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A alta no índice de suicídios nos Estados Unidos

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CONTEÚDO

ARTIGO ORIGINAL

MOSCHIN, Luiz Henrique Xavier [1],

MOSCHIN, Luiz Henrique Xavier. A alta no índice de suicídios nos Estados Unidos. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 10, Ed. 08, Vol. 02, pp. 84-96. Agosto de 2025. ISSN:2448-0959. Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/ciencias-sociais/indice-de-suicidios, DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/ciencias-sociais/indice-de-suicidios

RESUMO

Este trabalho tem como objetivo realizar uma revisão bibliográfica sobre o aumento das taxas de suicídio nos Estados Unidos. A pesquisa foi conduzida por meio da análise de publicações disponíveis em bibliotecas virtuais, revistas científicas e materiais eletrônicos, incluindo artigos, reportagens, periódicos, dissertações e relatórios acadêmicos. As bases de dados consultadas incluem CAPES, OPAS, SciELO, LILACS, PubMed, PEDro, MEDLINE, BIREME, Scopus, Google Acadêmico e Google Scholar. A escolha por fontes reconhecidas busca garantir a confiabilidade das informações e a robustez do arcabouço teórico. Os estudos analisados apontam para uma tendência crescente nas taxas de suicídio, especialmente entre jovens adultos e populações vulneráveis, com destaque para fatores associados como transtornos mentais, uso de substâncias e desigualdade socioeconômica. Conclui-se que há necessidade urgente de políticas públicas mais efetivas de prevenção, bem como de maior investimento em saúde mental e suporte psicossocial.

Palavras-chave: Suicídio, Saúde Mental, Estados Unidos, Políticas Públicas.

1. INTRODUÇÃO

Segundo Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o suicídio se tornou epidemia de proporções globais, de acordo com estudos estima-se que uma pessoa se suicida no mundo a cada 40 segundos.

Durante muitos anos o “sonha americano” não incluía pontos negativos, a prosperidade e a felicidade, vista na população estavam longe na nova realidade, onde atualmente o índice de suicídio vem aumentando a cada ano, seja pela pressão impostas pelos novos tempos, pelo aprisionamento tecnológico ou pela falta de perspectivas de vida dos cidadãos.

Os Estados Unidos têm uma taxa de suicídio muito maior do que outros países desenvolvidos, com uma média de 14,5 mortes por suicídio por 100.000 pessoas por ano, sendo a segunda principal causa de morte para jovens adultos nos Estados Unidos.

O suicídio nos EUA é conhecido como a epidemia silenciosa, devido ao seu alto índice, principalmente nos 10 últimos anos, no período pós pandemia foram registrado um número alarmante, chegando a ser notificados aumento nos casos em todo o país, o maior desde 1941, ano considerado crucial na Segunda Grande Guerra.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (2021), já prevendo as consequências, afirmou, O suicídio não pode e não deve ser ignorado em nenhuma hipótese, todos ocorridos deverão ser tratados como tragédias. A atenção voltada à sua prevenção se torna ainda mais essencial neste momento, após tantos meses enfrentando a pandemia de COVID-19, já que muitos dos fatores de risco como o desemprego, o abalo financeiro e o isolamento social ainda estão fortemente presentes na sociedade.

Sally Curtin e colaboradores do National Center for Health Statistics, parte do dos Centers for Disease Control and Prevention (CDC) dos EUA, conhecido como Centros de Controle e Prevenção de Doenças, agência de pesquisa em Saúde Pública ligada ao Departamento de Saúde americano, foram confirmados 49.449 suicídios em 2022, período pós pandemia da Covid 19, o maior desde 1941, ano considerado crucial na Segunda Grande Guerra (CDC, 2023b).

Assim como em todo o mundo, as explicações recaem sobre os problemas enfrentados pela sociedade norte americana que refletem em crises complexas, influenciadas por fatores sociais, econômicos, culturais e estruturais, impactando no aumento contínuo da estatística em relação ao suicídio.

