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A Influência dos Gêneros Sexuais na Educação da Escola Municipal Nova Nazaré.

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A Influência dos Gêneros Sexuais na Educação da Escola Municipal Nova Nazaré.
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GUIMARÃES, Ueudison Alves [1]

WILLMS, Elni Elisa [2]

Resumo

O artigo aborda o preconceito racial praticado na Escola Municipal Nova Nazaré – MT. As atividades de intervenção duraram cerca de uma semana. O objetivo foi descobrir quais ações educativas os professores executam em sua prática pedagógica para combater o preconceito racial em sua unidade escolar; analisar como os docentes percebem, experimentam e atuam junto à realidade do preconceito racial dentro do ambiente escolar. Como instrumentos metodológicos foram utilizados debates, palestras e diálogos informais. Foram realizados estudos bibliográficos durante os horários destinados a formação continuada e hora atividade. Em sala de aula foram realizadas as intervenções juntamente aos alunos propiciando respeito a todos independentemente da escolha sexual. Os resultados obtidos foram significantes, pois ajudamos na modificação do modo de ver os fatos e, por conseguinte isto pode levar a uma mudança de pensamentos e atitudes de vários alunos com relação aos gêneros no ambiente escolar e na sociedade.

Palavras-Chave: Gênero, Sexualidade, Corpo, Inclusão, Exclusão.

1. Introdução

A Escola Municipal Nova Nazaré, esta localizada no município de Nova Nazaré – MT, sendo este um município pequeno, localizando-se a 54 km do município de Água Boa, tendo aproximadamente uns quatro mil habitantes, possuindo uma grande diversidade étnica com uma população formada em sua maioria por indígenas.  A escola tem como uma de suas funções a socialização entre as pessoas, por caracterizar-se como um espaço democrático deve oportunizar a todos os mesmos direitos e deveres, criando momentos para discussão de questões sociais que possibilitem o desenvolvimento do pensamento crítico. Para isso, faz-se necessário que os professores tragam informações diversas contextualizando-as com a realidade dos nossos estudantes, isso deve ser feito com o intuito de ampliar, oferecer caminhos, contribuir para que os discentes adquiram mais conhecimentos de forma que favoreça seu crescimento social.  Também por ser um ambiente de sociabilidade entre as crianças, jovens, comunidade, educadores, devem incluir as relações de gêneros em seus estudos e debates.

Para se ter uma melhor compreensão sobre o assunto, na Escola Municipal Nova Nazaré, analisamos por meio de uma palestra com os estudantes quais são as relações de gênero e sexualidade contida na escola, visto ser esta uma extensão da sociedade e uma instituição formadora de opiniões. Para isso foi necessário também trabalhar com a construção das diferenças na escola, especialmente no que se refere aos termos sexualidade e homofobia, procurando compreender como os discentes entendem essas diferenças e como elas interferem no cotidiano escolar.

A criança, o adolescente ou o jovem é um ser social cujo processo de desenvolvimento necessita ter uma atenção especial no que se refere ao contexto sócio histórico em que vive. Talvez uma das mais marcantes, relevantes, do ponto de vista das relações entre as pessoas seja a questão de gênero. Assim, a escola é um dos lugares em que a criança, o adolescente ou o jovem se depara com as diferenças, inclusive as de gênero. Meninos e meninas disputam, dividem espaços, reproduzem suas vivências, superam valores, entram em conflitos:

A instituição lida com a relação de gênero no seu cotidiano, mas nem sempre percebe suas influências na constituição da formação humana das crianças que quase sempre são identificadas (de acordo com o gênero) como meninos e meninas. Um exemplo dessa evidência ocorre dentro da sala de aula quando os estudantes contam quantos meninos e quantas meninas têm na sala e depois perguntam o total de alunos presentes dentro da classe. Nesse sentido, é possível analisar que as relações de gênero tem sido alvo de ensino-aprendizagem dos adultos em relação às crianças, no qual definem o que pode e o que não deve ser feito pelos discentes na vivência de sua sexualidade.

