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Plano de Negócio: Demonstração de Empreendimento usando a Tecnologia da Informação como Recurso

RC: 3628
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CONTEÚDO

CAMPOS, Ronniellyson Barbosa [1], REIS, Maria Mirlei Constância dos [2], DUARTE, Michel Sousa [3], MORAIS, Josué Robson Andrade de [4], NASCIMENTO, Thamires [5]

CAMPOS, Ronniellyson Barbosa, et. al. Plano de Negócio: Demonstração de empreendimento usando a tecnologia da Informação como Recurso. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento.  Vol. 07, Ano 01, p. 01-15, agosto de 2016. ISSN:2448-0959

RESUMO

Este trabalho tem como objetivo demonstrar como um plano de negócio que utiliza a tecnologia da informação pode atender de forma mais adequada a realidade contemporânea das organizações uma vez que o mundo moderno é regido pela tecnologia. Para isso foi realizado a aplicação do plano em uma empresa de calçados. No final foi demonstrado que o plano de negócio incluindo a tecnologia da informação é fundamental no contexto contemporâneo.

Palavras Chaves: Tecnologia da Informação. Plano de Negócio. Ferramenta Estratégica.

1. INTRODUÇÃO

O plano de negócio é seguramente o documento mais importante para o empreendedor no estágio inicial. É provável que os possíveis investidores não pensem em investir em um novo empreendimento enquanto o plano de negócio não estiver concluído.

Um documento preparado pelo empreendedor em que são descritos todos os elementos externos e internos relevantes para o início de um novo empreendimento” (SHEPHERD, 2009).

O desenvolvimento e a preparação de um plano de negócio podem envolver vários obstáculos e exigem um firme compromisso do empreendedor para que seja efetivamente concluído e depois colocado em prática para que esses objetivos sejam alcançados diminuindo os riscos e as incertezas, permite­ identificar e restringir seus erros no papel, ao invés de cometê-los no mercado.

Ainda segundo Shepherd (2009), o plano de negócio deve ser preparado pelo empreendedor; no entanto, ele pode consultar várias outras fontes durante sua preparação. Advogados, contadores, consultores de marketing e engenheiros são úteis na preparação do plano. A internet também dispõe de uma imensidão de informações e de modelos ou esboços reais para planejamento empresarial.

É e no ambiente virtual que tem sido uma das maiores áreas de crescimento para o empreendedorismo, com o uso da tecnologia em alta e de fácil acesso muitas pessoas perceberam que se abre um leque de oportunidades para ter um negocio lucrativo e de baixo custo que é a maior vantagem de estruturação de um e-commerce ou lojas virtuais onde o custo de se montar é baixo, diferentemente de uma loja real.

Com isso o empreendedor tem a praticidade de analisar aspectos importantes, como quem é seu publico alvo, características e a aceitabilidade do produto que esta sendo oferecido, é relevante à loja virtual ter informações detalhadas, pois como não possui vendedores essas informações auxiliarão o consumidor no momento de decisão pelo o produto.

2. JUSTIFICATIVA

Notamos que nos últimos anos o mercado da tecnologia da informação tem ganhado espaço de forma significativa no meio empresarial. A partir daí, foi visto a necessidade de verificar como essa importante ferramenta colabora de forma direta e indireta no tocante a abertura de uma organização.

3. OBJETIVOS

3.1 OBJETIVO GERAL

Mostrar como a tecnologia da informação aliada ao plano de negocio influencia e contribui na criação de uma empresa.

3.2 OBJETIVO ESPECÍFICO

Compreender os fatores que fizeram da tecnologia da informação um parceiro dos empreendedores e analisar as inúmeras oportunidades que envolvem as relações comerciais desse setor.

4. REFERENCIAL TEÓRICO

4.1 O QUE É UM PLANO DE NEGÓCIO

Segundo Hisrich (2009) explica que se imaginarmos o plano de negócio como um mapa de estrada, entenderemos melhor o seu significado. Suponhamos que você esteja decidindo como ir de Boston a Los Angeles de carro. Há várias rotas possíveis, cada uma exigindo planejamento de tempo e custos diferentes. Como empreendedor, o viajante deve tomar decisões importantes e reunir informações para preparar o plano.