Apesar do país ser considerado se primeiro mundo com uma economia estável e bem-sucedida, sua Saúde Pública deixa a desejar no quesito atendimento à população de baixa renda, com acesso aos cuidados considerados restrito, o que contribui para o aumento das taxas de suicídio nos EUA.

De acordo com o relatório do Commonwealth Fund (2020), os Estados Unidos gastam substancialmente mais do que qualquer outra nação rica em assistência médica, mas têm uma expectativa de vida menor e uma taxa de suicídio maior do que outras nações semelhantes. O relatório “US Health Care from a Global Perspective e Higher Spending, Worse Outcomes” (Cuidados de Saúde nos EUA sob uma Perspectiva Global), afirmam que EUA tem os maiores gastos e os piores resultados.

Este referencial é resultado de uma combinação de fatores que interligados demonstram o aumento do suicídio ao longo das últimas décadas, a saúde mental não é, e ou, não atinge um nível real de preocupação, visto que muitos americanos enfrentam dificuldades para acessar esses serviços.

De acordo com o relatório anual referente a 2022 e 2023, US Health Care from a Global Perspective e Higher Spending, Worse Outcomes, apesar de ser uma potência mundial, cerca de metade da população vive em áreas sem profissionais de saúde mental, dependendo de médicos de família ou não recebendo nenhum cuidado, dependendo de médicos de família ou não recebendo nenhum cuidado” mas não tem um referencial que possa subsidiar essa afirmação o que pode deixar duvidoso o estudo, as disparidades demográficas, acarretam em grandes prejuízos a saúde da população fragilizada, contribuindo com o alto índice de suicídio (Commonwealth Fund, 2023).

Talvez esse seja um dos fatores que mais contribuem para o aumento significativo do suicídio entre os norte-americanos, porém existem outras pré-disposições que não podem ser deixadas de lado.

1.1 JUSTIFICATIVA

Ao desenvolver este estudo e buscar uma base teórica por meio da revisão da literatura, observa-se que as pesquisas e debates sobre o suicídio, conforme proposto, têm como objetivo destacar os fatores de risco, a incidência, as políticas sociais e os projetos voltados à redução desses índices.

Entretanto, a realidade evidencia os desafios de diferentes naturezas para enfrentar essa problemática, uma vez que há uma variedade de fatores de risco que contribuem para sua concretização.

1.2 OBJETIVOS

1.2.1 GERAL

  • Realizar uma revisão bibliográfica na literatura sob o foco da alta no índice de suicídio nos Estados Unidos.

1.2.2 ESPECÍFICOS

  • Relatar as principais ocorrências/causas envolvendo o suicida.
  • Abordar, no contexto atual, as intervenções para prevenção do comportamento suicida têm ocorrido nos EUA.

1.3 METODOLOGIA

O estudo foi desenvolvido baseado em pesquisas bibliográficas feitas em artigos disponíveis em bibliotecas virtuais, revistas científicas e material eletrônico composto principalmente por artigos, reportagens, periódicos, relatórios acadêmicos, tutorial e dissertações.

Encontrados em sites de busca especializados tais como: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPS), Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), Biblioteca Eletrônica Scientific Eletronic Library Online (SciELO), Literatura Latino-americano e do Caribe em ciências da Saúde (LILACS), Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos (PubMed), Physiotherapy Evidence Data Base (PEDro), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Biblioteca Virtual de Saúde (BIREME), Scopus, Google Acadêmico e Scholar.

A busca por fontes renomados está ligada principalmente a capacidade de gerar confiabilidade no estudo, através da utilização de seus arcabouços acerca do tema.

O artigo fundamenta-se em revisão bibliográfica com fundamentos teórico, descritivo, conceitual e narratória, buscando proporcionar uma visão geral sobre os altos índices de suicídio no EUA.

