REVISTACIENTIFICAMULTIDISCIPLINARNUCLEODOCONHECIMENTO
Pesquisar nos:
Filter by Categorias
Pesquisar por:

A Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) como comunicação para pessoas autistas

5/5 - (10 votos)

CONTEÚDO

ARTIGO DE REVISÃO

SOUZA, Janaine Santos de Assis [1]

SOUZA, Janaine Santos de Assis. A Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) como comunicação para pessoas autistas. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 10, Ed. 08, Vol. 02, pp. 32-52. Agosto de 2025. ISSN:2448-0959. Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/pessoas-autistas, DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/saude/pessoas-autistas

RESUMO

A comunicação é chave para o desenvolvimento, mas pode ser difícil para quem tem Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). O TEA dificulta a interação social e a comunicação, além de trazer comportamentos repetitivos e interesses muito específicos, que variam de pessoa para pessoa. Esses desafios aparecem no dia a dia, em situações formais e informais. Por isso, estudar a comunicação é muito importante, principalmente para quem usa a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para se expressar. Esta pesquisa buscou entender como se comunicam as pessoas com TEA que usam Libras, quais os problemas e as possibilidades. Foi feita uma revisão de livros e artigos, usando materiais do Scientific Electronic Library Online (Scielo), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e PubMed, de 2014 a 2024. Os resultados mostram que o maior problema é entender sinais e intenções em diferentes situações. As soluções encontradas incluem usar Libras como primeira língua, o sistema PECS para ajudar na comunicação e materiais visuais adaptados. Reforçar comportamentos positivos e ajudar fisicamente também são formas de ensinar e direcionar. Ensinar a família e usar figuras para se comunicar ajudam a diminuir o excesso de informações sensoriais e melhoram a comunicação.

Palavras-chave: Autismo, Comunicação alternativa, Interação social, Língua de sinais.

1. INTRODUÇÃO

A comunicação é muito importante para o desenvolvimento, pois ajuda a gente a interagir e construir relações (Baia; Machado, 2021). Para quem tem TEA, a comunicação pode ser difícil, com problemas para usar e entender sinais verbais e não verbais (Zanon; Backes; Bosa, 2017). Quando a comunicação acontece em Libras, é preciso pensar nas características do TEA e na forma como essa língua funciona, com gestos e sinais visuais, que ajudam na conversa em diferentes situações (Passos; Santos, 2022).

No Brasil, incluir pessoas com TEA usando Libras é um passo importante para dar mais acesso e igualdade. Mas ainda existem dificuldades para aprender e praticar essa língua. Para Passos e Santos (2022), essas dificuldades acontecem porque nem sempre a Libras é vista como uma língua completa, mas sim como um jeito diferente de se comunicar. Algumas vezes, dão mais valor a sinais simples ou gestos caseiros, o que atrapalha o aprendizado e a prática da língua.

É preciso mudar a forma de ensinar, entendendo a Libras como uma língua completa, principalmente para pessoas autistas. Por isso, é importante entender como as pessoas com TEA se comunicam, quais os problemas e como o ambiente ajuda ou atrapalha (Passos; Santos, 2022). Usar a Libras ajuda as pessoas com TEA a se comunicarem melhor e melhora o desenvolvimento da mente, das emoções e das relações sociais. No Brasil, a forma de incluir as pessoas na escola e na sociedade está sempre mudando, por isso é importante falar mais sobre como incluir de verdade (Pinheiro; Batista; Pereira, 2024).

A questão-problema do presente estudo foi: Como ocorre a interação comunicativa de indivíduos com TEA que utilizam a Libras como principal meio de expressão? Essa indagação surge da necessidade de compreender as estratégias utilizadas, os desafios enfrentados e o papel dos familiares, professores e interlocutores no processo comunicativo desses indivíduos.

A relevância desta pesquisa está ancorada na urgência de promover práticas inclusivas fundamentadas na interação comunicativa de pessoas com TEA. Ao abordar o uso da Libras nesse contexto, contribui-se para a construção de estratégias que favoreçam o desenvolvimento humano e a efetiva inclusão social em múltiplos espaços.

O objetivo geral deste estudo foi compreender as dinâmicas, desafios e potencialidades envolvidos na comunicação de indivíduos com TEA que utilizam a Língua Brasileira de Sinais como principal meio de expressão. Os objetivos específicos foram: a) descrever as principais características e fundamentos da Língua Brasileira de Sinais; b) apresentar a concepção teórica e as particularidades associadas ao Transtorno do Espectro do Autismo (TEA); c) analisar os desafios enfrentados por indivíduos com TEA no uso da Língua de Sinais como meio de comunicação; d) identificar estratégias e práticas que promovam e facilitem a interação comunicativa por meio da Libras.

O artigo foi dividido em seções: a primeira seção descreveu-se, brevemente sobre o tema aqui abordado, seguido da questão problema e objetivos traçados que direcionaram a escrita do mesmo, ou seja, um breve resumo de toda a pesquisa; a segunda seção aborda a revisão teórica, com exposição dos conceitos e informações da temática pesquisada; a terceira descreve a metodologia adotada e os procedimentos realizados para a busca e construção textual; a quarta traz a exposição dos resultados e discussão sustentada pela revisão bibliográfica realizada, abordando os principais achados seguido, ao final, da conclusão da pesquisa.

