A Importância da Formação Continuada para o Professor de Geografia: Refletindo sobre ações-metodológica

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A Importância da Formação Continuada para o Professor de Geografia: Refletindo sobre ações-metodológica
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ARTIGO DE REVISÃO

COSTA, Deuzeli Brandão [1], CRUZ, Evandro Costa [2]

COSTA, Deuzeli Brandão. CRUZ, Evandro Costa. A Importância da Formação Continuada para o Professor de Geografia: Refletindo sobre ações-metodológica. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 10, Vol. 08, pp. 11-22 Outubro de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

Este trabalho tem como tema a formação de professores, o objetivo desse estudo é mostra aos docentes e novos pesquisadores sobre a importância da formação continuada para os professores de geografia do ensino fundamental do 6º ao 9º ano.

A metodologia de pesquisa usada foi artigos científicos e livros, os autores selecionados contribuíram a esclarecer sobre o processo da formação continuada no Brasil, as dificuldades que os docentes encontram para fazer capacitação continuada e sobre as novas tecnólogas a serem empregadas como ferramentas para o processo de ensino aprendizagem na disciplina de geografa.

Os resultados desse estudo mostram a relevância do docente prosseguir fazendo formação continuada durante sua carreira de magistério, pois devido a dinâmica e aparecimento de novas tecnologias na contemporaneidade o professor deve estar preparado para usá-las.

Por fim, algumas sugestões de ações-metodológicas voltadas para ser empregadas no cotidiano do docente que leciona a disciplina de geografa no ensino fundamental dois.

Palavras-chave: Capacitação, Reflexão, Ações-metodológicas.

INTRODUÇÃO

O tema deste trabalho é sobre a formação do professor com ênfase na formação continuada do docente que leciona geografia no ensino fundamental dois que compreende os 6ª, 7ª, 8ª e 9ª ano, das escolas estaduais de Boa Vista Roraima.

O cenário educacional contemporâneo exige do professor que atua no ensino de geografia, cada vez mais conhecimento, tanto sobre o conteúdo, quanto sobre novos métodos de ensino que faça progredir a versatilidade do docente em relação ao processo de ensino aprendizagem.

A escolha desse tema se deu a partir da Reflexão sobre a formação continuada do professor de geografia frente às novas ações-metodológicas promovidas para o ensino fundamental expressa na nova Base Curricular Comum.

A formação continuada é um processo que vai complementar a aprendizagem adquirida durante a formação inicial do docente, que será confrontado pelas adversidades cotidianas dentro da sala de aula. Essa necessidade para tomadas de decisão é que vai impulsionar a busca por novos conhecimentos.

Alguns autores que estudaram e descreveram algo sobre esse tema foi: Romanelli, Freire, Ferreira Hypolito e Pimenta, prestaram grandes esclarecimentos para compreensão e embasamento para esse estudo.

A motivação inicial para esse estudo foi às dificuldades entre professores que lecionam a disciplina de geografia em fazer relação entre a teoria e prática e transposições didáticas entre conteúdos e ações-metodológicas atuais para chamar a atenção dos alunos para o a temática. Também compreender a importância atribuída da formação continuada para esses professores no processo de ensino e aprendizagem, em relação recíproca com a prática docente.

O problema central desta pesquisa é saber qual a importância atribuída da formação continuada para os professores ensino fundamental de geografia, visando às ações-metodológicas promovidas no processo de ensino aprendizagem, aos alunos das escolas estaduais do município de Boa Vista Roraima no ano de 2018?

E tem como objetivo geral compreender a importância atribuída da formação continuada para os professores de geografia, visando as ações-metodológicas promovidas no processo de ensino aprendizagem, aos alunos do ensino fundamental das escolas estaduais do município de Boa Vista Roraima no ano de 2018.

Os objetivos específicos será uma forma de descrever a importância atribuída da formação continuada para os professores do ensino de geografia que atuam no nível fundamental dois; Descrever as ações-metodológicas promovidas no processo de ensino aprendizagem de geografia para o nível fundamental e explicitar algumas ações tomadas para atualização teórico-metodológicas voltadas para o professor de geografia que lecionado 6º ao 9º ano do ensino fundamental.

