Formação de professores em tecnologias: reflexões sobre a prática

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DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/educacao/professores-em-tecnologias
Formação de professores em tecnologias: reflexões sobre a prática
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ARTIGO ORIGINAL

SILVA, Eliane da [1], OLIVEIRA, Adriano José de [2], COUTINHO, Diógenes José Gusmão [3]

SILVA, Eliane da, OLIVEIRA, Adriano José de, COUTINHO, Diógenes José Gusmão. Formação de professores em tecnologias: reflexões sobre a prática. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 03, Vol. 10, pp. 36-44. Março de 2019. ISSN: 2448-0959.

RESUMO

Este artigo tem por objetivos discutir a importância das tecnologias educacionais na formação dos professores, a utilização dos recursos tecnológicos e a execução da prática pedagógica. Busca também refletir sobre os desafios e relevância no desenvolvimento dos estudantes nos aspectos cognitivos, afetivos, socioculturais para a inserção desses sujeitos na sociedade.

Palavras-chave: Formação de Professores, Tecnologias, Prática Pedagógica.

INTRODUÇÃO

Esta é uma abordagem construtivista e está presente em vários autores como Piaget, Vygotsky, Wallon, Paulo Freire, dentre outros. O que eles configuram são as propostas pedagógicas diferenciadas, que segundo Rezende (2013, p. 03),o seu objeto de estudo é o conhecimento que deve ser executado e não os instrumentos utilizados.

No entanto, vale compreender que as tecnologias utilizadas para atender as necessidades e ansiedades dos profissionais da educação especial e outras afins, só terão relevâncias quando estas estão sendo realizadas para o aperfeiçoamento do conhecimento com seus usuários.

Nesse sentido, uma forma para garantir esse aprendizado é o plano didático desenvolvido de acordo com as vivências de cada aluno. É o que comenta a autora Rossana Ramos no seu livro: Inclusão na Prática.

FORMAÇÃO TECNOLÓGICA E A PRÁTICA NA SALA DE AULA

No século atual, várias mudanças e perspectivas vêm acontecendo na educação. A tecnologia educacional é uma ferramenta que trouxe preocupação para muitos professores. E a surpresa maior é que essa ferramenta atingiu a toda sociedade.

De acordo com Monteiro e Rezende (2013), “professores de várias áreas do conhecimento reagem de maneira mais radical, reconhecendo que a educação e as escolas devem abrir espaço para essas novas linguagens tecnológicas”.

Para os autores não basta apenas os recursos tecnológicos, se estes não forem utilizados de maneira eficientes e adequados. compreendendo que não são os instrumentos da tecnologia os mais importantes na formação dos sujeitos e sim os processos educativos numa reflexão humana.

Nessa concepção de tecnologia, entende-se que esse processo de construção para compreender a realidade das evoluções no aspecto histórico e sociocultural da sociedade, os saberes são edificados pelas pessoas, tanto individualmente, quanto no coletivo. “Favorecendo constantemente as trocas das informações e conhecimentos sobre si e o mundo” (BRASIL,2000).

Kenski (2012 ) afirma que a aprendizagem pode se dá com o envolvimento integral dos indivíduos: “do emocional, do racional, do seu imaginário, do intuitivo, do sensorial, a partir dos desafios, da exploração de possibilidades, da responsabilidade, do criar e do refletir juntos”.

Nesse sentido, as novas tecnologias devem adequar-se ao projeto político-pedagógico, atendo aos objetivos educacionais e nunca ser um fator determinante na sala de aula.

Segundo Rezende (2013): “A tecnologia educacional não irá resolver os problemas da educação, que são de natureza política, ideológica, econômica e social. Nesse entendimento, a autora sinaliza que não devemos ficar sem ação em meio às inovações tecnológicas no contexto educacional.

Sendo assim, escolas e professores devem estar envolvidos nos paradigmas das novas tecnologias, para atender as exigências da sociedade e necessidades da comunidade escolar. O que precisa é uma predeterminação desses docentes em se preparar para uma formação tecnológica, já que a própria sociedade está bem envolvida nas informações digitais.

Segundo Cadau e Dilon (2012): “Se a tecnologia não recebe o tratamento educacional necessário, tudo se torna efêmero e não altera o cotidiano do professor e dos alunos, tampouco trazem contribuições para o processo de ensino-aprendizagem”.

Considerando a relevância das tecnologias na educação, Cadau e Dillon (2012), argumenta que: “Acreditar que qualquer nova tecnologia nos oferece os meios de resolver nossos problemas educacionais é fazer parte da nova tecnocracia”.