Hisrich (2009) cita que o plano de viagem consideraria fatores externos, como existência de oficinas para consertos de emergência, condições do tempo, condições das estradas, paisagens para admirar e de lugares para acampar. Esses fatores em si não podem ser controlados pelo viajante, mas devem ser considerados no plano, do mesmo modo como o empreendedor consideraria fatores externos, como novas regulamentações, concorrência, mudanças nas necessidades do consumidor ou nova tecnologia.

O viajante deve considerar todos esses fatores ao determinar quais estradas tomar, em qual pousada ficar, quanto tempo permanecer nos lugares escolhidos, quanto tempo e dinheiro ele dispõe para a manutenção do veículo, quem vai dirigir e etc. Assim, o plano de viagem responde a três perguntas: onde estou? Para onde estou indo? Como chegarei lá? Então, o viajante em nosso exemplo – ou o empreendedor, será capaz de determinar quanto dinheiro será necessário, a partir de fontes existentes ou novas, para realizar o plano.

4.2 ESBOÇO DE UM PLANO DE NEGÓCIO

O artigo estabelece o escopo e o valor do plano de negócio, e delineia as etapas de sua preparação, que é fundamental ao se iniciar um novo empreendimento, pois servirá como guia para obter o capital e o financiamento necessário. Antes de iniciar o plano de negócio, o empreendedor precisará de informações sobre mercado, operações de produção e estimativas financeiras.

Para Peters (2009), há provavelmente três perspectivas que devem ser consideradas quando se prepara o plano.

Primeiro, a perspectiva do empreendedor, que entende melhor do que ninguém a criatividade e a tecnologia envolvidas no novo empreendimento. O empreendedor deve ser capaz de expor claramente sobre o que é empreendimento.

Segundo, a perspectiva de marketing. Com muita frequência, o empreendedor vai considerar somente o produto ou a tecnologia, e não se alguém vai comprá-los. Os empreendedores devem tentar ver seu negócio através dos olhos do cliente.

Terceiro, o empreendedor deve visualizar seu negócio através dos olhos do investidor. São necessárias boas projeções financeiras; se o empreendedor não tiver as habilidades para preparar essas informações, então fontes externas poderão ser úteis. A profundidade e os detalhes do plano de negócio dependem da dimensão e do escopo do novo empreendimento proposto.

4.3 ANÁLISE DO SETOR

É importante colocar o novo empreendimento em um contexto adequado, fazendo primeiramente uma análise ambiental para identificar tendências e mudanças ocorridas em nível nacional e internacional que podem influenciá-lo. Entre os exemplos desses fatores ambientais estão:

4.3.1 Economia – O empreendedor deve considerar as tendências do PIB, o desemprego por área geográfica, a renda disponível, etc.

4.3.2 Cultura – Uma avaliação de mudanças culturais pode considerar as migrações na população     através da demografia como, por exemplo, o crescimento da população de idosos.

4.3.3 Tecnologia – Avanços na tecnologia são difíceis de prever. No entanto, o empreendedor deve considerar os possíveis avanços tecnológicos determinados a partir de recursos comprometidos pelas grandes indústrias ou pelo governo do país.

4.3.4 Precauções legais – O empreendedor deve estar preparado para qualquer legislação futura que possa afetar o produto ou serviço, o canal de distribuição, o preço ou a estratégia de promoção. A regulamentação dos preços, as restrições da propaganda na mídia e normas sobre segurança que afetam o produto ou sua embalagem são exemplos de limites legais que podem afetar o programa de marketing.

Todos os fatores externos citados são geralmente incontroláveis. Entretanto, como indicado, a consciência e a avaliação desses fatores pelo uso de algumas das fontes identificadas podem oferecer forte embasamento para a oportunidade e ser de grande valor no desenvolvimento da estratégia de marketing adequada. Quando a avaliação do ambiente estiver concluída, o empreendedor deve fazer uma análise do setor, focadas nas tendências específicas do mesmo. Eis alguns exemplos desses fatores:

4.3.5 Demanda do setor – A demanda relacionada ao setor geralmente está disponível em publicações. O conhecimento do crescimento ou do declínio do mercado, o número de novos concorrentes e as possíveis mudanças nas necessidades dos consumidores são questões importantes ao se tentar verificar o potencial do negócio que poderá ser realizado pelo novo empreendimento.

4.3.6 Concorrência – O empreendedor deve estar preparado para essas ameaças e estar ciente de quem são seus concorrentes e de quais seus pontos fortes e fracos, de modo que se possa programar um plano de marketing eficiente.

