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Gestão da educação: uma reflexão para a prática educativa satisfatória

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Gestão da educação: uma reflexão para a prática educativa satisfatória
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NASCIMENTO, Jefferson Alexandre [1]

NASCIMENTO, Jefferson Alexandre. Gestão da educação: uma reflexão para a prática educativa satisfatória. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 09, Vol. 01, pp. 51-80, Setembro de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

O presente artigo conota a gestão frente às mudanças que permeiam as formas de dirigir o espaço escolar na efetivação de uma prática centrada na reorganização de processos educativos. Ressalta a evolução da atividade gestora e sua importância para que as propostas educacionais se efetivem na integração da comunidade escolar no sentido de tornar o desenvolvimento da prática educativa algo pautável e determinado à expansão de situações que viabilizam aprendizagens significativas. A pesquisa deteve-se num caráter bibliográfico utilizando a literatura da área da gestão educacional. Consta ainda de uma pesquisa qualitativa que busca a compreensão de um fenômeno, no intuito de explicar por meio dos dados levantados a confirmação ou negação das hipóteses na retratação do tema. Explicita a função do gestor quanto a estimular o crescimento das relações de desenvolvimento social e pessoal e os preceitos de uma prática educacional democrática e participativa.

Palavras – chave:Gestão, Práticas, Desafios, Democrática.

1 INTRODUÇÃO

O presente artigo enfatiza questões voltadas ao tema da gestão escolar que têm suscitado nas últimas décadas discussões e estudos que buscam conceituar numa nova perspectiva a sua função na educação. Pensa-se às atribuições que lhe são colocadas como dever, na intenção de levar a escola a um desenvolvimento capaz de retratar as perspectivas de transformação social, no exercício de uma prática satisfatória a efetivação de uma ação educativa propensa ao sucesso.

Importa, portanto, instituir a ação gestora para a efetivação de um trabalho significativo que promova a mudança e desenvolva uma prática que leve a escola a cumprir o seu papel formador na orientação e capacitação de alunos que deverão exercer sua cidadania de forma plena, social e segura. Para tanto, este trabalho ressalta aspectos importantes da gestão educacional na escola designando como atividade prioritária a busca por um fazer profissional que seja satisfatório as necessidades e exigências da sociedade vigente. A gestão deve, portanto, atender as expectativas de uma educação que faz a diferença e promove a mudança.

Faz-se necessário apontar as formas de gestão e as contribuições que possibilitarão o sucesso ou o fracasso do fazer pedagógico nos aspectos da administração escolar. Retratar a evolução da gestão na sociedade quanto às mudanças instituídas no que se refere ao seu papel social, função e posicionamento sendo primordial para que se compreenda a evolução desta área da educação. Explicita ainda, que para o cumprimento de tais desafios há de se ter ações executadas por meio de um olhar diferenciado, e uma prática democrática que busca se adaptar ao novo contexto de uma sociedade tecnológica e voltada a integrar atitudes compromissadas com a valorização de tal contexto.

Por fim, considera a questão da gestão como elemento primordial a ampliação da visão da comunidade escolar. Analisa os dados obtidos por meio da pesquisa realizada no intuito de perceber como se dá a gestão no ambiente escolar e sua efetivação na busca pelo estabelecimento de uma proposta que interage com os princípios de uma educação significativa. Reflete ainda, acerca do compromisso com os direitos do educando, de ter uma formação correspondente às exigências sociais da atualidade.

2 A GESTÃO NA EVOLUÇÃO SOCIAL: CONCEITO E PRÁTICA

A atividade humana sempre esteve atrelada a sintomas da necessidade de facilitar as relações de interação com o meio e com o todo no qual se insere, de modo que, neste se destacam os mais variados seres vivos que integrando suas ações proporcionam a realização de situações que estimulam uma melhor qualidade de vida. Nesta proposição o que se argumenta é a capacidade do homem em estabelecer funções, regras e atividades que viabilizam seu desenvolvimento pessoal e social, provocando o crescimento da sociedade não somente em números, mas em tecnologia do ponto de vista das melhorias conquistadas até hoje pela ação humana.

De acordo com Ponce (2001) o homem no início de sua história em comunidade, vivia de forma livre, integrado ao ambiente, numa proposta de igualdade entre os participantes do grupo, voltado para a produção sem o pensamento do lucro, mas extremamente designado a sua sobrevivência, produzindo e trabalhando para o bem comum. Não existiam, líderes, nem grupos organizados entre si declarando sua missão organizadora, mas um respeito significativo entre as partes, de forma que todos se ouviam e decidiam juntos, numa extrema lição de democracia. O reflexo desta forma de organização determinava uma comunidade mais integrada e feliz preocupando-se com o todo.

No que se refere aos instrumentos de trabalho, pouco se tinha, implicando em pouco desenvolvimento. Como destaca Ponce (2001, p. 17) “O pequeno desenvolvimento dos instrumentos de trabalho impedia que se produzisse mais do que o necessário para a vida cotidiana e, portanto, a acumulação de bens”. Assim, a comunidade primitiva assentada na coletividade, destaca-se pelo termo de igualdade de direitos e liberdade, desenvolvendo-se primariamente em descobertas lentas e delegadas a necessidade diária.

O crescimento da sociedade passa a destacar-se a partir do momento em que a produção de alimentos passa a ter excedentes, desenvolvendo uma política de troca, e de ligação entre as comunidades, despertando assim os primeiros traços de uma sociedade de interesses econômicos e sociais. Neste aspecto, surge a necessidade de se instituir formas de organização capazes de orientar e promover um melhor desenvolvimento das propostas organizacionais quanto à sistematização do trabalho.

A atividade gestora, portanto, passa a integrar a liderança e o interesse em direcionar as ações de comércio para um olhar que determinasse o crescimento de certos grupos e de minorias no sentido de atingir uma pequena classe dominante. Com a criação dos excedentes a propriedade privada se estabelece, surgindo a preocupação com as formas de condução que permitiriam o crescimento e avanço de determinadas classes. Os donos da terra desenvolvem um processo de gestão que se firma na sobrecarga de atividades sobre pessoas, denominadas de escravos, e inicia-se uma atividade administrativa onde o respeito e a preocupação com o outro, estão aquém do pensamento solidário, mas se destacam pelo rigor e pela falta de segurança e direitos que asseguram uma melhor qualidade de vida.

A escravatura foi chegando e fazendo suas reformas: transformou a antiga sociedade sem classe, numa outra com duas classes. O escravo era apenas um homem que já não pertencia mais a ele mesmo. Ou melhor, nem era um homem. Tratava-se de um animal que falava pouco mais que um papagaio (NOVAES, 2003, p. 12).

A gestão, portanto, estava voltada ao rigor, a ganância e a extrema preocupação com o eu. Era preciso explorar os mais fracos, para que assim os ditos mais fortes realizassem sua administração discriminatória e despreparada para integrar. As ações realizadas eram especialistas em segregar e descompartimentalizar a expressão de cooperação entre os grupos sociais que poderiam fazer a sociedade evoluir. O conceito de liderança passa a incluir os ideais de desigualdade, limitando as oportunidades de trabalho, educação e socialização nos termos da recreação e do lazer.

Segundo Ponce (2001) a atividade humana designava esquemas de humilhação, em atitudes que eximiam o termo cidadania, tratando de forma medíocre os seres humanos considerados a escória da sociedade. A falta de oportunidades destacava a capacidade manipuladora dos que detinham o poder da gestão em suas mãos, minimizando as oportunidades de educação e crescimento na busca por uma melhor qualidade de vida. Os processos designavam-se pela severidade e crueldade com que se tratavam as pessoas, independentemente de sua faixa etária, raça ou cor onde a condição social é o que fala mais alto.

