As dificuldades dos docentes no desenvolvimento de suas atribuições no processo ensino-aprendizagem na educação infantil

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CONTEÚDO

ENSAIO TEÓRICO

ARAUJO, Bianca da Silva [1], HOLANDA, Maria Julia [2]

ARAUJO, Bianca da Silva. HOLANDA, Maria Julia. As dificuldades dos docentes no desenvolvimento de suas atribuições no processo ensino-aprendizagem na educação infantil. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 06, Ed. 04, Vol. 06, pp. 44-80. Abril de 2021. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/docentes-no-desenvolvimento

RESUMO

Esta pesquisa discute acerca das dificuldades dos docentes no desenvolvimento de suas atribuições no processo ensino-aprendizagem na Educação Infantil, com objetivo de se analisar e buscar quais os fatores que promovem estas dificuldades no desenvolvimento de suas atribuições no processo ensino-aprendizagem na Educação Infantil. Para se atingir tal objetivo foi feito além de pesquisas bibliográficas a pesquisa de campo a qual foi elaborado um questionário para os próprios docentes contestarem. Na pesquisa bibliográfica está incluso o campo de pesquisa, ao qual a pesquisa foi realizada, apresentação e análise de dados; dentre os materiais metodológicos utilizados, foram usados livros, artigos online, acadêmicos e científicos. Pode-se notar através dos questionários aplicado que as maiores dificuldades encontradas para o desenvolvimento de atribuições dos docentes está presente em diversos fatores, como por exemplo, a falta de estimulação da parte do professor, a falta de recursos apropriados na escola dentre outros que serão descritos no decorrer do trabalho. Notou-se que as dificuldades dos docentes no desenvolvimento de seus atributos no processo ensino-aprendizagem na Educação Infantil não procedem apenas do querer ou capacidade do professor, mas também de uma questão social, a qual os professores encontram-se perante a sociedade desvalorizadas no mercado de trabalho.

Palavras-Chave: afetividade, realidade, interação, criticidade.

1. INTRODUÇÃO

O objetivo geral desta pesquisa, volta-se para os motivos encarregados das dificuldades encontradas pelos docentes no desenvolvimento de suas atribuições no processo ensino-aprendizagem na educação infantil.

Tem-se o intuito de compreender diversas concepções pedagógicas acerca do processo ensino aprendizagem na educação infantil, analisando quais as implicações que se podem ter através da formação continuada dos docentes, comparando-as com as dificuldades encontradas através de dados coletados na pesquisa de campo.

1.1 TEMA

As dificuldades dos docentes no desenvolvimento de suas atribuições no processo ensino-aprendizagem na educação infantil.

1.2 PROBLEMA

Quais os fatores que promovem as dificuldades dos docentes no desenvolvimento de suas atribuições no processo ensino-aprendizagem na educação infantil?

1.3 OBJETIVOS

1.3.1 GERAL

Analisar os fatores que promovem as dificuldades dos docentes no desenvolvimento de suas atribuições no processo ensino-aprendizagem na educação infantil.

1.3.2 ESPECÍFICOS

Identificar as concepções pedagógicas acerca do processo ensino-aprendizagem na educação infantil;

Identificar as dificuldades dos docentes no desenvolvimento de suas atribuições no processo ensino-aprendizagem na educação infantil;

Analisar as implicações da formação continuada dos docentes em suas atribuições no processo ensino-aprendizagem na educação infantil.

1.4 JUSTIFICATIVA

Este é um tema ao qual está relacionado em praticamente todas as escolas do Brasil. As dificuldades dos alunos vêm desde o início da alfabetização, onde é difícil para as crianças voltarem sua atenção em uma só coisa, principalmente, quando tal coisa não lhes foi intencionalmente desenvolvido o interesse.

Assim, como afirma Santos:

Ensinar não é transmitir dogmaticamente conhecimentos, mas dirigir e incentivar, com habilidade e método, a atividade espontânea e criadora do educando. Nessas condições, o ensinar compreende todas as operações e processos que favorecem e estimulam o curso vivo e estimulante da aprendizagem (SANTOS, 1961, p.33).

Por isso, há metodologias de ensino as quais ajudam na melhoria dessas dificuldades acerca do processo ensino-aprendizagem, onde a atuação do docente é fundamental, para obter e aprimorar estas metodologias, diversificando e modernizando novos métodos de ensino.

1.5 ESPAÇO DE PESQUISA

O contexto do espaço de pesquisa foi realizado em escola da Educação Infantil, desde o berçário ao Pré-II, escola de rede privada, localizada na Asa Norte bairro de alta classe em Brasília. Os participantes da pesquisa foram os professores juntamente com a diretora da escola, os quais compartilharam seus conhecimentos e maiores dificuldades e sugestões.

1.6 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Quanto à natureza, esta pesquisa está voltada a resumo de assunto, embora apoiada em dados coletados em campo, por isso, lhe será atribuída também pesquisa exploratória com investigação a partir de pesquisa bibliográfica e questionário fechado ao professor.

O resumo de assunto é mais indicativo e descritivo, fazendo-se referências às partes mais importantes, componentes do texto, assim como relata Marconi e Lakato (2003), porém com pequenas imposições do autor com base as teorias descritas.

A pesquisa exploratória assim como afirma Gil (2002, p. 27) “são desenvolvidas com o objetivo de proporcionar visão geral, de tipo aproximativo, acerca de determinado fato.” Esta pesquisa será feita a partir de um questionário fechado ao professor com o propósito de se obter os fatos necessários para proporcionar tal visão geral.

Quanto a pesquisa bibliográfica assim como consentem as autoras Marconi e Lakato (2003) há oito fases distintas os quais dão corpo desde o início ao fim do trabalho, os quais compreendem:

a) escolha do tema;

b) elaboração do plano de trabalho;

c) identificação;

d) localização;

e) compilação;

f) fichamento;

g) análise e interpretação;

h) redação.

2. CAPÍTULO I

2.1 CONCEPÇÕES PEDAGÓGICAS ACERCA DO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Ao identificar diversas teorias e concepções pedagógicas de teóricos, é possível compreender um pouco acerca das práticas pedagógicas e os recursos que podem ser utilizados nos atributos de desenvolvimento do professor, possibilitando a mediação no processo ensino-aprendizagem, a qual considera-se de extrema importância para a Educação Infantil.

A lei n° 9.394/96 a qual estabelece Diretrizes e Bases da Educação Nacional que decreta a todo cidadão o direito a educação, sem importar em qual classe social se encontra. No artigo 13 da LDB citado nos PCNs, pode-se analisar algumas funções do professor, as quais incluem:

1. Participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino;

2. Elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino;

3. Zelar pela aprendizagem dos alunos;

4. Estabelecer estratégias de recuperação dos alunos de menor rendimento;

5. Ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional;

6. Colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade.

A partir disso entende-se como é importante o planejamento antecipado do professor, tanto nos planos de ensino quanto os planos de aula, mostra-se quão fundamental é a participação tanto do professor quanto da família também, a criatividade do professor quanto aos alunos que estão com dificuldades  em aprender. Desse modo, Libâneo (1994) acerca do mesmo assunto, afirma:

A reflexão sobre a prática não resolve tudo, a experiência refletida não resolve tudo. São necessárias estratégias, procedimentos, modos de fazer, além de uma sólida cultura geral, que ajudam a melhor realizar o trabalho e melhorar a capacidade reflexiva sobre o que e como mudar (LIBÂNEO, 1994, p. 76).

