A educação ambiental nas práxis educativa brasileira: entraves e possibilidades

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DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/educacao/entraves-e-possibilidades
A educação ambiental nas práxis educativa brasileira: entraves e possibilidades
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RABELO, Josival Carvalho [1], CAMPOS, Pablo Kristian Trindade [2], COUTO, Gabriel Donato Ramos [3]

RABELO, Josival Carvalho, CAMPOS, Pablo Kristian Trindade, COUTO, Gabriel Donato Ramos. A educação ambiental nas práxis educativa brasileira: entraves e possibilidades. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 08, Vol. 14, pp. 05-14, Agosto de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

O presente artigo apresenta uma perspectiva da realidade do ensino às crianças da educação básica no Brasil, em especial, a educação ambiental. Por essa razão, o estudo é muito importante para tal compreensão social e ambiental, pois busca esclarecer algumas dúvidas acerca dessa mencionada questão e do desenvolvimento do ensino na escola. De sorte, o Meio Ambiente é rico em diversidade, no entanto, o ser humano precisa saber conservá-lo, inclusive para as gerações vindouras. Essa é a questão crucial a se discutir e intervir na sociedade ainda neste século XXI. Embora para isso, nem todos contribuem à natureza nem mesmo as escolas brasileiras. Logo, uma nova atitude deve ser assumida, uma nova postura de educador e também da sociedade para a formação educacional mais completa e em consonância com os dispositivos legais.

Palavras-chave: Educação, Meio ambiente, Preservação, Desenvolvimento

INTRODUÇÃO

A maneira pela qual o homem utiliza os recursos naturais de forma inadequada tem tido muitas consequências, especialmente para o meio ambiente que se degrada mais intensamente. Diante dessa situação, é necessário uma educação ambiental que conscientize as pessoas sobre o mundo em que vivem para que possam ter acesso a uma melhor qualidade de vida, mas sem desrespeitar o meio ambiente, procurando estabelecer um equilíbrio entre homem e natureza (GADOTTI, 2008).

Assim, deve se estudar a mediação pedagógica no tocante a leitura, a escrita e as pesquisas em campo prático da Educação Ambiental. Por isso, em busca de soluções para os problemas vigentes, proporcionando uma discussão e preparação do sujeito frente ao objeto do conhecimento: o Meio Ambiente (SANTOS, 2011).

Em relação ao desenvolvimento sustentável perante o presente e como reflexo às gerações futuras enquanto seres vivos do planeta Terra. Além do mais, essa educação é necessária por identificar o que crianças já sabem sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável, inclusive dos recursos naturais, para incentivar por meio de atividades escritas e orais o senso de responsabilidade e atuação crítica em prol da preservação do Meio Ambiente em sociedade (LOUREIRO, 2004).

Por conseguinte, em busca do despertar nos educandos à capacidade de relacionar seus conteúdos de disciplina à realidade local, regional, nacional e globalmente. Tudo isso, o educando poderá ser um reflexo positivo à vida no planeta como meio de transformação social (SANTOS, 2011)

De fato, este estudo é para conhecer a realidade, a profissão e os desafios da função de ensinar. Ainda assim, essa compreensão é tão importante à formação dos indivíduos, isso pode torná-los pensantes, críticos e defensores da natureza como um todo. Com isso, reitera-se o desenvolvimento das crianças e/ ou jovens no sentido de iniciar a conscientização ambiental e acerca dos quais, de cuidar dos recursos naturais renováveis ou não, ecossistema e nos seus biomas (GADOTTI, 2008).

Desse modo, para o desenvolvimento da aprendizagem e do ensino, seja de geografia, ciências naturais ou de quaisquer outros, as disciplinas de estudo escolar devem ser interligadas nessa busca do conhecimento, para a educação ambiental. Isso é necessário e aplicável com atividades às crianças e jovens, como investigação crítica sobre essa mencionada consciência ambiental e da realidade do planeta (LOUREIRO, 2004).

Portanto, o estudo em questão se faz necessário para a ação e a reflexão adequadas ao público atual do século XXI, bem como as gerações humanas do futuro. Inclusive, o desafio do ensino é fazê-lo de maneira contextualizada e real perante a Língua Portuguesa, Matemática, História, etc.

