ARTIGO ORIGINAL
FURTADO, José Augusto Lima [1], ALMEIDA, Edmilson Igor Bernardo [2], SOUSA, Andreza Maciel de [3], PONTE, Islana Silva [4], FREITAS, Fernanda Mendonça [5], SILVA, Heigla Márcia de Sousa [6], SANTOS, Cyntia Airagna Fortes dos [7], SILVA, Lourrana Rhavenna Diogo [8], LEITE, Patrício Gomes [9], SOUSA, Washington da Silva [10]
FURTADO, José Augusto Lima et al. Uso de herbicidas residuais para o manejo de plantas daninhas tolerantes a glifosato no cerrado maranhense. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 10, Ed. 04, Vol. 02, pp. 24-40. Abril de 2025. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/agronomia/manejo-de-plantas, DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/agronomia/manejo-de-plantas
RESUMO
O manejo preventivo de plantas daninhas tolerantes a herbicidas é um dos principais gargalos para o aumento de produtividade na cultura da soja. Objetivou-se analisar o desempenho de herbicidas pré-emergentes e pós-emergentes sobre o controle de espécies tolerantes ao glifosato no cerrado maranhense. A pesquisa foi conduzida durante o período chuvoso, em lavoura comercial de soja situada na cidade de Brejo, Maranhão, Brasil, entre os meses de janeiro e junho de 2022. O experimento foi delineado em arranjo de faixas, com 5 tratamentos e 6 repetições. Testaram-se dois tratamentos pós-emergentes residuais e três pré-emergentes, compreendidos por glifosato + 2,4-D (2.096 + 670), glifosato + saflufenacil (1.397 + 35), diclosulam + imazetapir (30 + 80), flumioxazina + imazetapir (50 + 100) e flumioxazina + piroxasulfona (60 + 80 g i.a. ou e.a. ha-1). Realizou-se o monitoramento de plantas daninhas com a estimativa de índices fitossociológicos e porcentagem de controle, bem como, avaliaram-se a fitotoxicidade, densidade, fenologia e produtividade da soja. Ao término do estudo, identificaram-se 18 espécies de plantas daninhas, distribuídas em 15 gêneros e 13 famílias botânicas. As espécies Eleusine indica, Spermacoce verticillata e Cyperus iria não foram controladas por nenhum dos tratamentos testado, obtendo uma suspeita de resistência ao glifosato, a qual deverá ser investigada em estudos futuros. O uso de herbicidas pré-emergentes foi mais efetivo para o controle de plantas daninhas eudicotiledôneas, como a Scoparia dulcis, e alcançou uma produtividade de 4.047 kg ha-1, para a aplicação da mistura de flumioxazina (50 g i.a. ha-1) + imazetapir (100 g e.a. ha-1).
Palavras-chave: Glycine max (L.) Merril, Herbicida pré-emergente, Maranhão, Produtividade, Resistência a herbicida.
1. INTRODUÇÃO
A soja [Glycine max (L.) Merril] é uma das culturas de maior destaque no cenário agrícola mundial. O potencial de mercado e ótima adaptação a diferentes condições edafoclimáticas propiciam seu cultivo em todas as regiões brasileiras (Menezes et al., 2019). No entanto, os principais estados brasileiros produtores de soja enfrentam gargalos quanto ao manejo eficiente e sustentável de plantas daninhas, o que tem ocasionado perdas de produtividade e inviabilizado a atividade agrícola em casos mais graves (Vargas; Passos; Karam, 2018).
O controle químico de plantas daninhas é uma ferramenta imprescindível devido ao cultivo da soja em áreas de grande extensão. Neste sistema, os herbicidas são geralmente eficientes, viáveis e convenientes. Em contrapartida, o seu uso excessivo pode selecionar plantas daninhas resistentes, causar impactos ambientais e graves danos à saúde humana (Faiçal et al., 2017). Dentre os herbicidas, o glifosato é um dos mais utilizados no Brasil e tem sido apontado como aquele de maior potencial de seleção de biótipos resistentes em lavouras de soja transgênica. Atualmente, há doze espécies resistentes a glifosato no país (Silva et al., 2022; Kalsing et al., 2020).
