Importância do processo de enfermagem no cotidiano dos enfermeiros em um centro cirúrgico

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ARTIGO DE REVISÃO

CRUZ, Vanessa dos Santos [1]

CRUZ, Vanessa dos Santos. importância do processo de enfermagem no cotidiano dos enfermeiros em um Centro cirúrgico. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 10, Vol. 03, pp. 19-32 Outubro de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

O objetivo do presente estudo foi investigar a importância do processo de Enfermagem no que versa a sua contribuição para melhorar o cotidiano dos enfermeiros que atuam diretamente em centros cirúrgicos. O método utilizado consistiu na realização de uma pesquisa bibliográfica, baseada em pressupostos teóricos consistentes cujos autores abordaram diferentes concepções sobre o assunto. Nesse contexto, os resultados evidenciaram a importância do processo de enfermagem para o cotidiano de enfermeiros e demais profissionais que atuam em centros cirúrgicos são algo notório do ponto de vista do cuidar, organizar e no preparo dos pacientes antes e durante as cirurgias, bem como o seu pós-operatório, evidenciado tanto que todos os profissionais que trabalham neste local têm uma rotina complexa e requer o máximo de cuidado e atenção. O estudo leva a concluir que o processo de enfermagem é a base que apoia e sustenta as tomadas de decisões no cotidiano de enfermeiros que auxiliam na realização de cirurgias em centros cirúrgicos, sendo de suma importância a realização de cursos de capacitação para aprimorar suas técnicas e habilidades em relação ao cuidar dos pacientes nos procedimentos cirúrgicos que o mesmo necessite.

Palavra-chave: Centro cirúrgico, Importância, Processo de Enfermagem.

INTRODUÇÃO

O interesse ou motivação em pesquisar sobre a importância do processo de Enfermagem no cotidiano dos enfermeiros em um Centro Cirúrgico se deu pelo fato de que o Centro Cirúrgico é uma das unidades mais importantes que integra o hospital, e, portanto requer uma série de cuidados para que o atendimento dado aos pacientes que necessitam de intervenções cirúrgicas. Portanto, o presente estudo versa sobre a importância do centro cirúrgico e a atuação do enfermeiro no cotidiano no que se refere a assistência dada aos pacientes.

O Centro Cirúrgico (CC) é conhecido como uma unidade estressante, que demanda do enfermeiro maior tempo com serviços administrativos do setor (Botelho; Veloso e FAVERO, 2013).

Martins e Dall’Agnol (2016) afirmam que um Centro Cirúrgico é uma unidade hospitalar onde são executados procedimentos anestésico-cirúrgicos, diagnósticos e terapêuticos, tanto em caráter eletivo quanto emergencial. Além disso, é um ambiente no qual ocorrem intervenções invasivas feitas por profissionais de enfermagem capacitados para esse fim.

Em relação aos procedimentos adotados nos centros cirúrgicos, tem-se que o referido processo constitui-se em um método de trabalho utilizado por enfermeiros para guiar a prática assistencial de forma sequencial e sistemática (TRINDADE et al., 2016).

Com base em tais prerrogativas, é importante salientar que o papel do enfermeiro no cotidiano de um centro cirúrgico é imprescindível aos pacientes e este profissional deve estar bem e seguro das ações que deve desenvolver durante o processo de enfermagem a que foi incumbido.

A partir disso, surge o seguinte problema: Qual a importância do processo de enfermagem para o cotidiano dos enfermeiros em centro cirúrgicos? Responder a esse questionamento é importante, pois poderá contribuir para futuras pesquisas que também delimitem e defendam o tema em foco.

Para a enfermagem, esse estudo proporcionará grandes possibilidades de melhor entender o centro cirúrgico e o papel de atuação do enfermeiro no cotidiano hospitalar, especialmente no que se refere aos desafios encontrados pelos enfermeiros a rotina puxada que existe neste tipo de ambiente, bem como em relação aos fatores estressantes que o dia a dia em centro cirúrgicos podem desencadear nos enfermeiros.

Sendo assim, este estudo está dividido em três capítulos, onde no primeiro trata- se uma revisão da literatura que contempla algumas definições sobre centro cirúrgico.

No segundo capitulo, é abordado como se divide um centro cirúrgico para que deste modo seja conhecido a estrutura deste tipo de ambiente e como o mesmo funciona no cotidiano dos enfermeiros em hospitais.

E no terceiro e último capítulo, apresenta-se a delimitação do objeto de pesquisa do estudo que a importância do processo de enfermagem para o cotidiano dos enfermeiros em um centro cirúrgico, no qual são conhecidas as experiências e as vivências dos enfermeiros ao lidarem com diferentes tipos procedimentos cirúrgicos.