2. A LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS E O TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO

Este capítulo fala sobre a relação entre a Libras e o TEA, quais os problemas e as possibilidades de comunicação para pessoas autistas que usam a língua de sinais. A Libras é a língua da comunidade surda e será explicada melhor a seguir. O foco é mostrar como a Libras pode ajudar as pessoas com TEA a se comunicarem e participarem da sociedade, promovendo a inclusão na escola e em outros lugares.

Foram discutidas as principais ideias sobre o transtorno, com atenção para as dificuldades de comunicação. Também foram exploradas formas de ajudar na comunicação por meio da Libras, mostrando como é importante ensinar e tratar de um jeito que respeite as características das pessoas autistas e ajude na participação na escola e na sociedade.

2.1 FUNDAMENTOS E ESTRUTURA DA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS

A Libras é a principal forma de comunicação utilizada pela comunidade surda[2] no Brasil, sendo reconhecida oficialmente pela Lei nº 10.436/2002 como meio de expressão e comunicação: “É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais – Libras e outros recursos de expressão a ela associados” (Brasil, 2002, art.1º).

Parágrafo único. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais – Libras a forma de comunicação e expressão, em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constitui um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil (Brasil, 2002, art. 1º).

Diferente da língua portuguesa, modalidade oral-auditiva, a Libras possui uma característica distinta conhecida como modalidade visual-espacial, baseada na utilização de sinais gestuais, expressões faciais e movimentos corporais. Essa característica confere à Libras ter uma gramática própria, com regras específicas de formação de palavras, sintaxe e semântica, torna-a uma língua independente, e não representação gestual do português (Maia, 2023).

A Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS – é um sistema linguístico legítimo e natural, utilizado pela comunidade surda brasileira, de modalidade gestual-visual e com estrutura gramatical independente da Língua portuguesa falada no Brasil (Vasconcelos; Santos, 2020, p. 5).

A estrutura da Libras envolve componentes que asseguram sua riqueza e eficácia na comunicação. Os sinais são criados a partir de parâmetros fundamentais, incluindo a configuração das mãos, o ponto de articulação, o movimento, a direção da palma e as expressões não manuais. A diversidade desses parâmetros é crucial para diferenciar entre sinais que representam termos e conceitos, assim como acontece na fonologia das línguas faladas, onde as palavras que formam o léxico são igualmente distintas. As expressões faciais e corporais desempenham um papel vital na sintaxe e semântica, ajudando a diferenciar significados e na formulação de frases interrogativas, exclamativas ou afirmativas.

A sintaxe da Libras apresenta uma organização e combinação de elementos frasais que se diferem da estrutura gramatical do português. Ou seja, a Libras possui uma ordem própria para a formação de enunciados. Enquanto o português segue a estrutura Sujeito-Verbo-Objeto (SVO), a Libras oferece mais flexibilidade e pode usar uma estrutura tópico-comentário, onde a informação principal é apresentada primeiro, seguida pelos detalhes, dependendo do contexto e da intenção do falante. Essa adaptabilidade na estrutura ajuda na compreensão das informações expressas em Libras e está relacionada a uma comunicação visual (Royer; Quadros, 2020).

Segundo Royer e Quadros (2020), a morfologia da Libras tem características próprias na formação de palavras e nas flexões verbais. Os verbos, por exemplo, podem indicar direção e concordância com o sujeito e o objeto através do movimento das mãos no espaço. Além disso, existem mecanismos específicos para criar novos sinais, como a combinação de elementos gestuais e o uso de classificadores, que representam objetos ou conceitos de forma visualmente clara e simbólica.

A Libras também apresenta variações regionais e dialetais que refletem a diversidade cultural e social do Brasil. Assim como acontece com qualquer língua natural, diferentes comunidades surdas podem usar sinais diferentes para representar os mesmos conceitos. Essa diversidade não prejudica a compreensão da língua, pelo contrário, mostra sua riqueza linguística e a capacidade de se adaptar ao contexto sociocultural de cada grupo (Miranda, 2014).

A aquisição da Libras como primeira língua (L1) é essencial para o desenvolvimento linguístico e cognitivo de pessoas surdas, permitindo-lhes acesso à informação, à educação e à participação social. As crianças surdas expostas, precocemente, à Libras apresentam desenvolvimento cognitivo e comunicativo avançado, em comparação àquelas privadas desse contato. Dessa forma, garantir a acessibilidade linguística desde a infância é medida fundamental para a inclusão e o pleno desenvolvimento da pessoa surda (Cortes, 2024).

Cortes (2024) pontua que, no aspecto educacional, a Libras auxilia na promoção da inclusão escolar, sendo usada como meio de instrução e aprendizado para alunos surdos. A presença de intérpretes e o uso de metodologias bilíngues – que viabilizam aquisição e uso da Libras e português por escrito – são estratégias fundamentais para garantir a equidade educacional. A formação de professores capacitados para atuar no ensino da Libras e a oferta de recursos visuais e materiais adaptados acessíveis, são medidas essenciais para fortalecer e difusão da educação bilíngue no Brasil.