4.4 DESCRIÇÕES DO EMPREENDIMENTO

A descrição do empreendimento possibilita que o investidor verifique a dimensão e o escopo do negócio. A seção deve começar com a declaração da missão, ou missão da empresa, do novo empreendimento. Essa declaração basicamente descreve a natureza do negócio e o que o empreendedor espera conquistar com o empreendimento. A declaração da missão ou definição do negócio orientará a empresa nas decisões de longo prazo. Após a declaração da missão, devem ser discutidos alguns fatores importantes que proporcionam uma descrição clara e uma ideia do empreendimento. Entre os elementos chave estão os produtos ou serviços, a localização e a dimensão do negócio, o pessoal e os equipamentos necessários, o histórico do(s) empreendedor(es) e a história do empreendimento.

A localização do negócio pode ser vital para seu sucesso, principalmente se é uma loja ou se envolve um serviço. Assim, a ênfase na localização no plano de negócio está relacionada ao ramo do negócio. Ao avaliar o prédio ou o espaço que a empresa ocupará, o empreendedor pode precisar avaliar fatores como estacionamento; acesso a partir de rodovias; acesso aos clientes, fornecedores, distribuidores; taxas de entrega; regulamentações urbanas ou leis regionais.

4.5 PLANO DE PRODUÇÃO

Se o novo empreendimento for uma operação de fabricação, será necessário um plano de produção. Esse plano deverá descrever todo o processo de fabricação. Se parte do processo de fabricação ou todo ele tiver que ser subcontratado, o plano deverá descrever o(s) serviço(s) subcontratado(s), incluindo localização, motivos da escolha, custos e todos os contratos fechados. Se a fabricação for realizada por completo ou em parte pelo empreendedor, ele terá que descrever o leiaute da planta física, o maquinários e os equipamentos necessários para executar as operações de produção, a matéria-prima e o nome, endereço e condições dos fornecedores, os custos de produção e qualquer necessidade futura de equipamento.

4.6 PLANO DE OPERACIONAL

Todas as empresas – manufatureiras ou não – devem ter um plano operacional como parte do plano de negócio. Essa seção vai além do processo de produção (quando um novo empreendimento abrange produção) e descreve o fluxo de produtos e serviços da produção para o cliente. Esse plano deve conter o inventário ou estoque de produtos manufaturados, procedimento de remessa e de controle de inventário, e serviços de atendimento ao cliente.    Uma empresa não manufatureira, como uma loja do varejo ou um prestador de serviços, também precisaria dessa seção do plano de negócio para explicar as etapas cronológicas ao concluir uma transação comercial.

4.7 PLANO DE MARKETING

O plano de marketing é uma parte importante do plano de negócio, uma vez que descreve como os produtos ou serviços serão distribuídos, cotados e promovidos. Nessa seção, devem ser descritas evidências da pesquisa de marketing, para respaldar as decisões estratégicas críticas de marketing e prever as vendas. São feitas previsões específicas sobre o produto(s) ou serviço(s) para projetar a lucratividade e empreendimento.

Os possíveis investidores consideram o plano de marketing fundamental para o êxito do novo empreendimento. Portanto, o empreendedor deve preparar um plano mais abrangente e detalhado possível, para que os investidores percebam com clareza as metas do empreendimento e as estratégias a serem implementadas para que essas metas sejam atingidas de modo eficiente. O planejamento de marketing deve ser uma exigência anual (com cuidadoso monitoramento e modificações semanais ou mensais) para o empreendedor e deve ser visto como um roteiro para as tomadas de decisão de curto prazo.

4.8 PLANO ORGANIZACIONAL

O plano organizacional é a parte do plano de negócio que descreve o tipo de propriedade do empreendimento – isto é, propriedade, sociedade ou corporação. Se o empreendimento for uma sociedade, devem ser incluídos os termos dessa sociedade. Se for uma corporação, é importante detalhar as cotas de ações autorizadas e as opções de participação, bem como nomes, endereços e currículos dos diretores e da alta administração da corporação. Também é útil fornecer um gráfico da empresa indicando a linha de autoridade e as responsabilidades dos membros da organização. Essas informações oferecem ao possível investidor uma ideia clara de quem controla a organização e como os outros membros vão interagir ao de desempenhar suas funções administrativas.