A atividade relacionada a gestão, portanto, implica na geração de uma camada social que trabalha muito para que os que detêm as posses da terra e capital pudessem viver de forma ociosa, requerendo de seus servidores uma atividade que consumia não só o tempo, mas também a oportunidade de se tornar um cidadão capacitado a exercer sua cidadania. De acordo com Novaes (2003, p. 18) “cidadania é a condição adquirida por um indivíduo que consegue exercitar todos os seus direitos (vá lá uma parte deles) assegurados por lei”. No entanto, os direitos que os cidadãos escravos tinham, limitavam-se a trabalha e serem castigados pelo que faziam e deixavam de fazer.

A administração centralizada neste processo delegava o poder e a função de análise a apenas uma das partes, a dos senhores. Uma gestão autoritária e marcada pela falta de oportunidades é o que se destaca neste processo de desenvolvimento da sociedade, contribuindo para que as minorias se tornem fracas e designadas a obedecer, sem questionar. A integração da comunidade existe apenas entre grupos fechados, entre partícipes que se designam superiores e capazes de alcançar uma vida mais justa e integrada com as possibilidades de avanço.

Para Aristóteles, a essência do homem residia na sua capacidade de ser cidadão, e como a cidadania era um privilégio das classes dirigentes, eis o verdadeiro sentido da célebre expressão do famoso estagirita: só é homem o homem das classes dirigentes (PONCE, 2001, p. 47).

Assim, a gama de oportunidades que se oferece aos pobres é a de trabalhar e pôr-se a disposição dos dirigentes. Não tendo acesso a uma boa educação, ao lazer e ao acesso à cultura. Mediante tantas injustiças o que se percebe é que estes homens não deixam de criar dentro de sua realidade opções de lazer que convergiam no fazer de sua história. Com a expansão do comércio os escravos trabalhavam mais e se tornavam fonte de lucro e troca entre os comerciantes.

A gestão neste caso, movia-se para a disseminação de interesses pessoais, na visão de que o poder deve ser exercido para mostrar o lugar dos mais fracos e dos mais fortes. De acordo com Novaes (2003) a fase do escravismo se desgasta para a chegada de uma época em que se gritavam os ideais de igualdade, liberdade e fraternidade com a Revolução Francesa (1789) onde o povo queria libertar-se do poder monárquico para, adquirir direitos de cidadania plena e poder de decisão na margem política. Mesmo mediante tais avanços a gestão não se tornava ainda uma fonte integradora, mas arquitetava-se com a burguesia para amarrar seus investimentos em mão de obra, dessa vez paga por salários.

O salário era uma forma de compensar os trabalhadores designando-os para uma vida melhor e de liberdade para com os direitos que cada cidadão estava adquirindo. A exploração não deixaria de existir, mas dessa vez mesmo em pequena escala os trabalhadores tinham a oportunidade de reivindicar alguns direitos, buscados pelos sindicatos que se mobilizavam na intenção de conquistar melhorias para os trabalhadores. De acordo com Novaes (2003) a teoria capitalista disseminada em grande escala na área trabalhista encontra espaço para seu fervente crescimento, tornando os trabalhadores cada vez mais pobres e os capitalistas cada vez mais ricos.

Os princípios da gestão, portanto, não visam à integração e a participação dos trabalhadores em atividades que exigissem reflexão, para ações que compreendessem a dignidade devida aos trabalhadores. Com o passar dos anos, os avanços ocorrem de modo que se consolidam as intenções de uma boa educação e espaço de trabalho onde o cidadão tenha pelo menos o mínimo para sua sobrevivência como também a preocupação com a satisfação dos trabalhadores.

Com esse entendimento em mente, a gestão educacional corresponde à área de atuação responsável por estabelecer o direcionamento e a mobilização capazes de sustentar e dinamizar o modo de ser e de fazer dos sistemas de ensino e das escolas, para realizar ações conjuntas, associadas e articuladas, visando o objetivo comum da qualidade do ensino e seus resultados (LUCK, 2009, p. 25).

Os gestores, portanto, percebem a necessidade de uma atuação que favoreça a integração de ideias, atitudes e principalmente do respeito que se deve destacar aos cidadãos que tem seus direitos adquiridos nas leis que regem o país no que se refere à Constituição, As Leis Trabalhistas e a Declaração dos Direitos Humanos. Tais instrumentos conotam uma nova história na sociedade brasileira e mundial de forma que, há uma preocupação com o fazer compromissado com o ser, mesmo que seja em realidades camufladas. Assim as melhorias ocorreram e contribuíram para que o pensamento do homem trabalhador fosse alertado acerca de suas funções, direitos e deveres quanto ao seu fazer profissional, em suas perspectivas de satisfação pessoal e integração social mais justa.

Assim, novos pensamentos voltados à administração começam a colocar-se, como meio de reflexão para que esta se desenvolva de maneira concisa e capaz de promover resultados positivos, de modo a conquistar objetivos traçados de acordo com as funções primordiais de cada instituição que lida com pessoas. Segundo Martins (1999, p. 24) “Administração é um processo de planejar, organizar, dirigir e controlar recursos humanos, materiais, financeiros e informacionais visando à realização de objetivos”. Neste propósito, convém ressaltar que a atividade de levar a frente uma instituição, está além de se impor com voz altiva e comportamento autoritário.

Para que haja êxito na proposta de conduzir a escola faz-se necessário que a percepção dos gestores quanto a participação da equipe, esteja clara e permita a reflexão de ações e a conquista de um trabalho significativo. A equipe escolar deve buscar auxiliar-se mutuamente no processo de integrar ações capazes de despertar a consciência política da instituição no sentido de tornar reais os princípios de uma administração centrada na preocupação em desenvolver uma educação de qualidade. Para tal desenvolvimento faz-se necessário deter um olhar voltado à busca do conhecimento e da construção de conceitos ligados à realidade e as experiências vivenciadas na comunidade nas quais estão inseridas as instituições que prestam serviços a sociedade.

Ora, o conhecimento pertinente é o que é capaz de situar qualquer informação em seu contexto e, se possível, no conjunto em que está inscrita. Podemos dizer até que o conhecimento progride não tanto por sofisticação, formalização e abstração, mas, principalmente, pela capacidade de contextualizar e englobar. (MORIN, 2002, p. 15)

Assim, a profissionalização se detém a fatores que determinam o pensamento acerca da funcionalidade que cada ramo trabalhista. A ação profissional da atualidade, portanto, deve integrar-se aos avanços da sociedade como um todo no sentido de está correspondendo às evoluções de mercado e principalmente aos ideais de globalização. Tais ideais se destacam mediante a valorização do outro e das perspectivas de avanço e troca que intermediam as relações de efeito e causa no aspecto da inovação administrativa.

gestão educacional dos sistemas de ensino e de suas escolas constitui uma dimensão e um enfoque de atuação na estruturação organizada e orientação da ação educacional que objetiva promover a organização, a mobilização e a articulação de todas as condições estruturais, funcionais, materiais e humanas necessárias para garantir o avanço dos processos sócio educacionais (LUCK, 2009, p. 26).

Mediante os avanços que a gestão educacional tem sofrido ao longo dos anos percebe-se que o desenvolvimento e crescimento se apresentam como fonte de integração a práticas que objetivam o direcionamento e a inovação do trabalho na escola. Muitos desafios têm se colocado como aporte orientador a gestão. Corresponder a tais avanços e as perspectivas de uma gestão que execute um trabalho significativo é o grande desafio que se institui como fator prioritário a dinâmica escolar e que necessitam ser compreendidos para que mediante tal conhecimento, ocorra o estabelecimento de uma prática significativa.