DESENVOLVIMENTO

O sucesso da escola, depende de um todo. Dessa maneira, o trabalho pedagógico deve ser interdisciplinar, integrados e interligados (conjunto). Apesar, das características de campos e práticas do saber por ora distintos. Por isso, o tema: Escola e Educação Ambiental faz-se necessário nos espaços escolares. Por essa razão, o material de estudo e intervenção estão voltados para a troca de aprendizados e experiências coletivas. Com os quais, os profissionais já têm um vasto saber por ainda ensinar e aprender, bem como a ser e a conviver juntos.

De fato, isso é mais uma ocasião propícia para aprender na mediação, no diálogo e com o meio, ou seja, partir do local para o global. Acerca dos quais, trabalhar-se-ia a prática reflexiva da ação pedagógica. Nessa perspectiva, a abordagem do estudo de ensino é dirigida para o público estudantil ainda crianças ou/ e jovens como já mencionado. Atente-se pelo trabalho de maneira que o aluno reconheça sua realidade, sua história e pensa na capacidade de mudança ou possibilidade de melhorias do local (SANTOS, 2011).

De forma sutil, aproxima-se os conteúdos à realidade das disciplinas de estudo. Até porque, segundo Tristão: “a educação ambiental, na sua complexidade, configura-se como possibilidade de religar a natureza e a cultura, a sociedade e a natureza, o sujeito e o objeto, enfim” (2008, p. 12). Essa relação do homem com a natureza deve ser amorosa. Com isso, desenvolve-se no sujeito uma nova visão de pessoa na sociedade – como ser consciente da sua ação perante o Meio Ambiente. Logo, uma relação de causa e consequências.

A esse respeito, em um contexto real é necessário trabalhar com afinco a consciência ambiental com alunos. Além disso, a qualidade da ação para identificar junto às teorias e superar as dificuldades encontradas à educação ambiental. Assim, a escola e os professores de todas as disciplinas são corresponsáveis dessa ação conjunta. Sobretudo, aliada a prática pedagógica e as teorias de ensino. Por esse motivo, faz-se no aluno uma reflexão da realidade atual. Para tanto, o exemplo deve ser real contexto do planeta. A maneira deve ser: “baseada na relação do ser humano com o meio ambiente, da sociedade com a natureza, das sociedades entre si” (Idem, p. 12). Por isso, o sentido verdadeiro da educação é formar seres cidadãos críticos e responsáveis.

A realização desse estudo, parte-se de acepções teóricas acerca do ensino nas escolas e à realidade. E, como referência a tudo isso explora-se ideias de alguns dos tantos pensadores da educação ambiental. Assim, percebe-se à aquisição de habilidades e competências necessárias dos alunos à sua convivência social, no meio e o exercício pleno e crítico da cidadania. Pelo menos, faz-se urgente uma intervenção pedagógica. Em relação tanto humana e natureza. E assim, essa educação “encontra-se em construção e em debate” (Idem, p. 12). Sobre isso, o homem deve agir para ajudar à natureza. Do contrário, isso poderá ser de própria inexistência humana no planeta Terra. Ou seja, do fim da vida terrestre.

Diante disso, Viola (1987) aborda: “unir e formar novas frentes de luta com relação às questões ambientais” (p. 18). Afinal, a prioridade maior será oferecer o suporte necessário ao princípio da conscientização dos alunos. Assim, perpassar pelas teorias do saber das diversas ciências e as dificuldades de entender e da importância de viver num meio ambiente equilibrado e sustentável. De certo, o planeta Terra mostra-se em desequilíbrio, uma consequência negativa causada pela própria desastrada ação e irresponsabilidade dos homens. Contra isso, o estudo ratifica-se a necessidade de intervir e buscar um novo pensamento sobre o ensino escolar. Este, por ora muitas vezes defasado, distante da realidade ou igualmente destruidor do ambiente já tão sacrificado pelas pessoas.

