Formação docente e tecnologias digitais: Uma revisão

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ARTIGO DE REVISÃO

NOGUEIRA, Luciana Íris Amaro [1], MARTINS, Islane Cristina [2], SILVA, Georgia Rolim da [3]

NOGUEIRA, Luciana Íris Amaro. MARTINS, Islane Cristina. SILVA, Georgia Rolim da. Formação docente e tecnologias digitais: Uma revisão. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 06, Ed. 01, Vol. 05, pp. 30-44. Janeiro de 2021. ISSN: 2448-0959, Link de acesso:https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/tecnologias-digitais

RESUMO

Introdução: Com as mudanças e avanços das TIC’S (tecnologias da informação e comunicação), a sociedade tenta se organizar em meio a essas transformações. Essas renovações concedidas pelas tecnologias ativas criaram ferramentas que podem e devem ser utilizadas pelos docentes em sala de aula, com intuito de informar e ensinar ao alunato de forma mais dinâmica, eficiente e inovadora. Objetivo: O objetivo desse trabalho foi realizar uma revisão integrativa da literatura a fim de compreender como se dá o conhecimento produzido sobre a importância da formação docente e as tecnologias digitais. Materiais e Métodos: Foi feito um levantamento da literatura em agosto setembro de 2020, nas bases de dados Periódicos CAPES e Google Acadêmico. Os descritores foram os seguintes: “Educação” AND “Formação docente’’ AND “Tecnologias digitais” e “Education” AND “Teacher Training” AND “Digital Technologies” em ambas as bases de dados. Foram selecionados 09 artigos sendo incluídos segundo os critérios de elegibilidade. Resultados: Como resultado, foi possível observar que 100% dos artigos analisados mostraram que as tecnologias digitais devem ser inseridas dentro da escola como ferramenta, um artefato para auxiliar o professor dentro de sala. Conclusão: Portanto, os artigos evidenciaram que a formação docente e as tecnologias digitais são um processo em construção, que, no entanto, precisa do apoio das escolas particulares e das políticas públicas da educação em geral.

Palavras-chave: Educação, formação docente, tecnologias digitais.

1. INTRODUÇÃO

Na atualidade, nossa sociedade tem passado por transformações a partir do surgimento das tecnologias digitais. O conceito em questão ficou assim popularizado por Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC’S), um termo segundo Lévy (1993) apud Almeida (2017, p. 6) que compreende qualquer tipo de tecnologia voltada para informação, utilizando-se de um software, hardware, rede ou telemóveis em geral.

Já, formação dos professores, é um processo importante para desenvolver habilidades e as competências dos docentes. Esse aperfeiçoamento da atividade de ensinar e aprender permite construir ao longo do tempo uma aprendizagem estrutural (ALMEIDA, 2017).

Logo, a formação docente inicial e continuada busca contribuir para melhoria da qualidade do ensino tendo por finalidade a formação de sujeitos, não objetos, no processo de ensino aprendizagem que está envolvida no processo de construção do conhecimento para o global exercício da cidadania (ALMEIDA, 2017).

Assim, as TIC’S têm um papel de destaque na educação nos dias atuais, como ferramenta auxiliar aos professores no processo educativo, tornado as aulas mais dinâmicas, transformando o dia a dia em sala de aula mais atrativos para os discentes (MODELSKI, 2019).

Sobre esse assunto, é importante ressaltar que o uso das TIC’S causa, dentro das escolas, certo incômodo aos professores, pois muito dos profissionais mais tradicionais e conservadores ainda se baseiam em uma aula voltada para o conteúdo, quadro e aluno (ALMEIDA, 2017).

Visto que, o modelo de ensino que não propicia o uso desses artefatos (tecnologias da informação e comunicação) não potencializa o aprendizado em sala, não cria um ambiente dinâmico na produção do conhecimento (SILVA, 2020).

Nesse sentido, torna-se importante a formação do professor desde das instituições de ensino superior até a formação continuada, preparando o docente para as inovações tecnológicas, com a proposta de evitar à resistência comum entre a classe docente (ALMEIDA, 2017).

No entanto, Ziede et al. (2016) informa que esse ambiente de hostilidade dentro das escolas sobre o uso das TIC’S pelos professores e gestores, quando é alterado, deixa claro a mudança no modo de “fazer educação de qualidade”. Sobre isso, os professores e alunos percebem em seu dia a dia uma construção integrada de conhecimentos um efeito positivo, quando utilizam as mídias ativas (ADNAN, 2018).

