Análise do uso da citologia de mama como ferramenta auxiliar no diagnóstico de câncer, segundo opiniões médicas

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ENTREVISTA

OLIVEIRA, Lígia Onofre de [1], OLIVEIRA, Allan Demétrius de [2]

OLIVEIRA, Lígia Onofre de. OLIVEIRA, Allan Demétrius de. Análise do uso da citologia de mama como ferramenta auxiliar no diagnóstico de câncer, segundo opiniões médicas. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 03, Vol. 10, pp. 79-89. Março de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/uso-da-citologia

RESUMO

O câncer de mama é uma das patologias mais comuns mundialmente. Caracteriza-se por ter etiopatogênese multifatorial de alta complexidade, pois não há metodologias especificas de prevenção. Dessa forma a detecção precoce acaba sendo de suma importância para as pacientes. Essa detecção precoce baseia-se no Autoexame das Mamas, Exame Clínico e Mamografia. Nessa contextualização, a Citologia de Mama é considerada um importante posto-chave no diagnóstico do câncer de mama. O presente estudo objetiva fazer uma avaliação sobre o grau de relevância clínica do Exame Citológico de Mama perante a comunidade médica de Mastologistas, Citopatologistas e Ginecologistas, avaliando assim os fatores que estão ligados à sua não realização. A pesquisa foi do tipo Descritiva, Transversal, Quantitativa e Observacional, mediante a aplicação de questionário para uma amostra de 17 participantes das áreas acima mencionadas. Os resultados obtidos nesse estudo mostraram que 64% dos entrevistados relataram que a Citologia de Mama é importante e necessária ao diagnóstico. 61% dos profissionais avaliados às vezes solicitam esse tipo de procedimento em seus consultórios e 41,17% mencionam a falta de profissionais habilitados e a dificuldade de acesso ao serviço uma barreira a ser enfrentada pela paciente até chegar à realização da citologia. 70% dos profissionais demonstraram que a PAAF agiliza o diagnóstico precoce de câncer de mama, e 47% dos mesmos fazem referência ao fato da técnica ser mais utilizada na prática laboratorial.  Portanto conclui-se que a Citologia de Mama não possui contraindicações, sendo essa uma das ferramentas mais rápidas e de menor custo para se chegar ao diagnóstico. Os principais fatores que estão associados ao não uso da mesma é a falta de profissionais que estejam habilitados a praticarem essa metodologia com precisão necessária a diferenciação de lesões precursoras ao câncer de mama e a falta de acessibilidade a esse tipo de procedimento. Tais empecilhos dificultam a realização desse tipo de citologia, e acabam por prejudicar as terapêuticas diante do carcinoma mamário.

Palavras-chave: Câncer de Mama, citologia, diagnóstico, prevenção, rastreamento.

1. INTRODUÇÃO

A avaliação citológica compreende uma das ferramentas terapêuticas que apresentam bastante aceitabilidade entre as comunidades médicas que visam o diagnóstico oncológico. E quando essas passam a ser utilizadas no âmbito de diferenciação entre lesões precursoras de câncer, acabam por ganhar destaque, em particular quando se tratam do carcinoma mamário (BARTH, GASQUEZ et al., 2014).

As neoplasias de mama são tumores patológicos e resultam das intensas divisões que ocorrem nas células dessa região que acabam se reproduzindo e que tendem a afetar tecidos vizinhos, provocando o que é chamado de metástases, essas são responsáveis por uma grande parcela de óbito em mulheres (SILVA et al., 2016).

O câncer de mama ou carcinoma mamário (CM) acaba sendo uma das patologias que mais preocupam a sociedade, pois sua incidência tem se elevado no mundo, principalmente em países subdesenvolvidos. Já em países desenvolvidos os números de mulheres vitimadas por esse tipo de enfermidade vêm diminuindo gradativamente, fato esse evidenciado pelo uso de boas políticas públicas de saúde que atuam no diagnóstico precoce da doença (LEE et al., 2010). O que não se pode notar nos países em desenvolvimento, tendo em vista que nesses lugares a mortalidade vem crescendo, devido à falta de diagnóstico precoce o qual os estudos demonstram a precariedade e a falta de acesso a ferramentas no tratamento primário a esse tipo de câncer (MENEZES, SCLOWITZ et al., 2005).

