Os artistas dos trilhos: O ziguezague através das Redes Sociais online

0
152
DOI: ESTE ARTIGO AINDA NÃO POSSUI DOI SOLICITAR AGORA!
PDF

ARTIGO ORIGINAL

SILVA, Midian Ramos Gonçalves da [1]

SILVA, Midian Ramos Gonçalves da. Os artistas dos trilhos: O ziguezague através das Redes Sociais online. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 04, Vol. 07, pp. 26-35. Abril de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/artistas-dos-trilhos

RESUMO

O presente trabalho busca compreender a potencialidade que as redes sociais online têm na dinamização do trabalho dos artistas para além dos vagões, na perspectiva de “driblarem” tanto a falta de oportunidades como o desemprego resultado de uma naturalização da não igualdade pós-abolição, já que se pode perceber que os artistas dos vagões do metrô do Rio de Janeiro, na sua maioria são negros. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e bibliográfica a partir de reflexões preliminares de um pré-projeto de pesquisa tendo o Materialismo Histórico e Dialético como base teórica e metodológica e que para a elaboração deste texto, entre diálogos, foram feitas observações nas idas e vindas nos vagões do Metrô Rio da linha 2 (dois): Pavuna – Botafogo, com o objetivo de conhecer o trabalho desses sujeitos e compreender a partir do número crescente de desempregados no Brasil, principalmente da população negra, analisando o que os levaram a se apresentarem nos trilhos, as modalidades de artes apresentadas, seus envolvimentos com público durante e para além dos trilhos por meios das redes sociais; além de perceber a partir dessas análises, a dinâmica das apresentações artísticas e a importância que as redes sociais, como o Instagram e o Facebook desempenham na ampla divulgação do trabalho dos artistas e ainda a possibilidade de refletir sobre o grande número de negros que compõem esse grupo, que na perspectiva do ziguezague, conseguem driblar as dificuldades de se colocarem numa posição formal no mercado laboral, herdadas da pós-abolição, tendo as redes sociais como aliadas na divulgação de seus trabalhos artísticos rendendo-lhes trabalhos em eventos remunerados possibilitando assim o sustento de cada um. Foi possível então perceber a partir das análises parciais do estudo, ainda que esses artistas negros tenham alguma formação superior, precisam diariamente romper com o racismo estrutural e encontraram nas redes sociais um recurso para promoverem os seus trabalhos artísticos nos trilhos, gerando assim outras rendas.

Palavras-chave: Artistas, vagões, Redes Sociais.

1. INTRODUÇÃO

O Brasil foi o último dos países das Américas a abolir a escravidão mercantil, tendo a Baía de Guanabara, na cidade do Rio de Janeiro, um dos maiores portos de tráfico de negros no mundo entre o século XVI e XIX e aqui foram recebidos cerca de três milhões de africanos. A diáspora africana assassinou milhares de escravos que na travessia do Atlântico morriam por conta das condições miseráveis e os que conseguiam chegar vivos eram recebidos como boçais, por serem considerados aptos no físico e não pelo intelecto; eram “descarregados”, vendidos, com a sua escravidão desumanizadora inclusive legitimada pela Igreja Católica.

Esses navios negreiros que adentravam nas Américas traziam pessoas de outras etnias, raça e cor, trazendo consigo uma carga de costumes e culturas diferentes e longe de suas terras de origens, tentavam manter principalmente a sua cultura por meio de canções, ritmos e danças, que revelavam um povo destemido que usava as cantigas para fugir de seus senhores e da submissão, cantigas essas que são marcadas de história e superação; a opressão dos negros durante séculos se transformou numa espécie de cultura, as cantigas que conhecemos hoje é um exemplo disso.

Em especial, a cantiga Escravos de Jó cantada por gerações, retratava no seu ritmo ações criativas de fuga de um povo escravizado e através deste ritmo, sua dança dispersava os senhores brancos, que se bailavam com essas danças enquanto alguns dos seus escravos no “ZigueZigueZá” desta canção, faziam o ziguezague saindo da roda para fugir.

