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Os resultados do programa de extensão comunitária no desenvolvimento do estudante de graduação do curso de Fisioterapia do UNICEPLAC-Gama/DF

RC: 42905
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CONTEÚDO

ARTIGO ORIGINAL

 ARAÚJO, Edna Monteiro de [1], SIMIAO, Bruno Pereira [2], FELIX, Katiane Duarte [3]

ARAÚJO, Edna Monteiro de. SIMIAO, Bruno Pereira. FELIX, Katiane Duarte. Os resultados do programa de extensão comunitária no desenvolvimento do estudante de graduação do curso de Fisioterapia do UNICEPLAC-Gama/DF. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 12, Vol. 08, pp. 114-126. Dezembro de 2019. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/resultados-do-programa

RESUMO

A extensão comunitária é um programa que leva a uma difusão de conhecimentos, no qual os estudantes que participam têm um melhor entendimento quanto ao contexto teórico trabalhado em sala de aula e, com a prática, adquirem conhecimento e confiança para atenderem com segurança a sociedade nessas ações. O presente estudo tem como objetivo mostrar a importância do programa de extensão comunitária para a formação acadêmica bem como pretende analisar os resultados quanto ao desempenho e desenvolvimento do estudante em relação aos conteúdos teóricos trabalhados em sala de aula assim como se propõe a refletir sobre a prática desses alunos durante a graduação. Trata-se de um estudo observacional (transversal) quantitativo. A coleta dos dados ocorreu no Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC-GAMA/DF por meio de entrevistas aos estudantes, contendo 6 (seis) perguntas objetivas sobre o seu desenvolvimento perante a sua participação no programa de extensão comunitária. A amostra foi composta por 81 estudantes do curso de Fisioterapia. Foi observado, neste estudo, que 96,3% dos estudantes concordaram que o programa de extensão comunitária oferecido pela Instituição traz benefícios para o desenvolvimento acadêmico e 97,5% afirmaram que o programa de extensão contribui para o aprendizado e entendimento teórico e prático na formação acadêmica e profissional e por unanimidade os estudantes afirmaram que motivariam outros a participarem destes projetos visto que eles promovem a interação do estudante com a comunidade. Constatou-se que a participação dos estudantes em programas de extensão comunitária é importante para a formação acadêmica e profissional, pois tem contribuído para o desenvolvimento acadêmico, melhorando o desempenho teórico em sala de aula e prática dos estudantes extensionistas.

Palavras-chave: Extensão comunitária, curso de fisioterapia, estudantes.

1. INTRODUÇÃO

O projeto de extensão é considerado um dos pilares para o ensino superior brasileiro nos dias de hoje, sendo um vínculo entre a universidade e a sociedade, proporcionando, aos acadêmicos, o convívio com a comunidade (SANTOS; DAXENBERGER, 2013). As atividades de extensão universitária adquirem força no meio acadêmico, e, nos cursos de graduação em Fisioterapia, essas atividades apresentam-se assiduamente e com caráter assistencialista (RIBEIRO, 2009). Nesse contexto, “a Extensão Universitária é o processo educativo, cultural e científico que articula o Ensino e a Pesquisa de forma indissociável e viabiliza a relação transformadora entre Universidade e Sociedade” (FORPROEX, 2012, p. 15). Os programas de extensão possibilitam, aos estudantes, noção da realidade a partir do contato com a comunidade na qual ele será inserido como profissional, além de enfatizar um caráter preparatório.

Esses programas proporcionam, ao estudante, a prática do ensino adquirido em sala de aula (SANTOS; DAXENBERGER, 2013). Nessa aproximação com as pessoas da comunidade, os estudantes extensionistas experimentam uma relação de afetuosidade e se assustam com a realidade social, podendo se deslumbrar ou se revoltar com a experiência dessa vivência (RIBEIRO, 2009). Para Santos et al (2017), no processo de formação, as atuações interdisciplinares e a atenção integral à saúde do cidadão contribuem para a formação em saúde e permite a valorização das ações e a interação entre ensino-serviço-comunidade. Ribeiro (2009), afirma que os projetos de extensão se apresentam como um espaço para estabelecer relações solidárias, e, para isso, institui e mantém vínculos de amizade, o que acarreta em melhores relações sociais entre os alunos de diferentes períodos acadêmicos assim como se fortalece os laços com a comunidade.

