O tabaco como etiopatogenia do câncer de pulmão: Uma revisão literária

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ARTGO DE REVISÃO

BORGES, Açucena de Oliveira [1], PEREIRA, Letícia Góes [2], FERNANDES, Rafaela de Morais [3]

BORGES, Açucena de Oliveira. PEREIRA, Letícia Góes. FERNANDES, Rafaela de Morais. O tabaco como etiopatogenia do câncer de pulmão: Uma revisão literária. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 10, Vol. 05, pp. 149-165. Outubro de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/cancer-de-pulmao

RESUMO

Objetivo: Este trabalho tem como objetivo identificar por meio de revisão bibliográfica a elevada incidência de pacientes diagnosticados com câncer pulmonar no Brasil, tendo o tabagismo como principal fator etiológico. Métodos: Foi realizada busca sistematizada no banco de dados Norte-Americano (PUBMED), Scientific Electronic Library Online (SCIELO), Instituto Nacional de Câncer (INCA), Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e Google Acadêmico. Utilizando-se como descritores as palavras “Relação do tabaco com o Câncer Pulmão”, “Câncer de pulmão”, “Tumores pulmonares” e “Neoplasia Pulmonar e tabagismo”. Foi utilizado os capítulos “Pulmões”, “Patologias do Pulmão” e “Pulmão”, das literaturas Bogliolo Patologia 9ª edição, Patologia uma Abordagem por Estudos de Casos e Patologia Básica 8ª edição respectivamente e os capítulos “Respostas celulares ao estresse e as agressões tóxicas: adaptação, lesão e morte”, “Neoplasia” e “O Pulmão” da literatura Patologia Bases Patológicas das Doenças 9 ª edição, resultando em 4 referências. Resultados: Com os descritores supracitados foram baixados 40 artigos e selecionados 31 através da leitura do resumo e introdução. Foram aceitos para esta revisão bibliográfica apenas artigos compreendidos entre 1999 a 2020, disponíveis em português, espanhol e inglês.  Foram excluídos desta revisão bibliográfica artigos que não relacionavam o tabaco ao câncer de pulmão ou com dados quantitativos desatualizados. Conclusões: Apesar das políticas públicas já implementadas no Brasil e de respostas positivas na regressão do tabagismo, não se conseguiu ainda ter uma resposta que fosse permanente a longo prazo para o abandono da droga.

Descritores: Câncer de pulmão, tabagismo, Brasil, neoplasias, etiologia.

1. INTRODUÇÃO

O câncer de pulmão é uma neoplasia frequente e que está expandindo suas dimensões na sociedade brasileira. Após o século XX, no Brasil, trata-se do maior índice de causas de mortes evitáveis em ambos os sexos quando relacionados ao câncer de próstata, cólon, reto, mama, colo de útero e endométrio (INCA, 2020). Além disso, tem como principal fator de risco o tabaco, que em cerca de 85% dos casos diagnosticados estão interligados a esse agente etiológico. Em adição o número de casos de CP no Brasil para 2020 foi estimado em 17.760 casos novos de câncer de pulmão em homens e 12.440 em mulheres em 2020 (MS, 2019).

Vale ressaltar, que os estados da região sul e sudeste do Brasil, são conhecidos pela elevada urbanização e pela alta prevalência do tabagismo o que faz possuírem a maior taxa de incidência (SOUZA et al., 2014). O fato de estar exposto à poluição do ar, infecções pulmonares de repetição, deficiência e excesso de vitamina A, também favorecem o desenvolvimento do tumor (INCA, 2020).

Ademais, o câncer de pulmão é dividido histologicamente em dois diferentes tipos: câncer de pulmão não pequenas células e câncer de pulmão pequenas células, o carcinoma de pulmão tipo não pequenas células (CPNPC) possui três subtipos mais diagnosticados que são escamoso, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células.  Já o câncer de pulmão tipo pequenas células (CPPC) foi dividido em dois estádios: a doença limitada e a doença extensa (INCA, 2003).

