Utilizando a Culinária como um Método de Aprendizagem na Educação Infantil: Abordando a Faixa Etária de 3 a 5 Anos, na Cidade de Curitiba

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Utilizando a Culinária como um Método de Aprendizagem na Educação Infantil: Abordando a Faixa Etária de 3 a 5 Anos, na Cidade de Curitiba
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LAFFITES, Andressa Scremin [1]

LAFFITES, Andressa Scremin. Utilizando a Culinária como um Método de Aprendizagem na Educação Infantil: Abordando a Faixa Etária de 3 a 5 Anos, na Cidade de Curitiba. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Edição 07. Ano 02, Vol. 03. pp 61-83, Outubro de 2017. ISSN:2448-0959

RESUMO

No mundo da educação infantil o professor precisa estar disposto para entrar no mundo da imaginação da criança e, precisa mais do que nunca propor atividades que os motivem a participar. Com propostas voltadas para a culinária, um método em que as crianças interagem e participam de forma a interagir com todo o grupo. Além de ser uma ótima proposta para agregar as mais diferentes linguagens do conhecimento. De forma lúdica a criança participa de atividades do conhecimento matemático, oral e escrita, entre outras claro. Em Curitiba os profissionais da educação infantil, contam com livros de objetivos para introduzir dentro da sala as linguagens de aprendizagem. São elas: Conhecimento Matemático, linguagem visual, dramática, música e dança, Leitura, oralidade e escrita, Identidade, Relações Sociais e Naturais. Proporcionar uma sequência didática que englobe várias áreas é algo um tanto difícil para professores que atuam na rede à pouco tempo. Este artigo mostra uma opção interdisciplinar, uma ideia com intuito de mostrar que é possível sim trabalhar várias áreas.

Palavras-Chave: Linguagens, Sequência Didática, Culinária.

1. INTRODUÇÃO

 Este artigo mostra um recurso para ser utilizado na educação infantil. Partindo de um tema essencial para a vida humana, que é a alimentação. Fazer deste momento algo prazeroso para as crianças, já que a maioria dos pequenos divertem-se na cozinha. Uma pesquisa com base em argumentações teóricas, bem como a exposição de alguns tipos de trabalhos, já realizados em sala de aula, pela professora Andressa Scremin Laffites, que evidencia alguns momentos do seu trabalho, o funcionamento do dia a dia nos centros de educação infantil de Curitiba.

A culinária é uma ótima opção para professores que procuram um assunto agradável e que consiga facilmente interligar com todas as áreas de formação. Embora não muito procurado por professores, talvez pelo fato de gerar algum trabalho, ou seja, para a realização desta atividade o professor irá precisar de um tempo maior, pois é necessário organizar muito bem como será elaborada a culinária.

Para Alves citado Bruzius por Cozinha: ali se aprende a vida. É como uma escola em que o corpo, obrigado a comer para sobreviver, acaba por descobrir que o prazer vem por contrabando. A puta utilidade alimentar, coisa boa para saúde, pela magia da culinária, se torna arte, brinquedo, fruição, alegria. Cozinha lugar dos risos.

Logo cozinhar é uma eterna brincadeira. Uma prática que poderia fazer parte das propostas pedagógicas, pois as crianças têm um envolvimento muito grande, aprendem a se organizar e a respeitar os amigos no preparo da receita. O envolvimento é tão grande por saberem que após pronta a receita elas irão saborear algo que foi feito por elas. Afinal, criança gosta de criança. Elas gostam de saber que podem e que conseguem.

Ao longo do artigo foram mostrados a possibilidade de realizar sequências ou projetos trazendo para a sala de aula a culinária, sugestões que dão uma ideia de que é possível sim fazer de suas propostas algo interligado. Desde que haja objetivos claros e um bom planejamento é possível e viável. Rau (2012, p.57) declara que “podem ser desenvolvidos de forma a proporcionar a formação integral da criança, considerando-a como sujeito ativo no processo de construção do conhecimento”.

Sim a criança é o sujeito deste processo, ela é protagonista, e o professor precisa e deve escutá-la, envolvendo seus planejamentos com ideias trazidas pelos pequenos. E para que isto ocorra é necessário um olhar atento, que perceba uma curiosidade surgida ao longo do dia, pois dentro do CMEI (Centro Municipal de Educação Infantil) a criança está em constante desenvolvimento, convivendo com várias crianças e com adultos.

As creches são um excelente espaço para contextualizar o desenvolvimento das potencialidades das crianças, pois nesses lugares os pequenos têm experiências que lhes apontam sucessos e fracassos, compartilham sentimentos, desatam os nós da convivência com os outros, com as regras, lidam com situações e problemas diversos. Isto tudo lhes possibilita ampliar suas habilidades cognitivas, ou seja, a cada situação enfrentada, a criança aprende e se desenvolve. (RAU, 2012, p.58).

É importante trabalhar com sequências que envolvam as mais diferentes áreas de formação, a culinária nos proporciona isto. Mas acima de tudo, trabalhar com educação requer amor e paixão pelo que faz, não fazer o trabalho apenas por fazer. E o planejamento deve fazer porte todo o trabalho, é claro que o planejamento pode ser modificado durante o processo, pois o professor deve ter em mente que um planejamento, pode ser flexível. Mas o professor deve ter uma organização em seu trabalho. As crianças percebem quando um profissional não está preparado.  E na educação infantil a ludicidade é elemento em constante presença.

Rau (2012, p.27) “O professor pode participar de discussões sobre lúdico, com colegas, percebendo que estes se referem a importância de jogos e brincadeiras”. É uma maneira de ele compreender de como realizar este trabalho em sala, é comum alguns sem entendimento acreditarem que lúdico é algo desorganizado, só é desorganizado quando não há um planejamento, é feito por fazer, sem ter um cunho objetivo e muito menos uma avaliação.

2. A EDUCAÇÃO INFANTIL: NOS CENTROS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO INFANTIL DE CURITIBA

A educação infantil nos centros municipais vem passando por um longo processo de transformação, desde sua primeira creche inaugurada na década de 70.