O programa de extensão pode ser considerado uma direção para a instituição, por ter entendimentos diferenciados, por ser um intermediador para a formação de saberes e por contar com uma atuação que tem com propósito levar esse conteúdo aprendido para a prática, valorizando, para isso, a qualidade do conhecimento, a ética e a política institucional com a qual o estudante aprende com a vivência do cotidiano comunitário (SÍVERES, 2013). Desse modo, tornam-se importantes os projetos de extensão oferecidos pelas instituições universitárias, pois eles têm como escopo principal fortalecer e enriquecer o conhecimento dos estudantes dentro e fora das salas de aula, incentivando-os, para isso, a buscar novos desafios, mais experiências de forma segura bem como são incentivados a buscar por resultados inovadores para sua formação acadêmica. Esta pesquisa tem por objetivo, mostrar a importância do programa de extensão comunitária para a formação acadêmica e os resultados quanto ao desempenho e desenvolvimento do estudante em relação aos conteúdos teóricos aprendidos na sala de aula e durante a sua prática.

2. METODOLOGIA

Trata-se de um estudo observacional (transversal) e quantitativo. A coleta dos dados ocorreu no Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC-GAMA/DF, por meio de uma entrevista aplicada aos estudantes, contendo 6 (seis) perguntas objetivas sobre o seu desenvolvimento perante a sua participação no programa de extensão comunitária. A coleta aconteceu em 3 (três) dias com duração de 10 (dez) minutos cada entrevista, com aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE:10404319.8.0000.5058). A amostra foi composta por 81 estudantes do curso de Fisioterapia.

Os estudantes que responderam às perguntas da entrevista assinaram o Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE) e as informações dos dados foram preservadas em sigilo. Foram incluídos, no estudo, estudantes do 2º semestre ao 10 º semestre de ambos os sexos do curso de Fisioterapia que haviam participado de projeto de extensão, excluídos os estudantes do 1 º semestre e àqueles que não participaram de programa de extensão comunitária. As análises estatísticas dos dados foram executadas utilizando o programa –Statistical Package Social Science 22.0 (SPSS 22.0) do Windows.

3. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS

Dentre os 81 estudantes entrevistados, conforme a Tabela 1, os resultados mostram que a participação em algum projeto de extensão atingiu o equivalente a 100% dos participantes. Em relação à percepção do programa de extensão comunitária, observou-se que 97,5 % responderam que pode complementar o conteúdo teórico a partir dessa experiência e 2,5% responderam não saber. Sobre a importância do projeto de extensão, constatou-se que todos os entrevistados responderam que a experiência pode agregar na formação acadêmica e profissional. Na pergunta, o que motivou a realizar o projeto de extensão, 91,4% responderam que a prática facilita o aprendizado em sala de aula e outros 8,6 % responderam que os programas servem somente para obter horas complementares.

Observou-se, quanto ao desenvolvimento acadêmico, que 96,3% responderam que os programas servem para facilitar o entendimento do conteúdo em sala de aula, enquanto 2,5% responderam que não esses programas não trazem quaisquer tipos de benefícios para o desenvolvimento acadêmico e apenas 1,2 % responderam não saber. Quanto a questão sobre a necessidade de incentivar outros alunos a participarem dos programas de extensão, atingiu-se um resultado unânime, pois todos responderam que incentivariam outros estudantes a participar de programa de extensão e ainda responderam que esses projetos são importantes para que desde o início da graduação os alunos tenham contato com o público (comunidade).

