Variação Linguística No Brasil: A Importância Da Escola E Corpo Docente No Desenvolvimento Das Práticas Educacionais

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ARTIGO DE REVISÃO

ARAUJO, Marcos Aurélio Coura De [1], CAMPOS, Luiz Carlos De Sá [2]

ARAUJO, Marcos Aurélio Coura De. CAMPOS, Luiz Carlos De Sá. Variação Linguística No Brasil: A Importância Da Escola E Corpo Docente No Desenvolvimento Das Práticas Educacionais. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 06, Ed. 06, Vol. 03, pp. 153-173. Junho de 2021. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/praticas-educacionais

RESUMO

Os estudos sobre as variações linguísticas têm como propósito, unir a aprendizagem e respeitar todos os diversos tipos de vocabulares dos alunos dentro da sala de aula. Como a escola e o seu corpo docente devem tratar esse problema de variação da língua? Sobretudo, este artigo visa abordar a variação linguística no Brasil, a fim de avaliar a importância do papel da escola e corpo docente no desenvolvimento das práticas educacionais. Para tanto, é necessário conceituar a variação linguística no Brasil; analisar a importância da escola no desenvolvimento das práticas educacionais e destacar o papel do docente na construção das praticas educacionais. Realiza-se então, uma pesquisa de finalidade básica e procedimento de pesquisa bibliográfica e documental com objetivo exploratório. Diante disso, conclui-se que o ensino em sala de aula deve sempre respeitar todas as variações linguísticas diferentes, para que se tenha, tanto na escola, quanto por parte do professor, o respeito pelas características da fala de cada aluno, combatendo com eficácia o preconceito linguístico para que o aluno sinta prazer em aprender.

Palavras – Chave: Variação Linguística, Escola, Práticas Educacionais, Docente.

1. INTRODUÇÃO

Conforme matéria publicada pelo conhecimento científico do Jornal R7 notícias (2019), variação linguística é uma mudança comum da língua pelos falantes no momento da comunicação segundo suas necessidades. Desse modo, esse fenômeno ocorre devido a fatores como: região geográfica do falante, o sexo, a idade, classe social e o grau de formalidade.

Segundo esse conceito, as variações linguísticas apresentam diferentes características históricas, culturais e geográficas e podem ser observadas na língua falada por seus habitantes, ou seja, o português falado no Nordeste brasileiro é  diferente do português do Sul do país, sendo assim, devem ser considerados como variações e não como erros.

Desse modo, a escola e o corpo docente devem sempre respeitar a forma que cada aluno se expressa, estando ele dentro do ambiente escolar. No território brasileiro, ou seja, nos Estados, Municípios e nas comunidades carentes, a língua falada tem características especiais e distingue, portanto, os valores e diferenças de cada região.

Nessa perspectiva, percebe-se a necessidade de se avaliar a variação linguística no Brasil e a importância da escola e do corpo docente no desenvolvimento das práticas educacionais. Por consequência, pode-se formular o seguinte problema: como a escola e os professores devem tratar o desenvolvimento das práticas educacionais em sala de aula?

A motivação principal para sustentar a pesquisa consiste na relevância que o tema possui para a educação atual. A promoção de uma educação verdadeira em nosso país, baseada no respeito mútuo entre os educadores e educandos; na relação entre ensinar e aprender.

O objetivo geral desse estudo é compreender a importância da escola, bem como de todo corpo docente frente a estes desafios, reduzindo os impactos negativos no aprendizado causado pelo preconceito e exclusão dos alunos.

O presente artigo será desenvolvido através de uma pesquisa de natureza básica estratégica e objetivo exploratório. O procedimento técnico de pesquisa bibliográfica envolve os principais autores desse estudo, dos tais: Marcos Bagno, Maria Cecília Mollica, Maria Luiza Braga, Stella Maris Bortoni – Ricardo, Ana Maria Stahl Zilles, Carlos Alberto Faraco e Dino Preti. A análise documental terá base nos Parâmetros Curriculares Nacionais do terceiro e quarto ciclos do Ensino Fundamental da Língua Portuguesa.

Na segunda seção desse artigo serão abordados os conceitos de variação linguística; a importância da escola no desenvolvimento das práticas educacionais e o papel do professor na construção das práticas sociais de educação.

Na terceira seção deste estudo será feito um breve resumo da análise e discussão de todos os resultados dessa pesquisa.

2. REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NO BRASIL

2.1.1 A ANÁLISE DA SOCIOLINGUÍSTICA NO TRATAMENTO DA VARIAÇÃO

Efetivamente, a Sociolinguística estuda a língua dentro das sociedades de fala, atentando para uma investigação que compara os aspectos linguísticos e sociais. Portanto, segundo Mollica:

[…] A Sociolinguística considera em especial como objeto de estudo exatamente a variação, entendendo-a como um princípio geral e universal, passível de ser descrita e analisada cientificamente. Ela parte do pressuposto de que as alternâncias de uso são influenciadas por fatores estruturais e sociais. Tais fatores são também referidos como variáveis independentes, no sentido de que os usos de estruturas linguísticas são motivados a as alternâncias configuram-se, por isso, sistemáticas e estatisticamente previsíveis. (MOLLICA, 2013, p.10).

Para a autora, a Sociolinguística analisa a variação linguística como um fundamento geral que é passível de estudo. Desse modo, parte-se da premissa de que a variação de uso da língua sofre influência de fatores sociais e de estrutura, que são denominados como variantes independentes. Sendo assim, os usos de construção da língua são gerados e representados de forma aplicada e calculada.