3 A GESTÃO DEMOCRÁTICA NA ESCOLA

A gestão democrática está amparada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB 9394/96, em seu Título II, Inc. VIII onde apresentam-se posicionamentos para o desenvolvimento de uma prática significativa quanto à orientação do trabalho educacional. A gestão democrática se institui, portanto, como espaço aberto para a integração de ações que visam um bem comum, designado a formação pessoal e social dos alunos, como também o pleno desenvolvimento da escola em sua função formadora. Assim, importa que as formas de gestão se efetivem na escola no intuito de permear as boas relações no cumprimento de uma educação significativa.

O desenvolvimento das propostas educacionais quanto à atuação da gestão democrática na escola, tem alcançado significativas mudanças no que se refere à dinâmica de escolha e ao direcionamento das ações que envolvem a prática gestora, nos termos por consolidar uma prática que agregue compromisso e visão para a transformação. Neste aspecto, as muitas mudanças têm ocorrido para que na escola este profissional tenha um novo papel e uma nova forma de designar os processos formativos de educação. As mudanças ocorrem desde a escolha do gestor até a autonomia que lhe é assegurada.

Em meio a esse processo de mudança, não apenas a escola desenvolve a consciência sobre a necessidade de orientar o seu processo interno de mudança, de modo a acompanhar as novas condições externas, como a própria sociedade cobre que o faça. Assim, é que a escola se encontra, hoje, no centro de atenções da sociedade. Isto porque se reconhece que a educação, na sociedade globalizada e economia centrada no conhecimento, é dotada de grande valor estratégico para o desenvolvimento de qualquer sociedade e da qualidade de vida de seus cidadãos (LUCK, 2009, p. 31).

Nas escolas públicas atualmente ocorre um processo de eleição, no qual são escolhidos por meio do voto direto de toda comunidade escolar. Tal procedimento favorece a liberdade democrática de realizar escolhas, mediante a análise da vida profissional do gestor e das intenções que este apresenta para desenvolver uma prática democrática e centrada no cumprimento dos objetivos que de estabelecer uma educação formadora.

Estabelecer, portanto, novas formas de integração e desenvolvimento quanto às propostas apresentadas para a escolha do diretor, é algo que conota discussões e reflexões acerca do como fazer, para que hajam procedimentos éticos quanto a fazer valer os valores e princípios que devem integrar a pauta do trabalho educacional na atualidade. Paro (2001) afirma que a mudança quanto ao processo de escolha do diretor, tem contribuído para que um novo pensamento se forme, quanto ao papel que este deve desempenhar e principalmente quanto às cobranças que se estabelecem na análise do que está sendo feito e do que vem a se desenvolver como proposta integradora e norteadora da orientação pedagógica.

É interessante observar que a eleição de diretores não apenas traz novas determinações ao papel do diretor, mas, em muitos casos, possibilita o acesso ao cargo a um novo contingente de professores que, pelo critério da nomeação clientelista, dificilmente viriam a se tornar dirigentes escolares. Ao mesmo tempo, deve-se observar que o antigo diretor era mais identificado com as obrigações burocráticas e não tinha um passado de escolha livre por seus comandados como estímulo para defender mecanismos democráticos como passa a ter o diretor eleito (PARO, 2001, p. 71).

O gestor passa a ter uma nova conceituação com relação a sua função e principalmente quanto aos posicionamentos que deve tomar para que a ação possa refletir processos democráticos de organização das atividades e procedimentos que viabilizaram um trabalho que estimule uma prática centrada na capacidade de ouvir o outro e perceber as necessidades e particularidades da comunidade que se integra a realidade escolar. A situação do gestor da atualidade, não é mais a de estar abancado em birôs, ditando regras, mas cabe a este dimensionar junto à nova proposta de trabalho, ações que integrem a percepção da grande diversidade que se apresenta a escola. “A diversidade é que dá a vida ao trabalho, é o que permite que haja confronto de ideias, mudanças ou confirmações de concepções” (Fonseca, 1999, p. 18).

É preciso fazer valer a integração entre as pessoas e o aproveitamento das possibilidades que se apresentam por meio das capacidades que cada ser humano tem de desempenhar funções na intenção de efetivar um trabalho significativo e proposto ao cumprimento das formas de ver e perceber o mundo a sua volta. A grande diversidade apresentada na escola permeia muitos grupos sociais. Ao se valorizar as perspectivas de contribuição de cada pessoa, a escola abre espaço para um contato maior entre os que se interessam por fazer valer a dinâmica educativa voltada à formação significativa.

Mas os fins e a forma de atingi-los não são independentes entre si, senão que, em certa medida, condicionam-se mutuamente. Assim, dado determinado fim, é preciso selecionar os meios, bem como a forma de utilizá-los, para atingir precisamente o que se deseja. De igual modo, meios inadequados podem desvirtuar os fins ou comprometer o seu alcance (PARO, 2001, p. 49).

Assim, o que se pode destacar é a importância de utilizar e selecionar os meios que se destacam como positivos neste processo de intermédio entre a prática e a ação comprometida com a mudança. Ao gestor, fica o papel de reconhecer as possibilidades de integração, para que haja sucesso na implantação das metas e ações centradas no cumprimento dos fins que sintetizam o anseio e a vontade por executar um trabalho que gere provocações à busca e a compreensão da necessidade do conhecimento. Neste aspecto, a ação gestora se torna marcante e primordial, as perspectivas educacionais que visam à construção de um mundo melhor.

No processo de desenvolvimento de uma proposta de Gestão democrática importa que haja um trabalho centrado na compreensão da administração escolar como atividade que não é responsabilidade de apenas uma pessoa e sim do esforço conjunto e coletivo para que os objetivos e fins da educação aconteçam. Assim, como a designação de uma educação que pensa as formas de trabalho e ensino a serem implantados no desenvolvimento da escola. A gestão deve ainda pensar os projetos, efetivar o Conselho Escolar e demais formas de organização da escola que devem trabalhar de modo a abrir espaço para a discussão e decisão conjunta do que vem a ser importante no fazer pedagógico da escola.

A gestão democrática envolve atitudes, conhecimentos, desenvolvimento de habilidades e competências no trabalho que se desenvolve quanto a prática de organizar a escola. A ação gestora também deve agregar a suas funções preocupações com o processo de ensino/aprendizagem na sua escola. De acordo com paro (2001) os gestores não devem tornar como prioridade as questões tão somente administrativas e sim valorizar também habilidades para diagnosticar e propor soluções assertivas nos conflitos entre a equipe de trabalho, como também deter habilidades e competências para a escolha de ferramentas e técnicas que possibilitem a melhor administração do tempo melhorando a produtividade profissional.

A clareza na fala e nos procedimentos gerenciais devem fazer parte da prática da gestão que intenciona alcançar a qualidade da atividade da escola em sua totalidade. O gestor, que pratica a gestão com liderança deve integrar um estilo participativo, flexível, negociador onde o diálogo e a reflexão conjunta estejam presentes. Pode-se destacar ainda a importância de utilizar e selecionar os meios que são positivos neste processo de intermediar a prática e a ação comprometida com a mudança.

A gestão democrática reconhece as possibilidades de integração, para que haja sucesso na implantação das metas e ações centradas no cumprimento dos fins que sintetizam o anseio e a vontade por executar um trabalho satisfatório as exigências educacionais. A ação da gestão deve provocar à busca e a compreensão da necessidade do conhecimento. Neste aspecto, a ação gestora se torna marcante e primordial, as perspectivas educacionais que visam à construção de um mundo melhor.

É preciso perceber as mudanças, questioná-las e reter o que é bom e construtivo. Prepara-se, tornar-se competente para implementar o que o novo contexto exige. Conscientizar-se de que a escola não é uma ilha, mas está inserida na sociedade, e deve ter uma prática adequada, baseada em pressupostos coerentes. Não apenas formar para a vida, mas já viver o momento, a prática, o dia-a-dia da sociedade e do trabalho. Tudo isso é possível em um contexto de liberdade, confiança, parceria e educação continuada (TEIXEIRA, 1999, p. 114).