Assim, é importante apresentar o que Ziede (2016) destaca pontos para uma aprendizagem criativa, inclusiva, de qualidade e efetiva sendo necessário integrar as TIC’S no currículo real da escola, onde alunos, grupo escolar e comunidade possam participar do processo educativo de forma dinâmica.

Além disso, o uso das TIC’S permite o desenvolvimento de projetos que busquem a integração não só dos alunos, como a interação de todo grupo escolar em busca de uma aprendizagem de qualidade incorporada nas práticas pedagógicas (SILVA, 2020).

No entanto, nesse modelo proposto, o professor precisa está em constante movimento, desafios irão surgir no decorrer do processo, o professor deve se capacitar está em constante formação (ZIEDE, 2016).

Assim, o processo de ensino e aprendizagem tornar-se-á mais prazeroso, pois quando é apresentada para sala alguma ferramenta nova voltada para as tecnologias, os alunos se sentem motivados a participar da aula (MOREIRA;VERGARA, 2019).

Nesse sentido, cabe ao professor com sua bagagem adquirida orientá-los, desafiá-los e integrá-los ao processo de aprendizagem, que é um processo constante, não linear (MOLDESKI, 2019).

Logo, ensinar e aprender se tornarão plurais, uma ideia de coletividade, pois a ideia de usar tecnologias da informação na sala de aula é potencializar as capacidades dos alunos, ampliar suas inteligências, sendo o mediador desse processo o professor (MOREIRA; VERGARA, 2019).

Nesse sentido, os professores precisam estar abertos conectados com a inovações através das teorias e práticas do fazer docência em meio ao ensino híbrido, buscando novas forma que envolvam o processo de aprendizado dos seus discentes (VILLASOL, 2017).

O professor, que busca novos conhecimento, que se capacita, ver a educação como um processo contínuo de estudos e aprendizagens, preparado o professor percebe a importância da autonomia de seus alunos que irá auxiliar na construção do conhecimento (MOREIRA; VERGARA, 2019).

Nesse contexto, o artigo apresentado propõe uma reflexão a respeito do uso das tecnologias da informação e comunicação dentro da escola, que requer do professor sua formação inicial e continuada no ato de fazer educação de qualidade (ADNAN, 2018).

Por fim, faz-se necessário apresentar à LDB 9394/96 (Lei de diretrizes e Base da Educação), nos art. 62 a 67 da lei antes citada que debate a importância da formação do professor e estabelece como os estabelecimentos de ensino o quais devem conduzir para o comprimento do documento anteriormente citado para um bom funcionamento da instituição (MODELSKI, 2018).

Portanto, para ser um professor em meio às tecnologias digitais requer dos docentes, empenho, estudo, exigindo assim do professor uma reflexão sobre como trabalhar em sala mudando assim suas estratégias didáticas em meio a possibilidades pedagógicas presentes no ambiente virtual. Por isso, o objetivo do presente estudo foi realizar uma revisão integrativa da literatura a fim de analisar a Formação Docente e Tecnologias digitais.

2. MATERIAIS E MÉTODOS

Foi feito um levantamento da literatura em agosto de 2020, nas bases de dados    Periódicos CAPES e Google Acadêmico. Os descritores utilizados foram os seguintes: “Educação” AND “Formação Docente” AND “Tecnologias Digitais” e, em inglês, “Education” AND  “Teacher Training” AND “Digital Technologies” em ambas as bases de dados. Foram selecionados 08 artigos sendo incluídos segundo os critérios de elegibilidade conforme a Figura 1. Os critérios de inclusão foram: artigos nos idiomas inglês, espanhol e português, nos últimos cinco anos, envolvendo o conhecimento em Formação docente e tecnologias digitais. Os critérios de exclusão foram artigos de revisão de literatura.

Figura 1. Fluxograma e critérios de seleção e inclusão dos trabalhos

Fonte: Elaborado pelos autores (2020).

3. RESULTADOS

Os resultados do presente estudo encontram-se descritos abaixo (Tabela 1).

