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Segurança do Paciente no Serviço de Emergência: Revisão Integrativa

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Segurança do Paciente no Serviço de Emergência: Revisão Integrativa
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SANTOS, Hornelina Maria Silva [1], BRASILEIRO, Marislei Espíndula [2]

SANTOS, Hornelina Maria Silva; BRASILEIRO, Marislei Espíndula. Segurança do Paciente no Serviço de Emergência: Revisão Integrativa. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 05, Vol. 06, pp. 70-82, Maio de 2018. ISSN:2448-0959

Resumo

O estudo teve por objetivo analisar publicações relacionadas à importância da segurança do paciente no Serviço Hospitalar de Emergência. Método: revisão integrativa da literatura, nas bases de dados da Biblioteca Virtual em Saúde. Foram identificados 255 artigos, sendo selecionados seis, considerando os critérios: artigos completos, publicados no período entre 2012 a 2017, disponíveis no idioma português e abordagem temática. Resultados: identificou-se duas categorias temáticas: Dificuldades encontradas na segurança do paciente e Atuação da equipe de enfermagem para melhoria da cultura de segurança. Conclui- se que existe diversos fatores que contribuem de forma negativa na segurança do paciente no serviço de emergência, as dificuldades encontradas precisam ser revistas, em contrapartida ações permanentes vêm sendo implementadas e voltadas para promoção segurança, afim de diminuir riscos e melhorar a assistência prestada.

Palavras-chave: Enfermagem, Segurança do Paciente,Serviço Hospitalar de  Emergência

1. Introdução

É cada vez mais comum o assunto em torno da segurança da paciente  na área da saúde, a busca por  uma assistência de qualidade, livre de incidentes e eventos adversos. Isso ocorre, provavelmente, devido maior conhecimento e exigência por parte de usuários em ter seus direitos garantido.

A Classificação Internacional de Segurança do Paciente (CIPS), criada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), definiu segurança do paciente como a redução, a um mínimo aceitável, do risco de dano desnecessário associado ao cuidado de saúde, sendo risco como probabilidade de um incidente acontecer e dano comprometimento da estrutura do corpo em sua totalidade (BRASIL, 2014).

No Brasil, o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), foi instituído pela Portaria nº 529, de 1º de abril de 2013, que objetiva contribuir para a qualificação do cuidado em saúde em todos os estabelecimentos de saúde do território nacional2. Os Protocolos Básicos de Segurança do Paciente têm por característica: Protocolos sistêmicos; Protocolos gerenciados; Promovem a melhoria da comunicação; Constituem instrumentos para construir uma prática assistencial segura; Oportunizam a vivência do trabalho em equipes; Gerenciamento de riscos (BRASIL, 2013).

O Instituto de Medicina (IOM), fez uma importante publicação americana “To err is human: building a safer healh system”, onde os autores relataram a morte de 44.000 98.000 americanos resultantes de incidentes que eram, em grande parte evitáveis, a partir de então, surgiram preocupações relacionadas a segurança do paciente (SILVA et al, 2016).

Segundo levantamento do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP), no Brasil morrem mais de 220 mil pessoas mil por ano por falhas na assistência hospitalar e por eventos adversos evitáveis, isso acontece porque a assistência a saúde é uma atividade complexa e que envolve diversos fatores (IBSP, 2015).

Em busca da segurança do paciente, tornou-se comum nas últimas décadas a utilização de questionamentos para melhora da qualidade da assistência voltada para a cultura da segurança. Diversos estudos já foram realizados com a finalidade de apresentar soluções para o problema, mas não se mostraram efetivos. Frente a esses desafios, na tentativa de reduzir as incoerências entres os testes realizados, esse estudo busca agregar conhecimento de como as variáveis podem influenciar nos resultados obtidos.