No entanto, todas as línguas possuem uma atividade específica, ou seja, de forma variada. São encontradas de formas diferentes e se equivalem no significado ao nível da fala, da construção das palavras, na função e ligação dos termos da oração; do subsistema fonético-fonológico e no domínio objetivo – discursivo.

Para Mollica (2013), certamente, em um ponto de vista científico, todas as manifestações da língua são autênticas e previsíveis, ainda que exista uma variação estatística. Dessa forma, a inclusão do falante em uma escala social está sujeita a avaliações positivas e negativas, mesmo que os julgamentos de valor da língua não sejam aplicados.

De acordo com Dino Preti [3](2003), a diversidade na língua de um grupo social, ou seja, o caráter social de uma língua é entendido como um sistema de sentido estabelecido que facilita aos seus falantes a possibilidade de comunicação. Sendo assim, entre sociedade e língua não existe uma ligação circunstancial.

Sobretudo, uma variedade de significantes e significados [4]nos cerca desde o nosso nascimento. Através da reprodução e combinação, as inúmeras possibilidades de comunicação se tornam reais possibilitando o desenvolvimento das nossas palavras. Portanto, a nossa vida coletiva é caracterizada pela permuta e entendimento de um meio disposto e estruturado que é a língua.

Entre sociedade e língua, de fato, não há uma relação de mera causalidade. Desde que nascemos, um mundo de signos linguísticos nos cerca, e suas inúmeras possibilidades comunicativas começam a tornar-se reias a partir do momento em que, pela imitação e associação, começamos a formular nossas mensagens. E toda nossa vida em sociedade supõe um problema de intercâmbio e comunicação que se realiza fundamentalmente pela língua, o meio mais comum que dispomos para tal. (PRETI, 2003, p, 11).

Segundo Preti (2003), a língua é o sustento de um desenvolvimento social, que envolve as relações do cotidiano e as atividades intelectuais dos membros de uma sociedade. Funciona como relação entre ser humano e corpo social e é entendida como demonstração de vida em um grupo social. Portanto, através dela, somos atualizados pelo contato com o mundo que nos cerca.

Fernando Tarallo (2007) reforça a existência de variantes linguísticas em toda comunidade de fala. De acordo com o autor, “ […] são, portanto, diversas maneiras de se dizer a mesma coisa em um mesmo contexto, e com mesmo valor de verdade”. (TARALLO, 2007, p. 8).

Para o autor, as variantes linguísticas não padrão e padrão de uma sociedade estão sempre em disputa. A primeira é aquela que possui influência social em uma sociedade. A segunda, que é a variante não padrão, é estigmatizada pelos seus membros.

A Sociolinguista Bortoni-Ricardo [5](2004) faz uma análise das variações linguísticas faladas por brasileiros da zona rural e urbana. Ela enfoca essas variedades como perfeitamente explicáveis pela linguística moderna e não como uma regra tida como “errada”, mas “diferente” da única e categórica imposta pela elite de falantes letrados que possuem um uso linguístico gramatical normativo e tradicional entendendo, dessa forma, a “diferença” como “deficiência”.

Em síntese, a diversidade linguística e a pluralidade cultural no Brasil são realizadas em um espaço físico de interação entre as pessoas que assumem papéis sociais denominado de “domínio social”. Dessa forma, as construções dos papéis sociais são realizadas no processo de interação humana através da linguagem.

Um domínio social é um espaço físico onde as pessoas interagem assumindo certos papéis sociais. Os papéis sociais são um conjunto de obrigações e de direitos definidos por normas socioculturais. Os papéis sociais são construídos no próprio processo de interação humana. Quando usamos a linguagem para nos comunicar, também estamos construindo e reforçando os papéis sociais próprios de cada domínio. (BORTONI-RICARDO, 2004, p.23).

Segundo Bortoni – Ricardo (2004), a superioridade de uma variedade linguística é uma das mentiras que estão enraizadas na cultura brasileira. A variedade regional é um instrumento de identidade de um grupo social, ou seja, os hábitos culturais, o uso do linguajar da região é um motivo de orgulho para quem o possui.

Nas grandes metrópoles brasileiras, os falantes detentores de maior poder político e econômico possuem mais prestígio. Sendo assim, esses falantes transferem todo prestígio para variedade regional que falam e, por isso, passam a ser vistas como mais corretas e bonitas. Em resumo, conclui-se: “[…] o dialeto falado em uma região pobre pode vir a ser considerado um dialeto ‘ruim’ enquanto o dialeto falado em uma região rica e poderosa passa a ser visto como ‘bom’ dialeto”. (BORTONI – RICARDO, 2004, p. 34).

2.1.2 VARIAÇÃO LINGUÍSTICA COMO OBJETO DE DISCRIMINAÇÃO SOCIAL

Estudos realizados por Faraco[6] e Zilles [7](2015) apontaram a variação linguística como responsável a certas reações sociais negativas. Ademais, essa variação tem sido discriminada em todos os contextos sociais no Brasil, a saber, o senso comum, que interpreta essas mudanças como sinais de enfraquecimento da língua, causando em muitos casos ”[…] explosões de ira e gestos de grande violência diante de fatos de variação e mudança”. (FARACO e ZILLES, 2015, p. 7).

No entanto, eles apontam a importância de se desenvolver uma pedagogia da variação linguística no sistema escolar do Brasil. À sociedade ainda não reconhece sua complexa identidade linguística e, pelo fato de ser escravocrata por séculos, sofrem profunda divisão socioeconômica como característica histórica na sua formação, discriminando de maneira implacável pela língua os grupos socioeconômicos marginalizados no país.