Entende-se ainda a importância de sua participação na elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino, ou seja, esta proposta não é algo individual, onde somente o diretor da escola irá fazer, ou cada professor por si, mas são todos juntos elaborando tal proposta pedagógica, com novos modelos de ensino, adequando todo um planejamento escolar adaptado para os seus alunos.

Para elaboração tanto da proposta pedagógicas como também de suas aulas é preciso compreender a realidade em que se encontram seus alunos, conhecer a cada um, saber que cada um aprende de um jeito. De acordo com Alves: “Se os professores entrassem nos mundos que existem na distração dos seus alunos, eles ensinariam melhor. Tornar-se-iam companheiros de sonho e invenção” (ALVES 1994, p. 100).

Por isso, seria importante se entrassem também nas fantasias que seus alunos criam, usando essas fantasias ao seu favor, para que dessa forma pudessem ensinar melhor.

Para entender melhor essa realidade de seus alunos, as diferenças em que cada um se encontra, é preciso que haja interação entre professor-aluno, uma roda de conversa por exemplo, quando conversam sobre o como foi o fim de semana de cada um.

A sala de aula não é um local onde somente o professor pode falar, assim como faziam com forma de  aprendizagem tradicional, onde o professor apenas transmitia o que sabia, mas na atualidade o professor como mediador deve incentivar o seu aluno a falar também, criando um diálogo entre professor-aluno desenvolvendo deste modo a sua autonomia.

De acordo com Freire (1996)

O diálogo é uma exigência existencial. E, se ele é o encontro em que se solidarizam o refletir e o agir de seus sujeitos endereçados ao mundo a ser transformado e humanizado, não pode reduzir-se a um ato de depositar ideias de um sujeito no outro, nem tampouco tornar-se simples troca de ideias a serem consumidas pelos permutantes (FREIRE, 1996, p. 91).

Desse modo, o professor não estará apenas transmitindo algo para seu aluno, deixando de ser apenas um transmissor e adquirindo sua função como mediador, onde tenta despertar a curiosidade dos seus alunos, desenvolvendo sua autonomia e mobilizando-os para transformar a realidade.

Vygotski (1998) nos dá uma base de como estimular a fala da criança:

[…] a produção de fala egocêntrica é complicar a tarefa de tal forma que a criança não possa usar, de forma direta, os instrumentos para solucioná-la. Diante de tal desafio aumenta o uso emocional da linguagem pelas crianças, assim como aumentam seus esforços no sentido de atingir uma solução mais inteligente, menos automática. Elas procuram verbalmente um novo plano de ação, e sua verbalização revela a conexão íntima entre a fala egocêntrica e a socializada. Isso é melhor notado quando o experimentador deixa a sala ou não responde aos apelos de ajuda das crianças. Uma vez impossibilitadas de se engajar numa fala social, as crianças de imediato, envolvem-se na fala egocêntrica (VYGOTSKI, 1998, p. 36).

Nesse contexto, pode-se perceber que além do desenvolvimento da fala, ainda há a participação da socialização e autonomia da criança, onde elas socializam entre si, até chegar numa forma a qual possam solucionar o problema sozinhas sem o auxílio de um adulto.

Acerca da importância da fala da criança, Piaget (1976) afirma: “Eu bem sabia que o pensamento em geral procede da ação, mas acreditava ainda que poderia compreendê-lo a partir das interações verbais das crianças”. (PIAGET 1976, p. 12)

Para entender tal processo, Piaget (1976) constrói vários ciclos de desenvolvimento da criança aos quais provoca e comprova o comportamento verbal das mesmas. Piaget (1976) as classifica basicamente em quatro fases que as compõem:

a. Sensório Motor (0 – 2 anos)- a criança está na fase do desenvolvimento de seus sentidos com um pensamento mais prático, onde está começa a perceber a mundo, sons, a existência de objetos, coordenação motora, entre outros, onde ainda consegue desenvolver novas possibilidades.

b. Pré-operatório (2 – 7 anos)- é descrita como o aparecimento da linguagem oral, Piaget descreve-a como a fase do egocentrismo, onde a criança se vê como o “centro do universo” , mesmo na roda com os amigos, sua tendência ainda é brincar sozinha, não consegue se colocar no lugar do outro.

c. Operatório Concreto (7 – 11 anos)- a criança começa a entender melhor o mundo a partir dessa fase, onde está compreende as diferenças do meio em que se vive e precisa de referências concretas para sua aprendizagem, ou seja, é necessário que seja algo de sua realidade, a qual ele mesmo pode executar para aprender.

d. Operatório Formal (11 anos em diante)- já com o pensamento formado a criança consegue deduzir e relacionar conceitos subjetivos e raciocinar logicamente, sem a necessidade de referências concretas.

Porém, trabalhando como um mediador, vale ressaltar que a aprendizagem não virá de forma isolada, ou seja, com os mesmos métodos utilizados sempre. Dessa forma, compreende-se a importância da integração do ser com os outros, conhecendo as realidades uns dos outros (ANTUNES, 2008).

Assim, a aprendizagem não é algo que se consegue isoladamente, para isto é necessário a integração do ser com os outros, de novas realidades, integração com o meio em que vive e também com os meios desconhecidos para serem descobertos, assim se cria um equilíbrio para evolução da mente.

Com isso, é possível considerar que:

Aprender é um processo que se inicia a partir do confronto entre a realidade objetiva e os diferentes significados que cada pessoa constrói acerca dessa realidade. Considerando as experiências individuais e as regras social existentes (ANTUNES, 2008, p. 32) .

Acerca das concepções pedagógicas do processo ensino-aprendizagem, Freire (1996) salienta a importância da afetividade da seguinte forma:

Como prática estritamente humana jamais pude entender a educação como experiência fria, sem alma, em que os sentimentos e as emoções, os desejos, os sonhos devessem ser reprimidos por uma espécie de ditadura racionalista. Nem tampouco jamais compreendi a prática educativa como uma experiência a que faltasse rigor em que se gera a necessária disciplina intelectual (FREIRE, 1996, p. 146).

Para um melhor processo de ensino-aprendizagem de acordo com Freire é necessário apropriar-se da afetividade, onde há a compreensão do mediador acerca dos sentimentos e emoções de seus alunos, as quais muitas vezes podem ser usadas para melhorar ou não a sua didática.

Ainda para reforçar pode-se afirmar que apesar das dificuldades os educandos são insubstituíveis na educação, pois sua afetividade, gentileza, tolerância, inclusão, entre outros sentimentos, são indispensáveis para o processo ensino-aprendizagem, isto não pode ser ensinado por máquinas, mas sim por professores qualificados.

Vygotski porém entende a aprendizagem como sendo o resultado da interação entre a criança e o meio social, onde está será influenciada pelo meio em que vive, pois:

A zona de desenvolvimento proximal  é a distância entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma determinar através da solução independente de problemas, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da solução de problemas sob a orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros mais capazes (VYGOTSKI, 1998, p. 112).

Assim, o nível de desenvolvimento proximal e real é representado por Vygostki basicamente como os produtos finais do desenvolvimento. Que é representada da seguinte forma:

A zona de desenvolvimento proximal define aquelas funções que ainda não amadureceram, mas que estão em processo de maturação, funções que amadurecerão, mas que estão presentemente em estado embrionário (VYGOTSKI, 1998, p. 113).