Naquele momento nem havia uma preocupação com a qualidade na educação. O profissional era contratado em regime CLT[2], não passando por um teste de classificação ou capacitação. Somente em 1985 que houve o primeiro concurso para o cargo de Babá, realizado na gestão do então Prefeito Maurício Fruet, teve seu edital publicado em Diário Oficial no dia 24/07/1985. Na ocasião o edital previa para o cargo de Babá, ter escolaridade até a 4ª série.

Assim após a LDB de 1996, muitas coisas foram gradativamente mudando, como o entender que a educação infantil é tão ou até mais importante para o desenvolvimento de toda a vida das crianças, assim os centros de educação passam também a serem administrados pela secretaria da educação. Conforme constata Freire.

Nos últimos anos a educação infantil passou a transmitir a ideia da importância que tem de educar uma criança no primeiro período de sua vida. Na infância como em qualquer outra fase da vida, vale a pena viver como se cada dia fosse o último de todos. E é nessa primeira parte da infância que aprendemos coisas que serão decisivas para toda a vida.  (FREIRE, 2009, p.15)

Para tanto a oferta obrigatória de vagas determinada pelo Governo Federal, é somente para crianças a partir de 4 anos, ficando determinado na Lei Federal 12.796, ajustado à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996. O que significa que abaixo desta faixa etária não há uma obrigatoriedade na educação.

Dentro da sala de aula, a organização é feita da seguinte forma: Dois profissionais em tempo de 8 horas cada um, sendo dividido em duas escalas igualmente de 8 horas para cada um, num total de 40 horas semanais, estes profissionais irão desenvolver durante a permanência, dia da semana destinado para planejamento, o que irão desenvolver, como será a proposta, enfim organizando uma rotina adequada, com propostas pedagógicas.

A educação infantil, preza o convívio dos pais dentro dos CMEIs, tendo em vista que isto faz a mudança, pois educação é participação de todos. Assim como nas escolas, há uma equipe pedagógica para orientação do trabalho, um diretor e funcionários que participam da administração. São eles os responsáveis pelas matriculas, bem como a solicitação de documentos para que isto ocorra. O artigo 227 da Constituição Federal do Brasil estabelece: “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar a criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde a alimentação, à educação, ao lazer, a profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar comunitária”. Assim a família deve estar junto no processo educativo.

De acordo com Rau (2012, p.22), “a família é fundamental para que a criança tenha uma segurança emocional, quando ela passa a frequentar a escola na educação infantil. Também é importante a comunicação entre a família e os professores”.

As escolas são espaços de convivência, onde circulam as mais diferentes faixas etárias. E isso proporciona uma troca de informações e experiências bastante importantes para a educação. Conforme constata Abramowecz e Vandenbroeck.

Espaço da educação infantil, é tido como um espaço coletivo de educação, tanto de crianças quanto de adultos. Nele vivemos as mais distintas relações de poder, entre elas, as de gênero, classe, idade, etnia. No chão da creche e da pré-escola, confrontam-se adultos, crianças, além de docentes e não docentes, funcionários da Secretaria da Educação, políticos, moradores do bairro, membros da família e ou quem convive com a criança. (ABRAMOWECZ; VANDENBROECK 2014, p.112(.

Assim é importante termos consciência que o educar está em um conjunto, onde família e educação caminham juntos, todos por um mesmo fim a criança. A escola deve estar de portas abertas para receber os familiares sempre que os mesmos acharem necessários.

2.1 A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO NOS CENTROS MUNICIPAIS DE CURITIBA

Atualmente os Centros de Educação Infantil – CMEIs, são organizados para atendimento integral. Com horário das 7 da manhã até as 18 horas. Onde as crianças permanecem com uma rotina estabelecida, com atividades para o seu desenvolvimento e com alimentação adequada. Os centros de educação atendem crianças de 3 a 5 anos de idade.

De acordo com o site da prefeitura de Curitiba. A capital conta com 203 CMEIs, sendo divididos por regionais: Regional Matriz, Cic, Pinheirinho, Bairro Novo, Santa Felicidade, Tatuquara, Cajuru, Boa Vista e Portão. Cabe a cada uma destas regionais fiscalizarem como está o atendimento destas crianças. Estes centros, possuem espaços externos, com parques de areia, gramado e calçada, bem como cozinha, lavanderia, refeitório, brinquedoteca. Espaço e ambientes podendo mudar de acordo com o CMEI.

Durante todo o tempo em que a criança permanece no CMEI, são elaboradas atividades com intuito pedagógico, proporcionando a criança um desenvolvimento adequado para sua faixa etária. Esta trajetória na educação infantil vem sendo desenvolvida frequentemente com uma perspectiva de melhorar a cada dia.

A trajetória pedagógica da educação infantil evidencia as pesquisas que vêm sendo desenvolvidas por teóricos e profissionais envolvidos com o trabalho pedagógico de forma consciente. As teorias apresentadas consideram a criança deste nível de ensino como um sujeito de direitos – e eu diria muito mais que isso: é um sujeito que aprende. (RAU, 2012. p.39).

Esta trajetória dá uma certa liberdade ao professor, já que a educação infantil não trabalha com livros didáticos. A proposta é que a criança seja a protagonista do ensino, então a partir de suas curiosidades o professor irá apresentar sequências/ projetos para envolver as crianças.

O professor conta com cadernos para sua formação, bem como as diretrizes curriculares, onde estão objetivos a serem alcançados nas faixas etárias e as áreas de formação. Assim com objetivos e áreas de formação o profissional irá desenvolver sequências ou projetos.

O professor também irá deparar-se com um modelo diferente dos instituídos em escolas, nos CMEIs as salas são adaptadas para atender os pequeninos, entende-se que precisa ser um ambiente o mais aconchegante possível. Então não existe mesas enfileiradas, as mesas são colocadas de forma a deixar o maior espaço para o brincar, então ao expor um atividade, onde o professor irá mediar com as crianças, ele mudará seu método de trabalho, preferencialmente realizar uma roda sentada no tapete. As produções das crianças podem ser feitas em salas, ou escolher locais diferentes para realizar as propostas.

