a família tinha medo de colocar seus filhos na escola e serem discriminados, nos dias atuais as políticas educacionais repelem essas atitudes defendendo uma educação igualitária e de qualidade, independente de necessidades especiais ou não.

Outros autores acreditam que ainda se está longe de termos escolas inclusivas, pois se trata de uma realidade distante do nosso país, e sugerem hipóteses para obtê-las. Como afirma Carvalho (2012), a escola terá que se adaptar de uma forma geral, não só a sala de aula, mas também nas áreas administrativas, nas áreas externas também, como pátio, até mesmo toda sua arquitetura e engenharia, mas também a escola será este espaço inclusivo, se houver uma articulação entre as políticas públicas que garantem aos cidadãos o exercício de seus direitos, de uma forma geral, pois isto até o momento ainda não ocorre.

Segundo Melo, Lira e Facíon (2009), o censo escolar de 2002 demonstrou que o número de alunos com deficiência incluídos no ensino regular teria aumentado aproximadamente 150%, mas, mesmo com esse aumento, não se pode dizer que estes alunos estariam devidamente incluídos, pois quando são analisadas as condições da escola para recebimento desses alunos, encontra-se uma escolarização insuficiente e precária, ou seja, as escolas não possuem condições físicas e profissionais para tal inclusão.

No entanto, não nos cabe aqui relatar quantos desses alunos são SD e quantos não, nosso foco é mostrar que a inclusão, não somente do SD mas de qualquer outro deficiente, caminha a passos lentos, muito se diz nas legislações atuais, quando na verdade em muitos casos os alunos estão nas salas de aula sem qualquer apoio ou diferenciação de materiais para que o auxilie no caminho do aprendizado, este seria o ideal, que certamente acontecerá, temos que fazer nossa parte, nos conscientizar e defender a inclusão.

O aprendizado de pessoas com SD, de acordo com Martins (2002 p. 40) “deve ser estimulado a partir do concreto, sem pular etapas, necessitando de instruções visuais e situações reais, para que o estudante consolide suas aquisições”. Sendo assim, é importante que se inicie a estimulação com as crianças desde o início de sua vida, com gestos, articulações e verbalizando todas as suas ações. Apesar de suas dificuldades, as pessoas com SD fazem uso funcional da linguagem e compreendem as regras utilizadas na conversão, porém as habilidades para a comunicação são variáveis.

De acordo com Kosma (2009), uma das grandes inquietações dos pais de crianças com SD, é a respeito da inteligência de seus filhos, no entanto não há como saber qual serão suas habilidades, da mesma forma que não há como saber quais serão de qualquer outra criança, o que se pode e deve fazer é estimular, por que muitas crianças com SD aprendem a ler e escrever, tudo depende do estimulo e do grau que a deficiência atinge em cada indivíduo.

Algumas características são fundamentais para a alfabetização de portadores da SD, uma vez que possuem um aprendizado em ritmo mais lento, tendo dificuldades de concentração e de retenção de memórias em curto prazo. Diante disso, o site Movimento Down cita que alguns aspectos são importantes para a criança com SD ter uma alfabetização mais eficiente:

– Deve lhe ser oferecido um maior número de experiências, para que aprenda o ensinado;

– Trabalhar com alegria os objetos chamativos e variados, para que se tenha interesse pela atividade a ser realizada;

– Ajudá-lo e guiá-lo no necessário, para a realização da atividade, até que o mesmo passe a fazê-lo sozinho;

– Despertar o interesse pelos objetos e pessoas que o rodeiam, fazendo a aproximação e mostrando-lhes que as coisas são agradáveis e chamativas;

– Repetir inúmeras vezes as tarefas já realizadas, para que consigam se lembrar de como fazê-las e para que elas servem;

– Aproveitar todos os fatos cotidianos que ocorrem ao seu redor, sempre lembrando suas utilidades e relacionando seu conceito em sala de aula;

– Ter muita paciência e ajudá-los nas respostas das atividades, fazendo sempre o estímulo necessário para a resposta correta;

– Fazer com que explorem novas situações a serem vividas, ensinando-os a ter iniciativa própria;

– Entender a ordem de seu aprendizado e qual à hora certa para se aprender determinada coisa, apresentando situações possíveis de serem resolvidas;

– Elogiar sempre e deixá-lo ciente do quão capaz ele é, animando-o pelo que já conseguiu e sempre o estimulando para alcançar novos objetivos;

– Deixar que ele atue como sujeito principal de atividades participativas.

