Direito, participação e experiência do pai no processo de parto e nascimento

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ARTIGO DE REVISÃO

SANTOS, Gustavo Gonçalves dos [1], CESAR, Mônica Bimbatti Nogueira [2]

SANTOS, Gustavo Gonçalves dos. CESAR, Mônica Bimbatti Nogueira. Direito, participação e experiência do pai no processo de parto e nascimento. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 07, Vol. 05, pp. 05-28. Julho de 2019. ISSN: 2448-0959

RESUMO

Objetivo: Descrever qual é a experiência vivenciada pelo pai que acompanha todo o processo de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato. Método: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, estudo exploratório e descritivo, realizado no período de Abril à Maio de 2019, com busca nas bases de dados: LILACS, SciELO e BDENF. Foi elaborado um quadro para a coleta de dados, contendo referência e ano, autores, título do artigo e objetivos. Os dados incluídos neste estudo foram analisados por meio da estatística descritiva, a partir dos trechos que configuram evidência científica, dividindo-os pelas semelhanças temáticas encontradas na literatura. Resultados: Foram incluídos e analisados 19 estudos que apontam que a presença do Pai proporciona: Melhor atendimento da mulher e contato pele a pele com o bebê logo após o nascimento, redução de intervenções desnecessárias, estudos qualitativos apontam que os pais relatam a importância de sua presença, pois favorece a construção do elo entre pai e filho, contribuindo a formação de vinculo, representação de laços familiares, construção do papel de pai. Conclusões: Os pais devem ser estimulados desde o pré-natal por rodas de conversa e educação em saúde, a lutar por uma assistência humanizada e baseada em evidências científicas, buscando o resgate do protagonismo da mulher no evento fisiológico e familiar.

Palavras-Chaves: Enfermagem obstétrica, experiência paterna, direitos, parto, nascimento.

INTRODUÇÃO

A masculinidade é construída pela inserção do homem no âmbito social, político, econômico e cultural, que estabelece atributos, valores e condutas especificam. A paternidade é uma construção influenciada por diversas mudanças sócio históricas em relação aos papeis de gênero e arranjos familiares. A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem e a Rede Cegonha mostra relevância da figura paterna na promoção da saúde sexual e reprodutiva do homem, traça uma estratégia de qualificação da atenção à Saúde Obstétrica e Saúde Materna e Infantil, valorizando a figura paterna em todo o processo de parto e nascimento, criando possibilidades do pai em exercer seus direitos deveres e cuidados, principalmente no que se diz respeito à sexualidade e paternidade1.

O processo de parto e nascimento é intenso, vivenciado pela mulher de acordo com sua singularidade. No Brasil, o Ministério da Saúde (MS) reconhece a importância e presença do acompanhante no trabalho de parto, parto e pós-parto imediato por se tratar de um dos direitos da mulher. A presença do acompanhante, principalmente a figura paterna oferece apoio à parturiente, deixando-a tranquila e segura contribuindo positivamente aos desfechos maternos e neonatais. Para o fortalecimento e reconhecimento do acompanhante, em Abril de 2005 foi aprovada e sancionada a Lei nº 11.108, que permite a presença de um acompanhante escolhido pela parturiente em todo o processo de parto e nascimento. Por se tratar da escolha e vontade da mulher, o acompanhante pode ser considerado ideal em todo o processo de parturição, fatores como: formação de vinculo e construção de laços familiares valorizando a paternidade e seu papel. Com a presença do acompanhante, principalmente da figura paterna pode-se obter desfechos positivos, como: estimulo à mulher no processo de parturição, diminuição de intercorrências, diminuição de intervenções desnecessárias e construção do vínculo paterno2.

Em 2000, no Brasil, o Programa de Humanização do Parto e Nascimento incentiva a participação do acompanhante da parturiente durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, com intuito de resgatar a dignidade e protagonismo da mulher no processo de parturição, com o objetivo de consolidar a transformação da atenção prestada durante toda a gestação e processo de parto e nascimento. Neste cenário, o pai é uma das opções que a parturiente possui, vista que a uma ligação emocional entre o pai e o filho, sendo algo determinante na sua transição para a paternidade e desenvolvimento do bebê. Os homens de maneira vagarosamente têm se tornado mais companheiros, participativos e integrados à família3.

Durante muito tempo a mãe é responsável por cuidar do filho, por ofertar amor, carinho e alimento. Enquanto cabe ao pai garantir a estabilidade financeira da família. Essas atitudes são frutos de estereótipos de gênero, criados impostos pela sociedade, desvalorizando então a participação do homem na gestação e em todo o processo de parto e nascimento. O envolvimento da figura paterna durante o período gestacional vai além, podendo ser compreendido por participação em atividades direcionada as gestantes aos preparativos para a chegada do bebê, ao apoio emocional e a interação com o filho. Embora gestar e parir sejam específicos da mulher, o homem na posição de companheiro e pai é receptor de todas as alterações gravídicas vivenciadas pela mulher4.