De acordo com Vygotski esse método pode dar conta não somente dos ciclos e processos de maturação aos quais já foram formados, mas também os que estão se desenvolvendo, começando a amadurecer, o que por sinal, é de grande importância no desenvolvimento da autonomia da criança, pois com esse progresso o problema que hoje a criança não pode resolver sozinha, amanhã ela conseguirá.

Portanto, para o educador como mediador é importante estabelecer atividades e brincadeiras onde as crianças possam resolver tudo sozinhas entre elas, podendo todas resolver seus próprios problemas entre si, sem a necessidade de intervenção de um adulto, seja ele o professor, pai ou diretor.

A criança também tem suas responsabilidades, cabe ao professor respeitar e incentivar isso no educando, na sala de aula, por exemplo, uma responsabilidade a qual elas devem ter desde sempre é a questão de guardar sempre os brinquedos após o uso, estimular nelas a importância de lavar as mãos antes de lanchar ou ir almoçar, de escovar os dentes, cuidados com seus materiais, entre outros. Isso é, deve ser usado para estimular a autonomia das crianças, tanto essas coisas mais simples quanto criar atividades e brincadeiras que promovem a autonomia do aluno.

O papel do professor é importante pois, ele deve compreender que não está em uma sala de aula apenas como um transmissor de informações, mas como um mediador, que fará uma grande diferença no processo de desenvolvimento de seus alunos.

De acordo com Machado (2002) a formação da criança de 0 a 6 anos, o professor:

[…] precisa aliar conhecimentos advindos de diferentes áreas do conhecimento, contemplando: (…) a aprendizagem, o desenvolvimento e o ensino: a perspectiva da interação de crianças e adultos como meio para formar e ampliar o conhecimento de si, do outro, do mundo da natureza e da cultura (MACHADO, 2002, p. 28).

Com revisão a mediação voltada a a realidade do aluno, afirma Guimarães (2002):

A intervenção dos adultos assume uma função de mediação entre a criança e a realidade e deve, portanto, ser gerida – através da proposta de estímulos interessantes, diálogos, jogos de co-participação – de modo a deixar sempre o maior espaço possível à fantasia e à inventividade das próprias crianças (GUIMARÃES, 2002, p. 5).

Temos ainda a questão da acomodação e assimilação, a qual tem um importante papel na vida social do educando, onde Piaget (1976) explica da seguinte forma:

Cada ato, de inteligência é definido pelo desequilíbrio entre duas tendências: acomodação e assimilação. Na assimilação, a criança incorpora eventos, objetos ou situações dentro de formas e pensamentos, que constituem as estruturas mentais organizadas. Na acomodação, as estruturas mentais existentes reorganizam-se para incorporar novos aspectos do ambiente externo. Durante o ato de inteligência, o sujeito adapta-se as exigências do ambiente externo, enquanto, ao mesmo tempo, mantêm sua estrutura mental intacta. O brincar neste caso é identificado pela primazia da assimilação sobre a acomodação. Ou seja, a criança assimila eventos e objetos a suas estruturas mentais (PIAGET, 1976, p.139).

Basicamente pode-se entender que a acomodação se dá quando a criança identifica tal objeto, acontecimento, local, entre outros, onde ainda não o conhece, é algo novo para ela, mas ela encaixa isto em um novo estímulo pode-se dizer, para desta forma gerar a assimilação.

Dentro da assimilação pode-se considerar a importância do brincar, que favorece o jogo em exercícios sensório motor e que:

Aparece durante os primeiros 18 meses de vida. Diz respeito aos movimentos de sequências já estabelecidas de ações e manipulações, não com propósitos práticos e instrumentais, mas movido por um prazer derivados das ações motoras (PIAGET, 1976, p.160).

Por isso, a assimilação está associada aos jogos e brincadeiras, onde os movimentos de sequências já estabelecidas de ações e manipulações, são repetidos diversas vezes, gerando na crianças a assimilação que junta a acomodação é chamada de adaptação. Ainda sobre jogos e brincadeiras, temos os jogos simbólicos representados por Piaget:

Nesta fase a criança já consegue ter uma representação mental das pessoas e situações. Contudo sua percepção é global, sem discriminar detalhes. Com o aparecimento do jogo simbólico a crianças ultrapassa a simples satisfação de manipulação. Ela vai assimilar a realidade externa do seu eu, fazendo distorções ou transposições. Da mesma forma, o jogo simbólico é usado para encontrar satisfação fantasiosa por meio de compensação superação de conflitos, preenchimentos de desejos, como por exemplo, um cabo de vassoura pode ser um cavalo, ora uma espada. Outro aspecto desse período é a imitação de animais reais ou imaginários, que a criança realiza, com objetos ou com seu próprio corpo. Esses brinquedos de faz de “faz-de-conta” apresentam-se numa forma que se chama de ‘’esquema simbólico (PIAGET, 1976, p.160).

Nesta pequena frase de Piaget “Da mesma forma, o jogo simbólico é usado para encontrar satisfação fantasiosa por meio de compensação superação de conflitos, preenchimentos de desejos […]” pode-se perceber que além da diversão que a criança tem, também há o desenvolvimento autônomo dela, quando relacionado à superação de conflitos.

Há um trecho onde o autor afirma ainda acerca de brincadeiras as quais de certa forma preparam o educando para a realidade da vida, com jogos com regras a serem seguidas.

“Neste período a criança já é capaz de relacionar diferentes aspectos e abstrair dados da realidade. Através do jogo de regras a criança passa pelo processo da atividade individual á socializada” (PIAGET, 1976, p.160).

As brincadeiras citadas acima são para desenvolvimento total da criança, desenvolvimento de sua autonomia, desenvolvimento motor, cognitivo, entre vários outros.

É comum os pais questionarem aos professores qual a necessidade de tantas brincadeiras e faz de conta, porém, os professores por não compreenderem o motivo, muitas vezes se sentem intimidados com tal situação, amenizando isso na vida de seus alunos. É dever do pedagogo entender tamanha importância como está para a vida de seus alunos, pois ao encontrar-se numa situação como essa, poderia explicar o quanto é importante para o desenvolvimento da inteligência do aluno e sua socialização.

Claro que o professor não trabalha sozinho, a escola deve trabalhar em conjunto, por isso é importante o planejamento em conjunto das atividades que serão realizadas na escola, nisto uns vão ajudando os outros, desde o diretor da escola ao monitor, ou até mesmo zelador.

3. CAPÍTULO II

3.1 DIFICULDADES DOS DOCENTES NO DESENVOLVIMENTO DE SUAS ATRIBUIÇÕES NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Muitos professores que atuam nas escolas não se dão conta do importante papel que tem na vida de seus alunos. Por essa razão, pode-se ressaltar neste artigo a importância de sua formação e percepção que ele deve ter acerca deste assunto. Pois, não há como acontecer na escola uma educação adequada às necessidades dos alunos sem contar com o comprometimento ativo do professor no processo educativo.

Sem o total empenho do professor no processo ensino-aprendizagem não será possível acontecer uma educação adequada, de acordo com as necessidades do aluno. O educando tem a capacidade de aprender, porém, é necessário o professor qualificado para tal feito, pois um professor sem formação e desmotivado pode prejudicar o aluno e seu desenvolvimento.

Por isso, compreende-se a formação continuada de suma importância para que o professor não se baseie no senso comum, onde acreditam que ao se apropriar de um conteúdo e passá-lo aos seus alunos já estão cumprindo seu dever como professores.

