Estudo das teorias da aprendizagem para aplicação ao ensino dos cursos de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC)

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MARMACHUK, Marcia Cristina [1]

BROCCO, Camila Izabela Gonçalves [2]

MARMACHUK, Marcia Cristina; BROCCO, Camila Izabela Gonçalves. Estudo das teorias da aprendizagem para aplicação ao ensino dos cursos de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 1. Vol. 11. pp 232-245. , dezembro de 2016. ISSN: 2448-0959.

RESUMO

Considerando o baixo número de alunos que consegue chegar ao final e concluir os cursos de Tecnologia, este documento apresentará, baseado em pesquisas bibliográficas e em artigos científicos, um resumo de algumas das principais teorias de aprendizagem. Os autores escolhidos para este documento são: Jean Piaget, Lev Vygostsky, David Ausubel e Howard Gardner. Será abordado aqui os principais tópicos de cada um deles, evidenciando algumas equivalências e a possibilidade de combinações entre elas. Este resumo poderá ser utilizado para aplicação nas disciplinas dos cursos de ensino superior. Este procedimento permitirá a possibilidade de novas perspectivas para o seu cotidiano escolar, esse novo conceito poderá ampliar a visão do professor e permitindo uma aplicação eficiente na orientação individual e até mesma coletiva, pois a combinação de pelo menos dois conceitos diferente entre os autores pode levar a uma infinidade de possibilidades e novas aplicações, quebrando paradigmas educacionais. O intuito deste material é ajudar os professores a encontrarem novas práticas de construção de conhecimento para seus alunos, permitindo que o prazer em aprender seja uma para aqueles que encontram mais dificuldade no aprendizado.

Palavras chave: Educação. Ciência. Tecnologia. Teoria da aprendizagem

1 INTRODUÇÃO

Com a rápida expansão da tecnologia da informação, tem-se observado a escassez de mão de obra qualificada nesta área.  O Brasil tem ainda um amplo e vasto caminho de crescimento tecnológico, o que leva a acreditar que o setor precisará de muitos profissionais nos próximos anos.

Um levantamento feito pelo sindicato das entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (GLOBO, 2012, P. 1), mostra que a cada três alunos que entram no curso de Sistemas de Informação, apenas um recebe o diploma.

De acordo com o que será explorado neste artigo, dois dos fatores causadores desta evasão são: a falta de motivação e a dificuldade no aprendizado, tendo em vista a complexidade das disciplinas em tecnologia da informação.

  • Diante deste fato o objetivo principal deste artigo é apresentar um documento contendo um resumo de algumas metodologias já existentes e a possibilidade de aplicação destas para o curso de TIC.
  • Para este levantamento será preciso analisar algumas metodologias, comparar e identificar pontos que possam ser utilizadas pelos professores de forma objetiva, respeitando os pilares de cada autor estudado.
  • Para isso, este documento responderá a seguinte pergunta. Quais conceitos dentre as metodologias podem servir de base para os professores e os auxilie no processo de construção do conhecimento de seus alunos, de forma a atingir com eficiência uma maioria de estudantes inscritos em cursos de tecnologia da informação?
  • Está pesquisa é de grande importância para que professores possam encontrar métodos e conceitos de aprendizagem para aqueles alunos com maior dificuldade de aprendizagem e que buscam a orientação individual de seus professores para alcançar o conhecimento e a motivação necessária para seguir em frente.

Presume-se que, se os professores, pudessem ter a mão, um documento resumido de teorias e outros métodos de ensino, que lhes apresentasse um pouco sobre a diversidade de pessoas, do cognitivo e de como a mente funciona enquanto constrói um conhecimento, isso poderia fazer a diferença durante as orientações, tanto para o professor, como para o aluno que busca sanar suas dúvidas e seguir em frente com o curso escolhido.

É claro que para aprofundar-se e tornar-se um especialista em teoria da aprendizagem, seria necessário estudar também outras áreas como, psicologia, biologia, filosofia, história, arte e até de medicina. Porém, vamos nos limitar apenas ao estudo voltado para construção do conhecimento em sala de aula mostrando um breve relato de teorias e metodologias de ensino que os auxilie no decorrer do semestre.

