Inclusão Escolar Para Portadores De Dislexia [1]

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PEREIRA, Fátima Luciana [2]

PEREIRA, Fátima Luciana. Inclusão Escolar Para Portadores De Dislexia. Revista Cientifica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 08, Vol. 03. pp. 05-15, Agosto de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

A temática apresentada é de relevância para elucidar e analisar a inclusão escolar de disléxicos.  Objetivou-se através desta analisar a dislexia e os métodos de inclusão dos portadores desta em sala de aula. Sendo assim foram analisadas a dislexia e suas especificações, o funcionamento do processo de inclusão escolar, os métodos de ensino aplicados aos disléxicos e as maiores dificuldades no processo ensino aprendizagem. O presente estudo foi realizado por meio de revisão literária de forma exploratória e qualitativa. Foram realizadas buscas em livros, artigos científicos, monografias, revistas e jornais. Ressaltou-se a importância da inclusão escolar, destacando-se a inclusão dos disléxicos, assim como suas especificações, diferentes formas e metodologias de ensino. Deste modo, para o profissional da educação é importante conhecer as diferentes formas de ensino inclusivas, já que estas serão utilizadas em sala de aula.

Palavras-chave: Inclusão, Educação Inclusiva, Dislexia.

1 INTRODUÇÃO

A dislexia pode ser definida, segundo Lanhez e Nico (2002), como um transtorno na fala e leitura, escrita e ortografia, que possui origem neurológica, é hereditário e congênito, podendo ser minimizado com o tratamento. Este distúrbio de aprendizagem, leva a dificuldades, principalmente na leitura. Os primeiros sinais são percebidos pelo professor e pela família, que devem encaminhar a criança ao especialista para que esta receba tratamento adequado.

Os portadores de necessidades especiais têm direito a educação pública gratuita, em salas do ensino regular, garantidas pela legislação. Esse processo se dá por meio da inclusão, que consiste em acolher e tratar de maneira igualitária todo aluno, sem fazer distinção. No caso dos disléxicos, a metodologia de trabalho deve ser diferenciada, as avaliações podem ser escritas ou orais, as atividades devem ser mais lúdicas, principalmente as que dizem respeito a leitura. Os pais do portador de tal transtorno possuem papel fundamental no processo de ensino aprendizagem.

Nem sempre o processo de inclusão escolar é fácil. De acordo com Borba e Braggio (2016), ensinar alunos que possuem distúrbios de aprendizagem requer paciência por parte dos professores, que muitas vezes não receberam capacitação adequada, desta forma enfrentando diversos desafios durante a inclusão. O respeito também deve ser trabalhado em ambiente escolar para que o processo de inclusão seja efetivo e os alunos portadores de distúrbios não sejam discriminados.

Deste modo, a inclusão depende de uma série de fatores, mas principalmente da união de todos os membros que convivem efetivamente com o disléxico. A família como incentivadora, a direção e os funcionários como apoiadores e colaboradores e o professor como educador e desconstrutor do preconceito em sala de aula, incentivando tanto o aluno quando os colegas a interagirem conjuntamente em metodologias de ensino que tornem o ensino aprendizagem mais tranquilo para o disléxico.

2 DISLEXIA

Um dos distúrbios de aprendizagem mais comumente presentes em sala de aula é a dislexia. Para Lanhez e Nico (2002) a dislexia é congênita e hereditária, de origem neurológica e que acompanha o indivíduo por toda a vida, podendo ser minimizada com tratamento adequado. A definição específica, de acordo com o DSM-IV, é de um distúrbio de aprendizagem, caracterizado por dificuldades na capacidade de leitura e escrita, sendo essas, inferiores ao esperado ao nível cognitivo da presente idade cronológica do indivíduo. Atualmente, a definição mais aceita é a da Associação Brasileira de Dislexia (2003):

“Dislexia é uma dificuldade de aprendizagem de origem neurológica. É caracterizada pela dificuldade com fluência correta na leitura e por dificuldade na habilidade de decodificação e soletração. Essas dificuldades resultam tipicamente do déficit no componente fonológico da linguagem que é inesperado em relação a outras habilidades cognitivas consideradas na faixa etária.” (ABD, 2003)

O papel do professor é fundamental no auxílio ao diagnóstico da dislexia, já que este não é tão simples quanto parece. Segundo Farrell (2008) o disléxico apresenta dificuldades na leitura, na ortografia e na escrita, podendo estar presentes de maneira isolada ou em conjunto. Deste modo, o aluno pode apresentar exclusivamente dificuldade na leitura, ou na ortografia, ou na escrita, assim como, pode apresentar dificuldades em todas elas ao mesmo tempo.