Para ele, as novas tecnologias na educação devem favorecer as nossas práticas pedagógicas, e que possa contribuir para uma relação de ensino e aprendizagem.

Entretanto, para os autores apresentados; a tecnologia educacional veio para facilitar as ideias propostas no currículo de ensino para ser desenvolvidas com os educandos. Sendo assim, a tecnologia, numa concepção pedagógica é aquela que considera tudo que os professores fazem a cada dia. Inovando a metodologia, fazendo com que o processo de ensino-aprendizagem aconteça.

Para alguns pensadores da linha construtivistas, o uso das tecnologias é identificado como aprendizagens fundamentais que deverão constituir os pilares do conhecimento, comenta Delous (2012).

Nessa concepção, o sujeito aprende a conhecer, fazer, saber e aprender a ser. “Potenciais são desenvolvidos a partir da interação dos usuários, com as multimídias e os orientadores que facilitam essa aprendizagem”. Sinaliza Rosiane Carvalho (1996)

De acordo com esse pensamento, acredita-se que a ideia de construção do conhecimento aconteça no momento que todos participam,buscando os mesmos objetivos.

De acordo com Rossana, (2018, p.48), o professor deve observar o que se passa na sala de aula, bem como na escola e no espaço em que vivem esses alunos. Tornando o ambiente proveitoso com elaboração de atividades visuais que favoreçam o desenvolvimento cognitivo dos seus educandos.

Neste caso, a autora enfatiza a questão do aprender que a criança desenvolve a partir dos conhecimentos apresentados na sala de aula. E que deve ser considerado o sujeito que aprende e não os objetos apropriados.

Para enfatizar melhor; interessa ao professor o que o aluno sabe do assunto e não o seu próprio conhecimento sobre o assunto. É a capacidade que o aluno tem de aprender algo que está sendo visto ou passado, no momento da aprendizagem.

DESAFIOS TECNOLÓGICOS NO COTIDIANO DA SALA DE AULA

As tecnologias na educação têm grande valor social e cultural. Com essa ferramenta, a aprendizagem se torna mais prática e eficiente. No entanto, a pergunta intrigante é a seguinte: esses recursos têm melhorado a educação? A sociedade inclusiva está de fato incluída nas tecnologias apresentadas nas escolas e salas de aulas?Há equipamentos suficientes para atender as necessidades dos alunos e professores?

Segundo Carlos Seabra (2012,p. 01) o governo propõe a mudança do modelo de laboratórios “ um computador para muitos alunos,ou apenas um número reduzido de escola foram contempladas com alguns aparelhos de tecnologias”.

O grande desafio é este: os professores estão preparados para manusear esses equipamentos?A metodologia de ensino vai ser algo programado, pronto?O corpo docente vai ter formação tecnológica para desenvolverem juntos aos seus educandos?

SEABRA sinaliza que o Governo Federal a formação desses docentes e gestores escolares. Mesmo que essa formação seja em serviço, presencial ou à distância. Desde que eles sejam acompanhados de avaliação em todo o processo.

Porém, essas formações estão acontecendo?Nas formações continuadas, há este momento de orientações para a utilização de recursos tecnológicos em sala de aula?

De acordo com o autor: “toda tecnologia tem tido uso tradicional na educação, tanto na cultura oral, em que os mais idosos transmitiam aos mais novos, como no surgimento da escrita e também na revolução da imprensa” (SEABRA, 2012).

Com base nesta compreensão, as tecnologias não é um fato novo. Elas surgiram desde tempos mais remotos. Apenas foram contempladas com uma nova roupagem mais eficaz. Ele ainda apresenta nas tecnologias mais avançadas como as analógicas “que serviam como próteses, para expandirem os poderes mecânicos e sensoriais do ser humano” (SEABRA 2012, p.02).

Na concepção do autor, as tecnologias são usadas para expandir seus poderes cognitivos, percepções e memórias. Sendo assim, esses recursos, “podem libertar os pensamentos no uso e na construção da criatividade, do virtual na ampliação e no desenvolvimento do juízo lógico e da consciência” (2012).

Nesse sentido, o autor declara que estudos e pesquisas têm revelado que a interação das crianças e jovens com as tecnologias permitem comprovar que uma nova inteligência tem surgido nas novas gerações que crescem na cultura digital.

Assim, para os professores envolvidos na inclusão digital, que assumem essas novas funções em transformar as práticas pedagógicas em convivências escolares. Pode-se entender que “explorar os conteúdos de forma lúdica, divertidos, gratificante e totalmente criativos”, comenta Tédde (2012, p.02 ).