O quadro clínico dessa doença geralmente se apresenta de forma silenciosa o que faz ser descoberta em estágio avançado (KUMAR et al., 2008). Pacientes que apresentam CP sofrem diferentes sintomas dependendo de alguns fatores que estão relacionados com o desenvolvimento da doença (ISMAEL et al., 2010).

O tratamento torna-se um desafio uma vez que leva em conta a situação do paciente, o estágio que a doença, qual o tipo do câncer e sua localização. É tido como base o tumor-nódulo-metástase (TNM) como padrão de estadiamento, facilitando o diagnóstico e o prognóstico da doença (MS, 2014).

2. MATERIAIS E MÉTODOS

Foi realizada uma busca sistematizada no banco de dados Norte-Americano (PUBMED), Scientific Eletronic Library Online (SCIELO), Instituto Nacional de Câncer (INCA) Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e Google Acadêmico. Utilizando-se como descritores as palavras “Relação do tabaco com o Câncer Pulmão”, “Câncer de pulmão”, “Tumores pulmonares” e “Neoplasia Pulmonar e tabagismo”. Com os descritores supracitados foram baixados 40 artigos e selecionados 31 através da leitura do resumo e introdução. Foram aceitos para esta revisão bibliográfica apenas artigos compreendidos entre 1999 a 2020, disponíveis em português, espanhol e inglês.  Foram excluídos desta revisão bibliográfica artigos que não relacionavam o tabaco ao câncer de pulmão ou com dados quantitativos desatualizados.

Foi utilizado os capítulos “Pulmões”, “Patologias do Pulmão” e “Pulmão”, das literaturas Bogliolo Patologia 9ª edição, Patologia uma Abordagem por Estudos de Casos e Patologia Básica 8ª edição respectivamente e os capítulos “Respostas celulares ao estresse e as agressões tóxicas: adaptação, lesão e morte”, “Neoplasia” e “O Pulmão” da literatura Patologia Bases Patológicas das Doenças 8 ª edição, resultando em 4 referências. Por fim foi coletado informações quantitativas correspondendo entre 2014 a 2020 da plataforma Instituto Nacional de Câncer, ao qual derivou 5 referências. Ao todo foram selecionadas 40 referências.

3. REVISÃO LITERÁRIA

3.1 ETIOPATOGENIA

São importantes fatores de desenvolvimento do câncer pulmonar, o sexo masculino, idade elevada, exposição a determinados agentes químicos, como radônio e asbestos, fatores genéticos, doenças pulmonares prévias, hábitos alimentares, suplementação de vitamina A em altas doses, radiação ionizante e o tabagismo, sendo esse último, item de destaque responsável por 85% a 90% dos casos, elevando de 20 a 50 vezes à chance de neoplasia pulmonar (IRULEGUI et al.; 2019; MS, 2017; SOUZA, 2019).

Relacionado ao tabaco é importante considerar ainda, o risco aumentado de 1,2 a 1,5 para o desenvolvimento de câncer pulmonar em pessoas não tabagistas, porém expostas a fumaça do cigarro (JÚNIOR, 2019). Os pacientes ex-tabagistas possuem mais de 50% dos cânceres de pulmão diagnosticados no mundo (DUARTE et al.; 2005).

A fumaça do cigarro quando condensada resulta no alcatrão, o qual contém mais de 4700 substâncias químicas tóxicas, causando desde inflamação local até a morte celular, estima-se que aproximadamente 1,06% tem potencial carcinogênico (MS, 2017; ARAUJO et al., 2004).

Quanto maior for o período e as doses de exposição aos agentes carcinogênicos maiores serão os danos celulares, porém o tempo tem pior prognóstico em relação ao número de cigarros fumados, uma vez que no decorrer do tempo haverá uma somatória das lesões até que sejam suficientes para evolução em processo neoplásico, ao abranger os estágios de iniciação, promoção e progressão (ALTINO et al., 2020). Se triplicar o número de cigarros por dia, é triplicar a oportunidade de evolução da patologia, enquanto que triplicar o período de tabagismo implica em aumentar 100 vezes o risco surgimento do câncer de pulmão (ISMAEL et al., 2010). Porém a possibilidade de desenvolver câncer de pulmão cai gradualmente durante 15 anos e permanece cerca de 2 vezes maior do que o daqueles que nunca fumaram (SOUZA et al., 2014). Dessa forma, estabelece-se a necessidade de medidas de prevenção primária (DUARTE ., 2005).