Uma hipótese é se for oferecida formação continuada aos professores por meios de agencias formadores em parceria com os órgãos públicos que administram a educação, capacitação aos professores através de cursos, encontros com palestras e oficinas pedagógicas, isso ajudará o docente formar sua identidade profissional e atualizado frente as novas metodologias voltadas para o ensino de geografia.

Esse estudo é importante para ajudar melhor compreensão sobre as ações-metodológicas empregadas para o processo de ensino e aprendizagem voltados para a disciplina de geografia para os alunos do ensino fundamental do 6º ao 9º ano. Também saber quais benefícios da formação continuada para o emprego de novas metodologias de ensino.

A relevância desse trabalho é mostrar como o processo de formação continuada pode ajudar os docentes de geografia a promover novas metodologias de ensino e assim contribuir para o processo de ensino aprendizagem, mostrando que a construção da identidade docente passa pelo processo de profissionalização.

A implicância deste trabalho é instigar professores e novos pesquisadores a compreender e fazer formação continuada, como uma prática extensiva da formação inicial para formação de sua identidade profissional.

HISTÓRICO DA FORMAÇÃO INICIAL NO BRASIL

O processo de formação de professores no Brasil se deu a partir das necessidades advindas do período colonial ano 1534, quanto à necessidade de difundir o saber para a civilização da época. Mesmo sem haver uma evolução significativa, mas esse processo atravessou todo o período colonial e traços desse modelo, perdura até a contemporaneidade.

De acordo com Romanelli,

Foi ela, a educação dada pelos jesuítas, transformada em educação de classe, com as características que tão bem distinguiam a aristocracia rural brasileira, que atravessou todo o período colonial e imperial e atingiu o período republicano, sem ter sofrido em suas bases, qualquer modificação estrutural, mesmo quando a demanda social de educação começou a aumentar, atingindo as camadas mais baixas da população e obrigando a sociedade a ampliar sua oferta escolar. (2002, 34).

A formação era dada pelos padres jesuítas, pois os mesmos eram as pessoas que detinha melhor formação no período, sendo eles os encarregados para formação de novos professores fazendo qualquer sacrifício para defender os princípios cristãos, direcionando os saberes para o ensino religioso, educação tratava de assegurar o domínio dos portugueses sobre os índios e os negros escravos.

Na intenção melhorar aproximadamente uma década depois da expulsão dos jesuítas do território brasileiro de 1822 a 1889, define uma estrutura de classes, e a educação, além de reproduzir a ideologia, passa a reproduzir também a estrutura de classes. O processo de formação sofreu grave retrocesso com a implantação das aulas régias.

O resultado foi que o ensino, sobretudo o secundário, acabou ficando nas mãos da iniciativa privada e o ensino primário foi relegado ao abandono, com pouquíssimas escolas, sobrevivendo à custa do sacrifício de alguns mestres escolas, que, destituídos de habilitação para o exercício de qualquer profissão rendosa, se viam na contingencia de ensinar. O fato de a maioria dos colégios secundários estarem em mãos de particulares acentuou ainda mais o caráter classista e acadêmico do ensino, visto que apenas as famílias de altas posses podiam pagar a educação de seus filhos. (ROMANELLI, 2002, 40).

A demanda de alunos era muito maior do que o número de professores formado, tornando a educação seletiva, voltada mais para as pessoas de melhor classe social excluindo as pessoas de baixa renda. Sendo o ensino superior, ficando a ser concluído fora do país e cada vez menos pessoas tinham poder aquisitivo para manter os filhos estudando fora.

A partir do período republicano (1889-1930), a educação passa a ser gradativamente valorizada como instrumento de reprodução mediante as necessidades do desenvolvimento industrial.

A partir de 1930, o Brasil já possui uma sociedade mais voltada para formação de ensino técnico, a industrialização trouxe uma concentração cada vez mais ampla da população nos centros urbanos, o que proporcionou maior exigência em relação à educação.