Além disso, “a educação ambiental possui como princípio a quebra de paradigmas e amplia os objetivos interdisciplinares de estudo, por meio dos questionamentos alcançados pelo pensar o ambiente” (LOUREIRO, 2004, p. 89). Para tanto, a importância desse trabalho também se dá, mediante o caráter de aproximar as discussões dos teóricos com a dos professores de cada disciplina do conhecimento. Por isso, busca-se novas metodologias, promove-se trocas de conhecimento entre alunos. Assim, a sociedade busca-se suprir tais carências, instiga a enfrentar problemas os apresentados diariamente no ambiente.

Ademais, a escolha do tema parte-se de uma estratégia e iniciativa para professores orientadores à ação de um projeto integrado às disciplinas escolares. Por isso, o projeto é uma questão emergente de sentido e intervenção local. Mediante isso, a percepção e as conversas são desafios à prática consciente e uso dos recursos renováveis e não naturais. Desse modo, para se manter um desenvolvimento econômico com (sustentabilidade). Com base nisso e nas observações, à realidade é compreendida diante dos paralelos: teoria e ação (prática). O que pode ser chamado de valores éticos:

[…] a Educação Ambiental cria uma perspectiva dentro da qual se reconhece a existência de uma profunda interdisciplinaridade entre o meio natural e o meio artificial, demonstrando a continuidade dos vínculos dos atos do presente com as consequências do futuro, bem como a interdependência entre as comunidades nacionais e a solidariedade necessária entre os povos (DIAS, 1994, p. 63).

Em excepcional, até mesmo porque seria um aspecto social, real e natural de estudo. Não apenas ambiental. No mais, isso poderia fazer toda a diferença, no trabalho dos professores: trabalhar conteúdos teóricos e práticos no local. Durante essas ações, ver-se necessário o uso de materiais paradidáticos, didáticos, textuais e recursos humanos. Enfim, para uma mudança de atitudes, de pensamento, comportamento de desenvolvimento sustentável em relação ao meio ambiente. Desse modo, para: “proporcionar os conhecimentos fundamentais das ciências naturais e das ciências sociais necessários para a utilização racional e a conservação dos recursos da biosfera” (UNESCO, 1971). O que se configura, uma necessidade essencial à vida do planeta.

Uma das possibilidades para o ensino significativo da Educação Ambiental e sustentabilidade é a pesquisa sobre o planeta Terra, tipos de solos, de recursos naturais e não naturais, ecossistemas, biomas brasileiros, localidade e outros. Para Gadotti, “o conceito de sustentabilidade foi ampliado. Ele permeia sustentabilidade econômica, política, educacional, curricular etc” (2000, p. 35). Um bom ponto de partida para trabalhar são os alunos dos anos iniciais do ensino fundamental e seguir por toda uma vida escolar. Desse modo, o estudo a ser ministrado tem como base à realidade, o espaço geográfico etc.

Com certeza, “o papel da escola é construir valores e estratégias que possibilitem aos/ às estudantes determinarem o que é melhor conservar em sua herança cultural, natural e econômica. […], em escala nacional e global” (TRISTÃO, 2008, p. 66). Tal apresentação de proposta à equipe tem uma formação também de seres humanos, cujo tema se encaixa com a Educação de valores humanos.

De repente, o primeiro passo leva-se as crianças num passeio pela escola, comunidade, cidade etc. E de volta à sala de aula, relaciona todos conhecimentos dos alunos às investigações dos problemas. Além disso, busca-se uma possível solução para os dilemas evidenciados em pleno século XXI. Outra questão importante, uma conversa antes, durante e depois do trabalho, das observações e da manipulação dos diversos dados coletados pela equipe de estudo. Por exemplo: tipos de solo – arenoso, argiloso e orgânico – que não estavam identificados. Durante a exploração, nomear os tipos de materiais e locais vistos. Isto é, as características de cada solo, decomposição de matéria animal e vegetal, existência de bichinhos e vestígios de plantas e/ ou outras espécies. Durante a atividade em campo ou, em sala de aula discute-se como conservar, preservar e desenvolver sustentavelmente ações no meio ambiente.

