A Importância do Fluxo de Caixa como Ferramenta de Gestão

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A Importância do Fluxo de Caixa como Ferramenta de Gestão
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FERREIRA, Helaine Cristina de Sales [1]

RESTON, José Carlos Filho [2]

FERREIRA, Helaine Cristina de Sales; RESTON, José Carlos Filho. A Importância do Fluxo de Caixa como Ferramenta de Gestão. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Edição 06. Ano 02, Vol. 01. pp 243-249, Setembro de 2017. ISSN:2448-0959

RESUMO

O demonstrativo de fluxo de caixa (DFC) é uma ferramenta de gestão que deve ser utilizada por toda organização independente do seu porte, pois sabe-se que principal causa da falência das organizações no Brasil é a falta de capital de giro, o que as impede de honrar seus compromissos fiscais, tributários, trabalhistas, fornecedores, entre outros. Diante desse contexto o objetivo desse estudo é demonstrar a importância dessa ferramenta na gestão da empresa, tendo em vista que as diretrizes do DFC podem auxiliar nas tomadas de decisões em diversos setores da empresa, tais como: planejamento, gerencia financeira, de recursos, etc. Com relação as técnicas metodológicas, estas serão descritiva bibliográfica. Onde chegou-se a conclusão de que ao permitir que o gestor antecipadamente conheça como as entradas e saídas de caixa irão afetar seus recursos de curto prazo, este pode buscar as medidas saneadoras que se fizerem necessárias para não comprometer a saúde financeira da empresa.

Palavras-Chave: Comunicação, Departamento Financeiro, Fluxo de Caixa.

INTRODUÇÃO

A comunicação é fundamental para o sucesso de qualquer organização, sendo ela interna ou externa, deve ser bem elaborada para evitar perdas e desgastes desnecessários entre as partes envolvidas nesse processo.

Nesse sentido, os objetivos do aspecto financeiro devem estar ligados à estratégia da empresa, observando não somente a obtenção de lucros, mas também focando no planejamento, na análise do risco e ainda nas diferentes regiões em que a empresa e suas filiais atuam.

As informações pertinentes ao DFC de uma entidade são úteis para proporcionar aos usuários das demonstrações contábeis uma base para avaliar a capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa, bem como suas necessidades de liquidez.

Sendo que as decisões econômicas que são tomadas pelos gestores exigem avaliação da capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa, bem como da época e do grau de segurança de geração de tais recursos.

O objetivo deste estudo é descrever sobre a importância do fluxo de caixa enquanto ferramenta de gestão dentro das organizações. Neste trabalho, se utilizará o Método descritivo onde Vergara (2009, p. 42) descreve que a pesquisa descritiva expõe características de determinada população ou de determinado fenômeno. Podendo também estabelecer correlações entre variáveis e definir sua natureza. Não tem compromisso de explicar os fenômenos que descreve, embora sirva de base para tal explicação.

No tangente a formulação dos objetivos e hipóteses, se utilizará a pesquisa bibliográfica, onde a Vergara (2009, p. 43) leciona que: pesquisa bibliográfica é o estudo sistematizado desenvolvido com base em material publicado em livros, revistas, jornais, redes eletrônicas, isto é, material acessível ao público em geral.

COMUNICAÇÃO

As organizações estão inseridas em ambientes vulneráveis e em constantes mudanças, nos quais a grande volatilidade de informações e a concorrência influenciam em seu desempenho, exigindo agilidade e competitividade. Devido a esta atual competitividade entre as organizações, somente as com melhores estratégias e diferenciais sobreviverão. Por isso, valoriza-se cada vez mais qualidade e eficiência nos processos organizacionais, fatores que refletem diretamente nos produtos e serviços (JACOMINI, 2011).

Dentro desse contexto temos que a comunicação interna precisa ser vista dentro de conceitos estratégicos, exercendo a função de coordenar o processo que a organização transmitirá.

Pinto (2009) destaca que é preciso desenvolver os canais mais adequados para cada tipo de mensagem e para cada público, desenvolver mecanismos de feedback sobre a efetividade da comunicação e finalmente construir relacionamentos leais e duradouros por meio de processos estruturados de diálogo.

A imagem de uma organização depende da impressão que ela gera em cada um de seus clientes, a partir desse ponto, Pinto (2009) conclui que é fundamental o bom planejamento da comunicação interna quando pretende construir ou renovar a imagem de uma empresa. Primeiro porque o cliente interno é um dos públicos a ser atingido pelo marketing total da empresa, para que trabalhe melhor e produza mais. Além disso, porque são os colaboradores da companhia que irão entrar em contato com os clientes externos, levando a eles a própria impressão que possuem de seu local de trabalho.