Os fatores que estão ligados à sua etiologia são multifacetados, pois boa parte dos casos são esporádicos e apenas uma pequena parcela está relacionada a mudanças na herança genética do paciente, principalmente nos genes conhecidos como BRCA1 e BRCA2. Devem ser levados em conta ainda que características como a ocorrência de uma menarca precoce, menopausa tardia, exposição a radiações, idade, o sobrepeso corporal, o uso do cigarro e uso de anticoncepcionais, dentre outros também contribuem e muito para a ocorrência de novos casos da doença (GURGEL, 2011; SILVA et al., 2016; SOUZA, 2014).

O CM continua sendo o segundo tipo de neoplasia de maior ocorrência no mundo e o primeiro em afetar mulheres, ressalta-se ainda que esse tipo de enfermidade tenha tratamento e prevenção, sendo com isso de suma importância a busca por ferramentas capazes de atuarem na triagem e no diagnóstico da mesma (SCHMITH et al., 2006).

Quanto à maneira como são diagnosticadas, as políticas de rastreamento e investigação precoce da doença, estão em sua maioria alicerçados no incentivo ao Autoexame das Mamas (AEM), seguido pelos seguintes parâmetros: Exame Clínico das Mamas (ECM) e Mamografia (MMG) (BASTITON, 2009). Destacando que para o exame citológico faz-se o uso da (PAAF) Punção Aspirativa com Agulha Fina, na qual são colhidas amostras de tecido mamário para que se faça uma avaliação precisa sobre lesões malignas ou benignas. Quando se trata do exame histopatológico, Biópsia Percutânea, Core Biopsy e Mamotomia costumam ser ótimos aparatos no auxílio a descoberta precoce e na diferenciação das lesões, contribuindo assim para a rapidez e precisão na terapêutica que será enfrentada pela paciente (WEBER et al., 2012).

Além dos itens já relatados, pode-se ainda falar novamente sobre o uso da PAAF que representa um método mais acessível para pacientes e profissionais médicos, e usualmente é tida como prática laboratorial sem contraindicações, suas complicações são bem raras, técnica simples de se manusear e pode ser realizada em ambulatórios. Sendo realizada por profissionais experientes representa um ganho de tempo e de aparatos que viabilizam a atuação em programas de detecção do câncer, representando então uma metodologia importante para o diagnóstico de neoplasias mamárias. Sua mais relevante limitação é elevada taxa de material insuficiente para ser analisado. Tais empecilhos ocorrem principalmente devido a uma coleta de material insuficiente pelo médico examinador ou problemáticas que estejam relacionadas a interpretação por parte do citoplatologista. Além disso, a PAAF demonstra variedade na validade de seus resultados, o que também contribui como fator limitante para o seu uso (CESAR et al., 2012; FREITAS, PAULINELLI et al., 2001).

Portanto o presente estudo objetivou realizar uma análise acerca do uso da citologia de mama como ferramenta auxiliar no diagnóstico de câncer, segundo opiniões médicas.

2. MATERIAIS E MÉTODOS

O presente estudo foi do tipo Descritivo, Transversal, Quantitativo e Observacional.

Foi desenvolvido nas cidades de Brejo Santo-CE, Barbalha-CE e Juazeiro do Norte-CE, em hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS) ou/e clínicas particulares no ano de 2017. A população estudada foi composta por médicos: 2 Citopatologistas, 8 Mastologistas, e 7 Ginecologistas, totalizando um total de 17 profissionais entrevistados. Que residem na cidade de Brejo Santo-CE, Barbalha-CE e Juazeiro do Norte-CE, e que atuem pelo Sistema Único de Saúde ou/e clínicas particulares.

