Estado da Arte de biofilmes para conservação pós-colheita de frutos (2007-2017)

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VESPUCCI, Igor Leonardo [1], CRUZ, José Elenilson [2], TEIXEIRA, Sônia Milagres [3]

VESPUCCI, Igor Leonardo, CRUZ, José Elenilson, TEIXEIRA, Sônia Milagres. Estado da Arte de biofilmes para conservação pós-colheita de frutos (2007-2017). Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 08, Vol. 14, pp. 115-142, Agosto de 2018. ISSN:2448-0959

Resumo

Nos últimos anos tem se produzido diversas pesquisas conhecidas pela denominação “estado da arte”. Sendo assim, o objetivo deste trabalho é construir o Estado da Arte de biofilmes para conservação pós-colheita de frutos. Para tal, se efetuou buscas nas bases de pesquisa (Google acadêmico e Scielo) nos últimos 10 anos. Após à procura destes artigos, foram resgatados nestas duas bases 47 trabalhos científicos, após a leitura dos resumos, foram descartados os artigos que não contemplavam o objetivo central do trabalho, restando assim 15 artigos para construção deste Estado da Arte de biofilmes para conservação pós-colheita de frutos. Se conclui então que os temas mais pesquisados são no que tange a elaboração de um biofilme com a concentração ideal de formulação e que este não tenha microrganismos na sua constituição; As abordagens científicas destes estudos têm sido sob a forma de pesquisa empírica (quantitativa), tendo em vista que neste método se prioriza a construção de uma teoria a partir de hipóteses, que a partir destas é que são obtidas as conclusões, através destas ainda podemos fazer previsões, que podem ser refutadas ou aceitadas; Nota-se um grupo muito restrito de pesquisadores, estudando a produção de biofilmes para conservação pós-colheita de frutos.

Introdução

Ao se observar as produções científicas de pesquisa nos programas de pós-graduação Stricto Sensu, se sente a falta de um levantamento bibliográfico bem apurado do tema de pesquisa.

Neste sentido, nos últimos anos tem se produzido diversas pesquisas conhecidas pela denominação “estado da arte”. Estas são definidas como caráter bibliográfico e trazem em comum o desafio de mapear e de discutir a produção acadêmica em diferentes campos do conhecimento, além do mais, saber de que forma e em que condições têm sido produzidas as dissertações, as teses, as publicações em periódicos, entre outros. Os estados da arte também são reconhecidos por realizarem uma metodologia de caráter inventariante e descritivo da produção acadêmica e científica sobre o tema a que se busca investigar, à luz de categorizar as facetas de um determinado trabalho, sob os quais o fenômeno passa a ser analisado (FERREIRA, 2002).

Na área da fruticultura, após a colheita dos frutos inicia o processo de aceleração da maturação, estes entram em estado de deterioração em consequência das mudanças bioquímicas e fisiológicas, bem como de procedimentos de acondicionamento e práticas de manuseio inadequadas. A conservação pós-colheita usualmente empregada está, em quase sua totalidade, centrada na cadeia de frio e em boas práticas de armazenamento (LUVIELMO e LAMAS, 2012). Entretanto, a tecnologia de aplicação de revestimentos comestíveis tem se destacado por elevar o tempo de conservação destes, permitindo uma maior flexibilidade de manuseio e comercialização (ASSIS et al., 2008; VARGAS et al., 2008).

No que tange ao desenvolvimento do Estado da Arte de biofilmes para a conservação pós-colheita de frutos, este é praticamente incipiente, portanto, com este levantamento bibliográfico se pretende sanar e entender alguns questionamentos que vão surgindo dentro da academia. Tais questionamentos podem ser exemplificados como: Quais temas são mais evidenciados nessas pesquisas? Como têm sido abordados as publicações do tema? Quais são as nuances metodológicas empregadas? Quem são os principais atores destes temas? Quais são as principais contribuições e pertinências destas publicações para a área do conhecimento em questão? Quais são as lacunas para os futuros estudos desta área?

Ao se responder estes questionamentos, o Estado da Arte estará elaborado, consequentemente a produção do projeto científico adiante se dará com maior fluidez, este será compilado em bases fortes e com este estudo ainda não se correrá o risco de repetir experimentos já estudados pela academia científica. Ademais, esta produção de levantamento bibliográfico servirá de referencial que ajudarão às pesquisas posteriores a identificarem de forma rápida, clara e rigorosa, o que tem sido e o que ainda precisa ser pesquisado na temática da elaboração e biofilmes para conservação pós-colheita de frutas.