Os carcinógenos químicos agem como iniciadores nas células por serem eletrófilos, altamente reativos, seus principais alvos são o DNA, o RNA e proteínas gerando mutações nas células que serão repassados para células filhas, como: deleção do cromossomo 3p e alterações no p53, KRAS e p16. A partir da fumaça do cigarro, um exemplo de composto radical livre produzido é o tetracloreto de carbono, metabólito do benzopireno (SOUZA et al., 2019).

No epitélio as modificações histológicas se iniciam com hiperplasia das células basais e seguem para metaplasia das escamosas, displasia, carcinoma in situ e neoplasia invasiva (KUMAR et al., 2016).

A partir do contexto da necessidade de ativação metabólica para converter carcinógenos em sua forma ativa, há um componente, do patrimônio genético, muito influente à susceptibilidade do desenvolvimento do câncer pulmonar provocado pelo tabaco. Esse metabolismo é feito por mono-oxigenases dependentes da enzima CYP do complexo citocromo P-450. Os genes codificantes dessas enzimas têm alto grau de polimorfismo, assim, sua atividade e sua capacidade de indução são variáveis significativas entre indivíduos. Outros componentes atuantes na variação da atividade da CYP são: substâncias químicas ambientais, fármacos, fumo álcool e hormônios. Todavia, pessoas com o genótipo susceptível apresentam um risco sete vezes maior de desenvolver o câncer de pulmão, mesmo com pouca exposição ao tabagismo ou a fumaça do cigarro no ambiente, quando comparadas a indivíduos sem o genótipo permissivos (KUMAR et al., 2016; ALMEIDA e SILVA, 2015).

3.2 EPIDEMIOLOGIA

O câncer de pulmão é a neoplasia com crescente e constante diagnóstico desde a década de 1980, apresentando aumento de 2% ao ano na incidência mundial. No fim do século XX, o câncer de pulmão se tornou uma das principais causas de morte evitáveis em todo o mundo (ISMAEL et al., 2010; DUARTE et al., 2005).

Analisou-se que entre 1979 a 2004, a mortalidade no Brasil aumentou de 10,6 mortes/100.000 habitantes para 31,1 mortes/100.000 habitantes em homens e de 3,0 mortes/100.000 habitantes para 5,4 mortes/100.000 habitantes em mulheres (ARAUJO et al., 2018). Outra análise de dados feita entre 1997 e 2008 em São Paulo resultou para uma maior incidência do câncer do pulmão no sexo masculino, numa proporção de 2,4/1 para mulheres (ISMAEL et al., 2010). O número de casos de CP no Brasil em 2005 era de 17.110 entre homens e de 8.680 entre as mulheres. Já em 2012, as taxas de mortalidade por câncer de pulmão foram de 16,5 mortes/100.000 habitantes em homens e 8,6 mortes/100.000 habitantes em mulheres. Sendo que no Brasil, 82% dos óbitos por câncer de pulmão em homens e 41% nas mulheres são atribuídos ao tabagismo (SOUZA et al., 2014). No Brasil, em 2017, ocorreram 16.137 óbitos de câncer de pulmão em homens e 11.792 óbitos em mulheres (MS, 2014). Dados esses que comprovam a prevalência do câncer de pulmão no sexo masculino.

A estimativa mundial de 2018, mostra que ocorreram no mundo 18 milhões de novos casos de câncer. Entre eles o câncer de pulmão é o mais incidente totalizando 2,1 milhões casos, ocupando a primeira posição entre os homens (14,5%) e a terceira posição entre as mulheres (8,4%) (BRAY et al., 2018).