De acordo com o autor supracitado, outro fator que dificulta o diagnóstico é o fato das características citadas anteriormente não serem únicas, podendo estar associadas a identificar ou avaliar os fatores associados a leitura, ortografia e escrita. Além disso, podem estar associadas a fatores causais, como dificuldades fonológicas e da percepção auditiva, dificuldades de memória e sequência, dificuldades da coordenação motora e dificuldades da percepção visual.

Para Gomes e Nogueira (2011) o maior problema no diagnóstico é determinar a qualidade da leitura e da escrita, pois estas podem estar relacionadas a imaturidade da criança e não necessariamente a um distúrbio de aprendizagem. Para um diagnóstico preciso, é necessário observar a presença de falha nos fonemas e grafemas. Para isso, é necessário a participação de profissionais e da família para chegar ao diagnostico conclusivo.

“Podemos considerar que as dificuldades referentes á dislexia podem ser relacionadas ou não a possíveis aspectos biológicos (cerebral), hereditários, influências ambientais (domestico/escolar), o que significa que a escola, os profissionais da educação e a família deverão investigar as causas da dificuldade de aprendizagem do estudante e planejar estratégias pedagógicas que possam ajudá-lo em seu desenvolvimento.” (GOMES E NOGUEIRA, 2011, P.28)

Deste modo, a escola apresenta um papel decisivo para que o aluno disléxico receba o tratamento o mais precocemente possível, já que dessa forma o prognostico torna-se mais favorável e a aprendizagem mais significativa. A escola, em união com a família, observa os indícios da dislexia e encaminha o aluno para os especialistas, que firmam o diagnóstico e indicam o tratamento mais adequado.

3 INCLUSÃO DO DISLÉXICO EM AMBIENTE ESCOLAR

A inclusão em ambiente escolar é indispensável para o melhor desenvolvimento do disléxico. Pode-se definir como inclusão escolar, de acordo com Gomes e Nogueira (2011), o processo pelo qual todos são acolhidos e atendidos independente de suas diferenças físicas, sociais, culturais e de eventuais dificuldades de aprendizagem.

A educação inclusiva foi citada pela primeira vez em 1994, em Salamanca, na Espanha, durante a Conferência Mundial de Educação Especial. Nesta ocasião foi redigida e Declaração de Salamanca, que tem papel crucial no processo de inclusão, tanta para portadores de deficiência quanto para portadores de distúrbios de aprendizagem. Por meio dessa fica assegurado o direito, dos portadores de necessidades especiais, a educação e as condições necessárias para a aprendizagem.

“Toda criança tem direito fundamental à educação, e deve ser dada a oportunidade de atingir e manter o nível adequado de aprendizagem,

Toda criança possui características, interesses, habilidades e necessidades de aprendizagem que são únicas,

Sistemas educacionais deveriam ser designados e programas educacionais deveriam ser implementados no sentido de se levar em conta a vasta diversidade de tais características e necessidades,

Aqueles com necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, que deveria acomodá-los dentro de uma Pedagogia centrada na criança, capaz de satisfazer a tais necessidades”. (DECLARAÇÃO DE SALAMANCA, 1994)

O processo de inclusão em ambiente escolar é determinado por meio da lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, conhecida por lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB. Esta lei, por meio de seu artigo terceiro, garanto que o ensino deve ser igualitário e apresentar as condições necessárias para permanência do aluno, de maneira individual, na escola. Sendo assim, todos os alunos, inclusive aqueles que apresentam dificuldades de aprendizagem, tem direito a educação pública, e a utilização de métodos que os auxilie no processo de ensino aprendizagem.

Posteriormente, foi criado o Decreto nº 7.611, em 17 de novembro de 2011, que dispõe exclusivamente sobre a educação especial. Esta determina que o estado tem por dever garantir um sistema educacional inclusivo e igualitário, assegurando as adaptações necessárias, prestando apoio e criando medidas que maximizem a aprendizagem dos alunos. Por meio desta, fica garantido também a capacitação de professores e a disponibilização de recursos por meio do estado.

Para Rocha et. Al (2009), mesmo sendo assegurada por meio de leis e decretos, a educação inclusiva ainda é um desafio. Para que todos os alunos tenham condições para a aprender, é necessário, não apenas a capacitação dos educadores, mas também, de todos os funcionários da escola, pois a mesma precisará passar por modificações muitas vezes em sua estrutura física e metodológica. Além disso, para que o tratamento seja igualitário, há uma necessidade de se trabalhar a importância do respeito no processo de inclusão.

De acordo com o autor supracitado, a família e o modo como ela trata o aluno disléxico é de extrema importância para o processo de inclusão educacional. Quando os pais tratam o disléxico como incapaz de aprender, isso ocasiona uma baixa estima que influi negativamente no processo de aprendizagem. Já quando os pais apoiam o disléxico e o auxiliam com as metodologias adequadas de ensino, o mesmo se sente capacitado a aprender e o processo ensino aprendizagem por meio do reforço positivo é maximizado.