Sendo assim, o objetivo deste trabalho é construir o Estado da Arte de biofilmes para conservação pós-colheita de frutos, com o intuito de criar um acervo de material bibliográfico sobre o tema biofilmes, mapear os artigos disponíveis sobre o tema em questão nas bases de pesquisa (Google acadêmico e Scielo) nos últimos 10 anos, apontar as possíveis contribuições do mesmo e identificar as possíveis lacunas de estudo sobre o tema biofilme para conservação pós-colheita de frutos.

Desenvolvimento

1. Tecnologia de biofilmes para a conservação pós-colheita de frutos.

O momento da fruticultura brasileira é bastante dinâmico e positivo, além da ampla variedade de espécies produzidas em todas as regiões do País, e nos mais diversos tipos de clima, o incremento da produtividade e as formas de apresentação e de industrialização colocam as frutas em destaque no agronegócio nacional (ABF, 2015).

Por conseguinte, o mercado de frutas exige cada vez mais de padrões de qualidade, pode-se citar por exemplo a aparência saudável, sabor, ausência de danos e valor nutritivo, diante disso, os cuidados básicos para prolongar a vida útil do fruto devem começar desde a colheita, o manuseio, o armazenamento até a distribuição para os consumidores. O período de armazenamento está intimamente ligado com a qualidade do fruto que se chega ao consumidor final, assim sendo se faz necessário a utilização de técnicas de conservação de frutas para se obter uma maior qualidade (CARVALHO, 2013).

A aplicação de tecnologia pós-colheita para ser adequada, deve precaver a deterioração dos teores de qualidade no armazenamento de frutas e hortaliças “frescas”, esta alternativa é apropriada para se diminuir as perdas com pós-colheita. Os estudos científicos da área proporcionaram um aumento de produtividade dos produtos hortícolas, mas a disponibilidade dos mesmos ainda é bastante prejudicada pela falta de conhecimento adequado das técnicas de pós-colheita, assim como a possibilidade do uso de diferentes tecnologias que cada vez estão mais disponíveis (DURIGAN, 2013).

A tecnologia de pós-colheita de refrigeração no armazenamento proporciona uma redução da atividade respiratória, da transpiração e da produção de etileno pelos frutos, retarda a senescência do vegetal, atuando na prevenção ou na diminuição da incidência de doenças, com consequente aumento do período de conservação destes produtos (CAMPOS et al., 2011).

Esta ferramenta atua na prolongação da vida pós-colheita de frutos, inibindo o desenvolvimento de podridões e de microrganismos, controlando os múltiplos mecanismos de deterioração, reduzindo assim o desenvolvimento microbiano e a atividade enzimática (BENATO et al., 2001; KADER, 2002). Segundo Martins et al. (2007), a refrigeração incide no principal meio de conservação das espécies vegetais, podendo ser associado a outros métodos pós-colheita, como a atmosfera modificada, cloreto de cálcio, radiação, biofilmes, visando estender a eficiência na manutenção da qualidade pós-colheita.

A refrigeração como ferramenta única para manter a qualidade dos frutos, pode ser insuficiente, além de ocasionar alguns distúrbios fisiológicos. Posto isto, outras técnicas pós-colheita podem e devem ser empregadas em conjunto, complementando e/ou melhorando o sistema de conservação já existente, tais como tratamentos químicos, atmosfera modificada e entre outros (LIMA et al., 2015).

O uso de biofilmes em frutas, à base de coberturas comestíveis, proporciona atratividade para os consumidores, devido a característica destas matérias-primas formarem coberturas transparentes. Além de uma boa aparência ao produto, as coberturas comestíveis aumentam a vida útil e mantêm as propriedades funcionais e enzimáticas do fruto (GOMES et al., 2016).