Diante da importância da Libras, como ferramenta de comunicação e inclusão, é necessário ampliar as políticas públicas voltadas à sua valorização e difusão. A formação de profissionais fluentes em Libras, o incentivo à pesquisa linguística e a implementação de medidas de acessibilidade em espaços públicos são ações fundamentais para garantir os direitos linguísticos da comunidade surda. Assim, a Libras se consolida como meio de comunicação, pilar fundamental para a cidadania, ações e habilidades compensatórias de oportunidades que desencadeiam uma equidade social e no âmbito educacional.

2.2 TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO: CONCEPÇÕES E PARTICULARIDADES

O TEA é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por dificuldades na comunicação social e interação, além da presença de padrões de comportamento restritos e repetitivos (Viana et al, 2020). Trata-se de um espectro, o que significa que há diversidade na manifestação dos sintomas, varia em intensidade e impacto na vida do indivíduo (Zanon; Backes; Bosa, 2017).

O diagnóstico do TEA é clínico e baseado em critérios estabelecidos pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) e pela Classificação Internacional de Doenças (CID-11), que classificam a condição de acordo com os níveis de suporte necessário para a pessoa autista em seu cotidiano (Associação Americana de Psicologia – APA, 2014, Organização Mundial de Saúde – OMS, 2011).

Viana et al. (2020) menciona que a etiologia do autismo ainda não é totalmente compreendida, mas fatores genéticos e ambientais exercem ação fundamental no seu desenvolvimento. Conde (2024) afirma que há uma predisposição genética expressiva, sendo que diversas mutações e variações genéticas podem contribuir para o surgimento da condição. Fatores ambientais, como complicações na gestação e na exposição a agentes externos durante o desenvolvimento fetal, também são considerados possíveis influenciadores do risco de desenvolvimento do TEA.

As dificuldades na comunicação social são um dos principais aspectos do autismo, pode se manifestar de diferentes formas (Canut et al., 2014). Andrade (2022) menciona que, algumas pessoas autistas apresentam dificuldades no desenvolvimento da linguagem verbal, outras tem padrões atípicos de comunicação, como ecolalia (repetição de palavras ou frases), dificuldade em compreender linguagem figurada e déficits no uso da comunicação não verbal, como gestos e contato visual. Muitas pessoas no espectro apresentam dificuldades na reciprocidade social, o que impacta as interações e relações interpessoais.

Os comportamentos restritos e repetitivos incluem movimentos estereotipados, interesses intensos e hiperfoco em determinados temas ou atividades (Canut et al., 2014). Muitas pessoas autistas também apresentam hipersensibilidade ou hipossensibilidade a estímulos sensoriais, como sons, luzes, texturas e odores. Essa característica gera desconforto e influencia o comportamento e a rotina diária, exige adaptações no ambiente para reduzir impactos negativos e promover o bem-estar da pessoa autista (Zanon; Backes; Bosa, 2017).

O diagnóstico precoce do TEA é essencial para garantir qualidade de vida e possibilitar o desenvolvimento de intervenções adequadas (Conde, 2024). Quanto mais cedo a criança recebe suporte especializado, maiores são as chances de desenvolver habilidades comunicativas, sociais e adaptativas. Estratégias como terapia ocupacional, fonoaudiologia e análise do comportamento aplicada (ABA – Applied Behavior Analysis) têm se mostrado apropriada para auxiliar no desenvolvimento da pessoa autista, respeita suas particularidades e promove independência (Brasil, 2015).

No processo educacional, a inclusão de crianças autistas requer adaptações pedagógicas que considerem suas necessidades individuais. O ensino estruturado, o uso de recursos visuais, a implementação de rotinas previsíveis e a presença de profissionais capacitados são elementos fundamentais para garantir o aprendizado. A conscientização da comunidade escolar sobre o TEA contribui para a redução de barreiras e preconceitos, favorece o ambiente acolhedor e inclusivo.

É importante ressaltar que o autismo não deve ser visto apenas como um conjunto de limitações, mas uma forma de perceber e interagir com o mundo. Há pessoas autistas que possuem habilidades excepcionais em áreas como memória, lógica, pensamento analítico e criatividade. Dessa forma, a sociedade deve promover visão inclusiva do TEA, valorizar a neurodiversidade e possibilitar que as pessoas autistas tenham acesso aos mesmos direitos e oportunidades.

Diante da complexidade do TEA e da diversidade de suas manifestações, torna-se essencial o investimento em políticas públicas voltadas para o diagnóstico, intervenção precoce e inclusão social. A ampliação do acesso a serviços especializados, a capacitação de profissionais da saúde e da educação e o fortalecimento de redes de apoio são medidas fundamentais para garantir a qualidade de vida e a autonomia das pessoas autistas.