2 RESUMO ENTRE AS TEORIAS

Para o desenvolvimento deste trabalho será apresentado primeiro a metodologia e um resumo sintetizado de quatro autores: Jean Piaget que pesquisou sobre o construtivismo psicogenético, ele trata a origem, as gênesis do conhecimento humano; Lev Vygotsky que estudou o Sociointeracionismos e onde defende que a história e a cultura também auxiliam o conhecimento; David Ausubel que explorou a aprendizagem significativa e defende que a afetiva, o prazer em aprender são opções relevantes para o crescimento intelectual e por último; Howard Gardner que escreveu e catalogou as Inteligências múltiplas, nos orientando que, cada indivíduo tem sua forma predominante de aprendizado.

  • Jean William Fritz Piaget – Foi um epistemólogosuíço, considerado um dos mais importantes pensadores do século XX. Nasceu em Neuchâtel, no dia 9 de agosto de 1896  e morreu em Genebra, no dia 16 de setembro de 1980.

Conforme está registrado no dicionário Online, a psicogênese (do grego psyché, alma; gênesis, origem) é a parte da psicologia que se ocupa em estudar a origem e o desenvolvimento dos processos mentais, das funções psíquicas que podem causar uma alteração no comportamento.

A psicogenética estuda o desenvolvimento das funções da mente, desde o momento do nascimento do indivíduo.

O filósofo e biólogo suíço Jean Piaget procura explicar o modo pelo qual o homem alcança o conhecimento, considerando que o conhecimento é o que nos diferencia das demais espécies.

A Teoria Piagetiana, destaca que o desenvolvimento intelectual passa por quatro etapas. A primeira etapa inicia-se ao nascer, período chamado de sensoriomotor (de 0 a 2 anos), subdivide-se por idade, até alcançar o período chamado operacional formal (de 12 a 16 anos).

Dentro destas etapas reconhecemos alguns conceitos que fazem parte da construção do conhecimento de Piaget.

  1. A hereditariedade que é considerada uma herança genética.
  2. A experiência para construção da inteligência.
  3. A acomodação e adaptação que faz um paralelo do pensamento (imaginação) com o mundo real.
  4. O associacionismo ou assimilação; que é a necessidade de lógica do indivíduo.
  5. Piaget também cita a importância da afetividade, fazendo uma relação com o cognitivo.

Segundo Piaget, citado por (NOGUEIRA, 2012, p.40) a adaptação intelectual é o equilíbrio entre a assimilação da experiência às estruturas mentais dedutivas e a acomodação dessas estruturas aos dados da experiência.

Subentende-se que, a inteligência vai se desenvolvendo no indivíduo à medida que vamos interagindo com o mundo, desde o momento do nascimento.

Neste conceito é possível entender um o ditado que diz:  “Vivendo e aprendendo”.

Porém esse aprendizado é gradativo pois depende sempre do que já aprendemos, do que já temos acomodado em nossas estruturas mentais, como buscamos essas informações e a forma como utilizamos esse conhecimento em nossas vidas.

Esse processo de acomodação, adaptação e de como utilizar os objetos externos e internos acumulados em nossa experiência mais, a estrutura cognitiva adquirida geneticamente nos permite evoluir intelectualmente por toda a vida.

  • Lev Semenovitch Vygotsky – Foi um professor de literatura bielorrusso bastante interessado em psicologia. Nasceu em Orsha no dia 17 de novembro de 1896 e morreu em Moscou no dia 11 de junho de 1934.

Vygotsky buscava compreender e sintetizar os processos psicológicos superiores que são a capacidade de planejar, imaginar e memorizar (origem mental e cerebral); e os processos elementares que são as reações automáticas, reflexos e simples associações (origem biológica).

Alguns dos pilares que se baseiam suas pesquisas são:

  1. O Ser humano como um ser biológico;

Toda bios (vida) tem suas características básicas para o grupo à qual pertence e o seu desenvolvimento acontece de acordo com as limitações deste grupo, isso inclui os processos psicológicos superiores, que são neste caso, os processos da mente humana pois a mente é bastante ativa e de grande plasticidade, podendo ser moldada ao longo da vida. O que nos diferencia de outras formas de vida.

  1. O ser humano como ser Social;

O Ser social relaciona-se com outros indivíduos e com o mundo exterior transformando-se de biológico em sócio histórico tornando assim a cultura uma parte essencial para a construção do conhecimento e da constituição da natureza humana.

