Gestão na educação pública: análise dos indicadores internos e externos em uma escola de Rondônia

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ARTIGO ORIGINAL 

PEREIRA, Rosângela Mendes [1], FILHO, Ademir Luiz Vidigal [2], CARNEIRO, Alexandre de Freitas [3]

PEREIRA, Rosângela Mendes. FILHO, Ademir Luiz Vidigal. CARNEIRO, Alexandre de Freitas. Gestão na educação pública: análise dos indicadores internos e externos em uma escola de Rondônia. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 05, Vol. 05, pp. 81-104 Maio de 2019. ISSN: 2448-0959

RESUMO

O presente artigo analisa indicadores internos e externos da Escola Professor Valdir Monfredinho, localizada no município de Pimenta Bueno, estado de Rondônia. O objetivo é compreender as fragilidades do sistema avaliativo da escola em questão, de modo a propor ações corretivas. Este estudo classifica-se como uma pesquisa bibliográfica e documental, com abordagem exploratória, descritiva e quantitativa. Os indicadores internos mostram que, na disciplina de Língua Portuguesa, os alunos do 3.º ano do Ensino Fundamental apresentaram um resultado de 86,06% de aprovação e, em Matemática, de 87,4%. Nos resultados de uma das provas externas analisadas, nomeadamente na Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), aplicada pelo Ministério da Educação, os estudantes alcançaram a marca de 77,09% de aprovação em Língua Portuguesa e 80,44% em Matemática. Os alunos do 5.° ano apresentaram, na avaliação interna em Língua Portuguesa, 82,01% de sucesso e, em Matemática, 77,7%; já em outra avaliação externa, os resultaram foram, respectivamente, 80% e 72%. Tais indicadores demonstram que, na avaliação interna, as médias de desempenho tendem a ser maiores do que nas externas. Em comparação com os resultados da Prova Brasil, a avaliação interna novamente superou a externa, com uma diferença de 7,1% em Língua Portuguesa e de 44,3% em Matemática. No 7.º ano, houve um baixo nível de aprovação na avaliação interna, com um índice de 53,9% de sucesso em Língua Portuguesa e, em Matemática, de 43,1%; na avaliação externa promovida pelo Sistema de Avaliação Educacional de Rondônia (Saero), os resultados em Língua Portuguesa são da ordem dos 84,9% de aprovação, número que cai para para os 60,6% na prova de Matemática. Os resultados indicam uma discrepância considerável entre a avaliação interna e a externa. Todos os números citados permitem a conclusão de que o sistema de avalição precisa de alguns ajustes. Sugere-se, para uma próxima pesquisa, que os critérios da avaliação interna da escola pesquisada sejam analisados.

Palavras-chave: Avaliação Interna, Avaliação Externa, Gestão Pública, Educação, Indicadores.

INTRODUÇÃO

Nos documentos oficiais que tratam da educação, como as leis, os parâmetros e as diretrizes curriculares, as avaliações estão ligadas à busca pela melhoria da qualidade no ensino. Trata-se de instrumentos que possibilitam o planejamento educacional e a verificação da eficácia das políticas públicas para a educação (BRASIL, 2001). Entre outras classificações, as avaliações podem ser internas ou externas. A avaliação externa é uma ferramenta padronizada, elaborada por uma entidade externa à escola, que permite aferir o desempenho de alunos de instituições públicas e privadas. Os resultados são normalmente expressos sob a forma da média de desempenho das turmas avaliadas. A avaliação interna, por sua vez, é elaborada e aplicada pelos próprios professores da escola e permite avaliar o aprendizado dos alunos de forma individual.

De acordo com Hoffmann (2001), desenvolver uma pesquisa sobre a avaliação da aprendizagem é algo desafiador, pois envolve diversas reflexões: qual é a melhor forma de avaliar?; as avaliações adotadas apresentam um bom nível de adequação em relação às situações avaliadas? Podemos também afirmar que os estudos sobre a avaliação deixam para trás o caminho das verdades absolutas, dos critérios objetivos, das medidas padronizadas e das estatísticas. O foco recai sobre o sentido essencial dos atos avaliativos e sobre interpretações do valor do objeto da avaliação, a partir de um agir consciente e reflexivo frente às situações avaliadas e do exercício do diálogo entre os envolvidos (HOFFMANN, 2001).

Um sistema educacional ativo é aquele em que os discentes adquirem conhecimento, finalizam seus estudos na Educação Básica e são inseridos no Ensino Superior e no mercado de trabalho. O uso de indicadores de resultados educacionais, que avaliam a aprendizagem dos educandos, quantificam os índices de aprovação e verificam se a conclusão da Educação Básica tem acontecido na idade adequada, auxilia a construção de ações pedagógicas eficientes.

Este artigo objetiva desenvolver uma análise de indicadores internos e externos da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Professor Valdir Monfredinho, situada no município de Pimenta Bueno, estado de Rondônia. O problema de pesquisa passa pela análise dos resultados de avaliações internas e externas e pelo estabecimento de uma comparação entre os números obtidos nesses dois tipos de avaliação. Consideram-se as formas e as limitações de como são articuladas, na prática, tais avaliações, compreendendo as fragilidades inerentes ao processo de avaliar, de modo a propor ações que viabilizem a efetividade da aprendizagem, o desenvolvimento dos alunos e a consequente melhoria dos resultados nas avaliações internas e externas.

A referida análise comparativa dos indicadores internos e externos permitirá ponderar o real nível de desempenho do educando da escola. O estudo pretende também contribuir com parâmetros de conhecimento para futuras investigações que aprofundem a temática aqui abordada, refletindo sobre as práticas pedagógicas da escola e aprimorando o ensino e a aprendizagem dos alunos.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

AVALIAÇÃO

Em uma unidade escolar, a avaliação passa, inicialmente, por um estágio de diagnóstico, sendo uma forma que os professores têm de conhecerem o nível de desempenho prévio de seus alunos – o quanto foi ensinado e o quanto foi aprendido antes de um determinado momento. De modo geral, o objetivo de toda avaliação é contabilizar o sucesso e identificar as dificuldades, proporcionando dados que permitam implementar ajustes nas práticas pedagógicas, visando à melhoria do desempenho dos alunos. Segundo Romão (2011), a avaliação consiste em estabelecer uma comparação entre o que foi alcançado e o que se pretende atingir. O ato avaliativo considera, assim, a eficiência do ensino, ou seja, a ideia de que pode haver uma máxima produção com um mínimo de esforço.

No decorrer dos anos, verificou-se uma busca por resultados no contexto educativo e formativo. Os sistemas educativos, os professores e as escolas foram objeto de sucessivas avaliações, em nome da qualidade e da eficiência. A chamada avaliação formativa está associada a processos de autoavaliação, de autocontrole e de autorregulação. O seu objetivo é basicamente melhorar a aprendizagem dos discentes em geral, especialmente dos que apresentam mais dificuldades, e promover o desenvolvimento profissional dos docentes, visando a uma melhor organização e a um superior funcionamento pedagógico das unidades escolares.