Dados do INCA informam que mais homens morrem por câncer de pulmão anualmente do que por câncer de próstata e colorretal combinados (ISMAEL et al., 2010). Além disso, as taxas de mortalidade crescem em homens na faixa etária entre a 5ª e a 7ª décadas (ISMAEL et al., 2010; ARAUJO et al., 2018; ARRUDA et al., 2019). A taxa de mortalidade no Brasil de 2011 para 2015 diminuiu 3,8% ao ano em homens devido à redução na prevalência do tabagismo (IO, 2020).

Já as mulheres morrem mais por câncer pulmão a cada ano do que por câncer de mama, colo de útero e endométrio combinados (ISMAEL et al., 2010). A incidência nas últimas décadas vem multiplicando-se no sexo feminino, por consequência do intenso consumo de cigarros, bem como, com a inalação passiva do tabaco por maridos e familiares (ARRUDA et al., 2019). As taxas de mortalidade propagam-se em mulheres sem uma idade pré-estabelecida (ARAUJO et al., 2018). A taxa de mortalidade no Brasil de 2011 para 2015 diminuiu 2,3% ao ano em mulheres, devido à redução na prevalência do tabagismo (INCA, 2020).

No Brasil as regiões Sudeste e Sul comportam as maiores prevalências de ta­bagismo, em particular no meio urbano, registraram-se também altas incidências de neoplasias relacionadas ao tabaco (FILHO et al., 2010). Estimativas no ano de 2020 para o Brasil sem considerar os tumores de pele não melanoma, é que o câncer de pulmão em homens ocupe a segunda posição mais frequente nas regiões Sul e Nordeste. Já nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte ocupa a terceira posição. Sendo esse um total de 17.760 novos casos com uma taxa de 7,9% ocupando a terceira posição, atrás do câncer de próstata 29,2% e câncer de cólon e reto 9,1%, 225.980 novos casos no total. Por sua vez, a mortalidade no ano de 2018 ocupou a primeira posição com 16.371 casos (13,9%). Totalizando 117,477 casos (MS, 2019).

A taxa de sobrevida dos pacientes com câncer de pulmão em 5 anos no Brasil é de 18%, sendo que às taxas globais variam de 10% a 20% (KOCK e BARROS, 2014). Apenas 16% dos cânceres são diagnosticados em estágio inicial (câncer localizado), para o qual a taxa de sobrevida de cinco anos é de 56% (INCA, 2020).

Em mulheres a incidência estimada de câncer de pulmão no ano de 2020, sem considerar os tumores de pele não melanoma, é de 12.440 casos (5,6%), ocupando a quarta colocação, atrás de mama, colón e reto e colo do útero, 223.110 novos casos no total. Já a mortalidade no ano de 2018 ocupa a segunda posição com 12.346 novos casos o que equivale a 11,5%, atrás apenas do câncer de mama com 17.572 casos (16,4%). No total de 107.235 novos casos. É o terceiro mais frequente nas regiões Sul e Sudeste e nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte, ocupa a quarta posição (MS, 2019).

A estimativa para possíveis quadros de câncer de pulmão, traqueia e brônquios no ano de 2020 é de 30.200 mil casos, com uma alta prevalência no estado de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Há o predomínio do sexo masculino em quase todos os estados exceto Alagoas com 130 casos no sexo feminino e 120 casos no sexo masculino (Figura 1) (MS, 2019).

Figura 1. Taxa bruta de incidência estimada de sexo por Estados no Brasil, 2020-2024.

O Instituto Nacional do Câncer estima o número de futuros casos de câncer a cada dois anos, dessa maneira foi plausível comparar a evolução dos casos de câncer de pulmão nos últimos sete anos. No Brasil em 2014 e 2015 estimou-se para cada ano 16.400 casos novos de câncer de pulmão entre homens e 10.930 entre mulheres (MS, 2014), já em 2016 e 2017, estimou-se para cada ano 17.330 de casos novos de câncer de traqueia, brônquios e pulmões entre homens e 10.890 entre mulheres (MS, 2015), em 2018 e 2019 estimou-se para cada ano 18.740 casos novos de câncer de pulmão entre homens e de 12.530 nas mulheres para cada ano (MS, 2017), por fim 17.760 casos novos de câncer de pulmão em homens e 12.440 em mulheres em 2020 (Figura 2) (MS, 2019).