Porém, para que o professor entenda o seu efetivo significado no trabalho é necessário que saiba um pouco sobre a história da educação, a área a qual ele se encontra atualmente. Pois, a educação com o passar do tempo sofreu diversas modificações, muitas ainda que contribuíram para sua melhoria, mas há ainda na atualidade alguns resquícios presentes na educação, os quais podem ajudar a compreender a experiência educativa e escolar.

[…] esse pensar, alimentado pelo presente, trabalha com “os fragmentos do pensamento” que consegue extorquir do passado e reunir sobre si. Como um pescador de pérolas que desce ao fundo do mar, não para escavá-lo e trazer à luz, mas para extrair o rico e estranho, às pérolas e o coral das profundezas, e trazê-los à superfície, esse pensar sonda as profundezas do passado – mas não para ressuscitá-lo tal como era e contribuir para a renovação das coisas extintas (STEPHANOU; BASTOS, 2005, p. 416).

Ao se fazer uma relação com tal concepção é importante destacar os fenômenos histórico-sociais que atuam na atividade profissional do professor, pois o seu papel social está totalmente vinculado ao seu trabalho individual, pois são dois recursos os quais não podem em hipótese alguma se desassociar, pois juntos é que caracterizam o sentido e o significado do trabalho docente.

Percebe-se ao pensar sobre a formação de professores que os estudos teóricos e as pesquisas são fundamentais, no sentido de que é por meio desses recursos que os professores poderão analisar criticamente os contextos históricos, sociais, culturais e organizacionais, nos quais ocorrem as atividades docentes para poder intervir nessa realidade e transformá-la (LIMA; PIMENTA, 2018).

Para Libâneo (2005) é fundamental que o professor saiba como refletir no que precisa para mudar sua prática:

A reflexão sobre a prática não resolve tudo, a experiência refletida não resolve tudo. São necessárias estratégias, procedimentos, modos de fazer, além de uma sólida cultura geral, que ajudam a melhor realizar o trabalho e melhorar a capacidade reflexiva sobre o que e como mudar (LIBÂNEO, 2005, p. 76).

Assim como já foi falado acima, a importância da interação entre professor-aluno é imprescindível para o desenvolvimento da criança, onde o professor obterá maior sucesso no desenvolvimento de seus atributos no processo ensino-aprendizagem.

De acordo com Freire (1996), percebe-se a valorização do diálogo, a qual considera-se uma importante ferramenta na formação dos sujeitos. Porém, esse mesmo autor defende ainda a ideia de que o professor deve acreditar no diálogo como um fato capaz de estimular o agir e o refletir do indivíduo, o que está associado ainda a questão da afetividade.

Ao lembrar da afetividade é importante entender que o estado emocional muitas vezes, pode-se elevar muito numa reação emotiva, o que ficaria difícil quanto a uma atividade racional, ou seja, o estado emocional pode ser um grande problema na questão do ensino-aprendizagem.

Por isso, é muito importante estar sempre atento ao psicológico dos alunos. É necessário observá-los, conhecê-los, avaliá-los, para depois entender a situação e gerar métodos para o ensino-aprendizagem os quais supram suas necessidades, de forma que compreendam o que o seu mentor quer fazê-lo entender.

Freire afirma:

Como prática estritamente humana jamais pude entender a educação como experiência fria, sem alma, em que os sentimentos e as emoções, os desejos, os sonhos devessem ser reprimidos por uma espécie de ditadura racionalista. Nem tampouco jamais compreendi a prática educativa como uma experiência a que faltasse rigor em que se gera a necessária disciplina intelectual (FREIRE, 1996, p. 146).

Assim como pensava Piaget (1976), é muito importante a questão do cognitivo, afetivo e social, todos trabalhados juntos, para a construção da autonomia da criança. Resolver conflitos por si só, por exemplo, trabalha sua autonomia, algo que é necessário nas escolas, aspecto que nem sempre é trabalhado.

Reforça ainda Jean Marie:

O que se destaca do afetivo, do cognitivo e do social é que aparecem sempre em conjunto, a considerar como modalidades de uma fonte comum: as estruturas da afetividade, atualizadas ao nível observado, entendendo-se que os aspectos afetivos, cognitivos e sociais do sujeito têm em comum as estruturas nas quais e pelas quais eles se manifestam (JEAN-MARIE, 1999, p. 32).

Portanto, para o professor, identificar essa afetividade é imprescindível  para compreender o ser humano, buscando a importância desta afetividade na escola, para aprimorar suas técnicas educativas, conteúdos e metodologias.

O professor deve ter seus objetivos a atingir, não apenas ao fazer o seu plano de aula, mas em todo o seu processo ensino-aprendizagem, porém, para que se obtenha sucesso em seus objetivos é necessário que o professor tenha em mente os seguintes aspectos:

      • que confiar na capacidade do aluno é fundamental para que o mesmo aprenda;
      • que, ao ensinar, está promovendo o desenvolvimento do aluno e o seu próprio;
      • que, ao desempenhar todas as suas tarefas no cotidiano escolar, revela diferentes saberes (conhecimento específico de sua área e de como comunicá-la aos alunos, habilidades de relacionamento interpessoal, conteúdos da cultura) que são, no dizer de Tardif (2000, 2002) temporais, plurais e heterogênicas; esses saberes são construídos no tempo , na socialização familiar, escolar, profissional, numa interação cognitiva-afetiva (conhecimentos, concepções, crenças, valores);
      • que as emoções e os sentimentos podem variar de intensidade, em função dos contextos, mas estão presentes em todos os momentos da vida, interferindo de alguma maneira em nossas atividades (MAHONEY; ALMEIDA, 2005, p. 12).

A partir desta citação pode-se compreender a importância do professor ao passar segurança a seu aluno, pois acredita em sua capacidade. O aluno ao perceber que seu mentor acredita nele, sente-se motivado para realizar qualquer atividade da melhor forma que puder, o que promove o desenvolvimento de ambos.

O professor ao depositar confiança na capacidade de seu aluno, proporciona uma interação cognitiva-afetiva, nisto estaria coincidindo com a teoria de Piaget (1976) quanto a afetividade, que ajuda no desenvolvimento e construção da autonomia da criança.

Nota-se que para a contribuição do processo ensino-aprendizagem apesar de toda a importância do docente também é fundamental a participação do educando  e da escola neste processo, no qual destaca-se a relevância da integração entre os mesmos.

Mahoney e Almeida (2005) ressaltam ainda:

      • A escola é um meio fundamental para o desenvolvimento do professor e do aluno, ao dar oportunidades de participação em diferentes grupos;
      • Nesse meio, professor e aluno são afetados um pelo outro, e, ambos, pelo contexto em que estão inseridos;
      • A não satisfação das necessidades afetivas, cognitivas e motoras prejudica a ambos, e isso afeta diretamente o processo ensino-aprendizagem:
      • – no aluno, pode gerar dificuldades de aprendizagem;
      • -no professor, gera insatisfação, descompromisso, apatia […] (MAHONEY; ALMEIDA, 2005, p. 13).

Destaca-se novamente a questão da afetividade, para poder compreender tamanha importância que esta tem no processo ensino-aprendizagem. Percebe-se que sua importância não está voltada apenas para o aluno, mas principalmente, para o professor, pois sem a afetividade seu trabalho torna-se desagradável o que gera consequências para o seu aluno, prejudicando sua aprendizagem e motivação.

A afetividade compreende diversos papeis nos diferentes estágios da criança, conforme Mahoney e Almeida (2005).