Tabela 1: Demonstrativo dos artigos que integram a revisão

Nº-Data Título Autores Periódico Objetivos Resultados
1 – 2020 Tecnologias digitais de informação e comunicação: três perspectivas possíveis Leo Victorino de Silva. Revista de Estudos Universitários – REU Apresentar a incorporação das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC’S) na sala de aula, apresentando três perspectivas. A inserção das TDIC’S (Tecnologias da Informação e Comunicação) apresenta-se como mais uma ferramenta no processo ensino-aprendizagem. Com intuito de maximizar a construção do conhecimento, sendo necessário equilibrar o uso desses sistemas de forma organizada e planejada.
2 – 2019

 

A formação de professores na era das tecnologias digitais (TDIC) no contexto da sala de aula. João Padilha Moreira; Luís Chamouro Vergara

 

Revista Acadêmica da Faculdade e Escola Tecnica Alcides Maya Discutir e apresentar as questões legais para o uso das tecnologias em sala de aula. Intuito de analisar as ferramentas e o potencial delas frente a formação dos professores. O uso das TDIC’S (Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação) constata que a formação dos professores deve superar a reciclagem e capacitação. Desenvolve a partir do uso em sala de aula novas habilidades a serem exploradas tanto pelo professor como pelos alunos, auxiliando no ensino e contribuindo com a própria formação docente.
3 – 2019 Tecnologias digitais, formação docente e práticas pedagógicas Daiane Modelski; Lúcia Maria Martins Giraffa; Alam de Oliveira Casartelli Revista da Faculdade de Educação da USP Debater a contribuição das TDIC’S nas práticas pedagógicas e demonstrar através dos dados coletados o conhecimento prévio dos professores com essas tecnologias. Demonstrou que os professores que já utilizam as TIC1S têm um diferencial em suas aulas, não esquecendo que professores e alunos não podem ficar “reféns” do uso dessas ferramentas. Elas devem ser utilizadas como melhoria na aprendizagem, auxiliando o professor a potencializar suas competências na busca de estratégias didáticas inovadoras para o ambiente escolar.
4 – 2018 Impacto da tecnologia moderna na educação R. Raja; PC Nangasubramani Intenacional Journal of Science and Search Integrar ao currículo escolar as tecnologias como ferramentas norteadoras e apresentar o potencial delas no processo de aprendizagem. No campo da educação, as Tecnologias Digitais surgem como ferramenta benéfica no processo de aprendizagem. O impacto das TIC’S na educação baseia-se na promoção de aprendizagem ativa, colaborativa, criativa, integrativa e avaliativa entre docentes e alunos.
5 – 2018 Preparando a próxima geração para a integração efetiva da tecnologia na educação: perspectiva dos formadores de professores Muge Adnan; Jo Tondeur. Conferencia EdMedia + Innovate Learning Comentar sobre a importância do uso do ensino híbrido e da uso dessas tecnologias como ferramentas auxiliares nas práticas pedagógicas. Mostra como é desafiante usar as Tecnologias Digitais no ambiente escolar. A falta de conhecimento e habilidades dos professores em questão dificultam a aplicação dessas inovações tecnológicas. Muitos professores precisam de uma formação docente para integrá-los a essas novas ferramentas para que os mesmos possam selecionar e implementar estratégias pedagógicas e organizacionais que irão contribuir para o conhecimento em sala de aula.
6 – 2018 Formação docente, práticas pedagógicas e tecnologias digitais: reflexões ainda necessárias Daiane Modelski; Isabel Azevedo; Lúcia Giraffa Revista Eletrônica Pesquiseduca Debater o uso da cibercultura em sala de aula, instigando ao docente rever suas práticas pedagógicas, ressaltando a formação continuada do professor. A experiência adquirida considera necessário oferecer programas para o desenvolvimento profissional e criar espaços experimentais para formação do professor. Necessária familiaridade com uso das TIC’S que irão favorecer ao professor, permeando diferentes modalidades de ensino.
7 – 2017 Tecnologias digitais em sala de aula: o professor e a reconfiguração do processo educativo Patrícia Almeida Revista da Investigação às Práticas Interpretar os dados para uma melhor compreensão sobre a realidade nas escolas portuguesas sobre o uso das tecnologias. Concluiu que os professores participantes da pesquisa, em sua maioria, já utilizavam as TD’S com perspectiva positiva. No entanto, os dados coletados indicam que os professores ainda estão em processo de alinhamento com os novos métodos, e o docente apenas se enquadra no papel do instrumental teacher, precisando percorrer uma longa trajetória no processo educativo na busca de ser inovattive teacher.
8 – 2017 Aprendizagem baseada em um projeto de ensino: criatividade, inovação e novos papeis na formação de professores na era digital Maria Covadonga de La Iglessias Villasol Revista Comphutense de Education Fornecer informações sobre o uso de ferramentas digitais nas escolas e os meios que podem potencializar o desenvolvimento e habilidades dos alunos na aprendizagem. A utilização das TIC’S e do ambiente virtual constituem uma ferramenta importante na transmissão dos saberes, ou seja, essa forma transdisciplinar tem a função de integrar os conteúdos didáticos e as tecnologias para o desenvolvimento de competências dos alunos e dos professores.
9 – 2016 Tecnologias digitais na educação básica: desafios e possibilidades. Mariangela Kraemer Lenz Ziede; Ezequiel Theodoro da Silva;, Luimar Pegoraro; Edilson Marino Canalle; Andreza de Oliveira Meireles da Silva; Aline Fernanda Wodonos de Carvalho. Revista Novas Tecnologias na Educação Aprofundar o estudo sobre práticas docentes e Tecnologias Digitais da Educação básica nas escolas de Caçados/SC. A pesquisa coletou dados a partir de um questionário aplicado aos professores pelo google docs. Os mesmos perceberam a importância do uso das TIC’S que fazem parte do Plano Político Pedagógico (PPP) da escola. Concluiu-se que novas práticas escolares dependem também da consciência e reflexão dos professores nos processo educativos na ideia de tornar as aulas mais dinâmicas e atrativas para os alunos.