Diante disso, o presente estudo tem por objetivo investigar a importância do processo de Enfermagem no que versa a sua contribuição para melhorar o cotidiano dos enfermeiros que atuam diretamente em centros cirúrgicos.

CONCEPÇÕES SOBRE O CENTRO CIRÚRGICO

O centro cirúrgico é um lugar especial dentro do hospital, convenientemente preparado segundo um conjunto de requisito que o tornam apto à prática da cirurgia é o local no qual se realizam intervenções cirúrgicas, visando atender a resolução de intercorrências cirúrgicas, por meio da ação de uma equipe integrada. Em outras palavras, é no centro cirúrgico que ocorrem as intervenções de caráter operário.

Segundo a SOBECC (2009), o centro cirúrgico é definido como área complexa e de acesso restrito que pertence a um estabelecimento de saúde. Com isso sua arquitetura e área física têm especificidades que devem atender à legislação sanitária vigente com dimensões e instalações diferenciadas e adequadas ao atendimento dos pacientes.

Por ser um local de acesso restrito ao público o centro cirúrgico é visto dessa forma por atende pacientes que necessitam de cuidados redobrados, portanto, é uma área na qual acontece apenas a circulação dos profissionais que lá atuam. Neste contexto é importante salientar ainda que:

O Centro Cirúrgico é uma estrutura complexa, de acesso restrito, com normas e rotinas próprias, compondo-se em uma unidade hospitalar singular, na qual estão concentrados os recursos humanos e materiais necessários aos procedimentos anestésico-cirúrgicos, terapêuticos e diagnósticos (GUIDO et al, 2008; FREITAS et al., 2011, p. 2).

Com base nas pontuações dos autores supracitados, percebe-se que o centro cirúrgico de fato possui uma definição ampla por tratar de um local no qual são realizados procedimentos cirúrgicos que requer atenção especial da equipe de enfermagem envolvida e como tal concentra uma relevância significativa para os pacientes que utilizam este espaço.

Segundo Botelho; Veloso e Favero (2013), o centro cirúrgico é normalmente conhecido como uma unidade estressante, bem como compreende uma área crítica, de acesso restrito, que pertence a um estabelecimento assistencial de saúde. Além disso, é considerado uma das unidades mais complexas do Hospital, não só por sua especificidade em realizar procedimentos invasivos, mais também por ser um local fechado que expõe a paciente e a equipe de saúde em situações estressantes.

1.1 COMO SE DIVIDE O CENTRO CIRÚRGICO

Um centro cirúrgico é constituído de um conjunto de áreas e instalações que permite efetuar a cirurgia nas melhores condições de segurança para o paciente, e de conforto e segurança para a equipe que o assiste. Suas principais áreas recebem o nome de área irrestrita, área semi-restrita e área restrita. Nessa ordem, é interessante observar que cada uma dessas áreas possui uma característica peculiar, como descreve o quadro 1 que segue:

Quadro 1: Divisão de um centro cirúrgico e sua finalidade

Tipos de áreas de um centro cirúrgico Em que consiste
Área Irrestrita Local onde os profissionais podem circular livremente com roupas próprias (secretaria; vestiário corredor de entrada).
Área semi-restrita Onde a circulação de pessoal é permitida desde que não intervenha nas rotinas de controle e manutenção da assepsia da área restrita
Área restrita Local onde além da roupa própria do centro cirúrgico, devem ser usadas máscaras e gorros conforme normas da unidade e as técnicas assépticas devem ser utilizadas de maneira rigorosa, a fim de diminuir os riscos de infecção (salas de cirurgias, lavabos, sala de recuperação pós-anestésica, sala de depósito e outros).

Fonte: SOBECC (2009).

Em termos de composição, o centro cirúrgico deve possuir rouparia/recepção; vestiários sendo um feminino e outro masculino; sala da Administração; sala do almoxarifado; copa; Salas de cirurgia; Central de Material Esterilizado (CME), entre outras coisas.

Com base na divisão de um centro cirúrgico, é importante elencar alguns locais específicos, como a sala de cirurgia, sala de recuperação pós-anestésica e sala de administração por exemplo. Sendo assim, é notório observar a seguinte distribuição:

Tabela 1: Divisão de atribuições em salas que compõem o centro cirúrgico

Locais do centro cirúrgico Quem trabalha no local O que faz?
Sala de cirurgia Agente: Enfermeiro/Auxiliar de Enfermagem • Prover as Salas de cirurgia/parto com materiais e equipamentos necessários, de acordo com o tipo de intervenção anestésico-cirúrgica;

• Atender a equipe cirúrgica;

• Prestar assistência de enfermagem à parturiente, de acordo com seu estado e indicação;

• Atender ao recém nascido, dentro da indicação e técnica própria até seu encaminhamento à Unidade de Internação;

• Prestar assistência de enfermagem ao paciente cirúrgico e

Gestantes.

