Análise do trade off entre inflação e desemprego no Brasil de 2005 a 2015

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ARTIGO ORIGINAL

MESQUITA, Gena Carla Corrêa Costa de [1]

MESQUITA, Gena Carla Corrêa Costa de. Análise do trade off entre inflação e desemprego no brasil de 2005 a 2015. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 06, Ed. 11, Vol. 14, pp. 05-22. Novembro de 2021. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/ciencias-sociais/desemprego-no-brasil

RESUMO

O presente artigo traz o debate sobre a relação inversa entre taxa de inflação e desemprego preconizada pela Curva de Phillips. A inflação e o desemprego são variáveis que interferem diretamente na condução das políticas econômicas do país, diante disto, objetiva-se compreender o comportamento delas ao longo de uma década e demonstrar empiricamente se esta relação inversa em tempos atuais é válida. A hipótese levantada é de que a relação inversa está presente, pelo menos em algum ano. Portanto, visamos responder: caso seja válida, quanto o desemprego e a expectativa de inflação podem afetar a inflação presente? Para responder esta pergunta, construiu-se um modelo econométrico que incorporou a inflação como variável dependente e, como variáveis independentes, desemprego e expectativa de inflação. Os dados usados são dos anos de 2005 a 2015 referentes ao índice de preços no consumidor (IPCA) como proxy da inflação e da expectativa de inflação. O cálculo da taxa de desemprego foi feito através da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE. Os dados da regressão mostraram que o parâmetro referente ao desemprego não foi significativo para explicar as variações na Inflação, pois o p-valor apresentou um valor de 0,7823. Sendo assim, aceitou-se a hipótese nula de que o parâmetro é igual a zero e não deve ser analisado. O modelo sugeriu que desemprego não explica as variações da taxa de inflação para o período. Já o parâmetro expectativa de inflação foi estatisticamente significante a um nível de significância de 1% (0,803). Implica dizer que, uma variação de um ponto percentual na expectativa de inflação para período subsequente, ocasionaria uma variação de 0,8 ponto percentual na inflação do período atual. Portanto, uma possível indicação de que os agentes podem criar expectativas adaptativas de inflação e isto pode interferir na inflação presente, como sugere o modelo de Friedman-Phelps.

Palavras-chave: Inflação, Desemprego, Curva de Phillips.

INTRODUÇÃO

Em 1958, o economista britânico, A. W. Phillips, observou uma relação negativa entre taxa de desemprego e inflação salarial. Atualmente um dos modos de se compreender a relação encontrada por Phillips, implica na substituição da inflação de salário por inflação de preços. A diferença não é trivial, pois os aumentos de salários e preços têm relação direta, uma vez que nos períodos em que os salários crescem rapidamente, os preços também crescem (MANKIW, 1998).

Em vista disso, parece razoável analisar a relação inversa entre inflação e desemprego, já que do ponto de vista das análises dos formuladores de políticas econômicas, eles podem tomar decisões sobre os rumos das políticas monetária e fiscal. E o resultado dessas decisões podem alterar o produto, o desemprego e a inflação; pode elevar a proporção de demanda agregada para reduzir o desemprego e elevar os níveis de inflação ou vice-versa (MANKIW, 1998).

Sendo assim, este estudo buscou evidenciar se a teoria da curva de Phillips no curto prazo possui aplicabilidade empírica para o Brasil durante o período de 2005 a 2015. Para isto, foram usados dados disponíveis no Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA). Objetivo geral do presente estudo é elucidar empiricamente as proposições trazidas pela curva de Phillips aos dados brasileiros. E como objetivos específicos, busca-se analisar graficamente o comportamento da inflação e desemprego no país para o período de 2005 a 2015; mostrar econometricamente as possíveis variáveis que interferem no comportamento da inflação brasileira e apontar estudos anteriores da Curva de Phillips no Brasil.

Este artigo segue a linha de pesquisa descritiva de caráter quantitativo. Dada a natureza do objeto e os dados disponíveis, optou-se por analisar as varáveis em um período de dez anos. O estudo tem como principal foco a relação entre taxa de inflação e desemprego no Brasil. Foram usados dados de 2005 a 2015 referentes ao IPCA como proxy da inflação e da expectativa de inflação. O cálculo da taxa de desemprego foi feito através da PME do IBGE.  Foi usada a expectativa de inflação baseada no conceito de expectativas adaptativas de Friedman, segundo Mankiw (1998) pode ser compreendida pelas expectativas que as pessoas formam acerca do que irá acontecer no futuro baseado em fatos que aconteceram no passado.

