Expectativas vividas por pais no acompanhamento de seus filhos ao serem internados em UTI pediátrica

DOI: ESTE ARTIGO AINDA NÃO POSSUI DOI
SOLICITAR AGORA!
Rate this post
Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
WhatsApp
Email

CONTEÚDO

RODRIGUES, Ana Carla Dias [1], ANICETO, Isabelle Lobato [2], NERY, Valéria Vieira [3], CRUZ, Maria de Nazaré da Silva [4]

RODRIGUES, Ana Carla Dias. Et al. Expectativas vividas por pais no acompanhamento de seus filhos ao serem internados em UTI pediátrica. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 09, Vol. 04, pp. 70-133, Setembro de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

A hospitalização é uma experiência estressante devido às situações pela qual ocorre e requer profunda adaptação do paciente às várias mudanças decorrentes do processo de internação, principalmente quando a internação envolve a criança. Fatores como a internação imediata, a separação de casa e do convívio familiar, além dos procedimentos terapêuticos, são fatores desestruturantes tanto para a criança quanto para os pais e familiares. A presente pesquisa objetivou conhecer quais as expectativas dos pais no acompanhamento de seu filho internado em UTIP, analisar o conhecimento dos pais sobre a UTI, avaliar o impacto nos pais frente à notícia da internação da criança na UTI, identificar como os pais contribuem para o cuidado da criança na UTI e conhecer quais contribuições da equipe frente as necessidades dos pais com filhos internados em UTI.Trata-se de um estudo descritivo com abordagem qualitativa, realizado na UTIP da Fundação Santa Casa da Misericórdia do Estado do Pará. Participaram da pesquisa pais ou mães que experimentaram a internação do filho em UTIP. As coletas de dados foram feitas através de entrevista gravada, utilizando um roteiro com perguntas abertas e fechadas. As análises dos dados seguiram a técnica de Conteúdo Categorial na perspectiva de Bardin (2011). O estudo acompanhou todo o rigor ético contido na Resolução 466/12. Dos relatos obtidos surgiram 4 categorias: Entendimento da UTI; Sentimentos experimentados; Contribuição dos pais nos cuidados com seu filho; A presença dos pais ajuda na recuperação da criança; UTI humanizada. Dos resultados obtidos, percebemos que os participantes entendiam a UTI como um ambiente ameaçador, o qual se reproduzia o medo da perda, sendo o temor maior daquelas pessoas que nunca haviam vivido essa experiência. Compreendemos que os sentimentos encontrados durante esse estudo causam abalos enormes prejudicando a saúde mental dos pais, devido as questões como, o desespero, a angustia, à ansiedade, tristeza, entre outros, que levam ao sofrimento emocional dos mesmos. A pesquisa nos proporcionou compreender e conhecer os enfrentamentos que os pais passam durante o período de internação de seus filhos em UTIP. Obtivemos uma visão acerca da importância que tem a permanência de um acompanhante dentro deste setor, sendo a humanização de grande relevância, por trazer uma assistência adequada frente a uma situação tão delicada. Que esses resultados possam motivar outros locais a se adequarem à realidade encontrada, aderindo à assistência humanizada em UTIP, ao qual traz benefícios para o paciente, família e profissionais.

Palavras-chave: Hospitalização, Pais, UTI Pediátrica, Humanização da assistência.

1. INTRODUÇÃO

1.1 TEMA EM ESTUDO

A hospitalização é vista pela população como um momento delicado. Os pacientes passam por diversas mudanças e adaptações. Situação que gera grandes impactos, tanto na vida do paciente quanto na vida de seus familiares. Dentre esses, podemos destacar a mudança das rotinas diárias e, principalmente, os sentimentos que se revelam durante este processo, os quais tornam a situação ainda mais difícil (SCHNEIDER; MEDEIROS, 2011).

Segundo Costa, Mombelli e Marcon (2009), a hospitalização é uma experiência estressante, devido às situações pela qual ocorre, e envolve profunda adaptação do paciente às várias mudanças decorrentes do processo de internação, principalmente, quando a internação envolve a criança. Fatores como, a internação imediata, a separação de casa e do convívio familiar, além dos procedimentos terapêuticos que, muitas vezes, agridem o paciente física e emocionalmente, são fatores desestruturantes tanto para a criança quanto para os pais e familiares.

No entanto, quando há necessidade de internação em Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP), em alguns casos, a criança fica mais isolada dos seus familiares, principalmente da mãe, aquela que é por vezes, a sua cuidadora. Porém, estas situações variam de acordo com as normas e rotinas de cada hospital. Muitas vezes, a criança internada só irá ter contato com alguma pessoa com quem tem laço afetivo, ou uma, ou duas vezes por dia e por curto tempo. Isso causa grande temor na criança que não costuma ficar tão longe de seus cuidadores, os quais também são afetados, ficando apreensivos por não poderem acompanhar de perto o tratamento oferecido naquele ambiente (RODRIGUES; LIMA, 2013).

Lanetzkiet. al. (2012) em seu estudo afirma que existem poucos estudos encontrados com levantamento epidemiológico em UTIP no Brasil. No entanto, fazendo seu levantamento nos prontuários de 2009 de todos os pacientes internados no Centro de Terapia Intensiva Pediátrico do Hospital Israelita Albert Einstein, observou que dos 433 pacientes analisados, 273 eram do sexo masculino e com idade média de 5 anos para ambos os sexos, sendo as causas responsáveis pelas internações em UTIP, doenças como as neoplasias, doenças respiratórias, anomalias congênitas, traumas e envenenamentos.

Nos casos em que a hospitalização infantil é relacionada a doenças crônicas, como o câncer, os enfrentamentos tornam-se ainda mais difíceis. Pedrosa et. al. (2007) afirma que o processo de tratamento do câncer infantil demanda um tempo considerável de hospitalização, no qual a criança é submetida a procedimentos invasivos e dolorosos, traumatizando ainda mais a criança, podendo haver comprometimentos que afetam o seu desenvolvimento normal, devido as quebras das rotinas familiares frente às adaptações às rotinas hospitalares. Assim, é de grande importância a presença da família, em particular da mãe, acompanhando-a durante sua internação, visto que contribuirá para um enfrentamento satisfatório e, dessa forma a torna capaz de suportar os sofrimentos e ansiedades surgidas durante todo esse processo (MORAIS; COSTA, 2009).

Assim, nota-se necessário a mudança nas práticas deste setor que estão voltadas para a humanização, as quais ainda se encontram comprometidas. Conz, Merighi e Jesus (2009) afirmam que, mesmo com a UTIP contemplada nas políticas públicas de saúde que visam à humanização no atendimento, encontramos um permanente nível de tensão entre os profissionais de saúde, e as necessidades de alteração na estrutura física das instituições hospitalares acrescidas das particularidades dos pais, o que dificulta o estabelecimento de transformações positivas para o cuidado ideal à criança e sua família.

Segundo Hayakwaet.al. (2009), quando se trata de uma doença no filho, a família passa a viver em outro mundo, no qual se faz presente sentimentos como o medo, angustia, culpa e ansiedade.

“A hospitalização, especialmente na UTIP, quase sempre é considerada uma fatalidade na vida da família, acompanhada de muito estresse e temor, pois é comum a família relacionar a internação em UTI com a proximidade da morte.” (HAYAKAWA et.al., 2009, p.176).

Portanto, não podemos ignorar os impactos que uma internação infantil pode provocar em um ambiente familiar e na própria vida da criança. Além do impacto da própria doença, existe também o abalamento psicológico de cada membro da família e dos lugares que ocupam dentro da mesma, podendo assim causar uma desestruturação familiar.

1.2 JUSTIFICATIVA

No período da infância as crianças costumam ter grande apego com a mãe, sendo está uma pessoa insubstituível no cuidado e a internação pediátrica provoca distanciamento gerando stress para o binômio mãe e filho.

A mãe, como principal cuidadora do seu filho, diante de um diagnóstico se vê “sem chão”, pois teme as mudanças que, inevitavelmente, ocorrem na sua vida como, por exemplo, a mudança de expectativas que tinha para a vida do seu filho, seus planos, rotina e cuidados. Agora se vê diante de uma situação que requer dela muita força, paciência, amor, entre outros, para que possa dar todo o apoio que a criança necessitara durante o tratamento.

Durante nossa vivência acadêmica em campos de estágio nos hospitais, pudemos observar, através de relatos verbais vindo dos familiares e de pacientes, o choque e o sofrimento que a internação causa, principalmente, quando se está relacionada a filhos. Esta situação torna-se mais sofredora para as mães, quando as mesmas são as únicas acompanhantes que podem se dispor a cuidar do filho internado, dividindo a preocupação em estar no hospital assim como administrar as tarefas com os outros filhos que deixa em casa.

Esta situação se agrava quando a criança necessita de um tratamento intensivo, pois o acompanhamento no setor onde o tratamento é disponível é restrito, algumas instituições permitem apenas visitas por um período curto, enquanto outras permitem um acompanhamento intermitente (período prolongado com a presença do cuidador), porém não integral, sendo estes fatores importantes que podem afetar a saúde de ambos, tanto do acompanhante quanto da criança.

Especialistas avaliam a relação custo-benefício da presença dos pais e familiares durante a hospitalização de seus filhos. O apoio afetivo dos pais tem um efeito significativo no psicológico do filho, já que se sente mais seguro, confortável ao lado de sua genitora. Os profissionais de saúde deviam aproveitar o vínculo entre mãe/pai-filho para obter mais informações da criança sobre seu estado de saúde (o que ela sente) já que a mesma tem mais facilidade e intimidade para falar com os pais (DIONÍSIO; ESCOBAR, 2002).

No que concerne A Lei nº 8069 de 1990, declara em seu artigo 12, “os estabelecimentos de atendimento à saúde deverão proporcionar condições para a permanência em tempo integral de um dos pais ou responsável, nos casos de internação de criança ou adolescente.” Infelizmente, este procedimento ainda não é uma realidade em muitas instituições e Estados brasileiros, mesmo sabendo-se que a presença da mãe ajuda a minimizar os traumas psicológicos da hospitalização na criança (BRASIL, 2015).

1.3 PROBLEMATIZAÇÃO

Os cuidados prestados pela equipe das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) à criança hospitalizada têm a finalidade de prevenir infecções e a transmissão de doenças contagiosas por meio do isolamento rigoroso, porém, ao invés de privar a mãe e o pai do contato com a criança e com os profissionais de saúde, como acontece em muitas UTI’s, os estabelecimentos em saúde poderiam considerar os familiares como aliados no tratamento do paciente.

A separação brusca, principalmente quando se trata de crianças, gera problemas de várias naturezas, pois o hospital se constitui como espaço estressor e assustador para uma criança, agravando isso o fato da criança ter que se separar de seu cuidador. A presença do cuidador transmite confiança à criança e conforto mesmo que seja mínimo, por conta de o ambiente afetar as condições de conforto, quando transferida para a UTI ela perde essa referência de ter um cuidador da família próximo.

Logo, o rompimento brusco nestas condições culmina com a impossibilidade de os cuidadores ficarem ao lado da criança dentro do ambiente da UTIP continuamente, devido ser um ambiente restrito e com regimento de normas internas.

Os pais como cuidadores, durante a internação, são capazes de minimizar a angustia e o sofrimento da criança, além de promover o fortalecimento do vínculo entre pai/mãe e filho. Como a separação pode causar angústia e sofrimento, tanto para a criança quanto para a família, que pode não estar preparada para esse enfrentamento, repercutindo na saúde de ambos. Assim é importante que a equipe de enfermagem compreenda esse processo de separação para melhor assistência. Sendo assim, nos questionamos:

  • Quais as expectativas dos pais no acompanhamento de seu filho na internação na UTI pediátrica?
  • Qual o conhecimento dos pais sobre a UTI?
  • Qual o impacto nos pais frente à notícia da internação da criança na UTI?
  • Como os pais contribuem para o cuidado da criança na UTI?
  • Quais contribuições da equipe frente as necessidades dos pais com filhos internados em UTI?

2. OBJETIVO

2.1 OBJETIVO GERAL

Conhecer quais as expectativas dos pais no acompanhamento de seu filho internado em UTIP.

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • Analisar o conhecimento dos pais sobre a UTI.
  • Avaliar o impacto nos pais frente à notícia da internação da criança na UTI.
  • Identificar como os pais contribuem para o cuidado da criança na UTI
  • Conhecer quais contribuições da equipe frente as necessidades dos pais com filhos internados em UTI.

3. REFERENCIAL TEÓRICO

3.1 EVOLUÇÃO HISTÓRICA DAS UTI’S

As UTI são constituídas como um ambiente altamente peculiar, no qual admite pacientes em estado grave, possui demanda de pessoal capacitado e restrito e requer equipamentos de monitorização avançados. Segundo Moura et. al. (2011), a UTI é um dos ambientes hospitalares mais ofensivos e traumatizantes, tanto para os pacientes quanto para a equipe, em virtude de fatores como: ruído constante dos aparelhos, situações de emergência, falta de recursos materiais e de pessoal, despreparo da equipe em lidar com o sofrimento e com a morte, alta carga de trabalho, entre outros.

O surgimento de um setor com cuidados intensivos tem construção a partir do reconhecimento das necessidades de pacientes com risco de vida, devido a doenças agudas ou crônicas e lesões que levavam o paciente a ter uma queda brusca e permanente na homeostasia de seu organismo, necessitando assim de um setor apropriado para realização de cuidados, os quais se denominam como cuidados intensivos (CHEREGATTI; AMORIM, 2014).

De acordo com Gonçalves (2007), o surgimento de uma UTI foi pensado pela primeira vez a partir de Florence Nightingale, quando teve papel marcante na Guerra da Criméia, percebendo a necessidade de assistência à saúde do paciente grave, assim caracterizando a UTI pela primeira vez como Unidade de Monitorização de doentes graves.

Anos mais tarde, outras pessoas, as quais tiveram papel importante nesse contexto, mobilizaram-se e começaram a construir as primeiras UTI’s. Segundo Cheregatti e Amorim (2014), o Dr. Walter Edward Dandy, depois de Florence, foi o precursor, em que estabelece o modelo inicial de uma UTI nos Estados Unidos. Assim, logo surge o primeiro médico intensivista, Peter Safer, e no ano de 1962 a primeira UTI Cirúrgica.

“As primeiras Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s) começaram a surgir na metade do século XX em hospitais norte-americanos e eram denominadas como “salas de recuperação”, para onde eram encaminhados os pacientes em pós-operatório de grandes cirurgias.” (VIANA; WHITAKER, 2011, p. 21).

As UTI’s são definidas pela Portaria Nº 3432 de Agosto de 1998, como unidades hospitalares propostas a oferecer atendimento à pacientes graves ou de risco que necessitam de assistência médica e de enfermagem contínuas, com equipamentos específicos próprios, profissionais especializados e que tenham acesso a outros artifícios destinados a diagnósticos e terapêutica (BRASIL, 1998).