Oliveira et al. (2011) citam que a utilização de biofilmes retém compostos aromáticos característicos, mantém a estrutura original dos produtos, diminui a passagem de umidade e de gases entre o fruto e o ambiente. Para se utilizar coberturas comestíveis em alimentos, alguns parâmetros devem ser analisados afim de testar a funcionalidade do material como as propriedades óticas, as propriedades mecânicas, a permeabilidade ao vapor de água e a solubilidade em água. Estas propriedades estão ligadas de modo íntimo ao tipo de matéria-prima utilizada na fabricação das coberturas, tal como o amido, que se destaca na produção de biofilmes biodegradáveis e coberturas comestíveis, por apresentar boas propriedades funcionais, baixo custo, ser renovável e abundante no meio ambiente.

Existem inúmeros materiais que são pesquisados para a produção de biofilmes comestíveis, dentre esses a gelatina merece destaque. Esta proteína de origem animal é obtida do colágeno por hidrólise ácida ou básica, é amplamente utilizada na indústria alimentícia e farmacêutica. De maneira análoga, a gelatina no Brasil é produzida em abundância, a baixo custo e com propriedades funcionais adequadas para a fabricação de biofilmes (CARVALHO e GROSSO, 2006).

Uma saída para o possível desenvolvimento microbiano nos biofilmes recém elaborados, pode ser a utilização de agentes antimicrobianos provenientes de fontes naturais, como o óleo de plantas. Estes, são reconhecidos e utilizados na preservação de alimentos há muitos séculos, desde os Egípcios e países Asiáticos, como a China e a Índia. Algumas especiarias como a canela, ainda hoje são utilizadas pela medicina alternativa na Índia. A canela mostrou efeitos antimicrobianos sobre o Staphylococcus aureus, Klebsiella pneumonia, Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli, entre outras, apresentando-se igualmente eficazes contra alguns micróbios patogênicos de origem alimentar e resistentes aos antibióticos (FiB, 2010)

2. Metodologia

Para confecção deste Estado da Arte foi realizado um levantamento bibliográfico em outubro de 2017, para tal, foram utilizadas três palavras-chave: “biofilme, pós-colheita e conservação”. Estas palavras-chave foram pesquisadas de forma isolada, em pares ou em trio para aquisição dos materiais bibliográficos.

Os bancos de dados utilizados para obtenção de materiais bibliográficos foram o Google acadêmico e a base do Scielo, quanto ao recorte temporal das bibliografias resgatadas foram os últimos dez anos (2007-2017), se teve a predileção de ser somente estas duas bases de dados e com recorte temporal de dez anos para otimizar a construção do Estado da Arte.

Após à procura destes artigos, foram resgatados nestas duas bases 47 trabalhos científicos, após a leitura dos resumos, foram descartados os artigos que não contemplavam o objetivo central do trabalho, restando assim 15 artigos para construção deste Estado da Arte de biofilmes para conservação pós-colheita de frutos.

3. Resultados

Lemos (2007) avaliando o efeito de biofilme à base de fécula de mandioca na conservação dos frutos de pimentão ‘Magali R’, armazenados à temperatura ambiente e sob refrigeração, por meio de uma quantitativa definiu que a utilização de biofilme de fécula de mandioca nas concentrações utilizadas não fora eficiente em retardar o metabolismo pós-colheita e prolongar a conservação de pimentões ‘Magali R’ refrigerados ou não. O uso de refrigeração a 10 ± 1º C e 90 ± 5% UR, sem associação com biofilme, foi eficiente em manter os pimentões ‘Magali R’ com perda de massa inferior aos 15%, estabelecido como limite para a vida útil, por até 20 dias de armazenamento, enquanto em temperatura ambiente a vida útil foi de apenas por oito dias. Como lacunas teóricas pode-se ponderar outras análises físicas, químicas e/ou bioquímicas na cadeia do pimentão, bem como também estudar outras cadeias produtivas nestes moldes de pesquisa.

Vila et al. (2007) trabalhando com o uso de biofilmes de fécula de mandioca na manutenção da qualidade pós-colheita de goiabas ‘Pedro Sato’, utilizando uma pesquisa experimental, constataram que o biofilme nas concentrações de 3 e 4%, de fécula de mandioca foi efetivo em retardar o amadurecimento de goiabas proporcionando maior teor de açúcares não-redutores e de vitamina C, menor teor de açúcares totais, açúcares redutores, pectina solúvel, percentual de solubilização e menor atividade de pectinametilesterase e poligalacturonase. A aplicação de biofilme de fécula de mandioca, na superfície de goiabas (Psidium guajava L.), apresentou-se como uma alternativa viável à sua conservação. A sugestão como lacuna teórica fica a de se aferir outras análises físicas, químicas e/ou bioquímicas na cadeia da goiaba.

