Reflexões sobre o trabalho de campo em geografia na Amazônia

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Reflexões sobre o trabalho de campo em geografia na Amazônia
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ARTIGO ORIGINAL

CRUZ, Carlos Allan Madureira [1]

CRUZ, Carlos Allan Madureira. Reflexões sobre o trabalho de campo em geografia na Amazônia. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 07, Vol. 05, pp. 124-139. Julho de 2019. ISSN: 2448-0959

RESUMO

O artigo pretende analisar a importância do trabalho de campo no curso de licenciatura em geografia em uma universidade pública no Estado do Pará, com sua interface voltada para interdisciplinaridade e as dificuldades orçamentárias para a realização do mesmo, haja vista a relevância do trabalho de campo para a formação do geógrafo, possibilitando a harmonia entre teoria e prática pedagógica, o estudo está sustentando por autores como Cavalcanti (2006), Cioccari (2013), Marco (2006), entre outros. No que tange aos resultados parciais, verifica-se a extrema necessidade de aprimoramento educacional, por meio do trabalho de campo em geografia na educação superior, e as dificuldades financeiras da Universidade do Estado do Pará para a realização do mesmo em decorrência de seu orçamento limitado, fato este que inviabiliza a continuidade do trabalho de campo.

Palavras-chave: trabalho, campo, Estado.

INTRODUÇÃO

A geografia se institucionaliza no século XIX, quando a mesma se torna uma técnica e com menos empiria, a partir deste recorte temporal que esta também é introduzida nas escolas e a posteriori nas universidades.

Foi, indiscutivelmente, sua presença significativa nas escolas e secundárias da Europa no século XIX que a institucionalizou como ciência, dado o caráter nacionalista de sua proposta pedagógica, em franca sintonia com os interesses políticos e econômicos dos vários Estados-Nação. Em seu interior havia premência de situar cada cidadão como patriota, e o ensino da geografia contribuiu decisivamente neste sentido, privilegiando a descrição do seu quadro natural. (VLASCH, 1990, p. 45).

Neste contexto que a geografia se consolida enquanto ciência, e também enquanto escolar e do Estado:

[…] que apareceu há menos de um século, se tornou um discurso ideológico no qual uma das suas funções inconscientes, é a de mascarar a importância estratégica dos raciocínios centrados no espaço. Não somente essa geografia é extirpada de práticas políticas e militares como de decisões econômicas (pois os professores nisso não têm participação), mas ela dissimula, aos olhos da maioria, a eficácia dos instrumentos de poder que são as análises espaciais. Por causa disso a minoria no poder tem consciência de sua importância, é a única a utilizá-la em função dos seus próprios interesses e este monopólio do saber é bem mais eficaz porque a maioria não dá nenhuma atenção a uma disciplina que lhe parece tão perfeitamente ‘inútil’. (LACOSTE, 1997, p. 31).

Para este autor, a geografia ganha espaço exatamente nesse contexto, em que o discurso do nacionalismo e do patriotismo ganha força na Europa.

Nos anos de 1960 e 1970 essa disciplina se encontra em crise epistemológica, e neste mesmo período surge o movimento chamado de Renovação da Geografia, que começa na Europa e se amplia ao redor do mundo, chegando ao Brasil por volta dos anos de 1980 com autores como Pierre Monbeig, Jean Tricard e Milton Santos, em seu celebre livro “Por uma Geografia Nova: da crítica da geografia a uma geografia crítica”, marco para reformulação epistemológica da geografia brasileira, que tem como aporte teórico principal o materialismo-histórico-dialético. A geografia enquanto ciência, além de descritiva, passa também ser analítica no espaço como totalidade. Neste sentido a geografia se qualifica para os múltiplos debates acadêmicos, as transformações ocorridas no mundo principalmente após a Segunda Guerra Mundial, quando as ciências se aprimoram na técnica e empiria, para dar conta das múltiplas demandas da sociedade capitalista, como afirma Santos (1996).

A Geografia não podia escapar às enormes transformações ocorridas em todos os domínios científicos, após a Segunda Guerra Mundial. No que toca às ciências humanas, tratava-se muito mais de uma revolução que mesmo de uma evolução. Para isso contribuíram três razões: em primeiro lugar, os próprios suportes do trabalho científico progrediram muito; em segundo lugar, as necessidades dos utilizadores mudaram; e finalmente o objetivo da atividade científica se modificou.