A resistência a herbicidas consiste numa habilidade geneticamente herdada pela planta daninha em sobreviver a determinados tratamentos químicos sucessivos, que, em condições normais seriam letais (Jones et al., 2022). Ao passo que a tolerância a herbicidas abrange características inatas da espécie (atributos anatômicos, morfológicos e/ou fisiológicos) que permitem sobreviver a doses recomendadas em bula, que geralmente seriam letais a outras espécies (Placido et al., 2022). Assim, o eficiente posicionamento de herbicidas, como o glifosato, pode ser crucial para prevenção e manejo de plantas daninhas resistentes ou tolerantes na sojicultura.
Neste contexto, devido ao uso mal planejado de glifosato em lavouras transgênicas de soja, tem-se reportado no estado do Maranhão o aumento da ocorrência de plantas daninhas resistentes, como a Digitaria insularis (L.) Mez ex Ekman (capim-amargoso), Conyza spp. L. (buva) e Eleusine indica (L.) Gaertn (capim pé-de-galinha (Adegas et al., 2017). E também, algumas espécies tolerantes, como Cenchrus echinatus L. (capim-carrapicho), Commelina benghalensis L. (trapoeraba), Cyperus iria L. (tiririca), Scoparia dulcis L. (vassourinha-doce) e Spermacoce verticillata L. (vassourinha-de-botão) (Silva et al., 2022; Silva et al., 2021). Tornam-se relevantes estudos que visem controlar efetivamente estas espécies, bem como, prevenir e monitorar a ocorrência de outras espécies potencialmente tolerantes ou resistentes a herbicidas no Brasil (Adegas et al., 2022).
O uso de herbicidas pós-emergentes residuais na dessecação pré-plantio e herbicidas pré-emergentes residuais em pré/pós-plantio tem sido apontado como uma alternativa eficaz para o manejo preventivo de plantas daninhas tolerantes ou resistentes ao glifosato, pois permite o controle desde o banco de sementes do solo, reduzindo a necessidade de aplicações sequenciais após o plantio da soja. E, quando estas são necessárias, a pressão de seleção torna-se menor, aumentando a eficiência dos herbicidas pós-emergentes em fases juvenis das plantas daninhas (Silva et al., 2021).
Por serem geralmente aplicados diretamente ao solo, antes da emergência da cultura e plantas daninhas, o desempenho dos herbicidas pré-emergentes é complexo e pode ter sua dinâmica alterada pelas propriedades físicas, microbiota e teor de matéria orgânica do solo; aporte de palha na superfície do solo, relevo, condições climáticas e histórico de infestação na lavoura (Matte et al., 2019). Diante do exposto, objetivou-se analisar o controle e seletividade de herbicidas pré-emergentes sobre plantas daninhas tolerantes a glifosato, em lavoura de soja no cerrado maranhense.
2. MATERIAL E MÉTODOS
O experimento foi conduzido durante o período chuvoso, entre os meses de janeiro e junho de 2022, numa lavoura comercial de soja, situada no município de Brejo, Maranhão, mesorregião Leste Maranhense, Brasil. Os herbicidas pré-emergentes foram selecionados de acordo com os resultados obtidos por Silva et al. (2021), ao passo que os pós-emergentes, relacionados aos padrões de manejo e produtos disponíveis no mercado da região de estudo. O talhão experimental apresentava um histórico de manejo reativo com aplicações sucessivas de glifosato há mais de 10 anos, em diferentes fases do sistema de cultivo.
O solo da área experimental foi classificado como Argissolo Amarelo distrocoeso. O clima é o subúmido, megatérmico e com moderada deficiência de água no inverno, com precipitação pluviométrica anual de 1600 a 2000 mm, geralmente distribuída entre os meses de dezembro e junho (Siqueira et al., 2024). As precipitações médias registradas por mês, durante o período de realização do experimento estão dispostas na Figura 1.
Figura 1. Precipitação pluviométrica média por mês, durante a realização do experimento. Brejo, Maranhão, Brasil

O experimento foi conduzido em arranjo de faixas, com 5 tratamentos e 6 repetições. Os tratamentos consistiram em duas misturas de herbicidas pós-emergentes residuais, aplicadas aos 10 dias antes da semeadura (10 DAS) sobre plantas daninhas em estágios fenológicos predominantemente adultos; e três misturas de herbicidas pré-emergentes residuais, aplicadas diretamente no solo, um dia após o plantio da soja (1 DDS). As faixas com tratamentos pré-emergentes foram padronizadamente dessecadas com glifosato + 2,4-D (2.096 g e.a. + 670 g i.a. ha-1), aos 10 DAS (Tabela 1).