A avaliação escolar possui um significado orientador e cooperativo, preocupando-se com a maneira como o professor atua em sala de aula. Dependendo da forma com que ele aborda os conteúdos, a educação pode ser, sim, um instrumento que alavanca a transformação social e o próprio avanço das realidades educacionais, contribuindo para um conhecimento interativo. No contexto dessa educação transformadora, não cabe ao docente ou à escola utilizar a prova como método de punição dos alunos que não se comprometeram com o aprendizado. Confirma afirma Afonso (2007, p. 4),

Curiosamente, no domínio das aprendizagens dos alunos, parece ser claro que aqueles esforços de avaliação têm estado mais centrados nas avaliações externas – exames nacionais – normalmente da responsabilidade dos Ministérios da Educação ou de quaisquer outras entidades oficiais, e menos nas respectivas avaliações internas, da responsabilidade dos professores e das escolas. Ou seja, há um déficit de investimento na chamada avaliação pedagógica, na avaliação cujo principal propósito é o de ajudar alunos e professores a aprender e a ensinar melhor e que ocorre no interior das salas de aula.

No ano de 2017, o Governo do Estado de Rondônia, por meio da Secretaria de Educação do Estado de Rondônia (Seduc), desenvolveu um trabalho de aferição interna da aprendizagem, por meio do estabelecimento de estatísticas de sucesso por turmas e disciplinas, com o intuito de melhorar a qualidade de ensino do estado. O estudo permitiu identificar quais seriam as turmas que mais necessitavam de intervenções para sanar as defasagens apontadas nessa análise interna.

AVALIAÇÃO INTERNA

Quando se inicia o ano letivo, as unidades de ensino aplicam um diagnóstico para identificar em qual nível de aprendizagem se encontram os discentes. A intenção de tal instrumento é proporcionar uma base aos professores para que, no decorrer do ano, o trabalho docente seja conduzido no encalço das dificuldades diagnosticadas, buscando enfrentá-las. As avaliações internas, aplicadas bimestralmente, permitem aferir se o educando atingiu as metas esperadas para cada estágio. Tais avaliações podem assumir diferentes formatos: testes de múltipla, questões abertas, questões objetivas, observações, registros, portfólios, entre outros instrumentos. Referindo-se ao processo de avaliação da aprendizagem escolar, Hoffmann afirma:

O processo avaliativo não deve estar centrado no entendimento imediato pelo aluno das noções em estudo, ou no entendimento de todos em tempos equivalentes. Essencialmente, porque não há paradas ou retrocessos nos caminhos da aprendizagem. Todos os aprendizes estarão sempre evoluindo, mas em diferentes ritmos e por caminhos singulares e únicos. O olhar do professor precisará abranger a diversidade de traçados, provocando-os a prosseguir sempre. (HOFFMANN, 2001, p. 47).

A respeito do processo ensino-aprendizagem, há uma preocupação tanto dos docentes quanto dos gestores com a busca por uma educação de qualidade no espaço da escola. O propósito é fazer com que o aluno assuma a educação como um compromisso pessoal. Relacionar a teoria com a prática, por meio de dinâmicas e projetos, é dos meios de engajar os alunos, motivando-os a trilharem seus futuros de forma exitosa.

A Portaria n.º 4563/2015-GAB/SEDUC, de 29 de dezembro de 2015, emitida pela Seduc, estabeleceu do seguinte modo as normas de avaliação que deverão ser usadas nas escolas estaduais rondonienses:

A Secretaria de Estado da Educação no uso de suas atribuições legais que lhe confere o art. 71 da Constituição do Estado de Rondônia resolve estabelecer normas para regulamentar e orientar ações pedagógicas no âmbito das escolas estaduais pela Portaria N°. 4.563/2015-GAB/SEDUC (Porto Velho, 29 de dezembro de 2015), no qual relata que no art. 5° A verificação do rendimento escolar deverá: I – Ser expressa em notas em uma escala de 0,0 (zero) a 10,0(dez); II – Prevalecer os aspectos qualitativos sobre os quantitativos; III – Preponderar os resultados obtidos no decorrer do ano letivo sobre os dos exames finais, quando adotados pela escola e regulamentados em seu regimento escolar; e IV – cumprir os seguintes critérios de distribuição da escala de nota adotada: a) Atividade em Classe – AC – 3,0 pontos; b) Atividade Extraclasses – AEC – 2,0 pontos; c) Avaliações Escritas – AE – 5,0 pontos. (SEDUC, 2016, p. 100).

A Escola Professor Valdir Monfredinho adota como proposta avaliativa os instrumentos da avaliação diagnóstica, contínua e somativa. Nos três primeiros anos do Ensino Fundamental, é adotado o sistema de organização do ensino por Ciclo Básico de Alfabetização (CBA). Desse modo, a progressão continuada acontecerá do 1.º para o 2.º ano e do 2.º para o 3.º ano, havendo retenção do aluno somente no final do 3.º ano, caso não tenham sido desenvolvidas todas as habilidades e competências inerentes ao pleno processo de alfabetização. No projeto CBA, existem fichas de acompanhamento da aprendizagem dos alunos, preenchidas pelos professores.

Como instrumento auxiliar de acompanhamento da aprendizagem do 1.º ao 5.º ano, é utilizada uma ficha, na qual são registradas as avaliações dos seguintes aspectos: participação, assiduidade, participação em trabalhos em grupos, pesquisas, tarefas de casa, produções em sala e avaliações escritas para a verificação da aprendizagem dos conteúdos. Na avaliação dos alunos do 6.º ao 9.º ano do Ensino Fundamental, são observados os seguintes critérios: frequência/participação, realização de trabalhos e avaliações escritas. O resultado da avaliação de cada critério é registrado no Diário de Classe. Para expressar o rendimento escolar em cada bimestre, são atribuídas notas de 0 a 100; para fins de promoção, o aluno deve atingir a média igual ou superior a 60 (sessenta). Para os alunos com dificuldades de aprendizagem e baixo rendimento escolar, a escola adota o sistema de recuperação no final do ano letivo, conforme disposto na Portaria n.º 4563/2015-GAB/SEDUC.

Com o objetivo de dinamizar as ações pedagógicas, a escola conta com uma coordenação pedagógica, um serviço de orientação escolar, uma biblioteca, uma sala de recursos com atendimento educacional especializado e um laboratório de informática. Essas instâncias desempenham diferentes papéis pedagógicos que são imprescindíveis ao bom funcionamento da escola.

A promoção da integração entre os membros da equipe pedagógica e o planejamento interdisciplinar acontecem semanalmente. Os professores se reúnem com a Coordenação Pedagógica do 1.º ao 5.º ano para elaborar coletivamente a rotina semanal das aulas, dos projetos e de outras atividades. A escola pretende adotar o planejamento coletivo também para os professores do 6.º ao 9.º ano do Ensino Fundamental, a fim de promover uma maior integração entre as áreas de conhecimento, a troca de experiências e um melhor acompanhamento do aluno.