Uma das abordagens encontradas para o ensino da aprendizagem em pessoas com SD é a abordagem fônica de exercício, que reforçam as habilidades motoras, envolvendo o ritmo e as rimas. Pode-se observar que a consciência fonológica é de fundamental importância para a aquisição da escrita e leitura, pois se refere à habilidade de discriminar e manipular segmentos da fala. Essa consciência do sistema sonoro da língua, não se desenvolve espontaneamente, e requer experiências especificas para que ocorra a instrução de correspondência entre sons e letras.

Amaral e Gomedi (2004) relatam em sua pesquisa que um método eficaz para trabalhar com indivíduos com Síndrome de Down (SD), seria através de jogos de computadores, chamados por elas de jogo educacional, este se torna importante, devido a facilidade que a criança terá de ficar mais próximo da realidade, ou seja, pelo computador ele pode observar e realizar as atividades propostas utilizando seu lado sensório motor.

Neste contexto uma das estratégias mais utilizadas para trabalhar com crianças que tenham SD é o uso do material concreto, na aula de matemática, segundo Favero e Oliveira (2004), com o uso deste tipo de material a criança consegue identificar de forma mais clara o que se pede na atividade.

Outro método eficiente em alfabetização para crianças com SD, é o método multissensorial (Alves, 2007), que busca combinar diferentes modalidades sensoriais no ensino da linguagem escrita às crianças. Ao usar as modalidades auditivas (a forma fonológica), visuais (a forma ortográfica da palavra), e sinestésicos (os movimentos necessários para escrever determinada palavra), pode-se identificar que as abordagens utilizadas para alcançar a aprendizagem da leitura e escrita em crianças com SD são diversas e que podem chegar a diferentes resultados.

Alves (2007) destaca que não se pode limitar a possibilidade de desenvolvimento intelectual dos sujeitos. A alfabetização da criança com SD, deve atender as suas necessidades, sem se desviar dos princípios básicos de alfabetização. As atividades desenvolvidas não podem se limitar ao básico, mas sim explorar e possibilitar o contato com várias coisas que estão a sua volta. Martins (1999) salienta que a alfabetização de uma criança ou jovem com a síndrome não deve apenas ser uma atividade mecânica e repetitiva, mas que deve representar um enriquecimento real da sua personalidade. A escrita é uma forma de suporte para a memória e um modo de transmitir significados, pois ao mesmo tempo em que ela recebe, transmite informações na direção de valores e objetivos que devem ser incrementados na capacidade da criança. Sendo assim a leitura e a escrita, são importantes ferramentas na construção de um sujeito autônomo, o que é de extrema importância para indivíduos com SD.

É apropriado salientar que a inteligência da criança com SD evolui de acordo com as especificidades do sujeito, não existindo assim, tempo fixo para o desenvolvimento da aprendizagem. Cabe lembrar que o desenvolvimento da fala é também a formação da inteligência.

Em crianças com SD segundo Martins (1999), a aquisição e a evolução da linguagem se processam lentamente, por isso se torna tão importante e necessário que sejam realizados estímulos externos, pois essas crianças tem um atraso na produção e articulação dos sons, este atraso ocorre porque essas articulações dependem dos movimentos realizados pela língua, pelos dentes e maxilares, por isso estimular os movimentos dessas áreas torna-se fundamentais.

O que se percebeu mediante todas as leituras realizadas, é que a criança com SD assim como qualquer outra criança, precisa de muito estimulo, vontade de ensinar e dedicação para que suas habilidades sejam elevadas, pois precisam de tempo para que se desenvolvam, como qualquer outra criança.