A escola da atualidade deve centrar-se em valorizar as possibilidades de mudança, uma vez que esta não deve ignorar o mundo a sua volta. A gestão traz entre sua atribuição a atividade de perceber a possibilidade que se destina a sua função pelo envolvimento com segmentos que viabilizam algum tipo de enriquecimento à proposta de ensino. Desenvolver uma nova visão de mundo é algo que estabelece perspectivas de um trabalho que se renova dia-a-dia.

Se o compromisso é com uma nova visão de mundo, que exige a prática para ser apreendida, o caminho parece ser precisamente este: ao mesmo tempo em que se desenvolvem conteúdo de uma concepção mais elaborada de mundo, se propiciam condições para vivê-la e aprendê-la cada vez mais consistentemente. Só assim se pode esperar contribuir para desarticular a ideologia do mercado incrustada no dia-a-dia da sociedade e, em particular no sistema ensino (PARO, 2001, p. 30).

Manter o compromisso com a escola no sentido de respeitar as mudanças, deve faz. Estabelecer concepções de respeito quanto às decisões tomadas no ser parte do interesse da gestão. O envolvimento e realização, também deve ser uma das preocupações da gestão que objetiva um trabalho promissor. Também fica atrelada a sua função a ampla conscientização do papel que cada integrante da instituição, desempenha como importante e necessário, mediante as exigências sociais que se integram a escola e aos profissionais que dela fazem parte.

A gestão deve desempenhar ainda a função de avaliar e desenvolver propostas que reflitam compromisso e responsabilidade social. A nova situação da gestão a põe como mediadora de ações positivas e reconhecimento da grande abertura que a escola tem para desenvolver um trabalho significativo e envolvente no sentido de efetivar ações que estimulem a cidadania. O gestor passa a ser um grande referencial para o início de mudanças que revelarão o comprometimento com as novas perspectivas educacionais de uma escola comprometida com a formação de seres sociais capazes de posicionar-se frente à realidade.

4 GESTÃO: DESAFIOS E PRÁTICAS

As exigências da sociedade quanto à educação no sentido de cumprir sua função formadora têm levado educadores, filósofos e sociólogos a repensar suas ações de forma integrada as mudanças sociais. Estas influenciam diretamente nos processos de desenvolvimento das perspectivas que buscam tornar-se o trabalho dos profissionais da educação um alvo de realização por meio da pesquisa e do comprometimento com o outro, em sua carga potencial de desenvolvimento. Para tanto é preciso pensar o que move os gestores em seu trabalho, como também o que tem determinado a ação de cada um mediante a percepção que se tem de escola na atualidade, destacando a grande necessidade da integração e estabelecimento de vínculos entre família e educadores com o intuito de minimizar a evasão escolar, a repetência, e acentuar o desenvolvimento cognitivo, afetivo e social das crianças, respeitando os fatores psicossociais.

Não existem receitas ou teorias infalíveis para administrar uma instituição, pois, hoje, com a velocidade da mudança, aquilo que se estabelece num dado momento logo pode mostra-se inadequado. É fundamental um diagnóstico da realidade educacional, identificando seus problemas principais para conceber os adequados encaminhamentos, o que exige uma formação mais realista e crítica (SANTOS, 2002, p. 3).

Os desafios que se estabelecem na educação e principalmente nas formas do gestor conduzi-la fazem referência a uma prática que não deve ser estanque, nem centrada em pontos que não agreguem a visão da realidade. O gestor deve ter como recurso para sua ação profissional o compromisso de estudar, pesquisar e principalmente realizar um trabalho integrado aos demais educadores e profissionais da escola. Esta integração remete-se ao grande desafio de perceber a visão dos professores e outros profissionais que integram a equipe, no que se refere aos procedimentos tomados como forma de resolução de conflitos na instituição.

A gestão, portanto, enquadra-se no contexto social, político e tecnológico. Tal envolvimento deve existir para que as provocações causadas por tais avanços determinem uma postura reflexiva no sentido de estabelecer processos na aquisição de uma linguagem que interligue as vertentes contemporâneas a proposta educativa.

A supervalorização de uma área pode degradar os serviços das outras, com prejuízo para o trabalho educativo integral, o que poderia ser evitado pela gestão participativa ou democrática, que, no Brasil, é preceito constitucional, regulamentado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB (SANTOS, 2002, p. 24).

Neste aspecto, não se pode descartar nenhuma das áreas que se interligam de forma direta ou indireta a constituição da escola como instituição, que deve integrar as relações para que se torne melhor a formulação de conceitos que visualizarão caminhos fadados ao sucesso. É preciso então, definir problemas e causas determinadas entre o real e o ideal para que se estabeleça de forma desejável e necessária para possibilitar a escola à oportunidade de corresponder à sociedade em mudança.

A prática de trabalho dos gestores educacionais institui a função de comandar e dirigir a escola numa perspectiva mais ampla e não designada apenas a reuniões, ditar regras e prestar contas das verbas utilizadas e dos recursos disponibilizados. A atuação do gestor integra a reforma das propostas educacionais que marcam a realidade da escola na atualidade, de modo a instituir um trabalho significativo e centrado no cumprimento das exigências apontadas pelas leis e conceitos que regem as práticas e intenções de se ter uma nova escola. A compreensão e a importância do papel da gestão para o funcionamento da escola contribuem para o desenvolvimento de perspectivas de crescimento e avanço, capazes de dirimir o fracasso escolar em suas mais variadas situações.

De acordo com Morin (2002, p. 11) “A educação pode ajudar a nos tornarmos melhores, se não mais felizes, e nos ensina a assumir a parte prosaica e viver a parte poética de nossas vidas”. Para tanto, o desafio da gestão está em estimular um trabalho que provoque melhorias, que retrate uma educação humanitária, que designe um processo de encantamento e valorização por parte dos professores e dos pais. Assim, pensar a educação no contexto social da atualidade é pensar num trabalho sério que se compromete com a busca por atualização constante, de forma que possa contribuir para melhorias sociais que envolvem a preocupação com a formação dos educandos e a orientação dos educadores.

É preciso, portanto, pensar de forma dinâmica a função e o poder de influência que tem o gestor na escola, no sentido de organizar e direcionar o processo educacional para que corresponda aos princípios morais, éticos e políticos que são disseminados na sociedade vigente.

Se o compromisso é uma nova visão de mundo, que exige a prática para ser apreendida, o caminho parece ser precisamente este: ao mesmo tempo em que se desenvolvem conteúdo de uma concepção mais elaborada de mundo, se propiciam condições para vivê-la e aprendê-la constantemente. Só assim se pode esperar contribuir para desarticular a ideologia do mercado incrustada no dia-a-dia da sociedade e, em particular, no sistema de ensino. A superação a ser empreendida a esse respeito guarda paralelo com a destruição que precisa ser feita do fetichismo da mercadoria no mundo das relações sociais. A circunstância de que esse fetichismo não consiste apenas em que as relações se dão como relações entre coisas, mas são, de fato, movidas por meio de coisas, implica que não basta tomar consciência da situação para que o fetichismo se desmanche. É preciso uma prática que mude a realidade. Mas aquela consciência se põe como condição imprescindível dessas práxis (PARO, 2001, p. 31).

Assim, importa ressaltar que a função do gestor deve ser compatível à proposta da instituição no que se refere ao cumprimento dos objetivos que se determinam como intenção mediante as necessidades que buscam dinamizar a comunicação entre família e escola. Deve primar ainda pela harmonia entre a equipe, de modo que se estabeleçam os ideais de igualdade, solidariedade, respeito e afetividade, no cumprimento dos princípios que devem reger as relações pessoais e interpessoais na instituição, atrelados aos preceitos da sociedade, que estão fortemente imbricados nas formas de educar. Neste aspecto é preciso pensar o que se pode e é cabível realizar, para que as ações coordenadas promovam a satisfação e o sucesso no envolvimento dos que tem papel relevante na formação de crianças e adolescentes.