Outro fato importante é que o professor deve ter esta criança como organizador de seus conhecimentos. Agora é ela que realiza suas produções. Há alguns anos a educação infantil era voltada para os desenhos prontos e as salas estereotipadas, agora a proposta é que a criança realize suas atividades, e não receba tudo pronto, para simplesmente pintar ou contornar.

2.2 A FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL PARA ATENDIMENTO

Conforme já citado o profissional de educação infantil, passou por uma série de transformações ao longo de sua profissão, não necessitando de um curso superior, cenário este que mudou a partir da LDB/1996, que determina a formação básica para professores de educação infantil. Tendo curso superior em pedagogia ou mesmo magistério superior, também os licenciados em qualquer área acrescido do curso de ensino médio de formação de docentes, antigo magistério.

A formação de docentes para aturar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e instituições superiores de educação, admitida como formação mínima para exercício do magistério da educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental.

(BRASIL, 1996, LDB/96 Art. 62.)

Assim é papel do professor, organizar seu planejamento de acordo com a faixa etária. Levando em conta que a educação infantil, trabalha muito com o lúdico, isso não quer dizer que suas propostas não possam ser alimentadas durante o processo, tudo irá depender de como a criança irá responder.

Muitos profissionais da área educacional. Utilizam a ludicidade como um recurso pedagógico, pois a utilização de recursos lúdicos, como jogos e brincadeiras, auxilia a transposição dos conteúdos para o mundo do educando. Neste sentido, a ludicidade, como elemento da educação, também é passível de demonstrar a evolução humana com base em suas interações sociais, culturais e motoras, pois o ser humano sempre teve em seu repertório a linguagem do brincar. (RAU, 2012, p.25)

O professor organiza a rotina para facilitar seu trabalho. Os horários em que irão acontecer suas propostas, com a rotina as crianças entendem qual o momento para cada atividade durante o dia.

Rau (2012, p. 88) “a rotina também cumpri papel de desenvolver limites na infância, pois é por meio dela que os pequenos percebem o ambiente e as sucessões de acontecimentos que envolvem o seu cotidiano. Eles sabem por exemplo, que é tarde, após o jantar, farão higiene, a hora de ir embora”.

A rotina é algo que deve permear a educação, as crianças passam a perceber os momentos do dia, não somente a alimentação, mas também os momentos que serão desenvolvidas as atividades, como a hora da história ou mesmo a chamada que acontece logo após a chegada ao CMEI.

2.3 A SEQUÊNCIA DIDÁTICA

Uma proposta que vem ganhando destaque na educação. Apesar de ser evidente na etapa da educação infantil. Muitas discussões defendem a extensão da sequência didática para todas as etapas da educação.

O conceito ampliado de sequência didática pode remeter a diferentes concepções de ensino e de aprendizagens, que se materializam em propostas, em que atividades sequencias são planejadas com vistas a objetivos didáticos específicos. Isto é, as sequências seriam propostas por atividades integradas (uma atividade depende da outra e é relacionada a outra que já foi ou será realizada), organizadas sequencialmente, que tenham a culminar com a aprendizagem, um conceito, um fenômeno, habilidades ou conjuntos de conceitos de um campo doaber. (ROSA; FERREIRA, 2012, p.148)

A sequência didática permeia toda a rotina dentro do CMEI, o professor pode realizar sequência não somente para o momento de atividade especifica, pode também organizar a chamada, que não precisa ser igual todos os dias, ela pode variar contemplando o aprendizado da criança. O desenvolvimento da sequência e ou projeto, geralmente parte da curiosidade da criança, assim o professor deve estar atento, pois algumas curiosidades surgem inesperadamente, aí entra o papel do professor de organizar uma sequência para sucumbir esta curiosidade.

De acordo com Dolz; Noverraz e Schneuwly (2004, p.97), citado por Félix e Zirondi a sequência didática é um instrumento de ensino que é visto como um conjunto de atividades escolares organizadas de maneira organizada, em torno de um gênero oral ou escrito, cuja principal finalidade, segundo os autores, é a de ajudar o aluno no melhor domínio de um gênero de texto, permitindo-lhe, assim, uma maneira mais adequada de falar ou escrever em uma dada situação de comunicação. A sequência didática apresenta uma estrutura básica que compreende: uma apresentação da situação; primeira produção; módulos e a produção final.

Inicialmente deve-se pensar na proposta, em seguida um nome, o tempo estimado, a metodologia, materiais utilizados, objetivos a serem alcançados, as áreas de linguagem que serão trabalhadas e posteriormente o desenvolvimento das etapas, podendo uma única sequência ou projeto abordar várias linguagens de formação, seguidos da avaliação. Nela o profissional irá acompanhar o desenvolvimento da turma, podendo inclusive dar continuidade ou finalizar. Tudo irá depender da avaliação, como foi o aprendizado, o envolvimento, o interesse da turma. Ao final deste artigo são apresentados modelos de sequências didáticas.

O termo “avaliação da aprendizagem” foi utilizado por Ralph Tyler, nos anos 1930, com interesse de conceituar o diagnóstico prático da aprendizagem dos educandos com o interesse de tornar mais eficiente seus resultados na escola. Para Luckesi (2011, apud LEMOS; SÁ, 2013), houve também o interesse de mostrar aos professores os cuidados necessários que se deve ter com a aprendizagem de seus alunos. Com o passar dos tempos, passou a ser uma proposta avaliativa, compreendida e estudada com aferição do aproveitamento escolar.

3. A CULINÁRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Sabemos que a alimentação é muito importante na infância, pois a criança está em processo de desenvolvimento. Assim precisa ter uma alimentação balanceada, para repor energias perdidas. E crianças perdem muita energia, por que brincam muito, gastam energia o dia todo.

Assim por que não fazer disto uma atividade prazerosa para a criança. As propostas com culinárias, podem abordar todas as áreas de formação. As crianças se divertem participando e tem mais facilidade para saborear, por que percebem que foram elas mesmas que fizeram, bem como contam com o incentivo umas das outras.

Claro que a proposta é trabalhar uma alimentação saudável, mas a partir da própria curiosidade da criança, podemos sim realizar uma atividade diferenciada como por exemplo um doce ou uma pizza. Sempre com planejamento é claro, e evidentemente que o professor deverá ter em mente se existe alguma criança que não possa comer determinado alimento.

