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Perfil dos atendimentos fonoaudiológicos em linguagem no município de São Tomé/RN

RC: 110307
338
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DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/saude/atendimentos-fonoaudiologicos

CONTEÚDO

ARTIGO ORIGINAL

SANTOS,  Ana Caroline Esther Gonçalves dos [1], ALEIXO, Lorena Cavalcanti Menezes Zumba [2], SANTOS, Ariana Elite dos [3]

SANTOS,  Ana Caroline Esther Gonçalves dos. ALEIXO, Lorena Cavalcanti Menezes Zumba. SANTOS, Ariana Elite dos. Perfil dos atendimentos fonoaudiológicos em linguagem no município de São Tomé/RN. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 07, Ed. 04, Vol. 03, pp. 71-100. Abril de 2022. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/atendimentos-fonoaudiologicos, DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/saude/atendimentos-fonoaudiologicos

RESUMO 

A fonoaudiologia pode se inserir na Atenção Primária atuando no Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Primária em Saúde, desenvolvendo atividades comuns a outros profissionais e ações específicas. A realização dessas ações depende de dados a respeito da população para conhecer suas necessidades, identificar fatores de risco para os distúrbios fonoaudiológicos e propor novas estratégias de atuação. A investigação foi norteada pela seguinte questão, qual é o perfil dos atendimentos fonoaudiológicos em linguagem no município de São Tomé no estado do Rio Grande do Norte? Como objetivo foi definido traçar o perfil dos atendimentos fonoaudiológicos na área de linguagem do Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Primária em Saúde do município de São Tomé/RN. Foi utilizada a análise dos prontuários dos pacientes, de janeiro de 2013 até fevereiro de 2020 como técnica de coleta de dados, a partir do instrumento desenvolvido pelas pesquisadoras para verificar a área de residência, faixa etária, sexo, escolaridade, diagnóstico de linguagem, tempo de tratamento, alta, permanência ou desligamento e informações sobre o responsável desse usuário (sexo, idade e escolaridade). Tais dados foram submetidos a uma análise descritiva para a caracterização da amostra. Somente 39 prontuários atenderam aos critérios de inclusão. Houve predomínio da zona urbana (77%), sexo masculino (71%), desvio/transtorno fonológico (56%), faixa etária de 0 a 5 anos e ausência de informações sobre a escolaridade dos usuários (46%). A ausência de informações prevaleceu nos dados referentes aos responsáveis pelos usuários, afirmando somente que a figura materna foi a maioria (84,6%). O perfil dos atendimentos em linguagem do Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Primária em Saúde de São Tomé/RN é de usuários do sexo masculino na faixa etária de 0 a 5 anos, residentes na zona urbana, com desvio/transtorno fonológico e tempo de atendimento inferior a 3 anos, sendo as mães suas responsáveis.

Palavras-chave: Epidemiologia; saúde pública; atenção primária à saúde; fonoaudiologia; linguagem.

1. INTRODUÇÃO

A fonoaudiologia está inserida em diversos âmbitos de atenção à saúde, desde o ambiente hospitalar até a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com Silva et al. (2017), a presença da assistência fonoaudiológica na rede pública de saúde, viabilizando o acesso dos usuários à preservação e cuidados com relação à saúde da comunicação, tem aumentado substancialmente a partir da última década.

Regulamentado pela Lei Orgânica nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, o Sistema Único de Saúde (SUS), considerado como um dos sistemas mais complexos, tendo como base a promoção, prevenção e recuperação da saúde, prevê a saúde como garantia e direito de todos. Em seu Art. 4º a Lei define o SUS como sendo “O conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais […]” (BRASIL, 1990, p. 1).

Esse se divide em níveis de atenção (primária, secundária e terciária) e complexidade (baixa, média e alta). A Atenção Primária à Saúde (APS), porta de entrada para o SUS, tem como objetivo desenvolver uma atenção integral que impacte positivamente na saúde das coletividades por meio de ações, individuais e coletivas, que englobam a promoção e a proteção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução dos danos e a manutenção da saúde (BRASIL, 2010).

O Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Primária em Saúde (NASF-APS) foi criado buscando aumentar a resolutividade da APS (BRASIL, 2014), incluindo atuar em ações intersetoriais e interdisciplinares, promoção, prevenção, reabilitação da saúde e cura, além de humanização dos serviços, educação permanente, promoção da integralidade e da organização territorial dos serviços de saúde (BRASIL, 2010). A fonoaudiologia está inserida no NASF-APS desenvolvendo tanto atividades comuns a outros profissionais quanto ações específicas, sendo essas identificar os fatores de risco que levam aos distúrbios da comunicação e funções orofaciais, compartilhar a construção de projetos terapêuticos dos usuários com necessidade de atenção especializada, realizar consulta compartilhada com a equipe de saúde da família, facilitar a inclusão social de usuários com deficiência auditiva, física e intelectual, promover educação permanente para os profissionais de saúde e da educação a respeito dos diversos distúrbios da comunicação (CFFa, 2015).

O NASF-APS surgiu no ano de 2008, mas foi implantado no município de São Tomé, cidade interiorana do Rio Grande do Norte, apenas em 2010, com a modalidade do tipo NASF 1, apoiando cinco equipes de Estratégia de Saúde da Família. Atualmente, permanecendo nessa mesma modalidade, conta com uma gama de especialidades que atuam em ações individuais (ambulatórios e visitas domiciliares) e em conjunto (grupos, atendimentos compartilhados, ações de orientação), a equipe é composta por dois fisioterapeutas, uma psicóloga, uma nutricionista, um profissional da educação física e uma fonoaudióloga.

A linguagem é uma habilidade metacognitiva constituída de engramas complexos e capacidades que se ampliam no decorrer das experiências com o meio externo; e a investigação de disfunções ao longo de seu processo de aquisição pode favorecer a intervenção e o diagnóstico precoce de alterações que, de acordo com Hage e Pinheiro (2017), acarretam comprometimentos em processos ímpares e complexos atribuídos apenas ao ser humano.

De acordo com Montenegro e Queiroga (2017), para a análise de uma situação-problema, definir sua resolução e formular uma política pública eficiente que proporcione benefícios aos usuários do sistema, é necessário possuir dados epidemiológicos significativos. Estudos que caracterizaram os atendimentos de determinada instituição (SILVA et al., 2019) ou até mesmo buscaram descrever o perfil de determinada população (HUGHES; SCIBERRAS; GOLDFELD, 2016; LONGO et al., 2017), foram realizados com o propósito de colher dados específicos e reunir múltiplos fatores para planejamento e possíveis melhorias das atividades, como sugere o estudo de Miyagishima et al. (2020), para que as ações de saúde sejam executadas com clareza e objetividade, delimitando quais são as reais necessidades da população e definindo um plano de execução eficaz. Dessa forma, a investigação foi norteada pela seguinte questão, qual é o perfil dos atendimentos fonoaudiológicos em linguagem no município de São Tomé no estado do Rio Grande do Norte? Sendo assim, o objetivo do trabalho foi identificar o perfil dos atendimentos fonoaudiológicos na área da linguagem no NASF-APS do município de São Tomé no interior do Rio Grande do Norte.

2. DESENVOLVIMENTO 

2.1 METODOLOGIA

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL-UFRN) sob o número de parecer 4.435.262. Todos os participantes da pesquisa assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) (Apêndice A), fornecendo concordância expressa. Trata-se de uma análise documental do tipo transversal, quantitativa e descritiva. A coleta de dados foi realizada no NASF-APS do município de São Tomé no interior do Rio Grande do Norte.

O serviço de fonoaudiologia oferece atendimento desde o ano de estabelecimento do NASF-APS no município em questão, a partir de então atende à demanda de, em média, trinta e dois atendimentos ambulatoriais por semana, durante três dias da semana, sendo dois dias em que são ofertados atendimentos ambulatoriais fonoaudiológicos generalistas, realizando encaminhamentos para outras especialidades quando necessário, reservando um dia para reuniões e realização dos testes neonatais (teste da orelhinha e da linguinha).