No primeiro estágio (0 1 ano)- a criança ainda não tem coordenação motora é muito necessária a ligação entre ambos, onde pode-se colocar o professor como cuidador, pois é preciso que este o segure, carregue e embale a criança, através desta união a criança vai se familiarizando com o mundo e iniciando um processo de diferenciação (MAHONEY; ALMEIDA, 2005, p. 22).

No segundo estágio (1 a 3 anos) – além do desenvolvimento da linguagem oral a criança também tem o contato com objetos, os quais fazem assimilação dos mesmos e sabem como funcionam. O lado afetivo para este estágio teria relevância  na disposição do professor de oferecer diversidade de situações, espaço, para que todos os alunos possam participar igualmente e sua disposição para responder a diversas curiosidades as quais surgem para os alunos desta faixa etária (MAHONEY; ALMEIDA, 2005, p. 22).

No terceiro estágio (3 a 6 anos) – onde a criança está descobrindo a questão das diferenças e semelhanças entre ela e o outro, seja o outro uma criança ou adulto. O professor nesta faixa etária deve propor atividades as quais possam ser expressas tais diferenças de forma respeitada, dar oportunidades para que a criança as expressem e se sintam confortáveis desta maneira (MAHONEY; ALMEIDA, 2005, p. 23).

No quarto estágio (6 a 11 anos) – a criança ainda está no processo de descoberta do mundo. É importante levar em conta tudo o que a criança já sabe e o que precisa saber para dominar certas ideias, os exercícios necessários, entre outros, para que seus sentimentos e valores favoreçam ou não nesta descoberta do mundo (MAHONEY; ALMEIDA, 2005, p. 23).

No quinto estágio (11 anos em diante)- a criança desenvolve sua autonomia, onde são gerados diversos questionamentos acerca de valores os quais são interpretados pelos adultos que convive. O processo ensino-aprendizagem nesta concepção deve abordar as diferenças entre sentimentos, valores próprios, entre outros, para que o aluno possa se expressar e discutir suas diferenças, possibilitando a discriminação mais clara dos limites de sua autonomia e de sua dependência (MAHONEY; ALMEIDA, 2005, p. 24).

Além da afetividade, deve-se ressaltar a questão da mediação, outro aspecto fundamental para o professor, pois a partir da realidade dos educandos o docente pode intervir nesta realidade e usá-la ao seu favor para o processo ensino-aprendizagem.

Ressalta-se que:

Diferentemente dos animais, ao nascer a criança é desprovida de meios que lhe possibilitam agir sobre o mundo que a cerca. Nesse rico processo, a mediação do grupo no relação do indivíduo com o meio estrutura relações com o mundo físico e social. Portanto, em alguma medida, é necessário que a mediação humana se interponha entre o indivíduo e o meio físico, e isso ocorre através das pessoas, dos grupos e de todas as relações culturais (HORN, 2009, p. 16).

Ou melhor dizendo, a criança, não se adapta ao mundo assim como os animais, ela se apropria dele e de seus objetos, ela apreende valores os quais são necessários para viver e agir corretamente dentro deste meio.

Assim como já falamos no capítulo anterior, a criança não aprende de forma isolada, ela precisa estar inserida em um meio para determinadas aprendizagens, onde se utiliza o processo de mediação.

“Portanto, em alguma medida, é necessário que a mediação humana se interponha entre indivíduo e o meio físico, e isso ocorre através das pessoas, dos grupos e de todas as relações culturais” (HORN, 2009, p. 16).

Através da mediação é que a criança conseguirá adaptar-se ao meio em que se encontra, pois de acordo com Horn (2009, p. 16) “entende-se que sozinho o bebê não sobrevive, e a sobrevivência depende da intermediação de parceiros mais experientes”.

Portanto, percebe-se que o meio em que a criança está inserida, ou seja, o seu meio social também é importante para a mediação no processo ensino-aprendizagem.

Vale destacar o que Libâneo (1994) infere:

A aprendizagem escolar tem um vínculo direto com o meio social que circunscreve não só as condições de vida das crianças, mas também a sua relação com a escola e estudo, sua percepção e compreensão das matérias. A consolidação dos conhecimentos depende do significado que eles carregam em relação à experiência social das crianças e jovens na família, no meio social, no trabalho (LIBÂNEO, 1994, p. 87).

O meio social não é algo que deve ser ignorado pelo professor, a vida do aluno não é apenas dentro da escola, ele também tem sua casa, onde sua realidade é completamente diferente, sai com seus pais, tios, avós para outros locais, viajam, vão ao parque ou shopping. Isto não deve ser ignorado pelo docente, muito pelo contrário deve ser aproveitado para mediar estas realidades com novos conhecimentos e novas propostas de ensino-aprendizagem.

A criança sente-se mais motivada para aprender quando o assunto diz respeito a sua realidade ou suas preferências, o que a instiga a saber e aprender mais, por isso refere-se tanto a mediação, pois é esta mediação que vai estar voltada para a realidade e preferências dos educandos.

Compreende ainda Bulgraen (2010) que:

[…] o professor através de suas perguntas, não nega nem exclui as definições iniciais das crianças, ao contrário, ele as problematiza e as “empurra” para outro patamar de generalização, levando as crianças a considerarem relações que não foram incluídas nas suas primeiras definições, provocando reelaborações na argumentação desenvolvida por elas (BULGRAEN, 2010, p. 35).

A partir deste conceito, nota-se a importância da mediação do professor até mesmo para o desenvolvimento argumentativo e crítico da criança, instigando que estes sejam capazes de solucionarem problemas entre eles mesmos, sem a necessidade da intervenção de um adulto a todo momento.

Concluindo este capítulo, os processos como a mediação e a afetividade, devem realmente estar incluídas em seus objetivos, para melhor desenvolvimento tanto cognitivo como o desenvolvimento autônomo da criança, dois aspectos que são imprescindíveis no processo ensino-aprendizagem.

4. CAPÍTULO III

4.1 IMPLICAÇÕES DA FORMAÇÃO CONTINUADA DOS DOCENTES EM SUAS ATRIBUIÇÕES NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Após tanto se falar nas dificuldades dos docentes no desenvolvimento de suas atribuições no processo ensino-aprendizagem na Educação Infantil vale enfatizar um pouco para a formação  continuada e suas atribuições e implicações para supostas melhoria em tal desenvolvimento.

Antes de mencionar as implicações da formação continuada, faz-se necessário primeiramente conhecê-la e compreendê-la.

A formação continuada nada mais é que um movimento da prática pedagógica que está relacionada a formação de profissionais embasados em uma teoria consistente, que está associada a teoria e prática. (COLÉGIO SANTA AMÁLIA, 2017).

Logo nota-se  que a formação continuada é para benefício do professor e do seu trabalho, tanto para si como docente como para seu trabalho na teoria e na prática, o que promove o desenvolvimento de seus atributos no processo ensino-aprendizagem na Educação Infantil.

Ao se falar de formação continuada não se pode esquecer a questão da política, mesmo que esta seja constituinte do próprio sistema escolar, sem que uma política tenha a definido, a qual está relacionada a desvalorização de trabalho do docente, o que pode resultar numa suposta desistência da parte do professor.

Imbernón reforça:

Em formação permanente, a consequência desse tipo de atuação fez com que o professorado fosse condenado a ser objeto de formação, muitas vezes, com uma formação que dificilmente poderia ser aplicada a outros coletivos profissionais (que não sejam também educativos), ou seja, uma formação que se dirige a professores e professoras sem identidade profissional, embora essa identidade sempre exista, mesmo sem ser reconhecida, com algumas características, valores e peculiaridades, práticas sociais e educativas determinadas (cria-se um habitus [Bourdieu, 1991] externo, ou seja, uma determinada forma de ver a teoria e a prática educativa). Assim, é normal que uma pessoa que supostamente tinha mais conhecimento e saber (às vezes maior experiência ou hierarquia) doutrine um professorado sobre a base de sua ignorância e acatamento (IMBERNÓN, 2009, p. 73).