[…] a falta de estudos superior de tipo acadêmico havia de tornar extremamente precária a formação dos professores para os colégios secundários […]. Sabemos que todo sistema de educação, em seus diferentes níveis de estudos e em seus diferentes currículos e programas, só pode ensinar a cultura que na universidade ou nas escolas superiores do país se produzir. Não seria possível um curso secundário humanístico ou científico sem que a universidade, ou as escolas superiores tivessem estudos humanísticos ou científicos avançados. Como só teve o Brasil, no nível superior, escolas profissionais de saber aplicado, o seu ensino secundário acadêmico de humanidades e ciências teria de ser inevitavelmente precário e deficiente, como sempre foi durante essa longa experiência de ausência da universidade ou das respectivas escolas superiores para licenciar os docentes. (ANÍSIO TEIXEIRA 1989, p. 73-74).

As escolas para formação superior não haviam no Brasil, o que dificultava ainda mais a formação de novos docentes, sendo os níveis de ensino secundário ministrado por pessoas que com desenvolvimento em leitura e escrita.

Com a criação da LDB (Lei de diretrizes e Bases da Educação), a formação de professores teve gradativo avanço, pois a partir de então havia uma lei que tratava exclusivamente da educação, e os cursos superiores seriam voltados para atender as necessidades do estado.

Segundo com Zotti (2004, p. 35), “[…] a criação dos cursos superiores, voltados para a máquina estatal foi o marco de referência das mudanças relacionada à educação”. Com nova regulamentação foram criadas várias instituições de ensino dentre elas, destacam: as academias de medicina e cirurgia na Bahia e Rio de Janeiro, o colégio Dom Pedro II e a Escola Normal, etc.

A partir de então a educação começou a expandir-se pelo território brasileiro, com a criação de escolas nas cidades e vilas mais desenvolvidas. A intenção era que a educação alcançasse o maior número possível de pessoas, e que a formação profissional fosse possível acontecer.

IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO CONTINUADA VOLTADA PARA OS PROFESSORES DE GEOGRAFIA

A importância da formação continuada para os docentes que lecionam a disciplina de geografia é tão importante tanto quanto para as outras profissões, pois o mercado de trabalho exige do profissional cada vez mais conhecimento atualizado, para o ensino de geografia não é diferente.

No que diz respeito à atualização do ensino de geografia, muitas reelaborações estão, ou já foram efetuadas nos conteúdos curriculares nos últimos anos. Visando atender a diversidade do fazer pedagógico, partindo do senso comum para o conhecimento científico no intuito de tornar maior a assimilação da ciência.

Para Freire “ensinar exige o reconhecimento de ser condicionada” (FREIRE, 1996, p. 63), a geografia como disciplina demonstra a estruturação e a organização no espaço e esse processo foi sendo desenvolvido historicamente com base técnica e hoje com emprego de tecnologias contemporâneas, o docente sendo capaz precisa superar o próprio condicionamento e reinventar sua prática, acompanhando as mudanças necessárias.

De acordo com Hypolito (2004, p. 1), “a modernidade exige mudança, adaptação, atualização e aperfeiçoamento, quem não se atualiza fica pra traz”, muitos objetos usados como metodologias no ensino de geografia, ficaram ultrapassados são peças que não atraem tanto a atenção dos alunos, por isso o professor necessita acompanhar as novas adaptações da modernidade.

É através da formação continuada que a mudança, atualização e aperfeiçoamento são lacunas que podem ser preenchidas, segundo Libâneo (2004, p.227), “A formação continuada é o prolongamento da formação inicial, visando o aperfeiçoamento profissional teórico e prático no próprio contexto de trabalho e o desenvolvimento de uma cultura geral mais ampla, para além do exercício profissional. ”

Ainda segundo Hipolyto (2004, p.1), “a concepção moderna de educador exige uma sólida formação cientifica, técnica e política, viabilizadora de uma prática pedagógica crítica e consciente da necessidade de mudança na sociedade brasileira”. Para que ocorra o processo de formação continua o docente de geografia necessita fazer uma reflexão crítica de sua prática pedagógica e ser consciente que o conhecimento adquirido durante a formação inicial, já sofreu transformações e que não atendem a necessidade atual.