Figura 2. Estimativa de novos casos de câncer de pulmão entre 2014-2022 no Brasil.

3.3 TUMORES PULMONARES

O câncer de pulmão é dividido histologicamente em dois tipos, sendo que 80 a 85% desses cânceres são do tipo não pequenas células e 10 a 15% são do tipo de pequenas células (IO, 2020).

O carcinoma de pulmão tipo não pequenas células (CPNPC) possui três subtipos mais diagnosticados que são escamoso, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células (DUARTE et al., 2005). Já o câncer de pulmão tipo pequenas células (CPPC) foi dividido em dois estádios: a doença limitada e a doença extensa que tende a crescer e se disseminar mais rapidamente, culminando com metástase, assim, a doença extensa ocupa 70% dos casos diagnosticados, dessa forma, não são curáveis por técnicas cirúrgicas, são tratados por quimioterapia ou radioterapia (KUMAR, 2008; IO, 2020).

É uma doença limitada que compreende tumores primários localizados apenas em um hemitórax, ao mediastino e aos linfonodos supraclaviculares (HOCHHEGGER et al., 2015).  De 15% a 20% dos pacientes estarão livres da doença por mais de 2 anos. Além disso, a sobrevida dos pacientes submetidos à quimioterapia varia entre 18 e 20 meses (INCA, 2003).

A doença extensa é uma neoplasia disseminada e menos de 5% dos pacientes estarão livres da doença por mais de 2 anos. Por sua vez, a sobrevida dos pacientes submetidos à quimioterapia varia entre 8 e 12 meses (INCA, 2003).

O carcinoma de células escamosas (epidermoide ou espinocelular) possui de 35 a 50% dos casos é o subtipo mais relacionado ao histórico de tabagismo, fumantes passivos, mineradores de urânio e raros pacientes com infecção da laringe por papilomavírus humano (HPV), possui morfologia homogênea sendo mais comum no sexo masculino. Este tumor tem localização comumente central a qual tende aparecer nos grandes brônquios. Possui um crescimento lento o que retarda a metástase. Histologicamente é composto por células epiteliais, desmossomos e ocorre a formação de pérolas córneas (IRULEGUI et al., 2019). A patogênese é de que os gases quentes e os irritantes na fumaça inalada do cigarro provoquem alterações no epitélio respiratório ciliado normal do pulmão, que se transforma em uma mucosa escamosa (ARRUDA et al 2019; REISNER, 2016).

O adenocarcinoma apresenta 35% dos casos e a relação com o tabagismo é pequena. Microscopicamente é formado por células formadoras de mucina (ARRUDA et al 2019). Esse acomete mais o sexo feminino e prevalece na periferia dos pulmões, envolve a pleura visceral e possui cicatriz central (BRASILEIRO, 2016). Apresenta-se com quatro subtipos histológicos: acinar, papilar, bronquioloalveolar e mucinoso. O subtipo bronquioloalveolar desenvolve-se mais em não tabagistas (ISMAEL et al., 2010).

O carcinoma de pequenas células detém de 20 a 25% dos casos e apresenta alta relação com o tabagismo acometendo mais a sexta ou sétima década da vida. É, também, o mais prevalente no sexo masculino. Esse ocupa a região central dos pulmões e é formado por células pequenas e uniformes (ARRUDA et al 2019; BRASILEIRO, 2016).