Tabela 1: Distribuição Absoluta e Percentual dos Participantes Entrevistados

Contagem % de N de participantes
Você já participou de projeto de extensão? Total 81 100,0%
Qual a sua percepção em relação ao projeto de Extensão? Pode complementar o conteúdo teórico 79 97,5%
Não complementa o conteúdo teórico 0 0,0%
Não sei 2 2,5%
Porque acharia importante ter o projeto de Extensão? Pode agregar na formação Acadêmica e Profissional 81 100,0%
Não acho que agrega na formação acadêmica e profissional 0 0,0%
Não sei 0 0,0%
O que te motivou a realizar o projeto de Extensão? Somente para obter horas complementares para a formação 7 8,6%
Para facilitar no aprendizado do conteúdo em sala de aula 74 91,4%
Não sei 0 0,0%
O que o projeto de Extensão trouxe para o seu desenvolvimento acadêmico? Facilitação de entendimento no conteúdo do projeto de Extensão em sala de aula 78 96,3%
Não acho que trouxe benefícios para o desenvolvimento acadêmico 2 2,5%
Não sei 1 1,2%
Você incentivaria outros acadêmicos a participar do projeto de Extensão? Por quê? Sim. Porque é de suma importância que o discente desde o início já tenha contato com o público que irá atender 81 100,0%
Não. Porque de qualquer maneira o discente terá que aprender rapidamente, pois precisará atender seus pacientes 0 0,0%
Não sei 0 0,0%

 Fonte: Elaborado pelos autores (2019).

Tabela 2: Variáveis transformadas em correlações Qui-quadrado

Já participou de algum projeto de Extensão? Qual a sua percepção em relação ao projeto de Extensão? O que te motivou a realizar o projeto de Extensão? O que o projeto de Extensão trouxe para o seu desenvolvimento acadêmico?
Já participou de algum projeto de Extensão? 1,000 0,181 0,755 0,610
Qual a sua percepção em relação ao projeto de Extensão? 0,181 1,000 0,257 0,258
O que te motivou a realizar o projeto de Extensão? 0,755 0,257 1,000 0,819
O que o projeto de Extensão trouxe para o seu desenvolvimento acadêmico? 0,610 0,258 0,819 1,000

Fonte: Elaborado pelos autores (2019).

A Matriz de Correlação mostra a correlação do teste não-paramétrico qui-quadrado padronizado (Tabela 2), que é um modelo utilizado  para  a obtenção de dados ordinais. No caso desse estudo,  obteve-se a escala das respostas inerentes as perguntas desta pesquisa. Quanto mais próximo de 1 se encontra o módulo da correlação, maior a relação existente entre as variáveis. Quanto mais próximo de zero estiver, a relação entre as duas variáveis é mais fraca. Observa-se, na Matriz de Correlação, que há uma correlação incisiva entre o que motivou a realizar o projeto de extensão e o que o projeto trouxe para o desenvolvimento acadêmico. O que o projeto trouxe para o desenvolvimento também teve correlação significativa com a percepção sobre o projeto. Estes não são apenas indicativos das forças das relações, mas dizem respeito, também, ao sentido desses projetos de extensão.

Tabela 3: Análise fatorial de correspondência múltipla das questões da pesquisa

Medidas de Discriminação
  Dimensão Média
  1 2
Já participou de algum projeto de Extensão? 0,721 0,014 0,368
Qual sua percepção em relação ao projeto de extensão? 0,160 0,043 0,102
O que te motivou a realizar o projeto de Extensão? 0,888 0,649 0,768
O que o projeto trouxe para o desenvolvimento acadêmico? 0,794 0,345 0,569

Fonte: Elaborado pelos autores (2019).