Os autores Viana e Whitaker (2011) afirmam ainda que as UTI’s começaram a ser inseridas e organizadas no Brasil no final da década de 1960, na cidade de São Paulo, sendo verificado no Hospital de Clínicas da Universidade de São Paulo, a existência de alguns locais para atender pacientes com quadro clínico graves e instáveis. No início de 1971, é implantada no Hospital Sírio Libanês a primeira UTI contemplando doze leitos, em área física planejada e funcional, sendo marco de referência para a organização de outras UTI’s na cidade e no país.

“[…] essas unidades possuem algumas características próprias, como: a convivência diária dos profissionais e dos sujeitos doentes com as situações de risco; a ênfase no conhecimento técnico-científico e na tecnologia para o atendimento biológico, com vistas a manter o ser humano vivo; a constante presença da morte; a ansiedade, tanto dos sujeitos hospitalizados quanto dos familiares e trabalhadores de saúde; as rotinas, muitas vezes, rígidas e inflexíveis; e a rapidez de ação no atendimento.” (NASCIMENTO; TRENTINI, 2004, p. 251).

3.2 A ENFERMAGEM E O CUIDADO DA CRIANÇA EM ESTADO CRÍTICO

O trabalho de enfermagem nas UTI’s foi marcado por esforços iniciais para promover eficiência frente à seleção de práticas seguras da assistência ao paciente crítico. Com isso, as metas no processo de trabalho voltavam-se para capacitação técnica dos profissionais, além de existir a preocupação em expandir os papéis de assistência de enfermagem, de forma a ofertar assistência qualificada e integral àqueles pacientes (MOLINA et. al., 2008).

A capacitação e qualificação da equipe de enfermagem são imprescindíveis para a execução das atividades e assistência prestada ao paciente na UTI. Além de terem que preocupar-se com os cuidados e organização do trabalho, precisam lidar com pacientes graves, confusos, instáveis e na maioria das vezes incapacitados de se comunicarem. (CHEREGATTI; AMORIM, 2014).

“[…] alguns elementos foram incorporados na prática da enfermagem a pacientes críticos, e um sólido corpo de conhecimentos multidisciplinares passou a integrar os esforços no tratamento de afecções graves e suas consequências. Os enfermeiros reconheceram as complexas respostas e as relações entre as dimensões psicológica, fisiológica, social e espiritual do paciente, buscando a integração e domínio desses aspectos no processo assistencial. ” (VIANA E WHITAKER, 2011, p. 25)

Há também a questão das faixa-etárias. É possível observar que, além de pacientes adultos, também são admitidos nesse setor crianças, muitas vezes, sendo mais difícil para a equipe prestar os devidos cuidados. Por isso, a necessidade de uma unidade específica e qualificada para atender as necessidades desse tipo de paciente, pois além de estarem mais preparados para manusearem crianças, estarão mais aptos à exercerem suas atividades.

Dessa forma, para assistir e implementar o cuidado de crianças internadas em UTI o enfermeiro necessita de um preparo técnico diferencial, sendo recomendado especialidade na área, já que este necessita estar habilitado a exercer atividades mais específicas e com maior destreza manual, onde é necessário a fundamentação teórica, unida a habilidade de liderança, aptidão e responsabilidade.

Colaborando, autores como Ferreira et. al. (2014, p. 889) em suas pesquisas ressaltam: “As atividades assistenciais desenvolvidas nessas unidades são consideradas complexas e exigem alta competência técnica e científica, uma vez que as condutas estabelecidas e a tomada de decisões estão diretamente relacionadas à vida e à morte de pessoas. ”

A enfermagem, como profissão mais próxima aos pacientes/familiares, deve reportar-se as necessidades que surgem a partir da internação de um paciente, principalmente, quando se trata de crianças. Acolher e orientar são funções básicas para os enfermeiros de UTI’s, pois os mesmos devem estar preparados para assistir tanto o paciente como sua família e indicar a busca por estratégias que visem minimizar o enfrentamento e a dificuldade de se ter uma criança hospitalizada.

De acordo com os estudos de Viana e Whitaker (2011); Frota et. al. (2015) o empenho na busca das condições mais adequadas para a assistência de enfermagem na UTI evidenciou a visibilidade do trabalho deste profissional e a colaboração como um ponto chave no cuidado. Dessa forma, compete a equipe de enfermagem conservar a relação com os outros profissionais que contemplam a equipe multiprofissional do setor UTI e demonstrar a responsabilidade constante durante o serviço prestado, para obter informações adequadas que se dirijam a saúde do paciente. O enfermeiro vem sendo identificado como o componente da equipe que carrega consigo uma influência que interfere precocemente em situações de risco, com competência e conhecimento.

Para Nascimento e Trentini (2004, p. 251):

“[…]o cuidado de enfermagem se dá, nesse conturbado ambiente de aparelhagens múltiplas, desconforto, impessoalidade, falta de privacidade, dependência da tecnologia, isolamento social, dentre outros. ”

3.3 HOSPITALIZAÇÃO E O ENFRENTAMENTO DA CRIANÇA/FAMÍLIA

A assistência à criança hospitalizada e à sua família requer atenção especializada, pois devem ser considerados os aspectos do crescimento e desenvolvimento da criança, aspectos emocionais, os problemas que a hospitalização acarreta para a criança e sua família, as necessidades de cuidado, a participação dos pais durante o período de internação, entre outros (THOMAZINE et. al., 2008).

Crianças são indivíduos indefesos e desconhecedores de um ambiente que não seja o familiar e/ou escolar, logo ao serem acometidos de uma doença crônica, necessitando assim de cuidados específicos, sentem-se perturbados ao conhecerem o ambiente hospitalar. Porém, essa situação piora ainda mais quando a necessidade da criança se reporta a cuidados intensivos, este, por sua vez, demonstra às crianças um ambiente completamente fechado, em que a ausência de familiares está ainda mais difícil e a solidão torna-se cada vez mais presente.

Thomazineet.al. (2008, p. 145), afirma que: “as crianças são seres em crescimento e desenvolvimento, apresentam necessidades específicas em cada fase, têm diferenças biológicas, emocionais, sociais e culturais que devem desenvolver abordagens de cuidado diferenciadas. ”

A hospitalização é um evento bastante desagradável e causador de inúmeros desconfortos para os indivíduos. Em casos de hospitalização pediátrica, esse contexto torna-se ainda mais desconfortável, pois a família e a criança debatem frente a frente com os desafios e enfrentamentos que a hospitalização carrega consigo (ANDRADE, 2011).

“[…] a hospitalização de um filho, geralmente, é encarada como uma situação de crise para a família e para a criança. A forma de organização do trabalho é um dos aspectos fundamentais enquanto estratégia para minimizar o sofrimento no ambiente hospitalar na assistência à criança.” (THOMAZINE et. al., 2008, p. 8).

4. METODOLOGIA

4.1 TIPO DE ESTUDO

Trata-se de um estudo descritivo com abordagem qualitativa que tem como principal objetivo a percepção dos pais quanto a este momento fragilizado de seus filhos – a internação.

As falas são primordiais para a obtenção do caráter qualitativo, pois através destas, é possível compreender em sua totalidade as expectativas sofridas pelos pais, quanto aos seus filhos. Descrever em pesquisa é detalhar, em modo científico, o porquê de tal vivência. É objetivar um ato ou opinião do entrevistado, nesse caso.

4.2 PARTICIPANTES DA PESQUISA

Foram participantes da pesquisa os pais ou mães de crianças internadas na UTIP no período de maio de 2016. Amostra de 10 participantes.

Realizamos as entrevistas com os pais, os quais acompanharam seus filhos internados em UTIP e que corresponderam aos perfis definidos no item 4.2.1 de inclusão e exclusão.

 4.2.1 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO

Foram incluídos no estudo mãe ou pai de crianças que estiveram internadas na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica, no período de coleta da pesquisa, no mês de maio de 2016.

Foram excluídas do estudo:

  • Cuidadores de crianças que não sejam pai ou mãe;
  • Pais cujo o filho evoluiu a óbito;
  • Pais que possuem o filho em estado terminal (avaliamos o portuário para obter esta informação);
  • Pai que, no momento da abordagem, esteja acompanhado da mãe da criança internada, pois nesse caso priorizaremos entrevistar a mãe.

4.3 CENÁRIO DA PESQUISA

O local onde a pesquisa concretizou-se foi na Unidade Materno Infantil Dr. Almir Gabriel, inaugurada dia 16 de setembro de 2013, sendo um anexo da Fundação Santa Casa da Misericórdia do Pará (FSCMPA), a qual se configura como órgão da administração indireta, vinculado à Secretaria de Estado de Saúde Pública. Foi certificada como Hospital de Ensino, conforme Portaria Interministerial MS/MEC n° 2378 de 26 de outubro de 2004 e efetivado seu processo de contratualização, junto ao SUS, por meio da Portaria 2.859/MS, de 10 de novembro de 2006 (SANTA CASA DO PARÁ ASSISTÊNCIA E ENSINO, 2014).

Nosso cenário foi a UTIP, a qual encontra-se no sétimo andar da Unidade Materno Infantil Dr. Almir Gabriel. Também conhecida como Nova Santa Casa, o prédio conta com 406 novos leitos instalados em uma área de 22 mil metros quadrados, distribuídos entre a UTI neonatal (62 leitos), Unidade de Cuidados Intermediários neonatal (80), maternidade (157), pediatria (71), UTI materna (10), UTIP (10) e ginecologia (16).

O complexo tem oito andares, com leitos, distribuídos nas alas de pediatria, neonatologia, UTIP e materna, maternidade, Unidade de Cuidados Intermediários, ala para o programa “Mãe Canguru” e acolhimento obstétrico. A infraestrutura do hospital possui uma área construída de cerca de 26 mil metros quadrados e inclui um heliporto, para facilitar a transferência de pacientes de outras localidades (SANTA CASA DO PARÁ ASSISTÊNCIA E ENSINO, 2014).

O autor afirma ainda que, a FSCMPA tem como finalidades essenciais: a assistência, o ensino e a pesquisa, em consonância com o Perfil Assistencial na Atenção à Saúde da Criança, Atenção à Saúde da Mulher, e Atenção à Saúde do Adulto, prestando serviços ambulatoriais e de internação. É um hospital que atende 100% do Sistema Único de Saúde (SUS), está cadastrado como referência na atenção à gestante de alto risco e ao recém-nascido.

Na área do Ensino e Pesquisa desenvolve os programas de Residência Médica em Pediatria, Neonatologia, Nefrologia Pediátrica, Ginecologia e Obstetrícia, Clínica Médica, Dermatologia, Cirurgia Geral, Cirurgia Pediátrica e Radiologia (SANTA CASA DO PARÁ ASSISTÊNCIA E ENSINO, 2014).

4.4 COLETA DE DADOS

A coleta de dados foi realizada no mês de maio de 2016, com pais que estiveram com suas crianças internadas, neste período, na UTIP. A pesquisa realizou-se após aprovação do Comitê de Ética do Centro Universitário do Pará (CESUPA) e da FSCMPA.

Primeiramente, selecionamos os participantes da pesquisa. A seleção foi feita através da triagem dos prontuários das crianças internadas, para verificação dos prognósticos das mesmas, e após autorização dada pelas referidas instituições e do Responsável Técnico (RT) do setor. A triagem dos prontuários serviu para o entendimento de qual o estado a criança se encontrava, embasando a avaliação dos critérios de inclusão e exclusão dos entrevistados.

Tivemos auxílio do RT para ter acesso aos portuários e para o estabelecimento de um horário adequado, na perspectiva de não atrapalhar o fluxo desses prontuários, além da organização e definição de uma escala para que ocorressem as entrevistas em horário apropriado.

Abordamos os pais ou as mães, os quais estiveram no hospital acompanhando na maior parte do tempo a criança, sendo sempre a preferência da entrevista a mãe. Essa foi a forma mais fácil que encontramos para realizar a abordagem e dar-lhes os esclarecimentos sobre a pesquisa e a entrevista, a qual realizou-se quando os mesmos se sentiram preparados para falar.

Fizemos a entrevista em um lugar reservado, sendo o RT, o qual nos direcionou para o local onde foi concretizada a entrevista, a sala de apoio da equipe. Dispomos de duas cadeiras, respeitando a privacidade dos pais e explicando a eles o propósito da pesquisa. Mostramos a importância da ajuda deles, para benefícios futuros através do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), conforme descrito no item 4.6.

Cada pai ou mãe foi entrevistado por uma pesquisadora, sendo realizadas no máximo 3 entrevistas por dia para não interferir no fluxo do serviço e pudemos contar com a ajuda da psicóloga disponível para UTIP, para que desse suporte adequado aos pais que se encontrassem em conflitos emocionais durante a entrevista. Tivemos também a oportunidade de entrar em contato com a psicóloga quando necessitamos de esclarecimentos sobre o caso de alguma criança, para que as entrevistas pudessem ser realizadas/avaliadas da melhor forma.

Como forma de coleta de dados, fizemos uma entrevista semiestruturada que teve duração máxima de 15 minutos, com cinco perguntas fechadas e sete perguntas abertas (conforme Apêndice A), que consistiram na obtenção de informações de um entrevistado.

A entrevista teve um roteiro (Apêndice A), previamente estabelecido, porém, quando necessário, exploramos algumas falas dos entrevistados para a maior obtenção de informações possíveis. Os pais também estavam cientes que as entrevistas seriam gravadas com os aparelhos de telefone celular do tipo Samsung S6/Iphone 5C/Sony Xperia Z3 compact, de acordo com a pesquisadora que estivesse entrevistando. Após a transcrição dos dados para o documento digital (Word), as falas foram deletadas do aparelho e as informações da pesquisa serão arquivadas por cinco (5) anos.

Respeitamos a identidade dos entrevistados, ou seja, foram mantidas em sigilo, para que os mesmos se sentissem mais à vontade sem que fossem expostos. Como forma de identificação, utilizamos as letras “P” e “M”, distinguindo “P” para pai e “M” para a mãe, em ordem numérica.

4.5 ANÁLISE DOS DADOS

O conteúdo consistiu em forma de análise qualitativa do tipo categorial, de acordo com Bardin (2011), o qual afirma que “a categorização é uma operação de classificação de elementos constitutivos de um conjunto, por diferenciação e, seguidamente, por reagrupamento segundo o gênero (analogia)”.

A análise de conteúdo, atualmente, pode ser definida como uma união de instrumentos metodológicos, em constante aprimoramento, que proporciona a análise de diferentes fontes de conteúdo (verbais ou não-verbais). Quanto à interpretação, a análise de conteúdo transita entre dois pontos: o rigor da objetividade e a fecundidade da subjetividade. É uma técnica apurada, que exige do pesquisador, disciplina, dedicação, paciência e tempo. Faz-se necessário também, certo grau de intuição, imaginação e criatividade, sobretudo na definição das categorias de análise. Jamais esquecendo, do rigor e da ética, que são fatores essenciais (FREITAS; CUNHA; MOSCAROLA, 1997).