A construção de uma sequência ou projeto de culinária poderá abordar todas as áreas de linguagem, tudo dependerá da criatividade e da experiência do professor, bem como o andamento da turma, as ideias dos pequeninos. Dentro de uma história no momento da roda de leitura é possível realizar uma culinária, na história Cachinhos de Ouro e os Três Urso, percebemos o mingau.

Era uma vez uma linda menina chamada Cachinhos de Ouro. Ela era muito curiosa, costumava mexer em tudo que via pela frente. Certo dia a menina passeava pelo bosque, quando avistou uma pequena casinha. Como tinha mania de mexer em tudo a menina foi a sala, onde encontrou novas surpresas. (…) Chegaram na cozinha a família percebeu que alguém havia comido o mingau. – Não deixaram nadinha reclamou o filhote. Trecho da História Cachinhos dourados e os três e os ursos. (MACHADO, 2013, p. 4)

Vejam que na história temos a linguagem oral e escrita. Logo é possível trabalhar a dramatização da história, a contagem dos personagens e claro também a contagem dos ingredientes para compor a receita. É possível pesquisar uma música sobre mingau, ou mesmo criar com a turma, também focar nas relações sociais, relações naturais e situações problemas.

Vejam só de uma simples história, muito conhecida na educação infantil, olha a gama de informações, trazendo junto a abordagem da culinária.

Outra história muito conhecida na educação infantil é Branca de Neve e os Sete Anões de autoria dos irmãos Grimm. Nesta história existe o fruto da maçã, o professor poderá realizar diversas culinárias com este fruto. Um suco, uma torta. Poderá trabalhar as vitaminas da maçã, como é a árvore, enfim a importância das relações naturais.

Em CMEIs que tenham o refeitório para as crianças realizarem a sua alimentação, é interessante mostrar para todo o grupo o que foi feito em sala. As outras crianças irão adorar e certamente as que estavam envolvidas no trabalho irão ficar bastante orgulhosas. Dá para expor suas produções artísticas, fotos, bem como escritas coletivas, tendo o professor como escriba. De acordo com o caderno do MEC[3]. “O professor poderá criar espaços para a construção de uma observação mais apurada, instigando a descrição daquilo que está sendo observado”.

3.1 UTILIZANDO A CULINÁRIA NO CONHECIMENTO MATEMÁTICO

O conhecimento matemático está em nossa vivência, talvez num primeiro momento a criança não faça associação, porém ela vai percebendo gradativamente com as propostas pedagógicas. Ao chegar no CMEI, irá descobrir o dia, semana e ano, aos poucos vai associando número quantidade. Nota que há números em muitos lugares, no calçado, na roupa, na idade, no relógio, no preço enfim. Ela aos poucos vai se apropriando de um conhecimento. Esse são objetivos que fazem parte do referencial curricular do MEC.

Desde muito pequenas, as crianças entram em contato com uma grande quantidade e variedade de noções matemáticas, ouvem e falam sobre números, compram, agrupam, separam, ordenam e resolvem pequenos problemas envolvendo operações, acompanham a marcação do tempo feita pelos adultos, exploram e comparam pesos e tamanhos, observam e experimentam as formas dos objetos, percorrem e exploram diferentes espaços e distancias. (MONTEIRO, 2010, p. 1).

As propostas envolvendo conhecimento matemático são muitas. Mas partindo de uma ideia voltada a culinária. Bom ao estar realizando a culinárias com as crianças elas irão ter as quantidades de cada item para compor a receita, estas quantidades poderão ser associadas ao número, assim a criança vai conhecendo a sucessão numérica, também conhecer frações.

Em uma sequência da pizza, é possível dividir as crianças em grupos, onde cada grupo irá criar um sabor de pizza. Ao terminar a pizza uma ideia seria a realização de uma roda de conversa perguntando, que tipos de ingredientes cada grupo colocou em sua pizza, quanto ingredientes foram, e agora como será feita a divisão dos pedaços.

Um livro interessante que aparecem muitas comidas e que fazem inferências aos dias da semana, podendo acompanhar hoje e amanhã, é o livro da Bruxa Salomé- Audrey Wood.

Era uma vez uma pobre mulher que vivia bem longe com seus sete filhos. Segunda-feira, Terça-feira, Quarta-feira, Quinta-feira, Sexta-feira, Sábado e Domingo. Todos os dias antes da mãe sair para o trabalho as crianças ajudavam nos afazeres domésticos. (…) Agora peguei vocês e imediatamente transformou as crianças em comidas. Segunda virou pão, Terça uma torta, Quarta leite, Quinta um mingau de aveia, Sexta um peixe, Sábado um queijo e Domingo uma costela assada. (WOOD, 2012, p. 2)

Com esta única história é possível criar várias receitas com as crianças, cada criança que tem o nome de um dia da semana é um alimento, destes é possível realizar desde simples receitas como vitaminas, até tortas, pão e mingau.

3.2 UTILIZANDO A CULINÁRIA NAS ARTES E NO MOVIMENTO

De acordo com as Diretrizes Curriculares para a Educação Municipal de Curitiba- Educação Infantil (2006), a arte tem importante papel ao contribuir para que as crianças possam desenvolver processos de leitura diversos, exercitar a representação de ideias, expressar sentimentos e se comunicar.

E o movimento é algo fundamental na educação infantil, que vem a ser de suma importância no seu desenvolvimento, bem como todas as áreas. O caderno de Movimento da Secretaria de Educação de Curitiba, estabelece: Desde que nascem as crianças vivenciam experiências corporais e progressivamente se apropriam de movimentos, aprendem sobre si mesmas, relacionam-se com os outros e com objetos, desenvolvem suas capacidades e aprendem habilidades. Portanto, o movimento é um recurso utilizado pela criança para o seu conhecimento e do meio em que se insere, para expressar seu pensamento e também experimentar relações com pessoas e objetos. O movimento para a criança, significa muito mais do que mexer partes do corpo, ou deslocar-se no espaço, o movimento é linguagem (MARINHO et al, p. 83, 2012). “Ressaltam que o movimento corporal é importante para o processo de desenvolvimento infantil, pois garante a aprendizagem das crianças. O movimento pode estar presente em todas as atividades lúdicas”.

