O Impacto Da Exposição Às Redes Sociais Na Autoestima De Influenciadores Digitais

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ARTIGO ORIGINAL

SILVA, Jaqueline Ferreira da [1], SOUZA, Julio César Pinto de [2]

SILVA, Jaqueline Ferreira da. SOUZA, Julio César Pinto de. O Impacto Da Exposição Às Redes Sociais Na Autoestima De Influenciadores Digitais. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 06, Ed. 04, Vol. 10, pp. 187-214. Abril de 2021. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/psicologia/nfluenciadores-digitais

RESUMO

As modificações no modelo de comunicação têm feito com que o consumo e representações de figuras públicas mude suas configurações. Cenário este, em que surgem os influenciadores digitais, responsáveis pela alta movimentação nas redes sociais. Essa pesquisa teve como objetivo compreender a influência da exposição na rede social Instagram à autoestima de Influenciadores digitais e se utilizou de uma abordagem quantitativo-qualitativo e cunho descritivo. Durante a pesquisa foi observado que a necessidade de aceitação é algo corriqueiro nesse meio. Quanto mais seguidores e likes, maior a popularidade e consequentemente maiores são as pressões exercidas sobre o influenciador. Pressões essas que inferem na autoimagem, e segurança quanto às próprias potencialidades, contribuindo até mesmo para a mudança de comportamento a fim de acompanhar tendências e estar em alta frente a sociedade digital. O novo conceito de comunicação facilitou que o influenciador seja referência para comportamento e estilo de vida.

Palavra-chave: Influenciadores digitais, autoestima, redes sociais.

1. INTRODUÇÃO

O termo rede social é comum desde contextos pré-históricos, em que o homem se agrupava com os outros indivíduos que possuíam objetivos semelhantes a fim de garantir segurança e sobrevivência (BRAKE; SAFKO, 2010). Atualmente, este termo tem ganhado novas roupagens e significados com a ascensão do uso das tecnologias, principalmente da internet, que tem se tornado o principal meio de transporte de informações. Nesse contexto das empresas surge à figura do Influenciador digital, o qual Silva e Tessarolo (2016) caracterizam como indivíduos que se destacam nas redes sociais e chegam até a mobilizar milhares de pessoas, a partir da exposição de opiniões próprias, comportamentos e até mesmo criando conteúdos exclusivos. Estes costumam criar vínculos com empresas, de modo que através da utilização de um produto ou serviço possa influenciar os seguidores.

A influência das redes sociais na autoestima dos próprios influenciadores mostra-se como um aspecto para tornar conhecido os elementos que envolvem o trabalho nas atuais redes sociais digitais, e principalmente a inferência que expor-se nesse ambiente pode irromper sobre o sujeito. Para Karhawi (2016) a profissão do influenciador digital é também conhecida como o “eu como mercadoria”, estes monetizam não apenas produtos e serviços, mas a própria figura tendo uma dinâmica semelhante à das celebridades, porém com maior proximidade com o público. Como o próprio nome diz, os influenciadores são figuras públicas que visam impactar em modelos de consumo e de estilo de vida do seu público através das redes sociais. Essas exposições inferem em aspectos psicológicos, entrando no mérito que envolve a autoestima. Assim, Cremers-Laurent (2015) afirma que autoestima está intrínseca a ideia e avaliação que o indivíduo tem de si mesmo e o distanciamento disso ao seu eu real. É um parâmetro pessoal em que estabelece o que o sujeito é e suas aspirações em ser.

É importante ressaltar acerca das pressões que esses influenciadores digitais sofrem quanto a suprir as necessidades que começam a ser exigidas pelos usuários seguidores sobre a produção de conteúdo e informação, já que redes sociais não são vistas mais como redes de relacionamento apenas, mas também como maneira de promover processo de compra e venda, por exemplo (CIPRIANI, 2011).

Ao mesmo tempo em que há uma identificação do público com o influenciador, o que é possibilitado pela proximidade que a internet oferece, há ainda o ideal de vida, e de sucesso, e a imagem criada a respeito desses profissionais, o que está inteiramente ligado ao que é real ao público, ou seja, o que tem mais proximidade ou que mais se aproxima das idealizações do público é o que acaba sendo mais visado pelos usuários.

Dentro dessa questão Leite (2011) cita ainda que apesar das relações serem de influência sobre os usuários, os públicos não são receptores passivos de mensagens, e têm cada vez mais um caráter participativo na produção de mídia. Deste modo os influenciadores são instigados a criar essas tendências e comportamento de aceitação que entre em consonância com o que é desejado por seu público.

A partir da temática escolhida para a pesquisa foi estabelecido como objetivo geral da pesquisa compreender a influência da exposição na rede social “Instagram” à autoestima de Influenciadores digitais. A fim de alcançar o objetivo geral estabeleceram-se como objetivos específicos: a. Identificar como as redes sociais afetam na autoestima de influenciadores digitais; b. Investigar acerca da influência da quantidade de likes e visualizações sobre a autoestima dos influenciadores digital; e c. Apresentar a percepção dos Influenciadores digitais sobre a mudança de comportamento impulsionada pela exposição a rede social.

Realizar estudos acerca do assunto auxilia na visualização da influência das redes sociais sobre aspectos psicológicos dos usuários e como a utilização excessiva desses instrumentos tecnológicos influência no comportamento social dos indivíduos, possibilitando a informação acerca das modificações socioculturais causados pela introdução das redes sociais como principal meio de acesso à informação e a possibilidade de utilizá-lo como meio de trabalho.

Tal estudo parte do intuito de tornar conhecidas as modificações sociais exercidas pela tecnologia sobre os indivíduos, de modo a promover conhecimento e produzir dados científicos para o campo acadêmico da psicologia acerca dos sofrimentos causados pela utilização dos meios de interação social digital e a grande exposição pessoal e profissional dos mesmos.

2. PERCUSO METODOLÓGICO

Esta pesquisa teve uma abordagem quantitativo-qualitativa e cunho descritivo. A pesquisa qualitativa foi utilizada a fim de investigar a percepção do indivíduo sobre o evento pesquisado. Para Minayo; Deslandes e Gomes (2016) a pesquisa qualitativa responde a questões muito particulares. Ela se ocupa, dentro das Ciências Sociais, com o universo dos significados, dos motivos, das aspirações das crenças, dos valores e das atitudes. No caso do emprego da pesquisa quantitativa, buscou-se determinar se as suposições levantadas através da pesquisa são sustentadas, utilizando, para isso, de testes compostos por variáveis numéricas quantificadas por meios estatísticos (KNECHTEL, 2014).

Para a realização da coleta de dados foi usado questionário disponibilizado aos participantes por meio digital através de um link criado na plataforma do Google forms. O instrumento foi construído na referida plataforma e somente acessível para quem recebesse o link de acesso. A estrutura do instrumento foi formada por um conjunto de 21 (vinte e uma) perguntas discursivas e objetivas.