O nascimento representa o auge de um processo que tem início com a descoberta da gravidez e termina quando o bebê nasce e passa a ter vida concreta. Por este e diversos outros motivos se faz necessário orientar ao pai quanto ao seu direito de participar das consultas pré-natal, de estar presente em toda a gestação e em todo o processo de trabalho de parto, parto, pós-parto imediato e acompanhar o crescimento e desenvolvimento da criança. Direito assegurado pela lei, recomendado e indicado pelo Ministério da Saúde (MS) e Organização Mundial da Saúde (OMS), a qual garante um acompanhante durante todo o processo de parto e nascimento4. Segundo a pesquisa Nascer no Brasil, 24,5% das parturientes atendidas em unidades públicas e privadas, não foram acompanhadas por alguém de sua livre escolha vontade, não obtendo a garantia de seus direitos, deste modo não usufruindo totalmente dos direitos assegurados pela lei5.

A lei e política pública possibilita que a mulher tenha um acompanhante, de sua escolha em todo o processo de parto e nascimento, pois é considerada uma prática positiva e benéfica amparada pelas evidências cientificas. Para que o acompanhante desempenhe seu papel corretamente, é necessário acolhê-lo e inseri-lo no âmbito institucional, fornecendo-lhe todas as informações e orientações necessárias6,7, 8.

A satisfação das mulheres em relação ao processo de parto e nascimento está ligada a diversos fatores. Entre eles estão à cultura, expectativas, experiências, conhecimento sobre esse processo, atenção e cuidados recebidos no trabalho de parto, parto e pós-parto imediato10.

O parto e nascimento são momentos em que os Enfermeiros Obstetras ou Obstetrizes desempenhem uma atuação determinante. Sendo que o diferencial do modelo de assistência e cuidado prestado por estes profissionais consiste na capacidade de comunicação e apoio à parturiente e família. Na prática e assistência o Enfermeiro Obstetra oferta apoio emocional à mulher no processo de parto e nascimento, pois possui um perfil preponderante no cuidado humanizado. Por isso, o nascimento necessita ser adequado a cada mãe, a cada pai, ou seja, a cada família envolvida neste processo10.

Em revisão sistêmica sobre o apoio e acompanhamento durante o nascimento, as mulheres que recebem apoio contínuo durante o parto apresentam maior probabilidade de um parto normal e menor probabilidade de submissão à analgesia, cesariana ou ter um bebê com baixo índice de Apgar9.

A Lei nº 11.108/2005 evita o tradicional isolamento imposto à parturiente, impossibilitando que a mesma desfrute dos benefícios e de seus direitos. Porém, desde então, os serviços públicos e privados passaram a ter que se reorganizar visando à nova implementação e consolidação desta prática12. A cooperação do pai ou acompanhante no contexto do parto e nascimento teve início em algumas sociedades desde os primórdios da humanidade. Em algumas tribos indígenas o homem participava do parto e nascimento, durante a expulsão do recém-nascido, secção do cordão umbilical e acolhimento em seus braços, ofertando proteção à mulher e ao recém-nascido13.

O incentivo e respeito da escolha da parturiente sobre o seu acompanhante foi classificado pelo Ministério da Saúde (MS) e Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma prática devidamente útil e que deve ser estimulada no âmbito da Obstetrícia, pois possui evidências cientificas com fundamentos. Estudos mostram que a parturiente necessita de suporte contínuo em todo o processo de parto e nascimento e quando se ocorre este cenário o desfecho do parto é positivo, pois as mulheres demonstram-se satisfeitas e felizes. Pesquisas recentes evidenciam que a presença do pai ou acompanhante fornece apoio emocional, conforto e encorajamento, que permite reduzir as taxas de sentimentos de solidão, ansiedades e fatores de vulnerabilidade que possa afetar o estado físico e mental da mulher14.

A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) favorece e amplia à população masculina o acesso aos serviços de saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Destaca-se a importância de conscientização dos homens, dos direitos e deveres a participar do planejamento reprodutivo e ressaltar que a paternidade não é uma apenas um dever legal, mas um direito do homem de ser incluído no processo de gestação, trabalho de parto, parto, pós-parto imediato e educação da criança15.

É perceptível o movimento de homens que começam a ultrapassar fronteiras para ser pai, principalmente no período gravídico puerperal. O homem que descobre que vai ser pai começa a vivenciar uma metamorfose que ninguém jamais lhe informou, um processo único em toda sua trajetória de vida. O homem que antes ocupava o papel de filho passa a ocupar, também, o papel de pai16.