O autor afirma ainda que a análise de conteúdo é um método de análise das comunicações, a qual irá analisar o que foi dito nas entrevistas ou observado pelo pesquisador. Nesse tipo de análise do material, busca-se fazer uma classificação, em temas ou categorias, sendo assim, estas classificações auxiliam na compreensão do que está por trás dos discursos

Para Bardin (1997, p. 42):

“[…] a análise de conteúdo é um conjunto de “técnicas de análise das comunicações visando obter, por procedimentos, sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores […] que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção […] destas mensagens”.

Esta técnica de análise de conteúdo implica algumas fases como: pré-análise; exploração do material; tratamento dos resultados, interferência e interpretação.

  • Pré-análise: após a entrevista fizemos a transcrição do material a ser analisado e organizamos, sistematizamos as ideias iniciais. A análise dessas informações foi feita através da transcrição literal das gravações para Microsoft Word por todas as autoras para uma boa análise e compreensão, para que tudo que o entrevistado disser seja utilizado da melhor forma.
  • Exploração do material: Após a transcrição dos depoimentos, classificamos e codificamos os resultados e fizemos um estudo profundo, com base no referencial teórico e selecionamos as categorias a serem interpretadas. É uma fase importante, pois possibilitou a riqueza das interpretações e inferências. Esta é a fase da descrição analítica, em que diz respeito a corpus (qualquer material textual coletado)
  • Tratamento dos resultados, interferência e interpretação: nesta etapa destinada ao tratamento dos resultados, em que fizemos a condensação e o destaque das informações para análise, culminando nas interpretações inferenciais e de acordo com a nossa intuição a análise reflexiva e crítica.

4.6 ASPECTOS ÉTICOS

Em relação à execução da pesquisa, a mesma só frequentou o campo após a devida autorização e aprovação permitida pelo Comitê de Ética do CESUPA e da FSCMPA (CAAE: 54206216.6.3001.5171) com todos os rigores previstos na Resolução 466/12.

O TCLE é o documento mais importante para a análise ética de um projeto de pesquisa. Pela nossa legislação, é o documento que garante aos participantes da pesquisa o respeito aos seus direitos, por isso, é obrigatório nos projetos, inclusive nos quais serão realizadas entrevistas. O TCLE deve ser redigido de forma clara e conter todas as informações sobre a pesquisa e sobre seu responsável (UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS, 2015).

Respeitamos a autonomia dos participantes através TCLE, o qual foi entregue aos participantes após breve esclarecimento sobre a pesquisa, a qual ocorreu no setor da UTP da FSCMPA. Os participantes foram abordados de acordo com a escala definida pelo RT da UTIP, fizemos o convite para participação na pesquisa e após o assentimento do convite, marcamos uma data, na qual executamos a entrevista baseada no roteiro estabelecido (Apêndice A).

Respeitamos a privacidade e anonimato do participante da pesquisa garantindo o sigilo, a entrevista se materializou em lugar reservado (sala de apoio da equipe) e após a transcrição das falas obtidas na coleta de dados, deletamos as mesmas do aparelho SansumgS6/Iphone 5C/Sony Xperia Z3 compact e os dados da pesquisa serão arquivados por cinco (5) anos.

 4.6.1 RISCOS

Segundo o Conselho Nacional de Saúde (2012), toda pesquisa com seres humanos envolve risco em tipos e gradações variados. Quanto maiores e mais evidentes os riscos, maiores devem ser os cuidados para minimizá-los e a proteção oferecida aos participantes. Devem ser analisadas possibilidades de danos imediatos ou posteriores, no plano individual ou coletivo.

Visto se tratar de uma pesquisa feita diretamente com os pais das crianças que estiveram em UTIP existiram riscos, uma vez que estes passam por um momento delicado, de insegurança e medo. Tal situação poderia levar a um descontrole emocional dos entrevistados no momento em que estivéssemos coletando as informações necessárias. Para isso, estávamos preparadas para ofertar apoio, minimizando o abalo emocional nos nossos entrevistados para que os riscos fossem mínimos. Nestes casos, nós iriamos interromper a pesquisa e marcaríamos outro momento, oferecendo suporte apropriado aos pais que se encontrassem com conflito emocionais durante a entrevista e estávamos, também, contando com a ajuda da psicóloga para esclarecimentos sobre o caso, para que as entrevistas pudessem ser realizadas/avaliadas da melhor forma.

4.6.2 BENEFÍCIOS

Este estudo é de grande relevância, já que pretendemos mostrar os ganhos e benefícios no tratamento das crianças internadas em UTIP se estiverem acompanhadas de um de seus pais. Através desse enfoque, poderemos gerar discussões acerca da possibilidade dos hospitais se adequarem a esse perfil, fazendo mudanças estruturais para que o acesso dos pais aos seus filhos seja facilitado e se enquadre na política nacional de humanização.

Dessa maneira, os prejuízos psicológicos que são causados durante esse momento serão reduzidos, em ambos os lados (criança e pais), devido à separação brusca que ocorre, ressaltando que a contribuição dos pais no cuidado é muito importante para recuperação da criança.

Ressaltando que o campo de pesquisa se enquadra nos aspectos humanizados previsto pelo Programa Nacional de Humanização. A FSCMPA terá benefícios com essa pesquisa, através da divulgação de seus serviços prestados, gerando ganhos para o sistema de saúde de forma geral por provocar uma maior qualidade na assistência.

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Serão exibidos e discutidos neste capítulo os resultados do estudo de acordo com os objetivos propostos. Inicialmente, fizemos a caracterização dos participantes da pesquisa. Em seguida, serão descritas e analisadas as categorias e subcategorias que mais emergiram nas falas dos pais, participantes da pesquisa.

Quadro 1 – Perfil sociodemográfico dos participantes

PARTICIPANTES IDADE EM ANOS ESTADO CÍVIL OCUPAÇÃO ESCOLARIDADE
P1 36 anos União estável Trabalhador rural Ensino médio completo
M1 35 anos União estável Doméstica Ensino fundamental incompleto
M2 26 anos Solteira Lavradora Ensino médio incompleto
M3 18 anos União estável Estudante Cursando o ensino médio
M4 Não sabe União estável Sem ocupação Ensino fundamental incompleto
M5 41 anos Casada Sem ocupação Ensino médio completo
M6 18 anos Solteira Sem ocupação Ensino fundamental incompleto
M7 30 anos União estável Do Lar Ensino fundamental incompleto
M8 33 anos União estável Do Lar Analfabeta
M9 38 anos Solteira Agricultora Ensino médio completo

Fonte: Coleta de dados da pesquisa (Fundação Santa Casa da Misericórdia do Estado do Pará – FSCMPA/2016).

Participaram desta pesquisa 10 pais, com idade entre 18 a 41 anos, sendo 9 mães e 1 pai, os quais possuíam filhos internados na UTIP da FSCMPA, conforme o que evidencia o Quadro 1.

Fica perceptível desta forma, que a figura materna se configura como principal acompanhante durante o processo de hospitalização de um filho, em especial dentro de uma UTI (SILVA et. al., 2010).

Segundo o que afirma Andrade (2011, p. 82):

“A hospitalização de uma criança é considerada um momento não previsível, onde há reorganização de papéis e, neste caso, a literatura destaca a mãe como representante principal da família, com a função de cuidadora da saúde de seus integrantes. […] Especificamente, no CTI pediátrico, a mãe também aparece como a figura mais presente, no papel de cuidadora […]”

Por meio dos dados constatou-se que a maior parte dos pais entrevistados vivem em uma relação de união estável com seus companheiros, e contrapartida, 1 mãe é casada; e 3 mães se encontram solteiras.

No que diz respeito a escolaridade dos participantes, identificou-se a quantidade de 3 pais (2 mães e 1 pai) possuírem o Ensino Médio Completo; 2 mães possuíam Ensino Médio Incompleto; e 4 mães com Ensino Fundamental Incompleto e 1 analfabeta. Sendo este item (a escolaridade) um fator que influenciou avidamente nas respostas obtidas durante a coleta de dados.

Em relação a ocupação dos participantes verificou-se que 3 deles (2 mães e 1 pai) são trabalhadores rurais; 2 mães são trabalhadoras do lar; 3 mães não possuem ocupação; 1 mãe é estudante; e 1 mãe e doméstica. No entanto, nenhum deles encontra-se exercendo suas ocupações, devido dedicarem-se exclusivamente a internação dos filhos.

Em decorrência das falas dos participantes, surgiram 4 categorias com suas 5 subcategorias, mais expostas durante a análise dos relatos. Conforme o quadro a seguir:

QUADRO 2 – DISTRIBUIÇÃO DE CATEGORIAS E SUBCATEGORIAS

CATEGORIAS SUBCATEGORIAS
  • Entendimento da UTI
  • Ambiente ameaçador
  • Rotinas da UTI
  • Sentimentos Experimentados
——–
  • Contribuição dos pais nos cuidados com seu filho
  • A presença dos pais ajuda na recuperação da criança
  • UTI Humanizada
  • Disponibilização de visitas em ambiente humanizado
  • Apoio provido pela equipe

Fonte: Pesquisa de Campo -2016

Através da coleta de dados em consonância as 7 perguntas abertas, presentes no roteiro da entrevista (Apêndice A), surgiram as categorias deste estudo, as quais foram submetidas, individualmente, a análise qualitativa.

5.1 CATEGORIA I – ENTENDIMENTO DA UTI

Nesta categoria Entendimento da UTI, a partir das respostas dos participantes, os quais foram questionados quanto ao seu entendimento acerca dos cuidados em UTI, surgiram diversas opiniões em referência a este assunto que se relaciona com o conhecimento popular experiências vividas e lugar de cuidados específicos, emergindo ainda, 2 subcategorias compreendidas como um ambiente ameaçador e conhecimentos das rotinas em UTI.

Isso pode ser observado nas falas a seguir:

“[…] situação da saúde não tá boa, alguma coisa muito séria, corre risco de vida.” M2

“[…] eu não imaginava o que era. Porque a gente que foi criado na colônia, a gente quando vem alguma vez pra um hospital, é muito difícil a gente ter a possibilidade de poder o acompanhante entrar junto com o paciente […]” P1

Conforme os autores Puggina, Silva e Araújo (2008), as pessoas que são denominadas como “leigas” atribuem diversos estigmas relacionado a UTI, principalmente, aquelas que não conhecem de nenhuma forma o espaço hospitalar. Logo, apoiadas nos depoimentos dos pais, tornar-se visível que essas pessoas produzem vários significados a UTI, os quais variam de acordo com a percepção de cada um.

Ficou extremamente significativo nas unidades de registro o desconhecimento dos participantes da pesquisa em relação ao ambiente da UTI, sendo observado que muitos relatos estão associados ao conhecimento cultural, experiências já vividas e aos níveis de escolaridade não completos (Quadro 1).

Como refere a fala:

“Eu já entrei umas duas vezes na UTI só que eu nunca tentava imaginar o que seria, eu achava que era só uma operação mesmo.” P1

Seguindo essa ideia, Lamy, Gomes e Carvalho (1997) ressaltam que esta percepção dos pais com filhos internados em UTIP tem origem de informações adquiridas que independem do seu espaço cultural e de suas origens, ou seja, conhecimentos adquiridos, muitas vezes desde a infância, e que refletem em seus pensamentos e respostas sobre o ambiente da UTI.

Nota-se então, que os significados dados a UTI nos remetem a pensar em como esse processo de internação torna-se marcante na vida dos participantes. Conforme o que descreve Lemos e Rossi (2002, p. 348):

“[…] A cultura que as pessoas adquirem ao longo do tempo, sobre as características da internação em CTI, é vivenciada coletivamente e não se altera com informações pré-internação que, muitas vezes, não consideram a perspectiva do cliente e da família. ”

Ainda a respeito da percepção do local, observou-se a partir da expressiva fala da maioria dos pais, sobre a UTI ser um ambiente onde estão presentes pessoas em estado grave de saúde, em que necessitam de cuidados apropriados. Dessa forma, foi possível observar uma visão diferenciada desses pais, devido o tempo de permanência do filho no setor e que nos mostra um conhecimento mais apurado sobre o mesmo. Isto pode ser observado nas falas a seguir:

“É um cuidado muito delicado […] um olhar diretamente, não descuidar nenhum momento. ” M2

“[…] eu não entendo muito ainda, mas entendo que UTI é uma sala onde só as crianças graves ficam. ” M3

“[…] a UTI, é de cuidar tanto de adulto como criança que tão grave mesmo né. ” M5

Ferreira e Mendes (2013, p. 99) pontuam que: “o familiar ao entrar no ambiente da UTI associa frequentemente este local com o estado grave de saúde do ente querido. ”

Isso ocorre devido a UTI ser um local totalmente mecanizado e sombrio, em que os pacientes estão de fato em estado crítico de saúde e necessitam de cuidados especializados com suporte altamente tecnológico. Vale lembrar, que na UTI não se recebem apenas esse perfil de pacientes, neste setor também são admitidos pacientes que, por exemplo, necessitam de cuidados intensivos de emergência ou àqueles que estão em pós-operatório imediato.

Para os autores Santos, Almeida e Junior (2012), a UTI é um departamento do hospital proposto a receber pacientes clínicos, pós-cirúrgicos, terminais e em estado grave com possibilidade de recuperação. Compreende também, diagnósticos de diversas especialidades, como exemplo: politraumas; recuperação pós-cirúrgica; parada cardiorrespiratória, entre outros.

Destacamos também a UTI como lugar de cuidados específicos, sendo este termo presente na fala da maioria dos pais que participaram da pesquisa. Aproveitamos para ressaltar que essa atribuição está relacionada com o tempo de permanência dentro do setor, a experiência de estar em uma UTI e um fator muito importante, a instrução educacional que os pais possuem (Quadro 1).

Os relatos a seguir demonstram nossas percepções:

“[…]eu entendo […]que vem pra uma UTI é porque precisa de muitos cuidados. ” M5

“[…] o cuidado que tem ne é que as crianças são mais bem tratadas. ” M8

Apoiadas no documento de Lima, Rocha e Lima (2004) podemos afirmar que o espaço da UTI comumente amedronta os pais, por ser um recinto de acesso restrito, onde são realizados diversos procedimentos invasivos, em que seus filhos estão rodeados de fios e aparelhos e cercado por pessoas desconhecidas, sendo estas, as quais dispensam alguns cuidados específicos.

Ainda discorrendo da mesma ideia, Fonseca et. al. (2008) afirma que “A internação em UTI é sempre um momento difícil para os familiares, pois eles se veem obrigados a entregar seu ente querido a outros, àqueles que detêm um saber específico para atuar nesse momento. ”

Entendemos a partir dos relatos, que os pais compreendem que dentro do espaço da UTI, os cuidados são mais rebuscados, delicados; o tratamento é mais eficaz e necessários para as condições de saúde de seus filhos.