De acordo com Ferreira (2006, p. 19), “a formação continuada é uma realidade no panorama educacional brasileiro e mundial, não só como uma exigência que se faz devido aos avanços da ciência, mas como uma nova categoria que passou a existir no mercado da formação continua”, e que pode fornecer ao professor de geografia mais conhecimento e novas ferramentas para implementar durante suas aulas.

O processo de formação continuada possibilita ao docente mecanismo de capacitação, proporcionando emancipação didática com emprego de metodologias capazes de atrair a atenção do aluno e contribuindo reciprocamente no processo de ensino aprendizagem.

OS DESAFIOS DOS PROFESSORES QUANTO A FORMAÇÃO CONTINUADA

Partindo da compreensão de que a formação inicial do professor não é suficiente para toda a sua carreira de magistério, o docente precisa construir sua identidade profissional pautada no contexto que o torna diferencial a partir de suas práticas.

Uma identidade profissional se constrói, pois, a partir da significação social da profissão; da revisão constante dos significados sociais da profissão; da revisão das tradições. Mas também de reafirmação de práticas consagradas culturalmente e que permanecem significativas. Práticas que resistem a inovações porque prenhes de saberes válidos às necessidades da realidade (PIMENTA, 2009, p.19).

Por isso quebrar o paradigma do sabe de tudo e começar a busca por inovação é de suma importância para sobrepujar uma mente retrógrada e com práticas sem efeito algum.

De acordo com Freire (1996, p. 192) “a inovação não promove a separação entre meios e fins, mas articula-os, no momento da aplicação, em uma nova práxis”, a ruptura entre sair da inércia e inovar é um processo que requer disposição e aplicação pessoal, o que torna um desafio para o professor contemporâneo, fazendo do problema maior do que parece ser.

Outro ponto que separa o professor da formação continuada é a não reflexão sobre a própria prática, muitos parecem estar convictos que do jeito que lecionam está bom.

De acordo com Pimenta (2008, p. 60) o professor deve “documentar não apenas as práticas tomadas na sua concreticidade imediata, mas buscar a explicitação das teorias que se praticam, a reflexão sobre os encaminhamentos realizados em termos de resultados conseguidos”, pois sempre se tem algo a melhorar, por melhor que sejam os resultados o professor necessita olhar para si e verificar quais pontos podem ser reavaliados.

A reflexão abre um leque de oportunidades para o docente sair da inércia e buscar formação continuada, funcionando também como força motriz para a busca de capacitação, porém muitos docentes têm a não reflexão com principal dificuldade e muitos não percebem.

ENSINO DE GEOGRAFIA: COTIDIANO, PRÁTICAS E SABERES

A geografia estar presente desde o princípio da humanidade, embora não estivesse sistematizado, mas era usada a noção de espaço, tempo e a relação homem natureza e durante décadas passa por um processo de estudo e organização técnica.

De acordo com Lacoste (1976, p. 14), o ensino de geografia pode ser conceituado como “um conjunto de representações cartográficas e de conhecimento variados referentes ao espaço” o qual é ensinado através de transposições didáticas para facilitar o processo de aprendizagem.

Na Geografia Clássica o trabalho de campo se ocupava das formas espaciais e isso era suficiente para as exigências e finalidades daquele contexto sócio-espacial do século XIX e parte do século XX. Agora, a análise geográfica precisa ir para além das formas incluindo também a leitura dos processos e das funções. (AZAMBUJA, 2012, p. 183 e 184).

A geografia continua a mesma, o que precisa mudar é a forma de ensinar a disciplina, novas metodologias de assimilação necessitam ser inserido nesse processo, não se pode abandonar totalmente os recursos usados no ensino clássico como: os livros, materiais planos e espaciais, com leituras repetitivas a ser decoradas, segundo Azambuja (2012, p. 183 e 184), “é preciso ver também o movimento espacial e temporal presente nas relações sócio-espaciais. Não é suficiente ver a paisagem como forma aparente, mas é preciso, também, ver enquanto lugar e espaço geográfico”.