A inflação e o desemprego são variáveis que interferem diretamente na condução principalmente da política monetária do país. Assim, o artigo problematiza para o caso do Brasil nos anos recentes, se empiricamente existe uma relação inversa entre elas. A hipótese levantada é de que a relação inversa está presente, pelo menos em algum período, visando responder quanto o desemprego e a expectativa de inflação podem afetar a inflação presente.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

ABORDAGEM SOBRE A CURVA DE PHILLIPS ORIGINAL

O economista inglês A. W. Phillips desenhou um diagrama que relacionava a taxa de inflação e a taxas de desemprego para a economia do Reino Unido com base nos anos de 1861 a 1957. Foi encontrada uma relação negativa entre as variáveis, dito de outa maneira, quando o desemprego registrava taxas menores, a inflação estava em patamares maiores; quando o desemprego se mostrava com altas taxas, a inflação era menor (BLANCHARD, 2007).

Paul Samuelson e Solow testaram o mesmo modelo de Phillips para os EUA, com base nos anos de 1900 a 1960. Excluíram do modelo os anos de 1931 a 1939 por possivelmente incluírem dados considerados outlier, ou seja, um valor atípico entre os dados analisados, foram observações com grande afastamento das demais contidas na série. Isso se deve ao período de altas taxas de desempregados nos EUA nos anos de 1930. Todavia, os outros anos inclusos no estudo apontavam que existia a possibilidade de se estabelecer uma relação negativa entre inflação e desemprego (BLANCHARD, 2007).

A análise, segundo a figura 1, para os dados de desemprego e inflação dos Estados Unidos indicaram que baixas taxas de desemprego estavam tipicamente associadas à inflação alta, assim como altas taxas de desemprego estavam atreladas a inflação baixa ou negativa (BLANCHARD, 2007).

Figura 1 – Taxa de Inflação versus desemprego nos Estados Unidos, 1900-1960.

Fonte: Blanchard (2007).

ABORDAGEM SOBRE A CURVA DE PHILLIPS E EXPECTATIVAS ADAPTATIVAS

A versão Friedman-Phelps da curva de Phillips, também chamada de curva de Phillips aceleracionista, acrescenta à equação original da curva de Phillips a análise das expectativas. Nota-se que neste modelo a economia funciona guiada por expectativas de preços das quais utiliza exclusivamente as informações ocorridas em períodos anteriores, para este fato são denominadas de expectativas adaptativas construídas por meio do modelo monetarista (CARVALHO, 2000).

Exemplificando por meio da equação:

Pe t = Pt-1

Dado que:

Pe t = preços esperados no período t;

Pt-1 = preços do passado do período t-1

Desta maneira, Carvalho (2000) analisa que a inflação anterior impacta diretamente na expectativa de inflação para o período t. Assim, supondo que o governo realiza uma expansão monetária, dado que a economia se encontra no equilíbrio e o estoque monetário não se altere, esta medida fará com que a taxa de desemprego reduza comparado à taxa de desemprego natural. Tão logo, os empresários incorporam em sua análise as expectativas adaptativas, com isso, tendem a aumentar o salário nominal e contratar novos trabalhadores, estes têm a ilusão de que serão contratados por um salário mais alto, todavia o salário real, via de regra, não se elevou.

Os trabalhadores permaneceram certo tempo guiados pela ilusão monetária de seus salários. Todavia, em algum momento quando forem realizar suas compras sentirão o impacto real no salário.  Assim, os trabalhadores decidem por voltar a situação anterior de desempregados voluntariamente, uma vez que se sentem mais satisfeitos. Esses movimentos na economia motivados pela expansão monetária mostram que esta ferramenta de política macroeconômica é capaz de reduzir as taxas de desemprego no curto prazo somente (CARVALHO, 2000)

A CURVA DE PHILLIPS APLICADA AO BRASIL

Em vista de que a inflação e o desemprego são variáveis importantes para economia brasileira e que ambas interferem diretamente na condução principalmente da política monetária do país, assim como seus desdobramentos de sucesso e fracasso ao longo dos anos.