A coleta de dados foi baseada em material que versa sobre o tema e pautada sob o foco de fontes de renome, excluindo as propostas anteriores a 2000, dando maior visibilidade no período entre 2019 e 2023.

Segundo Ruiz et al. (2013) pesquisa bibliográfica consiste no exame desse manancial, para levantamento e análise do que já se produziu sobre determinado assunto que assumimos como tema de pesquisa científica.

De acordo com Gil et al. (2019), “as pesquisas exploratórias, segundo visam proporcionar uma visão geral de um determinado fato, do tipo aproximativo”.

2. FATORES QUE SUGEREM A ELEVAÇÃO DO ÍNDICE DE SUICÍDIO

Os estudos mais recentes apontam os fatores socioeconômicos, como: o desemprego, a desigualdade educacional e o acesso inadequado aos cuidados médicos como as principais causas associadas ao aumento das mortes por suicídio.

Entretanto o amplo direito dos cidadãos “comuns” e a facilidade de portarem arma de fogo e sem restrição, também demanda um forte aliado ao índice de suicídio, sendo apontado como um dos fatores cruciais para o aumento da estatística.

De acordo Tollefsen et al., (2012), medir a mortalidade por suicídio é inerentemente desafiador. Isso se deve a uma combinação de fatores técnicos, sociais e culturais, e requer julgamento da intencionalidade do falecido. Consequentemente, estimativas de taxas de suicídio baseadas em estatísticas de mortalidade podem ser subestimadas.

Os autores utilizam-se da métrica quando na verdade estão se referendo a estatística realizadas pelos órgãos, já mencionados, sobre a questão do aumento de casos em todo o país envolvendo vítimas de suicídio.

Neste contexto, os autores questionam a veracidade da estatística, no que se refere ao suicídio, uma vez, que estes índices não podem ser classificados de forma efetiva como sendo ou não intencional. Existem subnotificação e erro de classificação, muitos suicídios não são registrados como tal, e podem ser classificados como:

  • Acidentes (quedas, afogamentos, overdoses);
  • Causas indeterminadas, isso acontece por falta de evidência clara de intenção ou por pressão social/familiar.
  • Estigma social e religioso, em muitas culturas, o suicídio é altamente estigmatizado.
  • Médicos legistas, famílias ou autoridades podem evitar declarar uma morte como suicídio para proteger a reputação da família ou por convicções religiosas.
  • Qualidade dos registros nos sistemas de ocorrências, com dados incompletos ou imprecisos.
  • Falta de padronização nos métodos de coleta e codificação (ex: uso inconsistente do CID-10).
  • Dificuldade em determinar a intenção, em casos como overdose ou acidentes de trânsito, pode ser difícil distinguir entre: Suicídio; Comportamento de risco; Morte não intencional.
  • Diferenças regionais e culturais, as taxas variam amplamente entre regiões e países, mas nem sempre refletem a realidade, alguns lugares têm taxas artificialmente baixas devido à censura ou manipulação de dados.
  • Implicações referentes a subnotificação dificulta o planejamento de políticas públicas eficazes, podendo levar à alocação insuficiente de recursos para prevenção, afetando a compreensão da magnitude real do problema de saúde pública.

Desta forma, os números são considerados preliminares, podendo aumentar a estatística, já que muitas mortes em investigação levam meses até serem confirmadas como suicídio, não sendo possível quantificar a mortalidade por suicídio ou morte violenta.

Segundo as autoridades de saúde a sociedade civil nos EUA, entre 2022 e 2024, mais da metade dos casos de suicídio nos EUA envolveram o uso deste tipo de artifício, sendo que 85% das tentativas resultaram em morte, fortalecendo os estudos que a liberdade ao porte de arma não é uma solução para a segurança e muito menos para a saúde mental.