Cabe então ao gestor, viabilizar meios para que a conscientização da importância do desenvolvimento da equipe se estabeleça, de modo que a efetivação de tais procedimentos traga um crescimento marcante às ações desenvolvidas na instituição. O papel do gestor, portanto, é de fundamental importância para que se estabeleçam os processos de reflexão e ação dentro da escola, incentivando a preocupação por liderar com consciência, provocando mudanças significativas que demarquem um espaço positivo e propenso ao crescimento e a formação. Compreender a importância da atuação do gestor, no cumprimento de seu papel influenciador faz-se preponderante na retratação de conceitos e definições que presumem a necessidade de uma prática voltada à efetivação da ação educacional, pautada no caráter profissional e detido as formas de posicionamento frente o desenvolvimento de propostas estáveis numa visão formadora de educação.

Faz-se necessário ao gestor, buscar conhecer as propostas globais de educação voltada à administração para que os conceitos pré-determinados auxiliem na compreensão da função e do papel do gestor na sociedade atual, contribuindo de forma direta para o crescimento e avanço do sistema educacional. As questões voltadas a orientação da administração escolar e da formação de gestores, exigem um estudo aprofundado dos conceitos e normas vigentes, capazes de influenciar nos posicionamentos e nos procedimentos exigidos pela nova escola que se instaura na sociedade atual frente à necessidade de interpretação das situações locais vividas pela escola.

Neste caminhar, é necessário lembrar que a busca da sabedoria também demanda silêncio, interiorização e compreensão do tempo, como nos revela o livro de Eclesiastes. A impaciência e a pressa só prejudicam a percepção da verdade essencial das coisas (CHALITA, 2003, p.154).

Em meio a tantas exigências faz-se necessário parar e refletir acerca da realidade para que o alcance dos objetivos designados a conquista da flexibilização das formas de trabalho, da autonomia da escola, da integração comunidade-escola, se faça de forma consciente e não fadada a modismos que passam e não se estabilizar nos termos de torna-se uma prática contínua que busca aperfeiçoamento.

Olhar o futuro, investigar, analisar, perceber, aprender, são ações que marcam a prática gestora nos aspectos constantes de trabalhar para a integração dos indivíduos que fazem a escola. Tudo isto, no sentido de promover a participação de todos na efetivação da proposta que visa a ascensão da autonomia e organização da escola como elemento crucial ao desenvolvimento da sociedade.

Para tal, destacar eixos de mudança são atitudes imprescindíveis na atuação do gestor que deve estar disposto e atento a integrar-se ao processo tecnológico. As novas formas de comunicação também devem estar presentes neste processo. Compreender o processo de globalização e antenar-se as exigências de mundo são ações necessárias para que por meio de tais fenômenos, o conhecimento de mundo se faça notório e importante para o desenvolvimento da atuação profissional no sentido de mostrar comprometimento com a determinação de crescimento intimamente ligado aos avanços sociais.

Assim, de acordo com Santos (2002) é preciso resgatar a história do gestor na sociedade. Este resgate favorece o posicionamento frente aos desafios, uma vez que conhecer os preceitos que norteiam a prática de todo e qualquer profissional se faz preponderante para que se compreenda a função sócio-histórica de sua atuação. Ter conceitos bem formulados acerca de sua função e prática, torna-se significativo para o trabalho pedagógico, uma vez que provoca a conscientização de sua importância para o desempenho de uma educação digna.

De acordo com Paro (2001) explicitar as formas de interação entre direção, corpo docente, discente, utilizar princípios morais e éticos que garantam o envolvimento das pessoas no trabalho que oportunize o crescimento, é parte de um desafio que se estabelece para o gestor, de forma que pode originar uma prática concernente aos propósitos de ações que se destacam como elementos na conquista de uma educação de qualidade.

O gestor educacional desempenha função marcante nas atividades escolares. Segundo Martins (1999) ao desenvolver a compreensão do que é educar para a vida e por meio da vida, a ação da gestão estabelece relações primordiais entre o que deve ser feito e o que é de fato importante na proposta integradora da educação formadora. Neste aspecto, para tornar o trabalho educacional satisfatório, importa deter um olhar centrado nos fatores que regem os grupos nos quais se está inserido.

O olhar voltado à amplitude de educar facilita à compreensão e implantação de propostas educacionais. Estas permeiam novas formas de ver e perceber a necessidade de uma educação que busque a interação das pessoas no ambiente escolar, estabelecendo ainda, relações que conotam situações de troca e de valorização pela capacidade formativa da educação para com discentes e docentes. As propostas educacionais, portanto, geram por meio da ação do gestor, mudanças que sejam inerentes ao pensamento crítico do que vem a ser a real educação estimuladora e transformadora.

Morin destaca que (2002, p. 14) “Uma inteligência incapaz de perceber o contexto e o complexo planetário fica cega, inconsciente e irresponsável”. Cabe a ação gestora o papel de analisar e desenvolver propostas com base na realidade, para agir com consciência, de forma eficaz e eficiente. As ações integram de forma quantitativa e qualitativa princípios que marcam uma gestão que verbaliza o desejo e a vontade de fazer diferença na constituição de uma sociedade que tende a caminhar com passos que se ligam e se proliferam no espírito construtivo.

A gestão, enquadra-se no contexto social, político e tecnológico no intuito de determinar uma postura reflexiva e marcante no sentido de estabelecer processos na aquisição de uma linguagem que interligue as vertentes contemporâneas. O trabalho do gestor se enquadra na idealização de uma proposta educativa que pensa de forma mais complexa, na evolução de perspectivas educacionais. A gestão deve subsidiar um trabalho significativo no objetivo do alcance do sucesso por meio de fatos que expressem as condições verdadeiras da realidade, explicitadas no corpo educacional e na clientela com a qual estará envolvida.

A supervalorização de uma área pode degradar os serviços das outras, com prejuízo para o trabalho educativo integral, o que poderia ser evitado pela gestão participativa ou democrática, que, no Brasil, é preceito constitucional, regulamentado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) (SANTOS, 2002, p. 24).

Neste aspecto, não se pode descartar nenhuma das áreas que se interligam de forma direta ou indireta a constituição da escola como instituição, que deve integrar as relações para que se torne melhor a formulação de conceitos que visualizarão caminhos fadados ao sucesso. É preciso então, definir problemas e causas determinadas entre o real e o ideal para que se estabeleçam de forma desejável e necessária as possibilidades de êxito mediante a oportunidade de corresponder à sociedade em mudança. Tal questionamento remete ao pensamento conciso de que, para a efetivação do sucesso, faz-se necessário uma atuação investigativa e promotora de descobertas, no sentido de estimular atividades que mobilizem os profissionais da educação, no sentido de participar ativamente das dificuldades surgidas no processo, buscando consolidar ações relevantes a preocupação com uma escola melhor e mais compromissada com o outro.

A influência do gestor torna-se primordial para que mudanças, inovações, alterações, transformações e outras perspectivas aconteçam. A conceituação da atividade gestora, no sentido de contribuir de forma qualitativa no processo educacional, que busca a formação integrada do conceito de formação positiva e progressiva, que deve englobar as atitudes determinantes dos educadores. Dessa forma, percebe-se que o gestor em sua função ampla e prioritária se torna indispensável para que haja na instituição escolar, a determinante e honrosa prática de compreender e perceber nas relações grandes possibilidades de desenvolvimento pessoal e coletivo.