Sobre isso os autores Rodrigues et. al. (2012, p. 6) completam:

“[…] devido ao tempo de internação do membro familiar e após vivenciar e conhecer melhor a unidade de cuidados intensivos, os familiares passam a reconhecer e a identificar a importância deste ambiente para a plena recuperação do membro familiar, e passam a vislumbrar a UTI como o local melhor preparado para receber, cuidar e dessa forma, garantir a sobrevivência de pacientes em estado grave de saúde. ”

Dessa forma, muitos deles pelo pouco que conhecem e já puderam experimentar desse ambiente, reportam-se a confiança que sentem na equipe profissional do setor, a qual dispensa os cuidados que os mesmos caracterizam como adequado. Como referem as falas:

“Eu não entendo, mas eu confio neles […] eles fazem tudo né.” M7

“[…] a minha filha ia pra UTI porque lá ele recebe o tratamento mais adequado […] ela tava num lugar mais seguro.” M9

 

Essa percepção também é manifestada por Andrade (2011), o qual discorre que os pais, mesmo identificando o ambiente da UTI como assustador, passam a ver a internação como algo positivo para a saúde do filho, isso porque, entendem que os profissionais que ali trabalham possuem capacidade técnica apurada para o desempenho de suas funções e consequentemente a recuperação da saúde dos filhos.

Beccaria et. al. (2008, p. 68) relatam em seu estudo que:

“As necessidades julgadas mais importantes pela família são: sentir que o pessoal da UTI se interessa pelo paciente; estar seguro de que o melhor tratamento possível está sendo oferecido; sentir que há esperança de melhora; ter perguntas respondidas com franqueza. ”

Contudo, podemos perceber como se configura o espaço da UTI para os acompanhantes e como a estrutura física deste setor é impactante para o psicológico dessas pessoas, as levando a atribuir diversos termos e significados, que mistificam o local, porém não fogem muito da realidade, uma vez que o ambiente da UTI por si só já se configura como tal.

5.1.1 SUBCATEGORIA I – AMBIENTE AMEAÇADOR

É comum que num processo de hospitalização em UTI os pais relacionarem o setor ao termo assustador e a morte, pois a própria estrutura física aparenta essa característica. Os ruídos, os aparelhos tecnológicos, os procedimentos altamente invasivos e o próprio estado de saúde da criança, leva os pais, os quais acompanham seus filhos internados em uma UTIP, a terem essa perspectiva do local.

Em estudo Oliveira et. al. (2013) relata que os significados dispensados ao recinto da UTI, levam a uma visão frequentemente estereotipada, sendo vista como um ambiente para o qual se direcionam pacientes que estão em condição grave, ou podendo vir a morrer em qualquer circunstância. Dessa maneira, adicionando ao autor acima citado, foi observado nas entrelinhas dos relatos, que um dos participantes, apesar de ter um conhecimento prévio do local, relaciona a UTI como um ambiente assustador, o qual antecede a morte. Como expõe a fala a seguir:

“Eu já tinha visto falar, mas pra mim todos que vinha pra cá, não conseguia voltar vivo não.” M1

“[…] terrível foi ver que morre muitas criança, que desde lá até hoje, muitas crianças, mais de 50 crianças eu já vi morrendo […]” M5

“Só imaginava que as pessoas quando vinham pra ai não sabia se voltava vivo ou se voltava morto. ” M8

Assim como Souza (2008); Santos, Almeida e Rocha Júnior (2012), podemos, através desta fala, considerar a UTI como um ambiente agressivo e assustador, pelo qual perpassam a insegurança, o medo e frieza, devido ao que é desenvolvido neste setor, pelas tecnologias e pelos pacientes que se encontram em estado crítico.

Segundo Bousso e Angelo (2001, p. 175) “a família define UTI como sendo um lugar para morrer. Esta definição coloca a família próxima à questão da morte, do sentido da vida, do sofrimento insuportável.”. Ainda na mesma perspectiva Lima, Rocha e Lima (2004) afirmam: “Um ambiente frio e silencioso, restrito aos funcionários, para onde pacientes graves vão quando estão próximos da morte, conectados a tubos e aparelhos longe da família. Esta é a imagem que a maioria das pessoas tem de uma UTI. ”

Embasadas no que afirma Oliveira (2011, p. 18): “A Unidade de Terapia Intensiva, em particular, apesar de ser um lugar de recuperação para pacientes graves, pode ser tanto para a criança quanto para a família um ambiente agressivo e assustador. ”

5.1.2 SUBCATEGORIA II – ROTINAS DA UTI

A subcategoria surgiu a partir da interpretação das respostas dadas pelos entrevistados após serem questionados se estes possuíam conhecimento sobre a rotina de uma UTI.

As respostas nos levaram a notar que a maioria dos pais não conheciam as rotinas da UTI, ou seja, a UTI era um local desconhecido a eles, sendo essa sua primeira experiência neste ambiente. É possível perceber isso na fala da entrevistada, a seguir:

“Eu não sei né porque eu nunca passei por isso […]” M7

Alguns referiram já terem tido contato anterior ao da internação com seu filho e por isso já ter noção básica de como era o ambiente e a rotina. Porém, essa experiência não proveu tanto conhecimento da rotina quando comparada a vivenciado na internação com seu filho, já que o tempo dispensado neste acompanhamento é maior do que o dispensado na experiência anterior.

“Já, porque eu já passei por duas vezes, mas se for pra descrever eu vi muito pouco movimento sobre os atos que eu cheguei a acompanhar […]” P1

O acolhimento não apenas da criança, mas de seus pais e familiares é de grande relevância, principalmente nestes casos, visto se tratar de um ambiente muitas vezes novo para estes. A ideia adquirida por conta da própria cultura ou pelo conhecimento limitado acerca das rotinas e do ambiente, que podem conter equipamentos que emitem sinais luminosos e sonoros; bombas de infusão; respiradores; monitores; e até a própria presença de outros pacientes, faz com que aumente o sentimento de angustia desses pais.

O acolhimento poderia ser uma forma de minimizar esses sentimentos negativos. Quanto ao papel da enfermagem nesse contexto, encontramos Predebonet. al. (2011, p. 706), autores que relatam: “Neste cenário, é importante que a equipe de enfermagem acolha o familiar do paciente internado, compreendendo seus medos, angústias e aflições, e lhe forneça orientações que o tranquilizem durante a visita. ”

No entanto, devemos levar em consideração que, em alguns casos, esses pacientes submetidos a cuidados em UTI são trazidos de forma urgente, sem dar tempo hábil para que a equipe faça o acolhimento também de quem acompanha a criança na internação.

Através dessa categoria foi possível observar que a maioria dos entrevistados não possuíam conhecimento prévio sobre este ambiente e os que já haviam tido contato prévio, tinham conhecimento limitando acerca desse setor. Uma estratégia que poderia ser usada para minimizar esse choque seria por fazer um acolhimento tanto da criança quanto de seus acompanhantes, lhes apresentando o local, tirando suas dúvidas e dando apoio emocional. Esse acolhimento deve ser feito pela equipe multidisciplinar, que inclui a enfermagem.

5.2 CATEGORIA II – SENTIMENTOS EXPERIMENTADOS

A análise minuciosa dos dados possibilitou a identificação desta categoria, a qual tem o intuito de desvendar quais os sentimentos existentes no processo de hospitalização de crianças em UTIP, tendo os pais como devidos acompanhantes.

Dessa forma encontramos autores como Almeida et. al. (2009) que retratam em seu estudo os sentimentos vividos no processo de hospitalização em UTI, sendo estes: ansiedade, preocupação, medo, angústia, tristeza, a dor da perda, entre outros. E afirma que estes sentimentos estão relacionados com o ambiente, os procedimentos que são realizados, a incerteza do que pode acontecer e as expectativas de melhora dentro desse setor, como podemos observar no relato a seguir:

“A eu fiquei muito preocupada […] eu fiquei triste também[…]” M9

“[…] eu fiquei com nervoso, senti assim um desespero. ” M7

Nas unidades de registro foi possível observar os relatos, que advém dos enigmas e sentimentos envolvidos neste processo. Dessa forma, assim como é visto na fala de M7, nota-se que ao receberem a notícia que o filho será internado na UTI, o primeiro sentimento presente é o desespero, o qual demonstra o quão difícil e ameaçador é para os pais esse momento, sendo percebido por eles o grave estado de saúde dos filhos. Isso fica explicito nas falas a seguir:

“Quando eu soube que ele ia ter que ir pra UTI eu me senti mal, fiquei desesperada […]” M8

“Desesperada, como uma mãe se sente em saber que o filho tá correndo grave risco de vida e que precisa de uma UTI. ” M2

Amoldou-se a partir do teor dos relatos dos pais a expressão do sofrimento em decorrência da hospitalização de um filho em uma UTI, a qual reporta a experiência triste e difícil que vivenciam. Sentimentos como a tristeza, o desespero, o medo, a angústia e o nervosismo são revelados intensamente pelos participantes, sendo assim podemos caracterizar que todo esse processo evolvido pelas emoções, provoca nesses pais o sofrimento psíquico. Este processo também é relatado nas obras dos autores como Wyzykowski e Santos (2007); Costa, Mombelli e Marcon (2009).

Quando os pais, ao serem perguntados como se sentem ao receberem a notícia que seus filhos precisariam ser internados em UTI, as respostas foram diversas, porém, ficam marcadas aquelas, em que fica claro a tristeza e a desesperança que vivenciam estes acompanhantes neste processo, como podemos observar na fala a seguir:

“Olha não é muito boa não […] A gente se sente uma pessoa com pouca esperança, porque quando a pessoa vem pro hospital ela já vem passando do limite já […]” P1

Assim como na pesquisa de Gomes et. al. (2009), fica notável que os pais revelam sentimentos como a tristeza, angústia e insegurança, haja vista que os mesmos exacerbam esses sentimentos devido encontrar-se em uma situação inesperada, a qual nem sempre oferece tempo de adaptação para essa nova rotina de vida.

Percebemos ainda que nos relatos de P1, a falta de esperança está relacionada diretamente com a entrada de seu filho em ambiente hospitalar, evidenciado e deixando claro o quão forte são as emoções envolvidas numa internação em UTIP.

Sabemos que durante esse processo de hospitalização, os sentimentos estão aflorados, explícitos em cada momento vivido, em especial, quando essas situações envolvem a internação de um filho em UTI. Os pais se veem desnorteados, fora de si e sentem o medo de perda. Este momento envolve profunda dor e sofrimento, como pode ser observado a seguir, nos relatos:

“[…] eu fiquei sem chão no momento […]” M3

“Eu tomei um susto muito grande, eu pensei que minha filha não voltava viva pra casa, não[…]” M1

Através da análise da fala da participante M1, observamos que também se faz presente neste processo de hospitalização em UTIP, sentimentos como o medo, sendo que o mesmo está associado a não sobrevivência da filha.

Em estudos sobre vivências familiares de pacientes internados em UTI, Urizzi (2005) destaca que a família, perante ao enfrentamento das inseguranças no período de internação, ao presenciar a ocasião atual, por algumas vezes visualiza o amanhã repleto por inseguranças e incertezas manifestadas pelo medo da morte.

Seguindo essa ideia, Andrade (2011, p. 85) afirma que “A morte é um fato temido por todo ser humano, em especial pelos pais, que comumente não aceitam que seus filhos morram antes deles, pois estariam alterando a “ordem natural” do ciclo da vida. ”

Além dessa percepção, podemos também destacar, através dos depoimentos que, quando esses sentimentos surgem e se fazem de fato pressentes, um dos recursos que os pais acolhem, como forma de enfrentamento é crença em Deus e sua fé, assim como citam Nieweglowski (2004); Puggina, Silva e Araújo (2008) em seus estudos. Podemos, dessa forma, observar nas entrelinhas da fala materna essa forma de encarar o momento:

“Eu me senti muito mal, eu fiquei agoniada, não comia nada, era só eu, ele e Deus[…]” M6

Como confere a fala da M6, as emoções geradas da notícia que o filho será internado em UTI, fazem os acompanhantes se sentirem mal, porém isso é limitado pelo fato, que para eles o que importa realmente nesse momento é estar ao lado do filho, oferecendo conforto e seu amor. Dessa maneira, recorrem ao apoio da figura religiosa (Deus) como citado acima pela participante, que muitas vezes é o jeito como os pais se defendem dos sofrimentos que os acometem diante dessa situação.

Ainda na mesma linha de pensamento, autores como Silva et. al. (2010, p. 27) relatam que: “para encarar os entraves impostos pela hospitalização, surge também a necessidade de um suporte, representado pelos familiares e pela fé em Deus. Ter fé seria acreditar na possibilidade, ter esperança de melhora ou de cura. ”

5.3 CATEGORIA III – CONTRIBUIÇÃO DOS PAIS NOS CUIDADOS COM SEUS FILHOS

Esta categoria se mostrou bastante presente na fala dos participantes, que ao serem interrogados de que forma contribuíam para o cuidado do filho durante o período de internação na UTIP, relataram como contribuições os cuidados, que engloba tanto cuidados gerais de higiene, quanto o cuidado emocional.

Notamos que os pais ajudam não somente nas questões básicas, como alimentação, sono e higiene, mas também na questão afetuosa, sendo atenciosos, passando conforto e segurança àquela criança, a qual se encontra num ambiente diferente, um tanto quanto assustador e com pessoas que não são do seu convívio. Como podemos observar através dos relatos:

“Faço carinho nele, troco a fralda nele, brinco com ele, dou banho, assio ele assim. ” M6

“Eu ajudo a dar banho, pra dar aerossol eu seguro, troco fralda é eu. ” M1

Seguindo essa ideia, encontramos Oliveira (2011, p. 38), o qual refere:

“[…] que, para amenizar o sofrimento de um acompanhante cujo filho está hospitalizado em uma UTIP, onde o ambiente é estressante, há necessidade do preparo desse familiar para compreender o contexto do internamento, escutar o familiar e fazer com que ele participe dos cuidados prestados à criança, consequentemente, há contribuição para o tratamento do cliente. ”

Esta visão também é manifestada pelos autores Brassolatti e Veríssimo (2013); Puggina, Silva e Araújo (2008), os quais consideram importantes e essenciais para a conforto psicológico da criança, a afinidade constante com a mãe ou com outra pessoa que a substitua de maneira integral. Uma vez que, estes tipos de comunicação, como o toque, os cheiros, sons, entre outros, são percebidos pelos pacientes em estado crítico, na maioria das vezes, vindos de pessoas desconhecidas em um ambiente diferente/estranho.