Hojo et al. (2007) utilizando películas de fécula de mandioca e PVC na manutenção da qualidade pós-colheita de pimentões (Capsicum annuum L.) armazenados em condições ambiente, por meio de uma pesquisa quantitativa verificaram que os tratamentos utilizados não ocasionaram alterações significativas no teor de pectina total durante o período de armazenamento, entretanto, menor teor de pectina solúvel foi observado nos frutos envoltos em PVC. Os frutos recobertos com biofilmes a 4 e 4,5% de fécula de mandioca apresentaram descamação da película a partir do sexto dia de armazenamento. A aplicação de PVC foi efetiva na manutenção da qualidade de pimentões cv. Ikeda, armazenados em condições ambiente por 8 dias. Apesar do esforço para a realização deste estudo, muito se assemelha ao trabalho de Lemos et al. (2007). Como lacunas teóricas pode-se realizar outras análises físicas, químicas e/ou bioquímicas na cadeia do pimentão, bem como também aplicar estas metodologias em outras cadeias produtivas.

Camili et al. (2007), por meio de uma pesquisa quantitativa estudaram os efeitos da quitosana, na proteção pós-colheita de uva ‘Itália’ contra B. cinerea. In vivo, para tal, avaliou-se o efeito direto e indireto da quitosana pelo tratamento dos cachos de uva, antes e após a inoculação com o patógeno. Os autores constataram que a solução de quitosana, nas concentrações de 1,5 e 2,0 % (v/v), quando empregada após a inoculação com B. cinerea, reduziu significativamente o índice de doença, no entanto, quando os cachos foram tratados antes da inoculação, não houve efeito significativo do tratamento sobre o desenvolvimento da doença. Nos ensaios in vitro, a solução de quitosana, nas maiores concentrações, suprimiu o crescimento micelial do patógeno e retardou a germinação dos conídios. As lacunas teóricas a serem respondidas foram a de se estudar o desenvolvimento de microrganismos em pós-colheita em outras cadeias produtivas. Cabe ressaltar que a contribuição teórica e prática é inédita no tanger das que as soluções filmogênicas eram eficientes e eficazes nessa vertente de estudo.

Silva et al. (2009) avaliando diferentes substâncias como cera de carnaúba, látex de seringueira, cloreto de cálcio e fécula de mandioca na conservação pós-colheita do maracujá-amarelo armazenado sob temperatura ambiente, por meio de um experimento quantitativo descobriram que os revestimentos do maracujá-amarelo com cera de carnaúba, látex de seringueira, cloreto de cálcio e fécula de mandioca não influenciaram nos resultados de massa fresca do fruto e da polpa, AT, SS, SS/AT e ácido ascórbico. O látex de seringueira, semelhantemente ao produto comercializado cera de carnaúba foram as coberturas mais eficientes, reduzindo a perda de massa e o índice de murchamento, e aumentando em 4 e 3 dias, respectivamente, a vida de prateleira dos frutos. As lacunas teóricas deste estudo são de suma importância, haja vista que este servirá de apoio as minhas futuras corroborações de resultados, ele se assemelha ao meu futuro estudo, porém, farei outras análises físicas, químicas e bioquímicas e trabalharei com matérias-primas de baixo custo, além do maracujá que será estudado ser de outra espécie, a setaceae.

Ribeiro et al. (2009) estudando a qualidade de manga ‘Tommy Atkins’, colhida em estádio de maturação 2, após a aplicação de revestimentos com diferentes concentrações de dextrina associadas ou não a fonte lipídica, por meios quantitativos experimentais verificaram que a utilização dos revestimentos reduziu a perda de massa das frutas, sendo que a concentração de 2% contendo óleo-de girassol atrasou a maturação, observando-se limitação da perda de firmeza e da degradação de ácidos orgânicos, atraso no aumento do conteúdo de substâncias pécticas e preservação da aparência, formando película uniforme a olho nu. Para as futuras pesquisas sugerem-se que avaliem outras análises físicas, químicas e/ou bioquímicas na cadeia da manga, além de ponderar e correlacionar maturação vegetativa com biofilmes.