Dessa maneira segundo ROSA; (2014, p. 12),

As unidades escolares podem contribuir também se propondo a ser ponto de entregas de preservativos, que podem ser feita por agentes comunitários de saúde. Embora polêmica, esta atitude pode até gerar conflitos entre educadores, pais e estudantes, mas pode ser o embrião para que escola, família e unidades de saúde se aproximem. É possível adotar estratégias para que a idéia alcance outros objetivos, que vão além da mera distribuição.

Busquei relacionar e analisar os fundamentos que os gêneros sexuais trazem para a Escola Municipal Nova Nazaré, sendo que os alunos devem inserir-se devidamente na instituição sem que sejam excluídos ou que sofram qualquer ato de preconceito. Nosso município é bastante pequeno, mas há indícios de não aceitação de alunos homossexuais por parte da própria sociedade, e por sua vez a escola apresenta receio em receber este aluno por não saber como lidar de forma adequada com este estudante.

Na atualidade, de acordo com (SALLES, 2014, p. 4),

A escola tem sido convocada para abordar os temas relacionados às sexualidades, acrescidos de outras questões como: gravidez na adolescência, os riscos das doenças sexualmente transmissíveis, as diferenças de gênero, violência sexual, as diferentes formas de orientação afetiva e sexual do desejo (heterossexualidade, homossexualidade e bissexualidade), o preconceito contra mulheres e homossexuais.

A intervenção buscou mudar a mentalidade dos alunos sobre os gêneros sexuais, esclarecendo que é um assunto próprio da pessoa cabendo a nós aceitar e respeitar sua opção sexual, a escola tem um papel fundamental neste processo, pois sua incumbência é a inclusão total desses alunos, ou seja, não deve estimular sua exclusão no meio social, uma vez que essa rejeição que o aluno possa vir a sofrer poderá acarretar vários problemas em sua convivência social.

No projeto de intervenção foram analisados os alunos da Instituição participante do projeto, podendo perceber claramente que muitos destes sofrem com atos preconceituosos por causa do tom de voz (grave ou agudo), posturas diferentes tidas como normal, relações de afinidades, entre outras. Apresentei à direção os acontecidos para buscar maneiras e métodos de sanar com essas atitudes. Para discussão e análise deste trabalho, concentro-me na construção conceitual denominada como perspectiva de trabalhar a inclusão/exclusão na educação e nos estudos sobre gênero e sexualidade.

2. Referencial Teórico

Na medida em que a própria escola é elemento primordial na construção de uma sociedade democrática e pluralista, é de fundamental importância promover a formação e a capacitação de profissionais da educação para a cidadania e a diversidade, para que todos tenham o reconhecimento do direito à livre expressão afetivo-sexual à livre identidade de gênero de cada cidadão ou cidadã. Com tudo isso, o problema não está nas diversas possibilidades de orientação sexual e de identidade de gênero, o problema reside no modo negativo como se trabalham com elas, discriminando e excluindo seus sujeitos do campo dos direitos, inclusive do direito concreto à educação.

De acordo com (SOUSA, 2014, p. 7);

No processo de escolarização, alunos e professores, acabam por se tornar sujeitos das práticas que os forjam enquanto homens, mulheres, crianças e adolescentes. Os processos que sustentam tais práticas passam pelo currículo escolar, mas também pelas produções culturais, presentes nas escolas, resultando em violência e bullying. Por outro lado, há uma série de propostas legislativas e normativas que passam tanto pela formação de professores, quanto pelos referenciais curriculares e pelos direitos humanos na educação que confrontam e, por vezes, reproduzem desigualdades.

Uma estratégia de resistência seriam incluir os estudos sobre gênero nos cursos de formação de professores, divulgarem as principais produções bibliográficas sobre o assunto, incentivar e motivar novas pesquisas, exigir critérios mais rigorosos na publicação de textos didáticos e científicos; esses são alguns dos procedimentos que envolveriam numa nova mudança curricular.

Devemos estimular a reflexão acerca dos acontecimentos existentes entre diversas formas de preconceitos e discriminação, de modo a permitir novas modalidades de enfrentamento a partir dos princípios dos direitos humanos. Com tudo isso, visa-se desmistificar a crença segundo a qual as atitudes em relação ao racismo e homofobia são questões de foro íntimo, orientadas por concepções morais e privadas. A experiência escolar é fundamental para que noções de corpo, gênero, sexualidade.