Encontramos ainda, os autores Andrade et. al. (2015); Molina et. al. (2009), que assim como nós, visualizou a fundamental importância da presença dos pais constantemente durante a internação do filho, pois são eles que proporcionam as ligações familiares, gerando conforto à criança, ainda que os mesmos exibam diversas formas de expressão sobre essa situação, como estresse, tristeza, ansiedade, etc. Logo, essa proximidade que é proporcionada traz benefícios tanto para a criança como para seus genitores.

“Procedimentos como banho, alimentação e troca de fraldas realizados pelos pais proporcionaram maior envolvimento pais-filhos, gerando estímulos positivos à criança, além de tornar o ambiente mais familiar, levando à diminuição da angústia da criança e promovendo conforto e segurança. “ (BRASSOLATTI; VERISSIMO, 2013, p. 41).

Através de suas falas, os pais demonstram ser bastante participativos, tentando ajudar da forma que podem e ao longo da internação vão aprendendo e criando habilidades de fazer certos cuidados com destreza, sendo percebido que quanto maior o tempo de internação do filho, maior seria os cuidados prestados pelos pais.

Assim, destacamos esta discussão através dos relatos a seguir:

“A gente fica de olho […] Eu do banho nela agora que eu já aprendi, já do à comida pra ela na sonda que é pela seringa e troco ela também. ” M3

“[…] tô dando só a agua pra ela né, alimentação. Eu já ponho uns aparelhinhos assim, algumas, que ela tá ne, […] aqui no peito que tem 3, ai tipo umas garrinhas entendeu, ai isso já ponho e ponho um que ela fica no dedo também, eu já tiro e já ponho. ” M9

Para os autores Urizzi e Corrêa (2007) ao realizarem uma pesquisa perceberam que o familiar ao vivenciar o momento da internação na UTI, desenvolve formas de como entender o estado do paciente, fazendo assim, uma leitura das feições, gestos, sinais, de tal modo a também observarem os parâmetros dos aparelhos, mesmo que não seja familiar a eles.

Os pais mostram que sempre estão atento as crianças e isso acaba se tornando uma “ajuda” aos profissionais, pois a sobrecarga é grande as vezes e os pais colaboram com o cuidar dos profissionais.

Constatamos que os participantes têm constante atenção sobre a sua criança e isso faz com que tenham um olhar mais atento, dessa forma contribuindo com o trabalho dos profissionais, que por sua vez, tem uma demanda exaustiva de cuidados dentro desse setor. Além disso, percebemos que alguns pais veem o cuidar não somente como cuidados físicos, mas também como demonstração de amor e carinho, e isto podem ajudar num prognóstico positivo da criança.

Como refere as falas a seguir:

“A gente fica de olho nos aparelhos […]” M2

“[…] ela tá no respirador eu olho quando já sei que tem o frasquinho que já tá seco eu tenho que falar pra elas que não percebem isso, às vezes o acesso dela tá pingando o leitinho ou o remédio, elas não percebem e eu que tô ali por perto, eu vejo e chamo elas. ” M5

Percebemos, também, que mesmo os pais se propondo a ajudar no cuidado com seus filhos os profissionais permitem que isso seja de escolha deles, para que se sintam confortáveis em fazer alguma coisa e não pressionados, como confere as falas abaixo:

“[…] Eu perguntei pra ela se eu podia trocar e ela disse: é, se você vê que ela tá feita coco, se você quiser pode trocar. ” M7

“[…] As vezes eu faço tudo o trabalho nele […] Mais é o dever delas mesmo, como elas falaram, tudo o dever é delas fazer o trabalho coisa na criança. ” M8

Os profissionais, então, acabam por delegar pequenas funções aos pais, dentro do que eles garantem fazer com destreza e de forma segura, sempre olhando para a segurança tanto dos pais quanto das crianças. Como algumas vezes há uma sobrecarga de paciente é de extrema importância esta ajuda que os pais proporcionam aos profissionais, até por permitir que o pai possa ser guiado para se sentir útil sobre o estado do filho, fornecendo assim uma interação de equipe multiprofissional, pais e crianças (ANDRADE et. al., 2015).

5.3.1 SUBCATEGORIA I – A PRESENÇA DOS PAIS AJUDA NA RECUPERAÇÃO DA CRIANÇA

Esta subcategoria surgiu dos expressivos relatos dos participantes quando questionados, sobre as consequências da sua presença integral durante o período de internação dos filhos na UTI. Frente a pergunta, muitos deles relatam a importância de sua presença e acreditam contribuir com a manutenção de saúde do filho. Esta contribuição tem diversos aspectos, como: apoio, carinho, segurança, esperança, entre outros.

Dentre as respostas coletadas percebemos que os pais, enxergam uma mudança muito grande no quadro da criança quando eles podem ficar 24 horas ao lado do seu filho, que isso traz conforto não somente as crianças que estão vendo um rosto conhecido, recebendo carinho como também para os pais que se sentem mais seguros ao saberem pelo o que suas crianças estão passando e podendo estar juntos para apoia-la. Como é observado nos depoimentos:

“É bom, porque é uma esperança que a gente tá vendo que aquela pessoa reage[…] até melhor, se for possível […] eu digo que tá sendo bem melhor, tá sendo é cem por cento pra mim né, eu vejo a recuperação dela bem diferente do que eu vi no começo. ” P1

“[…] Eu tando longe eu tenho certeza que ela vai se sentir triste […] A minha presença é boa pra ela com certeza, se eu ficasse longe ela piorava. ” M9

De acordo com Andrade et. al. (2015) quando os pais ficam ao lado da criança participando do processo todo que ocorre durante a hospitalização, participando e vendo os cuidados que são prestados a ela, os pais sentem-se mais seguros transformando um lugar que antes era assustador, hostil e ameaçador, em um lugar onde eles têm um controle maior sobre as suas emoções e podem de forma mais branda manter a calma para que seu filho não fique assustado com toda a situação.

O autor acima citado evidencia ainda, a necessidade da segurança, muitos pais conseguem manter a calma mais facilmente se souberem que seus filhos estão seguros e tendo a certeza que os profissionais cuidam bem de seus deles.

Para Molina et. al. (2009, p. 9) “Junto à família, a criança sente-se segura, cuidada, animada, acomodada, descansada, mais confiante, alegre, amada e protegida.”. Portanto se discerne o quão importante e necessário é para o enfrentamento da internação infantil, a presença contínua e expressiva desses cuidadores (pai e mãe) dentro da UTIP, sendo eles os amenizadores de diversos temores que acometem seus filhos.

Entretanto, é importante destacar, que mesmo naquelas crianças que estejam recebendo alguma medicação sedativa, a presença e o apoio dos pais são extremamente positivos. E conseguimos ver em suas respostas que apesar de algumas crianças estarem sedadas, muitos pais conversam com elas, como uma forma de esperança. Eles acreditam que mesmo quando a criança pareça estar dormindo, é importante que escutem vozes conhecidas e sintam que tem alguém ao lado deles. Sendo formidável o carinho dado por eles, pois é quando essas crianças conseguem sentir um pouco do ambiente familiar.

As falas a seguir revelam o que está sendo discutido:

“[…] Mesmo ele sedado a gente conversando, eles entende, eles sente a presença. “M2

“[…] Ela tá sentindo ali que eu tô tocando nela, que eu tô fazendo carinho nela, que eu converso com ela, mesmo ela tando sedada a gente conversava com ela, foi que ela melhorou mais ainda. ” M3

Para isso, encontramos autores como Beccariaet al. (2008) que em estudo quantitativo, inferem sobre opiniões da presença do familiar ao lado de uma paciente internado em UTI, obtendo como maioria das respostas, o quanto os participantes de sua pesquisa consideravam importantes a presença deles durante esse período, e que influenciava fielmente na recuperação do paciente internado.

Inaba, Silva e Telles (2005) apontam em seus estudos que os familiares acreditam ser importante tratar os pacientes com carinho, conversar com eles mesmo que estejam sedados, fazer a hidratação e higiene diária, pois tudo isso engloba uma comunicação adequada entre cuidador/família e paciente.

5.4 CATEGORIA IV – UTI HUMANIZADA

A UTI por ser um ambiente hostil e de grande impacto, precisa que o serviço humanizado esteja presente e exaltado, na tentativa de amenizar essa visão que as pessoas possuem de ser um ambiente sombrio. Desta forma, o acolhimento da equipe precisa se adequar, vendo a necessidade, tanto da criança quanto da família, sendo importante e necessário o acompanhamento integral e o apoio nos problemas psicossociais.

A possibilidade que o hospital oferece de haver acompanhamento integral na UTIP é um facilitador para que exista um acolhimento humanizado. Foi notória que a percepção de todos os pais era extremamente positiva, ficando percebido nas entrelinhas de seus relatos, em que mostravam que a sua presença no acompanhamento integral tem impacto positivo tanto no tratamento da criança, quanto no enfretamento que estes estavam passando.

Nas falas a seguir pode-se notar isso:

“[…] eu me sinto mais tranquila eu tando junto com ela, ela fica mais animada né, ai eu tando longe eu tenho certeza que ela vai se sentir triste […]A minha presença é boa pra ela com certeza, se eu ficasse longe ela piorava” M9

“[…] Se eu não ficasse ela ia ficar pior sem eu. ” M1

“[…] ele não gosta de ficar sozinho, ele acorda e quer que eu fique perto dele. ” M4

Nessa perspectiva, Silva et. al. (2010) em seu estudo, observa que a mãe entende como é essencial a sua função no processo de cuidar e melhora de seu filho hospitalizado, salientando que a permanência dela neste momento apura o vínculo, proporciona segurança e apoio à criança.

Sobre outo ponto importante, os acompanhantes de crianças que estão sob sedativos referem que a presença deles durante a internação tem grande importância. Acreditam que a criança consegue perceber a presença, ouvir a voz deste e que esse contato dá uma melhor resposta ao tratamento. Nas falas a seguir é possível perceber isso:

“Com certeza, uma companhia num estado desse é muito importante. Mesmo ele sedado a gente conversando, eles entende, eles sente a presença. ” M2

“[…] Ela tá sentindo ali que eu to tocando nela, que eu to fazendo carinho nela, que eu converso com ela, mesmo ela tando sedada a gente conversava com ela, foi que ela melhorou mais ainda. ” M3

A Política Nacional de Humanização (PNH) foi lançada em 2003 e vem aplicando os princípios do Sistema Único de Saúde, no dia a dia dos profissionais de saúde, com o intuito de produzir mudanças na maneira de cuidar e gerir dentro dos serviços que são ofertados pelo sistema. Desta forma, a PNH mostra a importância de tratar e fazer uma gestão com qualidade, em que o foco não se enquadre apenas ao cuidado físico/patológico, mas englobas os cuidados gerais, de forma integral, no qual o profissional deve perceber também as necessidades emocionais e assistindo o paciente de maneira adequada e mais significativa na atuação dos cuidados (BRASIL, 2013).

O Estatuto da Criança garante a criança o direito ao acompanhamento integral no período de internação (BRASIL, 2015). Sendo este fator, um ponto positivo na assistência humanizada onde se realizou a pesquisa.

Por conta de alguns pais já terem estado com seus filhos internados em outros locais, foi possível observar a comparação que estes faziam entre as suas duas vivencias: a da UTI com direito a acompanhamento pleno e a da UTI que disponibiliza apenas algumas horas para visita. Essa comparação fica clara na fala da mãe a seguir:

“[…] É bom pra ele porque ele fica me enxergando, no outro hospital ele não me enxergava, ele chamava e não me enxergava ai ele ficava mais triste ainda ai aqui não ele me enxerga que toda hora to no lado dele quando ele ta chorando eu vou e agrado ele e ele fica bem” M8

“[…] Eu acho que pra ela é melhor né, o carinho da mãe né. Ela é criancinha, mas a gente estando lá eu pego na mãozinha dela” M7

A presença dos pais contribui para que o profissional consiga realizar o cuidado com a criança da melhor forma possível, pois quando se trata de crianças, o cuidado destinado a eles não deve ser apenas o técnico, mas o humanizado, procurando sempre minimizar o sofrimento causado pela internação.

Na fala a seguir, a entrevistada exemplifica a diferença que o fato dela está acompanhando a sua filha em tempo integral, interferiu no comportamento e na aceitação dos cuidados

“Acho que sim, porque ontem mesmo ela passou 2 dias sem comer […] Se eu não ficasse ela ia ficar pior sem eu. ” M1

Sendo assim, percebemos então a importância de uma UTI humanizada, onde as crianças possam ter total contato com os pais, promovendo estímulos positivos sobre prognóstico da criança. Para Brassolattiet. al. (2013) “São considerados essenciais, para a saúde mental da criança, o calor, a intimidade, a relação constante com a mãe ou com outra pessoa que a substitua em caráter permanente”.

5.4.1 SUBCATEGORIA I – DISPONIBILIZAÇÃO DE VISITAS EM AMBIENTE HUMANIZADO

A análise dos dados coletados através das entrevistas possibilitou tomar conhecimento dos horários e dias que a visita é disponibilizada aos pais e familiares do paciente e os obstáculos existentes que impossibilitam que estes compareçam as visitas.

No hospital em questão, há estabelecido horários fixos de visita para os pais e para outros membros da família na UTI pediátrica. A criança tem direito a um acompanhante durante as 24 horas do dia, podendo haver a troca de acompanhante todos os dias, das 17hrs às 18hrs. Os pais e as mães possuem direito à visita todos os dias, no horário de 17hrs as 18hrs desde tenham o documento de identificação do próprio hospital. Os outros membros da família podem visitar apenas dia de quarta-feira, das 17hrs às 18hrs, podendo entrar um de cada vez na UTI. Como é percebido nas falas a seguir:

“[…]se a mãe tiver o pai pode visitar todo dia das dezessete às dezoito horas […] e dia de quarta feira é uma pessoa por família. ” M2

“Só eu que fico direto com ele. A visita pros parente é só dia de quarta- feira, se tivesse alguém só era na quinta[…] de cinco as seis da tarde” M8

Segundo Nascimento, Alves e Mattos (2014), o horário de visita na UTI é essencial para a família e para o paciente, pois é o momento de doação, de carinho, de afeto e de atenção.

 

Como afirma Martins et. al. (2008, p. 2), “diante dessa situação estressante, os familiares podem se sentir desorganizados, desamparados e com dificuldades para se mobilizarem”. Este problema tem proporção maior quando a família reside distante, ou em outra em outra cidade, em relação ao hospital. Essa situação é expressa na fala a seguir:

“Não tem visita pra mim, porque eu fico direto, mas os parente moro longe, ai já viu como é difícil, né […]” M6

Por conta do nosso campo de pesquisa se tratar de hospital público, a grande maioria dos entrevistados possui recursos financeiros limitados. Isso interfere de forma direta quando há necessidade de haver internação de um membro da família longe do lugar onde residem, já que a locomoção ao hospital demanda gastos que nem sempre estão ao alcance da família custodiar. Desta forma, a visita à criança fica escassa e o contato dela com as pessoas do seu convívio limita-se convívio com o acompanhante.