Para o levantamento de dados da pesquisa foi realizado contato através de uma rede social com os indivíduos que se enquadravam aos critérios da população estudada, os quais, após tomar o conhecimento acerca do projeto e suas proposições, propuseram-se, voluntariamente, a participar. Para esses voluntários foi enviado, por e-mail, um link que os direcionava para uma plataforma digital onde estava hospedado o instrumento. Somente os indivíduos que concordaram com o Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE), apresentado na primeira página do formulário participaram da pesquisa. O TCLE encontrava-se na primeira página do link, sendo obrigatório a leitura e o aceite dos participantes, preenchendo local específico, para que ele tivesse acesso as perguntas do formulário.

Para a análise dos dados qualitativos foi utilizada a Análise de conteúdo por categorização que para Bardin (2011) configura-se como um conjunto de técnicas que visa obter conhecimento acerca de indicadores que permitam a inferência do conhecimento referido as condições de produção das mensagens.

Para análise dos dados quantitativos foi utilizado o método survey que, de acordo com Pinsonnealt e Kraemer (1993), busca obter dados e informações sobre ações e características de determinado grupo de pessoas, os indicando como representantes de uma determinada população, a qual está sendo pesquisada.

O ambiente da pesquisa foi virtual e ocorreu em uma rede social. Os participantes foram contatados por meio da plataforma digital disponibilizada pela própria rede social, de modo que conseguisse abranger e levantar dados acerca do assunto investigado. Para Faleiros (2016), a utilização da internet, como recurso auxiliar de troca e disseminação de informações, possibilita a melhoria e a agilidade do processo de pesquisa. Além de permitir ao pesquisador o contato rápido e preciso com os indivíduos participantes do estudo.

A população da pesquisa foi de indivíduos que fazem uso à rede social Instagram como meio de empregabilidade, os quais residem na região Norte do Brasil. De acordo com dados da agência Influency.me, publicado no ano de 2018, a região Norte do país possui 234 influenciadores digitais, residentes na região. A partir desse número, construiu-se a população da pesquisa. A amostragem foi através do modelo por conveniência, visto a dificuldade em contactar e ter um retorno dos os integrantes do grupo da rede social. A amostra da pesquisa foi de 11 influenciadores, distribuídos em treze áreas de atuação no marketing que vão de assuntos como Moda e Estilo de Vida, e que atuam na Região Norte do Brasil.

Para participação na pesquisa alguns critérios foram estabelecidos, sendo eles, indivíduos com conta na rede social e que faça marketing de empresas ou marcas, perfis que estejam acima de 40.000 seguidores, perfis com postagens diárias e frequentes, perfis de indivíduos provenientes a Região Norte do Brasil.

Por ser tratar de pesquisa com seres humanos foram respeitados os termos estabelecidos na Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde, a qual considera o respeito à dignidade humana e proteção devida aos participantes das pesquisas científicas com humanos. Dentro dos mesmos parâmetros éticos foi utilizado ainda o Termo de Consentimento Livre Esclarecido – TCLE, como a pesquisa ocorreu de modo virtual, o TCLE foi disposto como uma primeira questão obrigatória a resposta, podendo então somente continuar a participação na pesquisa o indivíduo que marcasse o quadro de aceite voluntário. Na análise qualitativa, para que seja resguardada a identidade dos entrevistados, os participantes foram apresentados por meio de iniciais fictícias.

Esta pesquisa foi aprovada por meio do parecer nº 4.013.968, de 07 de maio de 2020.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados foram analisados e discutidos em duas categorias. A primeira categoria discutiu-se os resultados quantitativos da pesquisa, considerando esses dados importantes para melhor compreensão da investigação científica realizada. Na segunda categoria foram analisados e discutidos os dados qualitativos da pesquisa.

3.1 DADOS QUANTITATIVOS

Os resultados quantitativos foram obtidos através das respostas de um questionário aplicado com os participantes. Os resultados apresentados foram gerados de perguntas fechadas, oferecendo assim dados percentuais para a análise.

3.1.1 APREENSÃO FRENTE AO FEEDBACK

Quando questionados quanto a sua apreensão em relação aos feedbacks dos trabalhos publicados, verificou-se que 81,82% dos entrevistados sentiam-se apreensivos frente ao feedback de novos trabalhos publicados nas redes. Deste modo entende-se que realização do trabalho de tais indivíduos possui implicações estressoras que podem afetar emocionalmente os influenciadores digitais, não somente na elaboração dos trabalhos que serão publicados, mas também frente a como o conteúdo desse trabalho será recebido pelos seus seguidores que demonstram a sua opinião por meio de likes, compartilhamentos e comentários.

A apreensão por feedback está diretamente relacionada à necessidade de agradar e ter seu conteúdo bem aceito no meio das redes sociais digitais. De acordo com Stone e Heen (2016) o feedback se localiza em um paralelo entre aprender ainda sobre o que se está fazendo e a aceitação. Sendo estes elementos parte do processo de satisfação para a vida, este último conceito reafirma a necessidade de se obter respostas esperadas e positivas acerca da exposição nas redes sociais.

3.1.2 CRÍTICAS SOBRE O TRABALHO REALIZADO

Quando questionado como os entrevistados reagiam ao receber críticas após a realização de uma determinada publicação, 45,46% dos entrevistados alegaram que reagiam bem, 36,36% alegaram reagir mal e 18,18% de forma indiferente. A área de influenciador digital exige uma retroalimentação acerca dos trabalhos publicados, mesmo sem saber qual tipo de retorno receberá, pois somente a partir das críticas, sejam positivas e negativas, é que o influenciador digital saberá a opinião do público e conseguirá interagir, aprimorando seu trabalho. Tal questão é apresentada por Consoni (2010) quando argumenta que é necessário saber lidar com as críticas, quando esta não rende elogios, pois a crítica torna-se um bom indicador para a realização de mudanças necessárias.

A prática de retorno de informações acerca de um trabalho realizado, para os influenciadores digitais, é um elemento direcionador das propostas nas redes sociais. Para Missel (2012) ao receber um retorno negativo sobre o trabalho realizado, é necessário ter humildade para tomar consciência das próprias limitações e virtudes. O autor sugere ainda que é uma postura que exige flexibilidade, considerando que o mesmo envolve e impacta diretamente em quem o recebe. As atitudes vindas por meio de feedback através dos likes nas redes sociais são agentes que influenciam diretamente na autoimagem dos influenciadores, considerando que tais atitudes põem a prova uma espécie de seguridade nos trabalhos realizados.

De acordo com Pita (2014) neste processo, vale ressaltar que há um paralelo entre o que é falado e como o indivíduo recebe essas críticas. Não há uma responsabilidade sobre o sentimento da pessoa que recebe a crítica, mas há em como é dito e o que é dito. Considerando que o estado emocional do indivíduo é um fator que pode envolver-se diretamente ao recebimento e reação as informações repassadas. Para Goleman (2012), essas situações exigem do indivíduo aspectos relacionados a inteligência emocional, a fim de auxiliá-lo no controle dos impulsos, para que a ansiedade não interfira na capacidade de raciocinar, ser autoconfiante ou lidar com frustrações.