Outro ponto que Pinto (2009) destaca, é o imenso poder que os colaboradores internos têm na formação da opinião pública sobre a empresa. Por isso, a comunicação externa é importante para a visibilidade de qualquer organização, mas não se deve esquecer a importância estratégica da comunicação interna. Ela é a base sem a qual a mera propagação fantasiosa de uma boa imagem pode ser facilmente destruída.

Segundo Rego (1986), “o mundo interno e o externo da empresa não podem ficar alheios aos seus objetivos, às suas intenções enquanto agente revolucionária da sociedade”. Para este autor é preciso que a empresa exponha aos seus funcionários e a sociedade em si este seu papel fundamental, destacando a comunicação empresarial como a ferramenta mais propícia a esta explanação, ou seja, A comunicação interna é uma ferramenta fundamental para as organizações no que se refere à obtenção de excelentes resultados como: aumento de produtividade e ganho financeiro.

Para que isso possa ocorrer à organização necessitará desenvolver um planejamento integrado de ações de comunicação, no qual deve estabelecer seus objetivos e definir quais serão seus programas de ação para atingi-los.

GESTÃO FINANCEIRA

A Gestão Financeira é fundamental para que as empresas sejam bem-sucedidas e sustentáveis buscando a perpetuidade, essa gestão concentra-se sobre o estudo das decisões financeiras assumidas na empresa (BITTENCOURT; PALMEIRA, 2008).

Gazola Júnior (2004) destaca que muitas empresas têm dificuldade em identificar a situação econômico-financeira da sua empresa, o que dificulta o processo de tomada de decisão no curto prazo.

Como forma de solucionar a este problema as empresas deve identificar sua capacidade de solvência, analisando seus resultados e ter pessoal capacitado para identificação dos problemas existentes dentro do setor financeiro.

Pois se sabe que é muito importante ter colaboradores capacitados, em análises de demonstrações contábeis, bem como todos os dados e informações relevantes a contabilidade e demais departamentos da empresa.

O gestor moderno precisa de uma boa formação generalista, visão sistêmica e integrativa de todo o negócio e deve estar em contato permanente com todas as áreas da empresa, controlando e fomentando o negócio com informações estratégicas. A crescente complexidade no mundo dos negócios determinou, ainda, que o responsável pela área financeira desenvolvesse uma visão mais integrativa da empresa e de seu relacionamento com o ambiente externo (BITTENCOURT; PALMEIRA, 2008).

Hoji (2004, p.21) destaca três funções básicas de um administrador financeiro: Análise, planejamento e controle financeiro; Tomadas de decisões de investimento; e Tomadas de decisões de financiamentos.

Zdanowicz (1998, p. 26), descreve que a gerencia financeira deve conhecer os recursos que fluem no caixa e classifica-los conforme a periodicidade que ocorrem. Os principais recursos que fluem nos ingressos e desembolsos de caixa estão listados abaixo:

  1. Ingressos no caixa – vendas a vista, recebimentos de vendas a prazo, aumentos de capital social, vendas de itens do ativo imobilizado, receitas de aluguéis, empréstimos e resgate de aplicações no mercado financeiro;
  2. Desembolsos de caixa – para financiar o ciclo operacional da empresa, amortizar seus empréstimos ou financiamentos captados e investir em itens do ativo permanente ou aplicar no mercado financeiro.

Dentro desse novo contexto no qual as organizações estão inseridas, ou seja, dentro de um cenário altamente competitivo o empresário deve estar atento a estas funções básicas em seu negócio, devendo analisar, planejar e controlar o uso de seus recursos financeiros nas tomadas de decisões de investimentos e financiamentos futuros.

3. FLUXO DE CAIXA

As empresas que elaboram o fluxo de caixa baseado em seu planejamento saberão antecipadamente da existência de escassez ou excesso de caixa podendo tomar a atitude corretiva necessária. Desta forma, as dificuldades enfrentadas pelas empresas que aliam planejamento e fluxo de caixa são menores que aquelas que não se utilizam destas ferramentas (ZDANOWICZ, 1998).

Assaf Neto e Silva (2002, p.39) acrescentam que:

Contextos econômicos modernos de concorrência de mercado exigem das empresas maior eficiência na gestão financeira de seus recursos, não cabendo indecisões sobre o que fazer com eles. Sabidamente, uma boa gestão dos recursos financeiros reduz substancialmente a necessidade de capital de giro, promovendo maiores lucros pela redução principalmente das despesas financeiras. Em verdade, a atividade financeira de uma empresa requer acompanhamento permanente de seus resultados, de maneira a avaliar seu desempenho, bem como proceder aos ajustes e correções necessários. O objetivo básico da função financeira é prover a empresa de recursos de caixa suficientes de modo a respeitar os vários compromissos assumidos e promover a maximização de seus lucros.