Tabela 1. Descrição detalhada do período de aplicação, modalidade da aplicação, tratamento e doses do ingrediente ativo por hectare

Os tratamentos ocuparam faixas de 15 hectares e foram aplicados com um pulverizador autopropelido, Jacto 2530, equipado com bicos do tipo leque, com gotas grossas, espaçados 0,5 m entre si, tanque de 2.500 litros e barra de pulverização de 30 metros, com taxa de aplicação de 100 L ha-1. A cultivar de soja utilizada foi a Pampeana IPRO 9310, com uma taxa de semeadura de 15 sementes por metro.
O levantamento fitossociológico de plantas daninhas foi realizado através do método convencional com quadrado inventário (1m x 1m), lançado em malha regular georreferenciada de 20 m x 30 m, com 5 percursos e 20 amostras por percurso, totalizando 100 amostras. Foram realizados dois períodos de monitoramento, ambos na estação chuvosa. O primeiro ocorreu um dia antes da aplicação dos herbicidas pós-emergentes, ao passo que o segundo, 25 dias após a aplicação dos herbicidas pré-emergentes. A identificação das plantas daninhas foi realizada com literatura especializada (Lorenzi, 2014).
Estimaram-se índices fitossociológicos que compreenderam a densidade relativa (DR), frequência relativa (FR), abundância relativa (AR) e índice de valor de importância de plantas daninhas (IVI), calculados pelas seguintes equações:
A eficiência de controle de plantas daninhas foi determinada pela relação entre a densidade absoluta da testemunha (antes da dessecação) e a densidade absoluta dos tratamentos (após a aplicação):
O controle de plantas daninhas foi classificado em, controle nenhum ou escasso (0 a 40%), regular (41 a 60%), suficiente (61 a 70%), bom (71 a 80%), muito bom (81 a 90%) e controle excelente (91 a 100%). A seletividade dos herbicidas à cultura da soja foi analisada aos 25 DDS, por diagnoses visuais de fitoxicidade, que compreenderam notas de 1 a 9. A nota 1 referiu-se à ausência de sintomas de fitotoxicidade e a nota 9, a morte da planta. A produtividade da soja (PROD) foi estimada aos 120 DDS, pela seguinte fórmula:
Os índices fitossociológicos foram analisados por estatística descritiva, ao passo que a eficiência de controle de plantas daninhas, fitotoxicidade, densidade, número de trifólios (fenologia no estádio vegetativo) e a produtividade foram submetidos à análise de variância pelo teste F (p<0,05). As médias, quando contrastantes, foram comparadas pelo teste Tukey HSD.
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Identificaram-se 9.382 indivíduos, distribuídos em 13 famílias, 15 gêneros e 18 espécies, cujas classes botânicas e formas de reprodução predominantes foram monocotiledôneas (57,1%) e sexuada (100%), respectivamente (Tabela 2).
Tabela 2. Classificação de plantas daninhas ocorrentes em pré e pós-semeadura da soja, identificadas pela família, nome científico, número de indivíduos, classe botânica e forma de reprodução. Brejo, Maranhão, Brasil, 2022.

Estes resultados corroboram com as configurações florísticas encontradas por Furtado et al. (2022) e Lopes et al. (2020) em lavouras de soja no cerrado maranhense, bem como com Oreja et al. (2022) em cultivos anuais nos Estados Unidos. Dentre as espécies identificadas, E. indica e S. verticillata estão listadas pelos órgãos fitossanitários brasileiros, como resistente e tolerante a glifosato, respectivamente. Segundo Kalsing et al. (2020) estas espécies têm apresentado difícil controle em todas as regiões do Brasil, ocasionando expressivas perdas de produtividade.
Em pré-semeadura, as espécies M. verticillata (IVI = 86,48), E. indica (IVI = 60,79) e C. benghalensis (IVI = 45,82) apresentaram os maiores valores de importância na lavoura (Figura 2).
Figura 2. Índice de valor de importância (IVI) de plantas daninhas ocorrentes em lavoura comercial, em pré-semeadura da soja e pré-dessecação

Takano et al. (2017) salientaram que desde o ano 2003, a espécie E. indica apresenta difícil controle no Brasil, quando foi confirmada sua resistência aos inibidores da ACCase. Em 2016, foi registrada resistência aos inibidores da EPSPs (glifosato) em cultivos de milho, soja e trigo. Em 2017, resistência múltipla aos inibidores da ACCase e EPSPs. Neste escopo, quando utilizado glifosato (inibidor da EPSPs) em pré-semeadura, observaram-se resultados inexpressivos sobre o controle de E. indica (Figura 3).