Fonte: Elaborado pelos autores (2020).

4. DISCUSSÃO

O objetivo do presente estudo foi realizar uma revisão integrativa da literatura a fim de compreender como se dá o conhecimento da Formação Docente e Tecnologias Digitais.

Para tanto, as tecnologias digitais oferecem á escolas meios e possiblidades para o desenvolvimento de projetos dentro do ambiente escolar e com a comunidade em torno da mesma com um único intuito a buscar pelo conhecimento (ALMEIDA, 2017).

Assim, é necessário entender que o uso das TIC’S (Tecnologias Digitais da Informação e comunicação) no ambiente escolar trouxe novos desafios aos professores. Sendo necessário, desenvolver em primeiro plano qualificações didático-pedagógicas em nível de formação continuada (MOREIRA; VERGARA, 2019).

Logo, Ziede et al. (2016) essas interações são desafiadoras para o professor, onde o mesmo terá que adaptar-se ao novo modelo sendo necessário desconstruir os métodos antigos para construção de uma aprendizagem dinâmica.

Nesse sentido, é importante destacar os textos apresentados pela BNCC (Base Nacional Comum Curricular) sobre o uso das tecnologias como forma de potencializar a aprendizagem  e formação do professor para o uso delas (MOREIRA; VERGARA, 2019). Juntar a aspa com a primeira letra, deixar bem agarradinha- fazer isso em todos.

Sobre esse assunto, é necessário explicar que a Base Nacional Comum Curricular é um registro que apresenta as diretrizes do que deve ser ensinado nas escolas em toda a Educação Básica, sendo que as tecnologias digitais são um dos pilares no processo de ensino-aprendizagem (MODELSKI, 2018).

Por isso, é importante destacar as duas competências que debatem o uso das TIC’s em meio à escola, sobre isso a BNCC destaca:

Competência 4: Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.

Competência 5: Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva (MEC, 2017).

Portanto, é importante que às políticas públicas voltadas para educação, busquem capacitar seus professores e que as escolas particulares invistam em formações para melhor formar o professor em suas práticas pedagógicas (MOREIRA; VERGARA, 2019).

Desse modo, Ziede et al. (2016) apesar dos avanços das tecnologias e seus usos em sala de aula, não se pode esquecer do professor, o mediador do uso dessas TIC’S, por isso é importante investir na formação inicial como também na formação continuada desse fator essencial e fundamental da educação o docente.