As dimensões 1 e 2 (Tabela 3) são fatores latentes ou construtos, resultantes de uma combinação linear das questões da pesquisa que mostra quais variáveis tem maior participação na variabilidade total dos dados, cujo resultado do método é chamado de Análise Fatorial de Correspondência Múltipla. As variáveis que mais explicam a variabilidade dos dados (Tabela 3) em uma Análise Fatorial de Correspondência Múltipla, são as que possuem maiores valores da medida de discriminação, na ordem: o motivo de realizar o projeto; o que o projeto trouxe para o desenvolvimento acadêmico e se já participou de algum projeto. A variável que teve menos variabilidade foi a percepção sobre o projeto, pois os estudantes apresentaram a mesma opinião.

Figura 1: Mapa perceptual geral da análise de correspondência múltipla das questões da pesquisa

Fonte: Elaborado pelos autores (2019).

Foi analisado, também, o sentido geral das relações no mapa perceptual (Figura 1), cujos marcadores próximos apresentam relação entre si, e, também, os que estão no mesmo quadrante em relação ao eixo do zero de cada dimensão (1 e 2). Ter participado de projeto de extensão teve relação com facilitação de entendimento, pois, os alunos, acreditam que os projetos podem complementar a teoria e facilitar no aprendizado. Quem respondeu que “não sabe” em um quesito, teve relação com não saber no outro quesito também, pois os “não sabem” estão no mesmo quadrante (estão à direita do eixo) assim como com o fato de não ter participado de algum projeto (o sentido horizontal é mais importante). As respostas que apontam que o programa de extensão não trouxe benefício para o desenvolvimento acadêmico e somente para obter horas complementares ficaram mais isoladas no gráfico, indicando não ter relação forte com outras categorias.

4. DISCUSSÃO

Diante dos resultados obtidos neste estudo, observou-se que dentre os 81 estudantes de Fisioterapia do UNICEPLAC-GAMA/DF, a maioria enxerga o programa de extensão comunitária como uma ferramenta importante para a aquisição e desenvolvimento do conhecimento durante a sua formação acadêmica. Reforçando os resultados desta pesquisa, Bertomeu,  González e Latorre (2013), Martins et al ( 2015) e Duarte et al (2013), descrevem, em seus estudos, que o estudante participante de programa de extensão aprende com a prática e este projeto contribui para a formação acadêmica, incentivando-os, sobretudo, na busca por novas pesquisas e conhecimentos. Dessa maneira, o estudante participante de programa de extensão absorve com mais facilidade e desenvolve, assim, habilidades e experiências para atuar com segurança e confiança.

Foi evidenciado, neste estudo, que o programa de extensão comunitária complementa o conteúdo teórico, visto que representou o equivalente a 97,5% de frequência na resposta dos entrevistados (Tabela 1). Tal questão corrobora com os achados dos estudos que evidenciaram que o programa de extensão associado à teoria em sala de aula oferece, ao estudante, um conhecimento mais amplo, pois terão um melhor entendimento sobre certos conteúdos de forma mais esclarecida (PNE, 2012; BARBOSA, 2012; MARTINS et al, 2015). Com isso, espera-se que o programa de extensão comunitária seja fundamental para o aprendizado do estudante em sua teoria. Quanto a questão do por que acham importante ter o programa de extensão comunitária, houve concordância unanime dos estudantes em afirmar que agrega na formação acadêmica e profissional.

Na pesquisa de Araújo et al (2016), também foi encontrada uma predominância de estudantes concordantes de que a extensão contribui para a formação acadêmica e profissional, preparando-os para o mercado de trabalho. Assim sendo, a participação do estudante em programas de extensão o qualifica para a sua atuação profissional após a sua formação acadêmica. Outro aspecto observado foi o que motivou os estudantes a participarem do programa de extensão. Grande parte dos estudantes (91,4%) concordam que facilita no entendimento do conteúdo teórico e a prático, porém nem todos os participantes estiveram de acordo, visto que 8,6 % entendem que o programa de extensão, serve, somente, para complemento de horas complementares exigida pela instituição (IES). Contudo, não houve nenhum achado de outros autores que detectaram que o programa de extensão é tão somente para complementar horas.

