Enfermagem E Os Cuidados Emergenciais Na Doença Hipertensiva Específica Na Gravidez

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SANTOS, Keilane Carvalho [1], BRASILEIRO, Marislei Espíndula [2]

SANTOS, Keilane Carvalho. BRASILEIRO, Marislei Espíndula. Enfermagem E Os Cuidados Emergenciais Na Doença Hipertensiva Específica Na Gravidez. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 11, Vol. 08, pp. 17-26 Novembro de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

Objetivos: investigar as causas da hipertensão gestacional; conhecer a classificação das doenças hipertensivas na gestação mais aceitas na atualidade; definir a assistência da enfermagem nos cuidados emergenciais na doença hipertensiva específica na gravidez. Materiais e Método: Estudo do tipo descritivo, exploratório, com análise integrativa da literatura disponível em bibliotecas convencionais e virtuais. Resultados: a hipertensão arterial gestacional é considerada uma das mais importantes complicações do ciclo gravídico-puerperal, com incidência entre 6% a 30% das gestantes e resulta em alto risco de morbidade e mortalidade materna e perinatal. Os cuidados emergenciais dedicados a gestante hipertensiva pela enfermagem são: monitorar seus sinais vitais, auferir a pressão arterial, manter o ambiente tranquilo, instruir quanto à importância de relatar sintomas como cefaleia, alterações visuais, tonteira e dor, puncionar e manter acesso venoso periférico, de acordo com a prescrição médica. Conclusão: as mulheres grávidas com hipertensão são consideradas vulneráveis e necessitam de maior atenção por parte da enfermagem, principalmente nos casos de cuidados emergenciais, exigindo um conhecimento maior dos enfermeiros responsáveis pelas mulheres gestantes.

Palavra-chave: Enfermagem, Gestação, Hipertensão, Cuidados de Enfermagem.

INTRODUÇÃO

A partir da percepção de que a hipertensão gestacional é uma das mais importantes complicações durante a gravidez, principalmente por apresentar alto risco de morbidade e mortalidade tanto para a mãe quanto para o feto, é que se propõe o estudo intitulado “Enfermagem e os Cuidados Emergenciais na Doença Hipertensiva Especifica Gravidez”.

A hipertensão na gravidez recebe a designação de síndrome hipertensiva gestacional a partir da aferição pressórica igual ou acima de 140 mmHg para pressão sistólica e 90 mmHg para pressão diastólica, sendo esta identificada na fase V de Karotkoff, pois os sons de Karotkoff possibilitam definir com mais exatidão os momentos de variação das pressões arteriais, com reconhecimento do exato valor das pressões sistólicas e diastólicas (THULER et al., 2018).

As síndromes hipertensivas gestacionais são ainda classificadas em hipertensão arterial crônica, hipertensão arterial crônica super ajuntada à pré-eclâmpsia, hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia e eclampsia (OLIVEIRA, 2015).

A questão norteadora foi: quais os cuidados emergenciais da enfermagem em relação às mulheres grávidas com risco de doenças causadas pela hipertensão arterial? Para responder a este questionamento, utilizou-se como metodologia a revisão integrativa, a qual foi conduzida nas seguintes etapas: definição da questão norteadora; busca na literatura de estudos primários sobre a enfermagem e os cuidados emergenciais na doença hipertensiva na gravidez; descrição de dados; análise e síntese dos resultados e discussões a partir da revisão da literatura.

A busca dos textos primários foi feita por meio dos descritores emergência, gravidez e hipertensão arterial da Biblioteca Virtual de Enfermagem (BIREME). A escolha dessa base de dados foi em virtude do quantitativo de indexação de artigos da área de saúde, bases que contemplam estudos primários, bem como temáticas relacionadas à enfermagem.

O estudo dos dados foi caracterizado no quadro 1 contemplando: autor, objetivos, métodos e resultados. A análise dos resultados evidenciados foi feita de modo descritivo, apresentando uma síntese de cada estudo incluído na revisão integrativa.