A amostra do estudo é composta pelos prontuários dos usuários que foram atendidos pelo setor de fonoaudiologia na área da linguagem entre os anos de 2013 até o ano de 2020, que possuíam os dados completos em sua anamnese anexada aos seus prontuários de atendimento e haviam assinado o TCLE. Foram excluídos os prontuários de pacientes que não apresentaram alterações relacionadas à linguagem e aqueles que não assinaram o TCLE.

A coleta dos dados foi realizada a partir de um instrumento (Apêndice B) desenvolvido pelas pesquisadoras para apurar as seguintes variáveis a área de residência (zona urbana ou rural); a faixa etária (de 0 a 5 anos, 6 a 11 anos, 12 a 17 anos e de 18 a 23 anos); o sexo (masculino ou feminino); escolaridade (educação infantil, alfabetização, ensino fundamental completo ou incompleto, ensino médio completo ou incompleto, ensino superior completo ou incompleto e se consta essa informação); o diagnóstico de linguagem; o tempo de atendimento (menos de 3 anos, até 7 anos ou mais de 7 anos); se o usuário recebeu alta, se foi desligado do tratamento ou se ainda permanece em atendimento; e algumas informações a respeito do responsável por esse usuário (sexo, idade, escolaridade e se consta essa informação). As patologias de linguagem consideradas como critério de inclusão no estudo, devido a sua recorrência na rotina clínica, são desvio/transtorno fonológico, gagueira, transtornos de aprendizagem, dificuldade de aprendizagem, atraso de linguagem, Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem (TDL/DEL) e Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A partir da observação das informações contidas no instrumento, os dados foram organizados em planilha no programa Excel 2007 e submetidos à análise estatística descritiva sob cálculo de frequência das respostas obtidas com a análise das informações obtidas nos prontuários e no instrumento, utilizando os critérios acima para identificar e delinear o perfil dos atendimentos em linguagem realizados no NASF-APS do município de São Tomé/RN.

2.2 RESULTADOS E DISCUSSÃO

O total de prontuários do serviço é de 229, porém apenas 72 eram da área de linguagem e somente 39 deles atenderam a todos os critérios de inclusão supracitados. A amostra foi então composta por 28 prontuários que pertenciam aos indivíduos do sexo masculino (71%) e 11 prontuários que pertenciam a usuários do sexo feminino (29%) com idades que vão desde a primeira infância até o final da adolescência.

Dentre os prontuários selecionados houve predominância da zona urbana (77%), faixa etária de 0 a 5 anos (57%), sexo masculino (71%), prevalência do diagnóstico de desvio/transtorno fonológico (56%). No que se refere à escolaridade, a ausência de informações prevalece (46%), sinalizada no instrumento como “nada consta”, foi o dado mais numeroso seguido pela Educação Infantil (26%) e o Ensino Fundamental incompleto (21%). No tocante ao tempo de atendimento, foi observado a predominância “menos de 3 anos” composto por 82% dos sujeitos, não existindo prontuários de usuários que haviam ultrapassado os 7 anos de atendimento. No que se diz respeito à situação do atendimento há predomínio de registros dos pacientes que permanecem em atendimento (41%), seguida por altos índices de desligamentos (31%), como descrito no Quadro 1.

Quadro 1- Distribuição de frequência das variáveis do estudo.

Zona
Urbana 30 77%
Rural 7 18%
Sem área 2 5%
Gênero
Masculino 28 71%
Feminino 11 29%
Faixa etária
De 0 a 5 anos 22 57%
De 6 a 11 anos 15 38%
De 12 a 17 anos 2 5%
De 18 a 23 anos 0 0%
Escolaridade
Educação Infantil 10 26%
Alfabetização 1 2%
Ensino Fundamental INC 8 21%
Ensino Fundamental COM 0 0%
Ensino Médio INC 2 5%
Ensino Médio COM 0 0%
Nada consta 18 46%
Diagnóstico
Desvio/transtorno fonológico 22 56%
Gagueira 4 10%
Transtorno de aprendizagem 0 0%
Dificuldade de aprendizagem 8 21%
Atraso de linguagem 5 13%
Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem (TDL/DEL) 0 0%
Transtorno do Espectro Autista (TEA) 2 5%
Outros 0 0%
Tempo de atendimento
Menos de 3 anos 32 82%
De 4 a 7 anos 5 13%
Mais de 7 anos 0 0%
Nada consta 2 5%
Situação do atendimento
Alta 8 21%
Desligado 12 31%
Em atendimento 16 41%
Nada consta 3 7%