Dentro do modelo da família tradicional, o pai é quem possui poderes ilimitados sobre os outros membros da família, os quais se submetem à autoridade. É necessário reconhecermos que a influência do modelo de paternidade ainda persiste até hoje, porém, algumas mudanças socioculturais vêm aos poucos estabelecendo um novo paradigma dentro do âmbito familiar. Destacando a revolução feminina e a inserção da mulher no mercado de trabalho. Desta maneira é possível um reordenamento quanto a papéis e funções de homens e mulheres no que se diz respeito ao cuidado com os filhos. Os pais que se inserem em um novo modelo familiar, que assumem e reconhecem a paternidade oferece valorização da mulher, facilita o ciclo gravídico puerperal, faz com que ocorram trocas afetivas e demonstre fragilidades pelo homem, demonstra segurança e confiança, faz com que ocorra a divisão de tarefas entre o casal, engajamento e suporte à mulher em todo o processo gestacional, trabalho de parto, parto, pós-parto imediato e acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança17.

Diante do que foi exposto, segue a seguinte indagação: Qual a experiência vivenciada pelo pai no processo de parto e nascimento? Para responder a tal questionamento, busca-se compreender a intenção dos profissionais e serviços de saúde, que é de orientar, estimular e convencer o acompanhante sobre os benefícios que trará a gestante e sobre o vínculo que formará com seu filho, fortalecendo que o pai ou acompanhante tenha interesse em participar do processo de parto e nascimento. Diante disso, o objetivo desse estudo é descrever qual é a experiência vivenciada pelo pai que acompanha todo o processo de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, além de ressaltar importância do seu direito respaldado pela lei e sua participação de forma ativa favorecendo um desfecho positivo no processo de parto e nascimento, fortalecendo trinômio mãe-filho-pai.

Vale destacar a carência de estudos que avaliem o pai ou acompanhante no cenário do parto. Esse estudo busca trazer dados que demonstrem não só a importância do pai no processo de parto e nascimento, mas a importância de sua presença e participação em toda a gestação.

MÉTODO

DELINEAMENTOS DO ESTUDO

Trata-se de uma revisão integrativa, que é um método de pesquisa que permite buscar, realizar uma avaliação crítica e elaborar uma síntese das evidências de múltiplos estudos publicados sobre o tema investigado. Possibilita conclusões gerais acerca de uma particular área de estudo que fornece suporte para tomada de decisões e melhoria da prática clínica, além de levantar as lacunas que precisam ser preenchidas com novos estudos.

O percurso metodológico seguiu as seguintes etapas: Identificação do tema e seleção da hipótese; estabelecimento de critérios para inclusão e exclusão de estudos; busca na literatura; definição das informações a serem extraídas dos estudos selecionados categorização dos estudos; avaliação dos estudos incluídos na revisão e interpretação dos resultados. A questão norteadora foi: Qual a experiência vivenciada pelo pai no processo de parto e nascimento?

COLETA DE DADOS

Sob esse enfoque referencial, realizou-se busca nas bases de dados da Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Eletronic Library Online (SciELO) e Base de dados de Enfermagem (BDENF), utilizando isoladamente ou de forma combinada os seguintes descritores: Enfermagem Obstétrica, Experiência paterna, Direitos, Parto e nascimento. Após a busca nas bases de dados, foi selecionado um total de 40 (quarenta) artigos. Posteriormente foi realizada leitura na íntegra dos artigos selecionados, sendo incluídos 19 (dezenove) artigos, pois abordavam com relevância a temática do estudo e obedeciam aos critérios de inclusão.

CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO

Como critérios de inclusão dos estudos foram estabelecidos os seguintes: recorte temporal, delimitando o período das publicações entre os anos de 2010 a 2019; publicações redigidas no idioma português, estudos empíricos e bibliográficos; e artigos indexados na íntegra nas bases de dados selecionadas.

Foram adotados como critérios de exclusão dos estudos os seguintes: artigos repetidos em mais de uma base de dados, selecionando-se em apenas uma e artigos que não foram publicados nos últimos dez anos.

ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS

Foi elaborado um formulário para a coleta de dados, contendo referência e ano, autores, título do artigo; objetivos; metodologia; resultados; discussão e conclusões. Os dados incluídos neste estudo foram analisados por meio da estatística descritiva, a partir dos trechos que configuram evidência científica, dividindo-os pelas semelhanças temáticas encontradas na literatura. Os estudos tiveram seus resultados interpretados e emanou em uma avaliação crítica e a síntese das evidências disponíveis do tema investigado.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Na presente revisão integrativa foram analisados 19 artigos que atenderam aos critérios de inclusão, conforme apresentado no Quadro 1. As fontes de publicação foram de variados periódicos, dentre os quais destacamos periódicos da área da Saúde da Mulher, Enfermagem Obstétrica e Saúde Materna e Infantil. As publicações concentraram-se no período de 2010 a 2019. Verifica-se que a maioria das produções científicas tem origem no Brasil. Quanto à formação acadêmica dos autores, nota-se que a maioria são profissionais da área da saúde, como por exemplo, Enfermeiros, Enfermeiros Obstetras, Médicos e Psicólogos. Ao analisar-se a abordagem, obtivemos estudos que utilizaram a abordagem metodológica qualitativa, estudos também com métodos quantitativos, descritivos e de reflexão acerca da temática abordada. As publicações foram produzidas em diferentes cenários, algumas das pesquisas foram realizadas em serviços de saúde ou em um Centro de Referência de parto.

Quadro 1 – Identificação da amostra dos estudos segundo referências, autores, título e objetivos. São Paulo – SP, Brasil. 2019.

Código e Ano Autores Título Objetivos
9 2018 Monguilhott JJC, Bruggemann OM, Freitas PF, dOrsi E Nascer no Brasil: a presença do acompanhante favorece a aplicação das boas práticas na atenção ao parto na região Sul Analisar se a presença do acompanhante favorece a aplicação das boas práticas na atenção ao parto na região Sul do Brasil
12 2011 Oliveira ASS, Rodrigues DP e Guedes MVC Percepção de puérperas acerca do cuidado de Enfermagem durante do trabalho de parto e parto Conhecer a percepção de puérperas acerca do cuidado oferecido pela enfermeira durante o trabalho de parto e parto
13 2015 Francisco BS, Souza BS, Vitório ML, Zampieri MFM, Gregório VRP Percepções dos pais sobre suas vivências como acompanhantes durante o parto e nascimento Conhecer quais as percepções do pai acerca de sua vivência durante o processo de nascimento do filho no centro obstétrico de uma maternidade pública de Santa Catarina
18 2016 Silva, EM et. al Partner participation in mother and son care: perception of puerperal women Apresentar um panorama abrangente e detalhado da produção brasileira de artigos derivados de pesquisas sobre o pai a partir de 2000
19 2014 Vieira ML et. al Paternidade no Brasil: revisão sistemática de artigos empíricos Caracterizar a produção de artigos empíricos envolvendo o tema paternidade e sua contribuição para o desenvolvimento infantil e para a família
20 2013 Silva MMJ, Cardoso ÉP, Calheiros CAP et. al O envolvimento paterno na gestação sob o olhar de gênero Identificar a participação e o envolvimento paterno na gestação, segundo o olhar da puérpera
22 2011 Perdomini FR  e  Bonilha ALL A participação do pai como um companheiro da mulher no parto Conhecer a participação do pai como acompanhante da mulher durante o trabalho de parto e parto
23 2012 Oliveira AG, Silva RR Parto também é assunto de homens: Uma pesquisa clínico-qualitativa sobre a percepção dos pais acerca de suas reações psicológicas durante o parto Identificar a percepção que os pais têm acerca das reações psicológicas vivenciadas durante o parto
24 2019 Nascimento AO et. al A Importância do Acompanhamento Paterno no Pós-Parto e o Exercício da Paternidade Analisar a participação do homem no pós-parto e sua relação com a paternidade
25 2019 Nascimento AO et. al The Importance of Parental Accompaniment During Postpartum and the Fatherhood Discutir a contribuição paterna no cuidado da criança durante o puerpério
26 2016 Ferreira FH, Wernet M, Marski B, Ferreira G, Toledo LP e Fabbro MR Experiência paterna no primeiro ano de vida da criança: revisão integrativa de pesquisas qualitativas Sintetizar as evidências da literatura sobre a experiência paterna ao longo do primeiro ano de vida da (o) filha (o), com atenção às questões de gênero
27 2014 Cruz R et. al Participação masculina no planejamento familiar: o que pensam as mulheres? Conhecer a percepção
feminina sobre a participação dos homens no planejamento familiar
28 2017 Strapasson MR et. al Percepção do pai acerca da paternidade no alojamento conjunto Compreender a percepção do pai acerca da paternidade no alojamento conjunto durante a internação de sua mulher e filho
29 2017 Caldeira LA, Ayres LFA, Oliveira LVA, Henriques BD A visão das gestantes acerca da participação do homem no processo gestacional Analisar a visão das gestantes quanto à participação do homem durante o processo gestacional e as consultas de pré-natal
30 2017 Henzl GS, Gotler CRM, Salvadori M A inclusão paterna durante o pré-natal Investigar a participação paterna durante o pré-natal em um Centro de Atenção a Saúde da Mulher
31 2014 Antunes JT et. al Presença paterna na sala de parto: expectativas, sentimentos e significados durante o nascimento Descrever as expectativas, os sentimentos e significados vivenciados pelos pais durante a participação no nascimento do filho
32 2015 Carvalho CFS, Carvalho IS, Brito RS, Vitor AF, Lira ALBC O companheiro como acompanhante no processo de parturição Analisar a produção científica sobre o papel do homem como acompanhante no processo de parturição de sua companheira
33 2012 Barbosa DMJ Pai-acompanhante e sua compreensão sobre o processo de nascimento do filho Compreender a vivência paterna do momento do parto e do nascimento
34 2011 Figueiredo MGAV, Marques AC Pré-natal: Experiências vivenciadas pelo pai Identificar as experiências vivenciadas pelo pai ao acompanhar a consulta pré-natal

