O tratamento das abordagens tradicional e comunicativa no livro didático de língua estrangeira (espanhol)

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CONTEÚDO

ARTIGO ORIGINAL

SILVA, Jéssica Mayara Vaz da [1], PONTES, Júlia Cristina da Costa [2]

SILVA, Jéssica Mayara Vaz da. PONTES, Júlia Cristina da Costa. O tratamento das abordagens tradicional e comunicativa no livro didático de língua estrangeira (espanhol). Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 10, Vol. 11, pp. 38-51. Outubro de 2019. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/tradicional-e-comunicativa

RESUMO

Este trabalho identifica sobre as abordagens predominantes em livros didáticos de espanhol, em especial as duas grandes categorias de abordagens de ensino e aprendizagem de línguas, a Tradicional e a Comunicativa. Para isso, realizou-se um estudo analítico de descrição e discussão a respeito dessas abordagens. Na prática foram usados os exercícios propostos, a organizações dos livros, conteúdos e sumários. Em suma, a finalidade é verificar a abordagem especifica presente no designer dos livros didáticos analisados.

Palavras-chave: Análise de abordagem, abordagem tradicional, abordagem comunicativa, livro didático.

INTRODUÇÃO

O livro didático tem sido um instrumento de grande importância no currículo escolar, sendo o elemento mais palpável e visível dentro de um plano de aula, ainda mais quando se trata do ensino e aprendizagem de língua estrangeira. Dentro desse discurso, é possível observar professores tendo que optar entre vários livros, e cada livro tem uma abordagem específica e isso muitas vezes é de difícil interpretação por parte do professor.

Sabe-se então que as abordagens se encontram incorporadas aos livros didáticos, e que existem diversidades teóricas de abordagens, métodos, técnicas e cada uma possui suas particularidades ao explicar certos conceitos.

Desta forma, constituem-se as diversidades históricas das teorias, e os professores tem que ter esse discernimento para escolher, dado que eles têm por finalidade conhecer, entender, compreender e apresentar isso aos alunos, sendo assim um instrumento de grande importância nas decisões didático-pedagógicas do professor. . Segundo Almeida Filho (2008):

A [análise de abordagem] (…) é, indubitavelmente, um procedimento com amplo potencial não só para a construção de teoria aplicada na área de ensino de línguas como também para a formação de novos professores e professores em exercício.

Por tais razões, esse estudo objetiva primeiramente abordar os princípios dessas abordagens e o modo como isso se faz necessário para uma análise minuciosa na escolha do livro didático a ser usado em sala de aula, já que cada abordagem tem uma prática, comportamento, concepção em que irá influenciar uma série de fatores, como aplicar os conteúdos, atividades, avaliação, entre outros.

Em seguida este artigo analisa as abordagens predominantes em dois livros didáticos de ensino de espanhol como LE, sendo eles: o livro didático “X” e o livro didático “Y”. Nossos resultados mostram que, no livro “X”, predomina a abordagem Tradicional, enquanto no livro “Y” há a predominância da abordagem comunicativa.

Para chegar a tal resultado, a análise se baseia em constatações pautadas nos conteúdos, sumário, na forma, na estrutura, nos exercícios, nos procedimentos e nas concepções que segue cada livro.

ABORDAGENS

Existem diversas teorias a respeito dos termos relacionados a abordagens/metodologias de ensino, em razão disso muitas vezes os próprios professores se confundem com os conceitos, não sabendo o significado real de cada um. Dentro dessa discussão, se faz necessário tecer considerações sobre os termos que são utilizados como ferramentas para auxiliar o professor no processo de ensino e aprendizagem de uma língua estrangeira.

Sabino (1994) em seu livro descreve a abordagem como um conjunto de crenças, ideias, hipóteses, conceitos sobre o ensino e aprendizagem da língua, ou seja, a crença que o professor possui irá determinar o tipo de material a ser trabalhado em sala de aula. A autora relata também que, dentro de uma abordagem, existem vários métodos que servem para sistematizar os princípios da abordagem e para criar uma estratégia para planejamento de uma aula. Estes métodos servem para orientar o professor a partir do conceito da abordagem, como vai delimitar os materiais a utilizar e como organizar a sala de aula. Já a Técnica, que também faz parte da abordagem, é determinada a partir do objetivo que o educador tem para ensinar uma língua estrangeira, isto é, com o objetivo se tem uma técnica, isso será sempre em consonância com o método e abordagem.