O carcinoma de células grandes corresponde de 10 a 15% dos casos afeta mais a periferia e região subpleural, não se associa ao segmento brônquico, caracteriza-se por formar grandes massas com áreas de necrose e hemorragia. A relação núcleo/citoplasma é a mais alta entre as neoplasias pulmonares (ARRUDA et al 2019; BRASILEIRO, 2016). São, também, tumores epiteliais malignos indiferenciados com ausência de características citológicas de carcinoma de células pequenas e não possui diferenciação glandular ou escamosa. Pode se localizar em qualquer parte do pulmão, sem ter uma região como alvo ou que é atingida com maior frequência (KUMAR, 2008).

O câncer de pulmão tipo pequenas células (CPPC) histologicamente possui células de citoplasma escasso, cromatina nuclear finamente granular e nucléolo na maioria das vezes ausente. São lesões centrais e associados a síndromes paraneoplásicas (ISMAEL et al., 2010).

O adenocarcinoma de pulmão é o tipo histológico predominante dos não fumantes, já nos fumantes os adenocarcinomas, carcinomas escamosos e carcinomas de pequenas células foram os mais frequentes, porém com predomínio dos carcinomas escamosos (SOUZA et al., 2014).

3.4 QUADRO CLÍNICO

O câncer de pulmão é silencioso e na maioria dos casos a doença sofre metástases irressecáveis antes de produzir sintomas. Pacientes que apresentam câncer de pulmão podem sofrer diferentes manifestações dos sinais e sintomas que estão relacionados com a sua localização, tamanho da neoplasia, trajetória da doença, tipo do tratamento estabelecido, idade, gênero, estadiamento e comorbidades da doença (KUMAR, 2008; ISMAEL et al., 2010).

Todavia, os sintomas mais comuns e precoces em pacientes com câncer de pulmão incluem tosse, hemoptise ou expectoração hemoptoica indicando uma doença localizada e ressecável. A dispneia, no entanto, não é sintoma inicial da doença, mas pode se manifestar devido a atelectasia pulmonar ou por disseminação linfática do tumor (INCA, 2020; KUMAR, 2008).

Portanto, podem aparecer rouquidão, dor torácica, síndrome da veia cava superior, derrame pericárdico ou pleural e pneumonia, relacionados ao desenvolvimento da neoplasia quanto a sua invasão e extensão a outras estruturas intratorácicas. Os sinais e sintomas também podem apresentar-se em consequência metastática para o cérebro como alterações neurológicas e mentais, fígado (hepatomegalia) ou ossos (dor) (INCA, 2020; KUMAR, 2008).

A hipercalcemia é mais frequente em algumas doenças malignas como nas neoplasias de células escamosas de pulmão (25% dos casos), as síndromes hematológicas estão mais relacionadas com os adenocarcinomas. As demais síndromes são mais comuns em neoplasia de células pequenas, porém não é regra (KUMAR, 2008; MARTINS, 1999).

3.5 TRATAMENTO

Para uma melhor efetividade no tratamento do câncer pulmonar a Sociedade Brasileira de Oncologia criou duas diretrizes, uma que visa tratar o câncer de pulmão de pequenas células (CPPC) e outra, o câncer pulmonar de não pequenas células (CPNPC). Devido a semelhança na sensibilidade de resposta ao tratamento por quimioterapia e radioterapia, são identificados como CPNPC:  o carcinoma espinocelular, o adenocarcinoma e o carcinoma de grandes células. Assim a seleção do tratamento deverá ser adequada tanto ao tipo de câncer e ao estadiamento da doença, levando em consideração ainda a condição clínica e a preferência do paciente (MS, 2014; BALDOTTO et al., 2017; Júnior, 2019).

Um dos maiores desafios para o prognóstico e estabelecimento recente de tratamento é o diagnóstico tardio do câncer de pulmão, isso implica na alta taxa de mortalidade, maior que 85% em cinco anos pós-diagnóstico. Enquanto a mortalidade daqueles que descobrem a doença em fase inicial e são submetidos a tratamento precoce de cirurgia é de 10% a 40% (ARUJO et al., 2018; Júnior, 2019).