Assim, discutir novas políticas de inclusão das minorias sexuais e de gênero exige por parte dos educadores uma experimentação de novas formas e propostas do uso da linguagem que possam produzir resistência a padrões sexistas ou homofóbicos. Esse é um importante passo a ser dado, mesmo na linguagem científica, nos documentos oficiais, nos currículos escolares e nas instituições de formação docente, embora essas tentativas tenham sido, às vezes, menos prezadas e ridicularizadas no meio acadêmico e social.

De acordo com Carmen Mariano (2014, p. 11), a escola produz e transmite valores e modelos de conduta que acabam normatizando a sexualidade heterossexual, tanto por meio dos conteúdos da educação formal, como através da interação do dia-a-dia com colegas e educadores.  Na interação cotidiana, não é difícil educadores assistirem passivamente a atitudes de rejeição, chacota ou hostilidade às expressões da sexualidade que divergem da heterossexual. Nestas situações, ao não dialogar com os alunos sobre essas atitudes, reforça-se o preconceito e o desrespeito à diversidade sexual.

Todavia, essa mudança pode envolver também ações, que devem ser acionadas por qualquer educador, tais como analisar criticamente com os alunos imagens do masculino, feminino e também acerca da homossexualidade, heterossexualidade produzidas pelos veículos da mídia como a internet, televisão, já que os recursos propostos pela mídia concorrem na modernidade coma formação escolarizada, educando e produzindo signos de identidade às vezes tão sexistas e excludentes quanto à escolarização.

3. Referencial Metodológico

A presente investigação foi desenvolvida na Escola Municipal Nova Nazaré, com alunos do 6º, 7º, 8º e 9º ano.  Assim, iniciei o trabalho junto à escola para analisar os diversos gêneros sexuais, presentes em seu contexto. Importante lembrar que, conforme o referencial metodológico adotado, o que se pretende é uma análise compreensiva dos dados obtidos, considerando dispensável o controle de variáveis dependentes e independentes (sexo, cor, idade, etc.), para se atingir os objetivos da pesquisa. Pretendendo, inicialmente, propiciar condições para o estabelecimento de uma interação efetiva entre pesquisador-professor e pesquisado discentes, favorável ao processo interpessoal indispensável para o procedimento e obtenção de dados, propriamente dito, utilizei da seguinte modalidade de trabalho: palestra com um psicólogo do CRAS, pois me senti melhor em convocar um profissional que melhor domina o contexto trabalhado, sendo que eu tinha um receio de trabalhar com os alunos por sentir vergonha ou por possíveis conversas que sairiam na sociedade sobre minha motivação a sexualidade dos jovens, após a intervenção ser realizada na escola.

O número de alunos que participaram da palestra foram os seguintes, conforme segue a tabela abaixo:

TURMAS  QUANTIDADE DE ALUNOS
6º ANO 26
7º ANO 28
8º ANO 22
9º ANO 16

Fonte: Dados coletados pelo pesquisador.

4. Relato de Intervenção

A partir de uma conversa com a direção e coordenação da Escola Municipal Nova Nazaré, sentimos a necessidade de motivar os alunos a participar de uma palestra ministrada por um psicólogo enfatizando os principais termos das relações sexuais dentro da escola.  Primeiramente dialogamos com alunos sobre a importância de respeitar colegas homossexuais entre outros. A palestra foi realizada em três encontros, sendo que neste período realizamos debates com os alunos com relação aos assuntos trabalhados. Tudo aconteceu naturalmente, no decorrer das aulas percebemos que alunos, professores, e comunidade aceitaram a atividade de maneira espontânea.

Interessante foi acompanhar o desenvolvimento das aulas, os relatos de alunos sobre o que estavam aprendendo de novo, poder ouvi-los foram muito importantes, pois assim sabemos o que realmente necessitam e chegamos a acordos em como ajudar. As revelações dos professores sobre as mudanças observadas no comportamento dos alunos principalmente em relação ao desempenho e rendimento escolar.

Buscamos através da intervenção mostrar que é importante respeitar o colega independentemente de sua escolha sexual, melhorando o convívio no ambiente escolar. O Psicólogo falou das relações sexuais na escola, toda sua trajetória do princípio aos dias atuais, apresentou alguns contextos, que foram trabalhados com os discentes.