4. MATERIAIS E MÉTODOS

Para desenvolvimento deste artigo utilizamos como metodologia a pesquisa bibliográfica e utilizamos autores que mais corresponderam as nossas expectativas e indagações, durante todo processo de realização utilizamos leituras diversificadas para que o resultado final não compreendesse somente um aspecto, mas a SD como um todo, respondendo deste modo, nossos questionamentos.

5. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Os resultados que podemos constatar segundo os dados obtidos com a pesquisa, que por se tratar de uma pesquisa bibliográfica, não podemos generalizar e afirmar que esteja correto ou incorreto, mas de acordo com o pouco de experiência escolar e mediante as falas dos autores aqui citados, acredita-se que temos muitos métodos para trabalhar com crianças com SD, no entanto, não chegamos a utilizar nem a metade deles, por que ainda estamos muito presos a regularidade escolar, a uma igualdade de trabalho, onde exclui-se tentando incluir.

O tema aqui estudado pode auxiliar para um estudo de caso mais futuramente para que possamos analisar se alguns desses métodos está sendo verdadeiramente aplicado em salas de aulas regulares ou até mesmo em sala de recursos que atendam somente crianças com necessidades especiais diferenciadas.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A Síndrome de Down se tornou nos dias atuais, um tema de grande visibilidade, já que está presente hoje até mesmo em novelas e comercias crianças com a síndrome. O propósito do estudo foi entender um pouco da inclusão, conhecer alguns métodos disponíveis ou estratégias.

De acordo com o objetivo de entender como se dá a inclusão da criança com SD, pode-se constatar com a pesquisa realizada que muito se fala sobre o que deve ser feito, mas infelizmente muito pouco se faz, nossas escolas, profissionais, colaboradores, ainda não estão totalmente prontos e abertos a inclusão de fato, estamos colocando estas crianças nas escolas e esperando que sozinhas se desenvolvam, como mencionado na pesquisa de Carvalho (2012), acreditamos que o desejo de incluir e ver a inclusão acontecer é grande e caminha para um final feliz.

O que podemos conhecer de métodos disponíveis até mesmo em sites de pesquisa, ainda é muito pouco e todos enfatizam que o importante é trabalhar o concreto, estimular habilidades já existentes e de fato se conseguirmos utilizar o que já se tem de métodos para trabalho com SD, certamente teremos bons resultados, no entanto, nem sempre se torna algo fácil trabalhar separadamente com um único aluno em uma sala numerosa como as que temos em nossas redes municipais e estaduais de ensino.

É importante salientar que a SD necessita de nosso olhar comprometedor, que cabe a nós cada vez mais lutarmos e acreditarmos que é possível incluir, é possível se trabalhar, faz-se necessário realizarmos mais estudos, estarmos sempre buscando novas ideias e conhecimentos para que o trabalho seja cada vez melhor e mais empenhado no que realmente é importante, a aprendizagem, alfabetização e principalmente a inclusão da criança com SD.

REFERÊNCIAS

AMARAL, Marília A.; GOMEDI, Grasiele. Desenvolvimento de Software Educacional para crianças portadoras de Síndrome de Down. In: Anais do IV Congresso Brasileiro de Computação–CBComp, pag. 2004. Disponível em: <http://www.niee.ufrgs.br/eventos/CBCOMP/2004/pdf/Informatica_Educacao/t170100106_3.pdf>. Acesso em: 15 out. 2018.

ALVES, F. Para entender Síndrome de Down. Rio de Janeiro: Wake, 2007.

BISSOTO, M. L. O desenvolvimento cognitivo e o processo de aprendizagem do portador de Síndrome de Down: revendo concepções e perspectivas educacionais. Ciências & Cognição; Ano 02, v.04, mar/2005. Disponível em www.cienciasecognicao.org. Acesso em: 22 set. 2018.

CARVALHO, Rosita Edler. Escola inclusiva: a reorganização do trabalho pedagógico. 5. ed. Porto Alegre: Mediação, 2012.