Estudos brasileiros empíricos, entre eles está o de Cysne (1985), conclui pela não existência do trade-off entre as variáveis: inflação e capacidade ociosa no longo prazo entre 1950 e 1983.

Outro estudo relevante foi desenvolvido por Sachsida (2013):

De maneira geral, podemos afirmar que nossa pesquisa revisou os resultados encontrados por diversos autores que tentaram estimar a curva de Phillips novo-Keynesiana para a economia brasileira. Ao longo dos anos diversas metodologias econométricas distintas foram empregadas: regressões lineares e não-lineares, modelos autoregressivos, modelos com parâmetros variáveis, dados de painel, séries temporais frequentistas, regressões bayesianas, regressões de transição suave (STR), entre outras técnicas foram adotadas. Não menos prolixa foram as diferentes séries de variáveis usadas como proxy para a estimativa da curva de Phillips. As diversas estimativas da curva de Phillips para o Brasil chegam a diferentes conclusões. A gama de parâmetros encontrados para representar o efeito do custo marginal das empresas sobre a taxa de inflação é enorme: variando de efeito nenhum (ou positivo) em alguns estudos para um efeito negativo (e estatisticamente significante) em outros estudos. Igualmente amplos são os resultados referentes aos coeficientes estimados da inflação passada e da expectativa de inflação.

O MODELO ECONOMÉTRICO

Os dados foram tabulados no editor de planilhas excel, posteriormente inseridos no software Gretl. A estimação da regressão linear foi feita por Mínimos Quadrados Ordinários (MQO).

O modelo econométrico foi embasado pela curva de Phillips com expectativas adaptativas. A análise econométrica e os testes foram feitos, conforme Gujarati (2011). Adotou-se como hipótese nula (H0), a não existência de relação inversa entre taxa de inflação e desemprego no Brasil para os anos de 2005 a 2015, e como hipótese alternativa (H1), a existência de relação inversa entre as variáveis.

O modelo de regressão linear:

Adota-se neste trabalho a igualdade

 

ANÁLISE GRÁFICA ENTRE TAXA DE INFLAÇÃO E DESEMPREGO NO BRASIL DE 2005 A 2015

A relação inversa entre inflação e desemprego no Brasil de 2005 a 2015 não é verificada para toda série, como mostra o gráfico 1. A média do IPCA acumulado em 12 meses, segundo IBGE (2019), mostra que os principais anos de ascendência do índice foram os anos de 2011, 2014 e 2015. Sendo que do ano de 2011 para 2012, a taxa de inflação e de desemprego apresentaram uma relação diretamente proporcional (ambas diminuíram seus percentuais).

 No gráfico 1, a variação média da inflação acumulada em 2011 era de 6,5% e em 2012 baixou para 5,84%, conforme IBGE (2019). Quanto ao desemprego, 2011 registrou 5,9% e em 2012 caiu para 5,5%. O mesmo foi observado nos anos de 2015, cujas variáveis apresentaram um comportamento ascendente. Portanto, algebricamente não há evidência de uma possível relação inversa entre elas, como evidenciado na curva de Phillips. A hipótese levantada de que existiria relação inversa, não se sustenta.

Gráfico 1 – Inflação e desemprego no Brasil entre os anos de 2005 a 2015

Fonte: IBGE (2019). Elaboração própria (2021).

ANÁLISE ECONOMÉTRICA ENTRE INFLAÇÃO E DESEMPREGO NO BRASIL DE 2005 A 2015

Os dados da regressão, como mostra o quadro 1, evidenciaram que o parâmetro referente ao desemprego dado por (T) não foi significativo para explicar as variações na Inflação (I), pois o p-valor apresentou um valor de 0,7823. Sendo assim, aceita-se a hipótese nula de que o parâmetro é igual a zero e não deve ser analisado. O modelo sugere que desemprego não explica as variações da taxa de inflação para o período. Por outro lado, a estatística F apresentou um valor de 150,1796, sinalizando que pelo menos uma das variáveis é estatisticamente diferente de zero. O parâmetro expectativa de inflação (E), é estatisticamente significante a um nível de significância de 1% (0,803). Implica dizer que uma variação de um ponto percentual na expectativa de inflação para período subsequente ocasionaria uma variação de 0,8 ponto percentual na inflação do período atual. Portanto, uma possível indicação de que os agentes podem criar expectativas adaptativas de inflação, de modo que possa interferir na inflação presente, como sugere o modelo de Friedman-Phelps. Quanto ao R2 (0,7011) indica que as variáveis independentes explicam em 70,11% a variações na variável independente.