2.1.3 A LÍNGUA COMO UM SISTEMA HETEROGÊNEO

Uma importante contribuição da Sociolinguística é o reconhecimento de que a língua não é uniforme, pois há variantes no uso de uma língua. Embora o reconhecimento e descrição da variação linguística seja relativamente recente, o fenômeno da variação é antigo. Quando nos referimos ao conceito de variação linguística, estamos também fazendo referência a uma norma padrão que no seu próprio uso vai gerando mudanças ou variações linguísticas. (DALLIER, 2015, p.100).

Conforme Dallier (2015) há inúmeras variações linguísticas dentro de uma mesma língua. Diferentes fatores regionais e sociais contribuem para essa diversidade dos falantes e, em relação ao conceito de variação linguística, também é feita uma referência a uma norma padrão que vai gerando mudanças linguísticas no próprio uso da língua.

De acordo com o autor, a norma padrão é apenas um modelo estruturado e está situada em uma constante de variações. Nenhum falante domina completamente a norma padrão, apenas se aproxima do ideal linguístico com um discurso mais culto. Mas encontramos também falantes que estão afastados da perfeição linguística e, como consequência, produz uma variedade culta inferior.

Segundo Dallier (2015), a norma padrão é apenas “[…] um ideal a partir do qual se produz variedades no uso da língua”. Portanto, seriam “mais concretas, realizando-se por meio da fala que é ouvida, recolhida, registrada, comparada e analisada pela Sociolinguística, por exemplo.” (DALLIER, 2015, p. 101).

Para Bagno [8](2007), o português falado pela maioria da população brasileira possui um grau elevado de variedade e diversidade. Certamente, não só por causa da expansão territorial que estabelece as diferenças regionais, mas por causa das injustiças sociais que fazem do Brasil um dos países com a pior distribuição de renda no mundo.

[…] São essas graves diferenças de status social que explicam a existência, em nosso país, de um verdadeiro abismo linguístico entre os falantes das variedades não padrão do português brasileiro – que são a maioria de nossa população – e os falantes da (suposta) variedade culta, em geral mal definida [..]. (BAGNO, 2007, p.16).

Partindo desse conceito, o autor aponta as diferenças sociais como responsáveis pelo caos linguístico existente em nosso país. A educação não é privilégio para todos no Brasil, provocando certamente, uma marginalização do conhecimento da norma padrão.

De acordo com Bagno (2007), as pessoas dominantes da norma não padrão também falam português. Possuem uma gramática particular que não é reconhecida como válida, mas sim depreciada, estigmatizada pelos falantes do português culto. Esse preconceito é também imposto pelos que […] “não falando o português – padrão, o tomam como referência ideal – por isso podemos chamá–los de sem – língua”. (BAGNO, 2007, p. 17).

2.1.4 VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NOS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS

A criação dos PCN[9] (BRASIL, 1998) objetiva respeitar as diversidades existentes no país, para que nossos jovens tenham acesso aos conhecimentos necessários para desenvolver seus direitos como cidadão.

A variação é constitutiva das línguas humanas, ocorrendo em todos os níveis. Ela sempre existiu e sempre existirá, independentemente de qualquer ação normativa. Assim, quando se fala em Língua Portuguesa, está se falando de uma unidade que se constitui de muitas variedades. Embora no Brasil haja relativa unidade linguística e apenas uma língua nacional, notam-se diferenças de pronúncia, de emprego de palavras, de morfologia e de construções sintáticas, as quais não somente identificam os falantes de comunidades linguísticas em diferentes regiões, como ainda se multiplicam em uma mesma comunidade de fala. (BRASIL, 1998, P. 29).

Apesar de existir na Língua Portuguesa uma norma padrão e culta, a variação sempre existiu, pois é característica das línguas humanas. A língua Portuguesa é uma unidade constituída de muitas variedades.

Sendo assim, as diferenças de pronúncia, de emprego de palavras, e de construções sintáticas são notáveis, pelo fato do Brasil possuir uma unidade linguística relativa e apenas uma língua nacional. Essas diferenças não somente se multiplicam em uma mesma coletividade, mas identificam todos os falantes da sociedade linguística em regiões diferentes. (BRASIL, 1998).

Segundo os PCN (BRASIL, 1998), “não existem, portanto, variedades fixas: em um mesmo espaço social convivem mescladas diferentes variedades linguísticas, geralmente associadas a diferentes valores sociais”. (BRASIL, 1998, p. 29). Em resumo, na sociedade brasileira, existe um efeito intenso de miscigenação linguística, ou seja, diferentes variedades linguísticas ligadas a valores sociais diferentes.

2.2 A IMPORTÂNCIA DA ESCOLA NO DESENVOLVIMENTO DAS PRATICAS EDUCACIONAIS

2.2.1 A ESCOLA COMO ESPAÇO DE APRENDIZAGEM DAS PRÁTICAS SOCIAIS ESPECIALIZADAS

Na sala de aula, como em qualquer outro domínio social, encontramos grande variação no uso da língua, mesmo na linguagem da professora que, por exercer um papel social de ascendência sobre seus alunos, está submetida a regras mais rigorosas no seu comportamento verbal e não verbal. […] O grau dessa variação será maior em alguns domínios do que em outros. […] Mas em todos eles há variação, porque a variação é inerente à própria comunidade linguística. (BORTONI–RICARDO, 2004, p. 26).