Em cada contexto levou-se em conta os aspectos mentais, biológicos e sócio-culturais da sexualidade, tendo uma visão ampla dessas questões e concebendo a sexualidade de forma científica e responsável. Assim, foram três contextos trabalhados, tendo sua realização em três encontros, sendo que em cada encontro foi trabalhado contextos diferentes, que serão descritos a seguir:

Primeiro encontro foi trabalhado a Sexualidade na escola, propondo uma discussão sobre sexualidade para que os jovens possam entender as diversas maneiras de se tratar o termo e as visões que devemos ter sobre o tema na escola. Nesse momento surgiram várias duvidas, perguntas sobre como deve ser tratada a sexualidade no recinto escolar. Todas essas duvidas foram sanadas e os alunos passaram a entender que sexualidade não existe somente na escola, mais em um contexto social, onde todos nos devemos respeitar ao próximo independentemente de sua opção sexual.

Segundo encontro foi trabalhado a questão da prevenção sexual, propondo um relato sobre as principais doenças sexualmente transmissíveis e métodos de prevenção dessas doenças. Neste contexto também surgiram varias duvidas principalmente sobre os métodos que devem ser usados para evitar se contagiar com essas doenças. O debate foi promissor, pois esclareceu varias questões voltadas para se ter de verdade uma relação sexual saudável sem correr risco de contrair-se com doenças sexuais.

E para finalizar foi trabalhado à gravidez na adolescência onde foi colocado sobre a importância de se prevenir no ato sexual, para que não ocorra uma gravidez sem planos, sendo que esta pode atrapalhar sua vida escolar. Esclareceu que os jovens devem ter uma vida sexual responsável e preventiva, tendo plena consciência de suas escolhas e as possíveis consequências que uma gravidez inesperada principalmente na adolescência pode acarretar em sua vida. Surgiram debates sobre o contexto trabalhado e todos saíram daquela palestra sabedores que devemos ter plena consciência em relação as nossas atitudes e que devemos fazer tudo no determinado tempo correto, sem ultrapassar etapas da vida.

Aos alunos era explicado o objetivo do trabalho, justificando a importância de sua participação para a compreensão da problemática vivenciada por eles; a sua contribuição para a reorientação oferecida a esta unidade escolar. Esclarecemos que o estudo cuidaria do sigilo necessário e não identificação dos participantes bem como a liberdade de decisão em participarem ou não do programa.

Os alunos participaram assiduamente do projeto, onde todos tiveram um bom desempenho em relação ao desenvolvimento dos trabalhos. Os alunos procuraram entender todos os fatores relacionados sobre os gêneros sexuais, sendo que passaram, a saber, respeitar as pessoas, independentemente da escolha sexual.

As justificativas dadas pelos discentes que não participaram das atividades de pesquisa foram: outros compromissos ou ocupações ou por não se sentirem com disposição para colaborar, medo, receio da sociedade, vergonha entre outros. Com os que aceitaram participar, foram realizadas entrevistas informais estabelecendo-se assim um relacionamento interpessoal após, o qual se realizava as entrevistas focalizadas, orientadas pelo roteiro flexível, previamente elaborado e avaliado através de plano piloto, com vistas à obtenção dos dados significativos para a compreensão da temática em questão.

Alunos que participaram da palestra sobre gêneros sexuais com psicólogo. Fonte: Dados da pesquisa
Figura 1 – Alunos que participaram da palestra sobre gêneros sexuais com psicólogo. Fonte: Dados da pesquisa

Considerações

A escola é uma importante instância social de transformação da sociedade, assim não pode deixar de assumir sua responsabilidade acerca da construção das identidades de gênero. Com este estudo busquei investigar as relações de gênero na prática educativa na Escola Municipal Nova Nazaré no município de Nova Nazaré. Para tanto foi necessário analisar alguns conceitos associados a questões de gênero na escola, buscando-se perceber a postura de alunos e professores em sala de aula. Sendo possível discutir pressupostos relacionados à discriminação e preconceito, igualdade de gênero e padrões de comportamento.