A partir disso, reagir bem ou mal refere-se não apenas ao que é dito, mas como o sujeito que recebe a mensagem encontra-se emocionalmente, considerando ainda que o ato de se expor sujeita o indivíduo a receber críticas, sejam elas positivas ou negativas.

3.1.3 INSEGURANÇA SOBRE SUAS CAPACIDADES AO RECEBER SUGESTÕES DE MUDANÇA

Acerca da questão que engloba a insegurança do participante ao se deparar com sugestões para mudar a maneira como vem conduzindo o seu trabalho nas redes sociais, verificou-se que 63,64% dos entrevistados, às vezes, ficam inseguros, 18,18% dos participantes sentem-se inseguros quando recebem tais sugestões e 18,18% não se identificam com a sensação de insegurança. Tal questão envolve ainda aspectos referentes a autoimagem e autoestima, pois a relação de insegurança frente a possíveis incapacidades está intrínseca no conhecimento individual de si mesmo e no desenvolvimento das próprias potencialidades, assim como na percepção dos sentimentos desenvolvidos na dinâmica pessoal própria (MOSQUERA; STOBAUS, 2008). Quando se recebe um feedback negativo acerca do trabalho realizado, os resultados obtidos através da pesquisa indicam que tais entrevistados se mostram totalmente inerentes a sentimentos de incapacidade e insegurança frente a receber comentários de terceiros.

Zacharias (2012) destaca que o autoconceito se relaciona em como a pessoa percebe a si mesma, sendo este conceito proveniente de interações entre o sujeito e o seu meio social. Portanto, a autoimagem é uma descrição que a pessoa faz de si, a forma como ela se vê, estando esta percepção também relacionada ao modo como os outros a percebem. (MENDES et al, 2012). Desta maneira, as indicações dos dados direcionam que o sentimento de incapacidade dos influenciadores digitais está muito mais relacionado a satisfação do público que acompanha o trabalho nas redes do que consigo mesmos, ou seja, parte de um padrão impositor social.

Cury (2015) afirma que o sentimento de inadequação pode estar diretamente envolvido as imposições e estereótipos impostos pela mídia atual, a qual alicerça autoestima e autoimagem a padrões sociais, e que acontece invariavelmente de maneira inconsciente para o indivíduo. Tudo isso para conquistar e satisfazer um público ainda mais exigente e informado que anseia por novidades, consumos, e por expandir práticas e experiências. (VIGARELLO, 2006). Este processo está direcionado a uma reorientação sobre o que o indivíduo já havia planejado, para uma série de fatores agora desconhecidos e que fogem do padrão de trabalho que permite segurança a esse influenciador.

3.1.4 A EXPOSIÇÃO DA VIDA PESSOAL

A exposição da vida pessoal é algo sempre preocupante e com o uso das redes sociais, tal questão mostra-se muito presente. Sobre o receio em expor a vida pessoal nas redes sociais, verificou-se que 54,55% dos participantes se preocupam com essa exposição, fazendo com que esses influenciadores estejam constantemente cautelosos. Pereira (2015) comenta que neste novo cenário social as relações entre indivíduos se mostram mais intensas, na procura de exteriorizar a vida privada e tornar público a vida íntima, com a expectativa de informar a sociedade da felicidade plena existente no íntimo de cada indivíduo.

Quando a exposição da vida particular, Miranda (2012) comenta que quanto maior a exposição de um indivíduo na rede social, maior a quantidade de espectadores e maior o estreitamento dos laços sociais com outros indivíduos. A busca de um usuário pela aceitação da comunidade na rede pode levar o usuário a super expor a sua vida, seguindo ideais da realidade baseados no que a sociedade imagética imediatista quer consumir.

As redes sociais, entretanto, tem como característica a exposição do usuário, nos casos dos influenciadores digitais essa exposição dá-se de forma quase natural, pois a exposição da vida pessoal nas redes sociais faz parte do seu trabalho. Hewitt (2007) comenta que todo o conteúdo postado nas redes sociais é produzido para ser lido, visto e incorporado e a prova dessa visibilidade é o tráfego do conteúdo nas redes e as reações posteriores às postagens. Entende-se, portanto, que ao introduzir-se nas redes sociais, o usuário expõe-se com maior ou menor intensidade e todo conteúdo postado e publicado é feito de maneira consciente. Quando se trabalha com o marketing digital ocorre uma exposição do indivíduo, seja de forma consciente ou não, concluindo-se que a exposição ocorre sem ser pensada e refletida adequadamente.

A barreira dessa avaliação de que conteúdo postar pode ser quebrada sob o viés explicativo de Recuero (2010) o qual diz que há uma solidão interativa, em que os agentes das redes sociais digitais veem a necessidade de ser encontrados a todo momento e onde quer que estejam pois isso faz parte muitas vezes de seu engajamento com o público. E se este conteúdo postado demonstra um estilo de consumo pessoal, de maneira lógica a exposição ocorre involuntariamente. E esta exposição mostra-se como algo comum, em que as avaliações do que postar e quando postar não seguem padrões, pois estão diretamente ligadas a que assuntos e situações é confortável de ser falado por cada indivíduo.

3.1.5 EVITAR ALGUNS ASSUNTOS PARA NÃO GERAR DESCONFORTO

Sobre o fato de que alguns assuntos criam polêmicas quando comentados nas redes sociais, podendo gerar certo desconforto a quem posta, foi questionado se os participantes evitam falar sobre o assuntos polêmicos a fim de evitar discussões e constatou-se que 90,91% dos participantes evitam tais assuntos para que os comentários não criem grandes proporções negativas nas redes, tornando-os inerentes a queda dos números métricos nas redes. Kotler (2010) argumenta que em decorrência do fácil acesso às informações e às tecnologias de comunicação, as pessoas passaram a ter mais liberdade para expressar suas opiniões, podendo participar de forma ativa dentro das mobilizações e trocar informações constantemente.

Atualmente a consciência em saber que o discurso nas redes sociais, a facilidade de comunicação e a abertura para uma gama de opiniões diferentes pode tomar proporções inimagináveis, exerce sobre a sociedade a necessidade de responsabilizar-se pelo que é comunicado, considerando que por estar expondo a vida pessoal nas redes, as informações passadas saem de um campo profissional e atingem aspectos da vida pessoal. De acordo com dados da pesquisa, quando um influenciador digital evita a discussão de determinados assuntos, este ato pode estar diretamente relacionado à visão que seus seguidores terão de si mesmo, o que vai além da métrica disponibilizada pela rede social, mas afeta diretamente a relação de aceitação do indivíduo tanto por seu público quanto consigo mesmo. Questiona-se então o que é aceitável ao público, se somente as belezas da vida pública ou a humanidade no cotidiano.