Quadro 1 –  Regressão estimada para o Brasil no período 2005 a 2015.

Fonte: IBGE (2019). Elaboração própria (2021).

Quanto à normalidade dos resíduos, o resultado da estatística de teste Jarque-Bera apresentou um valor baixo para distribuição qui-quadrado (0,121631) com p- valor de 0,940997, como mostrado no quadro 1. Dessa maneira, a hipótese nula (de que os resíduos encontrados apresentam distribuição normal) não é rejeitada, ao nível de significância de 5%. Em relação ao problema de multicolineariedade, usou-se o teste de fatores de inflação da variância (FIV) para detectar se o modelo apresenta este viés. O valor encontrado foi de 1,104 para expectativa de inflação e de 1,104 para o desemprego. Logo, conforme a metodologia do teste sugere: resultados de FIV menores que 10, não indicam um problema de colinearidade. Por fim, para detectar presença de autocorrelação entre as variáveis, foi realizada a estatística LM de Breusch Godfrey, cujo resultado foi de 1,99802, com p-valor de 0,117698. Sendo assim, a hipótese nula não é rejeitada, indicando que o modelo é significativo ao nível de significância de 5%.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A discussão sobre a relação inversa entre inflação e desemprego já perdura mais de meio século. Todavia, ainda se encontra no centro dos debates que envolvem em algum grau as políticas econômicas brasileiras.

Mesmo com as inúmeras discussões envolvendo a curva de Phillips e seus efeitos sobre a economia no período recente, não há um consenso entre os autores. Sachsida (2009) atenta que em meio aos diversos modelos econométricos e seus resultados, ora de possível serventia, ora com pouca aplicabilidade real na condução das políticas macroeconômicas do país, ainda assim a dinâmica inflacionária também pode ser pensada sob um novo prisma.

Neste artigo foi estimada a regressão com base na curva de Phillips com expectativas adaptativas construídas através do modelo monetarista. O modelo econométrico para o Brasil foi descrito em relação ao impacto que a expectativa de inflação e o desemprego causariam na inflação para período de 2005 a 2015.

Os resultados mostraram que o parâmetro referente ao desemprego não foi significativo para explicar as variações na Inflação. Logo, a hipótese de que o desemprego possui uma relação inversa com a taxa de inflação não se sustenta. Quanto a pergunta norteadora do presente estudo: quanto o desemprego e expectativa de inflação podem afetar a inflação presente? O modelo econométrico evidenciou que o parâmetro expectativa de inflação é estatisticamente significante. O valor encontrado de 0,803, indica que variação de um ponto percentual na expectativa de inflação para período subsequente resulta em uma variação de 0,8 ponto percentual na inflação. Ou seja, os agentes podem criar expectativas adaptativas de inflação e isto pode interferir na inflação presente, como sugere o modelo de Friedman-Phelps.

As limitações deste artigo foram o período e o desenvolvimento de modelos mais recentes que expliquem os desdobramentos da Curva de Phillips. Assim, a sugestão para às próximas pesquisas que envolvam o tema é: aumentar o número de anos na série e formular modelos com possíveis variáveis que impactem na inflação presente.

REFERÊNCIAS

BLANCHARD, Olivier. Macroeconomia. 4. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. xvii, 602 p. : ISBN 8576050757 (broch.)

CARVALHO, Fernando J. C….[et al.]. Economia Monetária e Financeira: teoria e prática. Rio de Janeiro: Campus, 2000.

CYSNE, R. P. A relação de Phillips no Brasil: 1964-66 × 1980-84. Revista Brasileira de Economia, 39:401–22, 1985.

GUJARATI, Damodar N.; PORTER, Dawn C. Econometria Básica. 5 ed. Porto Alegre: AMGH, 2011.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Banco de Dados Agregados. 2017.Disponívelem<https://ww2.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/inpc_ipca/defaultseriesHist.shtm  > Acesso em: 20 dez. 2019.