Segundo Bortoni–Ricardo (2004), as variações de uso da língua são notáveis tanto em sala de aula como em qualquer sociedade. Entretanto, para o professor, essas regras de variação são mais rigorosas, pois ele exerce uma atribuição mais sistemática em relação aos alunos, no que diz respeito ao seu modo de pronúncia.

Sobretudo, professores, coordenadores, diretores, todos que desempenham autoridade na escola devem usar uma linguagem mais cautelosa, ou seja, uma linguagem mais monitorada que a dos alunos. Portanto, os eventos conduzidos em sala de aula são mais formais do que os que ocorrem fora dela, enfim, com mais monitoração linguística.

No entanto, ao chegarem à escola, os alunos que têm o português como língua materna já possuem competência linguística suficiente para se comunicar com eficiência. Porém, precisam ampliar seus recursos de comunicação para atender as normas sociais adequadas.

Para Bortoni – Ricardo (2004), o uso da língua depende de normas que determinem o que é uma conduta social aceitável, isto é, atender a comportamentos existentes nos novos domínios de convívio social que os educandos passam a frequentar. Portanto, de acordo com a autora, a escola é: “[…] O espaço em que os educandos vão adquirir de forma sistemática recursos comunicativos que lhes permitem desempenhar-se competentemente em práticas sociais especializadas”. (BORTONI-RICARDO, 2004, p.75).

2.2.2 A ESCOLA COMO PIONEIRA NA UNIDADE DA LÍNGUA DE UMA SOCIEDADE

De acordo com Preti (2003), a escola é o incentivador principal que atua sobre a língua de uma sociedade. É uma instituição tradicional por excelência e procura uma equalização, tendo por referência os níveis mais superiores de linguagem. Tem como propósito a língua escrita e, através dela, são estabelecidos padrões linguísticos excelentes, influenciando de certo modo os costumes pessoais, à medida que os educandos elevem seu nível de educação.

Todavia, segundo o autor, o propósito do corpo escolar não é de substituir no aluno a norma popular que ele já traz consigo, apesar de ensinar tradicionalmente a norma culta. Pelo contrário, mostrar ao educando que ambas as normas podem conviver e serem utilizadas, de acordo com as situações de comunicação.

Para Votre [10](2013), a escola é o agente motivador das mudanças dos alunos que as frequentam e também da sociedade no que se refere à fala e a escrita. Destaca-se a sua atuação como preservadora da norma culta e tradicional em relação às mudanças que acontecem na escola e sociedade.

Ademais, por ser um elemento de ligação do saber, a escola, em concordância no que se refere à fala e a escrita, introduz padrões estéticos, normas e gostos. Portanto, entende-se nessa circunstância, a influência do nível de escolaridade como responsável pela resistência a mudança.

Segundo o autor, existem distinções operacionais que estão presentes no desenvolvimento social na qual a escola interage. Efetivamente, faz-se necessário estabelecer algumas distinções no interior dessa categoria.

Conforme Votre (2013), a primeira distinção está relacionada aqueles que possuem uma forma de se expressar privilegiada e são contrários aos falares das pessoas que não desfrutam de prestígio social. A segunda avalia e estigmatiza o modo de expressão das pessoas desprovidas de prestígio social. A terceira tem como objetivo aqueles que usam as formas de supressão e fenômenos sintáticos controlando, evitando e punindo com intensidade o uso dessas formas.

Todavia, o domínio da norma culta depende exclusivamente da troca de experiências, do grau de influência dado a cada participante envolvido na comunicação e do desempenho de cada falante nas tarefas comunicativas. Portanto, a escola possui o mérito de possuir a tarefa importante na socialização do uso da língua nacional culta.

Entretanto, não tem o poder de fazer nenhuma mudança sozinha, mas sem a sua orientação nada acontecerá. Verdadeiramente, tal mudança não se aplica somente nos processos de mudança, mas na aprendizagem e no ensino da língua materna, no nível padrão.

2.2.3 O PAPEL DA ESCOLA NO ENSINO DA VARIEDADE CULTA

Conforme Faraco e Zilles (2015), muitos alunos de classes socioeconômicas desprivilegiadas frequentam a escola pública no Brasil. Desse modo, é dever da escola ofertar uma educação de excelência para contribuir com o desenvolvimento do país. Portanto, os autores definem:

A maioria dos alunos que chegam á escola é oriunda precisamente desses grupos socioeconômicos. E há entre nossas crenças pedagógicas, pressuposto de que cabe à escola pública contribuir, pela oferta de educação de qualidade, para favorecer, mesmo que indiretamente, uma melhor redistribuição de renda nacional. […] Considerando o grau de rejeição social das variedades ditas populares, parece o que nos desafia é a construção de toda uma cultura escolar aberta à crítica da discriminação pela língua e preparada para combatê-la. (FARACO E ZILLES, 2015, p. 9).

Segundo Faraco e Zilles (2015), para que haja o combate a toda discriminação pela língua nas escolas, segundo os autores, é necessário que se construa uma pedagogia da variação linguística voltada para esse fim. Contudo, esta pedagogia deve estimular uma reflexão nas questões da variação linguística, criando uma perspectiva de integração do ensino em várias dimensões

Portanto, a educação não pode ser vista como um veículo de fins econômicos. No entanto, é preciso ser vista como uma experiência intelectual e social em toda sua diversidade, contribuindo nos papéis constitutivos da linguagem. Através de uma educação de qualidade e do ensino da língua promovido pela escola, pode-se formular o domínio das práticas socioculturais pelos grupos socioeconômicos desfavorecidos nos espaços públicos.