2.3 DESAFIOS E ESTRATÉGIAS PARA A INTERAÇÃO COMUNICATIVA DE INDIVÍDUOS COM TEA POR MEIO DA LIBRAS

A comunicação é um dos principais desafios enfrentados por indivíduos com TEA, visto que muitos apresentam dificuldades na linguagem verbal por meio da fala oral e na interação social. Para aqueles que possuem limitações na oralidade, a adoção de sistemas alternativos e aumentativos de comunicação pode ser uma solução (Pereira, 2020). A Libras é uma ferramenta fundamental para favorecer a comunicação, promove autonomia e inclusão social para pessoas autistas, principalmente para aquelas que demonstram afinidade com a comunicação visual e gestual (Rocha, 2018).

Um dos principais desafios na interação comunicativa de indivíduos com TEA por meio da Libras está relacionado à heterogeneidade do espectro. Pessoas autistas podem apresentar facilidade na aquisição e uso da língua de sinais, outras enfrentam barreiras decorrentes de dificuldades motoras, cognitivas ou sensoriais (Rocha, 2018). A hipersensibilidade ou hipossensibilidade a estímulos visuais e táteis influenciam a forma como o indivíduo compreende e utiliza os sinais, sendo necessário acompanhamento personalizado para adaptar o ensino da Libras às suas necessidades específicas (Mattos, 2019).

Em relação a necessidade de estratégias para o ensino da Libras a indivíduos autistas. O ensino estruturado, baseado na repetição, na previsibilidade e no reforço positivo, tem demonstrado bons resultados na aprendizagem de novas habilidades, inclui a aquisição da língua de sinais. Métodos visuais, como o uso de imagens, vídeos e modelagem dos sinais, podem ser apropriados, pois favorecem a assimilação dos significados e a internalização dos gestos (Mattos, 2019).

Brito (2014) menciona a estratégia Picture Exchange Communication System (PECS), que é um sistema de comunicação alternativo e aumentativo utilizado para apoiar a comunicação de indivíduos com dificuldades na fala, como alunos autistas. Consiste no uso de cartões com imagens ou figuras que representam objetos, ações ou conceitos, permitindo que os usuários se comuniquem de forma visual. Através do PECS, os indivíduos aprendem a trocar essas imagens com outros para expressar suas necessidades, desejos ou ideias. Esse sistema é apropriado para alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), pois oferece maneira estruturada de facilitar a comunicação e promover a interação social.

A interação comunicativa também é fortalecida por meio da adaptação dos sinais à realidade do indivíduo autista. Algumas pessoas no espectro apresentam dificuldades em realizar movimentos complexos, exige simplificações ou variações nos sinais para facilitar sua execução. A introdução gradual da Libras, respeita o tempo e a capacidade de processamento do aprendiz, é essencial para evitar sobrecarga cognitiva e garantir aprendizado (Brasil, 2015).

Gomes, Silva e Moura (2019) afirmam que o envolvimento da família e dos profissionais da educação no processo de ensino da Libras a indivíduos com TEA é fator determinante para o sucesso da comunicação. Quando familiares, professores e terapeutas dominam a língua de sinais e a usam de forma consistente no dia a dia, cria-se um ambiente favorável para a interação, reduz frustrações e incentiva o uso espontâneo da Libras pelo indivíduo autista. A promoção do ambiente comunicativo contribui para o desenvolvimento da autonomia e da confiança na interação social.

A inclusão de crianças autistas usuárias de Libras no ambiente escolar também requer adaptações pedagógicas e metodológicas para garantir a plena participação no processo de aprendizagem. Estratégias como o uso de intérpretes de Libras, materiais didáticos visuais e atividades interativas facilitam o acesso ao conhecimento e promove experiência educacional inclusiva. A capacitação dos professores para o uso da Libras e para o atendimento às especificidades do TEA é um aspecto essencial para a implementação de práticas pedagógicas (Gomes; Silva; Moura, 2019).

Apesar dos desafios, a Libras representa uma ferramenta para ampliar as possibilidades de comunicação de indivíduos autistas, favorece a participação na sociedade. Quando utilizada de forma adequada, contribui para a melhoria da qualidade de vida dessas pessoas, permite autonomia na comunicação, a expressão de sentimentos e necessidades e a construção de relações interpessoais.

3. METODOLOGIA

A presente pesquisa foi conduzida por meio de revisão bibliográfica, usando como fontes principais bases de dados, tais como: Scielo, BVS e Pubmed. Os termos utilizados para a busca dos artigos foram selecionados a partir dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), sendo eles: Autismo; Comunicação alternativa; Interação social; Língua de sinais.

Após a identificação dos estudos publicados, foi realizada uma triagem criteriosa para garantir a relevância das informações coletadas. Em seguida, os artigos selecionados foram organizados de forma sistemática em um plano de leitura, facilitando a análise e a extração dos dados essenciais para a pesquisa.

Os critérios de inclusão adotados foram: (i) artigos publicados no período de 2014 a 2024; (ii) estudos que abordassem a temática central da pesquisa, no resumo ou no título; (iii) publicações em língua portuguesa ou inglesa; e (iv) publicações gratuitas e disponibilizada integralmente.