Fonte: Dados coletados pelas pesquisadoras no NASF-APS de São Tomé/RN 2021.

A associação das variáveis sexo, faixa etária e diagnóstico, expôs que, independentemente da faixa etária e do diagnóstico, o sexo masculino continuou predominante, encontrando-se, inclusive, diagnósticos em que só há registro do sexo masculino (Gráfico 4 e 6). A exceção está no diagnóstico de gagueira, cuja faixa etária e a quantidade de usuários do sexo masculino e feminino foi a mesma (Gráfico 3).

Gráfico 1 – Associação das variáveis sexo e faixa etária.

Associação das variáveis sexo e faixa etária
Fonte: Dados coletados pelas pesquisadoras no NASF-APS São Tomé/RN 2021.

Gráfico 2 – Associação das variáveis sexo, faixa etária e diagnóstico de linguagem (desvio/transtorno fonológico).

Associação das variáveis sexo, faixa etária e diagnóstico de linguagem (desviotranstorno fonológico)
Fonte: Dados coletados pelas pesquisadoras no NASF-APS São Tomé/RN 2021.

Gráfico 3 – Associação das variáveis sexo, faixa etária e diagnóstico de linguagem (gagueira).

Associação das variáveis sexo, faixa etária e diagnóstico de linguagem (gagueira)
Fonte: Dados coletados pelas pesquisadoras no NASF-APS São Tomé/RN 2021.

Gráfico 4 – Associação das variáveis sexo, faixa etária e diagnóstico de linguagem (dificuldade de aprendizagem).

Associação das variáveis sexo, faixa etária e diagnóstico de linguagem (dificuldade de aprendizagem)
Fonte: Dados coletados pelas pesquisadoras no NASF-APS São Tomé/RN 2021.

Gráfico 5 – Associação das variáveis sexo, faixa etária e diagnóstico de linguagem (atraso de linguagem).

Associação das variáveis sexo, faixa etária e diagnóstico de linguagem (atraso de linguagem)
Fonte: Dados coletados pelas pesquisadoras no NASF-APS São Tomé/RN 2021.

Gráfico 6 – Associação das variáveis sexo, faixa etária e diagnóstico de linguagem (Transtorno do Espectro Autista-TEA).

Associação das variáveis sexo, faixa etária e diagnóstico de linguagem (Transtorno do Espectro Autista-TEA)
Fonte: Dados coletados pelas pesquisadoras no NASF-APS São Tomé/RN 2021.

Os prontuários exibiram que a maioria dos usuários estavam sendo atendidos a menos de 3 anos, incluindo a totalidade da zona rural e os 2 prontuários nomeados como “sem área”, denominados assim pois neles não constavam as zonas que residiam 2 usuários. A situação dos atendimentos expôs que a maior parte dos usuários da zona urbana ainda está em atendimento, seguido pela grande quantidade de desligamentos. A totalidade da zona rural possui menos de 3 anos de tempo de atendimento e mais da metade dos prontuários mostraram que os usuários ainda se encontram em atendimento (Tabela 1).

Tabela 1 – Tempo e situação de atendimento de acordo com a zona de residência dos usuários

Tempo de atendimento (em anos) Zona urbana Zona rural Sem área
Menos de 3 23 7 2
Até 7 5
Mais que 7
Nada consta 2
Total 30 7 2
Situação de atendimento
Recebeu alta 5 1 2
Foi desligado 10 2
Ainda está em atendimento 12 4
Nada consta 3
Total 30 7 2

Fonte: Dados coletados pelas pesquisadoras no NASF-APS São Tomé/RN 2021.