Pierre Martinez (2009) propõe que o melhor método não é aquele que trabalha todos os conceitos. Não adianta querer abordar tudo no ensino, pois certamente não dará conta de aplicar na prática, mas sim um método eficaz é aquele que tem uma coerência pedagógica, isto é, está em harmonia juntamente com a didática.

Portanto, o professor tem que ser capaz de explicitar sua abordagem, quais são suas crenças, os princípios por traz de sua aula, tem que saber o que é ensinar uma língua, qual o papel do aluno/professor na sala de aula, isso tudo determinará a abordagem que o professor trabalhará no ensino de uma língua estrangeira. A abordagem seguida faz com que o professor se paute a partir dela, suas ações e a maneira de ensinar, por isso é imprescindível ter sua abordagem muito bem esclarecida, pois no momento da atuação, ele é orientado por uma abordagem, desta forma, precisa saber qual é. O professor precisa saber qual a abordagem presente no livro didático, o qual ele irá se basear para aplicação de suas aulas. É importante que ele escolha um livro, analise, e consiga trabalhar em sala de aula com aquela abordagem presente, de forma satisfatória. Saber escolher um livro didático e reconhecer a abordagem nele presente faz toda diferença na metodologia a ser aplicada em sala de aula.

Como Sabino afirma, essa escolha tem que tomar como ponto de referência à metodologia, os materiais, a forma de avaliar que estão diretamente ligadas á abordagem que orienta a ação pedagógica do professor. Dentro dessa lógica, Roberts (1982) indica três grandes abordagens de ensino: A Tradicional, Humanista e Comunicativa. Porém, este artigo irá tratar somente de duas delas, a Tradicional e a Comunicativa. Sendo assim, o objetivo é evidenciar como cada uma delas se apresenta em um determinado livro didático, em relação ao ensino/aprendizagem de uma LE, no caso o espanhol.

ABORDAGEM TRADICIONAL

A abordagem tradicional de ensino de línguas predominava no ensino do latim, e vem se sucedendo até os dias atuais, mas é claro com mudanças seja na natureza da língua ou na natureza do ensino e aprendizagem da língua. O enfoque é nas regras gramaticais para fazer com que o aluno tenha uma proficiência em leitura em uma língua estrangeira, na qual o professor é o centro na sala de aula, é responsável em ensinar e instruir através de modelos de exercícios a serem imitados, pois para os tradicionais, a repetição gera a aprendizagem ao aluno.

A aprendizagem se baseia nas informações e demonstrações transmitidas pelo professor. O aluno quase sempre adquire o hábito de repetição, com isso, apresenta com muita frequência, uma compreensão parcial do conteúdo, todo exercício que fugir dessa “regra de repetição”, gerará uma dificuldade. O aluno tem que ser preciso na realização de suas atividades, já que os erros são quase inadmissíveis.

O estudo analítico dessa abordagem se pauta no livro didático “X”, em que se percebe a abordagem Tradicional presente já a partir do sumário do livro, que indica os conteúdos pelas estruturas gramaticais, ou seja, se tem a preocupação com a gramática, em que o aluno obtenha a competência na escrita e leitura da língua-alvo.

O livro está organizado de uma forma que se preocupa demasiadamente com a gramática da língua alvo, sendo assim, identifica-se a presença de uma metodologia clássica, ensinando apenas sobre a língua e não a como usá-la, focando apenas a estrutura linguística, o léxico da língua, as regras gramaticais. Contudo, nesse livro, não há preocupação com a tradução e nem se desenvolve a leitura de textos literários, como se faz presente no método clássico.

Desta forma, o livro, mesmo seguindo os princípios de abordagem Tradicional, não aborda outros métodos que também fazem parte dessa abordagem, como o Método Direto, o Método Oral e o Método Audiolingual, que focam nos estudos orais da língua. Esses três modelos se estruturam das seguintes formas: ler, escrever, falar e ouvir. Já o método identificado no livro, que é o Método Clássico, trata apenas de ler e escrever. Verifica-se isso, pois em momento algum, possuem enunciados ou exercícios que permitem o diálogo entre os alunos e o professor. Não possuem, por exemplo, atividade comunicativa, seja de escuta ou a interação entre eles, pode-se concluir que usam a língua materna para se comunicarem.