4.9 AVALIAÇÃO DE RISCO

Todo novo empreendimento enfrentará alguns possíveis prejuízos, de acordo com o setor específico e com o ambiente competitivo. É importante que o empreendedor faça uma avaliação de risco. Primeiro, o empreendedor deve indicar os riscos com os quais o novo empreendimento pode se defrontar. A seguir, deve haver uma discussão do que poderia acontecer se esses riscos se tornassem realidade. Finalmente, o empreendedor deve discutir a estratégia a ser empregada para impedir, minimizar ou reagir aos riscos, se eles ocorrerem. Grandes riscos para um empreendimento podem resultar da reação de um concorrente, dos pontos fracos da equipe de marketing, produção ou administração, e dos novos avanços na tecnologia que poderiam tornar o novo produto obsoleto.

4.10 PLANO FINANCEIRO

Como os planos de marketing, de produção e organizacional, o plano financeiro é uma parte importante do plano de negócio, pois determina o investimento necessário para o novo empreendimento e indica se o plano de negócio é economicamente viável.

Em geral, são discutidas três áreas financeiras nessa seção do plano de negócios.

Primeiro, o empreendedor deve sintetizar as vendas previstas e as despesas correspondentes por, pelo menos, três anos, com as projeções do primeiro ano apresentadas mês a mês. Elas incluem vendas previstas, o custo de mercadorias vendidas e as despesas gerais e administrativas. O lucro líquido depois de pagos os impostos pode ser projetado, estimando-se o imposto de renda.

A segunda área importante das informações financeiras necessárias é a dos valores do fluxo de caixa por três anos, com as projeções do primeiro ano demonstradas mensalmente. Como as contas têm que ser pagas em diferentes épocas do ano, é importante determinar as demandas de recursos mensais, principalmente no primeiro ano. Lembre-se de que as vendas podem ser irregulares e os recebimentos de clientes também podem ser esparsos, havendo a necessidade de um empréstimo de capital de curto prazo para pagamentos de despesas fixas como salários e serviços básicos.

O último item financeiro necessário nessa seção do plano de negócios é o balanço patrimonial projetado, que mostra a condição financeira do negócio em um momento específico. Eles sintetizam os ativos de uma empresa, seus passivos (o que é devido), o investimento do empreendedor e dos sócios e os lucros retidos (ou perdas acumuladas). Suposições consideradas para o balanço patrimonial, ou outro item no plano financeiro, devem ser listadas para facilitar o trabalho do possível investidor.

4.11 INFORMAÇÕES BÁSICAS PARA A ESTRUTURAÇÃO DO E-COMMERCE

Hoje o empreendedorismo está sendo visto como uma atividade muito rentável que não necessariamente se precisa ter diploma. Tem-se observado que o número de empreendedores vem aumentando por conta dos benefícios que trazem mais independência, maiores lucros e a oportunidade de trabalhar com o que se identifica.

O ambiente virtual é uma das áreas de grande crescimento para o empreendedorismo. Com o uso da internet muitas pessoas perceberam que se abre um leque de oportunidades para ter um negócio lucrativo e de baixo custo.

A estruturação de um e-commerce (termo utilizado para descrever as lojas virtuais) acontece por meio de etapas, é uma vantagem, pois os custos de montagem são baixos, diferentemente de uma loja física. Com isso o empreendedor tem a praticidade de analisar aspectos importantes, como quem é seu publico alvo, características e a aceitabilidade do produto que esta sendo oferecido.  Os internautas são um público bastante exigente, pois é um consumidor muito bem informado, sabendo disso a projeção do site tem que ser feita de maneira que o momento de comprar seja o mais fácil possível. É relevante a loja ter informações detalhadas, pois como não possui vendedores essas informações auxiliarão o consumidor e poderão ter papel de convencê-lo a adquirir o produto.

Não adianta só montar a loja é necessário encontrar melhores estratégias de marketing online para a divulgação da mesma, recursos que podem ser utilizados atualmente são os anúncios em redes sociais como Facebook, Whatsapp, em sites como Youtube e de busca como Google entre outros, esse tipo de estratégia também pode ser denominado de “webmarketing”.

Na parte jurídica a legalização da loja virtual tem as mesmas obrigatoriedades de uma loja física. Precisa-se buscar um contador para auxiliar na orientação da elaboração das demonstrações contábeis exigidas e dos impostos cobrados que precisam ser pagos por estar exercendo a atividade.