Como é referido na fala a seguir:

“A família ainda não veio porque eles mora longe, o negócio do dinheiro não ta muito fácil […]” P1

Fica claro na fala dos entrevistados que o maior empecilho para a visita da família à criança é a distância do hospital e o limite financeiro por se tratar de pessoas vindas do interior do estado, onde precisariam se deslocar do seu município para a capital para comparecer a visita e isso demandaria gastos que os seus poderes aquisitivos não conseguiriam custear.

Devido a ligação que estas crianças têm com os pais e a maior sensibilidade destes em perceber mudanças em seus filhos, faz-se de grande relevância a presença desde durante a internação, seja como acompanhante, seja como visitante. Segundo Nascimento, Alves e Mattos (2014, p. 32): “Acredita-se na importância de incentivar a família no acompanhamento do tratamento, identificando os efeitos positivos adquiridos pelo paciente quando submetido ao tratamento na UTI. ”

Diante disso faz-se necessário disponibilizar informações quanto ao estado atual do paciente e incentivar a família, dentro das possibilidades desta, a visitar a criança mostrando a importância que a visita tem para todas as crianças, independente do seu estado de saúde, para que este lanço afrouxe.

De acordo com o que referem em suas obras Martins et. al. (2008); Nascimento, Alves e Mattos (2014), para que os familiares possam responder de forma menos negativa as mudanças causadas pela internação, se empenhar em procurar formas de diminuir os efeitos prejudiciais que a doença causa na criança e colabora para a melhora desta, é importante que os mesmos tenham esclarecimento quanto ao estado de saúde atual do paciente, ficando claro o porquê da internação, e como consequência, diminuindo os problemas que levam ao estresse tanto a família quanto o paciente.

Fica claro que quando a equipe possui um instrumento facilitador na identificação de problemas, o maior beneficiário é o próprio paciente. Sendo assim, de suma importância que haja uma interação dos pais com a criança, pois a vivência diária gera ações em favor do bem-estar dos envolvidos, pois os pais também se beneficiam por poder acompanhar seus filhos tão de perto, em um momento tão delicado.

Essa percepção também é discutida pelo autor Faquinello (2007, p. 610), que discorre sobre o envolvimento dos pais no cuidar: “Desenvolver um “cuidar-assistir” em pediatria significa envolver não só a criança nesse cuidado, mas abarcar também neste processo o seu universo relacional e social, de tal modo a considerar criança e família como um só cliente. ”

Como pode ser observado na fala a seguir, o entrevistado relata de forma positiva a oportunidade que o hospital lhe oferece de poder estar acompanhando sua filha o tempo todo.

“[…] Aqui é o primeiro lugar que eu tô vendo dessa maneira de poder ficar, e rapaz eu acho bom por que você tá acompanhando todo os passos[…]” P1

Freire e Viana (2013, p. 43) se referem ao desejo que os pais têm de acompanhar a criança o tempo todo, como sendo uma forma de estender o laço, “esse cordão umbilical”, fazendo disso uma forma de sobrevivência afetiva para todos.

Portanto, foi possível perceber que o hospital já tem estabelecido horários e dias fixos para as visitas serem feitas pelos pais e por outros membros na família, sendo de grande relevância notar que nem sempre esses outros membros da família conseguem ir a visita por motivos financeiros que impossibilita a locomoção até o hospital. Sendo assim, é de grande importância que a equipe estimule esse acompanhamento não apenas dos pais, mas também de outros membros da família para que a criança mantenha o contato com o restante da família e não apenas com o ente que lhe acompanha.

5.4.2 SUBCATEGORIA II – APOIO PROVIDO PELA EQUIPE

Nesta subcategoria foi muito marcante nas falas dos pais os elogios da atuação da equipe multidisciplinar. Através das respostas dadas, podemos perceber a importância que a equipe tem sob o emocional desses pais e o quão valioso é para eles esse apoio.

Em cada resposta podemos extrair carinho dos pais por esses profissionais, percebemos como o cuidar humanizado, dando atenção não apenas a criança, mas estendo essa atenção, cuidado e carinho aos seus pais faz toda a diferença no enfrentamento destes pais.

Como foi relatado:

“gostei muito das enfermeira, dos médico, eles são muito atenciosos, gostei muito mesmo. […] me dão força né, eles só falam coisa positiva assim, […] pra que eu me sinta assim, mais fortalecida, entendeu, pra mim cuidar da minha filha. Eles conversam também muito com ela, dão muitas palavra boas pra ela assim, eu adorei eles. ” M9

Os pais são peças de grande importância na internação, pois com a permanência dos mesmos durante este período, consistem em um dos fatores que ajudam a minimizar as sequelas emocionais, que podem ser causadas pela hospitalização. Pois em caso de afastamento pode haver efeitos desastrosos neste processo de internação. Isso faz com que os profissionais tenham que ter um papel de amigo neste momento, tenham que ter um olhar aos pais que demonstram ou mesmo não demonstram a tristeza, pois é dos pais que as crianças retiram suas forças, então, é necessário que se mantenham psicologicamente estáveis. Isto também tem sido discutido na pesquisa realizada por Oliveira (2008).

Sobre esse olhar, os entrevistados relatam:

“Quando a neném tá ruim, que eu fico triste eles pergunta “mãezinha, o que a senhora tem? ” Aí eu falo é que a minha filha tá ruim. “Não mãezinha, não pode ficar assim não, ela vai ficar bem” eles falam assim, as enfermeiras são tudo legal. ” M1

“Olha, essa equipe dessa UTI eu acho eles muito bons, assim sabe, parece assim que a gente já é da família, eles conversam com a gente quando a mãezinha tá triste, ele vai lá conversa […] M 5

 

Essa integração entre os profissionais e os pais torna o ambiente da UTI mais acolhedor e humanizado, pois não basta apenas ter a estrutura física e técnica, mas também é necessário possuir profissionais qualificados. Com isso, os pais se sentem mais seguros, acolhidos e faz com que transmitam confiança ao seu filho, assim ajudando a criança a confiar no profissional e até mesmo criar um vínculo, facilitando o cuidado.

Como percebido por Neves et. al. (2016) a questão de a humanização tornar-se visível através de uma comunicação eficaz, acontecendo de forma individualizada, sendo notado quando os profissionais, em especial o enfermeiro, relacionam-se com os acompanhantes de um modo carinhoso, com respeito e amor, desenvolvendo uma boa escuta. Portanto, visualiza-se o estabelecimento de uma relação de ajuda, confiança e institui-se um vínculo entre os profissionais, crianças e pais, facilitando o processo do cuidado.

A equipe se importa em passar as informações sobre o estado da criança, as medicações que serão administradas e os procedimentos que serão executados, atentam para que estas sejam repassadas e explicadas com clareza, ainda mesmo que os pais não perguntem. Essa é uma estratégia que facilitar a criação de um vínculo de confiança. Quanto a isso, é possível notar nos exemplos dado pelos pais durante a entrevista:

“ […] ai eles vão e falam o remédio que eles vão aplicar na criança, não precisa a gente tá perguntando. ” M8

“[…] Eles conversam e perguntam assim né, toda hora que eu pergunto as coisas, eles vem e me falam: é assim, assim, assim, me explicam, dão atenção pra gente, falam como é as coisas. ” M7

“Gostei muito daqui […] Gostei muito das enfermeira […] eles são muito atenciosos, gostei muito mesmo. Eles falam da minha filha, eles falam o que vão fazer. ” M9

Muitas vezes os pais já se encontram assustados com a notícia de que seu filho precisará internar em uma UTI, já se sentem inseguros e angustiados. O acolhimento, o amparo e a explicação clara faz com que eles criem esperanças quanto ao prognostico de seu filho. A equipe sempre deve ter o cuidado de não assustar a família e ser o mais claro possível em sua abordagem para que não haja espaço para dúvidas, fortalecendo a comunicação efetiva.

Nas falas a seguir veremos a importância de conversar com os pais sobre tudo relacionado a internação da criança:

“[…] falando que tem uns nos outros hospital […] vão falar as coisas que não deve, assustar a pessoa e ai não, eles vão com todo carinho com a gente, falam as coisas, que não é pra gente se preocupar que a criança tá bem. ” M8

“Ele chega a explicar pra gente o porquê tá acontecendo e como foi que aconteceu, ai quer dizer que se a esperança é pequena demais ela começa apegar um tipo de caminho espaçoso pra poder alguém viver” P1

Segundo Oliveira, Orlandi e Marcon (2011) é visto que as orientações aos pais é um elemento fundamental, pois os mesmos devem estar envolvidos esclarecidos sobre os tratamentos médicos, medicações, prognostico, entre outros, sendo informados adequadamente sobre o estado de saúde de seus filhos. Portanto, é necessário prestar assistência a esses pais para que não se sintam preocupados e sozinhos durante a vivencia da internação.

Cada indivíduo deve ser considerado único, pois cada ser tem sua forma de externalizar as emoções, cada um tem suas cresças e valores diferentes, isso torna cada conversa com os pais diferente. Percebemos que a equipe é sensível em notar quando há necessidade de prover apoio aos pais. Isso é notório na percepção dos pais quanto ao apoio dispensado a eles. Como fica explicito na fala abaixo:

“Todos nós sabemos só pelo olhar identificar se uma pessoa ta triste e ta abatido porque as esperanças são poucas e alguém chegar ainda dá um apoio, conversando com você, […] quer dizer, que isso dá um animo pra essa pessoa. ” P1

Ficamos extremamente felizes por notar o quanto o acolhimento que a equipe dispensa aos familiares é humanizado. Podemos ver o resultado deste acolhimento em todas as falas e até no tom da voz com que os pais se referiam aos profissionais. A gratidão com qual eles relatavam a vivencia com a equipe. Isso é prazeroso, sentir o quanto a enfermagem presta uma assistência de qualidade e integral, sempre em busca do bem-estar do paciente e dos seus pais, levando em consideração a essência da profissão.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O principal foco neste estudo foi conhecer quais foram as expectativas dos pais que vivem a realidade de ter seu filho internado em uma UTI Pediátrica, a fim de analisar o conhecimento dos pais sobre a UTI, descobrir o impacto nos pais frente à notícia da internação da criança na UTI, identificar como os pais contribuem para o cuidado da criança na UTI e conhecer quais contribuições da equipe frente ao sofrimento dos pais com filhos internados em UTI. A partir dos dados surgiram as categorias: Entendimento da UTI, Sentimentos Experimentados, Contribuição dos pais nos cuidados com seu filho e Humanização.

A partir das expectativas dos participantes quanto aos seus conhecimentos em relação a UTI, conclui-se que esses conhecimentos tem origem de diversos aspectos, diante disso, podemos destacar os participantes que já haviam tido uma experiência anterior e por isso uma percepção mais apurada e menos mistificada do local; porém em contrapartida, tivemos os participantes que estavam vivendo aquela experiência pela primeira vez, sendo observado que os mesmos traziam consigo estigmas, estes obtidos no seu convívio social, acarretando enormes preocupações, pois os mesmos visualizavam o ambiente como uma ameaça aos seus desejos e perspectivas para os filhos.

Um fator de interferência na percepção e na visão que os pais tinham sobre a UTI, percebido através da organização dos dados sociodemográficos, foi o nível de escolaridades reduzidos desses participantes. Mostrando, dessa forma, que os pais ao vivenciarem esse momento de hospitalização do filho, passam por diversas experiências, sendo essas bastante conturbadoras e que desvelam neles experiências marcantes, as quais nem sempre são esperadas, porém vividas de forma intensa.

Quanto ao conhecimento das rotinas da UTI, percebemos que a maioria dos participantes estavam vivendo pela primeira vez uma internação em UTIP e por isso desconheciam sobre essa informação e consequentemente visualizavam o ambiente como desconhecido. Entretanto, haviam, ainda alguns pais (uma minoria) que já estavam experimentando esse momento por algum tempo, o que os levava a relatar com mais propriedade e segurança sobre as rotinas desse setor.

Assim, podemos concluir que os participantes entendiam a UTI como um ambiente ameaçador, o qual se reportava ao medo da perda, pois em suas percepções para aquele local, eram levados apenas pacientes em estado grave de saúde e com risco de morte. Sendo o temor maior daquelas pessoas que nunca tinham vivido essa experiência.

Quanto ao impacto da notícia de internação do filho em UTIP, foram expressos sentimentos e reações, sendo estes os mais variados durante os relatos, ficando explicito que essas emoções se relacionam, ao estado de saúde da criança, da evolução clínica e da percepção da melhora do filho pelos pais. Dessa forma, compreendemos que os sentimentos encontrados durante esse estudo causam abalos enormes prejudicando a saúde mental do cuidador, devido as questões como, o desespero, a angustia, a ansiedade, tristeza, entre outros, que levam ao sofrimento emocional dos mesmos.

Observamos que é importante a presença dos pais na UTIP, devido a aproximação deles com seus filhos neste período conturbado, que é a internação em UTI, causando uma satisfação dos mesmos quando contribuem nos cuidados que são dispensados aos seus filhos. Ficou perceptível então, que essa forma de contribuição não gera benefícios apenas aos pais, mas traz benefícios também as crianças, uma vez que elas se sentem mais próximas de seu ambiente familiar, amenizando, nem que seja por um momento, aquela sensação de temor e ameaça que o setor da UTI carrega consigo. Além disso, os benefícios no cuidar são enormes para a equipe de saúde a qual acaba favorecendo o vínculo equipe e pais, facilitando, dessa forma, a avaliação e conhecimento das necessidades das crianças.

No que diz respeito as contribuições da equipe frente as necessidades dos pais com filhos internados em UTI, obtivemos como resultados, um apoio emocional com comunicação efetiva dentro do serviço, repassando segurança e conforto aos pais. Frente a isso, existiu a comparação de serviços, uma vez que alguns pacientes já haviam experimentado a internação do filho em um setor onde a política de humanização não se faz presente, e obtivemos com reposta e podemos afirmar, que a presença dos pais dentro de uma UTIP, não apenas é de suma importância, como valiosa. Visto que através dos relatos, os pais afirmam que a presença deles deixa a criança mais confortável e sua evolução clínica se torna melhor.

Logo, é gratificante visualizar o quanto a enfermagem presta uma assistência de qualidade e integral dentro de uma equipe multiprofissional na UTIP, visto que o profissional enfermeiro foi um dos profissionais mais citados nos relatos dos pais, quanto ao suporte emocional e nas orientações dos cuidados no tratamento do paciente. Dessa forma, o enfermeiro oferta, não só o cuidado técnico, mas o cuidado assistencial integral, envolvendo o apoio emocional e uma comunicação efetiva, tendo como resultado o bem-estar do paciente e dos seus pais, levando em consideração a essência da profissão.