A quantidade de informações sobre os responsáveis dos usuários foi muito abaixo do esperado, os prontuários mostraram que a maioria desses responsáveis eram do sexo feminino (figura materna) e a ausência de informação sobre a escolaridade predominou (89,7%), seguida pelo Ensino Superior completo (5,1%). Nenhum prontuário continha informação sobre as idades dos responsáveis (Tabela 2).

Tabela 2 – Caracterização dos responsáveis pelos usuários

Variáveis consideradas N %
Sexo
Casal
Masculino
1
3
2,6
7,7
Feminino
Nada consta
33
2
84,6
5,1
Escolaridade
Ensino Fundamental INC
Ensino Fundamental COM
Ensino Médio INC
Ensino Médio COM 1 2,6
Ensino Superior INC 1 2,6
Ensino Superior COM
Nada consta
2
35
5,1
89,7
Total 39 100,0

Legenda: N= Número; INC=Incompleto; COM= Completo

Fonte: Dados coletados pelas pesquisadoras no NASF-APS de São Tomé/RN 2021.

O trabalho verificou que a maioria dos usuários possuem idade de 0 a 11 anos, sendo as faixas etárias de 0 a 5 anos e 6 a 11 anos as mais numerosas, concordando com estudos anteriores (BARROS; OLIVEIRA, 2010; MOLINI-AVEJONAS; ESTEVAM; COUTO, 2015; MOLINI-AVEJONAS et al., 2018), havendo contraste quanto a escolaridade sendo predominante a educação infantil e não o ensino fundamental incompleto como nos estudos supracitados. Tal fato pode ser explicado, pois as crianças da educação infantil estão experimentando novas relações sociais e com isso são cobradas pelos educadores em vários aspectos, sendo a fala um deles e em caso de algo distinto do esperado para a idade, os pais são sinalizados e orientados a buscar ajuda profissional (CÉSAR; MAKSUD, 2007; DINIZ; BORDIN, 2011; LONGO et al., 2017).  No entanto, o ensino fundamental incompleto foi a segunda escolaridade mais numerosa e que apresentou em sua a maioria indivíduos residentes da zona rural, acredita-se que pela dificuldade de acesso ao serviço de atenção à saúde analisado (DANTAS et al., 2021; LENZ et al., 2020), e, portanto, comum a procura por orientação profissional tardiamente.

O número dominante de usuários do sexo masculino, um total de 28, no setor de fonoaudiologia também foi encontrado em outros estudos (BARROS; OLIVEIRA, 2010; BORGES; MEDEIROS; LEMOS, 2018; CERON et al., 2017), o mesmo ocorreu no estudo de Silva et al. (2019) em que a amostra foi heterogênea na faixa etária e ainda assim, o sexo masculino foi prevalente. Indivíduos do sexo masculino possuem maior risco biológico em seu desenvolvimento cognitivo e motor, isso vem desde picos de hormônios como a testosterona nos períodos pré e perinatal, sendo então mais sujeitos a problemas de saúde (CHO; HOLDITCH-DAVIS; MILES, 2010). Assim como o estudo de Cavalheiro; Brancalioni e Keske-Soares (2012), que verificou uma prevalência superior de problemas de linguagem, o desvio fonológico, para indivíduos do sexo masculino em comparação ao sexo oposto. Além disso, ao se tratar de fala, Caldeira et al. (2013) mostrou que os indivíduos do sexo masculino também possuem o dobro de chances de apresentarem alterações de fala.