Para Faraco (2015), houve um pequeno avanço na inclusão da variação linguística nas diretrizes da educação básica. Ainda predomina um entendimento arcaico da variação com valores absolutos e não com valores relativos. Portanto, a norma culta tem predominado no ensino médio como um conhecimento a ser alcançado em relação à língua, fazendo um isolamento das praticas sociais de leitura e escrita e em todo seu domínio.

Nesta perspectiva, o autor defende que as dificuldades em relação à norma culta devem ser enfrentadas de maneira crítica. Dessa forma, esta atitude tem por obrigação de promover uma mudança na realidade sociolinguística do Brasil e dar uma direção nova nas práticas didático-pedagógicas.

Segundo o autor, “[…] ninguém pode ser discriminado pela variedade de língua que fala, nem deve ser excluído do acesso aos bens da cultura letrada”. (FARACO, 2015, p. 27). Além disso, tanto a cultura letrada como a variedade de língua são duas diretrizes pedagógicas. A primeira não anula a segunda, mas serve de sustento e reforço para ela.

Para Faraco (2015), é de suma importância despertar os alunos para a variação linguística como prática indispensável ao ensino-aprendizagem da expressão culta. Logo, precisam identificar os pontos críticos da variedade materna e da variedade culta, trabalhando de forma sistemática durante o período escolar básico e alcançar o domínio da norma de prestígio.

Para Simões[11] e Soares[12] (2015), os processos de variação da língua e a concordância nominal com o cenário da vida social, estão rigorosamente comprometidos na atuação da escola. Sendo assim, a ideia de letramento está completamente oposta ao ponto de vista de língua entendida, isto é, da leitura e da escrita no seu uso social.

[…] as práticas sociais que em o indivíduo se engaja e nas quais a escrita figura como elemento fundamental para aquele contexto, vai determinar o grau de aproximação e de envolvimento do indivíduo com a cultura letrada e, por outro lado, que a produção variável, seja falada ou escrita, vai responder a tal envolvimento. […] A escola é uma importante agencia de letramento (juntamente com a família) e as práticas são, em sua grande maioria, letradas. (SIMÕES E SOARES, 2015, p. 128).

De acordo com Simões e Soares (2015), muitos estudos realizados pela Sociolinguística no Brasil reforçam a ideia de que as classes mais altas estão ligadas a níveis escolares mais altos e utilizam a variedade prestigiada da língua.

Desse modo, esta relação estabelece o domínio da cultura escrita na vida em sociedade desses indivíduos, existindo, portanto, uma inclinação maior do padrão estabelecido pela gramática no que se refere aos eventos de letramento.

A partir de suas pesquisas, Simões e Soares defendem uma escola significativa, que proporcione cada vez mais a divulgação e representatividade da voz infantil dentro dela. Enfim, sociedade e escola devem estar preparadas ao acesso a novas aprendizagens, de maneira a estender o ingresso à cultura escrita dos filhos de algumas famílias que precisam mais dessa escola, desejando-a como fonte relevante de igualdade no aprendizado no Brasil.

2.3 O PAPEL DO DOCENTE NO DESENVOLVIMENTO DAS PRÁTICAS EDUCACIONAIS

2.3.1 A TAREFA DO DOCENTE NA CONSTRUÇÃO DAS COMPETÊNCIAS LINGUÍSTICAS

Uma das principais tarefas do professor de línguas é conscientizar seu aluno de que a língua é como um guarda-roupa, onde é possível encontrar todo tipo de vestimenta […]. Usar a língua, tanto na modalidade oral como na escrita, é encontrar o ponto de equilíbrio entre dois eixos; o da adequabilidade e o da aceitabilidade. (BAGNO, 2007, p.130).

Segundo Bagno (2007), no tocante à fala e a escrita, há situações de formalidade da língua e outras informais, isto é, de uso popular. Contudo, no contexto formalidade da língua, é inadequado usar expressões regionais como gírias e palavrões, pois dificilmente os ouvintes aceitariam tal linguagem.

Portanto, da mesma forma, é inadequado um indivíduo que possui um grau técnico elevado usar uma linguagem altamente técnica para uma pessoa analfabeta, pois dificilmente essa pessoa entenderia. Enfim, de acordo com o autor “[…] tudo vai depender de quem diz o quê, a quem, como, quando, onde, por que e visando que efeito”. (BAGNO, 2007, p. 131).

Conforme Bagno (2007), o professor é o profundo conhecedor da língua e não os alunos. Sendo assim, os docentes devem, através do ensino do idioma e de todos os esforços possíveis, romper com toda forma de preconceito linguístico a pratica de ensino e fazer dos alunos bons usuários da língua.

Segundo Bortoni-Ricardo (2004), o professor deve considerar como imprópria e intolerante a expressão ‘erro de português’. Para a autora, não existe erro na língua e sim diferenças e variedades que se apresentam constantemente entre a variedade que o aluno usa no convívio do lar e a que é praticada na escola.

O Professor precisa, através de uma pedagogia sensível e voltada para a educação dos alunos, encontrar possibilidades de conscientização sobre essas diferenças. Contudo, o “erro” não é uma deficiência do aluno e sim uma diferença simples entre a variedade padrão e do lar. Portanto, no ponto de vista pedagógico, humilhar o aluno pela incidência do chamado ”erro de português” está devidamente incorreto.

Para Bortoni – Ricardo (2004), no tocante à língua materna dos educandos, o docente tem como tarefa de educação criar condições para que o aluno construa sua capacidade de comunicação. Alem disso, possam também, com segurança, utilizar bem todos os recursos de comunicação necessários no desempenho das situações de interação social.