Fonte: Dados do estudo, 2019.

Ao analisar os estudos, a fim de responder o problema de pesquisa: Qual a experiência vivenciada pelo pai no processo de parto e nascimento? Emergiram as seguintes categorias: “A importância da construção da paternidade” e “Benefícios da participação do pai no processo de parto e nascimento” (Quadro 2)

Quadro 2 – Distribuição das categorias temáticas segundo as referências dos estudos e a porcentagem presente em cada categoria. São Paulo – SP, Brasil. 2019.

Categoria Referência %
A importância da construção da paternidade 9,12,18 14, 2%
Benefícios da participação do pai no processo de parto e nascimento 13, 18, 19, 20, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 32, 33 e 34 85,7%

Fonte: Dados do estudo, 2019.

A IMPORTÂNCIA DA CONSTRUÇÃO DA PATERNIDADE

A primeira categoria nesta revisão integrativa se diz respeito à importância da construção da paternidade e está presente em dois estudos (14,2%) (9,12,18). A construção da paternidade revela que, com o passar dos anos, a relação do Pai com os filhos foi se modificando. O Pai passou ter maior interação com eles, assumindo uma função ativa na educação e nos cuidados básicos que envolvem o crescimento, desenvolvimento e educação9,12.

Considerando que ser Pai na atualidade e a partir dos julgamentos impostos pela sociedade, é possível que o homem venha a confrontar-se com a sua própria noção de masculinidade. O cuidar dos filhos não é apenas um jeito de investir nos processos educacionais deles, mas, servir às necessidades dos mesmos, encorajando-os a uma paternidade mais responsável possibilitando aos homens serem mais felizes e realizados enquanto pais9,12.

A paternidade, com o passar dos anos, tem se transformado. Antigamente vivia-se em uma sociedade onde o Pai era conhecido como um ser de prover somente as necessidades financeiras da família e o exercício da autoridade. Os cuidados básicos, desde a higiene até o carinho com as crianças, eram desenvolvidos somente pela mãe. Atualmente, percebe-se que muitos pais participam ativamente da vida dos filhos, auxiliando nos cuidados necessários, na atenção afetiva que os filhos requerem9,12.

O trinômio pai-mãe-filho é visto como a base de todo o sistema emocional da família. Isto significa que cada indivíduo está sempre se relacionando com mais de uma pessoa ao mesmo tempo e, enquanto participa ativamente da interação com um familiar, é também expectador de outros relacionamentos9,12.

Mas para que exista a construção da paternidade juntamente com os aspectos expostos acima, os homens, especialmente os Pais, precisam participar de todo período gestacional, que envolve o pré-natal, acompanhamento do pré-natal, acompanhamento de ações educativas realizadas em Unidades Básicas de Saúde, acompanhamento no processo de trabalho de parto, parto, nascimento e pós-parto imediato, além de ser orientado e conscientizado sobre a participação ativa no processo de crescimento, desenvolvimento e educação de seu filho9,12.

Para contextualizarmos a importância da construção da figura parte precisamos identificar fatores que favorecem e/ou impossibilitam que seja gerada a construção da paternidade ao longo do processo de parto e nascimento, sabendo que grande parte das mulheres não possui acesso às boas práticas na atenção ao parto e nascimento. A presença do pai e/ou acompanhante é mais frequente no trabalho de parto do que no parto. A presença do pai e/ou acompanhante no trabalho de parto implica em maior oferta de líquidos e alimentos. O fato do acompanhante estar mais presente durante o trabalho de parto do que no momento do nascimento é que a permanência do acompanhante não é permitida em algumas instituições, que argumentam que o pai e/ou acompanhante não podem ficar na sala cirúrgica/sala de parto e nos locais de serviço obstétricos, fator este que impossibilita o homem de criar laços, vínculo e identificar o seu papel paterno9.

Em um cenário extremamente intervencionista a presença do acompanhante está associada à redução no uso de intervenções desnecessárias e utilizada de maneira inadequada. A presença do pai e/ou acompanhante contribui para a escolha de posições, melhor atendimento da mulher e contato pele a pele com o bebê logo após o nascimento, favorecendo a criação de vínculo e identificação da figura paterna por participar deste processo9.