AVALIAÇÃO EXTERNA

As avaliações externas procuram assegurar o direito de todos a uma educação de qualidade. Elas pode ser censitárias (também chamada de “amostrais”), indo além da sala de aula. Por isso, requerem metodologias e instrumentos específicos para alcançar um resultado confiável e padronizado.

As avaliações externas, que também são chamadas de “avaliações em larga escala”, são elaboradas, organizadas e realizadas por pessoas externas à escola, ao contrário das avaliações da aprendizagem em sala de aula, elaboradas e aplicadas pela própria escola, conforme já adiantado. “Baseadas em testes de proficiência, as avaliações em larga escala buscam aferir o desempenho dos alunos em habilidades consideradas fundamentais para cada disciplina e etapa de escolaridade avaliada” (MINAS GERAIS, 2013, p. 9).

Uma investigação conduzida por Freitas (2007) revela que a origem da intenção do Estado de desenvolver estudos na área do planejamento educacional remonta à década de 1930. Contudo, a autora (2007, p. 51) chama a atenção para o fato de que “foram necessárias mais ou menos cinco décadas para que a avaliação (externa, em larga escala, centralizada e com foco no rendimento do aluno e no desempenho dos sistemas de ensino) viesse a ser introduzida como prática sistemática no governo da educação básica brasileira”. A avaliação em larga escala proporciona um subsídio para direcionar as deliberações voltadas para a melhoria do sistema de ensino e das escolas. Ela permite acompanhar o desempenho da educação ao longo de um dado período de tempo, por meio da comparação dos resultados obtidos e da distribuição do percentual de alunos em cada nível de uma escala de proficiência.

Como afirma Luckesi (1995, p,148), o ato de avaliar envolve, basicamente, três passos: conhecer o nível de desempenho real do aluno; comparar essa informação com aquilo que é considerado importante no processo educativo (qualificação); e tomar as decisões que possibilitem atingir os resultados esperados. No Brasil, os reconhecidos problemas no setor da educação levaram o Governo Federal a adotar a aplicação de diversas avaliações externas, o que contou com o investimento de recursos específicios. Neste trabalho, destacamos as seguintes avaliações em larga escala: a Prova Brasil e a prova da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), ambas elaboradas pelo Ministério da Educação (MEC), e a avaliação conduzida pelo Sistema de Avaliação Educacional de Rondônia (Saero).

PROVA BRASIL

Segundo o MEC (2008), o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é um dos eixos do Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE) e permite realizar uma transparente prestação de contas para a sociedade de como está a educação brasileira. A avaliação seria a primeira ação concreta para aderir às metas de um compromisso com o MEC e receber apoio técnico e financeiro. Este foi apontado como sendo o caminho através do qual a educação daria um salto de qualidade.

A necessidade de analisar toda a diversidade e as especificidades das escolas brasileiras levou à criação da Prova Brasil. A intenção dessa avaliação seria a de retratar a realidade de cada escola e de cada município, aferindo, assim, as competências, as habilidades e as dificuldades apresentadas pelos alunos. A aprova é aplicada nas escolas públicas, urbanas e rurais, das redes municipais e estaduais e também da rede federal. Participam da avaliação as escolas que possuem, no mínimo, dez alunos matriculados nas séries avaliadas – 5.º e 9.º anos do Ensino Fundamental. Os resultados são disponibilizados por escola e por ente federativo; assim, os alunos não conseguem ver suas notas individualmente, uma vez que o principal objetivo da prova é avaliar as redes de ensino como um todo. As escolas particulares não participam da avaliação, uma vez que não constituem uma rede de ensino suficientemente homogênea.

Segundo o Censo Escolar (2017), na Prova Brasil, os alunos são testados em duas disciplinas, Língua Portuguesa e Matemática, e são, assim, confrontados com a resolução de problemas matemáticos e de leitura e interpretação de textos. Não se trata de uma avaliação que apresenta o resultado “aprovado” ou “não aprovado”. A prova procura tão só aferir o conhecimento realizado ao longo da caminhada escolar do educando. Assim, são avaliadas habilidades relativas a anos anteriores àquele em que o aluno está matriculado e também a anos posteriores. O conjunto dessas habilidades é organizado em competências.

De acordo com Antunes (2003), é necessário que cada profissional envolvido com o processo ensino-aprendizagem discuta a educação de forma reflexiva, crítica e criativa. Os professores precisam trabalhar tendo em mente o objetivo de formar cidadãos para o exercício fluente, adequado e relevante da linguagem verbal, oral e escrita, sendo capazes de criticar, opinar e decidir.

AVALIAÇÃO NACIONAL DA ALFABETIZAÇÃO (ANA)

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a ANA é uma avaliação externa que objetiva aferir os níveis de alfabetização e letramento em Língua Portuguesa (leitura e escrita) e o desempenho em Matemática de alunos do 3.º ano do Ensino Fundamental das escolas públicas brasileiras. Desse modo, o foco é a avaliação do nível de alfabetização dos alunos no 3.º ano do Ensino Fundamental, produzindo indicadores sobre as condições de oferta de ensino nessa etapa. Os resultados permitem embasar as políticas públicas que visam proporcionar melhoria na qualidade de ensino e redução das desigualdades, em consonância com as metas e políticas estabelecidas pelas diretrizes da educação nacional. Sendo assim, são basicamente três os resultados fornecidos pela prova: desempenho em leitura, em escrita e em Matemática.

A ANA trabalha ainda com indicadores educacionais que atribuem valor estatístico à qualidade do ensino. Dessa forma, atenta-se não apenas para o desempenho dos alunos, mas também para o contexto econômico e social em que as escolas estão inseridas. Dois indicadores merecem destaque: o Indicador de Nível Socioeconômico e o Indicador de Formação Docente da escola. Além disso, conforme já adiantado, a prova gera indicadores que contribuem para o processo de alfabetização nas escolas públicas brasileiras e, por isso, assume-se como uma avaliação que ultrapassa a questão do desempenho dos estudantes, permitindo uma análise das condições de escolarização que eles tiveram (ou não) para desenvolver esses saberes.

Sendo uma prova censitária, a ANA é aplicada a todos os alunos matriculados no 3.º ano do Ensino Fundamental, mas, no caso de escolas multisseriadas, é aplicada a apenas uma amostra. A aplicação e a correção são atribuições do Inep e o instituto recomenda que, durante o tempo que durar o exame, o professor regente de classe esteja presente.