As dificuldades em se encontrar resultados precisos se devem aos diferentes delineamentos utilizados nos experimentos, a desconsideração os protocolos em caso de risco, principalmente em situação de emergência, escassez de recursos materiais, ocorrência de eventos adversos na falta de dimensionamento de pessoal comprometendo a segurança e a satisfação dos pacientes, na falta de maior rigidez metodológica no controle de variáveis envolvidas no processo, dentre outras.

Existem diversos fatores que estão relacionados ao comprometimento da segurança, como falha na comunicação oral ou escrita entre profissionais da equipe e entre profissional e paciente; falha na terapêutica medicamentosa; falha na realização de procedimentos e fatores humanos relacionados ao trabalho, como cansaço, estresse, falta de motivação, sobrecarga e/ou insatisfação e negligência (LIMA et al, 2014).

Frente a esses desafios e, na tentativa de reduzir os índices  é preciso dar prioridade para a segurança do paciente na assistência à saúde,  através da  comunicação e diálogo como favorecimento das relações interpessoais, comunicação aberta entre os profissionais sobre o erro; melhoria do sistema de prestação da assistência, por meio da gestão da qualidade; promoção de políticas de prevenção, medição e avaliação dos erros e uniformização das práticas, por meio da protocolização dos procedimentos (LIMA et al, 2014).

Contudo, é preciso promover ações de educação em saúde, contribuir para a redução da mortalidade associada a eventos adversos graves, possibilitar treinamentos adequados à prevenção de novas ocorrências e implementação da cultura da segurança na emergência e nos serviços de saúde em geral (OLIVEIRA et al, 2014).

Nesse contexto o Enfermeiro possui um papel importante a enfermagem é uma profissão comprometida com a saúde e qualidade de vida da pessoa, família e coletividade, livre de danos decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência, além de prestar informações adequadas a respeito dos direitos, riscos, benefícios e intercorrências acerca da assistência de enfermagem, disponibilizar seus serviços profissionais à comunidade em casos de emergência assegurando uma assistência com segurança (COFEN, 2007).

Apesar desses esforços, voltados para a segurança do paciente nas instituições de saúde. Surge o questionamento: quais os desafios enfrentados pelo enfermeiro na segurança do paciente no serviço de emergência? Quais estratégias contribuem para a promoção da segurança do paciente na emergência?

Responder a esse questionamento é importante pois poderá contribuir com a implantação de estratégias para a melhoria da qualidade e da segurança da assistência de enfermagem que são necessários e, ao mesmo tempo, pesquisas recentes e inovadores apontam para instrumentos que possa construir uma prática assistencial segura.

Portanto, entende-se que muitas vezes a emergência é a porta de entrada de muitos pacientes, assim é preciso ter a preocupação de gerenciar os riscos e evitar eventos adversos, consequentemente os danos, com estratégias direcionadas voltadas para assistência e baseadas em protocolos.

Diante disso, apesar de haver um aumento de interesse em torno da segurança do paciente poucos estudos discutem a respeito das práticas que promove a segurança do paciente no serviço de emergência. Em virtude disso, esse estudo irá descrever o que as publicações científicas contribuem acerca da segurança do paciente no serviço de emergência.

2. Objetivos

2.1 Objetivos geral

Descrever na literatura as opiniões de autores sobre segurança do paciente no serviço de emergência.

2. 2 Objetivos específicos

Verificar e analisar a concordância dos autores sobre a importância da segurança do paciente na emergência e no contexto hospitalar. Compreender os fundamentos que norteiam a segurança do paciente, contribuindo para a melhoria da qualidade da assistência.

3. Metodologia

Revisão integrativa de literatura cuja coleta de dados ocorreu em fontes disponíveis online. A busca foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) durante os meses de maio e junho de 2017.

A revisão integrativa é um método consiste na construção de uma análise ampla da literatura, contribuindo para discussões sobre métodos e resultados de pesquisas, assim como reflexões sobre a realização de futuros estudos (MENDES, 2008).

A Revisão Integrativa é constituída por seis fases as quais serão a seguir descritas com as ações realizadas neste estudo (MENDES, 2002).