2. A NATURALIZAÇÃO DA NÃO IGUALDADE PÓS-ABOLIÇÃO E SEUS RESULTADOS

Após 131 anos de abolição, ainda sentimos marcas do passado escravista, as desigualdades raciais continuam muito presentes nos dias atuais. A Lei Áurea assinada em um breve texto na pretensão de uma sociedade moderna, não previa a inclusão social desses recém-saídos da escravidão ou de seus filhos e netos e podemos inclusive encontrar atuais índices de desigualdade e exclusão social dessas gerações.

Apesar de a lei garantir igualdade para todos, no concreto histórico encontram-se os meios para garantir as diferenças individuais do ponto de vista da sociedade. Os mais aptos, socialmente, permanecem na situação de mais aptos e os menos aptos, do mesmo ponto de vista, permanecem menos aptos (LUCKESI, 2013, p.36).

Em vista disso, o Brasil de 1888, com o final da mão de obra escrava, determinou um novo rumo na abordagem dos direitos civis envolvendo os afro-descendentes. Nessa conjectura, os negros que antes eram tratados como uma mera mercadoria começava a experimentar uma parte do que era ser um cidadão liberto, mesmo que estivesse em um cenário desigual.

Sendo assim, Araujo Neto (2011) em sua dissertação enfatiza a concepção social do negro pós-abolição. Portanto, o século XIX foi marcado por uma polarização de movimentos abolicionistas, todavia essa movimentação também teve uma alta concentração no continente europeu de teorias que acentuava que os indivíduos se diferenciavam de forma congênita uns dos outros. Por esse panorama, começou-se a propagar-se o conceito de raça e de racismo que ganhou repercussão ao comparar brancos e negros, e, com isso, ressaltou-se as “qualidades” dos caucasianos e colocou o negro como “inferior” em todos os aspectos biológicos ou sociais.

Marcas profundas foram deixadas pela escravidão na sociedade brasileira: a sobrevivência do racismo e de outras formas de discriminação racial e social; a concentração de indígenas, negros e mulatos nas classes mais carentes da população; a persistência da situação de marginalização das pessoas dessas etnias; as dificuldades de integração e inserção perante a sociedade em seu todo, sem se deixar de apontar os ínfimos níveis de renda, escolaridade e saúde predominantes entre a maioria da população. É certo que a escravidão pode ser considerada peça fundamental no entendimento das dificuldades de ordem demográfica, cultural, social e econômicas ainda gritantes no país (ARAUJO NETO, 2011, p. 24-25).

Em 2018, os dados do Instituto Brasileiro Geografia e Estatística (IBGE) apontaram para 12,2 milhões de brasileiros desempregados, sendo 63% desses, negros. Isso significa que a cada três pessoas desempregadas, duas são negras e em números absolutos, temos 8,2 milhões de desempregados negros contra 4,7 milhões de brancos na mesma situação. A pesquisa ainda aponta que a incidência do número de desempregados é maior nas regiões nordeste e sudeste do Brasil, pois são as regiões que concentram um número maior de negros e pardos. Percebe-se a partir disso que o campo profissional é um exemplo de exclusão do negro no Brasil, embora tenhamos dados que apontem que esta parcela representa mais da metade da polução empregada.

Nos dez grupos de serviços mapeados pelo IBGE, a população negra é a maioria em quatro: serviços de alojamentos e alimentação, agricultura, construção e especialmente, em serviço doméstico, grupos esses presentes em setores da economia mais fragilizada refletindo assim o desprestígio salarial e na precarização do trabalho.

O desemprego principalmente para a população negra tem levado muitos a buscarem um trabalho não formal e os dados do IBGE apontam que o Brasil atingiu em 2018 o maior índice desde 2012 de informalidade apontando ainda que quase a metade (46,9%) da população negra se encontra nessa situação. Logo, temos um grande número de artistas de rua, principalmente nos trilhos da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, artistas na sua maioria negros, oriundos das periferias, muitos até com formações acadêmicas, mas que não encontraram na formalidade uma oportunidade e resultando naquilo que conhecemos como racismo estrutural. Martha Abreu (2018) frisa que:

“As “canções do povo negro” condicionaram a história dos conflitos e dos diálogos culturais nas sociedades escravistas nas Américas. Por um lado, fizeram parte da políticas de controle e repressão dos senhores, das autoridades policiais e religiosas; por outro, das estratégias de resistência, negociação e ação política dos escravizados pelo direito a afirmação de suas formas de diversão e devoção. A realização de festas, conforme seus próprios sons, versos e costumes, ao lado das lutas pela alforria, acesso à terra e organização familiar foram importantes pautas dos escravizados na busca pela ampliação da autonomia e da liberdade” (ABREU, 2018, p. 131).