A autora faz uma incorporação das novas tecnologias da informação que resulta consequentemente na educação, e na prática do professor, quanto nos processos de ensino e aprendizagem.

Dessa forma, tanto os professores, quantos os educandos podem buscar soluções, representando os conhecimentos que estão sendo construídos por esses educandos, transformando-os em novos conhecimentos com o auxílio das novas tecnologias que serão utilizadas e desenvolvidas no ambiente escolar.

AS CONTRIBUIÇÕES DA TECNOLOGIA NA FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA DO PROFESSOR

As tecnologias na educação é uma realidade. Ainda que algumas escolas não foram contempladas em municípios pouco desenvolvidos. Nessas condições, faz-se necessário que a própria educação e gestores escolares e educacionais, façam a busca desses recursos que definem uma educação de qualidade.

Segundo os autores que se interessam em discutir as tecnologias na educação; trazem à tona que: “as contribuições que as tecnologias realizam no ambiente escolar, apontam algumas tendências para o segmento educacional” (2013,p.01).

As tendências revelam a necessidade de formação dos gestores escolares. Compreendendo toda a direção e coordenadores pedagógicos, (TEXTO: TECNOLOGIA NO COTIDIANO ESCOLAR,2013).

De acordo com o texto: “os gestores são agentes responsáveis pela gestão do uso das tecnologias no dia a dia escolar (CARVALHO, 2013, p.01). Dando também importância para esta temática em discussões sobre a utilização dessas ferramentas na formação inicial e continuada dos professores.

Com isso, acredita-se que os professores inseridos nas formações tecnológicas de informação em sala de aula, facilitem a comunicação escolar mediante os processos e projetos educacionais.

Dessa forma, tanto os gestores quanto os docentes, podem desenvolver suas propostas pedagógicas, organizando os espaços educativos, criativos e virtuais de aprendizagem. Suas produções coletivas e atendendo os processos de avaliação.

Em meio às possibilidades de utilização no processo de ensino-aprendizagem, as formações continuadas com abordagem tecnológica, podem orientar sobre o planejamento e o desenvolvimento das habilidades contidas no currículo escolar.

Segundo Bartira, o que diferencia uma formação de metodologias para uma tecnológica são os enlaces criados da educação com a tecnologia. Considerando que a tecnologia educacional é uma ferramenta que vai além do seu aspecto instrumental, pode-se trabalhar as análises produtivas, tipos de mídias e as linguagens apresentadas.

Como foi sinalizado por vários autores que a tecnologia se caracteriza pelo uso de máquinas e ferramentas que são utilizadas para aprofundar sobre determinado assunto e ampliar esses recursos, facilitando a acessibilidade para jovens e crianças envolvidas em todo o processo de ensino-aprendizagem.

Para os autores (CARLOS, DILON e CADAU,2012), as tecnologias têm grande relevância desenvolvendo atividades em várias áreas profissionais. Ela facilita as divulgações dos eventos, trabalhos, comunicação e outros.

Por isso as tecnologias não são apenas máquinas ou ferramentas. É antes de tudo, conhecimento técnico e científico.

De acordo com os autores citados, com as novas tecnologias, cria-se um novo tipo de aluno que necessita de um novo tipo de professor. Esse professor deve estar antenado com os acontecimentos ao seu redor.

E o que é mais intrigante é descobrir as ferramentas de comunicação que estes estudantes utilizam. Quando e como utilizam esses recursos tecnológicos, o tempo gasto e que relação tem com as atividades escolares.

Para esta compreensão se faz necessário que os docentes estejam bem atualizados e aperfeiçoados no mundo das tecnologias. Dessa forma, os professores envolvidos nessa área se habilitam para trabalhar com as tecnologias na sala de aula. Assim, podemos citar algumas habilidades desenvolvidas:

“Domínio de ferramenta e aplicativos para integrar as tecnologias no processo de ensino e aprendizagem; Saber fazer escolhas conscientes das tecnologias; Domínio de ferramenta de criação, e aplicações com o uso da internet” ( CARLOS,DILON e CADAU,2012).

Com essas habilidades espera-se que os docentes, desenvolvam capacidades de criar novos recursos e produzir novas tarefas com a ajuda das tecnologias oferecidas na sala de aula.

Dessa forma, essas novas adaptações nos processos de ensino produzam ambientes de potencialidades e aprendizagem. De a mesma forma compreender a intelectualidade do mundo digital.

Entretanto, é importante sinalizar que as tecnologias surgiram para facilitar a aprendizagem e aperfeiçoar o trabalho dos docentes. Que não será substituída pelas máquinas, e sim uma forma mais viável para atender as necessidades e ansiedades do mundo das globalizações.