Assim o movimento é tudo para o desenvolvimento da criança, conforme constatam Almeida e Juliasz.

Criança corre, pula, sobe, desce, se joga, cai e levanta. Criança é movimento! E é assim que ela aprende e apreende, como as coisas são e como funcionam, como são o mundo e como são os vivos que nele vivem. As noções de espaço e de tempo se consolidam pela organização interna dos movimentos, que as crianças realizam. (ALMEIDA; JULIASZ, 2014, p. 25).

E como trabalhar a culinária nas artes e no movimento. As artes fazem parte das linguagens dramática, música e dança e linguagem visual, o movimento são atividades para desenvolvimento do corpo, a música também é um tipo de movimento, brincadeiras de rodas, circuitos.

A culinária pode apresentar uma música com o tema trabalhado, assim as crianças irão poder desenvolver movimentos e artes. A receita poderá ter a ilustração da criança, também há possibilidade de realizar linguagem dramática, onde os pequeninos serão os atores. Uma ótima oportunidade para perceber como está o percurso gráfico da criança, através do seu desenho e se ela está conseguindo associar o desenho com a proposta.

O mundo imaginário, da fantasia faz parte da criança, um conto como de princesas, o professor pode transformar a culinária da torta de maçã em uma peça teatral, envolvendo os alunos.

Freire (2009. p.33) “A chamada educação infantil é a viagem pela fantasia. O pensamento, como o corpo (…) quem sabe algum dia a escola da primeira infância descubra que para aprender a pensar é necessário, entre outras coisas, viver no mundo da fantasia”.

Na sequência o pão. A música da Xuxa-Quem quer pão, quer pão. É possível trabalhar a receita de um pão. Na música as linguagens se interligam com o movimento a música e dança, bem como a linguagem dramática.

Quem que pão, quem quer pão, quem quer pão
Que tá quentinho, tá quentinho, tá quentinho
Tão gostosinho, gostosinho, gostosinho
Quero mais um, mais um
Trecho música Xuxa- Quem que pão

É possível dividir a turma em grupos para realizar uma dramatização com a música. Neste momento o professor poderá avaliar como as crianças participam em grupos, como é sua interação com os colegas, se conseguem se organizar sozinhas, dando sugestões para o andamento da atividade.

“A dramatização ou a encenação teatral, representa o tipo de criação infantil mais frequente e difundido. Isso é compreensível, porque ela está mais próxima da criança (…) a forma dramática está na natureza das crianças e, encontra de maneira espontânea, sua expressão, independentemente da vontade dos adultos”.  (SMOLKA 2009, p,97)

O dramatizar deixa a criança livre para expressar-se. Ela demonstra mais criatividade para desenvolver as propostas, geralmente gosta de participar das propostas, bem como de assistir a peças teatrais.

3.3 UTILIZANDO A CULINÁRIA NAS RELAÇÕES SOCIAIS E NATURAIS

De acordo com o site do Colégio Pentágono (2016). Ao nascer, a criança se depara com um universo até então desconhecido. Dia a dia ao se relacionar, com seus familiares, ela começa a perceber o mundo e a se perceber como indivíduo. O ser humano se constituí na relação com o outro, passando pelas significações que este lhe contribui. Ao entrar na escola, ainda na educação infantil, as relações se ampliam e as crianças passam a interagir com outros adultos e, também com diferentes crianças, que vivem de diferentes famílias.

Assim todo o ser humano em sua vida está em constante relação com outros seres humanos, suas trocas de informações são de suma importância para seu conhecimento e aprendizado. Por isso as relações sociais fazem parte dos objetivos de aprendizagem da educação infantil de Curitiba, fazendo com que o profissional veja de uma forma pedagógica como as crianças relacionam-se.

O desenvolvimento cognitivo, da criança se dá por meio da interação social, ou seja, de sua interação, com outros indivíduos e com o meio. Para substancialidade no mínimo duas pessoas devem estar envolvidas. A interação entre os indivíduos possibilita a geração de novas experiências do conhecimento. A aprendizagem é uma experiência social, a qual é mediada pela interação entre linguagem e a ação. [4]  (VYGOTSKY, EXTRAÍDO DO SITE NOVA ESCOLA).

Assim vale também para as relações naturais, num mundo em que cada vez mais o consumismo é algo que vem fazendo parte do nosso dia a dia, mostrar isso em sala de aula, os impactos causados ao meio ambiente. Mostrando para a criança os problemas que simples ações podem modificar toda uma história, como separar o lixo ou mesmo entender por que não jogar óleo de cozinha no encanamento de casa ou mesmo diretamente ao meio ambiente. Essas pequenas ações que trabalhamos na educação infantil, criam cidadãos conscientes, que entendem e percebem a importância do cuidar e proteger.

Independentemente dos conceitos e concepções que venhamos a adotar, o que de fato é relevante, é o modo como nos engajamos individual ou coletivamente nas ações, ligadas a projetos de educação ambiental, os quais partem de uma análise, local para uma reflexão mundial. Por meio desse engajamento, chegaremos a educação ambiental efetiva.  (FANTIN, OLIVEIRA, 2017, p.37)

O ser humano precisa entender que o ambiente é importante para a sua vida no planeta e a escola não pode e nem deve ficar de fora, precisa mostrar através de ações o que podemos e não podemos fazer para que o nosso planeta continue vivendo. Trazer uma sequência como a importância do chá, onde podemos iniciar com o plantio, mostrar as propriedades benéficas para o corpo deste chá, enfim são propostas que nos fazem refletir sobre os cuidados com a natureza. Outra proposta é a sequência o pão, nesta proposta o professor poderá trabalhar com a questão da utilização do trigo por exemplo, ele poderá fazer inferência as questões do plantio, como é feito e até mesmo trazer o trigo para as crianças verem antes do processo para chegar a ser farinha.