Foram incluídos no estudo todos os profissionais médicos especialistas Citopalogistas, Mastologistas, Ginecologistas, de ambos os sexos, e que tenham assinado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Foram excluídos os demais profissionais de saúde que não se adequarem aos critérios de inclusão. Os critérios de inclusão eram entrevistar somente profissionais que fossem médicos das áreas acima mencionados, exclui-se todos aqueles que não eram especialistas ou doutores nas áreas pesquisadas.

Foi utilizada a aplicação de questionário constituído por um conjunto de 6 perguntas acerca do uso da citologia, dos fatores ligados à sua não realização e questionamentos sobre a importância da mesma. Perguntas essas que foram analisadas e respondidas por escrito com ou sem a presença do pesquisador. Todos os questionamentos abordados nos formulários foram pautados pela temática abordada no estudo em questão. Essa coleta de dados se deu entre os meses de janeiro de 2017 a maio do mesmo ano.

Os dados foram submetidos à análise descritiva, valores percentuais e absolutos, através de tabelas confeccionadas em software Microsoft® Office Excel e que estivessem de acordo com os propósitos da presente pesquisa. Para a realização da análise, os dados foram descritos por meio de frequências absolutas (n) e relativas (%) dos quesitos contidos nos questionários aplicados ao público alvo da pesquisa.

Os profissionais de saúde envolvidos tais como médicos Citopalogistas, Mastologistas, Ginecologistas, assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE. O estudo foi previamente autorizado pelas Secretarias de Saúde dos municípios de Juazeiro do Norte-CE, Brejo Santo-CE e Barbalha-CE. O estudo foi submetido à avaliação do Comitê de Ética e Pesquisa do Centro Universitário Dr. Leão Sampaio (Campus Saúde). Em total obediência ao disposto na Resolução n° 510/16 do Conselho Nacional de Saúde. Para manter sigilo das informações, não haverá citações dos nomes das participantes (BRASIL., 2016).

O tipo de procedimento não apresenta nenhum tipo de risco ao participante. Nos casos em que os procedimentos utilizados no estudo tragam algum desconforto, ou seja, detectadas alterações que necessitem de assistência imediata ou tardia, eu, Lígia Onofre de Oliveira, serei responsabilizada pela ação. Os benefícios esperados com este estudo são no sentido de fornecer informações sobre a importância da citologia de mama, e com isso tentar elucidar questionamentos acerca de sua não realização

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Em concordância com estudos preliminares, os resultados obtidos na presente pesquisa demonstraram que os  profissionais entrevistados via aplicação de questionário, no qual continha perguntas acerca do uso da citologia de mama e quais eram os fatores limitantes a sua realização, foi possível constatar que todos relataram seguir normas estabelecidas pelo Ministério da Saúde(MS), usam medidas de diagnóstico de acordo com a clínica dos pacientes e o que se preconiza para a avaliação de nódulos mamários é a análise do histórico da paciente avaliada. Informação essa que pode ser observado no decorrer da discussão em questão, mostrando então bastante aceitabilidade das normas estabelecidas pelo MS para se trabalhar o diagnóstico de neoplasias mamárias (INCA, 2011; STEIN, ZELMANOWICZ et al., 2009).

Salienta-se ainda o fato de a população analisada ter mencionado que esse tipo de investigação é pautado pelas normas estabelecidas pelo MS, e seguem os seguintes parâmetros: idade, características nodulares da lesão e histórico familiar. Vale ressaltar que boa parte dos profissionais mencionaram fazer uso de uma escala de classificação Breast Imaging-Reporting and Data System (BI-RADS).

A BI-RADS segundo a literatura, é um método utilizado mundialmente para o diagnóstico e acompanhamento de lesões mamárias (ORSI, SICKLES et al., 2013). Corroborando com estas evidências a mesma tendência foi descrita na literatura por outros autores, cujos trabalhos demonstraram que todas as condutas administradas diante do câncer de mama são baseadas em programas de rastreamento e detecção precoce, e em sua maioria seguem a tríade composta pelo Autoexame das Mamas(AEM), Exame Clínico(ECM) e Mamografia (BATISTON, 2009; COSTA, PAIXÃO et al., 2012).