Araujo Neto (2011, p. 25) sublinha que os negros sofreram consequências de uma abolição, pois as ideologias utilizadas para a liberdade não se configurou em uma preocupação pelas mudanças sociais e econômicas, ao contrário, o mesmo propagou um sistema desigual que foi sendo difundidas pelas demais gerações. “Mesmo diante da conjuntura pós-abolição, a hierarquia social brasileira ainda mantinha uma estreita ligação com o fator “cor” no âmbito da autonomia econômica, com fortes reflexos no mercado de trabalho”.

Em outras palavras, a ausência de igualdade é uma característica da escravidão que foi perpetuada após a abolição dos escravos e incide diretamente na hodiernidade, isto é, as posturas e comportamentos do passado ainda têm um forte impacto e uma herança cultural e histórica na sociedade brasileira que reflete em vários setores do corpo social, inclusive no âmbito laboral.

3. AS PROIBIÇÕES DAS MANIFESTAÇÕES ARTÍSTICAS E OS ZIGUEZAGUES PARA DRIBLAR AS IMPOSIÇÕES POLÍTICAS / SOCIAIS

Sobre o argumento que as manifestações culturais prejudicam o sossego dos passageiros do metrô, trem e barcas, a Justiça do Rio de Janeiro proíbe apresentações artísticas nestes lugares, considerando assim inconstitucional o artigo 4º, parágrafo 3º, da Lei estadual 8.120/2018, que autorizava essas manifestações. O texto dessa lei considera como exibição cultural as apresentações vocais, instrumentais, danças, teatrais, poéticas entre outras, que agora deixaram de ser práticas legais nesses ambientes. Mediante a isso, o Metrô Rio disponibiliza em seu site um formulário a ser preenchido e agendado por artistas interessados em se apresentarem em suas plataformas, chamadas de Palco Carioca.

Para Silva (2009, p. 23) tanto o tempo como os espaços podem ser definidos como construções narrativas. Nesse sentido, os discursos são reflexos de determinados conceitos, melhor dizer, “trabalhamos com a perspectiva de que são os próprios discursos que inscrevem seus espaços, que os produzem e os pressupõem para se legitimarem”. Posto isto, todas as proibições impostas a esses artistas e aos seus talentos, fazem com que eles “driblem” como forma de resistência e subversão, levando cultura e muitas vezes por meio da poesia e rimas trazendo ao seu público pensamentos críticos da nossa sociedade aos passageiros que estão nos vagões. Alguns desses artistas já são até conhecidos dos seguranças que são destinados a retirá-los do ambiente dos trilhos e por sua vez muitos se omitem, deixando fluir as apresentações. Por conseguinte, é possível afirmar que esses artistas legitimam a cultura e reproduzem a sua realidade e herança histórica nos vagões, mesmo que para conseguir essa façanha tenham que “desrespeitar” a lei.

Conforme Reia (2018) os artistas de rua, ou nesse caso dos vagões, estão nesses espaços buscando pela sua sobrevivência e pela legitimação da sua arte e em meio a todas as dificuldades já pertinentes com a sua realidade de “rua” eles (artistas) ainda precisam lidar com as barreiras correlacionadas com as “dinâmicas de poder, políticas culturais problemáticas, dificuldades de acesso aos espaços públicos, contestação do direito à cidade e truculência policial”. Dessa maneira, alguns encontram os melhores horários para fazerem os seus shows nos vagões como, por exemplo, a noite e outros emigraram para as ruas, principalmente pelos centros comercias da cidades, “em pontos fixos”, se apresentando no meio de pessoas que “vão e vêm”, conseguindo assim manter os seu ganhos, que varia entre cem reais por dia.