O ser humano cresce em um ambiente social e a interação com outras pessoas é essencial a seu desenvolvimento. (OLIVEIRA, 2001. p. 57)

  1. A relação Biológica e social do homem acontece por meio de símbolos criando assim a relação Mediadora aonde os símbolos são os elementos que fazem a ponte entre o que o já temos de biológico mais o que estamos vendo, vivendo ou experienciando, criando assim um novo conhecimento.

Para entender o processo mental superior, podemos imaginar uma situação onde o indivíduo tenha que tomar uma decisão, para isso ele precisa escolher entre uma, duas ou mais opções. Isso é um comportamento psicológico superior, a tomada de decisão, baseada em seu conhecimento e suas experiências a qual levou o indivíduo a utilizar-se de um comportamento voluntário e intencional.

Vygotsky trabalha também com a função mediadora dos instrumentos e dos signos na atividade humana. (OLIVEIRA, 2011. p. 34)

Os instrumentos são elementos externos ao indivíduo que fazem uma intervenção durante o processo de aprendizagem. Esses instrumentos são os agentes mediadores que permitem ao homem realizar tarefas que exigem uma situação de lembra, recordar alguma coisa ou que precise de atenção e concentração para realização da tarefa.

Porém não obterá benefícios o indivíduo que não tenha uma informação prévia sobre o assunto ou sobre o instrumento mediador que esteja sendo utilizado.

Importante considerar também que o adulto, tendo em vista seu nível maior de conhecimento, consegue produzir resultados mediados internamente, sem a necessidade de signos externos visíveis já que esse processo já foi treinado e está internamente gravado em suas representações mentais. O aprendizado adulto torna-se uma função psicológica consolidada pelo indivíduo pois os processos, já consolidados na mente, não precisam de ação externa.

Outra observação de Vygotsky (OLIVEIRA, 2011. p. 65) é que “a imitação é uma reconstrução individual de uma ação observada em outros indivíduos”.

  • David Paul Ausubel – Foi um psicólogo da educação estadunidense. Nasceu em Nova Iorque, EUA no dia 25 de outubro de 1918 e morreu no dia 09 de julho de 2008.

O prazer e a alegria são as grandes forças que nos levam a aprender. (DIMESNTEIN, 2008, p.114) apud (MEYER, 2012. p. 32).

Ausubel propõe que os conhecimentos prévios dos alunos sejam valorizados para que possam construir estruturas mentais que permitem descobrir e redescobrir outros conhecimentos, caracterizando assim, uma aprendizagem prazerosa e eficaz. PELIZZARI et al. (2002. p. 37)

Para Ausubel apud (NASCIMENTO, 2014. p. 54). “Todo aluno pode aprender um conteúdo se ele possuir conceitos relevantes em sua estrutura cognitiva e apresentar uma predisposição para a aprendizagem”.

A aprendizagem é muito mais significativa à medida que o novo conteúdo é incorporado às estruturas de conhecimento de um aluno e adquire significado para ele a partir da relação com seu conhecimento prévio. PELIZZARI et al. (2002. p. 38)

Quando o conteúdo escolar a ser aprendido não consegue ligar-se a algo já conhecido, ocorre o que Ausubel chama de aprendizagem mecânica, ou seja, quando as novas informações são aprendidas sem interagir com conceitos relevantes existentes na estrutura cognitiva. Assim a pessoa decora fórmulas, leis e regras pré-definidas, mas, após sua utilização para o fim ao qual foi decorado, a informação e esquecida. NASCIMENTO et al. (2014. p. 54).

Para haver aprendizagem significativa são necessárias três condições:

  1. O aluno precisa ter disposição para aprender.
  2. O conteúdo tem que ter potencial significativo, ou seja, ele tem que ser uma informação lógica e psicologicamente significativo:
  3. Cada aprendiz faz uma filtragem dos conteúdos que tem significado ou não para si próprio.

Porém, conforme orienta Ausubel “a aprendizagem significativa e a mecânica não constituem uma oposição entre si”. Ambas podem aparecer durante o mesmo processo de ensino e aprendizagem. NASCIMENTO et al. (2014. p. 54).

  • Howard Gardner – é um psicólogo cognitivo e educacional estadunidense, ligado à Universidade de Harvard e conhecido em especial pela sua teoria das inteligências múltiplas. Nasceu em Nova Iorque, EUA no dia 11 de julho de 1943.