Para Torres (2010) essa responsabilidade digital exigida na mídia está envolta a questão de que um assunto ou comentário postado por um influenciador afeta não só um usuário e seus amigos, mas também todos os amigos de seus amigos, amplificando o poder da mensagem, já que acerca de um mesmo influenciador existe uma rede de relações pré-estabelecidas, sejam elas apenas virtuais ou físicas. Essa liberdade comunicativa é reafirmada por Mounier (2006) que diz que nós criamos um mundo no qual cada um, onde estiver, pode exprimir suas ideias, por mais singulares que possam ser, sem o temor de ser reduzido ao silêncio ou a uma norma. Essa liberdade de expressão submete o influenciador, que é o agente que se expõem, a estar sujeito a receber todo tipo de mensagem de toda e qualquer pessoa, já que a rede social digital é um agente de grandes proporções. Essa mesma rede social digital que permite livre discurso, permite escolher não falar.

3.1.6 SEGURANÇA QUANTO QUALIDADE DO PRÓPRIO SERVIÇO OS LIKES

Um dos meios para o influenciador digital mensurar se o seu “seguidor” gostou ou não da publicação é o uso dos likes. Quando questionado se a quantidade de likes era usado pelos influenciadores para avaliar a qualidade da publicação, verificou-se que 46% dos participantes afirmam questionar suas próprias capacidades quando o número de likes, visualizações e compartilhamentos diminuem. Nesse resultado vale levantar que 36,36% dos participantes dizem que às vezes apresentam inseguranças e dúvidas quando se deparam com tal situação, mostrando assim que essa forma de avaliação não é algo constante. A partir desses dados, observa-se que a métrica das redes sociais digitais que permite esse feedback ao influenciador torna-se um elemento estimulador para adequação a esse padrão esperado pelo público na internet.

Quando não se segue um padrão esperado, surgem dúvidas do que fazer para que os números cresçam e compreender por que este está diminuindo, se é o produto ou serviço divulgado, ou a imagem exposta pelo influenciador. Ou seja, os números nas redes sociais mostram-se como indicadores de quão o influenciador está seguindo padrões e tendências. Para Pinochet et al. (2018) os números são os indicadores de desempenho nas redes, que são parâmetros quantificados ou qualitativamente elaborados que servem para detalhar se os objetivos de uma proposta estão sendo adequadamente conduzidos ou foram alcançados.

Do exposto, compreende-se que a queda nos números é um indicador da desvalorização do que tem sido exposto. Levando em consideração que no marketing digital feito pelos influenciadores, a imagem do sujeito é vendida junto do produto, um elemento pode estar atrelado ao outro, o que torna complexo distinguir a aceitação entre ambos. Conforme afirma Gouveia et, al (2005), este comportamento está atrelado a uma autoimagem interdependente, em que o indivíduo enfatiza a qualidade de se ajustar a grupos, ocupar seu próprio lugar, engajando-se em papel previamente definido. Indivíduos com este tipo de autoimagem pensam neles e nos outros; não estão separados da situação, mas são moldados por ela.

Assim, o sentimento de frustração por não alcançar resultados esperados nas redes pode resultar em o que Gouveia et al. (2005) descreve como situação que cause o bloqueio, a satisfação ou a confirmação de atributos internos do próprio indivíduo. A autora continua dizendo que fica claro que vários aspectos da imagem que a pessoa tem de si são afetados pelo meio.

Em um outro questionamento ainda relacionado a este assunto, quando questionado se há insegurança quanto a queda nos números disponibilizados pela métrica das redes sociais, 54,55% dos entrevistados afirmam deparar-se com insegurança diante dessa situação. Diante dessa informação é necessário salientar que a realização de determinada atividade pode estar diretamente atrelada a confiar em si mesmo, e a possibilidade de se frustrar frente a tal fato. No caso dos influenciadores, os dados mostram que embora estes tenham conhecimento sobre esta possibilidade, ainda há a incerteza quando algo semelhante acontece. Neste caso, a fim de esclarecer acerca desse contexto Fischer e Novelli (2008) afirma que a confiança em realizar tarefas se dá numa relação que envolve riscos, calculados ou não, de frustração.

Para melhor lidar com essas frustrações é necessário reconhecer os aspectos que envolvem todo o contexto do trabalho, bem como compreender o funcionamento e dinâmica de trabalho nas redes sociais digitais. Fischer e Novelli (2008) comentam que para melhor compreensão, é necessário entender que o se está em constante construção e encontra-se de modo inacabado, mesmo que inerente a experiências durante a sua existência.

Verifica-se, portanto, que é necessário observar e avaliar a maneira pela qual esses novos modelos de existir, tanto no modo concreto quanto no virtual, interferem na visão do indivíduo sobre si mesmo, se este se compara, considerar quais são esses padrões e parâmetros.

3.1.7 SENTIMENTO DE INSUFICIÊNCIA FRENTE A RESULTADOS NEGATIVOS

Sempre que os objetivos e intenções não são alcançados, costumeiramente, o indivíduo sente-se frustrado. Entendendo isso, buscou-se levantar se quando um trabalho não alcança a aceitação esperada do seu público, o influenciador tem pensamentos negativos e nos resultados verificou-se que 63,64% dos participantes tem pensamentos negativos quanto a si mesmo quando um trabalho exposto nas redes sociais não alcança o resultado esperado. Este aspecto deve ser considerado por alguns vieses, levantando questões não apenas a imagem do influenciador, mas ao produto.

Considerando que ambas as imagens estão unidas durante um processo de marketing digital, torna-se mais difícil desvencilhar uma imagem à associação da outra. Neste caso, irromper questionamentos acerca disso põe a vista uma discussão que também envolve a imagem do influenciador. Assim, há diversos aspectos que podem estar associados principalmente a imagem do indivíduo, considerando que ele está se expondo integralmente.  A pesquisa mostra que muitos podem ser as dúvidas envolta a este assunto, principalmente quanto ao influenciador começara a apresentar dúvidas sobre a própria autonomia e capacidade de expor-se de modo que agrade o público, o qual pelo que já se tem conhecimento, acompanha padrões.

Esta questão está diretamente relacionada ao auto conceito e necessidades básicas que o sujeito tem de si mesmo, o que Freire (2016) afirma ser composto por três fatores principais, que são o cognitivo, relacionado à maneira como o sujeito se auto observa; afetivo, relacionado a afetos emoções e avaliações, principalmente sobre si mesmo, e por último comportamental, a forma como observar e se comporta no mundo. A partir disso observa-se então que se tais fatores psicológicos do indivíduo estiverem sofrendo ruptura, ou estejam afetados, consequentemente a maneira como este mesmo indivíduo se auto avalia pode encontrar-se distorcido ou incongruente a realidade. Nesse aspecto, é necessário considerar qual o padrão esperado nas redes sociais, o que o influenciador tem oferecido, o que é real a esse influenciador e ainda como seu público recebe essa gama de informações oferecidas por ele nas redes sociais.

3.1.8 PRESSÃO EM ACOMPANHAR TENDÊNCIAS

O uso das redes sociais digitais para o marketing e a divulgação da imagem dos influenciadores desencadeou uma mudança de padrão de comportamentos e de consumo. Quando os entrevistados foram questionados sobre sentir-se instigados a seguir padrões impostos ao se expor na internet 63,64% afirmaram que sim, se sentem pressionados, enquanto 27,27% afirmam que às vezes se sentem assim.