Lucia F. Mendonça Cyranka [13](2015) defende a linguagem como um instrumento de independência. O professor tem como atribuição, aceitar as capacidades linguísticas que os alunos trazem para escola, sobretudo, desenvolvê-las e reconhecer essas competências como importantes e alicerçadas.

[…] Mas significa também conhecer o aluno, saber a que comunidade de fala ele pertence, que valores culturais perpassam suas experiências, que práticas de letramento têm vivenciado, significa ter em mãos dados etnográficos que possam iluminar o caminho a ser percorrido. […] o que cabe ao professor é, simplesmente, considerando as experiências reais de seus alunos quanto ao uso da língua portuguesa, considerando a variedade linguística que eles utilizam e sua capacidade de nela se expressarem, conduzi-los nas atividades pedagógicas de ampliação de sua competência comunicativa. (CYRANKA, 2015, p.35).

De acordo com a autora, verifica-se que não é papel do professor ensinar os alunos a falar português, pois todos os estudantes ao chegarem à escola já sabem falar o idioma. Portanto, o docente deve respeitar as experiências adquiridas pelos estudantes fora da sala de aula e, através de atividades pedagógicas de nível comunicativo, ampliar tais competências.

Conforme Cyranka (2015), o ensino da língua portuguesa tem como objetivo de ampliar a capacidade comunicativa dos alunos e não negá-la. Desse modo, é papel do professor desenvolver a inclusão social, autonomia, segurança e liberdade ao se expressar dos seus educandos e ampliar suas competências como usuários legítimos da língua para que possam ocupar os espaços sociais desejados.

2.3.2 A IMPORTÂNCIA DO PROFESSOR NA INTERAÇÃO SOCIAL EM SALA DE AULA

Para Galarza (2015), os alunos são pessoas detentoras de saberes e aprendizado e defende, em uma orientação pedagógica, a inserção de uma pedagogia da variação linguística. Logo, essa inserção deverá ser fundamentada na inclusão, no tratamento e no respeito a esses alunos.

O conhecimento é algo que os alunos constroem na relação com seus pares, com a mediação do professor. Nas aulas de português, quando objeto de estudo é a língua, a organização da aula como um espaço de conversa, de fala, de trocas é fundamental, pois é preciso construir possibilidades de abstração, de forma a tornar a língua objeto de estudo. Nada disso é possível se tivermos uma relação vertical na sala de aula, em que o professor detém a palavra, utilizando-a e controlando seu uso por parte dos alunos. (GALARZA, 2015, p.60).

De acordo com Galarza (2015), cabe ao professor toda organização do trabalho didático, mas também manter uma relação de confiança com os alunos é fundamental. Estabelecer tal relação possibilita aos alunos à construção de conhecimentos através da comunicação e relações sociais novas, afastando todo julgamento do ‘certo’ e do ‘errado’ e visar, como solução para desenvolver o conhecimento, a pesquisa e a análise.

No entanto, a prática de julgamento esta enraizada na escola e nos alunos. Entretanto, o professor deve refletir sobre tal julgamento e estabelecer novos padrões de análise sobre a adaptação ao momento da comunicação entre os educandos.

Segundo a autora, são de extrema importância as conversas entre professor e aluno, pois através delas, o docente passa registrar tudo de importante para leitura e escrita em sala de aula, como também conhecer melhor o mundo do educando. Portanto, esse vínculo de respeito e cordialidade entre professor e aluno propicia o suporte para uma melhor aprendizagem.

Para Galarza (2015), o docente deve reconhecer seus alunos como pessoas de saberes e estabelecer uma relação entre os conteúdos didáticos apresentados com o interesse dos educandos. Através das conversas com os alunos, o professor vai decidir pela melhor organização e sequência do conjunto de conhecimentos e “[…] do trabalho pedagógico, as condições de acolhimento aos alunos e à forma como se constituem pela sua maneira de falar, bem como desafiá-los a aprender”. (GALARZA, 2015, p.75).

Conforme Barbosa[14] (2015), é meta de o professor de português acabar com a absurda superioridade da língua imposta pelo padrão escolar em relação à diversidade existente em sala de aula. Um dos motivos do fracasso escolar, da ineficiência na fala e escrita nas situações profissionais dos alunos está relacionado ao direcionamento do ensino padrão ao da gramática tradicional repleta de incoerências.

Para o autor, uma das tarefas que o professor de língua portuguesa começa a realizar durante a graduação dos alunos é de aprimorar as abordagens de conceitos, mudar a forma de ensinar e desenvolver competências. Para que possam seguir aprendendo e aprendam a instrumentalizar a ligação do conteúdo de ensino com a realidade, os graduandos devem seguir os passos dos seus professores.

Semelhantemente, Marilda C. Cavalcanti [15](2015) enfatiza o surgimento de uma comunicação verdadeira em sala de aula, baseada no respeito recíproco e na disponibilidade de aprender. Para isso acontecer, faz-se necessária a atuação do professor na desconstrução de todas as barreiras linguísticas impostas durante séculos em nosso país.

Como resultado, haverá possibilidade do reforço das relações de diálogo de todos os lados envolvidos. Portanto, “cada um fala a sua língua e se propõe a entender o outro e a ajudá-lo no acesso a essa língua escrita que, por enquanto, representa um obstáculo intransponível”. (CAVALCANTI, 2015, p.301).