Além disso, sobre o que o programa de extensão trouxe para o desenvolvimento acadêmico, 96,3% dos estudantes concordaram que o programa traz benefícios para o desenvolvimento acadêmico, citando, como exemplo, a experiência que adquire com a prática. Tal questão corresponde com o descrito de Abranches (2014), que mostra que o programa de extensão tem um papel fundamental no desenvolvimento acadêmico, cultivando, então, ideias e produções científicas pertinentes a essas atividades. Porém 2,5 % discorda que o programa de extensão trouxe algum tipo de benefício e os achados da literatura de Araújo et al (2016), mostraram que os estudantes afirmaram que existem sim benefícios que o programa de extensão traz para o desenvolvimento acadêmico, entretanto são um pouco limitados.

Contudo, percebe-se, com isso, que mesmo que existam benefícios oriundos dos projetos de extensão no desenvolvimento acadêmico, ainda há necessidade de maiores informações sobre a relevância do programa de extensão para a formação acadêmica. Quando questionado sobre incentivar outros estudantes a participar de programa de extensão, todos os estudantes afirmaram que incentivariam os demais estudantes a participar de programas de extensões e acrescentaram ser importante para adquirirem experiência com a prática e ter proximidade com a comunidade que faz uso dessas ações. Assim, em conformidade com os resultados de Duarte et al (2013), Silva et al. (2014) e Floriano et al (2017), entende-se que além da comunidade ser beneficiada, os estudantes adquirem conhecimentos e experiências para a formação acadêmica e, ainda, são incentivados a buscarem novas pesquisas, tornando-os protagonistas sociais e responsáveis. Portanto, o estudante participante de programa de extensão torna-se mais confiante e estimulado para enfrentar os desafios diversos na prática.

CONCLUSÃO

Após a realização da pesquisa e a partir da análise dos resultados, constatou-se que a participação dos estudantes em programas de extensão comunitária é relevante para a formação acadêmica e profissional, pois é uma experiência que contribui para o desenvolvimento acadêmico, visto que melhora o desempenho teórico em sala de aula e as atividades práticas dos estudantes. Desse modo, os estudantes extensionistas sentem-se motivados e entusiasmados a buscar novos conhecimentos e experiências de forma confiante em suas práticas. O programa de extensão também proporciona, aos estudantes, o vínculo e interação com a sociedade que necessita desse auxílio, o que permite uma experiência do futuro que os aguarda. Contudo, espera-se que as instituições continuem investindo em programas de extensão comunitária bem como devem continuar a incentivar os estudantes para que participem desses projetos. Sugerimos que novos estudos sejam realizados nesta área para que inovações metodológicas e conhecimentos diversos sejam desenvolvidos nos setores educacionais.

REFERÊNCIAS

ABRANCHES, M. Política Nacional de Extensão Universitária: identidade e diretriz para a prática extensionista no ensino superior brasileiro. In: SILVA, Luciane Duarte.; CÂNDIDO, João Gremmelmaier. Extensão universitária: conceitos, propostas e provocações. São Bernardo do Campo: Editora da Universidade Metodista de São Paulo, 2014.

ARAUJO, W. C. de. et al. A Extensão universitária para discentes de Educação Física Bacharelado. Campo do Saber, v. 2, n. 1, p. 18-31, 2016.

BARBOSA, V. C. Extensão Universitária: Proposição e validação de um instrumento de avaliação da percepção dos discentes. 2012. 131 f. Dissertação (Mestrado em Administração) – Faculdade Mineira de Educação e Cultura, Faculdade de Ciências Empresariais, Belo Horizonte, 2012.

BERTOMEU, P. F; GONZÁLEZ, E. L; LATORRE, G. P. Aprendizaje y servicio: estudio del grado de satisfacción de estudiantes universitarios. Revista de Educación, v. 362, p. 159-185, 2013.

DUARTE, E. N.; et al. Comportamento e competência em informação: uma experiência em extensão universitária. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, v.18, n.1, p. 553-575, jan./jun., 2013.