Visando-se estabelecer padronização de tratamento segundo melhores níveis de evidência e estimativa de prognóstico, o estadiamento e a classificação do câncer são etapas importantes no processo diagnóstico. O estadiamento tumor-nódulo-metástase (TNM) avalia 3 situações sendo: o grau de extensão da doença a partir da lesão primária pulmonar (T), o acometimento de linfonodos sentinelas (N) e a existência de metástases (M). A partir dessas informações são classificados os estádios precoces (I e II), localmente avançado (III) e avançado (IV) (COSTA et al., 2020; ALMEIDA e SILVA, 2015).

O diagnóstico presuntivo é feito pela anamnese e exame físico de sintomas e sinais respiratórios e constitucionais, ou ainda por meio de achado radiológico atípico, sendo o diagnóstico definitivo firmado pelo exame histopatológico ou citológico de material biopsiado (MS, 2014).

A terapia tradicional para a neoplasia pulmonar se baseia em 3 vertentes, cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Quando o tumor é diagnosticado em estádio precoce, sem invasão de tecido extra pleural a escolha é pela cirurgia, por outro lado quando os tumores são diagnosticados em estádios mais avançados, entre T3 e T4 ou há linfonodo positivo deve-se avaliar a aplicação de quimioterapia, radioterapia ou a combinação de ambas (COSTA et al., 2020; ALMEIDA e SILVA, 2015).

4. DISCUSSÃO

Segundo a organização mundial da saúde o tabaco mata até 50% de seus usuários, o que tem representado mais de 8 milhões de pessoas por ano, sendo 90% desses tabagistas ativos e aproximadamente 10% fumantes passivos. Visto a abrangência do câncer de pulmão em nível mundial, a doença é vista como pandemia (OPAS, 2019).

No Brasil as tendências de mortalidade por câncer de pulmão sofreram oscilações no decorrer da história, demonstrando o reflexo epidemiológico dos usuários do tabaco, houve aumento do consumo a partir da década de 50, com pico em 1970, seguido por decréscimo de aproximadamente 50%, com a introdução de políticas de saúde pública, voltando a apresentar na década de 80 curva ascendente (ARAUJO et al., 2018).

Quanto a prevalência por sexo, há uma incidência de CP maior que 2 vezes em homens quando comparados a mulheres, entretanto um dos artigos selecionados afirmou haver evidências indicando mudanças significativas nos últimos anos, com aumento na população feminina e decréscimo no sexo oposto. Porém no Brasil, com base nas estimativas do INCA, essa relação não se firma dessa forma, uma vez que demonstram queda de 5,23% até 2022 para homens, e, também de queda, embora menor, de 0,72% para mulheres (INCA, 2020; MENDONÇA et al., 2020).

Estimativa para casos de cânceres de pulmão, traqueia e brônquios no ano de 2020, publicado pelo INCA demonstram relação na incidência de cada distrito com a taxa populacional, há no entanto exceção ao Rio Grande do Sul, 5º estado mais populoso do Brasil ocupando o 2º lugar no  ranking de classificação epidemiológica, fato coerente com a alta prevalência de tabagismo na região sul, onde os levantamentos da secretária de saúde local revelam o maior índice de tabagismo comparado as demais regiões brasileiras (INCA, 2020; SS, 2019; IBGE, 2014).

Apesar do tabagismo ser o principal agente etiológico do CP, têm-se outros fatores importantes que podem se somar no desenvolvimento da neoplasia, dentre eles o patrimônio genético é de suma importância, tendo em vista que pode haver maior susceptibilidade à carcinógenos encontrados na fumaça do cigarro, estima-se que aproximadamente 10% da população branca apresentam forma altamente induzível para desenvolvimento neoplásico. Outros fatores que influenciam na dose interna de toxinas produzidas para ação de carcinógenos são: idade, sexo e estado nutricional (KUMAR, 2016).