SAERO

Em 2012, a Seduc, em parceria com o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (Caed/Ufjf), criou o Saero. Trata-se de um sistema que tem por objetivo implementar mudanças no sistema educacional rondoniense, visando a uma educação de mais qualidade. Após a instituição dessa iniciativa, em 2015, foram avaliados os estudantes das escolas estaduais dos 5.º e 7.º anos do Ensino Fundamental e dos 1.º e 2.º anos do Ensino Médio, nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. Atualmente, a cada ano, são avaliados os 2.º, 5.°, 6.º, 7.º e 9.º anos do Ensino Fundamental e os 1.º, 2.º e 3.° anos do Ensino Médio. Em Rondônia, a gestão escolar pode ser caracterizada por dois enfoques principais: o enfoque democrático e o pedagógico. Ambos contribuem para o estabelecimento de um ambiente favorável à aprendizagem. Embora complementares – e por isso entende-se que não deve haver dois tipos distintos de gestores, há indicadores específicos para cada um dos enfoques.

No Saero (2012), as medidas de desempenho, elaboradas a partir da aplicação dos testes cognitivos, utilizam a Teoria de Resposta ao Item (TRI), que permite expressar, de forma mais apurada, a proficiência obtida pelos estudantes, e a Teoria Clássica dos Testes (TCT), que, por sua vez, apresenta os percentuais de acerto por descritor. Além dos testes cognitivos, são aplicados questionários contextuais, por meio dos quais é possível aferir o nível socioeconômico dos respondentes e obter outras informações que ajudam a contextualizar o desempenho.

Segundo o então governador do estado, Sr. Confúcio Moura, o Saero consiste em uma espécie de Ideb, que aponta as fragilidades da educação em nível estadual, permitindo identificar, por exemplo, disparidades de idade e série entre os alunos, causas da evasão e escolas com menor desempenho. Essa caracterização objetiva da realidade permite que sejam criadas ações estratégicas com vistas ao enfretamento mais efetivo dos problemas.

METODOLOGIA

A metodologia de toda pesquisa representa um caminho a ser seguido pelo pesquisador, em um sistema de produção de conhecimento. A pesquisa visa a conhecer uma realidade e, para isso, faz uso de um conjunto de procedimentos que inclui técnicas e instrumentos de pesquisa. Segundo Tozoni-Reis (2009, p. 16), “a articulação entre estudos teóricos e aplicação de técnicas e instrumentos deve estar presente durante todo o processo de investigação”.

A pesquisa quantitativa, filão no qual se insere este trabalho, tem suas raízes no pensamento positivista lógico e prioriza o raciocínio dedutivo, as regras da lógica e os atributos mensuráveis da experiência humana. Esse tipo de pesquisa tende ainda a salientar os aspectos dinâmicos, holísticos e individuais da experiência humana, para apreender a totalidade do contexto daqueles que estão vivenciando determinado fenômeno (POLIT; BECK; HUNGLER, 2004).

Para a realização desta pesquisa, foram analisadas planilhas, que continham os dados e resultados dos indicadores internos e externos da Escola Professor Valdir Monfredinho, no município de Pimenta Bueno. A abordagem quantitativa aqui adotada revelou-se a mais adequada, considerando os objetivos propostos. Após a análise quantitativa das planilhas, adotou-se uma linha descritiva e comparativa, para a sintetização dos resultados analisados.

Desse modo, esta pesquisa pode ser classificada, quanto aos seus objetivos, como uma pesquisa descritiva, pois tem como principal objetivo descrever características de determinada população ou fenômeno. A pesquisa descritiva não é tão básica quanto a exploratória e nem tão aprofundada quanto a explicativa (BEUREN et al., 2003). Vale salientar que, para a realização desta pesquisa, a Escola Professor Valdir Monfredinho, nas figuras do Secretário Escolar e da Coordenação Pedagógica, disponibilizou os resultados das avaliações internas e externas das turmas avaliadas. Na sequência, para a análise e compreensão dos resultados coletados, organizados em tabelas e gráficos, foram necessárias também pesquisas de consulta a livros, artigos, documentos disponibilizados pela escola e sites na Internet que têm como objetivo divulgar informações sobre o rendimento escolar interno e externo. Segundo Fonseca (2002), a pesquisa documental trilha os mesmos caminhos da pesquisa bibliográfica, não sendo fácil por vezes distingui-las.

RESULTADO E ANÁLISE DOS DADOS

Nesta seção, serão apresentados os resultados da pesquisa. Para os dados coletados, houve a verificação, a codificação e a tabulação, utilizando como recurso o software Microsoft Word. Os dados das turmas envolvidas nesta pesquisa foram submetidos a análise, interpretação e comparação, o que permitiu compreender o resultado das avaliações internas e externas da Escola Professor Valdir Monfredinho. Na análise, segundo Lakatos e Marconi (2003, p. 167), “o pesquisador entra em maiores detalhes sobre os dados decorrentes do trabalho estatístico, a fim de conseguir respostas às suas indagações”.

RESULTADOS E ANÁLISES DAS AVALIAÇÕES INTERNAS DA ESCOLA PROFESSOR VALDIR MONFREDINHO

Para facilitar a análise das avaliações internas da Escola Professor Valdir Monfredinho, fez-se um levantamento na secretaria da escola e obteve-se o quadro demonstrativo com as notas dos quatro bimestres das turmas de 3.º, 5.º e 7.º anos do Ensino Fundamental para as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. Essas foram as disciplinas que serviram de base para as avaliações externas no decorrer dos anos de 2015 e 2016, aqui analisados.

O quadro 1 transcreve as notas que constam no Diário Eletrônico da escola. Foram esses os dados utilizados como base para as análises das avaliações internas. Foram aferidas turmas de 3.º, 5.º e 7.º anos do Ensino Fundamental, sendo que o resultado individual foi apresentado em notas distribuídas em quatro níveis, numa escala de 0 a 100: abaixo do básico, básico, adequado e avançado. Na distribuição de notas, o nível “abaixo do básico” corresponde ao intervalo de 0 a 40; o nível “básico”, de 41 a 59; o nível “adequado”, de 60 a 80; e o nível “avançado”, de 81 a 100. Vale ressaltar que os alunos que se encontram nos níveis “abaixo do básico” e “básico”, estão abaixo da média esperada; já os alunos nos níveis “adequado” e “avançado”, estão acima da média esperada. Dessa forma, espera-se que, quanto maior for a nota adquirida, maiores sejam as habilidades e as competências dominadas pelos alunos. No quadro 1 e nos demais quadros que se seguem, “B” indica “bimestre”, “M. A.” indica “média anual” e “M. F.” indica “média final”.

Quadro 1 – Resultado das avaliações internas do 3.º ano A do Ensino Fundamental da Escola Professor Valdir Monfredinho, na modalidade regular, para as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática no ano de 2016.

Fonte: Dados da pesquisa (2018).

No ano de 2015, a média final do 3.º ano A, em Língua Portuguesa, foi de 73,17 pontos, em uma escala de 0 a 100. Os alunos estão distribuídos por níveis de desempenho do seguinte modo: 7,9% estão no nível abaixo do básico; 3,9, no nível básico; 51,3%, no nível adequado; e 36,9%, no nível avançado. Os níveis abaixo do básico e básico somam 11,8%; já nos níveis adequado e avançado alcançaram juntos 88,2% de rendimento escolar.