E, “além de uma formação inicial consistente, é preciso considerar um investimento educativo contínuo e sistemático para o professor se desenvolver como profissional de educação” (Parâmetros Curriculares da Educação apud PESTANA, 2010, p. 5). Sem investimento em educação, não há educação ambiental por partes dos sujeitos. Aliás, não haverá nem ambiente humano para isso no futuro, se algo não for feito desde já.

Ao longo de todo trabalho, o profissional da educação deve sistematizar o ensino, as informações no quadro e estimular a turma a fazer registros e agir como defensor ativo e responsável da natureza. Isso pode ser representado em forma de desenhos expostos na escola sobre realidades vivenciadas na própria comunidade. Desse modo, o conhecimento científico é importante à formação de valores nas crianças e consequentemente, de familiares por meio dos alunos. Eles, em sua maioria exige um ensino significativo e real. Assim, em prática conciliada às reflexões teóricas para melhor entender e mediar os assuntos em análise.

Na verdade, alunos são seres aprendizes na prática escolar e extraescolar junto às diversidades dos meios sociais. Além disso, outra menção é relevante: “o professor ‘prático reflexivo’ é aquele que consegue superar a rotinização de suas práticas e refletir sobre as suas ações cotidianas antes, durante e depois de executá-las” (Neto, 2002; Tardif, 2007). Neste instante, apenas Tardif (2007) acrescenta: “o saber docente, assim como outros saberes, é um saber plural, formado” (p.36). De sobremaneira, o ser humano é responsável pelo Meio Ambiente sustentável. Essa sua formação pode servir para sua própria existência na Terra. Do contrário, ele ficará sem mundo.

Por isso, ocorre nos diversos ambiente de ensino. Por isso, luta-se por melhores dias, melhores aulas e acredita-se na capacidade de mudança, no poder de transformação social por meio da educação, em especial também ambiental. Mias um detalhe, os profissionais da educação, alunos buscam uma formação humana voltada para o exercício da cidadania. O que Tardif ainda reforça em sua compreensão do saber é “um construto social produzido pela racionalidade concreta dos atores, por suas deliberações, racionalizações e motivações que constituem a fonte de seus julgamentos, escolhas e decisões” (2007, p. 223). Então, cada um é responsável pela vida no planeta. Por essa razão, as pessoas precisam se reeducar. Senão, será o fim do homem.

Com certeza, o pensamento dos teóricos sobre o meio ambiente defende uma formação ambiental dos educandos atuante. Isto é, um trabalho reflexivo, crítico e de (re) construção permanente de uma identidade política. Por isso, é tão importante investir no desenvolvimento cognitivo, afetivo, físico e social desde criança. Como se ver, os desafios são muitos. Logo, as responsabilidades são imensas. Do oposto, não acontece e permanece como tal. Isso pode significar o fracasso escolar ou até mesmo o fim do ser humano no planeta Terra. Quando? Ainda não se sabe, mas já estamos no caminho do fim. Por esse motivo, precisa-se haver um pensamento diferente e harmônico para se ter um desenvolvimento sustentável e equilíbrio atitudinal dos seres humanos para com o planeta em questão.

De fato, tudo isso importa à qualidade do ensino público brasileiro. E por Gadotti: “vincular mais estreitamente a educação para a cidadania e para a solidariedade à construção de saberes e de competências e os espaços institucionais oferecidos pela comunidade […] sobremaneira eficazes para aprendizagens de habilidades e competências cidadãs” (2000, p. 82). Enfim, o ensino é uma interação social e, necessita de um processo de ‘co-construção’ da realidade. Não destruição.

Para tal ponto de vista é mormente defendido pelos socioconstrutivistas. Por essa razaão, deve-se acreditar na capacidade humana para se transformar. Assim, esclarece Schön (2000): apresente a ciência, depois sua aplicação e, por último, um estágio que supõe a aplicação pelos alunos dos conhecimentos adquiridos” (p. 19).

Desde a antiguidade, o ser humano depende da natureza. Assim, ele precisa mantê-la viva. Desse propósito, percebe-se necessidade evolução humana para o desenvolvimento sustentável do seu meio ambiente. Ademais, nossas escolas não preparam as crianças para isso. Aliás, muitas delas prestam um desserviço ao meio ambiente. Como assim? Não orientam em relação ao desperdício de papel, uso desnecessário da energia elétrica, reaproveitamento dos materiais de estudo etc. Em diversas situações como essa, acontece. Embora, algumas exceções. Logo, cabe-se a todos fazer algo diferente, buscar o melhor.