____________________________________. Indicadores IBGE. 2018. Disponível em: <www.ibge.gov.br/estatisticas-novoportal/economicas/precos-e-custos/9256-indice-nacional-de-precos-ao-consumidor-amplo.html ibge 2018 > Acesso em: 03 jan. 2018.

________________________________________. Indicadores IBGE. 2018. Disponível em

__________________________________________. Indicadores IBGE. 2018. Disponível em: <www.ipeadata.gov.br/exibeserie.aspx?serid=38401> Acesso em: 12 jan. 2018.

MANKIW, N. Gregory. Macroeconomia. 3. ed. [Rio de Janeiro]: Livros Técnicos e Científicos, [1998]. xxxiv, 398 p. ISBN 8521611412 (broch.).

SACHSIDA, Adolfo. Inflação, desemprego e choques cambiais: uma revisão da literatura sobre a curva de phillips no Brasil. Rev. Bras. Econ.,  Rio de Janeiro ,  v. 67, n. 4, p. 549-559,  Dec.  2013.

ANEXO 1 – BASE DE DADOS USADOS NA REGRESSÃO PARA O BRASIL (2005-2015)

Quadro 2: Taxa de desemprego, taxa de inflação acumulada de três em três meses e expectativa de inflação no Brasil.

INTERVALO DE TEMPO TAXA DE DESEMPREGO TAXA DE INFLAÇÃO ACUMULADA EXPECTATIVA DE INFLAÇÃO
2005.02 10,7 2,04 2,14
2005.03 10,8 1,79 2,04
2005.04 10,8 2,08 1,79
2005.05 10,2 1,98 2,08
2005.06 9,4 1,34 1,98
2005.07 9,4 0,72 1,34
2005.08 9,4 0,40 0,72
2005.09 9,6 0,77 0,40
2005.10 9,6 1,27 0,77
2005.11 9,6 1,66 1,27
2005.12 8,4 1,67 1,66
2006.01 9,3 1,51 1,67
2006.02 10,1 1,37 1,51
2006.03 10,4 1,44 1,37
2006.04 10,4 1,05 1,44
2006.05 10,2 0,74 1,05
2006.06 10,4 0,10 0,74
2006.07 10,7 0,08 0,10
2006.08 10,6 0,03 0,08
2006.09 10 0,45 0,03
INTERVALO DE TEMPO TAXA DE DESEMPREGO TAXA DE INFLAÇÃO ACUMULADA EXPECTATIVA DE INFLAÇÃO
2006.10 9,8 0,59 0,45
2006.11 9,5 0,85 0,59
2006.12 8,4 1,12 0,85
2007.01 9,3 0,44 1,12
2007.02 9,9 0,44 0,44
2007.03 10,2 0,37 0,44
2007.04 10,2 0,25 0,37
2007.05 10,2 0,28 0,25
2007.06 9,7 0,28 0,28
2007.07 9,5 0,24 0,28
2007.08 9,5 0,47 0,24
2007.09 9 0,18 0,47
2007.10 8,7 0,3 0,18
2007.11 8,2 0,38 0,3
2007.12 7,4 0,74 0,38
2008.01 8 0,54 0,74
2008.02 8,7 0,49 0,54
2008.03 8,6 0,48 0,49
2008.04 8,5 0,55 0,48
2008.05 7,9 0,79 0,55
2008.06 7,8 0,74 0,79
INTERVALO DE TEMPO TAXA DE DESEMPREGO TAXA DE INFLAÇÃO ACUMULADA EXPECTATIVA DE INFLAÇÃO
2008.07 8,1 0,53 0,74
2008.08 7,6 0,28 0,53
2008.09 7,7 0,26 0,28
2008.10 7,5 0,45 0,26
2008.11 7,6 0,36 0,45
2008.12 6,8 0,28 0,36
2009.01 8,2 0,48 0,28
2009.02 8,5 0,55 0,48
2009.03 9 0,2 0,55
2009.04 8,9 0,48 0,2
2009.05 8,8 0,47 0,48
2009.06 8,1 0,36 0,47