Perceber o desempenho deste profissional, entender os conflitos gerados frente às mudanças e a clientela, como também criar possibilidades de trabalho é algo favorável ao estabelecimento de uma proposta que satisfaça os interesses de uma educação formadora. O desenvolvimento de habilidades se estabelece muitas vezes num processo difícil, mas destinado ao alcance da vitória, no sentido de uma instituição que cumpre em seu fazer pedagógico o respeito primordial aos seres humanos que integram a comunidade escolar.

As mudanças que vêm acontecendo no campo da administração empresarial não podem ser ignoradas, tendo em vista a precariedade de estudos e pesquisas na área educacional e a necessidade de preparar pessoas capazes de entender o novo significado que assume a administração/gestão na sociedade atual (SANTOS, 2002, p. 01).

Em meio a tais mudanças a gestão deve buscar conhecer as propostas globais de educação voltada à administração de forma geral, para que os conceitos pré-determinados auxiliem na compreensão de sua função e papel na sociedade atual, contribuindo de forma direta para o crescimento e avanço do sistema educacional, de modo que questões voltadas a orientação da administração escolar e da formação de gestores, exigem um estudo aprofundado dos conceitos e normas vigentes, capazes de influenciar nos posicionamentos e nos procedimentos exigidos pela nova escola que se instaura na sociedade atual frente à necessidade de interpretação das situações locais, vividas pela escola.

É somente na interação com o outro, nas reiteradas verificações do que não compreendemos (quando temos tanta pressa em já ter entendido tudo) e no exercício paciente de continuar procurando entender, que avançamos no conhecimento das diversas formas que a realidade social pode assumir para os diferentes sujeitos envolvidos (DINIZ; VASCONCELOS, 2004, p. 13).

Dessa forma, o alcance de realizações é demarcado pela compreensão de que as relações de troca são primordiais para que haja significado nas atitudes que buscam uma maior integração da equipe. Neste sentido humanizar o relacionamento, o exercício da cidadania e o envolvimento com a tomada de decisões é papel primordial da gestão. Pode-se destacar ainda avanço e a capacidade de interagir e construir relações significativas que estimulam uma prática social dinâmica e global no sentido de atender a comunidade escolar na resolução de problemas, para que se estabeleça a mudança satisfatória e benéfica da escola.

O trabalho da gestão deve promover um ambiente que esteja adequado ao encaminhamento da equipe escolar. O trabalho deve ser de qualidade, capaz de permitir a troca e o alcance sistemático por conhecimentos advindos de pesquisas individuais e grupais. Primando-se por tais ações chega-se à preservação de uma comunidade escolar que integra ações e pensamentos no sentido de crescimento e realização, no ideal promissor da educação transformadora.

Mas os fins e a forma de atingi-los não são independentes entre si, senão que, em certa medida, condicionam-se mutuamente. Assim, dado determinado fim, é preciso selecionar os meios, bem como a forma de utilizá-los, para atingir precisamente o que se deseja. De igual modo, meios inadequados podem desvirtuar os fins ou comprometer o seu alcance. (PARO, 2001, p. 49).

Portanto, o compromisso formador da escola, deve ser a prioridade vigente no desenvolver de uma gestão que prima por transformações. A ação educacional deve se fazer constituinte de significados que permeiam relações de conquista no sentido de corresponder não somente as exigências de mercado, mas a luta por uma escola organizada, que avança mediante a formulação de ideais que se interligam ao compromisso e interesse quanto as perspectivas de inovação e mudança no cumprimento expressivo do valor, da teoria e da prática educacional. Nestes termos, a efetivação da educação cidadã diversificada nas relações humanas, torna-se instrumento de valorização e de busca por um fazer profissional que leve a sério sua função integradora e formadora.

4.1 O PAPEL DO GESTOR NA BUSCA POR UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE

A educação da atualidade solicita profissionais que detém a clareza de sua função como agente de transformação e mudança. Tais princípios devem efetivar-se em um fazer que concentre a perspectiva de um trabalho que agregue compromisso, ação e responsabilidade com a formação de pessoas, para o exercício de uma cidadania plena, uma vez que os objetivos extrapolem o repasse de conhecimentos. Portanto, os princípios educacionais da atualidade pedem profissionais que tenham a plena compreensão do que significa educar e quais as implicações que se formam neste processo.

Entre tais aspectos estão às relações escolares que desenvolvem entre os educandos, educadores e demais profissionais que fazem parte do corpo ativo da instituição escolar. Para que haja uma educação de qualidade e cumprimento da proposta formadora e transformadora da escola é preciso que os envolvidos com a educação estejam integrados de forma saudável uns aos outros. As relações devem ser estabelecidas por laços de confiança e amizade que conotarão práticas de confiança e liberdade nas relações de forma que a afetividade deve estar presente em tal processo.

Cabe ao gestor como importante ator das práticas escolares, desenvolver ações que estimulem o bom relacionamento entre a equipe, entre esta e os discentes, extrapolando tal incentivo aos pais, de modo que por meio das boas relações a auto-confiança se estabeleça, contribuindo assim para o exercício da aprendizagem significativa e uma educação de qualidade. Como ressalta Morin (2002) “a educação pode ajudar a nos tornarmos melhores, se não mais felizes, e nos ensinar a assumir a parte prosaica e viver a parte poética de nossas vidas”. Neste aspecto percebe-se a grande importância da utilização da educação para fortalecer os laços afetivos e de amizade entre os grupos que se formam num processo educacional.

Ao gestor fica a nobre tarefa de exercer seu papel na busca por manter estes grupos estáveis, sendo o exemplo vivo da intenção de dignificar as relações pessoais e interpessoais entre os que formam a instituição. Para tanto é preciso que o gestor análise e conheça a comunidade escolar com a qual interagi, como também se faz necessário que conheça e desenvolva meios para conversar, compreender e conhecer os educadores que formam sua equipe. Conhecer também os demais profissionais que integram a equipe é de fundamental importância para que este possa criar formas de dinamizar as relações sociais na escola.

Manter a unidade do grupo e a satisfação por pertencer a ele não é tarefa fácil, mas não se torna algo impossível, uma vez que a capacidade do homem se relacionar com outros é intrínseca e necessária, o que contribui para que estejam abertos a conhecer, mudar e melhorar. O papel do gestor nesta perspectiva é altamente importante na perspectiva de estimular as relações por meio da execução de valores e do bom tratamento. As relações interpessoais também se desenvolvem por meio da conscientização da necessidade que se tem de contar com o outro para que conquistas ocorram e formem uma cadeia de relacionamentos centrados na prática da verdade e da valorização das potencialidades do outro.

Entende-se por relações interpessoais o conjunto de procedimentos que facilitando a comunicação e a linguagem, estabelece laços sólidos nas relações humanas. É uma linha de ação que visa, sobre bases emocionais e psicopedagógicas, criar um clima favorável a empresa (escola) e garantir, por uma visão sistêmica e integração de todo pessoal, uma colaboração confiante e pertinente (ANTUNES, 2003, p. 34).

Trabalhar o estabelecimento das relações humanas dentro da escola é algo que contribui para que a boa comunicação aconteça. Em tal processo deve se assegurar a proposta de avanço no cumprimento dos objetivos de retratar a educação como elemento importante no desenvolvimento de uma equipe docente e discente que valoriza o afeto, a cooperação e a solidariedade como fonte de aprendizagem.

Educadores são como velhas árvores. Possuem uma face, um nome, uma história a ser contada. Habitam em um mundo em que o que vale é a relação que os liga aos alunos, sendo que cada aluno é uma entidade sui generis, portador de um nome, também de uma história, sofrendo tristezas e alimentando esperanças. E a educação é algo pra acontecer nesse espaço invisível e denso, que se estabelece a dois. Espaço artesanal (ALVES, 2000, p. 19).