Fase 1: Identificação do tema ou questionamento da Revisão Integrativa

A identificação do tema “Segurança do paciente no serviço de emergência” e da questão norteadora “Como se apresentam os resultados de estudos publicados em periódicos nacionais acerca da atuação do enfermeiro da segurança do paciente no serviço de emergência? ” o interesse em pesquisa sobre o tema se deu em observar a pouca produção científica a respeito do tema.

Fase 2: Amostragem ou busca na literatura

A busca das publicações/artigos ocorreu da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), nas bases de dados da Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Electronic Library Online (SCIELO) e Base de Dados de Enfermagem (BDENF), na Revista Enfermagem UERJ, além de Teses e análise de documentos.

Os descritores utilizados foram: Enfermagem, Segurança do Paciente, Serviço Hospitalar de  Emergência. Os critérios para a escolha dos descritores consistiram em: pertencer aos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e representar ao menos em parte a temática do estudo. No intuito de potencializar a obtenção de artigos que refletissem o tema em questão, além da utilização individual dos descritores para a busca nas bases de dados, foi realizada cruzamento dos descritores.

Como critérios de inclusão dos artigos estabeleceram-se: artigos completos; publicados no período entre 2012 a 2017; indexados nas bases de dados mencionadas; abordagem da temática e que contemplassem acerca da segurança do paciente no serviço de emergência.

Fase 3: Categorização dos estudos

As informações extraídas dos artigos selecionados se referiram aos seguintes itens: identificação do estudo; título do artigo; ano da publicação; fatores relacionados encontrados. Além desses itens, nos estudos foram observadas as informações sobre as metodologias utilizadas, os resultados alcançados e as conclusões a que os autores chegaram.

Fase 4: Avaliação dos estudos incluídos na Revisão Integrativa

Foi realizada a busca inicial pelos resumos dos artigos que respondiam aos descritores adotados e selecionados aqueles que mencionavam fatores relacionados acerca da segurança do paciente no serviço de emergência e no contexto hospitalar dentro da temática.

Fase 5: Interpretação dos resultados

A partir de repetidas leituras dos resumos selecionados na fase anterior, se extraiu aqueles estudos que contemplavam a respeito da segurança do paciente na emergência e no contexto hospitalar.

Fase 6: Síntese do conhecimento evidenciado ou apresentação da Revisão Integrativa

Após leitura do material selecionado, as informações capturadas foram disponibilizadas em fluxograma e tabela. Na discussão dos dados, estes foram agrupados em duas categorias sistemáticas: dificuldades encontradas na segurança do paciente e atuação da equipe de enfermagem para melhoria da cultura de segurança.

Figura 1 - Fluxograma representativo do processo de seleção dos artigos.
Figura 1 – Fluxograma representativo do processo de seleção dos artigos.

4. Resultados e Discussão

Foram analisados um total de seis artigos, que atenderam aos critérios de inclusão e estão representados na Quadro 1.

Quadro 1 – Distribuição dos artigos selecionados

N°/Autor/ Método Titulo Objetivo Resultado Conclusão
Estudo 1

 

TOSO et al, 2016.

 

Estudo transversal

Cultura de segurança do paciente em instituições hospitalares na perspectiva da enfermagem.

 

Avaliar o clima de segurança do paciente na perspec­tiva dos profissionais de enfermagem atuantes em hospi­tais. O treinamento adequado e eficiente dos profissionais é considerado elemento-chave para a qualidade do serviço de saúde da instituição. Há necessidade de incluir a discussão da segu­rança do paciente com todos os profissionais envolvidos no cuidado, com comunicação franca e segura, que contribuirá para uma melhor cultura de segurança do paciente.
Estudo 2

 

OLIVEIRA et al, 2014.

 

Estudo descritivo

Estratégias para promover segurança do paciente. Identificar e analisar estra­tégias para garantir a segurança do paciente na perspectiva de enfermeiros assistenciais. A importância de estabelecer uma comunicação eficaz desde a identificação do risco ou in­cidente crítico. Esforços contínuos devem ser priorizados na prática, desde a alta direção aos profissionais da assistência direta, com o intuito de promover a pro­moção da cultura de segurança.
Estudo 3

 

SOUSA et al, 2017.