A imagem desses influenciadores são fatores que auxiliam na padronização do que esse público anseia. Para Morin (1989) após instigar o consumo de bens materiais, a indústria se apropriou dos sonhos e dos sentimentos humanos, criando, no imaginário deles, padrões de novos desejos. A partir disso, esses consumidores querem sempre mais, já que a internet se mostra um meio de produção em massa de conteúdo. Os influenciadores são então instigados a acompanhar essas tendências a fim de que estejam fazendo parte diretamente dessa atualização recorrente e contínua. Sibilia (2008) fala que os relatos de si tendem a ser cada vez mais instantâneos e explícitos. Isso explica a necessidade do público de acompanhar sempre a exposição no Instagram de uma vida feliz.

Ressalta-se aqui sobre a imposição desses padrões algo criado e motivado por um aspecto de confiança que o influenciador passa ao consumidor, criando assim um próximo padrão, que é de consumo de conteúdo. Ferreira (2008) fala que padrões comportamentais permitem a um indivíduo ou grupo transmitir confiança mais facilmente. Portanto, nesse caso, vale levantar questões acerca de que ainda que exposto diariamente nas redes sociais digitais, tais sujeitos são ainda indivíduos com necessidades e vontades próprias, e que possivelmente tem essa privacidade roubada, por uma necessidade de consumo, ato este exercido pelo público. Nestas situações, a opinião da maioria assume um papel normativo ao indivíduo, influenciando-o a adotar certas atitudes de forma a progredir na sua relação com outros e não ser excluído do processo (FERREIRA, 2008)

Este sistema justifica-se pela necessidade de ser socialmente aceito por seu público, considerando que o que o público consome, o que está em alta é o que mais aparece ou se mostra nas redes. Desta forma, a instigação para adquirir, criar ou seguir padrões, e que estes sejam socialmente aceitos é um processo contínuo, se pensar na quantidade de conteúdo produzido na internet a todo momento. Novas tendências surgem nesse ambiente, instigando o sujeito a seguir, a fim de alcançar mais público e atualizar-se para mantê-los satisfeitos. Para Jacob (2017) os influenciadores precisam estar sempre atualizados acerca dos assuntos que vão opinar, para que passem ainda mais confiança ao público.

3.1.9 FRAGILIDADE FRENTE A COMENTÁRIOS NEGATIVOS

Com a exposição às redes sociais digitais, o indivíduo se sente mais fragilizado quando recebe comentários negativos sobre si mesmo, percebeu-se essa fragilidade também nos influenciadores digitais. Visto que 63,64% dos participantes afirmaram que às vezes isso acontece, enquanto 18,18% afirmam fragilizar-se com comentários negativos. Com esses resultados, compreende-se que a insatisfação do público, seja com a figura do influenciador, seja com o produto ou serviço oferecido, afeta diretamente em aspectos pessoais psicológicos do indivíduo, em que o mesmo quando não alcança o nível que satisfaça os seguidores, acaba recebendo críticas e comentários negativos por esse motivo. Para lidar com tais conteúdos recebidos diretamente das redes, Goleman (2001) diz é necessário o sujeito ter conhecimento das próprias emoções e como estas se manifestam uma vez que o indivíduo se torna mais consciente de suas responsabilidades sobre o bem-estar de si mesmo e de outros.

Neste caso, cabe também ao sujeito avaliar a veracidade dos comentários recebidos e a realidade que este se dispõe. Essa necessidade de agradar está diretamente relacionada ao fato de que ao expor-se nas redes sociais, os influenciadores são instigados a demonstrar uma vida perfeita somente com aspectos positivos, a fim de suprir o padrão criado nas redes sociais e agradar aquele que recebe o conteúdo. Esse sentimento de fragilidade pode estar diretamente relacionado ao fato de que há uma despersonalização do influenciador, em que o mesmo não expõe as falhas, mas somente aquilo que é característico de uma vida perfeita, do contrário não agrada o público, caem os números e aumentam as críticas.

Os dados auxiliam em compreender que com a exposição surgem as possibilidades tanto de críticas quanto elogios, e a figura quando torna-se pública está suscetível a tal questão. Para Simão e Saldanha (2012) a resiliência e a capacidade de lidar com tais questões diante da exposição ajudam a desenvolver interpretações e tentativas que modifiquem positivamente a maneira com que recebe o fato e evite traumas, superando com maior facilidade os conflitos.

Todos os aspectos supracitados quanto a fragilidade e resiliência ao expor-se nas redes sociais é visto então com um fator parte do processo de trabalho do influenciador digital. Vale por conseguinte, reavaliar o modo de trabalho, e principalmente como esse indivíduo tem sido visto por seu público. Por parte dos profissionais, compreender que a exposição se predispõe a os colocar como dispostos a receber comentários, sejam eles positivos ou negativos.

3.1.10 MUDANÇA DE COMPORTAMENTO APÓS CRÍTICAS

Quanto a mudança de comportamento e a evitação em expressar opiniões nas redes sociais após o recebimento de alguma crítica, 72,73% dos entrevistados afirmam que mudaram o comportamento ao falar do assunto que criou polemica e críticas. Diante disso é possível observar sobre um viés de que a rede social além de permitir a expressão de opiniões, e ser um território em que os usuários possuem um discurso livre, há ainda uma carga de que esses discursos exercem pressões sobre quem os recebe.

A necessidade de acompanhar tendências está relacionada também a esse fator, considerando que o mesmo adentra em questões como agradar tanto com a imagem quanto com o comportamento, de maneira que este seja aceitável ao público. De acordo com Nunes et, al (2018) afirma que tal questão adentro em um aspecto de influência normativa, em que as atitudes de um indivíduo são mobilizadas em detrimento das expectativas de terceiros. O autor fala ainda de uma influência informacional, em que o indivíduo se comporta conforme a própria realidade, sendo esta evidenciada a partir da experiência com outros.

A partir disso, reforça-se ainda o discurso de que o diálogo na internet mostra-se de modo dinâmico, sendo compreendido a partir da perspectiva da liberdade de expressão, depende de vários fatores para ser aceito, entre eles o que é falado, como é falado, e se está dentro do filtro criado pelo público e que o mesmo exige. Para Nunes et al. (2018) essas opiniões e discursos costumam ser melhor aceitos pelo público, se os mesmos forem demonstrados de falados de maneira espontânea e pessoal ao influenciador, e que a mensagem quando acompanhada de uma imagem a ser vendida, perde a credibilidade, pois se mostra como um conteúdo forçado e completamente profissional, sem a proximidade que o influenciador digital costuma ter com o público. Esse afastamento é então visto como um fator que corrobora para o indivíduo estar suscetível ao recebimento de críticas e até opressões.

3.2 DADOS QUALITATIVOS

A seguir serão apresentados os dados qualitativos que foram construídos a partir das perguntas feitas no questionário. Tais perguntas foram transformadas em categorias e as respostas obtidas, após serem analisadas, foram transformadas em subcategorias.