Os critérios de exclusão envolveram: (i) artigos que não apresentassem relação direta com a temática da pesquisa; (ii) publicações que não estivessem disponíveis na íntegra para análise completa do conteúdo; (iii) estudos publicados antes de 2014; e (iv) documentos não acadêmicos, como opiniões, artigos de blogs ou materiais sem revisão especializada.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Após a etapa de seleção inicial, os estudos aprovados foram analisados, totalizando 62 estudos que atendiam aos descritores estabelecidos. Em seguida, foi realizado o processo de refinamento para verificar a adequação aos critérios de inclusão. Durante a análise crítica, identificou-se que 15 artigos estavam duplicados entre as bases de dados consultadas, enquanto 25 estudos foram descartados após a leitura dos títulos e resumos. 17 artigos não atenderam aos critérios de exclusão e foram eliminados. Dessa forma, ao final do processo, restaram 5 estudos que foram incluídos na pesquisa para análise.

Os estudos selecionados para realizar essa pesquisa discorrem a respeito da interação comunicativa de autistas que usam a língua de sinais (Quadro 1):

Quadro 1 – Resumo dos estudos selecionados para a revisão bibliográfica

Autor/ano Título Objetivo Principais resultados
Salvador et al., 2023 Escolarização de estudantes surdos e com autismo: estratégias educacionais mapeadas na literatura. Investigar estudos sobre a escolarização de estudantes surdos e com transtorno do espectro do autismo. Recomenda-se ensinar a Língua Brasileira de Sinais como L1, usar ensino estruturado conforme necessidade e adotar estratégias visuais. Além disso, é preciso incluir a temática nos cursos de formação de professores e profissionais da Educação Especial.
Costa; Lione, 2020 Material estruturado para alfabetização de alunos surdos-autistas a partir de interesses restritos Apresentar material estruturado para alfabetização de alunos surdos-autistas a partir de preferências de interesse do aluno. O estudo utilizou o interesse restrito, característica do TEA, para desenvolver material pedagógico voltado à aprendizagem de surdos-autistas, focando em cores e meios de transporte. O material foi aplicado em clínica psicopedagógica para auxiliar na alfabetização de uma criança ouvinte com TEA.
Carneiro, 2020 Crianças autistas ouvintes e surdas autistas na escola: algumas considerações sobre a aquisição de linguagem e o acolhimento institucional Analisar o processo de aquisição de linguagem em crianças autistas. Os resultados identificaram como práticas de intervenção para alunos autistas o reforço, o uso de vídeos para capacitação dos pais e o sistema de comunicação por troca de figuras. Além disso, o comando físico e o reforço social foram usados para reduzir comportamentos autoestimulatórios e favorecer a inclusão em grupos.
Lima et al., 2019 Estratégias metodológicas para a aprendizagem do aluno surdo autista: uma revisão integrativa Analisar estratégias metodológicas para a aprendizagem de alunos surdos autistas. Os resultados indicam que estratégias para a aprendizagem de alunos surdos autistas incluem o uso de reforço positivo, materiais visuais adaptados, Picture Exchange Communication System (PECS) e vídeos educativos.
Lopes, 2019 Autismo e surdez: uma análise das estratégias de comunicação e autoeficácia docente em escolas bilingues para surdos Verificar a possibilidade do uso da Libras como instrumento de comunicação com TEA surdos. Os resultados indicam a importância de instrumentos e estratégias para o pleno desenvolvimento de alunos com TEA surdos, como uso de materiais adaptados e Picture Exchange Communication System (PECS).

Fonte: Dados da pesquisa, 2025.

A pesquisa apresenta um conjunto de estratégias metodológicas essenciais para otimizar o processo de aprendizagem e inclusão, seja do surdo ou ouvinte com autismo. Salvador et al. (2023) destacam que a Língua Brasileira de Sinais (L1) deve ser ensinada como primeira língua para estudantes surdos, e em pesquisas recentes com indivíduos autistas, sugere o uso de ensino estruturado e estratégias visuais para adaptar o aprendizado às necessidades desses alunos.

Essa ideia é reforçada por Lima et al. (2019), que enfatizam o uso de materiais visuais adaptados e o Picture Exchange Communication System (PECS) como ferramentas para facilitar a comunicação e a aprendizagem de alunos autistas, assim como também o uso de CAA Comunicação Aumentativa e Alternativa (Augmentative and Alternative Communication) (Figura 2).

O uso do Picture Exchange Communication System (PECS) (Figura 1) é ferramenta importante para o estudante, promove autonomia e independência na realização das atividades diárias, ao funcionar como estratégia preventiva e antecipatória para as rotinas estabelecidas. O aluno consegue estabelecer formas de comunicação com seus colegas, familiares e professores, o que contribui para a redução de comportamentos estereotípicos e a expansão do vocabulário por meio de um ensino estruturado para a interação comunicativa (Carneiro, 2020; Costa; Lione, 2020).

Figura 1 – Picture Exchange Communication System (PECS)

Fonte: Lucas, 2013.

Kahn, (1981, p. 118) ressalta “se a linguagem de sinais (atualmente reconhecida como Língua de Sinais) é apresentada em um formato envolvendo a modalidade da comunicação total, ela não impede o desenvolvimento da fala. Na verdade, o aprendizado da linguagem de sinais pode ajudar a criança que está tendo dificuldade em aprender a falar a se comunicar e até a desenvolver a fala”.