Encontram-se presentes exercícios com o intuito apenas de seguir modelos, preencher lacunas, de maneira que fazem com que o aluno apenas trabalhe com a repetição, ou seja, fica algo mecânico, trabalhando muito com o modelo a ser imitado e não foca na aprendizagem diversificada do mesmo. Assim ele acaba sabendo utilizar apenas naquele contexto que está inserido, de modo que, se o livro trouxer exercícios que fujam desse modelo de repetição, ele terá dificuldades para realiza-lo. Isso se vincula a concepção de linguagem no behavorismo, cujo ensino é estímulo-resposta-reforço, em que o aluno cria um hábito de comportamento, utilizado como reforço, ou seja, um modelo de repetição, para automatizar.

Constam várias compreensões de textos e trechos que ampliam o vocabulário. Seu objetivo é fazer com que o aluno saiba ler textos escritos na língua alvo, para assim dominar a estrutura linguística e o vocabulário. Desta forma, o aluno acaba lendo o texto por várias vezes até a compreensão, de maneira que ele acaba compreendendo a língua e enriquecendo seu conhecimento na gramática. Esse dado revela que é tradicional, pois o foco dos textos faz adquirir uma erudição na leitura de uma LE.

Trata também de fatores culturais e conhecimentos gerais, que também fazem parte da abordagem tradicional. Esses fatores são essenciais em um livro didático, pois o aluno acaba se familiarizando com a língua alvo. Entretanto, é pouco abordado no livro.

Na abordagem Tradicional, a relação entre professor e aluno é bem restrita. Não há em nenhum momento uma relação afetiva entre ambos, cada um possui seu papel, onde o professor sempre será o centro da sala de aula e o aluno receptor das informações transmitidas pelo professor. Isso se faz presente no livro, a partir do momento em que o professor solicita que o aluno realize determinado exercício, porém, não há uma relação de afetividade entres ambos, ou seja, cada um possui sua “função” em sala de aula.

A obra está organizada do começo ao fim, exatamente na forma pela qual possuem textos, gramáticas, atividades de imitação que vem com um modelo a ser seguido, completar e relacionar lacunas, e cria uma situação para ampliar o vocabulário do aluno e por fim traz alguns textos que abordam bem pouco à questão da cultura espanhola.

O design do livro sempre esta voltado a uma visão mais estruturalista de gramática, enxergando a língua por si só, como sendo autônoma, focando somente na estrutura da língua, que pauta-se na semântica, morfologia e sintaxe da língua. Sua meta principal é que o aluno domine as estruturas, as regras gramaticais, em que tudo leva sempre a rotina memorizada. Estritamente o foco é na gramática, deixando de lado o ensino função, focando apenas na forma, ou seja, se aprende o que é, mas não quando e como usar. Com relação aos erros percebe-se que o aluno tem que responder corretamente, então tem que ser preciso.

ABORDAGEM COMUNICATIVA

A abordagem Comunicativa surgiu no final do século 60 e veio para contrapor a Tradicional (que é um ensino estritamente gramatical), com a intenção de não se estudar apenas a estrutura da língua, e sim a comunicação presente nela. O surgimento foi uma maneira de dar significação à linguística funcional, com o intuito de não focar apenas na forma gramatical. Ela tem como objetivo explorar as interações sociais e o uso pragmático da língua, ou seja, a língua tratada no uso cotidiano. O foco também é trabalhar conteúdos imprescindíveis para a aquisição da competência comunicativa.

Nessa abordagem o aluno traz para sua aprendizagem, suas experiências, seus conhecimentos, os aspectos culturais, de forma que esse grupo passa, a saber, as questões que são necessárias para se comunicar na língua alvo. Com isso, a gramática perde o seu papel principal e outros elementos passam a possuir o mesmo papel como, os tipos de textos, temas a serem trabalhadas e as intenções comunicativas. Porém, para exercer esses outros papéis na aquisição da competência comunicativa na língua alvo, é necessário ter domínio e saber usar as regras gramaticais.