Dessa forma, a integração e inclusão garantem o direito de oportunidades para todas as pessoas, independente de suas deficiências, capacidades intelectuais, motoras, culturais ou sociais.

Kenski (2012), faz o seguinte comentário: “O papel dos professores também tem que mudar, e os cursos superiores precisam preparar esses novos docentes para não perderem o controle das tecnologias digitais, que serão utilizadas nas salas de aula”.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A referente pesquisa investigado por meio de leituras bibliográficas sobre os recursos tecnológicos no trabalho com crianças e adolescentes que apresentam deficiência intelectual. Procurando verificar, quais recursos são oferecidos dentro das novas tecnologias, concepções de ensinos e funções de cada equipamento apresentado.

Durante as leituras dos textos, foram obtidas as seguintes informações: tanto os textos, quantos as visualizações de alguns vídeos pertinentes ao assunto; apontam que os alunos com necessidade de atendimento especializado.

Esses usuários também possuem habilidades para se apropriarem de recursos tecnológicos para desenvolverem atividades lúdicas e virtuais, desde que esta faça parte do currículo escolar. Devendo ser respeitadas suas limitações, suas capacidades e mobilidades na execução desses instrumentos.

Podemos também observar nos textos apresentados, que as tecnologias, não apenas desenvolvem as habilidades motoras, de raciocínio lógico, mas também viabilizam seus usuários para a vida em sociedade. Numa forma de diálogos, da participação e da interação do outro, tornando-se sujeitos nesse processo de construção do conhecimento.

Assim, os recursos tecnológicos para atender as deficiências intelectuais, foram apresentados nos Referenciais Curriculares Nacionais como os jogos e brincadeiras. Sendo que nos documentos criados a partir das resoluções que defendem os direitos dos que necessitam de educação especial.

Sinalizam que estes alunos devem também ser atendidos por recursos das tecnologias assistivas, como os computadores e programas de arquivos direcionados a este tipo de atendimento.

De acordo com as orientações de alguns teóricos, os profissionais envolvidos na educação assistiva, devem participar de formações para o aperfeiçoamento do uso das novas tecnologias. Comentam também que tais recursos devem abranger todos os alunos que necessitam desse conhecimento.

Sendo assim, é fundamental afirmar que os recursos tecnológicos são meios que facilitam a compreensão dos conteúdos e a construção de outros conceitos. Podendo estar entrelaçados com todo o currículo, tornando o aprendizado mais lúdico, mais agradável e antes de tudo significativo.

De acordo com o pensamento de Silva (2016), todos os profissionais envolvidos com as tecnologias para deficientes intelectuais devem apresentar situações simples para resolver problemas funcionais no cotidiano escolar dos seus usuários.

Rossana (2018), argumenta que não é um simples manuseio de um lápis ou outro recurso convencional, que vai garantir a aprendizagem do aluno. E sim a construção desse conhecimento que ele pode adquirir com o apoio desses equipamentos.

Vale esclarecer também que um sujeito num ambiente escolar que tenha comprometimento com a leitura e a escrita, possa pensar na utilização de múltiplas linguagens tentando encontrar estratégias que façam com que esses indivíduos aprendam de múltiplas formas.

Assim, todos os conceitos discutidos, devem ser aplicados, levando em considerações os aspectos mais importantes: se estão relacionados aos contextos ambientais das pessoas envolvidas na mesma faixa etária e culturas desses indivíduos; culturais e linguísticas. Da mesma forma as diferenças de comunicação e fatores sociais e comportamentais.

Quando falamos em comprometimento nas habilidades comportamentais, práticas e sociais, estar se levando em consideração o contexto do sujeito, o seu comportamento é semelhante aos das mesmas pessoas daquela idade?

Outro aspecto relevante são as limitações: precisamos estar atentos em verificar tais limitações, que devem coexistir com as possibilidades. Essas limitações não são apontadas para delimitar esse sujeito e sim para desencadear habilidades de desenvolvimentos com os apoios que estes precisam.

Acredita-se que; com os apoios necessários durante o período, as habilidades melhorem. Com a análise e avaliações adequadas e a criação de um sistema de apoio adequado. Que sem dúvidas, podemos perceber alguns avanços desses sujeitos.

No entanto, precisa-se realizar um plano de apoio individualizado, identificando qual experiência de vida que pretendemos trabalhar com os deficientes intelectuais. As metas desejadas e intensificar o plano de apoio individualizado. Analisar as avaliações e verificar quais metas desejadas foram alcançadas.