O ensino de geografia deve permitir que o aluno se aproprie dos conhecimentos geográficos de modo a entendê-los, questioná-los e empregá-los como instrumento do pensamento, necessita vir acompanhado de saberes cotidianos, partindo daí um olhar crítico para fazer relação entre o espaço geográfico e o lugar pesquisado.

É importante ressaltar que para acontecer às mudanças é necessário o professor buscar meios de qualificar-se, Ferreira (2006, p. 58), “por isso jugamos que é ao nível das culturas profissionais dos professores e das organizacionais das escolas que é preciso atuar e a formação continua poderá ser o instrumento dessa mudança” na prática docente.

A capacitação do professor de geografia e sua aplicação no desejo de querer fazer diferente, o fará construir sua identidade como um docente renovador e um agente construtor de conhecimento com bagagens de saberes cotidianos e científicos metodológicos. Um docente capacitado saberá entender o cotidiano do discente e fazer a transposição entre o conhecimento empírico para o conhecimento científico, sempre aplicando a melhor metodologia para acontecer aprendizagem.

NOVAS AÇÕES-METODOLÓGICAS PROMOVIDAS PARA O ENSINO FUNDAMENTAL NA DISCIPLINA DE GEOGRAFIA

As novas ações metodológicas para o ensino de geografia na contemporaneidade, passa muito pelo fator tecnologia e a escola não pode se abster em preparar uma sociedade cada vez mais exigente que cobra um ensino e prepare o aluno para enfrentar as situações do dia-a-dia.

Com o avanço tecnológico é necessário que a escola tenha que se reinventar para acompanhar as exigências de mercado, para isso, o professor como agente mediador da construção de conhecimento também deve se apropriar dos saberes que envolve as novas tecnologias.

O aparecimento das tecnologias não deve ser um entrave para a educação ou um problema para os professores, de acordo com Gadotti (2005, 16) “as tecnologias criaram novos espaços do conhecimento” que podem dinamizar as aulas com emprego de novas práticas pedagógicas.

Haverá uma integração maior das tecnologias e das metodologias de trabalhar com o oral, a escrita e o audiovisual. Não precisaremos abandonar as formas já conhecidas pelas tecnologias telemáticas, só porque estão na moda. Integraremos as tecnologias novas e as já conhecidas. Iremos utilizá-las como mediação facilitadora do processo de ensinar e aprender participativamente (MORAN, 2000, p. 56).

Os professores precisam aprender a empregar as novas tecnologias em suas aulas, não precisa deixar de lado a forma como ensina, mas ter as ferramentas necessárias para facilitar o processo de ensino aprendizagem.

As aulas expositivas e com uso de livros podem ser cansativas para a nova clientela de alunos, grande parte já usam o celular, computador e entre outros, o professor dever ser capaz de tornar suas aulas instigantes, para isso, uma aula com vídeo, audiovisual o ajudará no processo de ensino.

Outra circunstância a ser dada ênfase quanto ao uso das mídias, é a pesquisa, o professor pode fazer o aluno aprender não só na escola, mas onde ele estiver. Através da internet o discente pode buscar textos, fotos, vídeos que atendam ao conteúdo estudado.

A internet é uma mídia que facilita a motivação dos alunos, pela novidade e pelas possibilidades inesgotáveis de pesquisa que oferece. A internet oportuniza interações significativas, através dos e-mails, as listas de discussão, os fóruns, os chats, os blogs, as ferramentas de comunicação instantânea, os sites de relacionamentos (MORAN, 2000, p.53).

A pesquisa permite ao aluno a descoberta da criação, com o uso da internet o aluno faz seu próprio cronograma de estudo e aprendizagem e cria o ambiente educacional que mais lhe favorece.

As práticas alicerçadas no modo de ensino clássico, para eclodir o rompimento com as respectivas práticas e desenvolver novas metodologias educacionais, é necessário à prática da formação continuada.

Não precisa a todo instante o professor levar os alunos para o laboratório de informática, os alunos têm na palma da mão uma ferramenta, que usado bem direcionada pode contribuir para um discussão online.

A aula flui melhor quando há motivação e passa pela capacidade do professor de organizar esse espaço.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

No espaço escolar devido as mais diversas políticas educacionais e cada vez mais exigências quanto à formação do ser social, os argumentos sobre os reais objetivos do professor. De fato, os desafios sobre a formação continuada do professor e suas práticas pedagógicas, são cada vez maiores.