Quadro 1 – categorias e subcategorias da análise qualitativa

Fonte: Elaborado pelos autores (2020).

3.2.1 CRÍTICAS AO REALIZAR UM TRABALHO

Na categoria de críticas ao realizar um trabalho nas redes sociais digitais foram obtidas as subcategorias: crítica construtiva; ponto de vista; e aprender a lidar. A seguir serão discutidas individualmente cada uma delas.

3.2.1.1 CRÍTICAS CONSTRUTIVAS

A partir da exposição nas redes sociais há também a possibilidade de receber críticas, neste caso, quando questionado para os participantes da pesquisa sobre esse aspecto em particular, fora comentado que algumas dessas críticas são vistas como construtivas e que auxiliam no processo de seleção do que fazer, como desenvolver e engajar o público a participar tanto da criação do trabalho quanto contar com os mesmos para o feedback, já que os mesmos são os consumidores direitos desse conteúdo. Para Carvalho (2018) isso ocorre porque as informações são amplamente divulgadas, e por consequências as críticas do consumidor, tem se tornado cada vez mais empoderadas. A internet é um campo aberto que permite esse posicionamento crítico, já que o consumidor digital está inteiramente ligado a essa gama de produção de informações.

Dependendo de como esse feedback é realizado a uma maneira também especifica de ser recebida pelo público, a contar a partir da afirmação feita pela entrevistada A.S “existe diferença quando alguém comenta algo pra te criticar negativamente, isso gera um certo desconforto”. Antunes et al. (2013) reafirma que o feedback negativo ou críticas negativas vêm associados a imagem de punição a um comportamento indesejado. Neste caso das redes sociais digitais, esse assunto pode ser tratado pelo viés que a exposição busca relativamente a aceitação pelo público. Quando essa aceitação não alcança seu objetivo mostra descontentamento, tanto de quem recebe a crítica, quanto de quem recebe o conteúdo e após oferece o feedback, consequentemente. Conforme afirma Williams (2005) o feedback é importante pois constitui base das relações interpessoais. fator este que determina como as pessoas pensam, como se sentem, como reagem a outros e, principalmente, o que determina como os indivíduos confrontam as responsabilidades cotidianas.

Quando recebe feedback negativo, tais sujeitos têm inferências feitas acerca não apenas de seus discursos, mas sobre seus comportamentos e autoimagem, sendo então afetados não apenas profissionalmente, mas pondo em questão suas capacidades e autoestima.

3.2.1.2 PONTO DE VISTA DIFERENTES

Frente a exposição da imagem do influenciador no canal das redes sociais, há ainda em relação a críticas os comentários ditos como ponto de vista, nesse caso é interessante levar em consideração que a exposição remete ao fato de que a liberdade de poder comentar sobre o que se encontra na rede pode ser recebido de diversas maneiras específicas, a entender que estas opiniões podem divergir ou não do exposto pelo influenciador. De acordo com os entrevistados muitas são as opiniões expressas, e quase sempre são de contraposição ao conteúdo explicitado pelo influenciador. A partir da pesquisa, foi observado que isto é ainda apresentado e recebido de diversas maneiras diferentes, como afirmado nesse discurso de M. D “Já, mas foram coisas que não levei tão sério porque eram apenas pontos de vista diferentes.” nesse mesmo viés de resposta o participante T. B ainda corrobora sobre a maneira com que recebe tal situação dizendo: “Mostro o meu ponto de vista, e lembro de respeitar as opiniões”.

Essa divergência de opiniões mostra-se como um elemento que pode ser positivo, como afirma Kara-Junior (2013) que a diversidade de opiniões e a compreensão desse fator facilita no entendimento de que na ausência de opiniões que se contrapõem, pode haver uma radicalização de ideias, e isto pode acabar por ser visto como normalidade. O autor continua dizendo ainda que é necessário saber interpretar as informações, levando em conta que a interpretação é subjetiva e relacionada com formações individuais. Diante disso, receber comentários que contrapõem a ideia principal do influenciador pode ser visto como uma maneira de observar o mesmo fenômeno por outra ótica. E considerar que os discursos podem ser recebidos de modo diferente ao que é enviado, considerando que diversos fatores podem afetar o processo de comunicação.

Sobre esse fator Assis e Avanci (2004) falam sobre a necessidade de desenvolver a capacidade de empatia, de escutar e sentir o ponto de vista dos outros, compreendo-os e respeitando-os, mesmo que haja uma concordância completa. Mesmo que essas opiniões afetem emocional e psicologicamente, de qualquer forma deve-se considerar a exposição como um fator que possibilita o recebimento de comentários ou ideias diferentes daquilo que se está habituado, de modo que os indivíduos apesar de poder apresentar os mesmos interesses, são partes de contextos diferentes.

3.2.1.3 APRENDER A LIDAR COM CRÍTICAS

Diante a exposição dos influenciadores nas redes sociais há ainda uma série de fatores que adentram a esse contexto, entre eles a relação desses sujeitos com as críticas advindas após o comportamento nessas redes, a partir desse aspecto é relevante elencar a questão envolta ao fato de como tais indivíduos se deparam com essas críticas. Essas críticas podem ser recebidas de diversas maneiras através da internet, porém, são recebidas de maneiras pessoais e individuais, considerando que nem sempre o conteúdo condiz com conteúdos positivos ou construtivos.

Conforme dados levantados através da pesquisa, no discurso dos participantes observa-se essa questão quando é inferido a seguinte resposta de M. R “A gente precisa aprender a relevar muita coisa nesse meio, e deixar pra lá”, e ainda uma segunda colocação feita por K. M “Quando comecei a atuar nessa área, me sentia um pouco abalada com alguns comentários muito grosseiros, alguns até intimidadores, mas hoje já não passo por isso. Aprendi a lidar.”. A partir dessas afirmações é possível observar o modo que tais indivíduos recebem essas informações, e como surgem colocações que auxiliam na resolução ou até mesmo esquiva ao receber algo que não seja agradável ou esperado.

Para Lima (2015, p. 39) ao “avaliarmos emitimos um juízo de valor sobre o impacto de uma determinada situação ou ação em relação ao conjunto de referências que construímos ao longo da vida, o que revela a existência de um caráter subjetivo na avaliação”. Neste caso além das críticas avaliativas serem dispostas sobre o conteúdo exposto nas redes sociais, ele inconscientemente pode ser depositado na figura do indivíduo que recebe o conteúdo. Nesta segunda colocação, vê-se então a situação dos influenciadores que são diretamente atingidos com tais críticas e que conforme o discurso exercido na pesquisa, “precisam aprender a lidar”, isto como sendo um aspecto comum do processo de trabalho. Neste sentido é necessário considerar o quão essas críticas e esse aprender a lidar com elas podem ser um fator que irrompe na autoestima e autoaceitação do indivíduo, já que o mesmo estabelece comportamentos em favor não de sua própria satisfação, mas à vontade de terceiros que lhe estabelecem julgamentos. Assim, a crítica estabelece um lugar de propriedade ao indivíduo em que este entra em competição com suas próprias concepções sobre si e da maneira como é visto. Lima (2015, p. 39) afirma que na “nossa cultura há uma dimensão punitiva e competitiva em relação aos resultados avaliados que nos deixam de certo modo arredios e defensivos em relação às críticas”. A autora continua ainda dizendo que aqueles que recebem críticas podem em determinadas situações sentirem-se injustiçados e até mesmo insultados por causa de inadequação ou inapropriado retorno.