Entretanto, segundo a autora,  se estas barreiras não forem desconstruídas, as verdades naturalizadas e os preconceitos serão cada vez mais cristalizados em nosso cotidiano. O Brasil não é um país monolíngue, mas com uma pluralidade linguística riquíssima que traz recompensas sociais, culturais e políticas.

Para Cavalcanti (2015), uma comunicação baseada no respeito bilateral é possível que aconteça, mas é preciso que haja uma ação cordial e harmônica. Portanto, para que isso aconteça é necessário “[…] se despir da superioridade naturalizada da denominada língua padrão ou oficial, é preciso ter nesse outro com quem se fala um interlocutor”. (CAVALCANTI, 2015, p. 301).

3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

3.1 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Variação linguística é uma diferente forma de falar o português brasileiro. De acordo com a literatura desse estudo, variações linguísticas são […] “diversas maneiras de se dizer a mesma coisa em um mesmo contexto e com mesmo valor de verdade”. (TARALLO, 2007, p.8). Este resultado contrapõe ao estudo de Souza e Pautz (2007) que faz referência às formas e variantes da língua como uma entidade viva, dinâmica e importante na comunicação humana.

Constatou-se nesse estudo a importância do professor na formação linguística dos educandos. De acordo com a literatura, é dever do professor em conduzir seus alunos a ampliar a capacidade de comunicação e respeitar a variedade linguística inerente a eles (CAVALCANTI; CYRANKA; GALARZA, 2015).

Corroborando com este estudo, Spessatto e Silveira (2020) defendem uma formação linguística que reconheça como legítimo o modo de falar dos alunos e que eles tenham por direito, o aprendizado das variedades de prestígio. No entanto, Silva e Lima (2020) salientam a dificuldade do processo de ensino e aprendizagem devido à forma como o professor trabalha, utilizando uma metodologia de ensino voltada para o acerto e erro da gramática.

A escola possui a tarefa de incentivar a educação em nosso país. A literatura defende a escola como uma instituição tradicional e que atua de forma a estimular o aprendizado da língua em sociedade e sendo detentora da norma culta (PRETI, 2003; VOTRE, 2015).

Entretanto, esse resultado corrobora com o estudo dos autores Silva e Lima (2020) que classificam a escola como responsável na oportunidade de um ensino sistematizado de língua portuguesa para o educando, apresentando ensinando de uma maneira mais abrangente a variedade padrão, baseado no respeito a diversidade linguística e cultural de cada aluno.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A língua falada no Brasil não é homogênea, mas repleta de variações linguísticas, que são as diferentes formas de falar o nosso idioma. Essas variantes são percebidas em sala de aula nas relações existentes entre a norma não padrão apresentada pelos alunos e a norma culta dominada pela escola.

O objetivo desse estudo foi compreender atuação da escola e dos professores nas praticas educacionais em sala de aula visando uma educação de qualidade e igualitária. Ao longo de todo desenvolvimento desse artigo, novos questionamentos surgiram, incentivando a buscar ainda mais as diversas formas de atuação da escola e do corpo docente no tocante as práticas de ensino aos alunos. Adotar um vínculo de respeito e cordialidade em relação à língua materna dos educandos propicia um ambiente de aprendizado linguístico democrático.

O presente estudo apresentou limitações, pois se tivesse um pouco mais de tempo alcançaria resultados melhores. Ficou inviável uma pesquisa de campo devido aos problemas que estamos enfrentando decorrentes da pandemia do (COVID 19), sendo necessário o afastamento social para evitar a proliferação do vírus.

A escola e o corpo docente devem tratar as variedades linguísticas dos alunos com respeito. É necessário que se estabeleça uma educação igualitária e que combata com eficiência todo preconceito linguístico para que o aluno sinta prazer em aprender.

REFERÊNCIAS

BAGNO, M. Por uma Sociolinguística Militante. In: BORTONI-RICARDO, Stella Maris. Educação em língua materna: a sociolinguística na sala de aula. São Paulo; Parábola Editorial, 2004. p. 8-10.

BAGNO, M. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. Ed. Loyola, São Paulo, 49ª ed. jun. 2007.

BARBOSA, A. G. Variação linguística no curso de letras: práticas de ensino. In: ZILLES, A. M. S; FARACO, C. A. (orgs). Pedagogia da variação linguística: língua, diversidade e ensino. 1ª. ed. Parábola Editorial. São Paulo, 2015. p. 249-286.

BORTONI-RICARDO, S. M. Educação em língua materna: a sociolinguística na sala de aula. São Paulo; Parábola Editorial, 2004.

CAVALCANTI, M. C. Línguas ilegítimas em uma visão ampliada de educação linguística. In: ZILLES, A. M. S; FARACO, C. A. (orgs). Pedagogia da variação linguística: língua, diversidade e ensino. 1ª. ed. Parábola Editorial. São Paulo, 2015. p. 287-302.

CYRANKA, L. F. M. A pedagogia da variação é possível? In: ZILLES, A. M. S; FARACO, C. A. (orgs). Pedagogia da variação linguística: língua, diversidade e ensino. 1ª. ed. Parábola Editorial. São Paulo, 2015. p. 31-52.

DALLIER, L. C. Linguística. 1ª edição, SESES, Rio de janeiro, 2015.

FARACO, C. A. Norma culta brasileira: construção e ensino. In: ZILLES, A. M. S; FARACO, C. A. (orgs). Pedagogia da variação linguística: língua, diversidade e ensino. 1ª. ed. Parábola Editorial. São Paulo, 2015. p. 19-30.