FLORIANO, M. D. P.et al. Extensão universitária: a percepção de acadêmicos de uma universidade federal do estado do Rio Grande do Sul. Em Extensão, v. 16, n. 1, p. 9-35, jan./jun. 2017.

MARTINS, S. N. et al. Contribuição da extensão na formação de universitários: um estudo de caso. Revista NUPEM, v. 7, n. 12, p. 193-207, jan./jun. 2015.

RIBEIRO, L. S. Q. S. A experiência na extensão popular e a formação acadêmica em fisioterapia. Cad. Cedes, v. 29, n. 79, p. 335-346, set./dez. 2009.

SANTOS, M. V. dos. et al. Extensão universitária como campo de mudanças na formação em Saúde. Rev. Ciênc. Ext. v. 13, n. 2, p. 8-19, 2017.

SANTOS, V. da. S.; DAXENBERGER, A. C. S. A importância da extensão universitária como uma prática inclusiva na formação acadêmica. In: XI Congresso Nacional de educação, EDECERE, Curitiba, 2013.

SILVA,  L. D. Indicadores e parâmetros para a estrutura da extensão universitária em uma IES: algumas propostas. In: SILVA, L. D; CÂNDIDO, J. G. Extensão universitária: conceitos, propostas e provocações. São Bernardo do Campo: Editora da Universidade Metodista de São Paulo, p. 21-37, 2014.

SÍVERES, L. O princípio da aprendizagem na extensão universitária In: SÍVERES, L (ORG.). A extensão universitária como um princípio de aprendizagem. Brasília: Editora Liber, pp. 19-20, 2013.

ANEXO A – FICHA DE ENTREVISTA  SOBRE O PROGRAMA DE EXTENSÃO COMUNITÁRIA

FICHA DE ENTREVISTA  SOBRE O PROGRAMA DE EXTENSÃO COMUNITÁRIA

Identificação do Estudante
Nome:
Matrícula: Semestre em andamento:
  1. Já Participou de algum projeto de Extensão?Qual?

( ) Sim!______________________

( ) Não. Nunca Participei!

( ) Desconheço a existência do programa

  1. Qual a sua percepção em relação ao projeto de Extensão?

( ) Pode complementar o conteúdo teórico.

( ) Não complementa o conteúdo teórico.

( ) Não Sei opinar.

  1. Porque acharia importante ter o projeto de extensão?

( ) Pode agregar na formação Acadêmica e Profissional

( ) Não acho que agrega na formação acadêmica e nem profissional

( ) Não Sei opinar.

  1. O que te motivou a realizar o projeto de extensão?

( ) Somente para obter horas complementares para a formação.

( ) Para facilitar no aprendizado do conteúdo em sala de aula.

( ) Não Sei opinar

  1. O que o projeto de extensão trouxe para o seu desenvolvimento acadêmico?

( ) Facilitação de entendimento no conteúdo do projeto de Extensão em sala de aula.

( ) Não acho que trouxe benefícios para o desenvolvimento do conteúdo do projeto de Extensão em sala de aula.

( ) Não Sei opinar

  1. Você incentivaria outros acadêmicos a participar do projeto de extensão?Por quê?

( ) Sim. Porque é de suma importância que o discente desde o início já tenha contato com o público que irá atender futuramente.

( ) Não. Porque de qualquer maneira o discente terá que aprender rapidamente, pois precisará atender seus pacientes.

( ) Não Sei opinar

Fonte: Dos autores, 2018.

[1] Discente do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário do Planalto Central Aparecido dos Santos– UNICEPLAC-DF.

[2] Discente do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário do Planalto Central Aparecido dos Santos– UNICEPLAC-DF.

[3] Mestre em Gerontologia pela Universidade Católica de Brasília,especialista em Fisioterapia Traumato-ortopédica e Acupuntura.

Enviado: Outubro, 2019.

Aprovado: Dezembro, 2019.

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Edna Monteiro De Araújo

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