Buscou-se realizar um breve histórico da institucionalização da ciência geográfica, para entrar no debate da importância do trabalho de campo no curso de licenciatura em geografia, haja vista o ajuste fiscal do governo Federal realizado no ano de 2015, que limita os investimentos na área da educação. Os Estados estão em consonância com a política de redução de investimentos, o que acarretou grandes dificuldades na realização dos trabalhos de campo de geografia na educação superior, nas universidades públicas no Brasil.

A proposta de emenda à constituição (PEC 241), que congela os gastos na área social foi o fator determinante para a retração em investimentos no setor universitário; bolsas para a manutenção dos estudantes foram reduzidas. Soma-se a isto o sucateamento das universidades públicas. Em contrapartida o MEC em 2015 investiu cerca de R$17,8 bilhões em contratos com o FIES, um investimento muito alto, com enormes possibilidades de prejuízos aos cofres públicos em caso de inadimplência do aluno (o MEC terá que arcar com o prejuízo), o que nos sugere pensar em contradições no discurso do governo Federal quanto à redução de investimentos para o setor público.

Para Pontuschka: “O trabalho de campo é uma ferramenta indispensável para unir teoria e prática, que fortalece o processo de ensino e aprendizagem bem como a interdisciplinaridade, em consonância com este raciocínio” (2002, p. 105). O autor prossegue:

O Estudo do Meio pode ser compreendido como um método de ensino interdisciplinar que visa proporcionar para alunos e professores contato direto com uma determinada realidade, um meio qualquer, rural ou urbano, que se decida estudar. Esta atividade pedagógica se concretiza pela imersão orientada na complexidade de um determinado espaço geográfico, do estabelecimento de um diálogo inteligente e com o mundo, com o intuito de verificar e de produzir novos conhecimentos (2002, p. 105).

O trabalho de campo em geografia serve como sustentáculo de ensino prático de disciplinas como: pedologia, geografia agrária, biogeografia, climatologia, geomorfologia, hidrografia, geografia política e humana, tornando o ensino da graduação mais prazeroso e menos rígido, com a transversalidade.

É necessário que o professor deixe de se apoiar nas descrições dos fatos, baseando-se exclusivamente no livro didático, buscando alternativas para lhe ajudar a promover um ensino mais prazeroso e dinâmico, abandonando a forma mecânica de ensinar com a memorização, considerada retrógrada.

E não apenas na educação superior o trabalho de campo é importante, mas também na educação básica. Para a Secretária de Educação Fundamental:

Os estudos de paisagens urbanas e rurais, com toda a sua problemática, podem em grande parte ser desvendados pela observação direta dessas paisagens. Uma excursão a um sítio ou a alguma fazenda garantirá um contato direto com o solo, a vegetação e as formas de organização da produção (…). Nesse sentido, pela natureza do seu objeto de estudo, a Geografia está aberta a uma infinidade de recursos para a motivação do aluno. Aliás, o trabalho com projeto permite tanto o aprofundamento de determinadas temáticas, conforme as realidades de cada lugar, como maior flexibilidade no planejamento do professor. (2001, sem paginação)

O trabalho de campo abriu o diálogo mais próximo entre as categorias fundamentais, como lugar, território, lugar, paisagem, região, categorias básicas que servem de arcabouço epistemológico da geografia.

METODOLOGIA

Quanto à metodologia empregada para a realização da pesquisa, em um primeiro momento foi o levantamento bibliográfico, em que se procurou captar o máximo de publicações sobre a temática em questão, na internet e nas bibliotecas da cidade de Belém. A posteriori realizou-se uma entrevista com perguntas abertas a um professor de uma universidade, que tem uma larga experiência em trabalho de campo em geografia na educação superior em geografia. Nas entrevistas foram relatadas as principais etapas do trabalho campo de campo em geografia, que pode variar um pouco de profissional para profissional, mas cujas diretrizes básicas são: planejamento, que implica em antecipação desde o início do semestre para solicitar o ônibus da universidade, pois a demanda é grande de solicitações de todos os cursos. Após essa etapa, é preciso selecionar os textos que serão discutidos durante a viagem, e escolher equipes que ficarão responsáveis pela assistência ao docente durante todo o trajeto da viagem.

Nesse planejamento, a articulação prévia com os órgãos ou empresas que serão visitados é de fundamental importância, principalmente no que tange ao alojamento para os discentes. Neste sentido é de fundamental importância que o docente líder do trabalho de campo já tenha feito este trajeto pelo menos uma vez, para assegurar a eficácia do trabalho de campo. A escolha dos locais a serem visitados deve estar em consonância com os conteúdos trabalhados pela geografia em sua totalidade, abrindo possibilidade, ainda que incipiente, para uma transdisciplinaridade, quando ocorre o diálogo entre as disciplinas sem que se percebam, quando uma está dialogando com a outra.