 

Estudo exploratório

Estudo exploratório das iniciativas acerca da segurança do paciente em hospitais do Rio de Janeiro. Analisar a partir dos gerentes de risco as iniciativas desenvolvidas para garantir a segurança do paciente. Um movimento recente de mudanças e compreensão da segurança do paciente, sendo necessário além de novas estratégias, o envolvimento de todos os pro­fissionais voltados para uma cultura de segurança. Destaca a necessidade de capacitação dos profissionais relacio­nadas com a gerência de risco e o envolvimento nas campanhas e iniciativas de segurança do paciente.
Estudo 4

 

SIMAN et al, 2014.

 

Estudo de Caso

 

Mudanças na prática de enfermagem para melhorar a segurança do paciente.

 

Identificar mudanças na prática de enfermagem com vistas à melhoria da qualidade do cuidado e a segu­rança do paciente. Intervenções educativas contínuas, concentradas nos protocolos, com práticas ba­seadas em evidências, ajudam a mudar padrões da cultura da segurança do paciente. Ocorreram mudanças na prática de enfermagem, principalmente voltadas para o gerenciamento dos riscos.
Estudo 5

 

MASSOCO et al, 2015.

 

Estudo exploratório-descritivo

Comunicação e segurança do paciente: percepção dos profissionais de enfermagem de um hospital de ensino. Evidenciar comunicações e respostas não punitivas aos erros e comunicação como fator relevante na cultura de segurança do paciente. É necessário a abertura para as comunicações e respostas não punitivas aos erros. Que deve haver intervenções e fornecer subsídios para a melhoria de processos e gestão de cuidados com foco na segurança do paciente.
Estudo 6

 

BAMPI et al, 2017.

 

Estudo exploratório

Perspectivas da equipe de enfermagem sobre a segurança do paciente em unidade de emergência. Conhecer a percepção dos profissionais de Enfermagem que atuam na emergência hospitalar quanto aos aspectos da segurança do paciente. A qualificação da equipe é um fator importante para prevenir erros e eventos adversos e assegurar um cuidado seguro. Os aspectos gerenciais, que contribuem para a segurança do paciente, residem na postura profissional para garantir a assistência de qualidade na unidade de emergência.

 

Os estudos investigados apresentaram objetivos semelhantes, todos abordavam a segurança do paciente e a importância da prática baseada em evidências no contexto da assistência hospitalar. Desta forma, mediante análise de conteúdo temática foi possível identificar as categorias indicadas e a seguir definidas.

Dificuldades encontradas na segurança do paciente na emergência

A enfermagem atua de forma direta, no que se refere a segurança do paciente no serviço de emergência, com relação qualidade em segurança do paciente, Toso et al (2016), aborda acerca dos profissionais insatisfeitos apresentam taxas de rotati­vidade altas, o que está associada à ocorrência de eventos adversos, interferindo no cuidado seguro.

Oliveira et al, (2014) aponta existência de riscos físicos, químicos e mecânicos que afetam e geram insegurança para o paciente assistido, aborda falhas no seguimento da rotina, condições precárias de trabalho, conflitos pessoais e falhas na comunicação acarretando erros. Souza (2014), demonstra preocupação para gerenciar e monitorar de eventos adversos, porém enfatiza a realização de ações para voltadas para segurança.

Os profissionais que atuam no serviço emergência destacam a sobrecarga de trabalho, o número reduzido do pessoal de enfermagem e alta rotatividade, dificuldades de recursos financeiros, materiais e humanos, apesar dessas dificuldades o estudo (SIMAN, 2014), apontam também para a falta de segurança em relação à administração de medicação em situação de emergência.

Os erros devem ser estudados em todos os seus aspectos e dentro de uma abordagem não punitiva, segundo Massoco (2015), é importante identificar e explicitar as falhas cometidas, permitindo a elaboração de estratégias de segurança a fim de prevenir os erros.