Essa concepção é uma motivação, uma valorização, pois no contexto educacional envolve conhecimento pedagógico, também a educação pelo exemplo: a prática pedagógica. Essa visão de construção, conforme Paulo Freire é: “um conjunto de reflexões […] à luz de perguntas e discussões a fim de ‘iluminar a realidade […] um trabalho ativo, consciente […] e que tem lugar quando condições são criadas para isso […]” (1992, p. 26-27). Todavia, as condições podem partir dos professores. Por essas razões, é papel da escola, do professor e da família desenvolver no estudante o senso de responsabilidade ambiental desde cedo.

Para reforçar tal ideia acima, uma das bases da educação é o diálogo. Assim, como bem aponta à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB – 9394/ 96: no artigo 1º: “A educação abrange os processos formativos […] desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais” (1997, p. 9). Com certeza, deve ser apresentada à leitura como uma possibilidade de compreender o mundo e a inserção social nele. Parte-se então dessa responsabilidade, compromisso de formação quanto aos aluno e desenvolvimento conjuntos. Então, a escola ensina; família, educa. Ambas, se completam à formação dos indivíduos.

E, quando a escola dispõe dos mais variados tipos de textos e agentes sociais: a educação no sentido mais amplo funciona, educa. Por isso, há um novo mundo, o qual se transforma e sem a perda da qualidade de vida. Assim, capacitando-os para a busca de informações, à conscientização e à politicidade humana. Com certeza, uma nova proposta de docência dada pela prática de bons profissionais à formação de cidadãos comprometidos com o meio ambiente. Diante desses entendimentos, há verdadeiramente à formação e o desenvolvimento humano. Por isso, o curso de Pedagogia aborda bem essas questões do saber como: apriorismo, empirismo, behaviorismo e construtivismo para o desenvolvimento do ser humano no espaço geográfico e seus condicionantes sociais.

Uma experiência não é melhor que outra, pode-se conciliar da melhor maneira possível para a aprendizagem dos diversos saberes. Ou seja, o trabalho deve ser desenvolvido de modo crítico, criativo, problemático, de intervenção coerente e ativa com os alunos. Todos estão como sujeitos no processo de educação (interdisciplinaridade). Enfim, juntos, com deveres e obrigações de preservar à natureza para sua plenitude existencial na Terra.

Das considerações supracitadas, reitero as metodologias que dão suporte ao processo de formação, como as pesquisas, as discussões e as ações no meio (à realidade). A metodologia deve ser ativa, com os alunos no centro do processo, com mediação quando necessária do professor ou outro profissional qualificado para tal. Isto é, socialmente construídos pela interação. Além do mais, com isso é preciso pensar e agir em cada ação, seja inusitada ou não. Isso, nas dificuldades dos alunos, com a comunidade e para com o planeta Terra como um todo em prol de um espaço sustentável.

A partir da realidade e das observações já feitas ao longo desses anos como estudante (acadêmico) da Faculdade AGES, hoje reconhecida como Centro Universitário (UniAGES), em Paripiranga (BA). Ver-se então, a necessidade de um documento legal para o ensino nesse sentido direcionado às escolas do Brasil. E, para tanto com a devida orientação, assim aplica-se atividades de identificação do nível de consciência socioambiental das crianças e/ ou adolescentes individualmente sobre o referido assunto nas escolas; e a partir de então, direciona à ação pedagógica no planejamento de ensino. Depois, trabalhar com a prática da leitura de textos e outras obras específicas acerca do seguinte tema: Meio Ambiente. Então, parte-se para as discussões em busca de mudança do pensamento vigente nos homens adultos. O que deve ser feito oralmente, escrito, em campo e em busca de solução continuamente. Assim, dentro e fora da sala de aula. Logo, estuda-se o meio ambiente em sua totalidade.