Em Matemática, a média final foi de 74,75 pontos, distribuídos do seguinte modo: 6,6% no nível abaixo do básico, 7,9% no nível básico, 44,7% no nível adequado e 40,8% no nível avançado. Nessa disciplina, somados, os percentuais dos níveis abaixo do básico e básico chegam a 14,5% de alunos que não alcançaram o rendimento esperado. Já nos níveis adequado e avançado o percentual foi de 88,5%, o que pode ser considerado um bom resultado.

Observemos a seguir, no quadro 2, os resultados para o 3.º ano B.

Quadro 2 – Resultado das avaliações internas do 3.º ano B do Ensino Fundamental da Escola Professor Valdir Monfredinho, na modalidade regular, para as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática no ano de 2015.

Fonte: Dados da pesquisa (2018).

No ano de 2015, em Língua Portuguesa, o 3.º ano B obteve uma de média final de 73,17 pontos, em escala de 0 a 100. A distribuição por níveis se deu do seguinte modo: 6,9% no nível abaixo do básico; 5,6% no nível básico; 40,3% no nível adequado; e 47,2% no nível avançado. Na soma dos níveis, obteve-se um percentual de alunos abaixo do básico e básico da ordem dos 12,5%. Já nos níveis adequado e avançado estão 87,5% dos alunos avaliados.

Em Matemática, o 3.º ano B teve uma média final de 78,45 pontos, assim distribuídos: 5,6% no nível abaixo do básico; 8,3% no nível básico; 38,9% no nível adequado; e 47,2% no nível avançado. Nessa disciplina, a soma dos percentuais abaixo do básico e básico foi de 13,9%. Pode ser considerada baixa a quantidade de alunos que não alcançaram os objetivos propostos de modo satisfatório. Já nos níveis adequado e avançado, a soma foi de 86,1%, um bom resultado.

Quadro 3 – Resultado das avaliações internas do 3.º ano C do Ensino Fundamental da Escola Professor Valdir Monfredinho, na modalidade regular, para as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática no ano de 2016.

Fonte: Dados da pesquisa (2018).

Para a turma C, a média anual foi da ordem dos 75,06 pontos em Língua Portuguesa, na escala de 0 a 100. Em relação ao desempenho por níveis, os números estão assim distribuídos: 9,7% no nível abaixo do básico; nenhum aluno no nível básico; 50% no nível adequado; e 40,3% no nível avançado. Os níveis adequado e avançado somaram 90,3% das notas.

Em Matemática, a média final da turma C foi de 80,20 pontos, assim distribuídos: 6,9% no nível abaixo do básico; 2,8% no nível básico; 48,6% no nível adequado; e 41,7% no nível avançado. Nessa disciplina, a soma dos níveis abaixo do básico e básico foi de 9,7%, indicando que esse percentual de alunos, relativamente baixo, não alcançou o rendimento esperado. Já nos níveis adequado e avançado, estão 90,3% das notas, também um bom resultado. O quadro 4, a seguir, apresenta o cálculo das médias anual e final das três turmas aferidas.

Quadro 4 – Cálculo das médias anual e final das três turmas de 3.º ano aferidas nas avaliações internas de 2016 nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática da Escola Professor Valdir Monfredinho na modalidade regular.

Turmas Língua Portuguesa Matemática
M. F. % M. F. %
3.º ano A 73,17 73,17% 74,75 74,75%
3.º ano B 78,45 78,45% 77,41 77,41%
3.º ano C 75,06 75,06% 80,20 80,2%
Média anual do

3.º ano

75,56 75,56% 77,45 77,45%

Fonte: Dados da pesquisa (2018).

Em 2016, a Escola Professor Valdir Monfredinho atendeu a três turmas de 3.º ano do Ensino Fundamental. Por isso, foi necessário fazer a junção de turmas para obter a média final e transformá-la em percentuais para as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. Como mostra o quadro 4, os números são, respectivamente, 75,76% e 77,45%. Trata-se de números elevados, que indicam um bom aproveitamento interno nas duas disciplinas.

As próximas análises apresentadas dizem respeito às avaliações internas realizadas nas turmas do 5.º e 7.º anos da Escola Professor Valdir Monfredinho. Os resultados apresentados dizem respeito ao ano letivo de 2015.

Quadro 5 – Resultado das avaliações internas do 5.º ano do Ensino Fundamental da Escola Professor Valdir Monfredinho, na modalidade regular, para as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática no ano de 2015.

Fonte: Dados da pesquisa (2018).

O 5.º ano, em Língua Portuguesa, teve uma média final de aproveitamento de 69,05 pontos, na escola de 0 a 100, distribuídos do seguinte modo: 10,71% no nível abaixo do básico; 7,24% no nível básico; 52,7% no nível adequado; e 29,4% no nível avançado. Nos níveis abaixo do básico e básico, foram incluídos 17,95% das notas. Os dois níveis mais elevados, adequado e avançado, corresponderam a 82,1%.

Na disciplina de Matemática, no 5.º ano do Ensino Fundamental, os alunos obtiveram uma média anual de 68,54 pontos. A distribuição por níveis se deu da seguinte forma: 16,9% no nível abaixo do básico; 5,4% no nível básico; 42% no nível adequado; e 35,7% no nível avançado. A soma dos percentuais abaixo do básico e básico foi de 22,3%, o que indica que aproximadamente ¼ dos alunos não alcançaram o rendimento esperado. Os níveis adequado e avançado perfazem juntos 77,7% das notas, um bom resultado.

Quadro 6 – Resultado das avaliações internas do 7.º ano A do Ensino Fundamental da Escola Professor Valdir Monfredinho, na modalidade regular, para as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática no ano de 2015.

Fonte: Dados da pesquisa (2018).

Para o 7.º ano A, os indicadores internos revelam que a média final foi de 59,82 pontos para a disciplina Língua Portuguesa, na escala de 0 a 100. Esse resultado foi distribuído do seguinte modo: 31,6% no nível abaixo do básico; 21,1% no nível básico; 27,6% no nível adequado; e 19,7% no nível avançado. Os níveis abaixo do básico e básico somaram os 52,7%, e os níveis adequado e avançado, 47,3%.

A disciplina de Matemática, no 7.º ano A, alcançou uma média anual de 53,75 pontos, assim distribuídos em: 36,8% no nível abaixo do básico, 13,2% no nível básico, 32,9% no nível adequado e 17,1% no nível avançado. Nessa disciplina, o percentual abaixo do básico e básico foi de 50%; a outra metade correspondeu aos níveis adequado e avançado. O nível de aproveitamento foi baixo.

Quadro 7 – Resultado das avaliações internas do 7.º ano B do Ensino Fundamental da Escola Professor Valdir Monfredinho, na modalidade regular, para as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática no ano de 2015.

Fonte: Dados da pesquisa (2018).