Segundo Carmen Mariano (2014, p. 9);

A unidade escolar é uma instituição da sociedade, sendo assim, em seu cotidiano estarão presentes as virtudes e mazelas produzidas e reproduzidas por essa mesma sociedade. Mas, devemos pensar a escola como uma pista de mão dupla: ela é influenciada pelos valores da sociedade, mas ao mesmo tempo, a escola tem influência diretamente na construção de valores contidos na sociedade, contribuindo para suas transformações. Ao identificarmos o cenário de discriminações e preconceitos, por exemplo, nas questões de gênero e sexualidade, vemos no espaço da escola as possibilidades de peculiar contribuição para alteração desse quadro, bem como para redução das desigualdades existente entre os estudantes.

É papel da escola, assumir um posicionamento acerca da formação dessas identidades, principalmente no intuito de desmistificar essa diferenciação, problematizando se essas características ditas naturais são realmente inatas ou social e historicamente construídas. Ao tomar uma postura neutra, ela acaba contribuindo para o aumento da bipolarização entre homens e mulheres, o que é visível quando se percebe como meninos e meninas se identificam e diferenciam-se do sexo oposto.

Na escola, campo do estudo foi possível perceber que a maioria das professores entende as relações de gênero como prerrogativas específicas de homens e de mulheres e que estas perpassam por questões de afinidade, porém é relevante observar que na prática ainda existem, na escola, professores que não possuem ideias formadas acerca destas relações o que dificulta uma reflexão por parte das mesmas sobre o assunto e sobre sua própria prática. Na maior parte das salas as professoras buscam trabalhar com a igualdade e equidade mostrando que homens e mulheres têm igual valor, visto que todos são seres humanos.

Porém alguns educadores embora saibam o que significam as relações de gênero e terem em seus discursos a defesa da diminuição dos preconceitos, ainda legitimam a atribuição de papéis específicos a cada sexo a través de palavras e comparações. No que tange a sexualidade, as professoras expressaram que este termo está ligado às formas de prazer e que é inerente ao ser humano, apontando também para o sentido mais amplo do termo, sendo a sexualidade dada nas várias fases da vida, acompanhando o ser humano continuamente.

Diante das manifestações de sexualidade na sala de aula, notamos que as professoras agem naturalmente, buscando no diálogo a principal ferramenta utilizada para orientar as crianças, principalmente, acerca do respeito à orientação sexual de cada um. Observamos ainda que não exista uma diferenciação entre meninos e menina nos momentos de lazer, exceto nos jogos de futebol proporcionados nas aulas de educação física.

É importante salientar que a escola como transmissora e produtora do saber social tem uma grande importância na construção da cidadania, pois esta é fundamental na mudança da concepção a respeito da igualdade entre os sexos e determinante na forma como os conteúdos sociais serão absorvidos pela criança, que por sua vez representa a renovação da sociedade.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: pluralidade cultural, orientação sexual. Brasília, DF: MEC/SEF, 1997.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ciências Naturais/Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998.

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União. Brasília, DF, 20 dez. 1996. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/tvescola/leis/lein9394.pdf. Acesso em: 17 mar. 2015.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Acultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília, DF. Out. 2015.

MARIANO, Carmen. L. S. Sexualidade no cotidiano escolar. 2014, p. 9-11.

SALES, Adriana. Sexualidade: História diversidade e discriminação. 2014, p. 4.

Sexualidade e afetividade na escola. Revista Presença Pedagógica, julho/agosto/ 2013, págs. 49 a 55, Aratangy, Claudia, Claudia Aratangy; Altmann Helena, Helena Altmann; Vilela, Helena Maria, Maria Helena Vilela.

SOUZA, Leonardo Lemos. Gênero no cotidiano escolar. 2014, p. 7.

ROSA, Alcindo Jose. Sexualidade: Saúde e direitos reprodutivos. 2014, p. 12.

[1] Graduação em andamento em Matemática Centro Universitário Claretiano de Batatais, CEUCLAR, Brasil. Graduação em Química. Faculdade Cidade João Pinheiro, FCJP, Brasil.

[2] Graduação em Pedagogia, mestrado em Educação e Especialização em Educação a Distância, pela UFMT. Doutorado em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FE-USP).

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