O desvio/transtorno fonológico foi o diagnóstico de linguagem mais frequente neste trabalho, sendo o sexo masculino predominante com esse quadro acordando com estudos prévios da literatura (ANGST et al., 2015; BORGES; MEDEIROS; LEMOS, 2018; CAVALHEIRO; BRANCALIONI; KESKE-SOARES, 2012; CERON et al., 2017; INDRUSIAK; ROCKENBACH, 2012; PATAH; TAKIUCHE, 2008). O estudo de Rabelo et al. (2011) não encontrou associação entre as alterações na fala e as variáveis referente ao sexo dos sujeitos estudados, no entanto, vale destacar que fala e linguagem são conceitos distintos. Sujeitos do sexo feminino possuem melhores habilidades quanto ao rápido uso de informações fonológicas e semânticas na memória de longo prazo, enquanto os do sexo masculino têm habilidades superiores nas tarefas que envolvem transformação na memória visuoespacial, resposta espaço-temporal e raciocínio fluido (HALPERN, 1997).

O Gráfico 3 quantificou o mesmo número de crianças com o diagnóstico de gagueira, tanto do sexo feminino quanto do sexo masculino e na faixa etária de 0 a 5 anos. Tal acontecimento concordou com o estudo de Reilly et al. (2009) que apontou a incidência de gagueira por volta do terceiro ano de vida. O sexo masculino é apontado como o de maior risco para a gagueira independente da predisposição genética para tal distúrbio de fluência (OLIVEIRA et al., 2012; OLIVEIRA; CAMPOS, 2017; REILLY et al., 2009). No entanto, também no trabalho de Oliveira et al. (2012), foi encontrado um número superior de indivíduos do sexo feminino com gagueira na faixa etária de 3 a 4 anos, resultado semelhante ao encontrado na contabilização dos dados neste estudo.

O Gráfico 4 apresenta apenas indivíduos do sexo masculino com diagnóstico de dificuldade de aprendizagem, desde a faixa etária de 0 a 5 anos até a faixa etária de 12 a 17 anos, sendo a de 6 a 11 anos a mais numerosa. O estudo de Corso e Meggiato (2019), verificou que as idades vão desde 8 anos até os 12 anos, sendo 8 anos a maioria dos alunos de sua amostra, todas essas idades estão dentro da faixa etária que contém mais usuários no trabalho. A dominância do sexo masculino com esse diagnóstico, concordou com os estudos de Golke et al. (2020) e o estudo supracitado de Corso e Meggiato (2019), os quais também obtiveram o sexo masculino como maioria. A razão para isso, de acordo com Vieira (2017) é devido à diferença de comportamento entre meninos e meninas, os meninos são tidos como mais rebeldes e pouco disciplinados, o que leva ao emprego de modelos de educação diferentes para os sexos.

O tempo de atendimento que prevaleceu foi de “menos de 3 anos” o que pode estar relacionado à alta porcentagem de desligamentos, devido ao excessivo número de faltas ao longo do tratamento fonoaudiológico, e consequentemente, baixo índice de alta, em que se assemelha a situação encontrada no estudo de Farias et al. (2020). O resultado da baixa adesão ao tratamento na Atenção Primária à Saúde também pode ser esclarecido em estudos como o de Mafra e Vianna (2017), os quais elencaram os fatores que levam a não-adesão, que vão desde a incompatibilidade de horários até a observação de melhora do caso clínico pela família, pontuados nos relatos de Paro; Vianna e Lima (2013). Apesar de demonstrarem atraso na busca por atendimento devido à dificuldade de acesso, como discutido anteriormente, os indivíduos residentes da zona rural demonstraram menores índices de desistência e melhor adesão à intervenção terapêutica.

As informações encontradas a respeito dos cuidadores dos usuários foram insuficientes, resumiram-se ao grau de parentesco e ao sexo dos mesmos, a idade não consta em prontuário algum e a escolaridade apenas em quatro prontuários, sendo ela o ensino superior, dois completos e um incompleto. O sexo feminino prevaleceu entre os cuidadores, com grau de parentesco predominante a figura materna, coincidindo com o trabalho de Silva; Couto e Molini-Avejonas (2013). Alguns estudos foram capazes de mostrar a importância do grau de escolaridade dos pais, consequentemente nível socioeconômico, na aquisição e desenvolvimento da linguagem das crianças, quanto maior a escolaridade dos pais mais acelerado é o desenvolvimento de seus filhos e menores são os riscos que esses correm (ANDRADE et al., 2005; CEBALLOS; CARDOSO, 2009; HUGHES; SCIBERRAS; GOLDFELD, 2016; SCOPEL; SOUZA; LEMOS, 2012; SILVA et al., 2012).