Primeiramente sua teoria não tinha um foco educacional, mas acabou sendo direcionado para este objetivo.

Gardner recebeu muitas críticas sobre sua teoria, uma delas é “crítica a uma visão fragmentada da cognição” (SILVA, 2015, p. 9).

Porém em seu livro “Inteligências Múltiplas ao redor do mundo”, é possível validar a utilização desta teoria nas escolas em diversos países.

Entre suas pesquisas o autor utilizou-se de alguns critérios para levantamento das inteligências e afirma que esses critérios são a característica mais importante da Inteligências Múltiplas.

Em relação às inteligências, oito foram postuladas em sua pesquisa e são explicadas em seu livro, “Estruturas da mente: A teoria das inteligências Múltiplas”, que são: Inteligência Linguística, lógico-matemática, a musical, a espacial, a corporal-cenestésica, a interpessoal, intrapessoal e naturalista.

Pode-se entender que todas as pessoas possuem um pouco de cada uma destas características, porém haverá sempre uma ou duas delas que será destaque em um indivíduo e estará muito mais desenvolvida nesta pessoa.

Por ser a característica predileta para o indivíduo, esta habilidade sempre trará mais prazer e fluirá com muita facilidade pelo seu cognitivo e suas estruturas mentais, podendo ser acomodadas na mente e utilizadas para adquirir mais conhecimento.

 

  • Comparando as metodologias podemos observar características e pontos muito comuns entre essas quatro teorias apresentadas.

Uma das características que se encontra presente nas quatro teorias estudadas é a atividade lúdica, esta contribui poderosamente no desenvolvimento pois, ao buscar uma afinidade entre o que se aprende e o que quer aprender, estaríamos nos utilizando de: inteligência, motricidade, sociabilidade e afetividade, sendo que a última nos traz a energia necessária para construção do conhecimento.

Tanto para Vygotsky como para Piaget, “O desenvolvimento não é linear, mas evolutivo e, nesse trajeto, a imaginação se desenvolve”. Uma vez que a criança brinca e desenvolve a capacidade para determinado tipo de conhecimento, ela dificilmente perde esta capacidade. É com a formação de conceitos que se dá a verdadeira aprendizagem e é no brincar que está um dos maiores espaços para a formação de conceitos. (DALLABONA, 2004. p. 3)

Ausubel também se beneficia desta mesma característica quando comenta sobre uma aprendizagem prazerosa e eficaz, e Gardner indiretamente acrescenta essa característica quando sugere utilizar as habilidades de cada ser individualmente, pois temos facilidade para aprender quando fazemos o que gostamos.

Outra característica interessante é a adaptação e acomodação do conhecimento encontrado nas teorias de Piaget, Vygotsky e Gardner.

Observando a tabela a baixo é possível ter uma visão dos pontos comuns entre as teorias estudadas.

Tabela 1 – Pontos comuns e equivalentes entre as teorias pesquisadas.

Piaget (Psicogenético) Vygotsky (sociointeracionismo) Ausubel (culturais) Gardner (psicológico)
Prazer em aprender IM
Hereditariedade  Experiências prévias Estruturas mentais (prévias) IM
Associacionismo Relações Mediadas Conteúdo lógico IM
Acomodação dos processos O Cérebro tem grande plasticidade Possuir Conceitos relevantes Vantagens Adaptativas da mente
Adaptação Gradativa É moldado ao longo da Vida Potencial intelectual
Afetividade Relações sociais IM
Aspectos Culturais IM
Funções Consolidadas na mente Possuir Conceitos relevantes IM
Imitação Aprendizagem Mecânica
Individualidade (filtragem) IM


2.1 METODOLOGIA

Para este trabalho foi utilizado recurso de pesquisa bibliográfica e realizada busca de informações em bibliografias, periódicos documentos, notícias e artigos científicos.

Inicialmente foram selecionadas algumas bibliografias direcionadas a construção do meu conhecimento sobre teoria da aprendizagem e a formação de Docentes.

Durante o andamento da pesquisa identificou-se pontos comuns entre as teorias, e semelhanças entre os conceitos. Esses pontos comuns foram analisados e comparados com os conceitos que se diferenciavam da maioria.

Juntando esses conceitos, comuns e não comuns encontramos possibilidades de aplicação do novo conceito.