Os gestores nesta cadeia de descobertas e trocas deve manter-se sensível as situações que se estabelecem no ambiente escolar e tal processo deve abrir espaço para que haja um envolvimento que favoreça o conhecimento entre ambas as partes, uma vez que tal aproximação será a porta para que sejam investidas ações que permearão mudanças no âmbito escolar.

Assim, faz-se necessário que o gestor se veja como elo entre o aluno e os demais integrantes da equipe escolar, e não apenas como um ditador de regras que pouco se envolve com a realidade que permeia sua função profissional. Seu papel, portanto, destaca-se como integrador e mobilizador de ações, que intensificam o ato educacional em sua totalidade intencionando a precisão de preparar a escola e seus integrantes para o mundo. Isso só se torna possível pelo trabalho que se realiza na instituição e por meio de uma equipe integrada, que galga os mesmos interesses.

Administrar, portanto, é uma atividade especifica norteada por fatores internos e externos que influenciarão nas formas de organização e atuação dos gestores, e para tal atividade se faz necessário delimitar objetivos e agir com a razão. Administração é um processo de planejar, organizar, dirigir e controlar recursos humanos, materiais, financeiros e informacionais visando a realização de objetivos (MARTINS, 2000, p. 24).

A ação do gestor quanto a administrar o espaço escolar agrega inúmeras responsabilidades, que culminarão a uma educação de qualidade. De acordo com paro (2001) é de extrema importância que o gestor tenha de forma bem definida os meios para atingir os fins desejados. Para isso faz-se preciso ter de forma clara os objetivos e o que se deseja, para que o comprometimento com a causa não seja desvirtuado, causando impacto negativo a comunidade escolar.

A responsabilidade do gestor se torna maior no sentido de que a atenção e cuidado, quanto às intenções da equipe são primordiais para que possa andar em consenso na execução de uma atividade que desperta o interesse e o desejo de provocar a mudança centrada nos termos da qualidade. O trabalho centrado na gestão da qualidade desperta os educadores para um processo de gerenciamento de pessoas, cumprimento de propósitos, desempenho correspondente ao perfil profissional que se estabelece como padrão nos aspectos informacionais de modo que este esteja ciente das mudanças e das necessidades que se estabelecem como estímulo para seu crescimento intelectual.

Desejar uma educação de qualidade é acima de tudo comprometer-se com a causa da formação de cidadãos. É buscar incentivos para educadores e educandos no processo que está centrado na descoberta e na causa da formação de conhecimentos que se firmam com base nas experiências pessoais de cada cidadão em formação. Para tanto, cabe ao gestor despertar a equipe docente para a necessidade de um trabalho que reflita o comprometimento com os objetivos centrais de forma alunos capazes de questionar, dialogar, refletir e criticar, fazendo relação de suas conquistas com os processos ocorridos em seu cotidiano.

É preciso perceber as mudanças, questioná-las e reter o que é bom e construtivo. Prepara-se, tornar-se competente para implementar o que o novo contexto exige. Conscientizar-se de que a escola não é uma ilha, mas está inserida na sociedade, e deve ter uma prática adequada, baseada em pressupostos coerentes. Não apenas formar para a vida, mas já viver o momento, a prática, o dia-a-dia da sociedade e do trabalho. Tudo isso é possível em um contexto de liberdade, confiança, parceria e educação continuada (TEIXEIRA, 1999, p. 114).

Para que se tenha uma educação de qualidade, importa considerar as mudanças sociais e as influências que as escolas e os educadores sofrem diariamente, por meio da política educacional, das novas teorias educacionais e pelos fatores culturais que mediam as comunidades onde estão inseridas. Neste processo, pode-se pensar a qualidade não somente nos aspectos dos avanços que as escolas podem ter quanto aos instrumentos que se disponibilizam atualmente nas escolas ou pela formação dos educadores que a formam, mas é preciso pensar a educação de qualidade como um fator que se desenvolverá por meio da utilidade de cada conhecimento trabalhado nas discussões e momentos vivenciados na escola.

Cabe ao gestor deter uma postura centrada na seriedade do ato educacional. É preciso que este mantenha o interesse por afirmar a capacidade de ação que se concretiza numa gestão de cunho democrático e aberto, aos preceitos que se formalizam no dia-a-dia do trabalho educacional.

Se o compromisso é com uma nova visão de mundo, que exige a prática para ser apreendida, o caminho parece ser precisamente este: ao mesmo tempo em que se desenvolvem conteúdo de uma concepção mais elaborada de mundo, se propiciam condições para vivê-la e aprendê-la cada vez mais consistentemente. Só assim se pode esperar contribuir para desarticular a ideologia do mercado incrustada no dia-a-dia da sociedade e, em particular no sistema ensino (PARO, 2001, p. 30).

O gestor, portanto, deve inquietar-se com os acontecimentos diários para perceber os fatos que se evidenciam em contraponto com os objetivos centrais da prática educacional. A efetivação de uma postura democrática que estimula a participação ativa de todos que formam a equipe docente no que se refere a discutir e procurar soluções para os problemas deve ser uma realidade na escola. Para que esta educação aconteça, de acordo com paro (2001) é preciso que os gestores primem por uma formação intelectual, que possibilite o acesso a informações que viabilizarão os meios para uma proposta educacional consciente e centrada no princípio da formação integrada ao conhecimento de mundo.

Como se percebe, a busca por uma educação de qualidade não se limita aos fatores apenas gerenciais de como saber falar e ditar as normas que servirão para organizar um espaço. Mas abre-se a amplas possibilidades de relacionamento e análise das situações que pedem posicionamentos objetivos que estimulam à prática de valores que permitem o reconhecimento da importância de se ter em mente a capacidade de integrar fatos e trocar conhecimentos. Neste aspecto, a busca por um trabalho que favoreça uma educação de qualidade, solicita do gestor a ação de primar por um trabalho cientifico que estimule os educadores a buscarem e pesquisarem o que for necessário para que a qualidade chegue não por meio de palavras, e sim pela ação vinculada ao estudo e ao conhecimento da realidade.

Assim, cabe aos gestores preparar o espaço e trabalhar junto à equipe de educadores a necessidade e importância de se conhecer o verdadeiro sentido do termo qualidade aplicado à educação. Este extrapola mecanismos de tecnologia e recursos, para deter-se a uma prática que vislumbra a liberdade de falar, expor conhecimentos, sentir e perceber a realidade, compartilhar e dividir, valorizar o outro e as oportunidades de crescimento e busca pela conquista de um espaço que conote a educação como fator de conhecimento das formas pelas quais o mundo se desenvolve. É preciso ter como princípio a internalização de conhecimentos e a minimização das diferenças que geram preconceitos e instabilidade no direito de reconhecer no outro as grandes possibilidades de desenvolver uma educação de qualidade.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Compreender os processos que envolvem a gestão escolar é parte integrante e determinante da escola. Mencionar as propostas que lhe são lançadas, efetivar um trabalho educacional que objetiva refletir as possibilidades de uma interação direta com a sociedade, são, portanto, atividades de uma gestão compromissada com a formação do ser e o desenvolvimento da educação. A gestão não deve ignorar as transformações evolutivas da sociedade, que provocam alterações diretas nas formas de educar e promover a aprendizagem.

O desenvolvimento da pesquisa e a busca por compreender o papel da gestão por uma prática satisfatória, possibilitaram a percepção de sua importância para agregar, conhecer e aproveitar os potenciais presentes no ambiente escolar para o estabelecimento da dinamização da proposta escolar. Neste aspecto, a função e papel do gestor é primordial para que se estabeleçam os preceitos de uma educação que se preocupa com uma aprendizagem real e útil a vida. Tantas exigências têm levado este profissional da educação a buscar um trabalho integrado aos preceitos da cidadania, como também a efetivação da autonomia que orienta as ações da escola mediante a realidade em que se insere, tendo, portanto, liberdade de atuação.