Nesse trilho, os assuntos são extraídos de pequenos textos, frases e da realidade local. Para posteriormente, o global (planetário). Com isso, avalia-se até onde se poderá corrigir, melhorar, mediar, inovar e desenvolver novos entendimentos. O que seria explorar melhor determinado ponto ou assunto das disciplinas ou ainda dos outros fatores ambientais. Ainda assim, com mais participações às aulas, por envolver-se às discussões e às atividades de expressões conceituais, procedimentais e atitudinais na mediação do professor. Portanto, com atenção e compromisso socioambiental conjunto. Além do mais, “Educação Ambiental é a tomada de ações em prol do meio ambiente […], de modo a conservá-lo para as futuras gerações” (SANTOS, 2011, p. 11). Obviamente, depende de ações conscientes e coletivas.

Finalmente, por avaliar cada aluno enquanto ser humano em formação cidadã, para o coletivo, para o bem comum: o meio ambiente. Neste equilibrado entre social e ambiental sustentável. Por isso, diante de atividades escritas, orais e práticas cotidianas entenderá se houve ou não aprendizado desses conteúdos em prol de um mundo sustentável e melhor para todos. Se não, a educação ambiental precisa ser retomada nas escolas, logo na infância e seguindo por toda uma vida. Portanto, logo com as crianças.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A discussão do Meio Ambiente não é uma novidade à educação nem para a escola. Por esse motivo, não basta apenas discutir, é preciso união e ações concretas, efetivas, políticas. Além disso, a natureza levará muitos anos para se recuparar dos desastres ambientais provocados pela irracionalidade do homem capitalista, ou talvez nem se recupere plenamente caso nada seja feito. Por isso, cada escola, professor, indivíduo, governo e família devem pensar e agir em prol de um mundo melhor, com mais verde. Por exemplo, mais reflorestamento, mais conservação das matas e dos demais recursos da natureza, tendo por base a Educação Ambiental.

Diante do exposto, observa-se que a Educação Ambiental não se desenvolve como deveria, onde não há desenvolvimento efetivo de uma prática educativa que integre disciplinas.

Portanto, a forma a Educação Ambiental é praticada no âmbito escolar através de um projeto vagos, sem continuidade, descontextualizado, fragmentado e desconectado. Assim, os professores não recebem encorajamento, e a comunidade escolar não fornece o apoio que deve ter para deixar uma grande lacuna de conhecimento para que os alunos se tornem ouvintes em vez de praticantes, quando devem ser incentivados por meio de atividades e projetos para exercitar essa consciência. da sua realidade e comunidade. Outro fato, é que nas escolas públicas a situação é ainda mais agravante, uma vez que a educação brasileira é descartada das prioridas governamentais e não oferece condições adequadas para o desenvolvimento de uma educação efetiva e de qualidade.

REFERÊNCIAS

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GADOTTI, M. Escola cidadã. 12. ed. São Paulo: Cortez, 2008.

___________. Pedagogia da Terra. São Paulo: Peirópolis, 2000.

LOUREIRO, C. F. B. Trajetória e fundamentos da Educação Ambiental: por uma Educação Ambiental transformadora. São Paulo: Cortez, 2004.

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PESTANA, A. P. S. Educação ambiental e a escola, uma ferramenta na gestão de resíduos sólidos urbanos. Disponível em: http://www.cenedcursos.com.br.Acesso em 3 jun. 2018.

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SCHÖN, D.A. Educando o Profissional Reflexivo: Um novo design para o ensino e a aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 2000.

TARDIF, M. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.

TRISTÃO, M. A educação ambiental na formação de professores. 2. Ed. São Paulo: Annablume; Vitória: Fapitec, 2008.

VIOLA, E. O movimento ecológico no Brasil (1974-1986): do ambientalismo à ecopolítica. In: PÁDUA, J. A. (Org.). Ecologia e política no Brasil. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo; UIPERJ, 1987.

[1] Graduando do 8º período do curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Assim, acadêmico do Centro Universitário UniAGES.

[2] Engenheiro Civil, Licenciado em Matemática e Especialista em Planejamento Urbano e Gestão Ambiental.

[3] Licenciado em Filosofia, Especialista em Ciências Jurídicas e em Jornalismo Jurídico.

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