3.4 UTILIZANDO A CULINÁRIA NA LINGUAGEM ORAL E ESCRITA

A linguagem oral e escrita, uma das áreas abordadas pelas Diretrizes Curriculares para a Educação Municipal de Curitiba, está presente no cotidiano das instituições e deve permear o trabalho educativo. Portanto é importante resgatar a intensidade desta ação pelo professor, valorizando o ato comunicativo da criança, tendo em vista que a comunicação é uma necessidade da espécie humana e que o uso da linguagem viabiliza a construção de significados e o desenvolvimento do pensamento.

A receita faz parte de um dos objetivos presentes nos parâmetros curriculares da educação. A oralidade e escrita está em todo o contexto da criança, nos baners, propagandas, flyer, livros, enfim. Entretanto na sala de aula num primeiro momento o professor organiza a escrita em caixa alta, materiais impressos são disponíveis com a letra Arial. A oralidade também, a criança comunica-se o tempo todo, com os colegas, familiares, professores. Tudo irá depender de criança para criança, umas irão utilizar a oralidade mais frequentemente que outras.

Assim dentro da culinária o professor poderá trabalhar com livros, textos coletivos, tendo ele como escriba. Após concluir a receita com a turma, o momento é reunir em roda e escrever a receita, as crianças irão participar lembrando dos ingredientes utilizados, bem como poderão escrever algumas letras ou palavras, dependendo de como está o desenvolvimento da turma. O professor poderá fazer relação entre letras do nome das crianças, associações silábicas, enfim.

Assim compreendemos que todo o indivíduo necessita viver em sociedade. Trazer propostas que envolvam pedagogicamente nossas crianças é algo que o profissional precisa perceber, ter um olhar pedagógico para suas ações, a criança estar em um ambiente com outros, por si só irá desenvolver-se, entretanto podemos fazer de nossas práticas algo ainda melhor. Com sequência com culinária, o professor irá poder avaliar como está esta criança no momento da atividade, participando com o grupo, respeitando enfim. Realizar uma culinária em sala, faz com que possamos vivenciar e mostrar situações para a criança, como respeito e organização

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A mudança na educação infantil é visível, principalmente se para alguns de nós que hoje estamos em sala de aula, retornarmos e tentarmos lembrar como era feito em nosso tempo. Pois bem, todas as salas eram estereotipadas, as atividades eram entregues prontas, ou seja, a criança pouco fazia, simplesmente reproduzia.

Após surgirem vários estudiosos, podemos citar um dos grandes pensadores do nosso século Gardner, que apresentou a teoria das inteligências múltiplas, Gardner coloca que todos nós somos inteligentes, acontece que uns desenvolvem com mais facilidades uma ou outra inteligência.

Então a partir deste pressuposto nos faz pensar que quanto mais damos possibilidades para as crianças mais e mais elas respondem. Trazem ideias, pois são curiosas, enfim são os professores que devem ter este olhar, com planejamentos que envolvam a turma, planejamentos estruturados com base nos cadernos pedagógicos da educação, tendo os objetivos a serem alcançados em cada faixa etária.

A busca por planejamentos cada vez mais interligados, é uma constante dificuldade para alguns professores. Embora após fazer dist sua prática, acaba tornando-se comum, e possivelmente rotineiro. Assim sempre que o professor for desenvolver um projeto, imediatamente ele já estará pensando em como fazer de sua proposta algo que agregue todas as linguagens.

Percebemos que para algumas linguagens a uma facilidade maior de união, já que ao visualiza-la, acabamos colocando uma com a outra, é o caso da música e dança, ou mesmo o movimento, a dança é um movimento. Mas e como interligar as outras áreas de formação.

Uma das propostas evidenciadas é a culinária. Através dela, é possível trabalhar todas as áreas de formação humana. Mas isto é somente um exemplo, você pode simplesmente pegar uma história e com ela criar uma sequência que aborde todas as áreas. A contação por exemplo da história da Dona Baratinha, uma história excelente, trabalhando desde relações naturais, sociais, conhecimento matemático, enfim uma ótima proposta. Nesta contação o professor pode solicitar a contagem dos personagens que aparecem na história, dramatizar a história, realizar textos, tendo o professor como escriba.

Tudo isto o professor vai adquirindo conforme sua prática, sua troca de informações com os colegas, ele vai melhorando cada dia. Mas é preciso que ele esteja disposto, a sempre mudar, por que educação é uma constante mudança, profissionais da educação não podem pensar em serem resistentes, pois estudos que servem hoje, pode ser que daqui uns dez anos já não sirvam mais. Na própria sala de aula, é comum ficarmos frustrados quando uma atividade não deu certo. Mas isso não quer dizer que não irá dar certo para outra turma. Pois cada grupo tem seu diferencial e é, preciso entendermos isso e não generalizar, muitas vezes o sucesso veio de um fracasso.

Educar não é uma receita que encontrada em um livro ou em um site, ela é uma constante, e ser professor também é. Quem disse que existe um manual para ser professor, afinal lidar com pessoas requer trabalho. Um trabalho que é compensado, quando é feito com carinho.

REFERÊNCIAS 

ABRAMOWICZ, Anete; VANDENBROECK, Michael . Educação Infantil e Diferença. Campinas, SP: Papirus, 2014.

ALMEIDA, Rosângela Doin de; JULIASZ, Paula C. Strina . Espaço e Tempo na Educação Infantil. São Paulo, SP: Contexto, 2014.

A Teoria das Inteligências Múltiplas. Disponível em < http://www.psiconlinews.com/2015/05/teoria-das-inteligencias-multiplas-de-gardner.html>. Acesso em 20 de abril de 2017.

BRUZIUS, Vanize Josete. Culinária com autonomia, sucesso na aprendizagem. Disponível em <https://www2.faccat.br/portal/sites/default/files/brusius.pdf>. Acesso em 07 de maio de 2017.

Caderno Pedagógico de Educação Infantil. Linguagem Visual. Disponível em <http://www.cidadedoconhecimento.org.br/cidadedoconhecimento/cidadedoconhecimento/downloads/cadernos_pedagogicos/Educacao%20Infantil/Linguagens/Arte.pdf> Acesso em 29 de janeiro de 2017.