Sendo assim, é pertinente ressaltar, que através das formações continuadas um campo de possibilidades referentes a compreensão das AVAS (Ambiente Virtual de Aprendizagem) permitirá uma maximização do conhecimento por parte dos alunos e professores construindo- se assim, experiências e trajetórias novas no processo de conhecimento (ALMEIDA, 2017).

Entretanto, o professor deve planejar e adaptar suas aulas aos novos recursos tecnológicos contextualizando essa nova proposta pedagógica para construção de novos saberes e para o desenvolvimento das capacidades criativas dos alunos, sobre isso destacou Queiroz:

O estudo a partir dos AVA permite relações cognitivas importantes, favorecendo a aprendizagem por meio da mediação pedagógica nos ambientes de interação, criando situações que propiciam interações e orientações que aproximam professores e alunos no decorrer do curso. O diálogo entre alunos e professores, alunos e alunos, possibilita assim a transposição da distância transacional e, entre outros aspectos, pressupõe a possibilidade de maior autonomia dos educandos. (QUEIROZ, 2011, p. 22).

Assim, quando um professor está fazendo seu plano de aula, deve-se pensar nos recursos das TIC’S, sendo importante ressaltar que as aulas têm que ter por base um “ triângulo pedagógico”, ensinamentos apresentados por Jean Houssaye composto por três eixos: aluno, professor e conteúdos (MODELSKI, 2018).

Figura 2. Representa Le triangle pédagogique de Jean Houssaye

Fonte: Le triangle pédagogique: Les différentes facettes de la pédagogie (2008).

Sobre esse assunto, faz-se necessário explicar que essa composição composta por três lados congruentes e vértices apresentam conceito além da matemática e esboçam as relações professor e aluno em busca do ato pedagógico, relação essa formada pelo ato de ensinar, aprender e formar com auxílio do ambiente virtual de aprendizagem (AVA) (ALMEIDA, 2017).

Dessa maneira, deve-se destacar o papel da intencionalidade no ato didático para a docência com excelência (ZIEDE, 2016). No ato de ensinar, no ambiente online, o professor organiza sua aula pensando nos recursos pedagógicos voltados para tecnologia que servem como meios auxiliares aos conteúdos e objetivos necessários para um processo educativo de qualitativo.

Figura 3. Representa O triângulo pedagógico Jean Houssaye, versão traduzida para o português.

Fonte: Revista Vozes da UFVJM: Publicações Acadêmicas, 2012.

Desta forma, as TIC’S fornecem uma midiatização dos materiais didáticos-pedagógicos. Sendo necessário, explicar que a responsabilidade de alunos e professores em meio as inovações que surgem e exigem uma autonomia e um foco maior na hora de estudar e aprender dos discentes (NADU, 2018).

Portanto, para o desenvolvimento de estratégias relevantes na construção do saber em meio as tecnologias digitais de informação essas inovações trouxeram mudanças nas metodologias a serem trabalhadas na escola, refletindo nos processos de formação do professor (SILVA, 2019).

5. CONCLUSÃO

Neste artigo, foi observado, pesquisado e problematizado á questão da Formação Docente e Tecnologias e Digitais, destacando assim a relevância da formação do professor inicial e continuada que irá contribuir, para um processo de aprendizagem significativo.

Sendo importante ressaltar que as inovações tecnológicas existem e estão fazendo parte da escola, mas muitos professores ainda estão na era analógica e se mostram relutantes a essa integração a esses novos meios.

Com isso, as TICS (Tecnologias da informação e comunicação) para os professores que buscam capacitações e estudam essas ferramentas encontram nessas tecnologias auxílio no processo de ensino-aprendizagem.

Sendo assim, as práticas pedagógicas em meio as tecnologias digitais só serão efetivas com a participação do professor e mediação. Ou seja, inovações existem contribuem com educação, mas figura do professor a frente desse processo é de fundamental importância para construção do conhecimento.

Nesse sentido, capacitar o professor não é só instrumentar, perpassa essa ideia e apoia-se em um “triângulo pedagógico”, onde professor, aluno e conhecimento não podem ser vistos de forma individual, mas sim como sujeitos e objetos no processo pedagógico.

Dessa maneira, a pesquisa que foi realizada traz á tona a questão de que algumas escolas ainda não estão participando de forma ativa dos uso das TIC’S, pela falta de recursos, pela falta de capacitação dos corpo docente, ou pela falta até mesmo de instalações adequadas para o uso dessas ferramentas.