Portanto, o professor fica responsável em examinar se o livro didático apresenta formas gramaticais que favorece a aquisição da competência, e também delinear a quantidade de gramática recomendável e a forma adequada de apresentá-la, visto que, essas questões dependem do grupo-alvo, sendo que o professor agora não é mais centro da sala de aula.

O estudo analítico dessa abordagem Comunicativa se da com base no livro “Y”, que tem uma preocupação com a competência comunicativa, diferindo da abordagem acima trazida, pois se pautava pela forma, somente com as regras gramaticais, e agora a preocupação é com as regras de uso da língua.

A abordagem comunicativa foca no uso, a preocupação é com a pragmática, semântica, morfossintaxe e fonologia/fonética, isto é, parte do uso, da função, para, então, chegar a forma. Isto quer dizer que essa abordagem possui uma visão funcionalista de língua que se baseia por comunicação e interação verbal, na qual não se pode ficar focado somente na estrutura da língua, mas sim permitir que o aluno faça uso da mesma para se comunicar e interagir com o outro, afinal, o aluno tem autonomia em sala de aula.

O livro “Y” segue exatamente a abordagem comunicativa, em seu sumário já se pode perceber que antes da gramática, trabalha-se o uso através da função comunicativa. Em suas lições (como é denominado no livro), sempre se leva a uma unidade mínima de conversação. Constrói-se toda uma situação, que permite ao aluno se comunicar e ter o ato da fala da língua espanhola.

Essa noção de ato da fala é abordada no livro de Sabino que apresenta os estudos de Austin (1962) e Searle (1969) que afirmam que a linguagem é inicialmente percebida como um meio de agir sobre o real, e as formas linguísticas só assume sentido em normas partilhadas. Em vista disso, o livro está desenvolvido por essa noção de ato de fala. A maioria dos exercícios é de interação entre os alunos, que se sustentam com atividades para fazer em duplas ou em grupos, visando sempre que eles discutam sobre um determinado tema para realizar a tarefa, levando assim o aluno a usar satisfatoriamente a língua alvo na sala de aula.

Essas atividades partem de um contexto social, na qual se faz usos de imagens, de objetos, pessoas, quadros, eletrodomésticos, construções, automóveis, enfim, de coisas variáveis, em que o aluno tem que fazer associação de uma situação, para ocorrer uma comunicação específica. A partir disso, o livro trabalha permanentemente o treinamento da habilidade de escuta e oral do aluno, sempre com base em uma função comunicativa.

As inúmeras lições que o livro traz se baseia em exercícios comunicativos no intuito de fazer o aluno aprender a se apresentar, cumprimentar, despedir, soletrar e dizer os dias da semana. A questão comunicativa é predominante, e se trabalha de forma que faça com que o aluno se interaja e aprenda perguntar e contestar sobre nomes, profissão, fazer contagem aritmética, tudo de forma bem espontânea, na qual se trabalha a gramática, o uso e a forma oral, tudo num mesmo exercício. Pauta-se também de uma forma de ensino bem expressiva, como perguntar e informar a hora, falar sobre o futuro, e sempre mostrando como e quando usar.

Esse modelo de abordagem comunicativa no livro didático é de suma importância, pois além de mostrar na gramática, a estrutura, mostra quando e como realmente se usa. Trabalhando esse lado comunicativo, de interação, de diálogo, o aluno capta melhor a mensagem transmitida, pois treina a gramática e o vocabulário em um só exercício. O livro segue isso sucessivamente com as lições, fazendo com que o aluno sempre desenvolva a capacidade comunicativa de se apresentar e falar sobre diversos assuntos. O livro também trabalha a função, que é fazer se comunicar com alguém em qualquer operação e na noção que está simultaneamente ligado a sua significação e a seu papel no enunciado.

O livro desenvolve componentes discursivos quando, por exemplo, o aluno tem que pedir comida em um restaurante, assim, a obra traz imagens que organizam um projeto que é o restaurante, para o aprendiz ter esse discurso, onde ele possa expressar suas preferências, gostos, e também possuem outros enunciados semelhantes a esse, com questões de uma situação/projeto que fazem a comunicação ser trabalhada.

Há poucos exercícios que a aluno tem que trabalhar individualmente, e quando tem são exercícios que mostram figuras para relacionar à correta, trabalha a escrita a partir de seus sentimentos, escrevendo cartas ou respondendo perguntas de gostos, desejos. E alguns também que trabalham a gramática, os verbos, na maior parte é em atividades de espaço em branco.