Não é necessária uma pesquisa de campo para reconhecer que ao menos no Brasil o professor como profissional não é valorizado, sua condição financeira que lhe proporcionam não é adequada o suficiente para seu trabalho, muito menos os recursos propostos nas escolas, o que acarreta os gastos que o professor tem que fazer do seu próprio bolso para conseguir realizar sua aula com êxito.

Promove-se deste modo a desmotivação do professor, o qual não busca uma formação continuada para sua área, pois por mais que seja o melhor profissional docente, ainda assim não adquirirá reconhecimento pelo seu trabalho por falta de reconhecimento da profissão.

Alguns professores, mesmo com esta desvalorização no mercado de trabalho, ainda tentam aperfeiçoar sua didática através da formação continuada, o que pode torná-lo um profissional mais capacitado.

Pode-se reforçar esta ideia através de Nóvoa: “[…] um processo através do qual os trabalhadores melhoram o seu estatuto, elevam seus rendimentos e aumentam o seu poder/autonomia” (NÓVOA, 1992, p. 2).

Na realidade, mesmo que a desvalorização profissional do professor seja notória em todo o Brasil, pode-se dizer que o papel do professor é de extrema importância para a sociedade futura, pois é o professor capacitado que vai fazer a diferença na vida de seus alunos, ajudando-os no seu desenvolvimento, tornando-os cidadãos melhores, capazes de argumentar e não aceitarem tudo que lhes impor.

Freire (1998) infere ainda que:

[…] o desenvolvimento de uma consciência crítica que permite ao homem transformar a realidade se faz cada vez mais urgente. Na medida em que os homens, dentro de sua sociedade, vão respondendo aos desafios do mundo, vão temporizando os espaços gráficos e vão fazendo história pela própria atividade criadora. (FREIRE, 1998, p. 33).

Nos capítulos anteriores já foi mencionado acerca desta importância, por isso, vale lembrar aos professores, que mesmo que o seu papel politicamente não seja importante, em outros sentidos seu trabalho vale tanto quanto o trabalho de um médico, pois “o pedagogo também salva vidas”.

De acordo com Libâneo (1999) :

Todos os educadores seriamente interessados nas ciências da educação, entre elas a Pedagogia, precisam concentrar esforços em propostas de intervenção pedagógica nas várias esferas do educativo para enfrentamento dos desafios colocados pelas novas realidades do mundo contemporâneo (LIBÂNEO, 1999, p. 59).

Como mencionado acima, a realidade que se encontra hoje, não é a mesma de 10 anos atrás, por isso entende-se a importância da mediação pedagógica nestas esferas, esta mediação adquire-se não somente com a prática pedagógica, mas com a formação continuada.

A formação continuada disponibiliza ainda o trabalho em conjunto dos docentes, pois o trabalho conjunto dos docentes aumenta o desenvolvimento de suas atribuições para o processo ensino-aprendizagem, aprimorando cada vez mais o trabalho de cada um deles e o desempenho de seus alunos.

Sendo assim,

a Formação Continuada torna-se uma ferramenta fundamental, capaz de contribuir para o aprimoramento do trabalho docente, fortalecendo vínculos entre os professores e os saberes científico-pedagógicos. Também, favorece a criação de novos ambientes de aprendizagem, que conduzem docentes e discentes em direção a práticas pedagógicas capazes de ressignificar a aprendizagem e habilitar os estudantes a elaborar e desenvolver projetos que redimensionarão sua escolaridade e o papel destes na sociedade. (COLÉGIO SANTA AMÁLIA, 2017)

Citando ainda acerca do trabalho voltado a realidade do aluno, para o aprimoramento de um melhor cidadão, pode-se ressaltar o que Santos (1992) infere:

A compreensão da realidade social decorre não dá assimilação resultante da transmissão de ‘bons conteúdos’, mas sim da prática sobre essa realidade social. É a teoria que é a expressão da prática: e são tantas práticas… É este o papel do conhecimento; ele é meio, não se constitui em objetivo em si mesmo (SANTOS, 1992, p. 124).

É fato que a formação continuada é de extrema importância, porém de nada vale se o professor a usar como uma ferramenta que o ajudará a transmitir conteúdos, sua aula não irá depender apenas de teorias, mas também é fundamental que a teoria esteja totalmente ligada a prática, pois uma depende da outra para que se consiga atingir o objetivo de educar cidadãos críticos para sociedade.

Portanto, pode-se concluir que apesar das diversas implicações e contribuições que a formação continuada traz, ainda assim o papel do professor é trabalhado em conjunto, não somente da parte dos docentes, mas também de tudo o que já foi dito nos capítulos anteriores, como afetividade, diversidades quanto a realidades, prática, métodos, teorias e assim por diante.

5. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS COLETADOS

A análise de dados apresentada a seguir tem o objetivo de esclarecer algumas dificuldades encontradas pelos próprios docentes no processo ensino-aprendizagem, proporcionando a visão geral acerca do tema apresentado, onde será possível observar qual a sua visão para com as perguntas que foram realizadas com o questionário da pesquisa de campo.

Para compreender melhor a visão geral de cada professor, faz-se necessário ter em média sua idade e o tempo de docência curricular. Por isso, fez-se uma análise quanto a este assunto.

Vejamos no Gráfico 1 uma média do tempo de docência exercido pelos professores respondentes:

Gráfico 1 – Tempo de docência

Fonte: autor.

A maior parte dos professores, referente a 86% dos mesmos de acordo com o que responderam e o gráfico, tem menos de 8 (oito) anos de docência, ou seja, atuam como professores na Educação Infantil a menos de 8 (oito) anos, porém, todos a mais de 2 (dois) anos.

Dentre os entrevistados, nenhum respondente constatou o tempo de docência entre 9 (nove) e 16 (dezesseis) anos, o que resultou em 0%, deixando a menor porcentagem (14%) para os que tem mais de 17 (dezessete) anos como docentes na Educação Infantil.

No Gráfico 2 é possível analisar, a idade dos DR (Docentes Respondentes) podendo comparar, com o tempo de docência dos mesmos.

GRÁFICO 2 – Idade dos docentes

Fonte: autor.

A partir do gráfico pode-se perceber que a menor porcentagem que equivale a 14%, onde se encontram os professores entre 20 e 30 anos, a maior porcentagem encontra-se nos professores com mais de 41 anos de idade, 29% dos DR encontram-se na faixa etária entre 31 e 40 anos.

Ao comparar-se os gráficos, nota-se que apesar da maior porcentagem dos docentes que já exercem a profissão, entre eles a maior porcentagem tem mais de 41 anos de idade, deixando a menor porcentagem com os DR mais novos, que se encontram entre 20 e 40 anos.

Vejamos no Gráfico 3 a perspectiva  dos DR quanto a responsabilidade do cuidar e do educar  e sua relação com o desenvolvimento da criança.

GRÁFICO 3 – O desafio do docente começa na Educação Infantil pela responsabilidade do cuidar e do educar, e estão ligadas ao desenvolvimento da criança.

Fonte: autor.