Caderno Pedagógico de Educação Infantil. Movimento. Disponível em <http://www.cidadedoconhecimento.org.br/cidadedoconhecimento/cidadedoconhecimento/downloads/cadernos_pedagogicos/Educacao%20Infantil/Linguagens/Movimento.pdf> Acesso em 29 de janeiro de 2017.

Caderno Pedagógico de Educação Infantil. Oralidade. Disponível em <http://www.cidadedoconhecimento.org.br/cidadedoconhecimento/cidadedoconhecimento/downloads/cadernos_pedagogicos/Educacao%20Infantil/Linguagens/Oralidade.pdf> Acesso em 29 de janeiro de 2017.

Colégio Pentágono. As relações sociais na educação infantil. Disponível em <http://educacao.estadao.com.br/blogs/colegio-pentagono/as-relacoes-sociais-na-educacao-infantil/> Acesso em 29 de janeiro de 2017.

Constituição de 1988. Disponível em <http://www2.camara.leg.br/legin/fed/consti/1988/constituicao-1988-5-outubro-1988-322142-publicacaooriginal-1-pl.html>. Acesso em 20 de abril de 2017.

FANTIN, Maria Eneida; EDINALVA, Oliveira. Educação Ambiental: Saúde e Qualidade de Vida. Curitiba, PR: Inter Sabres, 2014.

FERREIRA, Andrea Tereza Brito; ROSA, Ester Calland de Souza . O Fazer cotidiano na sala de aula: A organização do trabalho pedagógico no ensino da língua materna. Belo Horizonte, MG: Autêntica Editora, 2012.

FREIRE, João Batista. Educação de Corpo Inteiro: Teoria e Prática da Educação Física. 5ª ed. São Paulo, SP: Scipione, 2009.

LDB. Lei das Diretrizes e Bases. Disponível em <http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/lei9394_ldbn1.pdf>. Acesso em 20 de abril de 2017.

LEMOS, Pablo Santana; SÁ, Luciana Passo. A avaliação da aprendizagem na concepção de professores de química do ensino médio. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/epec/v15n3/1983-2117-epec-15-03-00053.pdf> Acesso em 30 de janeiro de 2017.

MACHADO, Ana Maria. Cachinhos de Ouro. São Paulo. SP: FTD, 2012.

MANTAGUTE, Elisangela. Os profissionais atuantes nas creches de Curitiba 1977-1986: A Contração das Babás. Disponível em < http://xanpedsul.faed.udesc.br/arq_pdf/497-0.pdf> Acesso em 18 de março de 2017.

MARINHO, Hermínia Regina, (et al). Pedagogia do Movimento: Universo Lúdico e Psicomotricidade. Curitiba, PR: Inter Saberes, 2012.

MONTEIRO, Priscila. As crianças e o conhecimento matemático: experiências de exploração e ampliação de conceitos e relações matemáticas. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=6669-ascriancaseoconhecimentomatematico&category_slug=setembro-2010-pdf&Itemid=30192>. Acesso em 30 de janeiro de 2017.

RAU, Maria Cristina Trois Dorneles . Educação Infantil: Práticas Pedagógicas de Ensino e Aprendizagem. Curitiba, PR: Inter Saberes, 2012.

Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Disponível em:< http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/volume3.pdf>. Acesso em 20 de abril de 2017.

SILVA, André Luís da. Teoria de aprendizagem de Vygotsky. Disponível em <http://www.infoescola.com/pedagogia/teoria-de-aprendizagem-de-vygotsky/> Acesso em 29 de janeiro de 2017.

SMOLKA, Ana Luiza . Imaginação e Criação na Infância: Ensino Psicológico. Ática, SP: Inter Saberes, 2009.

WOOD, Audrey. A Bruxa Salomé. 9ª ed. São Paulo, SP: Ática, 2012.

ZIRONDI, Ilza Maria; FÉLIX, Tassiana Reis. Projetos de letramento, sequências didáticas e práticas de letramento: Instrumentos (inter) mediadores para a organização do trabalho do professor Disponível em: < http://www.uel.br/eventos/sepech/arqtxt/ARTIGOSANAIS_SEPECH/thassianarfelix.pdf>. Acesso em 20 de abril de 2017.

ANEXO A: MODELO SEQUÊNCIA DIDÁTICA RECEITA PÃO

PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

CMEI VILA VERDE II

SEQUÊNCIA DIDÁTICA O PÃO

ÁREA DE FORMAÇÃO HUMANA: LEITURA, ORALIDADE E ESCRITA.

Objetivos:

  • Conhecer o gênero textual, bilhete e receita.
  • Emitir opiniões
  • Construir texto coletivo com destino escrito tendo o educador como escriba

Tempo Estimado: 6 etapas, sendo uma por semana.

Material Necessário: Folha sulfite, papel kraft, riscantes diversos, revistas de recortes, ingredientes para receia do pão.

Desenvolvimento:

1a Etapa: Iniciar a sequência com a história do pão. Mostrar imagens do trigo e comentar que o pão de antigamente era seco e duro. Fazer questionamentos com as crianças sobre o que elas sabem sobre o pão. Pedir que as crianças façam um desenho e tentem escrever a palavra pão. Trazer para as crianças comerem um pão na sala. Dizer que iremos fazer uma receita de pão.

2a Etapa: Apresentar a poesia POEMA “O PÃO” (DE MARTHA FRANCISCA SCRIPES) Lá vai o carro do padeiro fazendo a entrega do pão fofo, fino, fresco, forte     Dia a dia, verão a verão. Pão que alimenta crianças Pão que avigora jovens Pão que nutre homens Pão da força Pão doce Pão. Entregue casa a casa, porta a porta, família a família para alimentar a todos no afã diário do amor!  Quanta massa já foi feita Sob peso e sob medida Para trazer bem nutrida A massa que se deleita! Mas… será que a massa viva Que fermenta e tanto cresce Realmente já conhece De verdade o Pão da Vida? Quanto pão já foi servido E tanto homem desnutrido! O poema estará escrito em papel kraft onde as crianças irão ilustrá-lo.