Percebe-se, então, no livro a abordagem comunicativa, porque o professor é um facilitador da aprendizagem, e os alunos possuem total liberdade em relação a sua aprendizagem, pois os exercícios fazem com que o aluno possa escolher como e o que dizer, sempre expressando seus sentimentos em parceria, que através da particularidade de cada um, trocam ideias e opiniões. Trabalham a cultura a partir do dia-a-dia da língua alvo.

As quatro habilidades são enfatizadas na obra, em que os alunos vão ter capacidade de ler, escrever, falar e ouvir a língua espanhola. O aprendiz tem que saber através da forma, para fazer os usos da língua. No tratamento dos erros, eles são tolerados, encarados como natural no processo da aprendizagem.

O design do livro está diretamente ligado a fazer com que o aluno se comunique, está perpetuamente envolvida a comunicação, na qual parte de um conteúdo de se comunicar. Sua ênfase é que o aluno tem que ser competente estruturalmente no fato do uso da língua, quer dizer, o aprendiz que sabe usar a gramática.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Pode-se, com o presente artigo, afirmar que a abordagem presente no livro didático é altamente considerável no ensino aprendizagem de uma LE. Assim como Almeida filho (1993) propõe, a análise de uma abordagem é capaz de esclarecer porque os professores ensinam como ensinam e os alunos aprendem como aprendem.

A partir dessa constatação, cabe ao professor de LE ter essa consciência na escolha do material a ser trabalhado em sala de aula, de forma que, terá valores significativos não só os professores, mas como também os alunos que serão beneficiados em seu processo de aprendizagem.

Os resultados relativos à análise dos livros didáticos mostram que a abordagem tradicional faz com que o aluno seja estruturalmente competente, ou seja, trabalha a gramática de forma eficaz, pois o foco principal é nas regras da língua escrita. Contudo, nesse ensino não se desenvolve a competência comunicativa, isto é, ele é incapaz de fazer o uso da LE na oralidade.

Já a abordagem comunicativa trabalha a interação dos alunos, trazendo a realidade cotidiana para dentro da sala de aula, de forma que, não fica focado apenas nas regras gramaticais. O enfoque principal é não estudar a gramática pela gramática, mas aliar isso aos usos que se faz da língua, permitindo que o aluno faça uso e se comunique com o outro, isto é, os alunos realizam exercícios com o objetivo de facilitar a comunicação de uma LE. Desta forma, ambas as abordagens possuem suas especificidades, e como se constata, cada livro seguirá uma, e isso determinará a maneira que será o ensino e aprendizagem de uma língua.

Não cabe impor qual abordagem ou livro didático que tal professor de língua estrangeira tem que operar, e nem que uma ou outra é melhor ou pior, em razão de que, dependerá da referência de cada professor em relação á sua crença, sua preferência em questão. Logo, cabe ao professor definir e adotar sua própria abordagem para o ensino da LE.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA FILHO, J.C.P. Dimensões Comunicativas no ensino de línguas. 5. ed . Campinas, SP: Pontes, p. 14, 2008.

ALMEIDA FILHO, J.C.P. (Org.). O Professor de Língua Estrangeira em Formação. _____________. Análise de abordagem como procedimento fundador de autoconhecimento e mudança para o professor de língua estrangeira. In: Campinas: Pontes, p. 14, 1999.

MARTINEZ, Pierre. Didática de Línguas Estrangeiras. In: As metodologias. Ed. Parábola. p 45-63, 1948.

MARTINEZ, Pierre. Didática de Línguas Estrangeiras. In: A abordagem comunicativa. Ed. Parábola. p 65-76, 1948.

SABINO, M. A. As três grandes abordagens de ensino de línguas. In: __________. O dizer e o fazer de um professor em curso de licenciatura em letras: foco na abordagem declarada comunicativa. Dissertação (Mestrado em Linguística Aplicada). Instituto de Estudos da Linguagem, UNICAMP, Campinas, 1994. Seção 1.2.1. p. 10-70.

ANEXO

[1] Graduanda Letras-Espanhol.

[2] Graduanda Letras-Espanhol.

Enviado: Agosto, 2018.

Aprovado: Outubro, 2019.

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