A falta de conhecimento dos aspectos gerenciais de enfermagem no serviço de emergência desencadeia equívocos na tomada de decisão, o que facilita a ocorrência de incidentes, de erros e efeitos adversos, ainda de acordo com Bampi et al, (2017), à estrutura inadequada e à demanda excessiva de pacientes é um fator que leva à maior probabilidade de erros.

Percebe que na prática, há existência de um círculo vicioso que necessita ser rompido para que processos sejam revistos e estratégias sejam implementadas, visando à melhoria da segurança do paciente no serviço de emergência.

Atuação da equipe de enfermagem para melhoria da cultura de segurança

Nessa categoria são abordadas as estratégias que o enfermeiro pode utilizar para garantir a segurança do paciente, observadas nos estudos analisados.

Importante destacar, que uma assistência de qualidade, envolve atendimento de qualidade, com a utilização de protocolos, uma equipe multiprofissional, efetividade, eficiência, segurança, inovação e tecnologia. O treinamento adequado e eficiente dos profissionais é considerado elemento-chave para a qualidade do serviço de saúde da instituição (TOSO et al, 2016). A satisfação do profissional é considerada um fator positivo, pois implica diretamente na qualidade da assistência prestada.

Avaliar a segurança do paciente, favorecendo a adoção de medidas preventivas e de monitoramento por parte dos enfermeiros para minimizar fatos inesperados e indesejados. Utilização de boletins de notificação de eventos adversos, com o intuito de promover a identificação destes eventos e incidentes (OLIVEIRA et al, 2014).

Cabe ressaltar a importância de estabelecer uma comunicação eficaz desde a identificação do risco ou in­cidente crítico, do menos grave ao mais grave, evitando, assim, a ocorrência do evento adverso e dos danos por ele gerados (OLIVEIRA et al, 2014). Desenvolvimento de programas educacionais que abordem os tipos de erros como uma estratégia para difusão dos programas (SOUZA, 2017).

A prática de educação permanente, inserindo temas voltados para a segurança do paciente com intervenções educativas contínuas concentradas nos protocolos, com práticas ba­seadas em evidências e atitudes (SIMAN, 2016). Além de um sistema possua um canal de comunicação eficaz, permitindo às equipes transmitir e receber informações de forma clara e correta (MASSORO, 2015).

A informação e o conhecimento atualizado constituem-se em ferramentas que os profissionais de saúde possuem para garantir cuidados seguros e de alta qualidade aos pacientes. O oferecimento de capacitações frequentes são ações da gerência e da administração do hospital que promovem um impacto positivo na segurança do paciente (BAMPI et al, 2017).

No entanto, é preciso implantar intervenções especificas voltadas para segurança do paciente, visando envolvimento dos profissionais quanto as questões de segurança, a adoção de uma cultura não punitiva, o uso de ferramentas para avaliar e melhorar o trabalho em equipe, a comunicação e as condições de trabalho e o desenvolvimento de medidas válidas  para avaliar o progresso  da segurança do paciente nas unidades de emergências a fim de reduzir os incidentes e os eventos adversos e melhorar a qualidade da assistência prestada aos pacientes (RIGOBELLO, 2015).

Vale ressaltar, o compromisso de melhoria deve ser contínuo e proveniente de todas as direções, promovendo estrutura física, humana e organizacional que garanta a promoção da cultura de segurança do paciente no serviço de emergência e contexto no hospital.

Considerações finais

Como anteriormente proposto, este estudo teve como objetivo descrever os   desafios enfrentados pelo enfermeiro na segurança do paciente no serviço de emergência e estratégias que contribuem para a melhoria da qualidade da assistência.

Após a análise dos estudos foi possível concluir que existem diversos fatores que contribuem de forma negativa na segurança do paciente no serviço de emergência, as dificuldades encontradas precisam ser revistas, em contrapartida ações permanentes vêm sendo implementadas e voltadas para promoção segurança, afim de diminuir riscos e melhorar a assistência prestada.