A demanda e distribuição de fonoaudiólogos pelo país vem aumentando ao longo dos anos por inúmeras razões, uma delas é a criação de políticas públicas de saúde que passaram a reconhecer as necessidades de saúde da população e consequentemente reconhecimento da profissão, levando ao aumento da demanda desses profissionais no SUS (SOUZA et al., 2017). Entretanto, como o estudo anteriormente citado também indica, a oferta de profissionais nem sempre é homogênea e voltada para a demanda, com isso é possível pressupor que tal situação acarrete em um crescente número de pessoas em busca do serviço e poucos profissionais, os quais necessitam diminuir o tempo de atendimento a fim de suprir a demanda, reduzir filas de espera e aumentar a resolutividade da APS, onde foi observada a frequente ausência de informações nos prontuários de atendimento, devido às tais limitações empregadas à prática. Outro fator que pode justificar a frequente ausência de informações nos prontuários é a falta de padronização no preenchimento dos mesmos. Alguns autores também se depararam com essa realidade e ainda apontaram outros problemas relacionados a esses documentos como preenchimento incorreto ou ilegível (FERNANDES et al., 2019); utilização de prontuários avulsos, o que facilitou a perda dos mesmos (BOTELHO, 2014); e armazenamento em locais inadequados (VASCONCELLOS; GRIBEL; MORAES, 2008). Este último trabalho, inclusive, verificou que o registro dos atributos sociais (situação familiar, escolaridade, qual trabalho exerce) foram insuficientes, assim como neste trabalho, especialmente as informações sobre os responsáveis pelos usuários.

Dentre as limitações encontradas no decorrer do estudo, a insuficiência de dados na anamnese anexados aos prontuários dos usuários foi preponderante, tornando decisiva esta pesquisa para a proposição da elaboração de um instrumento de anamnese mais abrangente e padronizado de forma a permitir o aprimoramento da assistência ofertada e refinamento dos procedimentos destinados a este grupo populacional, conforme o estudo de Frois e Mangilli (2021). Como também, o cenário de pandemia do Covid-19 que impossibilitou o contato com diversos pacientes acarretando uma amostra menor.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após delineamento do perfil dos atendimentos fonoaudiológicos em linguagem no NASF-APS do município de São Tomé, interior do Rio Grande do Norte, e respondendo à questão norteadora deste estudo, foi possível observar a presença determinante do sexo masculino nos diagnósticos de linguagem incluídos no estudo, mas em especial o desvio/transtorno fonológico na faixa etária de indivíduos da primeira infância. O tempo de atendimento predominante foi menos de 3 anos e os prontuários mostram que a maior parte dos usuários ainda estão em atendimento, apesar do alto índice de desligamentos. Quanto aos dados dos responsáveis pelos usuários, a ausência de informações prevaleceu. Desse modo, torna-se necessária a padronização no preenchimento dos dados dos prontuários e um compromisso dos profissionais em informar a população sobre o tratamento precoce e os efeitos tardios do desvio/transtorno fonológico na linguagem oral e escrita das crianças.

REFERÊNCIAS

ANDRADE, Susanne Anjos et al. Ambiente familiar e desenvolvimento cognitivo infantil: uma abordagem epidemiológica. Revista Saúde Pública, São Paulo/SP, v. 39, n. 4, p. 606-611, ago. 2005. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rsp/a/jPxmqX5RTqrsYdHBHJzN9bf/?lang=pt. Acesso em 16/06/2021.

ANGST, Otília Valéria Melchiors et al. Prevalência de alterações fonoaudiológicas em pré-escolares da rede pública e os determinantes sociais. Revista CEFAC, Campinas/SP, v. 17, n. 3, p. 727-733, maio-jun. 2015. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rcefac/a/L84JYt6Tdz8hF7hwbnCCbft/abstract/?lang=pt. Acesso em 08/06/2021.