A pesquisa estendeu-se durante todo o desenvolvimento do projeto, até a conclusão deste artigo.

Todos os objetos de pesquisa contribuíram direta e indiretamente para esse desenvolvimento, os objetos da pesquisa estão dispostos no campo “referências” deste trabalho e se dispõem em conhecer mais sobre as teorias, compará-las e encontrar os pontos convergentes que poderão contribuir para melhorar o entendimento da construção do conhecimento nas disciplinas dos cursos superiores de Tecnologia da Informação e comunicação.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Tendo em vista que existe poucos artigos que abordem o ensino de Tecnologia de informação, acredita-se que qualquer uma das quatro teorias citadas acima venha contribuir para fundamentar a prática docente.

Porém é necessário que elas sejam conhecidas pelos profissionais da educação e estes desenvolvam estratégias metodológicas que resultem em construção do conhecimento.

Essas teorias possuem um extenso e complexo conteúdo que, para alguns professores, talvez não seja viável a compreensão integral de todas elas. Contudo a compreensão ou conhecimento parcial deve ser considerado.

No livro “Inteligência na prática educativa” (MEYER, 2012, p. 35), o autor comenta que “Ninguém é igual a ninguém”, e que valorizar a individualidade pode nos trazer bons resultados.

Portanto, é possível considerar diferentes contextos individuais utilizando-se dos pilares destas metodologias, pois todas têm uma base conceitual comum que derivam do cognitivo e da psicologia da mente.

Por exemplo: Se pegarmos o conceito das “experiências prévias” de Vygotsky para um determinado indivíduo e juntamos a característica que mais se destaca neste mesmo indivíduo entre as inteligências múltiplas, teremos uma metodologia única que poderá ser aplicada individualmente para esta pessoa ou para um grupo de pessoas com as mesmas características.

O mesmo pode ser feito com o conceito de “Relações Sociais”, ou “Aspectos Culturais” se relacioná-las com a hereditariedade de Piaget ou ao “conteúdo lógico” de Ausubel.  Essa combinação traria novas possibilidades de estratégias de aprendizagem.

Portanto, juntando todas as metodologias e todos os conceitos já estudados e publicados encontraríamos um número exponencial de possibilidades de aplicações individuais e também coletivas que os profissionais de educação poderiam se apropriar para auxiliar seus alunos.

Muito ainda precisa ser estudado e pesquisado sobre teoria da aprendizagem aplicada ao ensino de tecnologia da informação, mas acredita-se que essa estratégia, de combinações entre os conceitos e pilares, colaborará fortemente na aplicação desta e de muitas outras disciplinas já consolidados em suas estratégias para ensino e aprendizagem.

REFERÊNCIAS
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NOGUEIRA, G.O.M.; Aprendizagem do Aluno Adulto: Implicações para a Prática Docente no Ensino Superior. 1 Ed. Curitiba: InterSaberes, 2012.

MEYER, C. Inteligências na prática educativa. 1. Ed. Curitiba: InterSaberes, 2012.

GARDNER, H.; CHEN, J.; MORAN, S. INTELIGENCIAS MÚLTIPLAS Ao Redor do Mundo. 1. Ed. São Paulo: ARTMED EDITORA SA. 2011.

GARDNER, H. Estruturas da mente: A teoria das inteligências Múltiplas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994

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DALLABONA, S.R.; MENDES, S. M. S.; ICPG – O Lúdico na Educação Infantil: Jogar, brincar, uma forma de educar. Mar. 2004 – Disponível em: http://pt.slideshare.net/dreamlu/brincadeira-e-ludico-na-ed-infantil. Acessa em 05 mai. 2016.

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SILVA, K. C.P – A “Teoria das inteligências múltiplas” ou as “Múltiplas teorias da inteligência”? Critica a uma visão fragmentada da cognição. – Disponível em:

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ACTA P. E. – Como escrever o resumo de um artigo para publicação – Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21002006000300001. Acesso em 02 agosto 2016.

[1] Bacharel em Sistemas de Informação pela FESP – Fundação de Estudos Sociais do Paraná, aluna do Curso de Pós-Graduação em Metodologia do Ensino Superior do Centro Universitário UNINTER.

[2] Pedagoga pela PUC/Pr. Especialista em Formação de Docentes e Orientadores Acadêmicos em EAD

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