No ano de 2015, no 7.º B, em Língua Portuguesa, a média final foi de 53,22 pontos na escala de 0 a 100, assim distribuídos: 19,7% no nível abaixo do básico; 19,7% no nível básico; 52,6% no nível adequado; e 8% no nível avançado. A soma dos níveis abaixo do básico e básico foi de 39,4%, o que representa um nível de aprendizado insatisfatório relativamente elevado. Já para os níveis adequado e avançado, a soma foi de 60,6%.

Em Matemática, essa turma do obteve a média anual de 43,62 pontos, assim distribuídos: 38,1% das notas foram classificadas no nível abaixo do básico; 23,7%, no nível básico; 25%, no nível adequado; e 13,2%, no nível avançado. A soma dos percentuais dos níveis abaixo do básico e básico foi de 55,9%. Isso significa que mais de metade dos alunos não alcançaram o rendimento esperado. Já nos níveis adequado e avançado, foram classificadas 44,1% das notas.

Em 2015, a escola Professor Valdir Monfredinho atendeu a duas turmas de 7.º ano do Ensino Fundamental. Por isso, fez-se a junção dessas duas turmas para obter a média final e transformá-la em percentual de aprovação nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática – com isso, obtivemos 75,76% e 77,45%, respectivamente.

Quadro 8 – Cálculo da média final das duas turmas de 7.º ano aferidas nas avaliações internas de 2015 nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática da Escola Professor Valdir Monfredinho na modalidade regular.

Turmas Língua Portuguesa Matemática
Média final % Média final %
7.º ano A 59,82 59,82% 53,75 53,75%
7.º ano B 53,22 53,22% 43,62 43,62%
Média anual do 7.º ano 56,52 56,52% 48,68 48,68%

Fonte: Dados da pesquisa (2018).

Assim, os indicadores internos revelam que os níveis de aprovação nas duas turmas foram relativamente baixos em ambas as disciplinas. A média final de aproveitamento do 7.º ano para o ano de 2015, em Língua Portuguesa, foi de 56,52% e em Matemática, 48,68%. Os resultados indicam um nível insatisfatório de aprendizado, tanto em Língua Portuguesa quanto em Matemática. Trata-se de uma realidade preocupante, que deve merecer a atenção da escola.

RESULTADO E ANÁLISES DAS AVALIAÇÕES EXTERNAS DA ESCOLA PROFESSOR VALDIR MONFREDINHO

RESULTADOS DA PROVA BRASIL

Os dados apresentados nesta seção referem-se a resultados publicados pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e pelo Censo Escolar (2017). Nesta pesquisa, tais dados foram utilizados como base para as análises das avaliações externas. Na Prova Brasil, as turmas avaliadas foram as do 5.º e do 9.º anos do Ensino Fundamental e do 3.º ano do Ensino Médio. Os resultados são distribuídos em quatro níveis de uma escala de proficiência, que pretende representar o domínio das competências avaliadas. São eles: “insuficiente”, “básico”, “proficiente” e “avançado”.

Na escala de proficiência em Língua Portuguesa, o nível insuficiente compreende de 0 a 149 pontos de acertos; o nível básico, de 150 a 199 pontos; o nível proficiente, de 200 a 249 de pontos; e o nível avançado corresponde a qualquer número igual ou maior do que 250 pontos de acertos. Já na escala de proficiência em Matemática, o nível insuficiente compreende de 0 a 174 pontos de acertos; o nível básico, de 175 a 224 pontos; o nível proficiente, de 225 a 274 de pontos; e o nível avançado vai de igual ou maior do que 275 pontos. Vale ressaltar que os alunos que se encontram nos níveis insuficiente e básico, estão abaixo da média esperada e os alunos nos níveis proficiente e avançado encontram-se acima do desempenho mediano. Dessa forma, quanto maior for o nível de proficiência dos alunos, maior serão as habilidades e as competências que eles já dominam.

O quadro 9 apresenta os resultados relativos ao 5.º ano para a disciplina de Língua Portuguesa. Em 2015, a média de proficiência foi de 222,49 pontos, distribuídos da seguinte forma: nenhum aluno foi enquadrado no nível insuficiente; 25% estão no nível básico; 50% encontram-se no nível proficiente de aprendizado; 25% estão no nível avançado.

Quadro 9 – Resultados da avaliação externa da Prova Brasil do 5.º ano do Ensino Fundamental da Escola Professor Valdir Monfredinho para as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática no ano de 2015.

Fonte: Saeb e Censo Escolar (2017).

Verifica-se, assim, que um percentual significativo de alunos encontra-se no nível básico, abaixo da média desejada. Isso aponta para uma significativa defasagem na aprendizagem de conteúdos e um deficiente desenvolvimento de competências adequadas a essa etapa da escolarização. É de se ressaltar, por outro lado, que 75% dos alunos encontram-se nos níveis proficientes e avançados, acima da média de proficiência desejada.

Já em Matemática, a média de proficiência obtida foi de 213,83 pontos, distribuídos da seguinte forma: 8,3% dos alunos encontram-se no nível insuficiente; 58% estão enquadrados no nível básico; 33,4% são considerados proficientes; e nenhum aluno se encontra no nível avançado. Para a disciplina em questão, o aprendizado dos alunos foi menor do que a média de proficiência, pois os níveis insuficiente e básico totalizaram 66,6%. Outro aspecto relevante é o fato de nenhum aluno se encontrar no nível avançado.

Nos anos finais do Ensino Fundamental, a escola Professor Valdir Monfredinho não participou da Prova Brasil, pois no ano letivo de 2015 não formou turmas de 9.º ano. Quanto ao Ensino Médio, a escola não atende a esse nível de ensino.

RESULTADOS DA ANA

Para a análise dos resultados da avaliação externa ANA, foram utilizados os dados disponíveis no site do MEC. Tais resultados referem-se ao ano de 2016, no qual foi avaliada a proficiência dos alunos em leitura, escrita e Matemática. Os resultados foram agrupados em diferentes níveis. Conforme já adiantado, o objetivo foi verificar se os alunos desenvolveram as habilidades e as competências esperadas para um bem-sucedido processo de alfabetização. Vejamos os dados no quadro 10.

Quadro 10 – Resultados da avaliação externa da prova ANA para as competências da leitura e da escrita da Escola Professor Valdir Monfredinho, distribuídos por nível de proficiência para o ano de 2016.

Agregação Nível 1 Nível 2 Nível 3 Nível 4
Escola Professor Valdir Monfredinho 6,25% 27,08% 47,92% 18,75%
33,33% 66,67%

Fonte: Saeb e Censo Escolar (2017).

Os resultados foram distribuídos em uma escala de proficiência, composta por quatro níveis progressivos e cumulativos, da menor para a maior proficiência. No quadro 10, verifica-se que a turma avaliada apresentou um percentual de 33,33% de enquadramento nos níveis 1 e 2, considerado como níveis elementares. Isso aponta para um baixo índice de sucesso e de aprendizagem e precisa ser recuperado. No entanto, 66,67% dos alunos foram classificados nos níveis 3 e 4, considerados níveis suficientes (adequado/desejável). Tais alunos tiveram aprendizado esperado e alguns foram mesmo além da expectativas.