É importante ressaltar a dificuldade que encontramos para obter respaldo científico durante nossas pesquisas, uma vez que os encontrados são antigos, porém necessários para embasar nossa pesquisa. Dessa maneira, fica notável a relevância de nossa pesquisa, uma vez que atualizará as questões sobre essa temática e possibilitará mudanças estruturais dentro das UTIP que não possuem serviço humanizado.

Apesar das dificuldades enfrentadas, a pesquisa nos proporcionou compreender e conhecer os enfrentamentos que os pais passam no período de internação de seus filhos em UTIP. Obtivemos a visão da importância que tem a permanência de um acompanhante dentro deste setor, sendo a humanização de grande relevância, por trazer assistência adequada frente a uma situação tão complicada. Que esses resultados possam motivar outros locais a se adequarem à realidade encontrada, aderindo à assistência humanizada em UTIP, ao qual traz benefícios para o paciente, família e profissionais.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALIEVI, P. T. Estudo sobre o impacto da internação em crianças admitidas em unidade de terapia intensiva pediátrica. 2007. 130 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas: Pediatria) – Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2007. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/10074/000594497.pdf?sequence=1>. Acesso em 12 maio 2016.

ALMEIDA, A. S.; ARAGÃO, N. R. O.; MOURA, E.; LIMA, G. C.; HORA, E. C.; SILVA, L. A. S. M. Sentimentos dos familiares em relação ao paciente internado na unidade de terapia intensiva. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 62, n. 6, p. 844-849, nov./dez. 2009. Disponível em: < http://oaji.net/articles/2015/672-1440102736.pdf>. Acesso em: 30 maio 2016.

ANDRADE, M. S. de. Compreendendo a aprendizagem da mãe na lida com seu filho num centro de terapia intensiva pediátrico. Revista Interação em Psicologia, v. 15, n. 1, 2011. Disponível em: <http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs/index.php/psicologia/article/view/12640/16420>. Acesso em 21 nov. 2015.

ANDRADE, R. C.; MARQUES, A. R.; LEITE, A.C. A. B.; MARTIMIAN, R. R.; SANTOS, B. D. dos; PAN, R.; FERNANDES, A. M.; MELO, E. M. O. P. de; NASCIMENTO, L. C. Necessidades dos pais de crianças hospitalizadas: evidências para o cuidado. Revista Eletrônica de Enfermagem, Goiânia, v. 17, n. 2, p. 379-394, abr./jun. 2015. Disponível em: < https://www.fen.ufg.br/revista/v17/n2/pdf/v17n2a22.pdf>. Acesso em: 16 maio 2016.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011, 229p.

BECCARIA, L. M.; RIBEIRO, R.; SOUZA, G. L.; SCARPETTI, N; CONTRIN, L. M; PEREIRA, R. A. M.; RODRIGUES, A. M. S. Visita em Unidades de Terapia Intensiva: concepção dos familiares quanto à humanização do atendimento. Revista Arquivos de Ciências da Saúde, v. 15, n. 2, p. 65-69, abr./jun. 2008. Disponível em: <http://repositorio-racs.famerp.br/racs_ol/vol-15-2/id%20263.pdf>. Acesso em: 1 jun. 2016.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n. 3.432, de 12 de agosto de 1998. Estabelece critérios de classificação para as Unidades de Tratamento Intensivo – UTI. Diário Oficial da União, Brasília, 13 ago. 1998, p. 10, Seção 1.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Humanização. 1. ed. Brasília, DF, 2013, 16p.

BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente. 13. ed. Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara. 2015. 117 p.

BRASSOLATTI, M. M.; VERÍSSIMO, M. L. Ó. R. A presença dos pais e a promoção do desenvolvimento da criança hospitalizada: análise da literatura. Revista da Sociedade Brasileira de Enfermeiros Pediatras, São Paulo, v. 13, n. 1, p. 37-45, jul. 2013. Disponível em: < http://www.sobep.org.br/revista/component/zine/article/167.html>. Acesso em: 1 jun. 2016.

BOUSSO, R. S.; ANGELO, M. Buscando preservar a integridade da unidade familiar: a família vivendo a experiência de ter um filho na UTI. Revista da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, São Paulo, v. 35, n. 2, p. 172-179, jun. 2001. Disponível em: <http://www.revistas.usp.br/reeusp/article/view/41228/44780>. Acesso em: 12 abr. 2016.

CASTILHO, A. P. (Org.); BORGES, N. R. M. (Org.); PEREIRA, V.T. (Org.). Manual de metodologia científica. Itumbiara: ILES/ULBRA, 2011, 81 p. Disponível em:<http://www.ulbraitumbiara.com.br/OLD/manumeto.pdf>. Acesso em: 3 nov. de 2015.

CERVANTES, L. F. L. Comunicação da morte em uma unidade de terapia intensiva pediátrica: entendimento e realidade. 2014. 98 f. Dissertação (Mestrado em Saúde da criança e do adolescente) – Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2014. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/97257/000920183.pdf?sequence=1>. Acesso em: 24 maio 2016.

CHEREGATTI, A. L. (Org.); AMORIM, C. P. (Org.). Enfermagem em unidade de terapia intensiva. 2. ed. São Paulo: Martinari, 2014.

CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE. Diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012. Disponível em: <http://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2012/Reso466.pdf>. Acesso em: 07 nov. de 2015.

COSTA, J. B.; MOMBELLI, M. A.; MARCON, S. S. Avaliação do sofrimento psíquico da mãe acompanhante em alojamento conjunto pediátrico. Estudos de Psicologia, Campinas, v. 26, n. 3, 2009. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-21052014-160313/publico/BeatrizDutraBrazao.pdf>. Acesso em: 11 nov. 2015.

COSTA, M. C. G. da; ARANTES, M. Q.; BRITO, M. D. C. A UTI Neonatal sob a ótica das mães. Revista Eletrônica de Enfermagem, Goiânia, v.12, n. 4, p. 698-704, out./dez. 2010. Disponível em: <https://www.fen.ufg.br/fen_revista/v12/n4/v12n4a15.htm>. Acesso em: 25 maio 2016.

CONZ, C. A.; MERIGHI, M. A. B.; JESUS, M. C. P. Promoção de vínculo afetivo na unidade de terapia intensiva neonatal: um desafio para as enfermeiras. Revista da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, São Paulo, v. 43, n. 4, 2009. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v43n4/a16v43n4.pdf >. Acesso em: 17 ago. 2015.

DIONÍSIO, R. P. P.; ESCOBAR, E. M. A. Importância da presença e participação dos pais durante a hospitalização da criança. Revista Enfermagem Universidade de Santo Amaro, Santo Amaro, v. 3, n. 1, 2002. Disponível em: <http://www.unisa.br/graduacao/biologicas/enfer/revista/arquivos/2002-05.pdf>. Acesso em: 05 out. de 2015.

FERREIRA, P. C.; MACHADO, R. C.; VITOR, A. F.; LIRA, A. L. B. C.; MATINS, Q. C. S. Dimensionamento de enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva: evidências sobre o NursingActivities Score. Revista da Rede de Enfermagem do Nordeste, Fortaleza, v. 15, n. 5, p. 888-897, set./out. 2014. Disponível em: <http://www.revistarene.ufc.br/revista/index.php/revista/article/view/1685/pdf>. Acesso em: 2 jun. 2016.

FERREIRA, P. D.; MENDES, T. N. Família em UTI: importância do suporte psicológico diante da iminência de morte. Revista da Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar, Rio de Janeiro, v. 16, n. 1, p. 88-112, jan./jun. 2013. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/pdf/rsbph/v16n1/v16n1a06.pdf>. Acesso em: 22 maio 2016.

FONSECA, R. V.; KAWAGUCHI, S. L. D.; SILVA, V. A. da; FREIRE, S. C.; FILÓCOMO, F. R. S. Sentimentos dos pais acompanhantes de crianças internadas em Unidade de terapia intensiva pediátrica. In: Encontro Latino Americano de Iniciação Científica, 12, 2008, São José dos Campos. Anais… São José dos Campos, 2008. Disponível em: <http://www.inicepg.univap.br/cd/INIC_2008/anais/arquivosINIC/INIC0798_01_A.pdf>. Acesso em: 1 jun. 2016.

FREIRE, K. S.; VIANA, L. C. P. Significados e sentimentos do familiar em estar acompanhando a pessoa idosa hospitalizada. 2013. 76 f. Trabalho de Pesquisa (Programa de Bolsa de Iniciação Científica) – Escola de Enfermagem Wenceslau Braz, Itajubá, 2013. Disponível em: <http://www.eewb.br/biblioteca/trabalhos/iniciacao-cientifica-2013/SIGNIFICADOS-E-SENTIMENTOS-DO-FAMILIAR-EM-ESTAR-ACOMPANHANDO-A-PESSOA-IDOSA-HOSPITALIZADA.pdf>. Acesso em: 1 jun. 2016.

FREITAS, H. M. R.; CUNHA JÚNIOR, M. V. M.; MOSCAROLA, J. Aplicação de sistemas de software para auxílio na análise de conteúdo. Revista de Administração da Universidade de São Paulo, v. 32, n. 3, 9, 1997. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/gianti/files/artigos/1997/1997_052_RAUSP_Freitas_Cunha_Moscarola.pdf>. Acesso em: 19 nov. 2015.

FROTA, L. A.; CAMPONOGARA, S.; ARBOIT, E. L.; TOLFO, F.; BECK, C. L. C.; FREITAS, E. O. A visibilidade do enfermeiro em unidades de terapia intensiva: percepções de trabalhadores. Revista Eletrônica de Enfermagem, Goiânia, v. 17, n. 3, p. 1-8, jul./set. 2015. Disponível em: <https://www.fen.ufg.br/revista/v17/n3/pdf/v17n3a11.pdf>. Acesso em: 3 fev. 2016

GOMES, G. U.; ALENCAR, A. M. P. G.; DAMASCENO, M. M. C.; FREITAS, R. W. J. F. de. Percepção do cuidador familiar acerca da unidade de terapia intensiva. Revista Baiana de Enfermagem, Salvador, v.22/23, n. 1/2/3, p. 135-144, jan./dez. 2008, jan./dez. 2009. Disponível em: <http://www.portalseer.ufba.br/index.php/enfermagem/article/view/4993/3626>. Acesso em: 30 maio 2016.

GONÇALVES, J. P. R. A morte na unidade de terapia intensiva: um estudo de caso. 2007. 108 f. Dissertação (Mestrado em Sociologia Política) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2007.

HAYAKAWA, L. Y.; MARCON, S. S.; HIGARASHI, I. H. Alterações familiares decorrentes da internação de um filho em uma unidade de terapia intensiva pediátrica. Revista Gaúcha de Enfermagem, Porto Alegre, v 30, n. 2, 2009. Disponível em: <http://www.seer.ufrgs.br/RevistaGauchadeEnfermagem/article/download/7215/6673>. Acesso em: 17 ago. 2015.

HENRIQUES, C. D.; CAÍRES, M. F. Criança hospitalizada: manual de orientação aos pais. Sociedade Brasileira de Pediatria. 2014. Disponível em: <http://www.sbp.com.br/arquivo/a-crianca-hospitalizada-manual-de-orientacao-aos-pais/>. Acesso em: 12 out. de 2015.

HILLIG; M. G.; RIBEIRO, N. R. R. Grupo de pais da unidade de terapia intensiva pediátrica: percepção dos familiares. Revista Ciência, Cuidado e Saúde, Maringá, v. 11, n. 1, p. 58-65, jan./mar. 2012. Disponível em: <http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/CiencCuidSaude/article/view/18859/pdf>. Acesso em: 30 maio 2016.

INABA, L. C.; SILVA, M. J. P. da; TELLES, S. C. R. Paciente crítico e comunicação: visão de familiares sobre sua adequação pela equipe de enfermagem. Revista da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, São Paulo, v. 39, n. 4, p. 423-429, 2005. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v39n4/07>. Acesso em 23 maio 2016.

LAMY, Z. C.; GOMES, R.; CARVALHO, M. de. A percepção dos pais sobre a internação de seus filhos em unidade de terapia intensiva neonatal. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, v. 73, n. 5, p. 293-298, set./out. 1997. Disponível em: <http://jped.com.br/conteudo/97-73-05-293/port.pdf>. Acesso em: 21 mar. 2016.

LANETZIK, C. S.; OLIVEIRA, C. A. C. de; BASS, L. M.; ABRAMOVICI, S.; TROSTER, E. J. O perfil epidemiológico do centro de terapia intensiva pediátrico do hospital israelita Albert Einstein. Einstein, São Paulo, v. 10, n. 1, 2012. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-45082012000100005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt>. Acesso em: 10 jan. 2016.

LEMOS, R. C. A.; ROSSI, L. A. O significado cultural atribuído ao centro de terapia intensiva por clientes e seus familiares: um elo entre a beira do abismo e a liberdade. Revista Latino-americana de Enfermagem, São Paulo, v. 10, n. 3, p. 345-357, maio./jun. 2002. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/rlae/v10n3/13344>. Acesso em: 23 maio 2016.

LIMA, H. F.; ROCHA, L. S.; LIMA, M. I. Experiência de pais no cuidar de RN na uti-neonatal: passando o meu amor, a minha força e minha energia, ele se recupera mais rápido. 2004. 42 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação de Bacharel em Enfermagem) – Universidade Católica de Goiás, Goiânia, 2004. Disponível em: <http://www.pucgoias.edu.br/ucg/institutos/nepss/monografia/monografia_10.pdf>. Acesso em: 22 maio 2016.

LOHMANN, P. M. O ambiente de cuidado em UTI neonatal: percepção dos pais e da equipe de saúde. 2011. 84 f. Dissertação (Mestrado em Ambiente e Desenvolvimento) – Centro Universitário UNIVATES, Lejeado, 2011. Disponível em: <https://www.univates.br/bdu/bitstream/10737/213/1/PaulaLohmann.pdf>. Acesso em 25 maio 2016.

MARQUES, C. D. C.; VERONEZ, M.; SANCHES, M. R.; HIGARASHI, I. H. Significados atribuídos pela equipe de enfermagem em unidade de terapia intensiva pediátrica ao processo de morte e morrer. Revista Mineira de Enfermagem, Minas Gerais, v. 17, n. 4, p. 823-830, out./dez. 2013. Disponível em: <http://www.reme.org.br/artigo/detalhes/889>. Acesso em: 13 abr. 2016.

MARTINS, J. J.; NASCIMENTO, E. R. P. do; GEREMIAS, C. K.; SCHNEIDER, D. G.; SCHWEITZER, G.; NETO, H. M. O acolhimento à família na Unidade de Terapia Intensiva: conhecimento de uma equipe multiprofissional. Revista Eletrônica de Enfermagem, Goiânia, v. 10, n. 4, p. 1091-1101, 2008. Disponível em: <https://www.fen.ufg.br/fen_revista/v10/n4/pdf/v10n4a22.pdf>. Acesso em: 27 maio 2016.