2009.07 8 0,24 0,36
2009.08 8,1 0,15 0,24
2009.09 7,7 0,24 0,15
2009.10 7,5 0,28 0,24
2009.11 7,3 0,41 0,28
2009.12 6,8 0,37 0,41
2010.01 7,2 0,75 0,37
2010.02 7,4 0,78 0,75
2010.03 7,6 0,52 0,78
INTERVALO DE TEMPO TAXA DE DESEMPREGO TAXA DE INFLAÇÃO ACUMULADA EXPECTATIVA DE INFLAÇÃO
2010.04 7,3 0,57 0,52
2010.05 7,4 0,43 0,57
2010.06 7 0 0,43
2010.07 6,9 0,01 0
2010.08 6,7 0,04 0,01
2010.09 6,2 0,45 0,04
2010.10 6 0,75 0,45
2010.11 5,7 0,83 0,75
2010.12 5,3 0,63 0,83
2011.01 6 0,83 0,63
2011.02 6,3 0,8 0,83
2011.03 6,4 0,79 0,8
2011.04 6,4 0,77 0,79
2011.05 6,3 0,47 0,77
2011.06 6,2 0,15 0,47
2011.07 6 0,16 0,15
2011.08 6 0,37 0,16
2011.09 6 0,53 0,37
2011.10 5,7 0,43 0,53
2011.11 5,2 0,52 0,43
2011.12 4,7 0,5 0,52
INTERVALO DE TEMPO TAXA DE DESEMPREGO TAXA DE INFLAÇÃO ACUMULADA EXPECTATIVA DE INFLAÇÃO
2012.01 5,5 0,56 0,5
2012.02 5,7 0,45 0,56
2012.03 6,2 0,21 0,45
2012.04 6 0,64 0,21
2012.05 5,8 0,36 0,64
2012.06 5,9 0,08 0,36
2012.07 5,4 0,43 0,08
2012.08 5,3 0,41 0,43
2012.09 5,4 0,57 0,41
2012.10 5,3 0,59 0,57
2012.11 4,9 0,6 0,59
2012.12 4,6 0,79 0,6
2013.01 5,5 0,86 0,79
2013.02 5,6 0,6 0,86
2013.03 5,7 0,47 0,6
2013.04 5,8 0,55 0,47
2013.05 5,8 0,37 0,55
2013.06 6 0,26 0,37
2013.07 5,6 0,03 0,26
2013.08 5,3 0,24 0,03
2013.09 5,4 0,35 0,24
INTERVALO DE TEMPO TAXA DE DESEMPREGO TAXA DE INFLAÇÃO ACUMULADA EXPECTATIVA DE INFLAÇÃO
2013.10 5,2 0,57 0,35
2013.11 4,6 0,54 0,57
2013.12 4,3 0,92 0,54
2014.01 4,8 0,55 0,92
2014.02 5,1 0,69 0,55
2014.03 5 0,92 0,69
2014.04 4,8 0,67 0,92
2014.05 4,9 0,46 0,67
2014.06 4,8 0,4 0,46
2014.07 4,9 0,01 0,4
2014.08 5 0,25 0,01
2014.09 4,8 0,57 0,25
2014.10 4,6 0,42 0,57
2014.11 4,8 0,51 0,42
2014.12 4,3 0,78 0,51
2015.01 5,3 1,24 0,78
2015.02 5,8 1,22 1,24
2015.03 6,1 1,32 1,22
2015.04 6,4 0,71 1,32
2015.05 6,7 0,74 0,71
2015.06 6,9 0,79 0,74
INTERVALO DE TEMPO TAXA DE DESEMPREGO TAXA DE INFLAÇÃO ACUMULADA EXPECTATIVA DE INFLAÇÃO
2015.07 7,5 0,62 0,79
2015.08 7,5 0,22 0,62
2015.09 7,5 0,54 0,22
2015.10 7,8 0,82 0,54
2015.11 7,5 1,01 0,82
2015.12 6,9 0,96 1,01

Fonte: IBGE (2019).

APÊNDICE I – ESTIMAÇÃO DA REGRESSÃO COM VALORES DOS TESTES PARA O BRASIL

Fonte: IBGE (2019). Elaboração Própria (2019).

[1] Doutoranda em economia, mestrado em economia, pós-graduação em economia com gestão e graduação em economia. ORCID: //orcid.org/0000-0002-1192-7501

Enviado: Outubro, 2021.

Aprovado: Novembro, 2021.

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