Destaca-se que, no Brasil, as instituições de saúde que permitem a presença do pai e/ou acompanhante são as que buscam reduzir as intervenções desnecessárias, sem evidências que não são recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A presença do pai e/ou acompanhante e a adoção de boas práticas baseada em evidências científicas pode contribuir significativamente em desfecho positivo no parto e nascimento. Quando a mulher, pai e/ou acompanhante recebe informações corretas a respeito do processo de parto e nascimento, eles se sentem autoconfiantes. As informações necessitam estarem permeadas de informações quanto às etapas do processo de parto e nascimento, as mudanças físicas e psíquicas que ocorrem com a mulher, contexto este que favorece a criação de vínculo e identificação da figura paterna por participar deste processo9.

O acompanhante, principalmente o pai é de livre escolha da parturiente como suporte contínuo de cuidado. Embora o acolhimento contínuo seja desempenhado amplamente pela equipe de Enfermagem, as mulheres percebem a importância da presença de uma pessoa no decorrer do processo de parto e nascimento, salientam a importância e atuação do companheiro, destacando a integração do pai e/ou acompanhante aos cuidados com o binômio mãe-bebê, favorecendo a criação de vínculo e identificação da figura paterna por participar deste processo 12.

A Rede Cegonha objetiva garantir às mulheres e aos recém-nascidos a realização de parto e nascimento de forma segura, incluindo o apoio por acompanhante em todo o processo de parto e nascimento. O estabelecimento do Pai com a paternidade se dá através de ações que forneça segurança e o apoio emocional necessário, por palavras e gestos de carinho e conforto para a mulher, um evento explicado pela capacidade dos indivíduos de compartilhar os sentimentos 9,12.

É de extrema relevância que o Pai e/ou acompanhantes sejam inseridos no contexto da gestação desde o início, e que tenham acesso a atividades educativas a fim de começarem a identificar o seu papel e qual será a sua função durante este processo9.

Para cuidar e compreender o bebê, os pais se veem forçados a rever o seu papel na família, incorporando uma nova identificação. A ausência de orientações e informações oferecidas pelos profissionais de saúde, durante o período pré-natal, parto e pós-parto, é um aspecto relevante para o surgimento e perpetuação da insegurança em puérperas e companheiros acerca dos cuidados com o bebê. Quando a participação do pai e/ou acompanhante é valorizada e incentivada pela equipe de profissionais da saúde e pela puérpera, acredita-se que os receios paternos são diminuídos, facilita as experiências da paternidade encorajando os pais e oferecendo suporte emocional para o envolvimento dele com o filho18.

BENEFÍCIOS DA PARTICIPAÇÃO DO PAI NO PROCESSO DE PARTO E NASCIMENTO

Esta categoria faz referência aos benefícios da participação do pai no processo de parto e nascimento, estando presente em dezessete estudos (85,7%) (13,18,19,20,22,23,24,26,27,28,29,30,31,31,33,34). Pesquisas qualitativas e exploratórias apontam que a maioria dos pais ou acompanhantes que fazem parte do processo de parto e nascimento percebe que isso é um direito, conceber o seu filho e estar presente no momento do nascimento deixa toda a família tranquila e feliz. Os pais caracterizam o parto e nascimento como um episódio único, singular, marcante e inesquecível. Estudos qualitativos apontam que os pais relatam a importância de sua presença, pois favorece a construção do elo entre pai e filho, contribuindo a formação de vínculo, representação de laços familiares, construção do papel de pai e afirmação da paternidade13.

Os pais percebem a importância que a mulher dá à sua presença. Se sentem preocupados ao ver a mulher em trabalho de parto, desejando permanecer ao lado da mulher, apoiando e dando todo apoio necessário. Estar presente neste momento é estimular e fortalecer a mulher no processo parturitivo, podendo diminuir intercorrências durante o nascimento13.

Período gestacional e o processo de parto e nascimento é o período que a mulher mais necessita de cuidado, apoio e segurança, a fim de enfrentar de maneira equilibrada as transformações ocorridas em seu corpo, bem como as mudanças psíquicas e hormonais. A participação e apoio do pai e/ou companheiro, pode ser melhor a experiência para a mulher, principalmente quando este está presente e tem uma participação ativa18.

Estudos comprovam que o envolvimento paterno efetivo possibilita desfechos com resultados positivos para a família e bebê, tais como o incentivo ao aleitamento materno, favorecimento ao desenvolvimento e crescimento do bebê e do vínculo pai-filho e, maior capacidade social18, 19,20.