GALARZA, D. K. Aulas de português, construção do conhecimento e interação social. In: In: ZILLES, A. M. S; FARACO, C. A. (orgs). Pedagogia da variação linguística: língua, diversidade e ensino. 1ª. ed. Parábola Editorial. São Paulo, 2015. p. 53-75.

MOLLICA, M. C; BRAGA, M. L. (orgs). Introdução à sociolinguística: o tratamento da variação. 4ª ed. 2ª. reimp. Ed. Contexto. São Paulo, 2003.

VOTRE, S. J. Relevância da variável escolaridade. In: MOLLICA, M. C; BRAGA, M. L. (orgs). Introdução à sociolinguística: o tratamento da variação. 4ª ed. 2ª. reimp. Ed. Contexto. São Paulo, 2003. p. 51-57.

PRETI, D. Sociolinguística: os níveis da fala. 9ª. ed. 1ª. reimp. São Paulo, Ed. Universidade de São Paulo, 2003.

SIMÕES, L. J. ; SOARES, S. M. Concordância nominal na fala infantil: implicações para a escola. In: ZILLES, A. M. S; FARACO, C. A. (orgs). Pedagogia da variação linguística: língua, diversidade e ensino. 1ª. ed. Parábola Editorial. São Paulo, 2015. p. 123-144.

SILVA, R. N.; LIMA, M. C. A variação linguística em sala de aula e o ensino de língua materna. Revista Philólogus, ano 26, n.76, Rio de Janeiro: CIFEFIL, jan. 2020.

SOUZA, A. E. ; PAUTZ, S. A diversidade linguística no contexto escolar. Revista Linguagens e Cidadania, v.9, n.1, Cruz Alta RS, jan. 2020.

SPESSATTO, M. B.; SILVEIRA, L. G. Variação linguística na primeira pessoa do singular: o professor em formação na condição de sujeito. Ensino em Revista, Uberlândia MG, v.27, n.3, p. 1106-1130, set  2020.

TARALLO, F. A pesquisa sociolinguística. 2ª. ed. Editora Ática. São Paulo, 2007.

VIANA, E. Variação linguística: definição, tipos, exemplos e contexto social. R7 notícias: conhecimento científico, Rio de janeiro, 19 Set. 2019. Disponível em: https://conhecimentocientifico.r7.com/variacao-linguistica/. Acesso em: set. 2020.

VOTRE, S. J. Relevância da variável escolaridade. In: MOLLICA, M. C; BRAGA, M. L. (orgs). Introdução à sociolinguística: o tratamento da variação. 4ª ed. 2ª. reimp. Ed. Contexto. São Paulo, 2003. p. 51-57.

ZILLES, A. M. S; FARACO, C. A. (orgs). Pedagogia da variação linguística: língua, diversidade e ensino. 1ª. ed. Parábola Editorial. São Paulo, 2015, 320 p.

APÊNDICE – REFERÊNCIA DE NOTA DE RODAPÉ

3. Dino Preti é professor titular da PUC-SP e professor titular (aposentado) da USP. Graduado em Letras Clássicas (USP), mestre, doutor e livre-docente em Filologia e Língua Portuguesa pela USP.

4. O signo linguístico é um elemento representativo que apresenta dois aspectos: o significado e o significante.

5. Stella Maris Bortoni-Ricardo é professora titular de Linguística da Universidade de Brasília, onde atua na Faculdade de Educação e no Doutorado em Linguística.

6. Carlos Alberto Faraco é graduado em letras português/ inglês pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (1972), mestre em linguística pela Universidade Estadual de Campinas (1978) e doutor em linguística pela University of Salford (1982).

7. Ana Maria Stahl Zilles é doutora em Linguística Aplicada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e professora de linguística na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

8. Marcos Bagno é professor do Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução da Universidade de Brasília, doutor em filologia e língua portuguesa pela Universidade de São Paulo.

9. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do Ensino Fundamental: Língua Portuguesa / Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC / SEF, 1998.

10. Sebastião Josué Votre é formado na área de sociolinguística e análise do discurso. É mestre pela PUC-RS, doutor pela PUC-RJ e livre-docente pela UFRJ.

11. Luciene Juliano Simões é graduada em Licenciatura em Letras pela UFRGS (1988), mestra em Letras pela PUC do Rio Grande do Sul (1992) e doutora em Linguística e Letras pela PUC do Rio Grande do Sul (1997).

12. Simone Mendonça Soares é Possui Graduação em Licenciatura em Letras – Português/Francês, pela UFRGS (2001), Mestrado em Letras/Aquisição da Linguagem pela UFRGS (2006) e Doutorado em Letras/Linguística Aplicada pela UFRGS (2012).

13. Lucia Cyranka é professora aposentada da Faculdade de Educação da UFJF, onde lecionou no Programa de Pós-Graduação em Educação. É doutora em Letras/Estudos Linguísticos pela UFF.

14. Afrânio Gonçalves Barbosa é professor associado da UFRJ, bacharel licenciado em português e literatura pela UFRJ (1987). Mestre (1993) e Doutor (1999) em Letras Vernáculas – Língua Portuguesa pela UFRJ.

15. Marilda C. Cavalcanti é graduada em Letras Anglo-Portuguesas pela Universidade Estadual de Londrina (1970). Possui o mestrado em linguística aplicada e estudos da linguagem pela PUCSP (1977) e doutorado em linguística aplicada – University of Lancaster (1983).

[1] Graduação Em Letras – Língua Portuguesa.

[2] Orientador. Doutorado em andamento em Educação.

Enviado: Dezembro, 2020.

Aprovado: Junho, 2021.

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