Este estudo possibilitou identificar que a segurança do paciente no serviço de emergência, é um tema que ainda está em ascensão, entende-se que existe a necessidade de ações focadas e direcionadas para segurança do paciente, que seja instituída nacionalmente, de modo que alcance todos os níveis de atenção à saúde.

Percebe-se, portanto, a partir dos resultados obtidos nessa pesquisa a necessidade da realização de novos estudos que abordem com maior profundidade a segurança do paciente no serviço de emergência e no contexto hospitalar, a fim de favorecer uma assistência de qualidade.

Referências

BAMPI, R.L.E; MAROSO K.I. et al. Perspectivas da equipe de enfermagem sobre a segurança do paciente em unidade de emergência. Rev.  UFPE, Recife, v. 11, n. 2, p. 584-590, Fev.  2017

BRASIL. Ministério da Saúde. Documento de referência para o Programa Nacional de Segurança do Paciente. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2014.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 529, de 1º de abril de 2013. Institui o Programa Nacional de Segurança do Paciente. Brasília, DF: Ministério da Saúde; 2013.

COFEN. Conselho Federal de Enfermagem. Resolução nº 311/07. Aprova a reformulação do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem.

FREITAS DE SOUZA, R., DOPICO DA SILVA, L. Estudo exploratório das iniciativas acerca da segurança do paciente em hospitais do Rio de Janeiro. Revista Enfermagem UERJ., Rio de Janeiro, v. 22, n.1, jun. 2014.

IBSP. Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente. Disponível em:  http://www.segurancadopaciente.com.br/. Acesso em 04 jun. 2015.

LIMA F.S.S, SOUZA N.P.G. et al. Implicações da segurança do paciente na prática do cuidado de enfermagem. Enferm. Glob. Ceará, v. 13, n. 35, p.293-309, Jul. 2014.

MASSOCO, E.C.P; MELLEIRO, M.M. Comunicação e segurança do paciente: percepção dos profissionais de enfermagem de um hospital de ensino. REME: Revista Mineira de Enfermagem, Belo Horizonte, v. 19, n. 2, p. 187-191, 2015.

MENDES, K.D.S; SILVEIRA, R.C.C.P; GALVAO, C.M. Revisão integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. Texto contexto – enferm.,  Florianópolis ,  v. 17, n. 4, p. 758-764,  Dec.  2008 .

OLIVEIRA, R.M; LEITÃO I.M.T.A et al. Estratégias para promover segurança do paciente: da identificação dos riscos às práticas baseadas em evidências. Esc. Anna Nery., Rio de Janeiro, v. 18, n. 1, p. 122-129, Mar.  2014.

RIGOBELLO, Mayara Carvalho Godinho. Avaliação do clima de segurança do paciente em Unidade de Emergência de um hospital universitário do interior de São Paulo. 2015. 83f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem). – Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto: Universidade de São Paulo: USP, 2015.

SILVA, A.T; ALVES M.G et al. Assistência de enfermagem e o enfoque da segurança do paciente no cenário brasileiro. Saúde debate, Rio de Janeiro, v. 40, n. 111, p. 292-301, Dec.  2016.

SIMAN, A.G; BRITO, M.J.M. Mudanças na prática de enfermagem para melhorar a segurança do paciente. Rev. Gaúcha Enferm.,  Porto Alegre ,  v. 37, n. spe,  e68271,    2016 .

TOSO, G.L; GOLLE L. et al. Cultura de segurança do paciente em instituições hospitalares na perspectiva da enfermagem. Rev. Gaúcha Enferm., Porto Alegre, v. 37, n. 4, e 58662, 2016.

[1] Enfermeira, pós-graduando em Emergência e Urgência.

[2] Doutora em Ciências da Saúde, Doutora  Ciências da Religião, Mestre em Enfermagem, Enfermeira, Docente do CEEN.

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