De acordo com o gráfico, entende-se as demandas com um repartimento quase meio a meio, com uma diferença de 3%, onde a maior parte dos DR com 57% concordam com esta afirmação, porém 43% dos mesmos discordam em partes, nenhum dos DRs discordaram totalmente da questão.

Portanto, deduz-se que de todos os docentes respondentes, todos, mesmo que em partes, concordam que o desafio do docente começa na Educação Infantil pela responsabilidade do cuidar e do educar, e estão ligadas ao desenvolvimento da criança.

Nos capítulos anteriores pode-se confirmar a importância do cuidar e do educar, e o quanto podem contribuir para o desenvolvimento da criança.

Pode-se reforçar tal ideia ainda de acordo com  (Pedagogia ao pé da letra, 2013) “Cuidar e educar significa compreender que o espaço/tempo em que a criança vive exige seu esforço particular e a mediação dos adultos como forma de proporcionar ambientes que estimulem a curiosidade com consciência e responsabilidade.”

Com o Gráfico 4 pode-se analisar o ponto de vista dos DR quanto as dificuldades que se encontram, ao tentarem fazer com que seus alunos se interessem pelo conteúdo.            

GRÁFICO 4 – Você acha que na atualidade a grande dificuldade de interação com o aluno ocorre por falta de interesse do mesmo?

Fonte: autor.

Como pode-se perceber através do gráfico nenhum dos DR concordam com a inquisição, o que resulta em 0%, a maior parte com 71% discordam, e 29%, discordam em partes.

Nota-se que as respostas apresentadas no gráfico batem com o que foi mencionado no Capítulo 1 deste trabalho, pois para que haja este interesse da parte do aluno é necessário que o mesmo seja estimulado pelo mesmo, claro que esta responsabilidade não está 100% voltada para o docente, mas cabe ainda outros fatores que podem ajudar nesta estimulação, as quais entram a família do aluno, a realidade em que se encontra e um pouco de si mesmo.

Corrobora-se tal concepção com Bee (2003):

Se no período da infância a criança não tiver oportunidade da prática, instrução e encorajamento, ela não vai adquirir os mecanismos básicos para a execução de tarefas que o cotidiano da vida lhe impõe (BEE, 2003, p. 26).

Logo, é possível compreender quão importante se considera  a estimulação e  encorajamento, o qual o professor, juntamente com a família do educando tem o seu papel. Por isso, não se pode dizer que o desinteresse do aluno parte dele mesmo, quando não se tem a estimulação e apoio da parte de ambos.

A seguir, apresenta-se o Gráfico 5, o qual representa o ponto de vista dos professores respondentes a respeito da finalidade dos recursos disponíveis para que os mesmos possam usar em seu trabalho.

GRÁFICO 5 – O local de trabalho e seus recursos prestados são de suma importância para o processo ensino-aprendizagem, portanto, com a ausência de tais recursos pode-se prejudicar o desenvolvimento das atribuições como docente neste processo.

Fonte: autor.

A respeito das respostas dos docentes, compreende-se uma certa unanimidade acerca deste assunto, pois a maior parte que corresponde a 71% concordam com tal suposição, onde os outros 29% discordam em partes. Não houve nenhum DR que discordasse.

Tanto os recursos como o local de trabalho devem ser disponíveis e adequados para a Educação, pois a criança para ser estimulada precisa de um local agradável, onde se sinta bem, com os recursos necessários que possibilitaram um ensino-aprendizagem mais diversificado, visando no melhor desempenho do educando.

Compreende-se ainda de acordo com Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI) (BRASIL, 1998) que os conteúdos a serem trabalhados se relacionam com o desenvolvimento das capacidades de criação de símbolos, ideias, imagens e representações para que a criança consiga atribuir sentidos à realidade. Pois, para que o docente possa trabalhar tais conteúdos é indispensável o acesso aos recursos necessários.

No Gráfico 6 representa-se a importância da elaboração de novos métodos e metodologias os quais podem ajudar os docentes no desenvolvimento de suas atribuições no processo ensino-aprendizagem na Educação Infantil.

GRÁFICO 6 – Você considera importante a elaboração de novos métodos e metodologias as quais possam voltar a atenção do aluno para o professor no processo ensino-aprendizagem?

Fonte: autor.

De acordo com o gráfico, a maior porcentagem representada por 86% concordam com a seguinte questão, porém, entrou em contradição os outros 14%, que não concordaram.

Porém de acordo com (NUNES, 2017)

[…] tanto a metodologia científica como a metodologia de ensino estão na dependência do objeto de estudo e sua finalidade. O objeto do conhecimento passa a ter, então, uma prioridade; no entanto, este, como também o método de ensino, vão depender do método de filosofia, ou seja, da lógica a ser utilizada na compreensão da realidade como um todo e, consequentemente, da educação. Com isso, fica esclarecido que, além da diferenciação entre a metodologia científica (conhecimento da realidade) e metodologia de ensino (apresentação do conhecimento), ainda há a questão do método filosófico, isto é, da forma de conhecimento da realidade.

Observou-se, portanto, que as metodologias e métodos, devem ser feitos e atualizados de acordo com a realidade, por isso é importante a inovação de novos métodos, novas brincadeiras e metodologias, pois as realidades dos alunos podem variar de diversas formas, o que propõe ao professor usar métodos e metodologias flexíveis, para melhor desenvolvimento de suas atribuições no processo ensino-aprendizagem na Educação Infantil.

Pode-se observar no Gráfico 7 a concepção dos DR quanto a interação e colaboração entre os professores no processo ensino-aprendizagem.

GRÁFICO 7 – Você considera a interação e colaboração entre professores necessária para o desenvolvimento cognitivo e afetivo-social da criança?

Fonte: autor.

Para tal pergunta obteve-se um resultado unânime, onde todos os respondentes concordaram com a questão, resultando numa porcentagem de 100% que coincidem.

Pode-se entender bem a importância dessa interação a partir da própria LDB/96 (LEI DE DIRETRIZES E BASES, 1996).

Art. 29. A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.

Nota-se nesse contexto a importância da interação tanto dos professores, como também da família e a própria comunidade, pois todos podem fazer parte da educação e desenvolvimento destes alunos, com suas atitudes e ações.

No Gráfico 8  observou-se a importância da formação continuada para os docentes no desenvolvimento de suas atribuições no processo ensino-aprendizagem na Educação Infantil.

GRÁFICO 8 – Você considera a formação continuada uma ferramenta que ajudará no desenvolvimento de atribuições no processo ensino-aprendizagem na Educação Infantil?

Fonte: autor.

Assim como no gráfico anterior, obteve-se um resultado unânime, onde 100% dos DR concordaram que a formação continuada é uma ferramenta que pode ajudar no desenvolvimento de atribuições no processo ensino-aprendizagem.

Considerando toda contextualização teórica analisada até aqui, foi possível perceber que apesar de uma certa diferença de idades e tempo de docência dos DR, a maior parte de suas respostas foram similares, as quais favoreceram uma boa parte dos capítulos anteriores deste trabalho.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O trabalho em questão identificou que apesar das dificuldades dos docentes no desenvolvimento de suas atribuições no processo ensino-aprendizagem na Educação infantil, há também outros fatores que podem prejudicar o ensino-aprendizagem, um destes fatores está relacionado a família, a qual não fornece o incentivo necessário ao educando.

Dentre os objetivos a serem a tingidos, pode-se dizer que foram  alcançados em partes, pois a partir de todas as concepções analisadas, algumas foram frustradas, ou até mesma uma contraditória a outra.