Outro ponto considerado determinante entre os casos de suicídio está a overdose de drogas, que diferente dos casos ocorridos no Brasil, são tratados como suicídio, especialmente as causadas pelo uso indevido de fentanil, seja estes casos registrados como acidentais ou intencionais, estima-se que em 2023 foram registrados 110.035 mortes, todas relacionadas as drogas consideradas estimulantes (como o LSD, a metanfetamina, o crack e a cocaína); as drogas depressoras (como o álcool, os solventes, a heroína, a morfina e o ópio).

O afogamento, enforcamento e ou sufocamento tem uma taxa de letalidade, também, considerável alta, porém bem abaixo dos casos com arma de fogo, seguidos de perto pelo envenenamento.

As taxas de suicídio variam significativamente entre diferentes grupos demográficos que atingem a população de forma diferentes:

  • Idosos: homens com 75 anos ou mais apresentaram a maior taxa de suicídio em 2022, com quase 44 por 100 mil pessoas.
  • Mulheres: embora os homens representem a maioria dos suicídios, houve um aumento no percentual de suicídio entre as mulheres, com crescimento de 4%.
  • Grupos Étnicos: a taxa de suicídio com arma de fogo entre crianças e adolescentes negros triplicou na última década, ultrapassando pela primeira vez a taxa entre jovens brancos da mesma faixa etária.

Para Reidenberg (2020), reforça que a taxa de suicídio entre homens chegou a 23,1 mortes por 100 mil habitantes, bem acima das 5,9 entre mulheres. Nesse caso também, o aumento percentual foi mais elevado entre as mulheres, com um crescimento de 4% em comparação ao ano anterior, superando o acréscimo de 1% registrado entre os homens. Pessoas idosas são particularmente impactadas, apresentando uma taxa de 21,3 mortes por suicídio a cada 100 mil habitantes com mais de 75 anos. Entre os homens dessa faixa etária, esse índice chega a 43,7.

O Governo Norte Americano vem investindo em diversas iniciativas na tentativa de controlar o índice de suicídio no país, tais como:

  • A implementadas da Linha Direta 988, em 2021, que visa dar suporte na prevenção ao suicídio e saúde mental 988, facilitando o acesso a ajuda em crises.
  • Novas medidas na Legislação sobre Armas, em alguns estados adotaram leis que permitem restringir o acesso a armas de fogo para indivíduos em risco, embora apenas dezessete estados tenham implementado tais medidas até o momento.
  • Investimento em Programas e Campanhas de Educação e Conscientização, para a promoção e redução dos estigmas associados a saúde mental, além do incentivo pela busca por ajuda.

De acordo com o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças, órgão de pesquisa em Saúde Pública vinculado ao Departamento de Saúde dos Estados Unidos), foram registrados 49.449 suicídios em 2022, o ano mais recente com dados disponíveis. Esse é o maior número já registrado no país, representando um aumento de quase 3% em relação aos 48.183 casos ocorridos em 2021, no mesmo período, a taxa de suicídio passou de 14,1 para 14,3 mortes por 100 mil habitantes (CDC, 2023a).

Dentro deste contexto o governo dos EUA busca prevenir suicídios por meio de sua Estratégia Nacional para Prevenção do Suicídio, um esforço colaborativo da Administração de Serviços de Abuso de Substâncias e Saúde Mental, Centros de Controle e Prevenção de Doenças, Institutos Nacionais de Saúde, Administração de Recursos e Serviços de Saúde.

Sendo assim, a participação de diferentes órgãos e instituições, como a Administração de Serviços de Abuso de Substâncias e Saúde Mental (SAMHSA), os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) e a Administração de Recursos e Serviços de Saúde (HRSA), permite uma abordagem holística e coordenada. Esses órgãos colaboram para oferecer suporte psicossocial, programas de intervenção precoce, tratamento adequado e educação pública sobre saúde mental. Os principais objetivos dessa estratégia incluem:

  • Prevenção da crise: Criação de redes de apoio para indivíduos em risco e aumento da conscientização sobre sinais de alerta.
  • Acesso a cuidados de saúde mental: Garantir que as pessoas tenham acesso a tratamentos e suporte adequados.
  • Educação e sensibilização: Programas educacionais para reduzir o estigma em torno da saúde mental e suicídio.
  • Apoio a familiares e amigos: Proporcionar suporte a quem está lidando com a perda de entes queridos por suicídio, assim como ajudar pessoas em risco.
  • Pesquisa e dados: Investir em estudos que possam aprimorar as estratégias de prevenção e identificação de fatores de risco.