Para todo empreendimento é necessário à elaboração do plano de negócio. “Um plano de negócio é basicamente um instrumento de planejamento, no qual as principais variáveis envolvidas em um empreendimento são apresentadas de forma organizada” (FELIPINI, 2012). Essa elaboração contribui diretamente no amadurecimento das ideias que tem a função de guiar o empreendimento para que o mesmo se concretize de forma planejada e organizada na busca das realizações e dos objetivos do empreendedor.

5. METODOLOGIA

A metodologia utilizada para mensurar o objeto pesquisado foi bibliográfica e investigativa.

Fizemos primeiro um levantamento sobre o assunto e a partir daí escolhemos os livros a serem estudados. Depois de algumas semanas lendo a respeito da área, decidimos analisar informações da maior loja virtual de vendas de calçados e artigos esportivos do Brasil, a NetShoes.

Vimos sua missão, visão, valores, faturamento, áreas de atuação, forma de distribuição e tivemos noção de como se dá o processo de funcionamento da organização, haja vista que não possuem mais loja física, apenas virtual.

6. RESULTADOS

6.1 CARACTERIZAÇÕES DA EMPRESA ESTUDADA

Exemplo da transformação de plano de negócio voltado para o crescimento do mercado tecnológico, a Netshoes é considerada o maior conglomerado brasileiro de comércio eletrônico de artigos esportivos.

Fundada no ano 2000 por Marcio Kumruian, a Netshoes era apenas uma loja física de calçados na cidade de São Paulo. Com dois anos de vida, a loja foi levada à internet, ampliando sua atuação para o esporte e, em 2007, decidiu focar todos os esforços a uma operação exclusivamente online, até que hoje essa vitrine virtual se tornou o maior e-commerce de artigos esportivos do mundo, com operações no Brasil, Argentina e México.

Em 2014, com o sucesso da operação online da Netshoes e a missão de conectar as pessoas a uma vida com mais estilo e simplicidade, apostou em ampliar sua atuação para o segmento fashion, com o lançamento da Zattini, uma loja virtual de moda e lifestyle.

Hoje, além da Netshoes e Zattini, o grupo opera mais de 25 lojas oficiais de clubes de futebol, marcas esportivas e parceiros como NBA, NFL, UFC, Havaianas, Puma, Timberland, Topper, Mizuno, Nike e Adidas.

Apontada como o maior e-commerce de artigos esportivos do mundo o esporte está no DNA da empresa assim como a inovação, praticidade e agilidade, inspirar e transformar a vida das pessoas com mais esporte e lazer.

Para isso, a empresa oferece mais de 40 mil artigos esportivos, em mais de 25 categorias como: corrida, futebol, fitness, musculação, suplementos, bike, basquete e outros. Pronta para atender a qualquer hora e em qualquer lugar seja no seu computador, smarthphone ou tablet, com foco sempre na satisfação total do cliente.

Sua missão, visão e valores são respectivamente: Conectar as pessoas a uma vida com mais estilo e simplicidade; Ser referência global em experiência de compra online; Paixão, inovação sem limites, foco no resultado, olhar de dono, valorização das pessoas, agilidade e simplicidade.

6.2 DADOS COLETADOS

A empresa administra as lojas oficiais dos clubes de futebol como Santos, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Cruzeiro, Vasco da gama, Coritiba, Cruz Azul, Chivas, Monterrey, River Plate, San Lorenzo e América do México.

É também representante oficial dos produtos da Nationa Basketball Association (NBA) na América Latina e responsável pela administração das lojas virtuais das marcas Puma, Havaianas, Globo Esporte, Oakley, Timberland, Topper, Mizuno e UFC.

No que tange a compras, o procedimento é feito por meio de um cadastro no próprio site, onde é necessário disponibilizar várias informações pessoais tais como: nome completo, CPF, idade, endereço e telefone. É possível criar uniforme de clubes de futebol e ainda personalizar com nome e número blusas de times nacionais e estrangeiros.

Após a compra ter sido efetuada é preciso escolher a forma de pagamento. É disponibilizado o uso de cartões de crédito ou boleto bancário. No caso da entrega, você pode optar por cinco tipos de entrega, dependendo do produto escolhido e da região. São elas:

Normal, a entrega é realizada com frete gratuito para compras acima de R$ 99,90, com prazo de até sete dias úteis nas principais capitais.