O trabalho é um fator que dificulta a participação dos pais nas consultas pré-natal, pois os horários das consultas acontecem em horário comercial, tornando-se pouco favoráveis à inclusão do pai. Quanto à paternidade vivenciada pelos homens desde o início da gestação considera-se “novo pai”, pois há o rompimento do modelo tradicional de paternidade, desenvolvendo então a construção do trinômio pai-mãe-filho20.

Haverá um sentido único para cada pai e/ou acompanhante que esteve presente no processo de parto e nascimento. Os pais perceberam que sua presença durante o trabalho de parto e parto é a melhor forma de proporcionar apoio para a mulher. Os pais e/ou acompanhantes também demonstram a preocupação com o fato de a mulher ficar sozinha. Acreditam que, caso não estivessem presentes, isso pode gerar um sentimento de abandono, de solidão, o que contribuiu de forma negativa no processo de parto e nascimento. Os pais que estabelecem uma boa relação verbal com a mulher, que dirigem palavras de carinho, encorajamento e elogios, conseguem efetivamente acalmá-la durante o processo de parto e nascimento21.

Os pais se sentem valorizados em conseguir auxiliar a mulher no processo de parto e nascimento. Pesquisas apontam que com a chegada da proximidade do período expulsivo, alguns pais ficam nervosos e tensos, pois estão diante de um processo novo em suas vidas. A experiência de participar do parto é considerada como divertida, recordando-a com grande satisfação, mesmo que a ansiedade frente à dor da mulher possa parecer como impotência. Os pais reafirmam o quanto é importante estarem presentes nos primeiros minutos de vida do seu filho20, 21, 22,23.

Entende-se que cuidados diretos são aqueles que o pai realiza diretamente na criança, tais como: banhar, colocar para dormir, trocar fraldas e observar a vigília. Quanto aos cuidados indiretos, configuram os que não são realizados na pessoa física da criança, mas contribuem para o zelo e o conforto da mesma, tais como: trabalhos domésticos, auxílio na amamentação e respeito ao período puerperal24, 25,26.

Pesquisas mostram que (74,4%) auxiliavam na amamentação, (87,2%) no banho do bebê, (84,6%) colocavam a criança para dormir, (82,1%) respeitavam o resguardo, (94,9%) trocavam a fralda, (82,1%) e (10,3%) demonstraram a importância de participar, dando a mamadeira ou segurando a criança, ficou evidente que os pais entendem a importância da amamentação e conseguem articular o conhecimento acerca das vantagens nutricionais e psicológicas do aleitamento materno, contribuindo para o estabelecimento do vínculo mãe-filho24, 25,26.

Na opinião das mulheres, como elas compartilham uma vida com seus companheiros, as decisões que envolvem o casal também devem ser compartilhadas, devem ser tomadas conjuntamente e, portanto, a escolha do método deve ser uma responsabilidade de ambos, assim a responsabilidade não recairia somente para a mulher. Além disso, para algumas mulheres, embora a gestação seja um atributo feminino, o ato de engravidar requer a participação de ambas às partes. Logo a decisão da contracepção deve partir dos dois de forma igualitária, já que ambos assumirão as consequências de uma possível gravidez27, 28,29.

O pai contemporâneo se apresenta preocupado no cuidado ao recém-nascido, desde o pré-natal, bem como no pós-parto acompanhando o crescimento e desenvolvimento de seu filho, de modo próximo, realizando cuidados que estreitam os vínculos afetivos com a família. O homem-pai percebe-se como integrante do processo de nascimento do recém-nascido e se coloca à disposição, reconhecendo que sua família necessita de maior atenção desde o pré-natal e principalmente no pós-parto28, 29,30.

Os homens valorizam a paternidade, considerando-a uma experiência positiva. Ainda, percebem-se expectativas na relação de se tornar homem-pai e anseios quanto à concretização de planos relacionados à educação infantil. O significado da paternidade está enraizado na representação que o homem tem de si e de suas vivências, sendo esta uma perspectiva individual28, 29,30.

O fato de haver maior participação masculina demonstra o desejo de o homem tornar-se parte integrante do processo e não meramente um espectador. Os pais relatam, ainda, sentir uma alegria intensa ao ver a criança nascendo, principalmente ao perceberem que estava tudo bem com a mãe e com o filho31, 32.

Revelou-se a emoção do instante eterno, único, marcado por momentos inesquecíveis como a saída do bebê do corpo da mãe, o corte do cordão feito pelo pai. Por fim, foram pontuadas as responsabilidades impostas pela nova vida, pela nova família e as repercussões sobre a vida do homem, o novo pai, o que constitui a compreensão de que o homem nasce verdadeiramente como pai no mesmo instante em que presencia o nascer do filho33, 34.