A justificativa para este estudo é que a hipertensão arterial gestacional é considerada uma das mais importantes complicações do ciclo gravídico-puerperal, com incidência entre 6% a 30% das gestantes e resulta em alto risco de morbidade e mortalidade materna e perinatal (BRAZ, 2017). Além disso, as mulheres grávidas com hipertensão são consideradas vulneráveis e necessitam de maior atenção por parte da enfermagem, principalmente nos casos de cuidados emergenciais, exigindo um conhecimento maior dos enfermeiros responsáveis pelas mulheres gestantes.

Completam o rol de justificativas, o fato de que os resultados deste estudo poderão auxiliar no aprimoramento de estratégias preventivas, evitando de forma primária, a morbidade e mortalidade materna e do feto.

Espera-se com este estudo a promoção dos conhecimentos de todos aqueles que se interessam pelo assunto, em especial, a equipe de enfermagem responsável pelas grávidas com risco de hipertensão arterial.

OBJETIVOS

  • Investigar as causas da hipertensão gestacional segundo a literatura.

2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • Conhecer a classificação das doenças hipertensivas na gestação mais aceitas na atualidade;
  • Definir a assistência da enfermagem nos cuidados emergenciais na doença hipertensiva específica na gravidez.

3. MATERIAIS E MÉTODOS

Estudo do tipo descritivo e bibliográfico, exploratório, com análise integrativa da literatura disponível em bibliotecas convencionais e virtuais.

O estudo bibliográfico se caracteriza pela análise de livros, revistas, outros tipos de pesquisa e portal eletrônico especializado (SEVERINO, 2006).

A revisão integrativa é um método que proporciona a síntese de conhecimento e a incorporação da aplicabilidade de resultados de estudos significativos na prática tendo como objetivo apresentar as fases constituintes de uma revisão integrativa e os aspectos relevantes a serem considerados para a utilização desse recurso metodológico. Trata-se de um estudo realizado por meio de levantamento bibliográfico e baseado na experiência vivenciada pelas autoras por ocasião da realização de uma revisão integrativa (SOUZA; SILVA; CARVALHO, 2010).

A revisão integrativa se caracteriza pela análise de pesquisas de relevância para a tomada de decisão e melhoria da prática clínica da enfermagem, possibilitando a síntese sobre determinado assunto pesquisado, neste caso específico, sobre a enfermagem e os cuidados emergenciais na doença hipertensiva específica na gravidez.

Mendes et al., (2008) esclareceu que a revisão integrativa possui 6 fases: identificação do tema e seleção da hipótese ou questão de pesquisa para a elaboração da revisão integrativa; estabelecimento de critérios para inclusão e exclusão de estudos /amostragem ou busca de literatura; definição das informações a serem extraídas dos estudos selecionados/categorização dos estudos; avaliação dos estudos incluídos na revisão integrativa; interpretação dos resultados; apresentação da revisão/síntese do conhecimento.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

4.1 PERFIL DOS ESTUDOS

A seguir, o fluxograma sintetiza a busca dos 13 artigos que compuseram a amostra final da revisão integrativa.

Fonte: autor

Os resultados e discussões deste artigo foram construídos a partir da pesquisa realizada na base de dados do BIREME, cuja pesquisa através dos descritores enfermagem, gestação, hipertensão e cuidados de enfermagem resultaram na seleção de 13 artigos, destes 4 são revisão e 9 são de campo, sendo 1 estudo transversal e 1 estudo de caso.

Quadro 1: Classificação das revisões pelo autor, objetivos e resultados.