Para facilitar o processo de aprendizagem do aluno com dislexia, Borba e Braggio (2016), afirmam que a metodologia adotada precisa ser especifica para tal transtorno. As atividades e avaliações devem ser feitos em letras simples e sem a utilização de textos científicos, antes do início de uma avaliação escrita, o professor deverá ler a prova em voz alta para o aluno e o auxiliar a compreender o que foi perguntado nas questões, o aluno receberá uma folha em branco para redigir suas respostas com mais facilidade. Em alguns casos, para o melhor rendimento do aluno, o professor deverá optar pela prova oral, onde o aluno conta em conversa com o professor aquilo que entende sobre o assunto.

Ainda segundo o autor supracitado, o disléxico realiza tarefas de leitura e escrita com mais lentidão, portanto necessita de mais tempo para a prova. Uma opção que pode ser adotada, é a realização da prova em outro ambiente, como por exemplo na biblioteca. Outra metodologia frequentemente adotada, é a substituição de textos por imagens que tenham o mesmo significado, e assim possam facilitar o entendimento do aluno. Para melhor avaliação do rendimento escolar do disléxico, podem ser realizadas um maior número de avaliações. Além disso, ao corrigir as respostas, o professor deve levar em consideração o que o aluno quis dizer em cada resposta, antes de avaliar as questões pela resposta escrita, devem perguntar ao aluno sobre o tema e analisar o conhecimento do mesmo sobre o assunto, e então, nesse contexto, avaliar conjuntamente o aluno.

Os alunos disléxicos, mesmo apresentando dificuldades, conseguem se desenvolver academicamente. Estes são capazes realizar as atividades tanto individuais quanto em grupo, possuindo maior facilidade em atividades orais e artísticas.

4 PRINCIPAIS DIFICULDADES NO PROCESSO

Durante o processo de inclusão do aluno disléxico, surgem eventuais dificuldades. Dentre estas, a principal é a dificuldade para a leitura. Segundo Santos e Braga (2016), a leitura depende da fonação e formação das palavras, por isso, recomenda-se que a criança, desde os anos escolares iniciais, seja estimulada a pronunciar palavras pequenas, depois palavras maiores, soletração e memorização de palavras. Dando seguimento a esses passos, a criança será estimulada a leitura em voz alta até que esteja preparada para a leitura silenciosa e começa então a pratica-la. É importante, que tanto os pais, quanto o professor, utilizem do recurso do reforço positivo durante esse processo.

Para Leal (2006), a leitura é dividida em três pilares essenciais: “Determinação do nível de desenvolvimento e consciência fonêmica; trabalho escolar e monitoramento dos progressos”. Utilizando desses recursos, primeiro é feito o planejamento da leitura de acordo com a idade da criança, em seguida este é colocado em prática, utilizando dos mais diversos recursos lúdicos, como por exemplo, instigando a criatividade e imaginação ao olhar apenas o título e ilustrações de um livro criar a história e o desfecho, o que cria uma curiosidade em descobrir se a história realmente será assim e incentiva a leitura, por fim, de acordo com a evolução, os recursos metodológicos vão sendo ampliados, como leitura cantada, por exemplo.

Outra dificuldade enfrentada pelos disléxicos neste processo é a descriminação dos colegas por meio de zombarias. Rocha et. al (2009), afirma que neste ponto, com simples atitudes, o professor consegue minimizar essa situação, medidas como não solicitar que o aluno leia em voz alta na frente da turma, elogiar o aluno quando o mesmo conclui uma atividade e não solicitar que este realize atividades no quadro quando estas estão entre aquelas em que o aluno apresenta dificuldade. Além disso, segundo Moreira (2014), o professor precisa saber que o aluno é portador deste distúrbio de aprendizagem, mas, contar aos colegas ou não é uma opção do aluno, e o mesmo deve escolher o que lhe deixar mais confortável.

Ainda não existe nenhum decreto na legislação especifico ao portador de dislexia, portanto, não é garantido a este, por lei, o direito a um professor de apoio. Este fato, muitas vezes gera insegurança do professor do ensino regular em relação a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem.

Segundo Borba e Braggio (2016), os professores enfrentam diversos desafios durante a inclusão, alguns por falta de capacitação. Lidar com alunos portadores de dificuldades de aprendizagem requer paciência, cada aluno possui suas limitações e individualidades, e por isso, apenas a convivência com o aluno facilita o processo. De acordo com os autores, existem algumas dificuldades principais que serão citadas logo abaixo.