3a Etapa: Fazer um pão com as crianças. Esta receita será enviada pelas famílias. As crianças irão ajudar a amassar o pão. Escrever a receita em papel kraft. Ingredientes: 2 copos e 1/2 de água morno 2 colheres de sopa de açúcar 1 colher de sal 1 ovo 1 copo de óleo 1 kg de farinha de trigo 50 g de fermento de padaria. Modo de Preparo: Misturar o fermento de padaria na água morna Levar ao liquidificador o açúcar, o óleo, o sal, o açúcar, o ovo e a água com o fermento Bater por alguns minutos Colocar em uma bacia grande esta mistura e acrescentar o trigo aos poucos, misturando com as mãos (a quantidade de trigo suficiente se dá quando a massa não grudar em suas mãos) Deixar crescer por 1 hora Dividir a massa em partes e enrolar os pães Deixar crescer novamente por 40 minutos Levar para assar por mais ou menos 30 minutos.

4a Etapa: Propor para as crianças que podemos fazer sanduíches com o pão que fizemos. Cortar em fatias os pães e dar para as crianças montarem seus próprios sanduíches e depois saboreá-los.

5a Etapa: Apresentar a música Quem quer é pão quer é pão Xuxa. As crianças irão dançar. Em seguida propor que façamos um bilhete coletivo agradecendo ao padeiro a receita de pão dada a nossa turma. Ter a letra da música em papel kraft e pedir que as crianças marquem a palavra pão.

6ª Etapa: Resposta ao bilhete mandado pelas crianças ao padeiro. Queridas crianças adorei saber que vocês gostaram da receita que eu enviei. E gostei de saber que a vovó da Ana Carolina fez a receita em casa. Aqui eu acordo bem cedinho para fazer muitos pães. E eu dei uma receita para vocês do pão que eu faço em casa. Um grande abraço. Senhor Padeiro. Mostrar para as crianças imagens de maquinas fazendo pão em quantidades grandes. Acrescentar que esta é a profissão dele, ele é um padeiro. Em seguida pedir que as crianças realizem um desenho e escrevam a palavra padeiro. Mostrar que a palavra padeiro, também começa com a letra P, da palavra pão.

Avaliação: Perceber como a turma interage em grupo, se acompanham os textos apresentados, conseguindo identificar e associar letras.

ANEXO B: SEQUÊNCIA DIDÁTICA CHÁS DA VOVÓ

PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

CMEI VILA VERDE II

PROJETO DIDÁTICO: CHÁS DA VOVÓ

ÁREA DE FORMAÇÃO: RELAÇÕES NATURAIS

OUTRAS ÁREAS: LINGUAGENS VISUAIS, LINGUAGENS ESCRITA

Objetivos:

  • Cuidar da sua plantinha e compreender os cuidados que devemos ter com ela.
  • Explorar o uso de diferentes riscantes e suportes para

Justificativa: Conhecer e apreciar diferentes chás que serão plantados pelas crianças, onde vão acompanhar seu crescimento e seus cuidados.

Desenvolvimento

1ª Etapa: Em roda a professora apresentar o chá de Camomila, falar das propriedades dos chás pra que serve, mostrar fotos da planta e trazer o chá em folhas ou secas ou naturais. Fazer o chá e experimentar. Experimentar o comentário das crianças, ex: se já tomaram, quem fez pra eles. Desenho representativo da camomila e escrever a palavra camomila (material: giz pastel no cartão preto).

2ª. Etapa: Em roda a professora apresentar o chá de Erva Doce, falar das propriedades dos chás pra que serve, mostrar fotos da planta e trazer o chá em folhas ou secas ou naturais. Fazer o chá e experimentar. Experimentar o comentário das crianças, ex: se já tomaram, quem fez pra eles. Desenho representativo da Erva Doce e escrever a palavra Erva Doce (material: Sulfite e tinta guache (verde e amarelo).

3ª Etapa: Em roda a professora apresentar o chá de Capim Limão, falar das propriedades dos chás pra que serve, mostrar fotos da planta e trazer o chá em folhas ou secas ou naturais. Fazer o chá e experimentar. Experimentar o comentário das crianças, ex: se já tomaram, quem fez pra eles. Desenho representativo da Capim Limão e escrever a palavra Capim Limão (material: Sulfite e riscante livre).

4ª Etapa: Em roda a professora apresentar o chá de Hortelã, falar das propriedades dos chás pra que serve, mostrar fotos da planta e trazer o chá em folhas ou secas ou naturais. Fazer o chá e experimentar. Experimentar o comentário das crianças, ex: se já tomaram, quem fez pra eles. Desenho representativo da Hortelã e escrever a palavra Hortelã (material: Desenho camurça e giz de cera).

5 Etapa: Conversar do que mais gostaram e a escolha do que cada uma vai plantar, confeccionando um cartaz em papel bobina com a fala das crianças  – desenhos ilustrativos.

Decoração: Pintura da decoração dos potes de iogurte com tinta guache.

6 Etapa: Plantar e entender o ciclo da vida, como é o desenvolvimento e cuidados com a plantinha. Regar, e expor ao sol sendo que serão plantados em potinhos.

7ª Etapa: Será feita após a colheita dos nossos chás, onde as crianças irão prepará-los e será tomado o chá com bolachas na sala.

Avaliação: Será avaliada a participação das crianças, o conhecimento sobre os chás. O interesse na plantação e o cuidado com sua plantinha.

[1] Andressa Scremin Laffites, graduada em Comunicação Social pelas Faculdade ESSEI, possui Formação Pedagógica pela UTFPR. Atualmente é professora da Rede Municipal de Curitiba. Cursando especialização em Mídias Integradas na Universidade Federal do Paraná. Também possui Licenciatura em História pelo Centro Universitário Claretiano e especialização em Tutoria pela Itecne.

[2] CLT- Consolidação das Leis do Trabalho. O trabalhador em regime de carteira assinada.

[3] MEC- Ministério da Educação. Órgão responsável pela educação no Brasil.

[4] O psicólogo bielo-russo Lev Vygotsky morreu há 74 anos, mas sua obra ainda está em pleno processo de descoberta e debate em vários pontos do mundo, incluindo o Brasil. “Ele foi um pensador complexo e tocou em muitos pontos nevrálgicos da pedagogia contemporânea”, diz Teresa Rego, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.

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