Autor Resultados
1 THULER, Andréia Cristina de Moraes Chaves et al., (2018) Foram identificadas as categorias Tratamento medicamentoso/suplementação, destacando a possibilidade de complicações quando iniciado precocemente; “Estilo de vida”, mediante o incentivo de práticas saudáveis que implicam a melhora da saúde do binômio e Assistência pré-natal, salientando a necessidade de mais ações direcionadas à atenção às gestantes de alto risco
2 TANURE, Lívia Murta et al., (2014). As crises hipertensivas decorrentes de comorbidades próprias ou que complicam a gestação podem ser abordadas com diferentes drogas e estratégias. Porém, não há evidência clara de qual anti-hipertensivo é preferível na abordagem da crise hipertensiva na gestação. Até que melhores evidências estejam disponíveis, a escolha do obstetra depende da sua experiência e familiaridade com a droga em particular.
3 FREIRE, Cláudia Maria Vilas; TEDOLDI, Citânia Lúcia (2015) A duração da hipertensão > 4 anos e a história prévia de PE aumentam o risco de PE sobreposta, e a presença de insuficiência renal ou disfunção ventricular aumentam o risco de complicações clínicas graves, com piora do prognóstico materno e fetal.
4 VASCONCELOS, Maria José et al., (2015). Os dados pontaram a hipertensão como a maior causa de morte materna no país, sendo responsável por cerca de 35% da taxa de 140 – 160 mortes maternas/100.000 nascidos vivos. Os dados diferem pelas diversas regiões geográficas, mas em todas elas a hipertensão ocupa o primeiro lugar. Em relação à mortalidade perinatal, a taxa nacional é de 150/1000 partos, e mesmo sob outra roupagem diagnóstica (prematuridade, sofrimento fetal, crescimento fetal restrito), a hipertensão está assinalada como a maior causa dos óbitos fetal ou do recém-nato.

Fonte: Autora da pesquisa (2018)

Thuler (2018) realizou uma revisão integrativa, sem delimitação temporal, realizada em cinco bases de dados, nos idiomas inglês, espanhol e português, no mês de junho de 2017, obtendo 75 artigos selecionados por meio de instrumento já validado. Para este autor, a gravidade das síndromes hipertensivas na gravidez, o Ministério da Saúde implementou as políticas públicas para atender a mulher em sua integralidade, em todas as fases da vida, respeitando as necessidades e características de cada uma delas.

Tanure et al., (2014) realizou sua pesquisa no período de janeiro de 2014 a fevereiro de 2014, através de busca de artigos na base de do MEDLINE via PubMed usando os termos descritores do MESh: “pre-eclâmpsia”, “hypertensive emergency”, “hypertensive disorders”, “pregnancy”. Foram encontrados e selecionados 514 artigos após leitura dos títulos e resumos; desses, 36 foram selecionados para leitura. Um total de 14 artigos foi utilizado para redação final do texto.

Estes autores esclareceram que dentre as causas mais frequentes de morte materna destacam-se a pré-eclâmpsia e a hipertensão gestacional, definidas pelo aumento dos níveis de pressão arterial após a vigésima semana de gestação, associada ou não a proteinúria.

Freire e Tedoldi (2015) realizaram uma revisão integrativa, a qual foi conduzida nas seguintes etapas: elaboração da questão de pesquisa; amostragem ou busca na literatura dos estudos primários; extração de dados; avaliação dos estudos primários incluídos na revisão; análise e síntese dos resultados da revisão e apresentação da revisão.

Estes autores afirmaram em seus estudos que a hipertensão gestacional se constitui de um risco materno induzindo alterações metabólicas e vasculares a longo prazo e podem estar associadas ao aumento do risco cardiovascular e devem ter seu perfil de risco dessa doença avaliado depois de 6 meses do parto e sob orientação médica, iniciar medidas preventivas eficazes com a maior precocidade possível, evitando outras complicações.

Em relação ao feto, o desenvolvimento da hipertensão arterial na gravidez pode trazer sérios riscos à criança, como a aterosclerose precoce, comprometimento do crescimento fetal, baixo peso, dentre outras intercorrências que podem colocar em risco a qualidade de vida após o nascimento.