“Não há receita para trabalhar com alunos disléxicos. Assim, é preciso mais tempo e mais ocasiões para a troca de informações sobre os alunos, planejamento de atividades e elaboração de instrumentais de avaliação específicos;

Relutância inicial (ou dificuldade) por parte de alguns professores para separar o comportamento do aluno disléxico das suas dificuldades;

Receio do professor em relação às normas burocráticas, aos companheiros de trabalho, aos colegas do aluno disléxico, familiares, etc.;

Angústia do professor em relação ao nível de aprendizado do aluno e às suas condições para enfrentar o vestibular;

Tempo necessário para cada professor percorrer a sua trajetória pessoal em relação a esta questão.” (BORBA E BRAGGIO, 2016, p.3)

Conforme o convívio com os alunos disléxicos vai aumentando, o professor aprende a melhor maneira e os métodos mais efetivos para lidar com cada um de modo individual. Sendo assim, além dos cursos de capacitação, a prática é a melhor forma de capacitar o professor para a inclusão. A forma como toda a escola lida com a inclusão também influi significativamente, é necessário o apoio de funcionários, direção e supervisão, professores e alunos para que a inclusão escolar funcione de maneira efetiva.

5 CONCLUSÃO

Por meio dessa revisão, fica evidente a presença da inclusão escolar para alunos com transtornos de aprendizagem. Os alunos portadores de dislexia, embora este seja um distúrbio genético, quando recebem tratamento adequado, tem plenas condições de frequentar uma sala de aula do ensino regular.

Sendo assim, o direito a inclusão é assegurado pela legislação e cabe ao estado capacitar professores e disponibilizar matérias para as adaptações necessárias. Para que o processo de inclusão seja efetivo é necessária a união entre a família do aluno, os professores, diretor e vice, supervisores e funcionários da escola. Além disso, a família tem papel fundamental no auxilio e incentivo do disléxico. Todos estes precedentes sendo seguidos, o portador de dislexia tem plenas condições de frequentar a escola regular e ter um bom aproveitamento.

REFERÊNCIAS

Associação Brasileira de Dislexia. Definição de dislexia elaborada em 2003 pela International Dyslexia Association. Disponível em: http://www.dislexia.org.br/

BORBA, Ana Luiza; BRAGGIO, Mario Ângelo. Como interagir com o disléxico em sala de aula. 2016. Disponível em: <http://www.dislexia.org.br/como-interagir-com-o-dislexico-em-sala-de-aula/>. Acesso em: 20 ago. 2017

DECLARAÇÃO DE SALAMANCA. 1994. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf>. Acesso em: 23 mar. 2017.

DSM – IV – TR Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. 4ª ed. Revisão e tradução: Dornelles C. Porto Alegre:Artes Médicas;1995.

FARRELL, M. Dislexia e outras dificuldades de aprendizagem específicas: guia do professor. Tradução Mari Adriana Veríssimo Veronese. Porto Alegre: Artmed, 2008. 104 p.

GOMES, Rilda Antônia; NOGUEIRA, Cleia Alves. Inclusão do estudante disléxico no contexto escolar. 2011. Disponível em: <http://bdm.unb.br/bitstream/10483/2931/1/2011_RildaAntoniaGomes.pdf>. Acesso em: 08 out. 2017.

Ianhez ME; Nico MA. Nem sempre é o que parece: como enfrentar a dislexia e os fracassos escolares. Rio de Janeiro:Elsevier;2002

LEAL, Liene Martha. Transformando um aluno disléxico em um leitor competente.2006. Disponível em: < http://leg.ufpi.br/subsiteFiles/ppged/arquivos/files/eventos/2006.gt4/GT4_2006_05.PDF>. Acesso em: 12 ago. 2017.

Lei nº 9.394, de 9 de dezembro de 1996, MEC, Brasília, 2015

Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, MEC, Brasília, 2015

MOREIRA, Camila. Como lidar com a dislexia na escola. 2014. Disponível em: <https://cmoreira2.jusbrasil.com.br/artigos/121808739/como-lidar-com-a-dislexia-na-escola>. Acesso em: 25 ago. 2017.

ROCHA, Maria Angélica Moreira et al. DISLEXIA: ATITUDES DE INCLUSÃO. Revista Psicopedagogia, Salvador, v. 26, n. 80, p.242-253, 2009.

SANTOS, Greyce Hellen; BRAGA, Diana Sampaio. INCLUSÃO E PRÁTICAS DE ENSINO PARA ALUNOS COM DISLEXIA. Ii Congresso Internacional de Educação Inclusiva, Campo Grande, v. 2, n. 1, p.1-12, nov. 2016.

[1] Trabalho apresentado na Faculdade De Ciências De Wenceslau Braz-FACIBRA

[2] Professora

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