FÁVERO, Maria Helena; DE OLIVEIRA, Denise. A construção da lógica do sistema numérico por uma criança com Síndrome de Down The construction of logical numerical system by a child with Down Syndrome. Educar em revista, n. 23, p. 65-85, 2004. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/er/n23/n23a06.pdf> Acesso em: 10 out 2018.

KASSAR, Mônica de Carvalho Magalhães. Educação especial na perspectiva da Educação inclusiva: desafios da implantação de uma política nacional. Educ.rev., Curitiba, n.41, set. 2011. Disponível em<http://www.scielo.br/pdf/er/n41/05.pdf>Acesso em: 20 set 2018.

KOZMA, Chahira. O que é síndrome de DownCrianças com síndrome de Down: guia para pais e educadores. v. 2, p. 15-38, Porto Alegre, Artmed 2007.

MANCINI, Marisa Cotta et al. Comparação do desempenho funcional de crianças portadoras de síndrome de Down e crianças com desenvolvimento normal aos 2 e 5 anos de idade. Arq Neuropsiquiatr, v. 61, n. 2B, p. 409-15, 2003. Disponível em:

< http://www.scielo.br/pdf/anp/v61n2B/16256.pdf>. Acesso em: 20 set 2018.

MARTINS, C. C. Uta Frith. Consciência fonológica e habilidade leitura na Síndrome de Down. Psicologia: Reflexão e Crítica, vol. 12, num. 1, 1999, p. 0, Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Brasil. Disponível em < http://somos.ufmg.br/professores/view/529> Acesso em: 24 set. 2018.

MARTINS, L. de A. R. A inclusão escolar do portador da Sindrome de Down: o que pensam os educadores? Natal: EDUFRN, 2002.

MELO, Sandra Cordeiro; LIRA, Solange Maria; FACION, José Raimundo. Políticas

Inclusivas e possíveis implicações no ambiente escolar. In: FACION, José Raimundo. (Org). Inclusão escolar e suas implicações. Curitiba, Ibpex, 2009, p.54-75.

Movimento Down. Disponível em: < http://www.movimentodown.org.br/>. Acesso em: 10 out. 2018.

SILVA, Nara Liana Pereira; DESSEN, Maria Auxiliadora. Síndrome de Down: etiologia, caracterização e impacto na família. Interação em Psicologia, v. 6, n. 2, p. 167-176, 2002. Disponível em:< file:///C:/Users/User/Downloads/3304-6449-1-PB.pdf>. Acesso em: 15 de out. 2018.

TEIXEIRA, Fernanda Cascaes; KUBO, Olga Mitsue. Características das interações entre alunos com Síndrome de Down e seus colegas de turma no sistema regular de ensino. Rev. bras. educ. espec. Marília, v. 14, n. 1, p. 75-92, abr.2008.   Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S141365382008000100007&lng=pt&nrm=iso>. Acessos em:  05 out 2018.

UNESCO. Declaração de Salamanca sobre princípios, políticas e práticas na área das necessidades educativas especiais e estrutura de ação em educação especial. Salamanca, 1994. Não paginado. Disponível em:<htpp//portal. Mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf>.Acesso em: 15 set 2018.

[1] Geografa, Pedagoga e pós em: Educação Especial, Geografia e Libras.

[2] Pedagoga com pós em: Metodologia em Educação Infantil e series inicias do Ensino Fundamental.

[3] Pedagoga, com pós em; Educação Especial, Psicopedagogia e Educação para a Infância e anos iniciais do Ensino Fundamental.

[4] Pedagoga, pós em: Educação para a infância, Educação Especial e Neuropedagogia.

[5] Pedagoga com pós em: educação Especial e dificuldade de aprendizagem.

[6] Pedagoga, com pós em: Educação Infantil e series iniciais e Educação Especial.

[7] Pedagoga, com pós em: Educação Infantil e series iniciais e Educação Especial.

Enviado: Outubro, 2018

Aprovado: Novembro, 2018

Como publicar Artigo Científico

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here