Portanto, a escola e docentes que participam da inclusão de pessoas com necessidades educativas, estão conscientes de que estes educandos, possuem mobilidades reduzidas, e não podem ser avaliados da mesma forma com as outras crianças.

É relevante dizer que não são os meios tecnológicos que vão torná-los mais hábeis ou iguais aos demais. E sim as relações com o outro que farão a diferença; como serão vistos pelo outro e no contexto social.

Assim, “compreende-se que esses investimentos tecnológicos, não são eficientes para o desenvolvimento dos alunos, e também não podem atender as expectativas de uma boa aprendizagem” SILVA,2016, p.16).

Dessa forma, devemos levar em conta, o desejo e a autodeterminação da pessoa com deficiência, preparando-a para a vida adulta, proporcionando os mecanismos necessários que oportunizem maiores possibilidades no emprego, desenvolvimento profissional e condições de vida autônoma.

Para isso, é preciso conhecer a pessoa, e o espaço ocupado por esses indivíduos. Compreender que utilidades que ela irá se apropriar com mais facilidades e o que podemos lhe oferecer para o desenvolvimento dessas habilidades.

Dessa forma, se faz necessário uma sensibilidade dos docentes para repensar a prática pedagógica e o que está sendo discutidos nas formações continuadas. Afim de que possamos articular estratégias de ensinos nas salas de aulas, que venham contribuir para o desenvolvimento dos alunos.

Com essas estratégias, espera-se que grande parte dos preconceitos de que as crianças e adolescentes com deficiência intelectual não consegue aprender possam ser quebrados. À medida que novas discussões sejam priorizadas reconhecidas.

Portanto, se faz necessário mais investimentos em pesquisas e formação continuadas sobre os conhecimentos e usos dos recursos tecnológicos, utilizados pelos professores. Afim de que possamos receber oportunidades para o aperfeiçoamento da prática e o melhoramento no processo de ensino aprendizado das crianças e adolescentes com deficiência intelectual.

Dessa forma, podemos dizer que a educação executa de fato a política de inclusão e integração social. Porém é um processo bastante longo, que depende dos interesses voltados para as políticas públicas, que muitas vezes ignoram os direitos declarados nos documentos legais que garantem esses benefícios.

No entanto, todos os recursos são valiosos para os que sonham por uma educação igualitária, priorizando os direitos e valores em que possam ser reconhecidos e as diferenças sejam respeitadas.

REFERÊNCIAS

BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto: Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC, 5ff. 2000.

DELORS, Jaques, UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXl- 4 ed São Paulo:Cortez,2012.

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KENSKI,Vani Moreira. O Ensino e os Recursos didáticos em uma sociedade cheia de tecnologias.2015.

RAMOS, Rossana: Inclusão na prática: estratégias eficazes para a educação inclusiva / Rossana Ramos, 2ª Ed.- São Paulo: Summus, 2018.

REVISTA EDUCAR PARA CRESCER. A Tecnologia precisa estar presente na sala de aula. Fevereiro/ 2014: Texto Elizãngela Fernandes Editora abril.

SEABRA, Carlos e (ORG); Tecnologia na Escola / Porto Alegre: Tilos empreendimentos culturais,2012.

SILVA, Eliane Da. Art. A Importância das Tecnologias para Crianças com Deficiência Intelectual,2016.

RODRIGUES, Jackeline Gonçalves Guerreiro. Art. Mestranda em Metodologias para o Ensino de Linguagens e suas Tecnologias, 2014.

STRCHINER, Mirian, REZENDE, Flávia RICCIARDI, M.V. CARVALHO, Maria. ALICE P.de. 1998. Elementos Fundamentais para o desenvolvimento de ambientes Construtivistas de Aprendizagem a Distância. Tecnologia Educacional V 26, n. 142,jul/agosto/ set.2013.

TÉDDE, Samantha. Crianças com deficiência Intelectual: a aprendizagem e a inclusão-americana: Centro Universitário Salesiano de são Paulo, 2012.

[1] Mestranda em Ciências da Educação (Atenas College University); especialista em psicopedagogia (FATEC Recife PE); educação especial (FCE SP EAD);Licenciada em Pedagogia(FAESC PE), Professora da rede pública de ensino municipal e estadual Recife PE.

[2] Licenciado em História, especializado em história de Pernambuco e mestrando em educação(Atenas College University).

[3] Dr. em Ciências Biológicas (UFPE) professor e orientador do curso de mestrado(ATENAS COLLEGE UNIVERSITY) UNIDADE (ALPHA PE).

Enviado: Março, 2018.

Aprovado: Março, 2019.

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