Desse modo, deficiência e carência tornam-se binômios da educação voltada para os usos das AVAS (Ambientes Virtuais de Aprendizagem) no ambiente escolar, apresentando um quadro crítico em escolas da rede pública.

Portanto, nas escolas que possuem acesso a essas tecnologias e os professores que se utilizam desses meios tecnológicos em suas aulas percebem um dinâmica no fazer pedagógico, modificando suas práticas pedagógicas, inovando o processo educativo, atraindo seus alunos para uma aula mais diversificada, saindo do tradicional sem perder o foco no processo de construção do conhecimento.

E, por fim, cabe destacar a complexidade e as contradições do uso das tecnologias digitais dentro da escola, como também destacar a importância da formação inicial e continuada do professor. Destacando, o seu papel de mediador e condutor nessa jornada educacional, elemento essencial no processo educativo, competência apresentada na BNCC (Base Nacional Comum Curricular).

REFERÊNCIAS

ADNAN, Muge; TONDEUR, Jo. Preparando a próxima geração para a interação efetiva da tecnologia na educação: perspectivas dos formadores de professores, Conferência Ed Media + Innovate Learning, 2018.

ALMEIDA, Patrícia. Tecnologias digitais em sala de aula: O Professor e a reconfiguração do processo educativo. Revista Da Investigação ás Práticas, v. 8, nº 1, p. 4-21. Coimbra (COI), 2017.

BRASIL. Ministério da Educação. Conselho nacional de Educação, Câmara de Educação Básica. Resolução CNE/CP nº 2, de 22 de dezembro de 2017. Diário Oficial, Brasília, DF, de dezembro de 2017, seção 1, pág 146. Disponível: < http://portal.mec.gov.br/conselho-nacional-de-educacao/base-nacional-comum-curricular-bncc > Acesso em: 10 de out. de 2020.

LEVÝ, Pierre. As tecnologias da inteligência. São Paulo (SP); Editora 34, 2010, 2ª edição, 208p.

MOLDELKI, Daiane; GIRAFFA, Lúcia Maria Martins. Formação Docente Práticas Pedagógicas e Tecnologias Digitais: Reflexões ainda necessárias. Revista Eletrônica PESUISEDUCA, v. 10, nº 20, p. 116-133. Santos (SP), 2018.

MOLDELKI, Daiane; GIRAFFA, Lúcia Maria Martins; CASATELLI, Alam de Oliveira. Tecnologias digitais, formação docente e práticas pedagógicas. Revista Edu. Pesqui, v. 45, e180201. Santos (SP), 2019.

QUEIROZ, Elivânia Maria da Silva. Prática docente nos ambientes virtuais de aprendizagem: possibilidades de inovação pedagógica. Goiânia, GO: PUC Goiás, 2011. 119 p. Dissertação (Mestrado em Educação) – Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia, 2011.

RAJA, R.; NANGASUBRAMANI, P. C. Impacto da tecnologia moderna na Educação. Journal of Applied and Advanced Research, v. 3 S1. 165, Tami Nadu (IN); 2018.

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VILASSOL, M. C. Aprendizagem baseada em projeto de ensino: aprendizagem, criatividade, inovação e novos papéis na formação de professores na era digital. Journalof Applied and Advanced Research, v. 29, nº 4, p. 1253-1278, 2017.

VERGARA, Luis Chamorro; MOREIRA, João Padilha A Formação de Professores na era das Tecnologias Digitais (TDIC) no Contexto da sala de aula. Revista RAAM, v 1, nº 1, p. 1-13, 2019.

ZIEDE. M; SILVA, E. T.; PEGORARO, L.; CANALE, E. M.; SILVA, A. O. M.; CARVALHO, A. F. W. Tecnologias Digitais na Educação Básica: desafios e possibilidades. Revista Novas Tecnologias Na Educação, v. 14, p. 1-10, 2016.

[1] Especialista em Docência do Ensino Superior.

[2] Doutorado em andamento em Biologia Aplicada À Saúde. Mestrado em Neuropsiquiatria e Ciências do Comportamento. Graduação em Biomedicina.

[3] Especialização em Prática Docente do Ensino Superior.

Enviado: Janeiro, 2021.

Aprovado: Janeiro, 2021.

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