Expressa, a entrega ocorre em até dois dias úteis nas principais capitais para pedidos com o pagamento confirmado no sistema até às 17h.

Agendada, o agendamento será realizado de acordo com os períodos disponíveis no calendário, no momento do fechamento do pedido. Esta modalidade de entrega é realizada com frete gratuito para compras acima de R$ 99,90, e é válida exclusivamente para o estado de São Paulo.

Super Expressa, a escolha da entrega no seu tempo! O produto chega no mesmo dia da compra, desde que a mesma tenha sido efetuada até 13hs. Porém, essa modalidade está disponível apenas para a cidade de São Paulo.

Super Esportiva, um jeito diferente de receber a sua mercadoria, apoiando a prática esportiva. A entrega é realizada por um ciclista profissional ou ainda nas modalidades patins, running (corrida) e skate.

O seu faturamento entre 2010 e 2013 passou de R$ 366,9 milhões para R$ 1,3 bi. Apesar do crescimento vertiginoso, o primeiro lucro ainda não veio, segundo Marcio Kumruian, fundador do negócio, mas para ele isso é apenas uma questão de tempo.

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Através desse trabalho de pesquisa foi possível evidenciar a relevância da tecnologia da informação no mercado atual, bem como a extrema importância da criação de um plano de negócios antes de iniciar um empreendimento. A partir daí, concluímos que é possível aproximarmos ou até unirmos a realidade do mundo físico com o contínuo crescimento do mercado virtual.

Vimos ainda que a Netshoes tornou-se sinônimo de qualidade e confiabilidade em busca de um olhar diferenciado para com seus fornecedores e clientes não somente mantendo os existentes, mas, em busca de novos relacionamentos e fortes parcerias, abrindo um leque de oportunidades e trazendo vantagens competitivas, maximizando o lucro e reduzindo custos. Além de ser diferente dos seus concorrentes.

Ressaltamos também a relevância do conhecimento obtido onde foram realizados diferentes modo de pesquisa de plano de negócio enfatizando o uso da tecnologia da informação como recurso principal.

8. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARAÚJO, Luís César G. Teoria Geral da Administração: aplicação e resultados nas empresas brasileiras. São Paulo: Atlas, 2004.

BERNARDINO, Eliane de Castro. Marketing de Varejo. Rio de Janeiro: Edit. FGV, 2004.

BLESSA, Regina. Merchandising no Ponto de Venda. São Paulo: Atlas, 2001.

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração: uma visão abrangente da moderna administração das organizações. Elsevier, 2003 – 6ª reimpressão.

FELIPINE, Dailton: Empreendedorismo na internet: como agarrar esta nova oportunidade de negócios, 2012.

HISRICH, Robert, PETERS, Michael, SHEPHERD, Dean; tradução: Teresa Felix de Sousa. – 7. Ed. Empreendedorismo. Porto Alegre: Bookman, 2009.

LEVY, Michael; WEITZ, Barton A. Administração de Varejo. São Paulo: Atlas, 2000.

MOURA, Moacir. Os Segredos da Loja que Vende: como se tornar um campeão no fantástico mundo do varejo! Rio de Janeiro: Campus, 2003.

NETSHOES. Institucional. Acesso 10 de setembro de 2015, disponível em: https://www.netshoes.com.br/institucional. Acesso 16 de setembro de 2015

PARENTE, Juracy. Varejo no Brasil: gestão e estratégia. São Paulo: Atlas, 2000.

REVISTA EXAME. Um sapateiro rumo a Nasdaq. Acesso 10 de setembro de 2015, disponível em: www.exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1039/noticias/um-sapateiro-rumo-a-nasdaq.

SAIANI, Edmour. Revolução no pequeno varejo brasileiro. Rio de Janeiro: SENAC, 2001.

WIKIPÉDIA. A História da Netshoes. Acesso 10 de setembro de 2015, disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Netshoes– 26/10/2015.

ZATTINI. Institucional. Acesso em 11 de setembro de 2015, disponível em: www.zattini.com.br/institucional.

[1] Graduado em Processos Gerenciais/Pós-graduando em Gestão Estratégica da Logística.

[2] Graduado em Processos Gerenciais/Pós-graduando em Controladoria e Finanças.

[3] Graduado em Processos Gerenciais.

[4] Graduado em Processos Gerenciais.

[5] Graduação em Processos Gerenciais.

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Ronniellyson Barbosa Campos

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