Figura 3. Índice de valor de importância (IVI) de plantas daninhas ocorrentes em lavoura comercial de soja, aos 25 dias após à semeadura (DAS), sob efeito de diferentes moléculas pré e pós-emergentes. 3A: glifosato + 2,4-d; 3B: glifosato + saflufenacil; 3C: diclosulam + imazetapir; 3D: flumioxazina + 3E: flumioxazina + piroxasulfona

As espécies C. benghalensis, C. echinatus, C. iria e S. verticillata também apresentaram tolerância ao uso de glifosato, mesmo em mistura com 2,4-D (Figura 3A) e saflufenacil (Figura 3B). Estes resultados corroboram com Santos et al. (2015) Lopes et al. (2021) e Bottcher et al. (2022), para S. verticillata, C. benghalensis, C. echinatus e Cyperus sp., em misturas de glifosato com inibidores da Protox e mimetizadores de auxina, respectivamente.
Todos os tratamentos apresentaram controle nulo ou escasso plantas daninhas monocotiledôneas, exceptualmente, diclosulam + imazetapir que obteve um “controle regular” (48%). Em contrapartida, para plantas daninhas eudicotiledôneas, obteve-se 94% de controle com glifosato + saflufenacil; 85% com diclosulam + imazetapir 64% com flumioxazina + imazetapir, e 62% com flumioxazina + piroxasulfona. Estes tratamentos foram mais eficazes que o padrão fazenda (glifosato + 2,4-D), cujo controle foi escasso (32%) para plantas daninhas eudicotiledôneas e nulo (0%) para monocotiledôneas (Figura 4).
Figura 4. Eficiência de controle de glifosato + 2,4-D (gli + 2,4-D), glifosato + saflufenacil (gli + saf), diclosulam + imazetapir (dic + ima), flumioxazina + imazetapir (flu + ima), flumioxazina + piroxasulfona (flu + pir) sobre plantas daninhas mono e eudicotiledôneas, aos 25 dias depois da semeadura da soja

Esses resultados corroboram com Piasecki et al. (2020) e Dalazen et al. (2015), que obtiveram excelente desempenho do saflufenacil sobre plantas daninhas eudicotiledôneas resistentes ao glifosato, como a Conyza sp. Bem como, Silva et al. (2022) que obtiveram boa performance do diclosulam + imazetapir e flumioxazina + imazetapir sobre o controle pré-emergente de espécies tolerantes a glifosato, como Euphorbia hirta, Scoparia dulcis e Spermacoce verticillata.
Segundo Gazola et al. (2021), os benefícios dos herbicidas pós-emergentes residuais e os pré-emergentes podem estar atrelados ao seu tempo de meia-vida no solo, que permite o controle de plantas daninhas no banco de sementes. O uso de herbicidas residuais é muito importante para obtenção de uma lavoura de soja mais limpa e com menor pressão de seleção de resistência ao glifosato (Takeshita et al., 2022).
Quanto à eficiência dos tratamentos sobre espécies-alvo, nenhum deles foi efetivo sob o controle de E. indica, S. verticillata e C. iria. (Figura 5).
Figura 5. Eficiência de controle de glifosato + 2,4-D, glifosato + saflufenacil, diclosulam + imazetapir, flumioxazina + imazetapir, flumioxazina + piroxassulfona sobre as espécies-alvo, Eleusine indica, Spermacoce verticillata, Commelina benghalensis, Cyperus iria, Scoparia dulcis e Cenchrus echinatus

Isto pode estar relacionado a uma hipotética resistência destas espécies ao glifosato, que foi empregado na dessecação pré-semeadura de todos os tratamentos analisados. Estes resultados estão em concordância com Adegas et al. (2022), os quais alertaram sobre os riscos do manejo reativo com glifosato e a seleção de biótipos resistentes em lavouras de soja transgênicas.
Por sua vez, a espécie Scoparia dulcis demonstrou susceptibilidade ao uso de glifosato em mistura com 2,4-D e/ou saflufenacil, atingindo 98% de controle. Também foi efetivamente controlada por flumioxazina + imazetapir (91%), em pré-emergência (Figura 5). Este tratamento também oportunizou 74% de controle sobre C. benghalensis, em anuência com os resultados obtidos por Barbosa et al. (2023) e Bottcher et al. (2022).