Mediante os estudos feitos, entende-se que os preceitos democráticos também marcam a passagem de mudança da ação do gestor para um trabalho que valoriza a expressão do outro e que abre espaço para decisões coletivas, tendo o respeito como elemento crucial. Assim, a gestão se estabelece como forte instrumento de participação e mudança no que se refere a instituir um trabalho que desenvolve uma educação que reflete possibilidades de avanço, frente às perspectivas de administrar, direcionar, orientar um trabalho que gere a reflexão e a prática significativa. Para tanto, a análise do ambiente escolar, denota imprescindivelmente que o gestor esteja aberto a perceber e aceitar a fala do outro, tendo a noção de que somente por meio da ação coletiva e participativa, se desenvolverá a significação do trabalho educativo.

A pesquisa proporcionou o entendimento de que se deve primar pelas boas relações que caracterizam transformações positivas com face às exigências sociais. Ao gestor cabe, idealizar e fazer valer tal proposta, já que como responsável pela dinamização de tal processo, este deve reconhecer que trabalhando em conjunto com a comunidade e fazendo com que cada um se sinta responsável pela educação, ações e a integração das funções de cada profissional no desenvolvimento da proposta pedagógica.

O papel do gestor, nesta perspectiva, é o de encaminhar, avaliar, criar e reformular a proposta da escola, no sentido de torná-la importante na comunidade, sendo vista como instituição imprescindível ao desenvolvimento de oportunidades, aperfeiçoamento e melhorias, para a região na qual está inserida. Assim, conclui-se que é preciso realizar um trabalho voltado a efetivação da ação do gestor no processo de minimização das indiferenças com relação aos preceitos educacionais.

A tarefa é árdua, difícil e exige compromisso e dedicação à busca por respostas que conotam uma prática que visa à formação de conceitos que deliberam o sucesso da pratica educativa como um processo que necessita de intervenção quanto a apresentar a comunidade os dados efetivos do crescimento dos educandos com a participação de todos neste processo. Buscar a integração entre a comunidade e a escola é, portanto, um pensamento que consiste na dinamização das relações pessoais e na chamada ação democrática que instiga o gestor a dinamizar a prática de cada educador em seu objetivo formador.

Neste propósito, fica claro que a atuação do gestor se faz de extrema importância para que o sucesso da iniciativa e da atualização de uma proposta que se centra na integração de forças, se faça elemento preponderante na perspectiva de conciliar o apoio dos educandos e da comunidade na construção de uma proposta democrática. Importa, portanto, que a ação consciente seja trabalhada com o firme propósito de direcionar processos condizentes com as normas, regras e leis que direcionam os processos educacionais.

Assim, os conhecimentos apreendidos ao longo da pesquisa confirmam a necessidade de o gestor desenvolver uma prática onde o olhar crítico institua caminhos que culminem no trabalho que concretize as expectativas da formação cidadã. Dessa forma, a abertura dada ao gestor quanto a sua função passa a ser a chave para a acomodação de ideias e a reflexão acerca do espaço escolar propício as discussões que levarão a transformação da escola em sociedade.

Para tanto o exercício da gestão proporcionará a construção de conceitos que viabilizarão novas formas de fazer educação na perspectiva de uma gestão que abre espaço para a efetivação da coletividade, satisfatória a uma prática democrática e construtiva. Conclui-se, portanto, que a escola no contexto atual deve primar por estar atenta ao desenvolvimento da sociedade e as exigências de mercado, fazendo um estudo acerca de suas necessidades, possibilidades de solucioná-los e realidade quanto a realização de uma proposta.

O papel da gestão também se destaca como fator primordial no desenvolvimento de ações, uma vez que o gestor se destaca como articulador deste processo. A mobilização e o envolvimento da equipe também se destacam como importante fator no que se refere a propagar o trabalho da escola. Para tanto a atividade profissional na educação, assim como em outras áreas deve pautar-se na expansão de mercado, tendo como meta por parte dos profissionais atuantes, o conhecimento da realidade, a valorização dos princípios destacados pela instituição e o envolvimento com a comunidade e principalmente o olhar voltado ao crescimento.

A necessidade de inovação também se faz uma constante no contexto escolar visto que esta passa por mutações, exigindo de seus profissionais, flexibilidade, dinâmica, esforço, comprometimento e visão de crescimento por meio de um trabalho que seja realizado com uma atitude de conquista. Tudo isto, na intenção de despertar na clientela o interesse e o suprimento de seus desejos para que assim mantenha-se fiel à instituição que lhe presta um serviço ou que lhe atende em algum dos aspectos de sua vida cotidiana.

Neste aspecto, torna-se decisivo o posicionamento ético, que prima pela honestidade e lealdade que deve ser estimulada e levada ao compromisso com a sua profissão, com os objetivos da escola. Dessa forma os estudos realizados proporcionaram de forma clara e precisa a confirmação de que se torna extremamente importante, deter um olhar crítico e reflexivo as necessidades individuais da clientela, como também da escola a fim de que ambas se sintam beneficiadas. A seriedade do trabalho deve estabelecer procedimentos eficazes que respeitem as particularidades da comunidade escolar para que se possa realizar um trabalho pedagógico diferenciado e significativo.

A escola, portanto, não deve estar aquém da evolução social e de mercado que implica em agregar ao seu contexto as propostas de tecnologia e globalização. O trabalho educacional não deixa de ser um serviço prestado a sociedade, portanto, merece espaço sem preconceitos para utilizar as ferramentas que lhe forem necessárias e que possam contribuir para a divulgação de um trabalho sério que implicará em expansão dos objetivos educacionais.

Neste aspecto, o gestor deve coordenar ações que promovam a integração da equipe de funcionários da instituição, para que se estabeleça de forma clara a necessidade de um trabalho em conjunto, onde cada um desempenhe uma função específica que contribua para o alcance dos objetivos educacionais. Cabe então ao gestor, viabilizar meios para que a conscientização da importância do trabalho em equipe se estabeleça, de modo que a efetivação de tais procedimentos traga crescimento a escola, estimulando o pensar em grupo e a possibilidade de trabalhar em unidade. Isto contribui para a ação consciente que permeará a integração da equipe em prol de um bem comum.

O papel do gestor, portanto, é de fundamental importância para que se estabeleçam os processos de reflexão e ação dentro da escola expressando a preocupação de liderar com compromisso e percepção de necessidades e adequação ao mercado. O trabalho deve provocar mudanças significativas que demarquem um espaço positivo e propenso ao crescimento e formação de uma comunidade que pensa no compromisso de intervir de forma positiva na sociedade. A educação é um grande elemento de mudança, estimulado por educadores conscientes de seu poder influenciador e transformador que trará resultados que implicarão em crescimento e efetivação de seu espaço no mercado pelo reconhecimento quanto ao comprometimento com o oferecimento de uma educação de qualidade.

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TEIXEIRA, Maria Cecília Sanches (Org). Gestão da Escola: novas perspectivas. São Paulo: Apostila, 1999.

[1] Graduado em Matemática pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte(UFRN), pós graduado em Gestão escolar pela Faculdade Evangélica Cristo Rei e Mestre pela Universidade Federal do Rio Grande Norte(UFRN). Atuou nas redes particular, Municipal e Estadual de Natal e Parnamirim, atualmente professor de Matemática do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte(IFRN).

Como publicar Artigo Científico
Graduado em Matemática pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte(UFRN), pós graduado em Gestão escolar pela Faculdade Evangélica Cristo Rei e Mestre pela Universidade Federal do Rio Grande Norte(UFRN). Atuou nas redes particular, Municipal e Estadual de Natal e Parnamirim, atualmente professor de Matemática do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte(IFRN).

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