BARROS, Percy Maria de Lima; OLIVEIRA, Priscila Nogueira de. Perfil dos pacientes atendidos no setor de fonoaudiologia de um serviço público de Recife-PE. Revista CEFAC, Campinas/SP, v. 12, n. 1, p. 128-133, fev. 2010. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S151618462010000100017&script=sci_abstract&tlng=pt. Acesso em 17/04/2020.

BORGES, Maria Garcia de Souza; MEDEIROS, Adriana Mesquita de; LEMOS, Stela Maris Aguiar. Queixas e hipóteses diagnósticas de pacientes avaliados em serviço fonoaudiológico ambulatorial. Distúrbios da Comunicação, São Paulo/SP, v. 30, n. 1, p. 103-116, mar. 2018. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/dic/article/view/32313/25034. Acesso em 31/07/2020.

BOTELHO, Fernanda Rebouças. Organização e conscientização da importância do prontuário como ferramenta na assistência ao paciente na unidade de saúde Palmital em Lagoa Santa, Minas Gerais. 2014. 35 f. TCC (Especialização) – Curso de Especialização em Atenção Básica em Saúde da Família, Universidade Federal de Minas Gerais, Lagoa Santa, 2014. Disponível em: https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/organizacao-conscientizacao-importancia-prontuario.pdf. Acesso em 24/07/2021.

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APÊNDICE AApendice 1

Apendice 2

 

Apendice 3

Apendice 4

Apendice 5

Apendice 6

APÊNDICE B

INSTRUMENTO PARA A COLETA DE DADOS

(Marcar um “X” quando houver parênteses para as opções de respostas):

Nome do paciente: _______________________________________________

Número do prontuário: ____________

Data de nascimento: ____/____/_____

Área que pertence:    Zona Urbana (  )   Zona Rural (  )

Idade (no momento da coleta):

0 a 5 anos (  ) 6 a 11 anos (  )   12 a 17 anos (  )  18 a 23 anos (  )

Sexo: Masculino (   )          Feminino (  )

Escolaridade:

Educação Infantil (  )

Alfabetização (  )

Ensino Fundamental completo (  )           incompleto (  )

Ensino Médio completo (  )    incompleto (  )

Ensino Superior completo (  )    incompleto (  )

(  ) Nada consta

Diagnóstico: Desvio/transtorno fonológico (  )    Gagueira (  )

Transtornos de aprendizagem (  )      Dificuldade de aprendizagem (  )

Atraso de linguagem (  )

Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem (TDL/DEL) (  )

Transtorno do Espectro Autista (TEA) (  )      Outros (  )

Tempo de atendimento:

Menos de 3 anos (  )           Até 7 anos (  )           Mais que 7 anos (  )

Recebeu alta: Sim (  )    Não (  )        Foi desligado: Sim (  )    Não (  )

Ainda está em atendimento: Sim (  )    Não (  )

Principal cuidador / responsável: ___________________________________

Sexo: Masculino (   )  Feminino (  )       Idade do principal cuidador: __________

Escolaridade do principal cuidador:

Ensino Fundamental completo (  )   incompleto (  )

Ensino Médio completo (  )    incompleto (  )

Ensino Superior completo (  )    incompleto (  )

(   ) Nada consta.

[1] Pós-graduada em nível de Especialização em Linguagem pela Faculdade Novo Horizonte (INESP-Polo em Natal/RN); pós-graduada em Fundamentos em Voz pela Faculdade Unyleya; graduada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). ORCID: 0000-0002-4399-7934.

[2] Pós-graduada em nível de Especialização em Linguagem pela Faculdade Novo Horizonte (INESP-Polo em Natal/RN); graduada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). ORCID: 0000-0002-4399-7934.

[3] Orientadora. ORCID:0000-0003-1723-7074.

Enviado: Março, 2022.

Aprovado: Abril, 2022.

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Ana Caroline Esther Gonçalves dos Santos

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