 

Além disso, a estratégia inclui a implementação de medidas como a linha nacional de prevenção do suicídio (1-800-273-TALK), que conecta indivíduos com profissionais treinados, e o uso crescente de tecnologias digitais para promover intervenções rápidas e eficazes.

Esses esforços refletem uma compreensão mais ampla de que a prevenção do suicídio requer uma combinação de ação direta, apoio comunitário e mudanças na percepção social sobre saúde mental.

A Estratégia Nacional para Prevenção do Suicídio dos Estados Unidos é um esforço integrado e multifacetado que visa reduzir as taxas de suicídio por meio de várias abordagens e recursos. A estratégia foi projetada para envolver não apenas agências governamentais, mas também a sociedade como um todo, com foco em comunidades, indivíduos e profissionais de saúde.

O psicólogo Dan Reidenberg conselheiro da Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio e diretor do Conselho Nacional para a Prevenção do Suicídio, afirmou em uma entrevista à BBC News Brasil [s.d] que o estigma sobre o suicídio ainda é um grande problema a ser tratado e somente após uma abordagem mais invasiva e que se poder começar a pensar em ter maiores êxitos nesta questão”.

Apesar da afirmativa, o psicólogo juntamente com outros especialistas ressalta que, apesar de haver mudanças positivas, em apenas pouco tempo, não são suficientes para saber se essa tendência de queda irá se manter, pois o tabu em torno do assunto ainda é um grande questionamento a ser vencido, em buscar de respostas mais concretas e de certa forma poder sanar está situação agravante na sociedade norte americana.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante dessas questões, é possível perceber que o aumento das taxas de suicídio nos Estados Unidos é um fenômeno complexo, assim como em outras partes do mundo, inclusive em países onde os registros de saúde pública indicam taxas relativamente baixas de suicídio.

A taxa de suicídio no EUA vem subindo gradualmente desde o início dos anos 2000, tendo uma leve queda entre 2019 e 2020, mas voltou a crescer em 2021 e 2022.

Especialistas da ONU destacam que as razões para o aumento são complexas, resultando da combinação de diversos fatores, cujo impacto pode variar conforme o grupo demográfico considerado. Entre esses fatores, estão questões de saúde mental, depressão, sentimento de solidão e dificuldades financeiras.

Sendo assim, esta questão, exige uma abordagem multifacetada, envolvendo políticas públicas eficazes, acesso ampliado a cuidados de saúde mental, controle de armas e programas de prevenção direcionados a questão de enfrentamento a essa epidemia silenciosa.

Aumentar o conhecimento dos fatores de risco de suicídio é necessário para que se possa adotar estratégias de prevenção, através da conscientização e o engajamento da sociedade esses índices podem ser minimizados, tais atitudes são essenciais para o enfrentamento dessa epidemia silenciosa e desta forma salvar vidas.

Conclui-se que diversas iniciativas já foram elaboradas pelas autoridades responsáveis por sua implementação. No entanto, a gravidade do problema exige esforços ainda maiores e decisões mais efetivas, sendo fundamental ampliar o conhecimento e a disseminação de informações que favoreçam melhores resultados para a sociedade, por meio de um trabalho mais aprofundado.

Apesar dos avanços e das ações em andamento, é indispensável reconhecer que muitos dos fatores de risco relacionados ao suicídio vão além do alcance direto da Saúde Pública, pois envolvem outras esferas como a econômica, a financeira e a social, as quais apresentam maior complexidade para serem enfrentadas.