Carneiro (2020) ressalta a importância de estratégias como o reforço social e o comando físico para reduzir comportamentos autoestimulatórios, facilita a inclusão de alunos autistas em contextos sociais e educacionais, ideia que encontra apoio em Lopes (2019), que aponta a importância do uso de recursos adaptados e PECS para promover a comunicação.

Figura 2- Augmentative and Alternative Communication – (CAA/LIBRAS)

Fonte: Cress, Marvin, 2003.

Sabe-se que o uso da Libras é fundamental, pois representa o principal meio de comunicação e interação com o ambiente, sendo essencial para o desenvolvimento, inclusive na aprendizagem. O contato tardio com a língua pode causar prejuízos significativos no desenvolvimento cognitivo, social e emocional desses indivíduos (Carneiro, 2020). Por isso, é necessário adotar uma abordagem diferenciada para o indivíduo com TEA, assegurando a Libras como sua língua principal (L1) e, conforme as necessidades individuais, o uso de ensino estruturado, como no caso do PECS.

A sobrecarga de informações simultâneas, como o uso de imagens, sinais e palavras, pode causar desconforto para o aluno com autismo, gera situações de estresse e confusão, o que dificulta o seu aprendizado e desenvolvimento. Considerando essa dupla condição biopsicossocial, recomenda-se o uso do sinal em conjunto com a troca de cartões, garantindo o ensino da Libras em lugar da vocalização oral, realizada por meio de imitações (ecoicos). Nesse sentido, conforme sugerem Costa e Lione (2020, p. 6), é necessário sinalizar em Libras, apontar e direcionar o olhar do aluno para a elaboração da atividade.

Salvador et al. (2023) mencionam a necessidade de incluir a temática da escolarização de autistas nos cursos de formação de professores e profissionais da Educação Especial, dado que o conhecimento adequado das estratégias pedagógicas e dos recursos disponíveis é essencial para a implementação bem-sucedida dessas abordagens. Costa e Lione (2020) acrescentam que, além da capacitação dos educadores, é necessário a inclusão dos pais no processo, através de vídeos educativos, para garantir apoio contínuo e complementar em casa.

Desse modo, a convergência entre os estudos evidencia a importância da estratégia personalizada e adaptada para a comunicação e aprendizagem de alunos autistas. As táticas discutidas, como o ensino de Libras, o uso de materiais visuais, o PECS, e a adaptação do conteúdo aos interesses dos alunos, são fundamentais para promover a inclusão efetiva desses estudantes, contribuindo para seu desenvolvimento acadêmico e social.

5. CONCLUSÃO

Na presente pesquisa, foram analisadas as estratégias metodológicas utilizadas para a comunicação e aprendizagem de alunos autistas, destacando as práticas educacionais para garantir a inclusão e o desenvolvimento desses estudantes. A partir da revisão bibliográfica, observou-se que a combinação de métodos visuais, como o uso de Língua Brasileira de Sinais (L1), Picture Exchange Communication System (PECS) e materiais adaptados, é essencial para promover a comunicação e facilitar o processo de aprendizagem. Esses recursos atendem às necessidades específicas dos alunos autistas, também proporcionam ambiente inclusivo e favorável ao seu desenvolvimento linguístico e cognitivo.

A utilização da Língua Brasileira de Sinais como primeira língua (L1) é recomendada, pois possibilita que o aluno autista se conecte ao mundo da comunicação de forma imediata. Como os estudos mostram, a aprendizagem da L1 é um processo rápido e espontâneo, facilita a aquisição de outros conhecimentos. A implementação do ensino estruturado, adaptado conforme as necessidades de cada aluno, tem mostrado resultados positivos, principalmente quando aliada a estratégias visuais, que são fundamentais para promover a compreensão dos conteúdos abordados.

Destaca-se a importância de considerar os interesses restritos dos alunos autistas como ponto de partida para a elaboração de material pedagógico. Ao adaptar o conteúdo de acordo com as preferências individuais dos alunos, como no caso do uso de cores ou meios de transporte, é possível aumentar o engajamento e a motivação para o aprendizado. O que reflete na prática centrada no aluno, que busca tornar o processo educativo considerando suas peculiaridades e preferências.

A interação social e a redução de comportamentos autoestimulatórios são desafios recorrentes no ensino de alunos autistas. Nesse sentido, o uso de reforço positivo, comandos físicos e o apoio social se mostram necessários para incluir os alunos em contextos sociais e educacionais. Essas estratégias ajudam a diminuir comportamentos disruptivos, favorece a participação ativa dos alunos em atividades de grupo, além de promoverem a convivência harmônica entre os estudantes.

A formação contínua de professores e profissionais da educação é outro ponto destacado nas pesquisas analisadas. A capacitação adequada sobre o uso de estratégias pedagógicas específicas para alunos autistas é essencial para o sucesso da inclusão escolar. A formação de educadores deve abordar tanto o uso de ferramentas de comunicação visual quanto os aspectos emocionais e comportamentais desses alunos, permite que todos os profissionais envolvidos estejam preparados para lidar com as necessidades específicas desse público.