Essas problematizações são consequências da ausência de igualdade histórica e cultural que foi marcada pela naturalização do corpo social após a abolição dos escravos. Por conseguinte, esse cenário também é frisado pelo abandono das políticas públicas que garantiriam a expansão da escolarização dos negros refletindo anos depois nas pesquisas acima: desemprego, baixos salários e precarização do trabalho da população negra, levando muitos desses negros a ser ambulantes e artistas nos trens por muitos anos, situação essa registrada pós-abolição na zona portuária do Rio de Janeiro. Destarte:

Sabe-se que tais oportunidades, embora maiores no Rio que em São Paulo (onde era acirrada a competição com o migrante europeu) davam-se apenas na área do subemprego – pequenos ofícios, comércio ambulante, trabalho doméstico – ou então no Cais do Porto, onde era notória a figura do negro, com a consequente presença de uma grande população “escura” na Zona Portuária (Saúde, Gamboa) (SODRÉ, 2002, P. 44).

Esse valor auxilia alguns em sua sobrevivência, bem como amparam na aquisição de novos e melhores recursos de trabalho, exemplos os músicos. Muitos conseguem comprar instrumentos novos com esse dinheiro, fazendo-os aprimorarem mais e garantindo maior desempenho em futuros trabalhos.

4. AS REDES SOCIAIS COMO FACILITADORAS NA DIVULGAÇÃO DOS TRABALHOS ARTÍSTICOS COM RESULTADOS PARA ALÉM DOS VAGÕES

Os artistas metroviários têm seus trabalhos divulgados na web, principalmente nas redes sociais. Essa prática só é possível graças ao advento tecnológico que tem bastante significância na atualidade. Desse modo, Oliveira (2018, p. 42) afirma que o trabalho de rua precisa ser reconhecido como uma “atividade social, coletiva e conectada a uma trama de relações muito mais amplas que o fazer do artista”. Tal apontado está interligado a não alienação laboral, uma vez que ao criar esse artista está se expressando e se sentindo realizado profissionalmente, bem como está exprimindo o seu senso crítico e autônomo.

Transformar o vagão do metrô, que em princípio existe apenas para transportar pessoas, em apresentação de música popular, oficina de forró, arena de teatro ou recital de poesia é romper com um determinado modo de habitar o espaço público, reconfigurando a experimentação do tempo e do espaço e criando novas maneiras de estar junto. Portanto, a dimensão política do fazer desses artistas está justamente nesse exercício de dissenso, reinvenção da cidade, de abertura para outras potencialidades de ocupação e da experimentação de outras formas de trabalho. O encontro de artistas, instrumentos, passageiros e trem pode dar origem a outros sentidos para os elementos do espaço urbano, outras redes de sociabilidade e outros modos de produção de subjetividade (OLIVEIRA, 2018, p. 55).

Reconhecidos pelos seus talentos, ressalto aqui, principalmente músicos, têm os seus trabalhos registrados pelos próprios passageiros através dos smartphones e após esses registros são “lançados” nas redes sociais, tendo assim uma divulgação muito maior que um cartão de visita. Os vídeos vão cumprir uma função muito importante na dinamização do trabalho artístico para além dos vagões, rendendo a esses atristas trabalhos remunerados, como apresentações em eventos: casamentos, festas de quinze anos e outros diversos

De acordo com Levy (2009) a função da comunicação virtual vai muito mais que uma mensagem, tem a imagem, e no caso desses trabalhos artísticos registrados nos vagões, têm vídeos, que cumprem um importante papel de ampliar a divulgação.

Ao final de cada apresentação os artistas passam aos passageiros seu Facebook e/ ou Instagram, que na mesma hora pode ser acessado, passando a serem seguidores desses artistas e acompanharem os seus trabalhos e nessa mesma área virtual surgem os convites de trabalhos, além das admirações e marcações de outros amigos que possam se interessar.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após análises parciais, foi possível verificar que homens e mulheres, nesse contexto, negros, agem e pensam dentro de determinas condições e pela experiência que redefinem suas práticas e pensamentos de tal maneira que se reinventam a partir dos ziguezagues, que precisam fazer para driblarem as condições impostas pela sociedade pós-abolição; os artistas negros dos trilhos do Metrô Rio encontraram em suas apresentações alternativas, ainda que informais, um meio de sustento e autoafirmação.

Nestes casos, as redes sociais vêm sendo o principal recurso na divulgação e na dinamização das apresentações desses artistas, resultando em trabalhos para além dos trilhos, gerando assim novas rendas.