Quadro 2: Classificação dos estudos de campo

Autor Resultados
A Oliveira e Graciliano (2015) As prevalências de SHG e DHG foram, respectivamente, de 18,4% e 6,5%; o ganho ponderal excessivo mostrou-se um fator independente associado à prevalência de SHG (RP 2,91; IC95% 1,58;5,35); idade ≥35 anos (RP 4,33; IC95% 1,61;11,69) e sobrepeso (RP 2,97; IC95% 1,05;8,37) associaram-se ao DMG.
B Rodrigues (2016) As anormalidades detectadas foram: aumento da razão proteinúria/creatininúria em 5,2%, creatinina alta em 19,6% e incremento de cistatina C em 14,7% das gestantes.
C Pascoal (2015) Uma importante distinção deve ser feita entre a síndrome pré- eclampsia/eclampsia, reconhecida quando há elevação da pressão arterial pela primeira vez durante a gravidez, e a hipertensão preexistente (crônica). As duas situações, embora ambas caracterizadas por hipertensão, são fisiopatologicamente diversas e têm diferentes implicações agudas e a longo prazo para a mãe e para o feto.
D Silva (2015) Espera-se diminuir o número de casos de gestantes com pré-eclampsia e as complicações decorrentes da hipertensão gestacional.
E Reiners et al., (2015) A identificação desses diagnósticos permitiu o vislumbre dos problemas de enfermagem que as gestantes hipertensas da unidade pesquisada têm apresentado, bem como apontou para a necessidade de incrementar a prática de educação em saúde voltada para essa clientela.
F Assis; Viana e Rassi (2017) Os fatores de risco para as síndromes hipertensivas gestacionais (SHG) são vários e podem relacionar-se à região e etnia da população. No Estado de Goiás, são escassos os estudos sobre esse tema.
G Silva (2016) Dentre as principais condições patológicas que podem afetar a gravidez podemos citar: doença hipertensiva específica da gestação (DHEG) que, constitui uma das mais comuns e de maior morbimortalidade materna e perinatal.
H Oliveira et al., (2016) Os dados da pesquisa sugerem que tanto HAC quanto HG aumentaram risco para PIG, Apgar baixo no 1º e 5º minutos, infecção neonatal, SAM, prematuridade e SAR. HAC apresentou maior risco relativo para prematuridade.
I Spineli et al., (2014) Observa-se que o diagnóstico não foi definido na primeira consulta em mais da metade das pacientes com síndrome de pré-eclâmpsia, evidenciando a importância do seguimento pós-natal neste grupo. Aproximadamente 1/3 das puérperas, as quais foram classificadas com diagnóstico de PES e HC, permanecem em acompanhamento ambulatorial, visto tratar-se de patologias crônica

Fonte: Autora da pesquisa (2018)

Os estudos de Oliveira e Graciano (2015) se refere estudo transversal, realizado no ano de 2013, no hospital universitário do município, mediante aplicação de formulário padronizado, avaliação antropométrica e consulta a pareceres médicos; foram calculadas razões de prevalência (RP) brutas e ajustadas e intervalos de confiança de 95% (IC95%), por regressão de Poisson.

Estes autores avaliaram a prevalência e os fatores associados aos desfechos da síndrome hipertensiva da gravidez (SHG) e diabetes mellitus gestacional (DMG) em uma maternidade pública de Maceió-AL, Brasil.

Rodrigues (2016) realizaram um estudo de campo B avaliou 103 gestantes portadoras de HAC que foram comparadas a um grupo controle (n = 22), no qual os autores identificaram que 64% das mulheres tiveram múltiplas gestações, 7,8% tinha história prévia de doença renal e ¼ evoluiu para doença hipertensiva específica da gravidez (pré-eclâmpsia e eclampsia). Este autor confirmou que a principal causa da morbidade e mortalidade do binômio materno fetal são as síndromes hipertensivas.

Pascoal (2015) realizou o estudo de campo com 20 mulheres a partir do terceiro mês de gravidez. Este autor constatou que as doenças hipertensivas da gravidez, que complicam 5% a 8% de todas as gestações, contribuem significativamente tanto para a morbimortalidade materna quanto fetal.

Silva (2015) realizou suas pesquisas através de procedimentos metodológicos que incluíram diagnóstico situacional, revisão bibliográfica e elaboração do plano de intervenção. Seu trabalho resultou na elaboração de um plano de intervenção com vistas à prevenção da doença hipertensiva específica da gestação e suas complicações.

Reiners et al., (2015) realizaram a coleta dos dados com 10 gestantes por meio de entrevista semiestruturada e exame físico, utilizando-se um instrumento baseado nos Padrões Funcionais de Saúde de Gordon. Os dados foram analisados, categorizados e sintetizados seguindo-se o modelo de raciocínio diagnóstico hipotético-dedutivo de Gordon. Estes autores levantaram os diagnósticos de enfermagem mais frequentes em gestantes hipertensas de um hospital universitário.