Desse modo, a pesquisa reforça a importância do trabalho colaborativo entre escola, família e comunidade para garantir o sucesso da inclusão dos alunos autistas. O envolvimento dos pais, por meio de capacitação e apoio contínuo, é fundamental para criar uma rede de suporte que contribua para o desenvolvimento integral desses alunos. Assim, é imprescindível que os sistemas educacionais invistam em políticas públicas que assegurem a implementação dessas estratégias, promovendo a educação inclusiva e acessível para todos.

REFERÊNCIAS

AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.

ANDRADE, C. K. de S. Análise do desenvolvimento de habilidades comunicativas de uma criança autista e filha de pais surdos. 2022. 177 f. João Pessoa, 2022. Disponível em: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/26775. Acesso em: 18 jan. 2025.

BAIA, S. F.; Machado, L. R. Relações interpessoais na escola e o desenvolvimento local. Interações (Campo Grande), v. 22, n. 1, p. 93–106, 2021. Disponível em: https://interacoes.ucdb.br/interacoes/article/view/2355. Acesso em: 18 jan. 2025.

BRASIL. Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras e dá outras providências. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10436.htm. Acesso em: 18 jan. 2025.

BRASIL. Ministério da Saúde. Linha de cuidado para a atenção às pessoas com transtornos do espectro do autismo e suas famílias na Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2015.

BRITO, M. M. V. de A. G. A contribuição do PECS no desenvolvimento da comunicação de uma aluna com perturbações do espectro do autismo. Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (Portugal), 2014. Disponível em: https://www.proquest.com/openview/54857cf2a819c568ce7eb3ad4c9639bc/. Acesso em: 18 jan. 2025.

CANUT, A. C. A. et al. Diagnóstico precoce do autismo: relato de caso. Revista de Medicina e Saúde de Brasília, v. 3, n. 1, p. 31–37, 2014. Disponível em: https://portalrevistas.ucb.br/index.php/rmsbr/article/view/4254 Acesso em: 18 jan. 2025.

CARNEIRO, B. G. Crianças surdas autistas na escola: algumas considerações sobre a aquisição de linguagem e o acolhimento institucional. In: FRANÇA, G.; PINHO, K. R. Autismo: tecnologias e formação de professores para a escola pública. Palmas: i-Acadêmica, 2020.

CONDE, P. Revisão dos mecanismos genéticos e epigenéticos na patogênese do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade e outros distúrbios do neurodesenvolvimento. Scientia Vitae, v. 18, n. 46, p. 1–10, jul./set. 2024. Disponível em: https://www.revistaifspsr.com/v18n46_134.pdf. Acesso em: 18 jan. 2025.

CÔRTES, C. do L. N. Importância da Língua de Sinais e do Intérprete para a aquisição da linguagem: um estudo de caso. Revista Educação Pública, Rio de Janeiro, v. 24, n. 38, 15 out. 2024. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/24/38/importancia-da-lingua-de-sinais-e-do-interprete-para-a-aquisicao-da-linguagem-um-estudo-de-caso. Acesso em: 18 jan. 2025.

COSTA, D. V.; LIONE, V. Material estruturado para alfabetização de alunos surdos-autistas a partir de interesses restritos. Revista Communitas, Rio Branco, v. 4, n. 7, p. 396–407, 2020. Disponível em: https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3805. Acesso em: 18 jan. 2025.

CRESS, C. J.; MARVIN, C. A. Common questions about AAC services in early intervention. Augmentative and Alternative Communication, v. 19, n. 4, p. 254–272, 2003. Disponível em: https://digitalcommons.unl.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1088&context=specedfacpub Acesso em: 18 jan. 2025.

GOMES, M. M.; SILVA, S. R. de A. M.; MOURA, D. D. de. A importância da família para o sujeito portador de autismo, a educação e a formação docente. Revista Educação Pública, v. 19, n. 25, 15 out. 2019. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/19/25/a-importancia-da-familia-para-o-sujeito-portador-de-autismo-a-educacao-e-a-formacao-docente. Acesso em: 18 jan. 2025.

KAHN, James V. A comparison of sign and verbal language training with nonverbal retarded children. Journal of Speech and Hearing Research, v. 24, n. 1, p. 113-119, 1981. DOI: 10.1044/jshr.2401.113.

LIMA, J. C. S. et al. Estratégias metodológicas para a aprendizagem do aluno surdo autista: uma revisão integrativa. Cointer – PDVL, 2019. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/339235468_estrategias_metodologicas_para_a_aprendizagem_do_aluno_surdo_autista_uma_revisao_integrativa

LOPES, R. A. Autismo e surdez: uma análise das estratégias de comunicação e autoeficácia docente em escolas bilíngues para surdos. São Paulo: Universidade Presbiteriana Mackenzie, 2019.

LUCAS, M. Improving the outcomes of children with autism spectrum disorders through user-tuned content customization. 2013. Disponível em: https://www.researchgate.net/figure/Example-of-the-Picture-Exchange-Communication-System-PECS_fig1_289670995. Acesso em: 18 jan. 2025.

MATTOS, J. M. Alterações sensoriais no Transtorno do Espectro Autista (TEA): implicações no desenvolvimento e na aprendizagem. Revista Psicopedagogia, v. 36, n. 109, p. 87–95, 2019. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/347245690. Acesso em: 18 jan. 2025.