Para a realização do trabalho de campo, é imprescindível a união de esforços de todos os setores envolvidos na construção e execução do planejamento, pois a não realização do mesmo acarretará prejuízos na formação profissional dos discentes em geografia, e apenas in locus é possível verificar e sentir mais de perto as desigualdades socioespaciais, oriundas da reprodução do capital.

Os espaços são desiguais e isso não pode ser visto apenas como obra da natureza. Compreender as desigualdades sociais e espaciais é uma das grandes tarefas da Geografia, para que a ciência instrumentalize as pessoas a uma leitura mais crítica e menos ingênua do mundo, que desemboque numa participação política dos cidadãos a fim de que possamos ajudar a construir espaços mais justos e um homem mais tolerante e solidário (KAERCHER, 2003).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Objetiva-se com este artigo investigar as dificuldades do ponto de vista orçamentário da Universidade do Estado Pará para fins de execução do trabalho de campo que da turma de geografia do quinto semestre, realizado no período de 3 a 8 de julho de 2017, com destino às cidades paraenses de Tucuruí, Parauapebas e Marabá – cidades importantes no processo de ocupação da Amazônia, que surgiram a partir dos anos de 1960 com a mudança do padrão de ocupação.

Até a década de 1960 foi em torno dos rios que se organizou a vida das populações amazônicas. A partir de então e por decisões tomadas fora da região, os interesses se deslocam para o subsolo, para suas riquezas minerais e por uma decisão política, passa a integrar o espaço amazônico ao resto do país, protagonizado pelos gestores territoriais civis e militares. (GONÇALVES, 2001, p. 79)

Após a década de 1960 a Amazônia passa a ter dois padrões de ocupação o primeiro denominado: Rio-Várzea-Floresta; baseado em uma relação mais intensa com a natureza, que no caso das populações tradicionais a relação com o meio natural é muito mais estreita e amalgamada do que a população urbana. Em um clássico de texto na antropologia brasileira (DIEGUES, 1994), verifica-se:

a) dependência da relação de simbiose entre a natureza com os quais constrói um modo de vida; b) conhecimento aprofundado, estratégico e manejo destes recursos naturais e seus ciclos; c) moradia e ocupação do território por várias gerações e com uma noção de ‘território’ pautada no espaço onde ocupa o grupo social se reproduz economicamente e socialmente; d) reduzida acumulação do capital com ênfase nas atividades de subsistência.

Deste modo, diferencia-se a forma e intensidade de relação que o urbano e ribeirinho tem com o rio e a floresta. O segundo entende a natureza como parte integrante de sua existência, o primeiro entende a biodiversidade apenas como um apêndice. Neste contexto, de mudanças no padrão de ocupação da Amazônia, é que surgem cidades com uma vocação para atividades minerarias, e para a realização de tais atividades era vital a geração de energia, e a implementação de uma malha técnica, para dar suporte logístico para escoamento da produção (BECKER, 2009).

A partir deste contexto apresentado que as cidades visitadas pelo trabalho de campo se inserem na lógica dos mercados globais, pelo fato de se tornarem economias de enclaves, ou seja, não dialogam adequadamente com a sociedade, no sentido de trazer dividendos na área social. Ademais, essa tem sido a tônica dos grandes projetos estruturantes para a Amazônia ao longo de décadas (CRUZ, 2016).

Mediante o panorama apresentado sobre a ideologia arquitetada para a ocupação da Amazônia, problematizamos as dificuldades para a realização do trabalho de campo em geografia, tendo em vista a possibilidade de aprimoramento da disciplina geografia agrária e demais disciplinas como fora assinalado.

O impasse principal na realização deste trabalho de campo foi a liberação do ônibus da universidade para os alunos, pois o mesmo estava no setor de manutenção, o que trouxe um ambiente desfavorável para os discentes e ao professor responsável pelo trabalho de campo. Não obstante, a instituição não disponha de recursos para as despesas dos alunos durante a viagem, e a capacidade máxima de passageiros no transporte era de 30 passageiros, para uma turma de 40 alunos matriculados. O impasse para o trabalho de campo começou no setor administrativo responsável pela liberação do ônibus, que sugeriu um tempo de viagem bem menor do que o do planejamento do professor líder da atividade. No entanto, em articulações feitas nos bastidores, decidiram manter no planejamento inicial.