Quadro 11 – Resultados da avaliação externa da prova ANA para a disciplina de Língua Portuguesa da Escola Professor Valdir Monfredinho, distribuídos por nível de proficiência para o ano de 2016.

Agregação Nível 1 Nível 2 Nível 3 Nível 4
Escola Professor Valdir Monfredinho 4,35% 15,22% 26,09% 54,35%
19,57% 80,44%

Fonte: Saeb e Censo Escolar (2017).

Em Matemática, a porcentagem de testes de aprendizagem nos níveis 3 e 4 de proficiência somou 80,44% de aproveitamento. Percebe-se que a turma obteve um elevado percentual de alunos nos níveis esperados. 19,57% dos avaliados ficaram no nível elementar, apresentando pouco aprendizado.

Quadro 12 – Resultados da avaliação externa da prova ANA para a disciplina de Matemática da Escola Professor Valdir Monfredinho, distribuídos por nível de proficiência para o ano de 2016

Agregação Nível 1 Nível 2 Nível 3 Nível 4
Escola Professor Valdir Monfredinho 2,08% 6,25% 4,17% 54,35%
12,5% 87,5%

Fonte: Saeb e Censo Escolar (2017).

Em se tratando dos resultados dos testes de aprendizagem em escrita, em uma escala até 5, os dados obtidos nos níveis 4 e 5 de proficiência dos alunos foram de 87,5% de aproveitamento – um sucesso expressivo, portanto. Nesse cenário, para completar os 100% faltou apenas 12,5%, que ficaram nos níveis 1, 2 e 3.

Tendo em vista que a avaliação ANA, na disciplina de Língua Portuguesa, apresenta o caderno de teste dividido nas competências da leitura e da escrita, o quadro abaixo faz-se necessário para que se possa identificar o percentual de aproveitamento em cada uma dessas competências. Tais dados viabilizarão uma melhor comparação entre as avaliações internas e externas da escola.

Quadro 13 – Resultados da avaliação da ANA para as competências de leitura e escrita avaliadas na disciplina de Língua Portuguesa da Escola Professor Valdir Monfredinho, distribuídos por nível de proficiência, para o ano de 2016.

Competências Nível elementar Adequado Mais elevado
Leitura 6,25% 27,08% 47,92% 18,75%
Escrita 2,08% 6,25% 4,17% 77,08% 10,42%
Média do cálculo do percentual de Língua Portuguesa 4,2% 16,6% 2,1% 62,5% 14,6%

Fonte: Saeb e Censo Escolar (2017).

O quadro 13 mostra que, em Língua Portuguesa, 22,9% das notas estão no nível elementar, que representa pouco aprendizado; 62,5% dos alunos estão no nível adequado; e 14,6% estão no mais elevado nível. Somando os níveis proficiência adequado com o mais elevado, temos 77,1% de aproveitamento. É importante ressaltar que cerca de ¼ dos alunos chegaram ao final do 3.º ano sem desenvolver as habilidades e as competências esperadas para essa etapa da alfabetização.

RESULTADOS DO SAERO

Conforme aponta o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (Caed), em 2015, em Rondônia, foram aplicadas avaliações externas às turmas de 5.º e 7.º anos do Ensino Fundamental. A escala utilizada pelo Saero associa a proficiência ao desempenho alcançado (habilidades e competências) por cada estudante no teste. Essa escala é dividida, nessa avaliação externa, em quatro níveis: “abaixo do básico” (quase nenhum aprendizado); “básico” (pouco aprendizado); “adequado” (aprendizado esperado); e “avançado” (além do esperado).

Quadro 14 – Resultado da evolução do percentual de estudantes por padrão de desempenho na disciplina de Língua Portuguesa na prova do Saero para o 5.º ano em 2015.

Resultados Proficiência

média

Abaixo do básico Básico Adequado Avançado
Escola Professor Valdir Monfredinho 189 20% 68% 12%

Fonte: Saero (2015).

A média de proficiência em Língua Portuguesa do 5.º ano do Ensino Fundamental foi de 189 pontos, distribuídos da seguinte forma: nenhum abaixo do básico (nível 1), 20% no básico (nível 2), 68% no adequado (nível 3) e 12% do avançado (nível 4). Considerando ainda os resultados apresentados, 20% da turma apresentam baixo aprendizado; por outro lado, a soma do percentual de alunos que estão no nível de aprendizado esperado com os que atingiram além do esperado é de 80%.

Quadro 15 – Resultado da evolução do percentual de estudantes por padrão de desempenho na disciplina de Matemática na prova do Saero para o 5.º ano em 2015.

Resultados Proficiência

Média

Abaixo do básico Básico Adequado Avançado
Escola Professor Valdir Monfredinho 218,2 28% 60% 12%

Fonte: Saero (2015).

Já em Matemática, no 5.º ano do Ensino Fundamental, o nível de proficiência da escola foi de 218,2 pontos, assim distribuídos: nenhum abaixo do básico, 28% no básico, 60% no adequado e 12% no avançado. Nessa disciplina, 28% da turma estão no nível de baixo aprendizado e necessitam de uma atenção maior para recuperar o que ainda não conseguiram alcançar; 72%, resultantes da soma do nível adequado com o nível avançado, representam os alunos que se encontram preparados para continuar os estudos.

Os níveis de proficiência e desempenho tanto em Matemática como em Língua Portuguesa revelaram um nível alto de aproveitamento, o que nos permite afirmar que a maioria dos alunos avaliados está preparada para prosseguir seus estudos. Porém, é relevante observar que os 28% dos alunos que se encontram no nível básico necessitam de atenção redobrada – eles poderão seguir para as séries vindouras, mas no momento não demonstram que dominam as competências esperadas.

Quadro 16 – Resultado da evolução do percentual de estudantes por padrão de desempenho na disciplina de Língua Portuguesa na prova do Saero para o 7.º ano em 2015.

Resultados Proficiência

média

Abaixo do básico Básico Adequado Avançado
Escola Professor Valdir Monfredinho 234,6 3% 12,1% 69,7% 15,2%

Fonte: Saero (2015).

Os resultados relativos ao 7.º ano, em Língua Portuguesa, mostram uma média de proficiência de 234,6 pontos; destes, 3% estão abaixo do básico; 12,1%, no básico; 69,7%, no adequado; e 15,2%, no avançado. Nessa disciplina, 15,1%, obtidos pela soma dos valores dos níveis abaixo do básico e básico, apresentam um nível de baixo aprendizado e, portanto, merecem atenção especial dos professores; 84,9% da turma estão preparados para continuar seus estudos.

Quadro 17 – Resultado da evolução do percentual de estudantes por padrão de desempenho na disciplina de Matemática na prova do Saero para o 7.º ano em 2015.

Resultados Proficiência

média

Abaixo do básico Básico Adequado Avançado
Escola Professor Valdir Monfredinho 238 9,1% 30,3% 48,5% 12,1%

Fonte: Saero (2015).