Todos os tratamentos foram seletivos à cultura da soja, expressando notas de fitotoxicidade inferiores a 2 (Tabela 3). A melhor seletividade foi obtida com o uso de flumioxazina + imazetapir, em consonância com os resultados obtidos por Galon et al. (2022).
Tabela 3. Efeito dos tratamentos sobre a fitotoxicidade, densidade (plantas m-1), fenologia (trifólios pl-1) e produtividade da soja (kg ha-1)

A densidade e fenologia da soja não foram afetados estatisticamente pelos tratamentos, em consonância com as notas de seletividade. Por sua vez, a produtividade foi estatisticamente influenciada (p<0,05), cujos melhores resultados foram alcançados com a aplicação de flumioxazina + imazetapir (4.047,2 kg ha-1) e diclosulam + imazetapir (4.003,1 kg ha-1). Estes resultados corroboram com os melhores controles de plantas daninhas, ratificando que a efetiva supressão da competição ocasiona incrementos de produtividade na lavoura de soja.
Resultados semelhantes foram obtidos por Galon et al. (2022), validando a importância do controle pré-emergente de plantas daninhas. Todavia, torna-se importante o eficiente controle em pré-semeadura, uma vez que plantas daninhas remanescentes podem ser um grande problema após o plantio da soja. Neste estudo, constatou-se que E. indica, S. verticillata e C. iria apresentaram uma hipotética resistência aos tratamentos testados, o que necessita ser melhor analisado em estudos futuros.
4. CONCLUSÃO
Identificaram-se 18 espécies, distribuídas em 15 gêneros e 13 famílias botânicas, dentre as quais, E. indica, S. verticillata e C. iria não obtiveram controle com nenhum dos tratamentos analisados, com suspeita de resistência a glifosato a ser investigada em estudos futuros.
O uso de herbicidas pré-emergentes foi efetivo para o controle de plantas daninhas eudicotiledôneas, alcançando uma produtividade de 4.047 kg ha-1, com uso de flumioxazina (50 g i.a. ha-1) + imazetapir (100 g e.a. ha-1).
FINANCIAMENTO
Este artigo integra o projeto de pesquisa, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA), Edital 02/2022, sob o código vigente 750/22. A Associação dos Produtores de Soja do Maranhão, filial Meio-Norte, prestou assistência logística. O projeto reúne pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRP).
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[1] Técnico Agropecuário e Engenheiro Agrônomo pela Universidade Federal do Maranhão. ORCID: http://orcid.org/0000-0001-5416-8528. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6950029022472754.
[2] Orientador. Pós Doutorando em Weed Science pela North Carolina State University. Doutorado em Agronomia/Fitotecnia pela Universidade Federal do Ceará. Mestrado em Agronomia/Fitotecnia pela Universidade Federal do Ceará. Engenheiro Agrônomo pela Universidade Federal da Paraíba. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-2051-7085. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/4485991332506597.
[3] Mestranda em Ciências Ambientais pela Universidade Federal do Maranhão. Engenheira Agrícola pela Universidade do Maranhão. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-9660-425X. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2514598692269307.
[4] Doutoranda em Biotecnologia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco. Mestrado em Ciências Ambientais pela Universidade Federal do Maranhão. Bióloga pela Universidade Federal do Maranhão. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-8213-4157. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/8454580515067949.
[5] Graduanda em Agronomia pela Universidade Federal do Maranhão. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-6490-1815. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/9594273838143875.
[6] Graduanda em Agronomia pela Universidade Federal do Maranhão. ORCID: https://orcid.org/0009-0005-0932-9392. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1935576285041945.
[7] Graduada em Agronomia pela Universidade Federal do Maranhão, Mestranda em Ciência Animal pela Universidade Federal do Maranhão. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-1061-0414. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7741671103098882.
[8] Graduanda em Agronomia pela Universidade Federal do Maranhão. ORCID: https://orcid.org/0009-0005-3441-1072. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/4668874033584044.
[9] Doutorado em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Campina Grande. Mestrado em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Campina Grande. Graduação em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Campina Grande. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5500-7865. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5821255542462223.
[10] Pós-Doutorado na Universidade de São Paulo, Instituto de Física de São Carlos. Doutorado em Física pela Universidade de São Paulo. Mestrado em Física pela Universidade de São Paulo. Bacharel em Física pela Universidade Federal do Piauí. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-6563-6814. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3325519024009786.
Material recebido: 24 de maio de 2024.
Material aprovado pelos pares: 08 de outubro de 2025.
Material editado aprovado pelos autores: 22 de março de 2025.