Para o professor que leciona na disciplina de geografia a formação continuada será como ferramenta facilitadora no processo de ensino aprendizagem, lhe será também uma oportunidade para se enquadrar no modelo de bom profissional.

A capacitação é uma técnica que ajuda o professor adquirir de forma sistematizada novos conhecimentos que servirão como bagagens agregados aos seus conhecimentos existentes, e que permitirá ao docente o emprego de novas práticas pedagógicas.

A contemporaneidade exige do docente de geografia, não só conhecimentos didáticos, mas técnica política, ação reflexiva, critica e consciente, exigindo dele a necessidade de mudança. Sendo a capacitação a melhor o a única oportunidade de atender as exigências da sociedade.

As ações-metodológicas a ser promovidas no processo de ensino aprendizagem de geografia, dependem muito de o docente sentir desejo de capacitar-se e enfrentar os desafios provenientes, onde o comodismo é um fator muito forte a ser vencido.

A pesar das muitas recomendações para a prática da formação continuada, muitos docentes têm ficado dispersos a tais orientações. A neutralidade nem a inercia podem conjecturar melhorias para novas ações metodológicas se o agente desse processo não está em conformidade com as incumbências.

As ações-metodológicas no ensino de geografia são frutos de professores que tiveram a intrepidez de buscar capacitação e vontade de mudar o seu jeito de ensinar, mas devido a dinâmica que acontece durante a carreira do magistério, torna-se necessário o docente está sempre buscando a formação continuada.

As novas metodologias para o ensino de geografia para a contemporaneidade são necessárias o professor inserir durante sua aula materiais tecnológicos tais como: áudio, vídeo e áudio, imagens e materiais manipuláveis para instigar o aluno a aprendizagem.

REFERÊNCIAS

AZAMBUJA, Leonardo Dirceu de. A Geografia do Brasil na educação Básica.

Florianópolis UFSC, 2010 (Tese de Doutorado).

FERREIRA, Naura Syria Carapeto (org). Formação continuada e Gestão da educação. 2ª ed. São Paulo: Cortez, 2006.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

GADOTTI, Moacir. Boniteza de um sonho: Ensinar e aprender com sentido. Curitiba-PR: Ed. Positivo, 2005.

HYPÓLITO, Dineia. (2004) Repensando a Formação Continuada.

http://www.conteudoescola.com.br/site/content/view/100/42/ acesso 20/09/2018

LACOSTE, Y. Geografia – isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra. São Paulo, Papirus, 1988.

LIBÂNEO, José Carlos. Organização e Gestão da Escola – Teoria e. Pratica. Goiania: Alternativa, 2004.

MORAN, José Manuel et al. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 6ª ed. Campinas; Papirus, 2000.

PIMENTA, Selma Garrido. Para uma re-significação da didática – ciências da educação, pedagogia e didática (uma revisão conceitual e uma síntese provisória). 5 ed. São Paulo, Cortez, 2008.

ROMANELLI, Otaíza de Oliveira. História da educação no Brasil. 27. Ed. Petropolis: Vozes, 2002.

TEIXEIRA, Anísio. Ensino superior no Brasil: análise e interpretação de sua evolução até 1969. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1989.

ZOTTI, Solange Aparecida; Sociedade, educação e currículo no Brasil: dos jesuítas aos anos de 1980; Campinas SP; autores associados; Brasília DF; editora plana; 2004. Acesso em: 15/09/2018.  Disponível em: <https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/formacao-continuada>.

_______ (org.). Saberes Pedagógicos e Atividade Docente. 7º ed. – São Paulo:

Cortez, 2009 p. 15-32.

[1] Mestranda em ciências da educação UNADES (Universidade del Sol) Professora da rede estadual de ensino de Boa Vista.

[2] Mestrando em ciências da educação UNADES (Universidade del Sol) Professor da rede municipal de ensino em Boa Vista Roraima.

Enviado: Setembro, 2018

Aprovado: Outubro, 2018

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