Besinela Júnior et al. (2010) pesquisando os efeitos de três diferentes biopolímeros (quitosana, alginato e carboximetilcelulose) utilizados no revestimento de mamão (Carica papaya L) minimamente processado, pelos vieses quantitativos constataram que os biopolímeros não influenciaram o aroma, sabor, textura e aparência dos pedaços de mamões até o quarto dia de armazenamento, no entanto, as propriedades sensoriais foram insatisfatórias após oito dias de armazenamento. Observaram ainda que os revestimentos não evitaram reduções na perda de massa e no teor de licopeno. Para as novas pesquisas é necessário que se avaliem outras análises físicas, químicas e/ou bioquímicas na cadeia do mamão, bem como também se analisem os frutos in natura para saber o comportamento destes revestimentos nestes moldes.

Silva et al. (2011) avaliaram os efeitos de diferentes concentrações de fécula de mandioca na conservação pós-colheita de frutos de ‘Mexerica-do-Rio’ armazenados em temperatura ambiente, através de pesquisa quantitativa observaram que os frutos do tratamento-controle apresentavam-se imprestáveis para o consumo no quarto dia de armazenamento. O uso de biofilme foi eficiente e retardou a perda de massa dos frutos, assim como o rendimento em suco, com aumento no teor de sólidos e solúveis, redução nos de acidez titulável e consequente redução no de ácido ascórbico, o que permitiu estender a vida útil dos frutos, a 8 dias. Nota-se até aqui que é bastante utilizado a matéria-prima fécula de mandioca, deixando uma lacuna interessante e promissora para os biofilmes à base de gelatina ou outras bases de matérias-primas.

Oliveira et al. (2012) avaliando por pesquisa experimental a coloração de tomates revestidos com diferentes concentrações de pectina durante o armazenamento à temperatura ambiente, constataram que o uso de revestimentos comestíveis à base de pectina é eficiente para retardar o aparecimento da coloração vermelha dos tomates (casca, polpa carnosa e polpa processada), principal indicativo do amadurecimento do vegetal. Quanto maior a concentração de pectina adicionada para constituição do revestimento maior é a eficiência do biofilme para retardar o escurecimento e o aparecimento das colorações vermelha e amarela. A utilização de parâmetros de cor mostrou-se eficiente na investigação do desenvolvimento fisiológico de tomates, resultados que devem ser associados a avaliação de parâmetros físicos e químicos para uma relação com o retardamento do amadurecimento. Para o futuro sugere-se a avaliação associada do biofilme com a coloração dos frutos em outras cadeias produtivas.

Silva et al. (2012) pesquisando quantitativamente os efeitos de diferentes concentrações de fécula de mandioca, associada ou não ao fungicida prochloraz, na conservação pós-colheita da goiaba ‘Pedro Sato’, averiguaram que a combinação de prochloraz e fécula de mandioca retardou a perda de firmeza e o amarelecimento e inibiu a incidência de podridão causada por Colletotrichum gloeosporioides durante os 12 dias de armazenamento. Os frutos tratados com 40 g/L de fécula, com ou sem prochloraz, apresentaram sabor e odor desagradáveis, sugerindo a ocorrência de processo fermentativo. Nos frutos controle com e sem prochloraz e naqueles tratados com fécula sem prochloraz a ocorrência de podridão foi próxima de 100% aos 12 dias. A suspensão com 30 g/L de fécula, associada ao prochloraz, foi a mais eficiente na manutenção da qualidade dos frutos. Diferentemente da pesquisa de Vila et al. (2007), que os autores ressaltaram o uso de biofilmes de fécula de mandioca na manutenção da qualidade pós-colheita de goiabas ‘Pedro Sato’. Neste, Silva et al. (2012) associaram fungicida ao biofilme, obtendo resultados interessantes. Como lacuna teórica fica a sugestão de se associar fungicidas ao biofilme.