Apesar todas as adversidades relatadas no presente trabalhos em detrimento de um orçamento restrito e bastante limitadas, com a intervenção do vice-reitor da Universidade do Estado Pará, que também é professor do departamento de geografia, no dia 3 de julho de 2017, os discentes saíram de Belém, rumo ao sudeste paraense, mas não todos, alguns não foram por razões já apresentadas.

Os ensinamentos obtidos no processo de negociação para a liberação do trabalho de campo são inúmeros, mas o principal neste caso foi a inconsistência do discurso de inviabilidade de executar um planejamento logístico de maior distância, o que ficou cristalizado após a liberação do ônibus para uma semana completa fora de Belém, o que nos sugere pensar no que disse Foucault (1999):

Poderíamos considerar, também, as séries de discursos que, nos séculos XVII e XVlll, referem-se à riqueza e a pobreza, a moeda, a produção, ao comércio. Trata-se, então, de conjuntos de enunciados heterogêneos, formulados pelos ricos e pelos pobres, pelos sábios e pelos ignorantes, protestantes ou católicos, oficiais do rei, comerciantes ou moralistas. Cada qual tem sua forma de regularidade, e igualmente seus sistemas de coerção. (p. 68).

O discurso é sempre carregado de intencionalidades para este autor. É através da dualidade do discurso que é possível ver os impasses colocados pela administração pública para a realização do trabalho de campo em geografia na Universidade do Estado do Pará.

As imagens abaixo mostram alguns dos lugares visitados no trabalho de campo que foi realizado pela turma do 5º semestre do curso de geografia e servem como demonstrativo da importância de se realizar o trabalho de campo, mostrando algumas das características que foi possível observar a partir desse trabalho.

Imagem 1.

FERREIRA, 2017.

Imagem 2.

FERREIRA, 2017.

Imagem 3.

FERREIRA, 2017.

Imagem 4.

FERREIRA, 2017.

Imagem 5.

FERREIRA, 2017.

Imagem 6.

FERREIRA, 2017.

Imagem 7.

FERREIRA, 2017.

Imagem 8.

FERREIRA, 2017.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Neste breve ensaio a proposta foi analisar a importância do trabalho de campo em geografia na educação superior e as dificuldades de realização, tendo em vista cortes no orçamento do Governo do Estado do Pará em decorrência da crise financeira internacional, que trouxe repercussões para os Estados da União, e os mesmos fizeram ajustes no orçamento em vários setores, dentre eles, educação.

A presente investigação apontou também a falta de compreensão da importância do trabalho de campo do ponto de vista pedagógico, por parte do setor de liberação da viagem na universidade, uma vez que os mesmos queriam reduzir o número de cidades visitadas, cogitando mesmo vetar o trabalho de campo, demonstrando a falta de conhecimento do que significa o processo de ensino e aprendizagem, e que parte do aprendizado na universidade e obtido fora da sala de aula (CAMPIANE e CARNEIRO, 1993).

A qualidade da formação profissional dos discentes em geografia perpassa inevitavelmente pela harmonia entre teoria e prática pedagógica. Há de se lembrar que até os de 1970 grande parte do levantamento geomorfológico realizado no Brasil foi feito fora da universidade geógrafos como Aziz Ab’Saber e Aroldo de Azevedo, que realizaram em suas pesquisas exaustivamente o trabalho de campo como instrumental de investigação. Para além disso, a própria universidade deveria deixar uma contribuição social mais significativa para as comunidades visitadas no trabalho de campo, o que seria outra forma de fazer a extensão, ou seja, a retribuição social da universidade para a sociedade.

A relação da universidade com a comunidade se fortalece pela Extensão Universitária, ao proporcionar diálogo entre as partes e a possibilidade de desenvolver ações socioeducativas que priorizam a superação das condições de desigualdade e exclusão ainda existentes. E, na medida em que socializa e disponibiliza seu conhecimento, tem a oportunidade de exercer e efetivar o compromisso com a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. (ROCHA, 2007 apud SILVA, 2011, p.2)

Por intermédio da extensão universitária é que se diminui a distância entre universidade e sociedade, conhecimento científico e empiria. Uma tarefa árdua mediante ao atual cenário das universidades públicas brasileiras, que com um modelo de gestão administrativa baseada em grande medida em prioridades passiveis de questionamento e sem uma fundamentação teórica plausível.

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[1] Graduado em Licenciatura Plena em Geografia.

Enviado: Maio, 2018.

Aprovado: Julho, 2019.

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