REFERÊNCIAS

BBC NEWS BRASIL. Suicídio nos EUA. BBC News Brasil, [S.l.], [s.d.]. Disponível em: https://bbc.com/suicidio/eua/. Acesso em: maio de 2025.

CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Curtin, S. et al. U.S. Suicide Statistics, 2022. National Center for Health Statistics, CDC, 2023b. Disponível em: https://www.cdc.gov/media/releases/2023/s0810-US-Suicide-Deaths-2022.html. Acesso em: maio de 2025.

CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Vital Statistics Rapid Release: Provisional Mortality Data, 2022. National Center for Health Statistics, CDC, 2023a. Disponível em: https://www.cdc.gov/nchs/data/vsrr/vsrr034.pdf. Acesso em: maio de 2025.

COMMONWEALTH FUND. Cuidados de Saúde nos EUA sob uma Perspectiva Global, 2022–2023: Maiores Gastos, Piores Resultados (U.S. Health Care from a Global Perspective, 2022–2023: Higher Spending, Worse Outcomes). Nova York: Commonwealth Fund, 2023. Disponível em: https://www.commonwealthfund.org/publications/issue-briefs/2023/jan/us-health-care-global-perspective-2022. Acesso em: maio de 2025.

COMMONWEALTH FUND. U.S. Health Care from a Global Perspective, 2019: Higher Spending, Worse Outcomes. New York: Commonwealth Fund, 2020. Disponível em: https://www.commonwealthfund.org/publications/issue-briefs/2020/jan/us-health-care-global-perspective-2019. Acesso em: maio de 2025.

GIL, A. C. et al. Como Elaborar um Projeto de Pesquisa. São Paulo: Editora Atlas, 2019.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, alerta sobre a prevenção do suicídio em meio à pandemia de COVID-19. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 17 jun. 2021. Disponível em: https://www.paho.org/pt/noticias/17-6-2021-uma-em-cada-100-mortes-ocorre-por-suicidio-revelam-estatisticas-da-oms. Acesso em: maio de 2025.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Uma pessoa morre por suicídio a cada 40 segundos, afirma OMS. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 9 set. 2019. Disponível em: https://www.paho.org/pt/noticias/9-9-2019-uma-pessoa-morre-por-suicidio-cada-40-segundos-afirma-oms. Acesso em: maio de 2025.

REIDENBERG, D. New International Report on Health Care: U.S. Suicide Rate Highest Among Wealthy. The Commonwealth Fund, 2020. Disponível em: https://www.commonwealthfund.org/press-release/new-international-report-health-care-us-suicide-rate-highest-among-wealthy. Acesso em: maio de 2025.

RUIZ, J. Á. et al. Metodologia Científica: Guia para Eficiência nos Estudos. São Paulo: Atlas, 2013.

TØLLEFSEN, I. M.; ROSTILA, M.; HUNTINGTO, S. The reliability of suicide statistics: A systematic review. BMC Psychiatry, [S.l.], v. 12, n. 9, 2012. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22333684/. Acesso em: maio de 2025.

NOTA

O autor declara que utilizou Inteligência Artificial, por meio de extensores do Microsoft Word 2016, no desenvolvimento do artigo, exclusivamente como apoio à pesquisa. Todas as coletas de dados seguiram o referencial metodológico e referências bibliográficas, e a análise de fontes, inclusive relatos online, foi realizada de forma pessoal e autoral.

[1] Pós-graduado em Direito processual penal e Criminologia (Lato Sensu), Tecnólogo em Segurança Privada, Técnico em Segurança Pública e Especializado em Técnicas de Abordagem a Tentativas de Suicídio. ORCID: 0009-0007-5104-4993. Currículo Lattes: Id Lattes- 7987025113758258.

Material recebido: 21 de maio de 2025.

Material aprovado pelos pares: 04 de julho de 2025.

Material editado aprovado pelos autores: 25 de agosto de 2025.

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Luiz Henrique Xavier Moschin

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