A partir do diagnóstico de câncer do pulmão é necessário se estabelecer classificações tanto sobre o tipo histológico em questão quanto sobre os aspectos que permitem fazer o estadiamento da doença, tendo em vista que as opções terapêuticas deverão se basear nos melhores níveis de evidência levando-se em consideração o estado individual do paciente assim como sua autonomia no tratamento. O CPPC com incidência de 15% dos casos representa uma doença de evolução clínica mais agressiva enquanto o CPCNPC representa os 85% restantes (MS, 2014).

Por ser uma doença silenciosa em estágios precoces, o CP na maioria dos casos é diagnosticado quando a doença se encontra em estádio avançado, por isso o tempo de sobrevida em média é curto, de 5 anos para aqueles que se submetem a técnicas terapêuticas e de aproximadamente 4 meses para aqueles que após receberem o diagnóstico não fazem tratamento (ROSSI e PICKA, 2017).

Embora a idade mais avançada se mostre um fator epidemiológico relevante para desenvolvimento do CP, um estudo feito no Brasil com o objetivo de caracterizar o perfil clínico e histológico assim como o de tratamento oncológico, de pacientes com CP diagnosticados nos diferentes estágios no período de 2000 a 2010, mostrou que quase 35% dos indivíduos em estádio precoce da doença, que apresentaram as melhores taxas de cura, tinham mais de 70 anos de idade (COSTA et al., 2020).

De acordo com um grande banco de dados de casos de câncer no estado de São Paulo, menos que 9% dos pacientes com CP registrados no sistema, num período de 10 anos, apresentavam a doença em estádio recente. Enquanto que outros dados mostraram nos EUA e no Reino Unido porcentagens aproximadamente 2 vezes maiores, em período semelhante, refletindo falha no sistema de rastreamento do Brasil. Tendo em vista que posteriormente foi aplicado ensaio de teste para rastreamento em 790 voluntários e se diagnosticou 1,3% com CPCCNP, a maioria em estágio I (ARAUJO, et al., 2018).

5. CONCLUSÃO

Embora seja de conhecimento dos órgãos de saúde assim como da população, sobre as consequências que o tabagismo pode trazer à saúde a longo prazo, inclusive do desenvolvimento de CP, a população mundial parece manter o hábito. Apesar das políticas públicas já implementadas no Brasil e de respostas positivas na regressão do tabagismo, não se conseguiu ainda ter uma resposta que fosse permanente a longo prazo para o abandono da droga.  A dificuldade na adesão às políticas anti-tabagistas pode estar ligada ao nível crescente de estresse da população nos últimos tempos que pelo efeito compensatório da nicotina, ou pela indução social, persiste sem resposta adequada.

Dessa forma, é imprescindível que novos trabalhos sejam realizados com o objetivo de investigar o motivo por trás do tabagismo, visando melhor compreensão da relação do tabaco com fatores individuais e ambientais no processo da carcinogênese pulmonar. Pois só a partir da atenção centrada na origem do problema, a criação de políticas de saúde pública, terão reais chances de combater essa epidemia, que tem causado grandes prejuízos e tem prevalecido com o tempo.

Além do mais, tendo em vista a sobrevida após o diagnóstico, ser muito curta, pela dificuldade que se tem no sistema de saúde público brasileiro de estabelecer diagnóstico precoce, é primordial que novas pesquisas com marcadores tumorais e outras formas de detecção da doença sejam implementados a fim de se descobrir formas menos onerosas financeiramente, para que a investigação da doença possa fazer parte da rotina dos grupos de risco para neoplasia pulmonar.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, C. P. B.; SILVA, D. R. Tabagismo passivo e câncer de pulmão: revisão integrativa de metanálises. Revista Eletrônica Gestão & Saúde. v. 6, n. 2. Pag. 1924-1934. 2015.

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APÊNDICE – FIGURAS EM INGLÊS

Figure 1. Estimated gross incidence rate of sex by states in Brazil, 2020-2024.

Figure 2. Estimation of new cases of lung cancer between 2014-2022 in Brazil.

[1] Graduando em Medicina.

[2] Graduando em Medicina.

[3] Graduando em Medicina.

Enviado: Julho, 2020.

Aprovado: Outubro, 2020.

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