Barbosa et al. (2012) investigando as películas comestíveis como barreira à perda de água e sua influência nas propriedades físico-químicas dos frutos de murici como forma de melhorar a qualidade pós-colheita, verificaram através de uma pesquisa quantitativa que as utilizações dessas películas conferiram aos frutos de murici melhores características físico-químicas, porém não foram eficientes no controle de perda de massa fresca. Os autores citam como lacunas ainda a serem respondidas: o fato destas películas comestíveis (à base de fécula de mandioca e amido de milho, entre outras), por serem um produto natural, tem futuro promissor na substituição de ceras comerciais, sendo necessários ainda novos estudos com intuito de avaliar as melhores formulações que sejam mais eficientes e eficazes.

Scalon et al. (2012) estudaram a conservação pós-colheita de guavira (Campomanesia adamantium Camb.) em diferentes revestimentos e temperaturas de armazenamento por métodos quantitativos. Eles constataram que as guaviras podem ser armazenadas por até 21 dias em temperatura de 5º C, revestidas com pectina + cálcio a 3%. Para o futuro da ciência da área sugerem-se avaliar outras análises físicas, químicas e/ou bioquímicas nesta cadeia.

Luvielmo e Lamas (2012) realizaram um estudo qualitativo para apresentar os principais trabalhos de aplicação de revestimentos comestíveis em frutas e a influência que exercem sobre a manutenção da qualidade do fruto, com o aumento da vida de prateleira. Os trabalhos realizados nesta área mostraram que os revestimentos comestíveis aplicados em frutas inteiras ou cortadas são capazes de preservá-las por períodos maiores do que é característico, mantendo a qualidade exigida pelos consumidores, ou seja, a característica da fruta in natura. Os autores ressaltam ainda neste artigo que diversos são os compostos utilizados na elaboração de coberturas comestíveis (polissacarídeos, os lipídios e as proteínas). As possíveis lacunas teóricas são em virtude de se achar a melhor combinação destes componentes, para garantir excelentes resultados em função das distintas características funcionais de cada classe. Em função de cada fruta apresentar suas características próprias de amadurecimento, a aplicação de diferentes tipos de revestimentos, bem como a concentração ideal, a fim de desenvolver o revestimento comestível mais favorável ao aumento da vida de prateleira do fruto.

Galo et al. (2012) trabalhando com soluções de quitosana associadas ao glicerol como recobrimento de mamão papaia do cultivar ‘Sunrise Solo’ para manter a qualidade pós-colheita e prolongar sua vida útil, através de pesquisa quantitativa verificaram que a aplicação de quitosana em mamão ‘Sunrise Solo’ manteve a firmeza e os teores de sólidos solúveis, de acidez titulável e de ácido ascórbico dos frutos até o ponto considerado ótimo para o consumo, em termos de aparência. A concentração de 1% de quitosana manteve a qualidade e aumentou a vida útil dos frutos em quatro dias. A quitosana inibiu o crescimento de fungos dos gêneros Cladosporium, Aspergillus e Penicillium. Besinela Júnior et al. (2010), avaliaram os efeitos de três diferentes biopolímeros (quitosana, alginato e carboximetilcelulose) utilizados no revestimento de mamão (Carica papaya L.) minimamente processado. Este artigo já lança mão de frutos sem o processamento, obtendo assim, resultados diferentes. A lacuna deixada em 2010 fora solucionada com este trabalho. Um trabalhando com frutos processado e o outro com frutos in natura.

Filho et al. (2016) determinaram a melhor concentração de biofilme à base de fécula de mandioca e extratos vegetais na conservação pós-colheita de goiabas (Psidium guajava L.) variedade ‘Pedro Sato’, armazenadas em temperatura ± 25°C e umidade relativa de ± 65%, sem reduzir a aceitação do fruto pelo consumidor, para tal utilizaram um experimento quantitativo aonde os resultados mostraram que os dias de armazenamento influenciaram PMF, SS, AT, e para a variável pH não houve influência. Os biofilmes mostraram-se eficientes no controle de doenças pós-colheita e de maneira geral os revestimentos em todas as formulações foram bem aceitos pelos provadores. Vila et al. (2007) avaliaram o uso de biofilmes de fécula de mandioca na manutenção da qualidade pós-colheita de goiabas ‘Pedro Sato’. Silva et al. (2012) associaram fungicida ao biofilme, obtendo resultados interessantes. Caso Filho et al. tivessem realizado um Estado da Arte, constatariam que já haveria outro estudo, não existindo a necessidade de outro trabalho semelhante.