Assis, Viana e Rassi (2017) realizaram um estudo caso-controle por meio da análise dos prontuários das parturientes da Maternidade do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG), em 2005. Os fatores de risco foram analisados pela análise de regressão logística e pelo teste exato de Fisher. Estes autores investigaram os fatores de risco maternos para o SHG.

Silva (2016) realizou-se um estudo de caso com 20 mulheres grávidas assistidas no hospital das clínicas no período de novembro a dezembro de 2017. Este autor verificou quais as condições clínicas neonatais de crianças cujas mães desenvolveram a doença hipertensiva específica da gestação (DHEG).

Oliveira et al., (2016) realizou um estudo de campo H foi realizado um estudo observacional e retrospectivo, realizado em hospital terciário, entre janeiro de 2006 e outubro de 2016. Estes autores avaliaram as repercussões perinatais nas síndromes hipertensivas em gestações.

Spineli et al., (2014) realizou um estudo de campo visando a análise da distribuição das pacientes em relação à sua classificação na DHG. Verificou-se as médias de idade e pressão arterial. Todas as gestantes que participam são devidamente informadas das pesquisas desenvolvidas, e só participam dando seu consentimento após assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido aprovado pelo Comitê de Ética/PUCRS. Estes autores caracterizaram e classificaram a população de gestantes com DHG atendidas no Hospital São Lucas da PUCRS que recebem acompanhamento no Ambulatório de Hipertensão do Serviço de Nefrologia.

Os autores concordam que a hipertensão gestacional se constitui de um problema de saúde pública e grande parte das pacientes pode apresentar a forma leve e não progredir para a forma mais grave de hipertensão. No entanto, em alguns casos, a progressão para a forma grave pode ser acelerada, evoluindo em dias ou até horas. Como a grande importância do tratamento é evitar a morbimortalidade materna e perinatal, principalmente até o momento do parto, mesmo quando diagnosticadas como portadoras da forma leve, as pacientes devem ser monitoradas continuamente.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Dentre os autores pesquisados constatou-se que a síndrome hipertensiva gestacional é uma das principais causas da mortalidade materna no Brasil, sendo uma patologia responsável pelo grande número de partos prematuros causado pelo aumento da pressão arterial em mulheres grávidas.

Além disso, ficou esclarecido que o diagnóstico de hipertensão arterial na gravidez é feito quando os níveis pressóricos são iguais ou superiores a 140/9 mmHg. Os estudos mostraram que a síndrome hipertensiva da gestação pode ser classificada em quatro tipos principais: pré-eclâmpsia: quando a hipertensão arterial surge após 20 semanas de gestação e está associada à proteinúria; hipertensão crônica de qualquer etiologia: quando identificada antes da gestão ou antes de 20 semanas de gestação; pré-eclâmpsia sobreposta à hipertensão crônica da paciente previamente hipertensa ocorrida após 20 semanas de gestação; e hipertensão gestacional quando a manifestação ocorreu após 20 semanas de gestação.

A partir desta constatação, os estudos esclareceram que as mulheres grávidas com hipertensão são consideradas vulneráveis e necessitam de maior atenção por parte da enfermagem, principalmente nos casos de cuidados emergenciais, exigindo um conhecimento maior dos enfermeiros responsáveis pelas mulheres gestantes.

Portanto, os cuidados emergenciais da enfermagem em relação às mulheres grávidas com riscos de doenças causadas pela hipertensão arterial requerem capacitação, habilidade e efetividade do profissional de enfermagem no manejo de situações que possam trazer complicadores durante o ciclo gravídico puerperal.

REFERÊNCIAS

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[1] Graduada em Enfermagem. Pontifícia Universidade Católica de Goiás.

[2] Doutora em Ciências da Saúde, Mestre em Enfermagem, Docente do CEEN

Enviado: Outubro, 2018

Aprovado: Novembro, 2018

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