Este quesito entra então em questão quanto ao influenciadores, em que o aprender a lidar com críticas e anterior a isso, o sentimento de abalo ser fortemente existente, há uma relação direta com sentimento de injustiça para o esforço em realizar o trabalho  bem como receber determinados comentários como insultos, que de acordo com o discurso de que “aprendemos a lidar, mas sempre machuca de alguma forma” captado durante a pesquisa, mesmo que recebida e elaborada, a crítica ainda é um fator que pode ir de encontro a autoimagem do sujeito.

3.2.2 SENTIMENTO A POSSIBILIDADE DE PERDER SEGUIDORES

Na categoria acerca de sentimento a possibilidade de perder seguidores foi levantado uma única subcategoria, mostrando que existe um entendimento unanime quanto a esse sentimento. Todos entenderam que perder seguidores é algo angustiante.

A possibilidade de perder seguidores é um assunto complexo, pois alguns dos fatores que envolvem esse assunto não parte comum no trabalho dos influenciadores e que podem ocorrer corriqueiramente. Porém, mesmo que seja um fenômeno comum, ao pesquisar acerca desse assunto, percebe-se que a queda no número de seguidores é algo que afeta diretamente a autoimagem e autoestima dos influenciadores, de modo que os mesmo não se sentem aceitos, mesmo que sintam que suas opiniões sobre determinados assuntos sejam de relevância para o mundo da internet, porém, ainda de acordo com a pesquisa, embora sinta a necessidade de falar, a aceitação ou não do público cria barreiras acerca disso.

No meio da atuação nas redes sociais digitais a dinâmica das métricas que contabilizam seguidores é um fenômeno de grande movimentação e isto se ver a partir da manifestação do discurso dos entrevistados, sobre o assunto. Foi afirmado pelo participante B. L que “existem assuntos que não interessam meu público. Às vezes fico triste porque são coisas muito pertinentes, mas que podem causar uma queda no engajamento e até perda de seguidores.”, assim compreende-se que os discursos desses influenciadores são modificados a partir de que tipo de conteúdo agradou ao público. Para Valente (2018) o medo de discutir acerca de assuntos que não estão no seu nicho de conteúdo, a fim de talvez produzir conteúdo que o público não goste é parte integrante deste risco de reputação. Sendo assim, a possibilidade de não estar agradando ou não está gerando conteúdo bem aceito pelos seguidores é uma maneira de mostrar como o engajamento é algo que pode afetar diretamente nas emoções do sujeito, a fim acarretar a sua também mudança de comportamento.

Essa condição em que se ver os influenciadores digitais é um fator predisponente a situações de vulnerabilidade e fragilidade ao indivíduo, o discursos do participante B. C “Tive medo de julgamentos” ao ser exposta a possibilidade de perder seguidores quando desvia do seu nicho de conteúdo principal na rede social, isto por que já não busca apenas satisfazer as necessidades do seguidor, e quando esta barreira é interrompida muitas são as confluências, pois entende-se que esta relação não é somente do seguidor para o influenciador, mas também do influenciador para o seguidor, sendo uma influência mútua entre ambos.  Então esse medo e tristeza de perder seguidores ou a angústia gerada por esse medo é algo que precisa ser compreendido e superado. (TAVARES; BARBOSA, 2014)

Compreender que a exposição infere uma cerca de fatores que estão diretamente ligados ao feedback do público é um fator importante para perceber que algumas situações podem explorar a imagem do influenciador e o colocar em condições de fragilidade. A partir disso, entende-se que a maneira como é visto e a aceitação do público afeta diretamente nas emoções desses indivíduos, levando a angústias, medos e tristeza frente ao incerto.

3.2.3 SITUAÇÃO DE DESCONFORTO SOFRIDO POR CONTA DA EXPOSIÇÃO

Quanto a categoria elencada denominada situação de desconforto sofrido por conta da exposição foram obtidas as subcategorias: guardar o que sente e exposição de desconforto nas redes sociais. A seguir, as subcategorias serão detalhadas e analisadas.

3.2.3.1 GUARDAR O QUE SENTE

O campo de atuação dos influenciadores nas redes sociais digitais é visto como parte intrínseca a vida dos profissionais, considerando que os mesmos usam da proximidade e da vida real para alcançar o público com uma maior facilidade causando identificação, contudo, acerca dessas questões envolve uma série de fatores a respeito do que é demonstrado nas redes condiz com o completo da vida daquele indivíduo. Apesar da pressão para produzir conteúdo, Recuero (2010) afirma que os influenciadores uma vez que, são responsáveis por moldar os novos modelos das estruturas sociais, veem como necessidade expor sua vida pessoal a fim de alcançar a visibilidade nas redes, isto se mostra como uma condição para influenciar no novo formato de comunicação virtual com os seus seguidores e principalmente impulsionar e engajar suas publicações.

Neste sentido, a fim de expor a beleza da vida impulsionada pelo estilo de vida e de consumo, muitas são as influências sobre esses indivíduo, considerando que nem todo conteúdo postado é de fato tudo que acontece na vida do influenciador, durante as pesquisas foi levantado que ao receber respostas negativas sobre algo postado nas redes nem sempre é explanado, afirmando que a decisão de expor ou guardar o desconforto causado  está diretamente ligado a com qual importância isto vai ser recebido pelo público, M. M afirma “Guardo pra mim. Se as pessoas não gostam então não tem por que isso ser discutido em rede. Se estou mal comento com meu marido, ele realmente se importa comigo…” em contrapartida sobre este mesmo assunto há inferências feita por C. L que diz “Dependendo do assunto, eu guardo pra mim. Mas se for algo que eu sinta que precisa ser falado, eu falo.”

A partir desse discurso percebe-se que os profissionais nem sempre vêem a necessidade de falar o que sentem, enquanto para Schiavi e Lorentz (2016) outros usuários demonstram sentirem-se ignorados muitas vezes, levantando essa insatisfação quando não há um compartilhamento de informações com certa assiduidade, como se a proximidade de certa maneira fosse falsa, e que os mesmo não tem total conhecimento sobre o influenciador. Ainda nesse contexto pode-se relacionar essa visão dos seguidores a construção de que nas redes sociais as pessoas possuem a liberdade para expressar suas emoções, e sentimentos. Há uma enorme necessidade de pertencimento, de encontrar a própria identidade no outro, garantindo que esteja imerso na mesma realidade do outro (ABREU et al., 2013).