Pode-se ainda citar o exemplo do uso da Ultrassonografia, Ressonância Magnética (RM), Biópsia Cirúrgica, Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) e Punção por Agulha Grossa ou Core Biopsy para análise detalhada desse tipo lesão (FOGAÇA et al., 2004). Dessa maneira, as metodologias adotadas, permitem a averiguação e o rastreamento dessa doença, e favorecem consequentemente melhorias na qualidade de vida das mulheres que são vitimadas pelo câncer de mama (GONÇALVES, 2009).

Como relatado anteriormente, muitos dos programas de rastreamento que atuam no combate ao câncer de mama atuam em conjunto com AEM, ECM e Mamografia. Quanto mais rápido se fazer a descoberta da doença, mais chances terão a paciente e mais opções terapêuticas o médico terá para escolher quais serão as medidas a se tomar. Dessa forma a possibilidade de sucesso no tratamento será bastante promissora, bem como a sobrevida da paciente. Esses resultados concordam com as observações feitas por (COSTA, MARINHO et al., 2002). A confirmação de lesões malignas ou lesões benignas deverá ser realizada através do uso de exames cito-histológico, mecanismos no quais é realizado através do uso de biópsias (BAÚ, CORTE et al., 2012; CARMICHAEL, RBERRESFORD et al., 2009).

Ao avaliarmos o desempenho do diagnóstico citológico obtido através da PAAF para identificar o diagnóstico de tumores, verificamos que a solicitação para esse tipo de procedimento é bastante requisitado nos consultórios médicos, informação essa que pode ser comprovada ao analisarmos a Tabela 1, que mostra que 61% dos profissionais sempre solicitam esse tipo de exame quando há a ocorrência de indícios suspeitos de lesões, e que 3% mencionam o fato de  que as biópsias  de mama geralmente são procedimentos restritos aos centros de especialidades, o que muitas das vezes acabam não sendo realidade de boa parte das mulheres. Foi possível entender também que boa parte dessas solicitações parte do princípio de que, se as pacientes apresentam características que as colocam em grupo de risco, tais como histórico familiar, e lesões suspeitas, é de inteira responsabilidade do profissional, fazer os encaminhamentos necessários para a realização dessa investigação citológica.

No que diz respeito à importância da citologia de mama 64% dos pesquisados   mencionam no estudo que “A citologia mamária é importante e indispensável” (Tabela 1). Essa compreende uma das técnicas fundamentais para a análise de lesões que evidenciam um carcinoma mamário. Nesse sentido, Angus et al., (2007) relata o fato de direcionarmos nossa visão para a importância das dificuldades enfrentadas pelas próprias mulheres acerca do diagnóstico, atenta para a temática de que todos os profissionais de saúde e das próprias políticas de saúde do país ou da região atuem de maneira conjunta na realização do diagnóstico precoce e que com isso haja a redução de tantas mortes por esse tipo de patologia. Questiona-se ainda que o diagnóstico realizado de maneira precoce acaba resultando em pontos positivos para a mulher acometida, pois a mesma terá suas chances de cura aumentada e consequentemente tratamentos com menores comorbidades (LOBO, MORAIS et al., 2011).

Segundo Marinho et al., (2002), as biópsias são os exames fundamentais, através dos quais se pode obter informações referentes ao material celular presente, sendo possível acompanhar de perto o quadro evolutivo da patologia estudada. Daí a importância do acesso a essa ferramenta tão diferencial.

Ao fazermos uma avaliação minuciosa sobre a realização da citologia, é possível observar (tabela 1) que a dificuldade de acessibilidade ao serviço (41,1%) e a ausência de profissionais habilitados (35,2%) fazem com que essa prática não seja tão realizada se comparado a outras técnicas utilizadas na rotina laboratorial diagnóstica. Estes conceitos se aproximam dos encontrados em outros estudos que fazem referência ao fato de que a PAAF é um método operador dependente, portanto a autenticidade da amostra citológica vai estar relacionada ao substancial de casos e ao trabalho desempenhado pelo médico que realiza a punção (CLARKSON, GUPTA et al., 2010; KOSS, 2006).