Ou seja, O DFC pode ser conceituado como sendo um controle financeiro que tem por objetivo auxiliar o gestor ou empresário a tomar decisões sobre a situação do caixa da empresa, com relação a sua elaboração Cavalcante (2012) afirma que este pode ser de duas formas, como descritas a seguir:

  1. Entradas e Saídas de Caixa Projetadas, neste caso os valores previstos para um determinado período de atividade.
  2. Entradas e Saídas de Caixa Realizadas, neste caso os valores de fato ocorreram, ou seja, foram realizados em termos de entradas e saídas de recursos financeiros.

Entre suas principais finalidades Cavalcante (2012) elenca que são:

I. Planejar e controlar as entradas e saídas de caixa num período determinado de tempo, normalmente um mês ou vários meses;
II. Auxiliar o empresário ou gestor de pequenos negócios a tomar decisões antecipadas sobre o fluxo financeiro da empresa;
III. Demonstrar a situação do Caixa da empresa de forma antecipada, permitindo eventuais ajustes quando for necessário.
IV. Verificar se a empresa está trabalhando com aperto ou folga financeira.

Tendo como base os estudos de Cavalcante (2012) devemos salientar que para elaborar o DFC torna-se necessário tomar alguns cuidados, tais como descritos por Cavalcante (2012):

I. Conhecer com detalhes o ciclo financeiro da empresa (prazos de pagamentos e recebimento);
II. Manter os Controles Auxiliares em dia, tais como: Controle Bancário, Controle de Recebimento de Clientes, Controle de Pagamento de Fornecedores, Controle de Pagamento de Despesas e o Controle de Movimento de Caixa;
III. Todos os valores lançados no Fluxo de Caixa deverão ser realistas, ou seja, manter os valores das estimavas das entradas e saídas caixa sempre atualizados.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante de um mercado altamente competitivo as empresas devem buscar por ferramentas que auxiliem seu planejamento e controle dos recursos monetários, durante esse estudo foi observado que o DFC é uma ferramenta estratégica para as empresas de qualquer porte.

Sabe-se que a gestão financeira já não poderá se limitar apenas aos registros de fatos passados ou a manutenção dos livros fiscais, os seus demonstrativos contábeis demonstram a situação econômica da empresa em certo momento específico, fato este que estimula a busca e implantação de novos métodos para a avaliação em tempo real, destacando ainda que não é somente o departamento financeiro que deve ser responsabilizado pelo bom funcionamento do fluxo de caixa.

Por fim temos que a dinâmica do DFC, a periodicidade da elaboração, a qualidade e sua destinação final deve ser mensurada conforme a necessidade de cada empresa, desde que a escolha permita uma melhor transparência da situação econômico-financeira, para que assim seja evitado uma possível falência desta, por não ter conhecimento de seus recursos.

REFERÊNICAS

ASSAF NETO, Alexandre; SILVA, César Augusto Tibúrcio. Administração do Capital de Giro. 3ª Ed. São Paulo. Ed. Atlas, 2002.

BITTENCOURT, Marieli; PALMEIRA, Eduardo Mauch. Gestão Financeira. UNIPAMPA, 2004. Disponível em: <http://googleacademico.com.br>. Acessado em 18 de maio de 2013.

CAVALCANTE, José Carlos. Fluxo de Caixa. SEBRAE: SP. 2012.

HOJI, Masakasu. Administração financeira: uma abordagem prática. 5° ed. São Paulo: Atlas, 2004.

JACOMINI, Luciana. O papel da comunicação nas organizações. In: Rev. Npi/Fmr. 2011.

PINTO, E.S. O reflexo da comunicação interna na imagem empresarial. Comunicação Organizacional. 2009. Disponível em: <http://comunicacaoorganizada.files.wordpress.com>. Acessado em 28 de maio de 2013.

REGO, Francisco Gaudêncio Torquato do. Comunicação empresarial, comunicação institucional: conceitos, estratégias, estrutura, planejamento e técnicas. São Paulo: Summus, 1986.

VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e Relatórios de Pesquisa em Administração. 10 ed. São Paulo: Atlas, 2009.

ZDANOWICZ, José Eduardo. Fluxo de Caixa. 7 ed. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 1998.

[1] Especialista em Finanças Corporativas pela Universidade Gama Filho-UGF e graduada em Ciências Econômicas pela Universidade Nilton Lins. Atua como servidora pública na Superintendência da Zona Franca de Manaus-SUFRAMA, no cargo de Economista

[2] Graduação em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Amazonas – UFAM (1998), especialização em Gerência Financeira e Estratégias Empresariais pela Fundação Getúlio Vargas – FGV (1999) e Mestrado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Pará – UFPA (2007) e Doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da UFPA. É professor e Coordenador de Pós-Graduação do IDAAM Educação Superior

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