MOLINA, R. C. M.; FONSECA, E. L.; WAIDMAN, M. A. P; MARCON, S. S. A percepção da família sobre sua presença em uma Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica e Neonatal. Revista da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, São Paulo, v. 43, n. 3, p. 630-638, set. 2009. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v43n3/a19v43n3.pdf>. Acesso em: 22 maio 2016.

MOLINA, R. C. M.; MARCON, S. S.; UCHIMURA, T. T.; LOPES, E. P. Caracterização das internações em uma unidade de terapia intensiva pediátrica, de um hospital-escola da região sul do Brasil. Revista Ciência, Cuidado e Saúde, Maringá, v. 8, n. 4, 2008. Suplemento. Acesso em: <http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/CiencCuidSaude/article/view/6581/3894>. Acesso em: 10 jan. 2016.

MOLINA, R. C. M.; VARELA, P. L. R.; CASTILHO, S. A; BERCINI, L. O.; MARCON, S. S. Presença da família nas unidades de terapia intensiva pediátrica e neonatal: visão da equipe multidisciplinar. Revista da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, São Paulo, v. 11, n.3, 2007. Disponível em:<http://www.scielo.br/pdf/ean/v11n3/v11n3a07>. Acesso em: 05 out. 2015.

MORAES, M. Z.; KRIEGER, D. Equipe de saúde e integração dos pais dos recém-nascidos na unidade de terapia intensiva neonatal. UNIEDU. 2013. Disponível em: <http://www.uniedu.sed.sc.gov.br/wp-content/uploads/2013/10/Maria-Zenilda-Moraes.pdf>. Acesso em: 20 out. de 2015.

MORAIS, G. S. N.; COSTA, S. F. G. Experiência existencial de mães de crianças hospitalizadas em unidade de terapia intensiva pediátrica. Revista da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, São Paulo, v.43 n. 3, 2009. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342009000300020>. Acesso em: 17 ago. 2015.

MOREIRA, M. L.; CASTRO, M. E. de. Percepção dos pacientes em UTI frente a internação. Revista da Rede de Enfermagem do Nordeste, Fortaleza, v. 7, n. 1, p. 75-83, jan./abr. 2006. Disponível em: <http://www.revistarene.ufc.br/revista/index.php/revista/article/view/771/pdf>. Acesso em: 23 maio 2016.

MOURA, K. S. de; ARAÚJO, Loraine M. de; ARAÚJO, Lorena M. de; VALENÇA, C. N.; GERMANO, R. M. A vivência do enfermeiro em terapia intensiva: estudo fenomenológico. Revista da Rede de Enfermagem do Nordeste, Fortaleza, v. 12, n. 2, 2011. Disponível em: <http://www.revistarene.ufc.br/vol12n2_pdf/a13v12n2.pdf>. Acesso em: 21 nov. 2015.

NASCIMENTO, E. R. P. do; TRENTINI, M. O cuidado de enfermagem na unidade de terapia intensiva (UTI): teoria humanística de Paterson e Zderad. Revista Latino-americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v.12, n. 2, 2004. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rlae/v12n2/v12n2a15.pdf>. Acesso em: 21 nov. 2015.

NASCIMENTO, H. M. do; ALVES, J. S.; MATTOS, L. A. D. de. Humanização no acolhimento da família dos pacientes internados em unidade de terapia intensiva. 2014. 73 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Enfermagem) – Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium, Linz, 2014. Disponível em: < http://www.unisalesiano.edu.br/biblioteca/monografias/57524.pdf>. Acesso em: 1 jun. 2016.

NEVES, F. G.; MORAES, J. R. M. M. de; MORAIS, R. C. M.; CIUFFO, L. L.; OLIVEIRA, I. C. S. O trabalho da enfermagem em emergência pediátrica na perspectiva dos acompanhantes. Escola Anna Nery Revista de Enfermagem, Rio de Janeiro, v. 20, n. 3, p. 7, set./nov. 2016. Disponível em: < http://revistaenfermagem.eean.edu.br/detalhe_artigo.asp?id=1422>. Acesso em: 8 jun. 2016.

NIEWEGLOWSKI, V. H. Unidade de terapia intensiva pediátrica: vozes e vivências da família. 2004. 119 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2004. Disponível em: < https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/86837/221470.pdf?sequence=1&isAllowed=y>. Acesso em: 8 jun. 2016.

OLIVEIRA, A. F. V. R. Permanência dos pais na unidade de terapia intensiva neonatal: representações sociais de enfermeiras. 2008. 184 f. Dissertação (Pós-Graduação em Enfermagem) – Escola de Enfermagem, Universidade Federal da Baia, Salvador, 2008. Disponível em: <https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/9567/1/Oliveira_dissertacao.pdf>. Acesso em: 2 jun. 2016.

OLIVEIRA, K. de; ORLANDI, M. H. F.; MARCON, S. S. Percepções de enfermeiros sobre orientações realizadas em unidade de terapia intensiva neonatal. Revista da Rede de Enfermagem do Nordeste, Fortaleza, v. 12, n. 4, p. 767-675, out./dez. 2011. Disponível em: < http://www.revistarene.ufc.br/vol12n4_html_site/a14v12n4.html>. Acesso em: 2 jun. 2016.

OLIVEIRA, K. de; VERONEZ, M.; HIGARASHI, I. H.; CORRÊA, D. A. M. Vivências de familiares no processo de nascimento e internação de seus filhos em UTI neonatal. Escola Anna Nery Revista de Enfermagem, Rio de Janeiro, v. 17, n. 1, p. 46-53, jan./mar. 2013. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ean/v17n1/07.pdf>. Acesso em: 1 jun. 2016.

OLIVEIRA, R. B. S. R. Dor da criança em unidade de terapia intensiva pediátrica: percepções da criança e da família. 2011, 104 f. Dissertação (Mestrado em Cuidado de enfermagem na saúde da mulher, criança, adolescente e família) – Escola de Enfermagem, Universidade do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2011. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/31948/000785419.pdf?sequence=1>. Acesso em: 20 maio 2016.

PARO, D.; PARO, J.; FERREIRA, D. L. M. O enfermeiro e o cuidar em oncologia pediátrica. Revista Arquivos de Ciências da Saúde, São José do Rio Preto, v. 12, n. 3, 2005. Disponível em: <http://repositorio-racs.famerp.br/racs_ol/vol-12-3/06%20-%20ID132.pdf>. Acesso em: 26 ago. 2015.

PEDROSA, A. M.; MONTEIRO, H.; LINS, K.; PEDROSA, F.; MELO, C. Diversão em movimento: um projeto lúdico para crianças hospitalizadas no serviço de oncologia pediátrica do Instituto Materno Infantil Professor Fernando Figueira (IMIP). Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, Recife, v. 7, n. 1, 2007.Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbsmi/v7n1/a12v7n1.pdf>. Acesso em: 10 set. 2015.

PREDEBON, G. C.; BEUTER, M.; FLORES, R. G.; GIRARDON-PERLINI, N. M. O; BRONDANI, C. M.; SANTOS, N. O dos. A visita de familiares em unidades intensivas na ótica da equipe de enfermagem. Revista Ciência, Cuidado e Saúde, Maringá, v. 10, n. 4, p. 705-712, 2011. Disponível em: < http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/CiencCuidSaude/article/viewFile/18314/pdf>. Acesso em: 1 jun. 2016.

PUGGINA, A. C. G.; SILVA, M. G. P. da; ARAÚJO, M. M. T. de. Mensagens dos familiares de pacientes em estado de coma: a esperança como elemento comum. Acta Paulista de Enfermagem, São Paulo, v. 21, n. 2, p. 249-255, 2008. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ape/v21n2/pt_a03v21n2.pdf >. Acesso em: 31 mar. 2016.

RAMOS, D. Z.; PRADO, P. F. A participação da família no cuidado às crianças internadas em uma Unidade de Terapia Intensiva. In: Fórum de Ensino Pesquisa Extensão e Gestão, 8, 2013, Minas Gerais. Anais… Minas Gerais, 2013. Disponível em: <http://www.fepeg2014.unimontes.br/sites/default/files/resumos/arquivo_pdf_anais/resumo_expandido_daniele.pdf>. Acesso em: 9 jun. 2016

RODRIGUES, F. E. M.; LIMA, M. M. Enfrentamento da família durante a hospitalização em unidade de terapia intensiva neonatal/pediátrica. UNIEDU. 2013. Disponível em: <http://www.uniedu.sed.sc.gov.br/wp-content/uploads/2013/10/Franciele-Euzebio-Martins-Rodrigues.pdf>. Acesso em: 10 out. 2015.

RODRIGUES, I; SANTOS, T. M.; CAMPONOGARA, S.; FROTA, L.; FAVARIN, S. Percepções e sentimentos de familiares de pacientes de uti frente à hospitalização. In: Simpósio de Ensino, Pesquisa e Extensão, 16, 2012, Santa Maria. Anais… Santa Maria, 2012. Disponível em: <http://www.unifra.br/eventos/sepe2012/Trabalhos/6600.pdf>. Acesso em: 29 maio 2016.

SANTA CASA DO PARÁ ASSISTÊNCIA E ENSINO. A Santa Casa. Apresentação. 2014. Disponível em: <http://www.santacasa.pa.gov.br/sobre/p.php?id=1>. Acesso em 10 jan. 2016.

SANTOS, L.M.; SILVA, S.L.S.; SANTANA, R.C.B. de; SANTOS, V.E.P. Vivências paternas durante a hospitalização do recém-nascido prematuro na Unidade de terapia intensiva neonatal. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 65, n. 5, p. 788-794, set./out. 2012. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/reben/v65n5/11.pdf>. Acesso em: 07 abr. 2016.

SANTOS, S.J. dos; ALMEIDA, S.A. de; ROCHA JÚNIOR, J.R. A atuação do psicólogo em unidade de terapia intensiva (uti). Cadernos de Graduação – Ciências Biológicas e da Saúde Fits, Maceió, v.1, n. 1, p. 11-16, 2012. Disponível em: <https://periodicos.set.edu.br/index.php/fitsbiosaude/article/view/461/195>. Acesso em 19 maio 2016.

SILVA, G. A. P. L. da; SANTOS, J. M. dos; CINTRA, S. M. P. A assistência prestada ao acompanhante de crianças hospitalizadas em uma unidade de internação infantil: a opinião do acompanhante, contribuindo para a assistência de enfermagem. Revista da Sociedade Brasileira de Enfermeiros Pediatras, São Paulo, v. 9, n. 1, p. 13-18, jul. 2009. Disponível em: < http://www.sobep.org.br/revista/images/stories/pdf-revista/vol9-n1/v.9_n.1-art2.pesq-a-assistencia-prestada-ao-aompanhante-de-criancas.pdf>. Acesso em: 1 jun. 2016.

SILVA, R. C. C.; SAMPAIO, J. A.; FERREIRA, A. G. N.; NETO, F. R. G. X.; PINHEIRO, P. N. C. Sentimentos das mães durante hospitalização dos filhos: estudo qualitativo. Revista da Sociedade Brasileira de Enfermeiros Pediatras, São Paulo, v. 10, n. 1, p. 23-30, jul. 2010. Disponível em: <http://www.sobep.org.br/revista/images/stories/pdf-revista/vol10-n1/v.10_n.1-art3.pesq-sentimentos-das-maes-durante-hopitalizacao.pdf>. Acesso em: 1 jun. 2016.

SOUZA, E. M. A percepção dos pacientes acerca da internação na Unidade de terapia intensiva. 2008. 55 f. Trabalho de Pesquisa (Pós-Graduação de Enfermagem em Condutas de Enfermagem ao Paciente Crítico) – Universidade do Extremo Sul Catarinense, Criciúma, 2008. Disponível em: <http://www.bib.unesc.net/biblioteca/sumario/00003C/00003CCF.pdf>. Acesso em 23 maio 2016.

THOMAZINE, A. M.; PASSOS, R. S.; BAY JÚNIOR, O. G.; COLLET, N.; OLIVEIRA, B. R. G. de. Assistência de enfermagem a criança hospitalizada: um resgate histórico. Revista Ciência, Cuidado e Saúde, Maringá, v.7, n. 4, 2008. Suplemento. Disponível em: <http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/CiencCuidSaude/article/view/6587/3899>. Acesso em: 19 de out. 2015.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS. Comitê de Ética em Pesquisa. TCLE. Disponível em: <https://www.ufmg.br/bioetica/coep/index.php?option=com_content&task=view&id=16&Itemid=28 >. Acesso em: 25 out. 2015.

URIZZI, F.; CORRÊA, A. K. Vivências de familiares de pacientes internados em terapia intensiva: o outro lado da internação. Revista Latino-americana de Enfermagem, São Paulo, v. 15, n. 4, 2007. Disponível em: <http://www.revistas.usp.br/rlae/article/view/16131/17728>. Acesso em: 16 maio 2016.

VIANA, R. A. P. P. (Org.); WHITAKER, I. Y. (Org.). Enfermagem em terapia intensiva: práticas e vivências. Porto Alegre: Artmed, 2011.

VIVIAN, A. G.; ROCHA, C. C. da; AGRA, K. P.; KRUMMENAUER, C.; BENVENUTTI, D. K.; TIMM, J. S.; SOUZA, F. P. de. “Conversando com os pais”: relato de experiência de intervenção em grupo em UTI pediátrica. Aletheia, Canoas, n. 40, p. 174-184, jan./abr. 2013. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/pdf/aletheia/n40/n40a15.pdf>. Acesso em: 25 maio 2016.

WYZYKOWSKI, C; SANTOS, R. S. A reação materna diante da internação do filho na UTI pediátrica: contribuições para a prática de enfermagem. Revista da Sociedade Brasileira de Enfermeiros Pediatras, São Paulo, v. 7, n. 2, dez. 2007.Disponível em: <http://www.sobep.org.br/revista/images/stories/pdf-revista/vol7-n2/v.7_n.2-art2.pesq-a-reacao-materna-diante-da-internacao-do-filho.pdf>. Acesso em: 23 maio 2016.

Fonte: autor

[1] Acadêmica do 8º semestre do curso de Enfermagem do Centro Universitário do Estado do Pará.

[2] Acadêmica do 8º semestre do curso de Enfermagem do Centro Universitário do Estado do Pará.

[3] Acadêmica do 8º semestre do curso de Enfermagem do Centro Universitário do Estado do Pará.

[4] Orientadora, Mestre, Enfermeira e Professora do curso de Enfermagem no Centro Universitário do Estado do Pará

Rate this post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

DOWNLOAD PDF
RC: 20126
POXA QUE TRISTE!😥

Este Artigo ainda não possui registro DOI, sem ele não podemos calcular as Citações!

Solicitar Registro DOI
Pesquisar por categoria…
Este anúncio ajuda a manter a Educação gratuita
WeCreativez WhatsApp Support
Temos uma equipe de suporte avançado. Entre em contato conosco!
👋 Olá, Precisa de ajuda para enviar um Artigo Científico?