Foi possível ainda perceber que nos dias atuais, os negros, mesmo com uma formação superior na área artística, precisam romper com a imposição de “boçais” como os escravizados, ainda assim precisam fazer o ziguezague para terem o básico, a dignidade, e encontram nas redes sociais possibilidades de driblarem as condições impostas pela naturalização da não-igualdade pós abolição aos negros no Brasil.

6. REFERÊNCIAS

ABREU, M. Canções escravas. IN: Dicionário da escravidão e liberdade. SCHWARCZ, L. M; GOMES, F. (Org). São Paulo: Companhia das letras, 2018.

ANTUNES, R. O desenho multifacetado do trabalho hoje e sua nova morfologia. Revista Serviço Social & Sociedade, n. 69. São Paulo: Cortez, 2002, ano XXIII.

_____. A era da informatização e a época da informalização: riqueza e miséria do trabalho no Brasil. In: Riqueza e miséria do trabalho no Brasil. São Paulo: Boitempo, 2006.

ARAÚJO NETO, F. P. de. Estudo do combate à discriminação racial como modo de afirmação dos Direitos Fundamentais no âmbito laboral. 244f. Dissertação (Mestre em Direito). Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, 2011. Disponível em: < https://teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2138/tde-14062012-105851/publico/Fernando_Peixoto_de_Araujo_Neto_ME.pdf>. Acesso em: 20 Jan. 2020.

BORGES, Pedro. De cada 3 desempregados no Brasil, 2 são negros. Disponível em: <https://bit.ly/2w6glK9>. Acesso em: 19/08/2019.

BENEDICTO, Marcelo. Desemprego volta a crescer no primeiro trimestre de 2018. Disponível em: <https://bit.ly/2PSxMcw>. Acesso em: 19/08/2019.

FERNANDES, F. O negro no mundo dos brancos. 2ª edição: São Paulo: Global, 2007.

_____. A integração do negro na sociedade de classes: no limiar da nova era. Vol. II Ed. São Paulo: Globo, 2008.

FRIGOTTO, G. A dupla face do trabalho: criação e destruição da vida. In: FRIGOTTO, G., Maria (orgs.). A experiência de trabalho e a educação básica. Rio de janeiro: DP&A, 2002, P. 11-28.

LÉVY, P. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 2009.

REIA, J. A lei no bolso: música de rua e a luta pelos espaços públicos no Rio de Janeiro. IN: Cidades musicais: comunicação territorialidade e política.  SANMARTIN, C. F; HERSCHMANN, M. (Org). Porto Alegre: Sulina, 2018.

OLIVEIRA, C. M. de. ZIGUEZAGUES NAS LINHAS RETAS DO METRÔ: O trabalho de artistas das ruas subterrâneas. 106 f. Dissertação (Mestre em psicologia). Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2018.

SILVEIRA, Daniel. 63,7% dos desempregados no Brasil são pretos ou partos, aponta IBGE. Disponível em: <https://glo.bo/2ip7dKb>. Acesso em: 19/08/2019.

SCHWARCZ, L. M. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil 1870/1930. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.

SCHWARCZ, L. M.; GOMES, F. S. Dicionário da Escravidão: 50 textos críticos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.

SILVA, L. V. O CARNAVAL NA CADÊNCIA DOS SENTIDOS: UMA HISTÓRIA SOBRE AS REPRESENTAÇÕES DAS FOLIAS DO RECIFE ENTRE 1910 E 1940.  383 f. Tese (Doutor em História). Universidade Federal de Pernambuco. Departamento de história, 2009. Disponível em: <https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/7592>. Acesso em: 18 Jan. 2020.

SODRÉ, M. O terreiro e a cidade: a forma social negro-brasileira. Salvador: Ed. Imago, 2002.

THOMPSON, E. A miséria da teoria ou um planetário de erros. Rio de Janeiro: Zahar, 1981.

UOL. IBGE: Informalidade cresce e atinge 37,3 milhões de trabalhadores em 2017. Disponível em: <https://binfit.ly/2rk2bT0>. Acesso em: 19/08/2019.

[1] Mestranda em Educação – Processos Formativos e Desigualdades Sociais – FFP/UERJ; Pós graduada em Docência Superior – Faculdade São Luís e Psicopedagogia – UERJ; Graduada em Licenciatura Plena em Pedagogia – UERJ.

Enviado: Abril, 2020.

Aprovado: Abril, 2020.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here