MAIA, Graciele Kerlen Pereira. O uso da Libras sob a perspectiva das figuras de linguagem. 2023. Tese (Doutorado em Estudos Linguísticos) – Faculdade de Letras, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/59496. Acesso em: 14 ago. 2025.

MIRANDA, J. P. V. Voz passiva em Libras? Ou outras estratégias de topicalização? 2014. Dissertação (Mestrado em Linguística) – Universidade de Brasília, Brasília, 2014. Disponível em: http://www.realp.unb.br/jspui/handle/10482/16933. Acesso em: 18 jan. 2025.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Classificação Internacional de Doenças: CID-11. Genebra: OMS, 2011.

PASSOS, T. M. X.; SANTOS, T. B. dos. O uso da língua de sinais por crianças autistas: leituras e observações de aplicabilidade. Revista Arqueiro, 2022. Disponível em: https://seer.ines.gov.br/index.php/revista-arqueiro/article/view/1820 Acesso em: 6 jul. 2025.

PEREIRA, E. T. Comunicação alternativa e aumentativa no transtorno do espectro do autismo: impactos na comunicação. CoDAS, v. 32, n. 6, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/codas/a/QxhXpZ3jckz6K3dyCdbVhXq. Acesso em: 18 jan. 2025.

PINHEIRO, A.A.; BATISTA, E.B.; PEREIRA, G.M.S. Educação inclusiva no Brasil: uma análise da evolução histórica. Editora Científica. Vol. 1 – Ano 2024. Disponível em: https://downloads.editoracientifica.com.br/articles/240316069.pdf Acesso em: 18 jan. 2025.

ROCHA, A. S. Percepções e experiências de inclusão de alunos surdos na Unidade de Ensino Fundamental Alice Mendes. Universidade Federal do Maranhão, 2018. Disponível em: https://monografias.ufma.br/jspui/handle/123456789/2957. Acesso em: 18 jan. 2025.

ROYER, M.; QUADROS, R. M. Ordem das palavras nas sentenças Libras no corpus da Grande Florianópolis. Revista da ABRALIN, v. 18, n. 1, p. 29–49, 2020. Disponível em: https://revista.abralin.org/index.php/abralin/article/view/1375. Acesso em: 18 jan. 2025.

SALVADOR, S. M. F. et al. Escolarização de estudantes surdos e com autismo: estratégias educacionais mapeadas na literatura. RevIncluso – Revista Inclusão & Sociedade, v. 2, n. 1, 2023. Disponível em: https://periodicos.ufabc.edu.br/index.php/revincluso/article/view/772. Acesso em: 19 jan. 2025.

VASCONCELOS, M. R. G. dos S.; SANTOS, H. dos R. Libras – Língua Brasileira de Sinais: o Brasil como um país bilíngue, realidade escolar. In: VII Congresso Nacional de Educação – CONEDU. 2020. Disponível em: https://editorarealize.com.br/editora/anais/conedu/2020/trabalho_ev140_md1_sa10_id220_05092020225115.pdf. acesso em: 18 jan. 2025.

VIANA, A. C. V. et al. Autismo: uma revisão integrativa. Saúde Dinâmica, v. 2, n. 3, p. 1–18, 2020. Disponível em: https://revista.faculdadedinamica.com.br/index.php/saudedinamica/article/view/40/165. Acesso em: 18 jan. 2025.

ZANON, R. B.; BACKES, B.; BOSA, C. A. Diagnóstico do autismo: relação entre fatores contextuais, familiares e da criança. Psicologia: Teoria e Prática, v. 19, n. 1, p. 152–163, 2017. Disponível em: https://pepsic.bvsalud.org/pdf/ptp/v19n1/v19n1a09.pdf. Acesso em: 18 jan. 2025.

APÊNDICE – NOTA DE RODAPÉ

2. A comunidade surda é composta não apenas por pessoas surdas, mas também por familiares, intérpretes, professores, pesquisadores e outros sujeitos que compartilham da cultura surda e utilizam a Libras como meio de comunicação e identidade social e cultural.

NOTA

Nosso relatório identificou a presença de inteligência artificial para correção gramatical e ortográfica. No entanto, a autora informou que não a utilizou. A autora se responsabiliza pelo material.

[1] Pós-graduação lato sensu em Tradução Interpretação e Docência da LÍNGUA Brasileira de Sinais LIBRAS, pela universidade TUIUTI do Paraná. Pós-graduada lato sensu em Neuropsicopedagogia Clínica e Institucional, pela Rhema. Graduada em Pedagogia pela UNIP universidade Paulista. ORCID: https://orcid.org/0009-0005-9461-3848. Currículo Lattes: https://lattes.cnpq.br/4262329823148017.

Material recebido: 03 de junho de 2025.

Material aprovado pelos pares: 15 de julho de 2025.

Material editado aprovado pelos autores: 14 de agosto de 2025.

5/5 - (10 votos)
Janaine Santos de Assis Souza

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este anúncio ajuda a manter a Educação gratuita
Este anúncio ajuda a manter a Educação gratuita