No sentido de sintetizar as informações citadas acima, se compilou as principais informações e se construiu um quadro (Quadro 1), com o esforço de apresentar as principais contribuições teóricas, práticas e lacunas teóricas para os novos estudos de biofilmes para conservação de frutos.

Quadro 1. Contribuições teóricas, práticas e suas respectivas lacunas teóricas de estudo para futuros trabalhos científicos com biofilmes para a conservação de frutos.

Quadro 1. Contribuições teóricas, práticas e suas respectivas lacunas teóricas de estudo para futuros trabalhos científicos com biofilmes para a conservação de frutos.
Quadro 1. Contribuições teóricas, práticas e suas respectivas lacunas teóricas de estudo para futuros trabalhos científicos com biofilmes para a conservação de frutos.
Quadro 1. Contribuições teóricas, práticas e suas respectivas lacunas teóricas de estudo para futuros trabalhos científicos com biofilmes para a conservação de frutos.
Quadro 1. Contribuições teóricas, práticas e suas respectivas lacunas teóricas de estudo para futuros trabalhos científicos com biofilmes para a conservação de frutos.
Quadro 1. Contribuições teóricas, práticas e suas respectivas lacunas teóricas de estudo para futuros trabalhos científicos com biofilmes para a conservação de frutos.
Quadro 1. Contribuições teóricas, práticas e suas respectivas lacunas teóricas de estudo para futuros trabalhos científicos com biofilmes para a conservação de frutos.
Quadro 1. Contribuições teóricas, práticas e suas respectivas lacunas teóricas de estudo para futuros trabalhos científicos com biofilmes para a conservação de frutos.
Quadro 1. Contribuições teóricas, práticas e suas respectivas lacunas teóricas de estudo para futuros trabalhos científicos com biofilmes para a conservação de frutos.
Quadro 1. Contribuições teóricas, práticas e suas respectivas lacunas teóricas de estudo para futuros trabalhos científicos com biofilmes para a conservação de frutos.
Quadro 1. Contribuições teóricas, práticas e suas respectivas lacunas teóricas de estudo para futuros trabalhos científicos com biofilmes para a conservação de frutos.
Quadro 1. Contribuições teóricas, práticas e suas respectivas lacunas teóricas de estudo para futuros trabalhos científicos com biofilmes para a conservação de frutos.
Quadro 1. Contribuições teóricas, práticas e suas respectivas lacunas teóricas de estudo para futuros trabalhos científicos com biofilmes para a conservação de frutos.
Quadro 1. Contribuições teóricas, práticas e suas respectivas lacunas teóricas de estudo para futuros trabalhos científicos com biofilmes para a conservação de frutos.
Quadro 1. Contribuições teóricas, práticas e suas respectivas lacunas teóricas de estudo para futuros trabalhos científicos com biofilmes para a conservação de frutos.
Quadro 1. Contribuições teóricas, práticas e suas respectivas lacunas teóricas de estudo para futuros trabalhos científicos com biofilmes para a conservação de frutos.
Quadro 1. Contribuições teóricas, práticas e suas respectivas lacunas teóricas de estudo para futuros trabalhos científicos com biofilmes para a conservação de frutos.
Quadro 1. Contribuições teóricas, práticas e suas respectivas lacunas teóricas de estudo para futuros trabalhos científicos com biofilmes para a conservação de frutos.

Conclusão

Respondendo aos questionamentos da introdução deste trabalho obtém-se que:

  1. Os temas mais pesquisados são no que tange a elaboração de um biofilme com a concentração ideal de formulação e que este não tenha microrganismos na sua constituição;
  2. As abordagens científicas destes estudos têm sido sob a forma de pesquisa empírica (quantitativa), tendo em vista que neste método se prioriza a construção de uma teoria a partir de hipóteses, que a partir destas é que são obtidas as conclusões, através destas ainda podemos fazer previsões, que podem ser refutadas ou aceitadas;
  3. Nota-se um grupo muito restrito de pesquisadores, estudando a produção de biofilmes para conservação pós-colheita de frutos.
  4. Referências

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[1] Doutorando em Agronegócio – Universidade Federal de Goiás

[2] Doutor Docente – Universidade Federal de Goiás

[3] Doutor Docente – Universidade Federal de Goiás

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