Pesquisas internacionais buscam identificar os motivos que dificultam a apropriação das intervenções baseadas em evidências científicas e da mudança na prática assistencial em todo o mundo. Dentre as razões para identificar os motivos, destaca-se a falta de conhecimento científico dos profissionais e gestores do serviço de saúde, bem como a falta de interesse dos mesmos no que se diz respeito à produção técnica-científica na atenção à Saúde Obstétrica9.

O estabelecimento de comunicação efetiva, escuta qualificada e acolhimento sinalizam para os profissionais de saúde o resgate de assistência de qualidade e humanizada. O profissional não deve se sentir confrontado quando for questionado pela paciente ou pelo acompanhante, deve estimular a troca de saberes e conhecimento como ferramenta para a produção técnica-científica10.

Ao suporte contínuo de cuidado pelo acompanhante de livre escolha da parturiente, as mulheres podem desfrutar da presença de seu acompanhante em todas as etapas do parto e nascimento. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) cerca de 42,1% das mulheres foram acompanhadas no trabalho de parto, 32,7% durante o parto e 24,5% não tiveram acompanhante em nenhum momento. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o suporte contínuo durante o processo de parto e nascimento como forma de promover o cuidado respeitoso e melhor assistência à saúde materna e infantil12.

A contribuição do acompanhante durante o parto e nascimento, tem como resultados a promoção do conforto, confiança e segurança. As mulheres se sentem mais respeitadas e menos abandonadas, sendo menos expostas à violência física, verbal ou psicológica12.

Estudos revelam que há grande interesse e satisfação dos pais em acompanhar o processo de parto e nascimento. Os pais dizem que gostaram de auxiliar, dar suporte à mulher durante o parto e nascimento, porém têm medo de não conseguir ajudar ou acabar atrapalhando no processo. Outros estudos revelam que os pais também apresentam desconforto, ansiedade e traumas frente aos procedimentos realizados no processo de parto e nascimento. Já em relação ao nascimento, pesquisam evidenciam que os pais se sentem com um misto de sentimentos, ansiedade, nervosismo, emoção, tranquilidade e alívio ao ver e ouvir o seu filho pela primeira vez13.

Pesquisas exploratórias-qualitativas afirmam que a equipe de saúde é importante ao longo do processo de parto e nascimento, pois orientem, sanam as dúvidas e permanecem ao lado da parturiente e do acompanhante sempre que precisarem14.

O estabelecimento do Pai com a paternidade oferta a minimização do sentimento de solidão que as mulheres sentem. A presença de alguém conhecido e as atitudes adotadas por essas pessoas proporcionaram às mulheres o conforto e a calma que precisavam, sentindo-se mais confiantes e seguras em todo o processo de parto e nascimento. Neste momento o Pai consegue identificar a tamanha responsabilidade e o que está por vir, neste momento de parto e nascimento, o acompanhante fornece todo apoio necessário a sua companheira e ao seu filho ao nascer, situação que favorece o trinômio mãe-filho-pai, criação e fortalecimento de uma família9.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O apoio contínuo proporcionado pelo pai e/ou acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato caracteriza-se como fator protetor ao favorecer a redução de intervenções e práticas danosas à parturiente ou recém-nascido. Para assegurar a presença do pai e/ou acompanhante é fundamental que ocorra fiscalização de órgãos responsáveis nas instituições, para que ocorram mudanças na formação e aperfeiçoamento dos profissionais na assistência ao parto e nascimento. Além disso, as mulheres, os pais ou acompanhantes devem ser estimulados desde o pré-natal, via grupos, rodas de conversa e educação em saúde, a lutar por uma assistência humanizada e baseada em evidências científicas, buscando o resgate do protagonismo da mulher no evento fisiológico, natural e familiar conhecido como parto e nascimento.

O profissional de Enfermagem, principalmente os Enfermeiros Obstetras necessitam estabelecer interações e relações de cuidado, com base na solidariedade, apoio emocional e conforto a parturiente e acompanhante. Espera-se outro cenário de assistência, cenário este que seja capaz de influenciar positivamente na percepção do parto e nascimento para a mulher, pai e recém-nascido desde o pré-natal até o momento do nascimento.

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[1] Enfermeiro e Docente. Graduado em Enfermagem pela Escola de Ciências da Saúde da Universidade Anhembi Morumbi. Pós-graduando em Enfermagem Obstétrica e Ginecológica pela Faculdade Israelita de Ciências da Saúde do Hospital Albert Einstein – Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa. Pós-graduando Enfermagem em Saúde Pública pela Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo.

[2] Enfermeira e Docente. Graduada em Enfermagem pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo. Especialista em Enfermagem Obstétrica pela Universidade Federal de São Paulo. Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal de São Paulo. Doutoranda em Enfermagem pela Universidade Federal de São Paulo.

Enviado: Dezembro, 2018.

Aprovado: Julho, 2019.

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