Os resultados acima mostram que, na disciplina de Matemática, a média de proficiência foi de 238 pontos, assim distribuídos: 9,1% abaixo do básico; 30,3% no básico; 48,5% no adequado; e 12,1% no avançado. Comparando esses resultados com os da Língua Portuguesa, temos um percentual maior de alunos nos níveis abaixo do básico e básico – 39,4%. Já os níveis adequado e avançado somaram 60,6%.

O quadro 18, apresentado a seguir, traz um resumo das avaliações internas e externas nos anos de 2015 e 2016, aplicadas na escola estudada.

Quadro 18 – Comparativo entre avaliações internas e externas na Escola Professor Valdir Monfredinho nos anos de 2015 e 2016.

Avaliação interna –

média da turma

ANA Prova Brasil Saero
Turmas L. P. Mat. L. P.

(escrita e leitura)

Mat. L. P. Mat. L. P. Mat.
3.º

ano

86,6% 87,4% 77,09% 80,44% Não se aplica Não se aplica Não se aplica Não se aplica
5.º

ano

82,1% 77,7% Não se aplica Não se aplica 75% 33,4% 80% 72%
7.º

ano

53,9% 43,1% Não se aplica Não se aplica Não se aplica Não se aplica 84,9% 60,6%

Fonte: Dados da pesquisa (2018).

Analisando os dados apresentados, pôde-se comparar o desempenho das avaliações internas e externas na Escola Professor Valdir Monfredinho. No decorrer do ano letivo de 2016, as turmas do 3.º ano do Ensino Fundamental, na disciplina de Língua Portuguesa, apresentaram um resultado interno de 86,06% de sucesso. Em Matemática, esse número chegou aos 87,4% de aprovação. Nos resultados da avaliação externa ANA, os alunos alcançaram um percentual de 77,09% em Língua Portuguesa e 80,44% em Matemática. Trata-se de percentagens que diferem apenas cerca de 7 pontos. Em ambas as provas, a escola apresenta um bom desempenho, apesar de o número ser maior na avaliação interna. De fato, em Língua Portuguesa, a diferença foi de 9,51% pontos e, em Matemática, de 6,96% pontos. Em ambas as disciplinas, a avaliação interna foi superior à externa.

Diante dos dados internos analisados em 2015, pôde-se observar que o percentual de aproveitamento do 5.º ano do Ensino Fundamental, em Língua Portuguesa, foi de 82,1% e, em Matemática, de 77,7%. Na avaliação externa do Saero, os avaliados obtiveram um padrão de desempenho significativamente alto: em Língua Portuguesa, os alunos atingiram 80% de aprovação e, em Matemática, 72%. Isso demonstra que o percentual de evolução de desempenho interno foi maior do que o da evolução externa, com 2,1% em Língua Portuguesa e 5,7% em Matemática.

Na avaliação externa da Prova Brasil, o 5.º ano obteve um percentual de aproveitamento em Língua Portuguesa de 75% de aprovação. Em Matemática, esse número desceu para os 33,4%. Se comparados tais resultados com os da avaliação interna, constatamos números discrepantes: o desempenho interno foi maior que o externo – a diferença em Língua Portuguesa foi de 7,1% e chegou aos 44,3% em Matemática.

No 7.º ano, houve um baixo nível de aprovação na avaliação interna, sendo que, em Língua Portuguesa, verificou-se um percentual de 53,9% de aprovação e, em Matemática, de 43,1%. Na avaliação externa do Saero, houve um nível alto de rendimento escolar em Língua Portuguesa (84,9%) e, em Matemática, o percentual foi para os 60,6%. Os resultados apontam uma diferença alta e significativa no percentual da avaliação externa sobre a interna, sendo em Língua Portuguesa de 31% e, em Matemática, de 17,5%.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Neste estudo, foram analisados indicadores de avaliações internas e externas dos anos letivos de 2015 e 2016 da escola Professor Valdir Monfredinho. A pesquisa objetivou analisar tais avaliações, comparando-as, de modo a propor melhorias no processo de avaliação interna da escola. Por meio deste estudo, ficou demonstrado que traçar um comparativo entre as avaliações internas e externas pode relevar informações importante sobre a situação das instituições de ensino, auxiliando-as na tomada de decisão para proporcionar um melhor atendimento à sua clientela. Trata-se de um instrumento para a equipe gestora e para os demais envolvidos, viabilizando a análise da situação educacional da escola.

A análise dos indicadores demonstrou que as avaliações internas nas turmas de 3.º e 5.º ano apresentaram um percentual maior de aprendizado em comparação às avaliações externas (Prova Brasil, ANA e Saero), tanto na disciplina de Matemática como em Língua Portuguesa. A escola deve repensar como estão sendo realizadas as avaliações internas, especialmente nas turmas do 5.° ano, já que, no 3.° ano, os resultados se aproximam.

Os índices demonstram que o problema se agrava no 7.° ano, pois a avaliação interna apresentou uma grande discrepância em relação à avaliação externa realizada pelo estado, com a prova do Saero. A escola deve verificar o que de fato está motivando esta diferença nas avaliações e propor mudanças a fim de obterem resultados mais próximos.

Outro problema encontrado nos sistemas de avaliação interna e externa diz respeito à falta de padronização. Nas escolas, as notas são expressas de 0 a 100; já nas avaliações aplicadas por órgãos independentes, há variações: na Prova Brasil, os resultados são apresentados em escala de proficiência: suficiente (de 0 a 149 pontos), básico (de 150 a 199 pontos), proficiente (de 200 a 249 pontos) e avançado (igual ou superior a 250 pontos); na prova do Saero, a escala associa a proficiência ao desempenho (habilidades e competências) e está dividida em quatro níveis: abaixo do básico (quase nenhum aprendizado), básico (pouco aprendizado), adequado (aprendizado esperado) e avançado (além do esperado). Tais diferenças dificultam as comparações e uma leitura clara, de modo a identificar o que deve ser feito para melhorar o desempenho da escola.

Recomenda-se uma padronização das avaliações externas em níveis de competências e habilidades para proporcionar um melhor entendimento dos seus resultados e facilitar a interpretação dos dados que elas trazem. Desse modo, as escolas terão mais um instrumento para refletir sobre as suas práticas pedagógicas e aprimorar o ensino e a aprendizagem. Sugere-se que, numa próxima pesquisa, se investiguem os critérios da avaliação interna adotada pela escola pesquisada.

REFERÊNCIAS

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TOZONI-REIS, M. F. C. Metodologia da Pesquisa. 2. ed. Curitiba: IESDE Brasil, 2009.

[1] Especialista em Gestão Organizacional: Gestão Pública e Gestão na Escola.

[2] Doutorando em Administração pela Universidad Nacional de Misiones – Argentina.

[3] Doutorando em Administração pela Universidad Nacional de Misiones – Argentina.

Enviado: Fevereiro, 2019

Aprovado: Maio, 2019

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