Schiavi e Lorentz (2016, p.138) corroboram que nesse meio, “do lado do influenciador principalmente, não há como ter certeza dos sentimentos do outro, passados através de mensagens, ao contrário do contato presencial, onde verifica-se no olhar, nos gestos, no tom de voz, a expressão do seu sentimento”.

3.2.3.2 EXPOSIÇÃO DE DESCONFORTO NAS REDES SOCIAIS

Acerca da exposição nas redes sociais e o efeito que este fenômeno tem sobre a vida das pessoas, é relevante averiguar sobre que vieses essa exposição atinge tais indivíduos. Para Benevenuto (2015) às redes sociais têm sido vistas, como a criação de uma revolução digital, que permite a expressão de emoções e opiniões através. Neste sentido, redes sociais digitais são locais onde as pessoas discutem sobre todos os assuntos expressando opiniões.

Nem tudo da vida cotidiana dos influenciadores é demonstrado na rede social digital, e isso foi fortemente averiguado durante a pesquisa, porém em contrapartida tem ainda os indivíduos que preferem expor tanto quando estão bem quanto quando a vida está diferente do que é geralmente exposto nas redes. Para a participante K. M é “importante o público que me acompanha sabe de algumas coisas.” esse fenômeno pode ser explicado por Keen (2012) que afirma a vida virtual está se tornando a vida propriamente dita e cada vez mais transparente às pessoas.

Desta forma pode ser visto então que algumas dessas figuras públicas que são os influenciadores veem na rede social digital, além da possibilidade de propagar um estilo de vida baseado muitas vezes em consumo, aproximar o público de uma humanidade existente, essa exposição dos sentimentos ainda que negativos, nas redes sociais se mostra como um meio de criar identificação do seu público com a vida real do influenciador. Santos (2016) levanta ainda a questão de que essa exposição transparente da vida cotidiana próxima o indivíduo de uma sensação de bem-estar por causar uma identificação com o público.

No caso das emoções, sentimentos, se negativos principalmente não é corriqueiro que haja essa exposição, o que contraria a ideia de Santos (2016) de que se tem, tem que expor, pois de acordo com a pesquisa e informação, B. L afirma que “Antigamente eu costumava expor tudo nos stories, inclusive sentimentos ruins, mas às vezes podemos receber ainda mais ataques e incompreensão do público, então na maior parte do tempo guardo pra mim mesma.”, ou seja, nem tudo é levado às claras nas redes sociais apesar de haver uma liberdade social midiática para isso, o que pode causar danos psicológicos ao influenciador e que não é de conhecimento do público, assim como tais assuntos podem ser discutidos para levantar questionamentos e debates sobre o assunto, fato este que é comum nas mídias sociais digitais. Neste caso Keen (2012) que os indivíduos são imagens de si mesmo expondo-se em um mundo de realidades transparentes inter-relacionadas entre si e direcionadas por opiniões e concepções concebidas nas redes sociais.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O tema tratado envolve aspectos acerca da influência da exposição das mídias sociais na autoestima dos influenciadores digitais e como esses tem um estilo de vida baseado em relações voltadas para um público que os alcança digitalmente de modo integral. O tema tratado é ainda um assunto recente no ramo das pesquisas sociais e buscou abranger aspectos dessa realidade por uma visão do próprio influenciador digital. Pelo fato de ser um conteúdo ainda pouco tratado nos campos de pesquisa encontrou-se algumas dificuldades quanto a conteúdos de referência que facilitem a discussão sobre o assunto, porém, a pesquisa mostrou que esta realidade tem ganhado proporções gigantescas no modelo de sociedade atual, considerando que as mídias sociais digitais são parte do cotidiano do indivíduo.

A presente pesquisa vem então como uma maneira de colaborar abertamente para os surgimentos de novas discussões sobre o assunto, a fim de promover ao meio acadêmico conteúdos de base para outras pesquisas futuras. Além disso, permitiu tornar conhecido e desmistificado um contexto que muitas vezes acaba sendo idealizado, já que os influenciadores são conhecidos por seu estilo de vida e de consumo, e muitas vezes vistos como não sendo seres humanos comuns com necessidades, e/ou dificuldades.

A realização da pesquisa se deu dentro de alguns processos e permitiu enxergar o modo como a exposição afeta a autoestima e autoimagem dos influenciadores digitais, de maneira que a expectativa criada através de comentários do seu público é algo que afeta diretamente nas emoções e sentimentos desses indivíduos, bem como a maneira como eles mesmos se veem. Isto então está diretamente relacionado à queda do número de seguidores, recebimento de críticas ou comentários negativos, os quais são acompanhados de uma expectativa criada sobre esses profissionais.

Durante a construção do material foi possível observar a importância das métricas das redes sociais, representadas por likes, comentários e compartilhamentos são importantes e fortalecem ou vulnerabilizam a autoestima dos influenciadores. Esses elementos disponibilizados pelas redes sociais são usados pelos influenciadores como uma maneira de saber se estão satisfazendo os desejos do público, ou se estão agradando, o que se mostrou como um dos fatores mais complexos relacionados às redes, de que a figura exposta precisa satisfazer as necessidades do público para que tenha mais visualizações e seja mais reconhecido no mercado em que atua.

Frente a essa exposição mostrou-se que é comum haver um impasse quanto a relação direta com o público, e que essa relação por ser de uma maior proximidade do que é comum com grandes artistas presentes na mídia, torna o influenciador mais vulnerável a receber críticas e estar suscetível a confrontar abertamente essas dificuldades quanto a lidar com alguns assuntos e seguidores. Neste caso, com os resultados obtidos foi possível avaliar que o comportamento nas redes se revela como um fator que impulsiona a mudança de comportamento a fim de que o público se sinta representado pelo profissional, assim como surgiu um impasse, de modo que esse processo de mudança de comportamento a fim de agradar ao público não se mostra de modo generalizado. Acerca desse assunto, foi observado que quando há essa mudança de comportamento, há também inferências sobre o próprio influenciador não estar satisfeito com os resultados após a sua conduta, e geralmente essa métrica de feedback dos seguidores é que direciona a maneira pela qual o influenciador vai agir ou não.

Todos os objetivos propostos na pesquisa foram alcançados, de maneira que pode-se compreender que a exposição a rede social é um elemento que facilita o trabalho de aproximação do influenciador com o público, mas que causa inferências e motiva mudanças no comportamento, no estilo de vida, e que pode gerar dúvidas e inseguranças acerca de suas próprias convicções sobre si mesmo.

Por ser um conteúdo ainda recente há vários aspectos que podem ser levantados a partir dos dados obtidos, estes podem ainda auxiliar na melhor compreensão dos fatores que envolve o trabalho do influenciador digital e o que envolve esse trabalho, analisando aspectos sociais e psicológicos. Tal pesquisa mostrou-se então como um meio de levantar questões acerca do assunto e compreender a importância de olhar para a atuação nas redes sociais por óticas diferentes a fim de gerar diversas concepções de um mesmo fenômeno.

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[1] Graduada em Psicologia.

[2] Mestre em psicologia.

Enviado: Março, 2021.

Aprovado: Abril, 2021.

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