Porém, ao analisar o último objetivo, nota-se que as pesquisas não correram tão bem quanto se esperava, pois ao procurar artigos, sites ou livros relacionados, poucas foram as partes que poderiam se introduzir no trabalho, dificultando desta forma, o desenvolvimento do mesmo.

O processo ensino-aprendizagem compreende uma série de fatores para que possa ser desenvolvido de forma bem sucedida. Pôde-se perceber através das pesquisas o quanto é importante que professores, gestão escolar, comunidade e família estejam unidas, pois ajuda no desenvolvimento social, cognitivo, afetivo, entre ouros, do educando.

No decorrer do trabalho, pode-se perceber que umas das maiores dificuldades dos docentes no desenvolvimento de suas atribuições no processo ensino-aprendizagem na Educação Infantil, não foram por questões como afetividade, estimulação, ou acomodação da parte dos professores, mas o que  dificulta estas atribuições são a falta de recursos ou locais apropriados, a falta de interesse da parte da família, a gestão escolar, entre outros.

A pesquisa de campo foi realizada em uma escola privada pequena da Educação Infantil, localizada num bairro de alta classe em Brasília, impossibilitando obter respostas de docentes os quais trabalham em escolas públicas, ou escolas maiores.

Compreende-se o trabalho com uma estimativa parcial, com possíveis alterações futuras embasadas em novas análises, as quais por sinal podem ser inseridas escolas públicas, tanto grandes, quanto pequenas, com um maior percentual de docentes respondentes.

REFERÊNCIAS

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 14724: Informação e documentação. Trabalhos Acadêmicos – Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2002.

ALVES, Rubem. A alegria de ensinar. 3. ed. São Paulo: ARS Poética editora, 1994.

ANTUNES, Celso. GARROUX, Dagmar. Pedagogia do cuidado: um modelo de educação social. São Paulo: Editora Vozes, 2008.

BEE, Helen. A criança em desenvolvimento. Trad. Maria Adriana Veríssimo Veronese. 9. ed. Porto Alegre: Artmed, 2003.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei no 9.394/96, de 20 de dezembro de 1996. Disponível em: Acesso em:<http://www.mec.gov.br/> 24 mar. 2018.

_______. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Ministério da Educação, Brasília-DF: MEC, 1998.

_______. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: língua portuguesa/ Secretária de Educação Fundamental. Brasília 1997.

BULGRAEN, Vanessa C. O papel do professor e sua mediação nos processos de elaboração do conhecimento. Revista conteúdo, 2010.

FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 30. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 9. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1998.

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2002.

GUIMARÃES, J. Geraldo M. Repensando o Folclore. São Paulo, Manole, 2002.

HORN, Maria da Graça Souza. Sabores, cores, sons, aromas: a organização dos espaços na educação infantil. Artmed Editora, 2009.

IMBERNÓN, Francisco. Formação permanente do professorado – novas tendências. São Paulo, Cortez Editora, 2009.

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. São Paulo: Atlas, 2010.

_______, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia do trabalho científico: procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório, publicações e trabalhos científicos. São Paulo: Atlas, 2001.

LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogia e pedagogos, para quê? 2. ed. São Paulo: Cortez, 1999.

_______, J. C. Didática. 1. ed. São Paulo: Cortez, 1994.

LIMA, Maria Socorro Lucena; PIMENTA, Selma Garrido. Estágio e docência. Cortez Editora, 2018.

MACHADO, M. L. de A. (Org). Encontros e desencontros em educação infantil. São Paulo: Cortez, 2002.

MAHONEY, Abigail Alvarenga; ALMEIDA, Laurinda Ramalho de. Afetividade e processo ensino-aprendizagem: contribuições de Henri Wallon. Psicologia da educação, n. 20, p. 11-30, 2005.

MORAES, Silvia Pereira Gonzaga de et al. Avaliação do processo de ensino e aprendizagem em Matemática: contribuições da teoria histórico-cultural. Bolema-mathematics Education Bulletin-boletim de Educacao Matematica, v. 22, n. 33, p. 97-116, 2009.

NÓVOA, A. (Coord.). Os professores e sua formação. Lisboa: Dom Quixote, 1992.

Orientações para trabalhos acadêmicos: As dificuldades dos docentes no desenvolvimento de suas atribuições no processo ensino-aprendizagem na Educação Infantil. Informações disponíveis em: < https://pedagogiaaopedaletra.com/cuidar-e-educar-na-educacao-infantil/>. Acesso em 13 de Maio de 2018.

Orientações para trabalhos acadêmicos: As dificuldades dos docentes no desenvolvimento de suas atribuições no processo ensino-aprendizagem na Educação Infantil. Informações disponíveis em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-40601993000100008>. Acesso em 13 de Maio de 2018.

PIAGET, Jean. A formação de símbolo na criança: imitação, jogo, imagem e representação. Rio de Janeiro: Sextante, 2003.

_______. O nascimento da inteligência na criança. 4. ed. Rio de Janeiro: Zahar editores, 1982.

STEPHANOU, Maria; BASTOS, Maria H. C. História, Memória e História da Educação. In: STEPHANOU, Maria; BASTOS, Maria H. C. (Orgs.). Histórias e Memórias da Educação no Brasil. Vol. III: Século XX. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005.

VIGOTSKI, L. S. A formação Social da Mente. Editora: LTDA Livraria Martins Fontes. 6° ed. São Paulo, 1998.

ANEXO

Questionário para monografia

 O seguinte questionário representará uma pesquisa de campo no qual seu interesse está voltado para o estudo das dificuldades dos docentes em seu desenvolvimento de suas atribuições no processo ensino-aprendizagem na Educação Infantil, buscando os fatores que promovem estas dificuldades nos docentes.

  • Há quanto tempo você exerce a docência?

(   ) Entre 5 e 10 anos.

(   ) Entre 10 e 20 anos.

(   ) 21 anos ou mais.

  • Qual a sua idade:

(   ) Entre 20 e 30 anos.

(   ) Entre 30 e 40 anos.

(   ) 41 anos ou mais.

  • O desafio do docente começa na Educação Infantil pela responsabilidade do cuidar e do educar, e estão ligadas ao desenvolvimento da criança.

(   ) Concordo.

(   ) Discordo em parte.

(   ) Discordo.

  • Você acha que na atualidade a grande dificuldade de interação com o aluno ocorre por falta de interesse do mesmo?

(   ) Concordo.

(   ) Discordo em parte.

(   ) Discordo.

  • O local de trabalho e seus recursos prestados são de suma importância para o processo ensino-aprendizagem, portanto, com a ausência de tais recursos pode-se prejudicar o desenvolvimento das atribuições como docente neste processo.

(   ) Concordo.

(   ) Discordo em parte.

(   ) Discordo.

  • Você considera importante a elaboração de novos métodos e metodologias as quais possam voltar a atenção do aluno para o professor no processo ensino-aprendizagem.

(   ) Concordo.

(   ) Discordo em parte.

(   ) Discordo.

  • Você considera a interação e colaboração entre professores necessária para o desenvolvimento cognitivo e afetivo-social da criança?

(   ) Concordo.

(   ) Discordo em parte.

(   ) Discordo.

  • Você considera a formação continuada uma ferramenta que ajudará no desenvolvimento de atribuições no processo ensino-aprendizagem na Educação Infantil?

(   ) Concordo.

(   ) Discordo em parte.

(   ) Discordo.

[1] Graduação.

[2] Orientadora.

Enviado: Agosto, 2021.

Aprovado: Abril, 2021.

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