Outro aspecto que deve ser destacado é que 70% (tabela 1) dos profissionais avaliados relataram que o uso da citologia juntamente na triagem para o diagnóstico de câncer de mama é de grande importância, pois auxilia o médico a tomar as medidas necessárias frente a enfermidade enfrentada pela paciente avaliada. Quanto a essas informações, os achados apresentaram consonância com estudos mencionados pela PNAISM (Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher) revelando que o diagnóstico tardio é encontrado em cerca de 60% das pacientes, e mudar essa história é de suma importância, pois o diagnóstico primário eleva as chances de remissão da doença e a qualidade de vida das mulheres (ARAÚJO, KIM et al., 2010; BRASIL, 2011).

Em concordância com outros autores avaliadas, há evidências de que o carcinoma mamário seja diagnosticado tardiamente, revelando com isso as dificuldades de implementação de estratégias de prevenção que ofertem resultados satisfatórios em todo país (PAULINELLI, MOREIRA et al., 2001; SOUZA, 2012).

Quanto a importância dada a técnica da citologia de mama, 47% dos profissionais disse que a mesma poderia ser mais utilizada. E 35% mencionaram que talvez essa fosse uma boa técnica a ser utilizada (Tabela 1), mas tendo em vista a falta de profissionais experientes a esse tipo de avaliação, acaba colocando a mesma em últimos recursos a serem adotados diante das lesões apresentadas pelas mulheres com câncer de mama. Estudos atentam para o fato de que na citologia não é possível caracterizar se a neoplasia é “in situ” ou invasiva, a menos que se tenha amostra colhida em meio líquido e emblocado em parafina (CHEN, YUAN et al., 2012).

Tabela 01: Distribuição dos resultados obtidos conforme cada pergunta respondida pelo profissional entrevistado.

VARIÁVEL (nº17) Às vezes Nunca Sempre que há lesão Outros
Com que frequência você solicita o exame citológico de mama? N 2 (11,1%) N 2 (11,1%) N11(61,1%) N 3 (16,6%)
Importante, mas dispensável Importante e Necessário Dispensável Outros
Como você avalia a citologia de mama? N 5 (29,4%) N 11(64,7%) N 1 (5,8%) N 0 (0%)
Quais fatores você considera limitante para realização da citologia de mama? Falta de profissionais habilitados Dificuldades de acesso ao serviço O exame é inespecífico Outros
N 6(35,2%) N 7 (41,1%) N 2 (11,1%) N 2 (11,1%)
A citologia de mama na triagem junto ao tratamento de lesões nodulares facilita o diagnóstico de câncer de mama em estágios iniciais? Sim Não Talvez Outros
N 12 (70,5%) N 3 (17,6%) N 0 (0%) N 2 (11,7%)
Você acha que a citologia de mama poderia ser um exame mais solicitado? Sim Não Talvez Outros
N 8 (47,05%) N 3 (17,6%) N 6 (35,2%) N 0 (0%)

Fonte: Própria, (2017).

4. CONCLUSÃO

Conclui-se no presente estudo que a citologia de mama não possui contraindicações, e que a mesma é uma das ferramentas mais rápidas e de menor custo benefício, essas características favorecem a sua realização. Os principais fatores que estão associados ao não uso da mesma é a falta de profissionais que estejam habilitados a praticarem essa técnica com precisão necessária a diferenciação de lesões precursoras ao câncer e a falta de acessibilidade a esse tipo de procedimento. Tais empecilhos dificultam a realização do exame citológico, e acabam por prejudicar as terapêuticas diante do carcinoma de mama.

REFERÊNCIAS

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[1] Graduada em Biomedicina, Pós-graduanda em Microbiologia Clínica. Pós-graduanda em docência do Ensino Superior.

[2] Mestrado em Bioprospecção Molecular. Especialização em Citologia Clínica(Citopatologia). Especialização em Especialização em Docência do Ensino Superior. Graduação em Biomedicina.

Enviado: Janeiro, 2020.

Aprovado: Março, 2020.

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