• Cuidar dos materiais e equipamentos e do ambiente após o ato cirúrgico.

Sala de recuperação pós-anestésica Agente: Enfermeiro/Auxiliar de Enfermagem Prover a Sala de Recuperação Pós-Anestésica com recursos humanos e materiais;

• Prestar assistência de enfermagem aos pacientes que forem submetidos ao ato anestésico-cirúrgico ou obstétrico;

• Recepcionar e providenciar a remoção da paciente para a unidade de origem após a alta anestésica;

• Cuidar dos materiais, equipamentos e do ambiente após sua remoção

Sala de administração Agente: Encarregada de Enfermagem • Proporcionar treinamento aos funcionários, conforme a necessidade;

• Controlar o atendimento de todos os setores do Centro

Cirúrgico Obstétrico;

• Registrar e manter dados para estatísticas e relatórios;

• Fazer requisição de material à Farmácia e Almoxarifado periodicamente;

• Manter atualizado e disponível o Manual de Normas, Rotinas e procedimentos;

• Elaborar escalas de trabalho, férias e quaisquer outras necessidades do funcionário do período diurno, pertinente ao RH;

• Manter atualizados os Registros dos Procedimentos Cirúrgicos realizados e a Documentação Anestésica Cirúrgica.

Fonte: SILVA (2012).

Com base na tabela 1, é possível afirmar que o papel do enfermeiro no centro cirúrgico necessita integrar as atividades que abrangem a área técnica, administrativa, assistencial, de ensino e pesquisa, pois existe uma demanda grande desses profissionais em relação ao pronto atendimento de seus pacientes.

Conforme Mendonça et al., (2016), o processo de trabalho da equipe de enfermagem do centro cirúrgico acontece em um setor onde são efetuados procedimentos de alta complexidade, com profissionais de várias especialidades. E nessa perspectiva, grande parte do trabalho da equipe de enfermagem se dá pela provisão, manuseio e manutenção de materiais e equipamentos nas salas operatórias. Parte-se desse princípio entender que existe uma importância significativa do processo de enfermagem para o cotidiano dos enfermeiros no referido centro.

1.2 A IMPORTÂNCIA DO PROCESSO DE ENFERMAGEM NO COTIDIANO DOS ENFERMEIROS EM UM CENTRO CIRÚRGICO

No que inferem Silva e Alvim (2010) sobre a importância do processo de enfermagem para a atuação do enfermeiro em um centro cirúrgico, destaca-se que além do cuidado com o paciente que passará pela cirurgia, existe todo um cuidado dos enfermeiros em manter uma boa relação com o paciente.

Para Freitas et al.; (2011) o processo de enfermagem no centro cirúrgico é utilizado a fim de planejar e implementar a assistência ao paciente cirúrgico, viabilizando o andamento das demandas da unidade e favorecendo a realização dos cuidados de forma individualizada e integral.

Além disso, o processo de Enfermagem é a aplicação dos fundamentos teóricos da Enfermagem visando atender, resolver ou amenizar os problemas observados e referidos pelos clientes, família e comunidade, de forma planejada, na tentativa de evitar ao máximo, ações de enfermagem rotinizadas e empíricas. no decorrer de sua prática, o enfermeiro deve, entre outras coisas:

Ter um olhar que esteja para além dessas funções, isto é, espera-se que sua atenção esteja focada nas questões relacionadas ao cuidado – essência e diferencial do ser/saber/fazer enfermagem. O enfermeiro é o responsável por conferir o tom de acolhimento e por estabelecer a assistência que será prestada ao paciente (SANTOS; SILVA e GOMES, 2014, p. 697).

Neste contexto, o enfermeiro coordenador de um centro cirúrgico necessita estar atento às características individuais dos diferentes profissionais que atuam na unidade, buscando conhecer como cada um age e reage frente às situações, para melhor conduzir sua equipe, bem como sua relação com a equipe médica (STUMM; MAÇALAI; KIRCHNER, 2006). Em outras palavras, o profissional de enfermagem deve obedecer a critérios que são capazes de conduzi-lo a uma boa prática no atendimento prestado aos pacientes.

Prática esta que conta com o auxílio de uma ferramenta importante que o checklist que é uma lista de itens previamente estabelecida para certificar as condições de um serviço, produto, processo outras atribuições que tem a ver com o respaldo positivo que se dar ao cliente. No caso do centro cirúrgico, essa certificação preocupa-se com o bem-estar do paciente que passará por algum tipo de procedimento operatório.

2. OBJETIVOS

2.1 GERAL

Investigar a importância do processo de Enfermagem no que versa a sua contribuição para melhorar o cotidiano dos enfermeiros que atuam diretamente em centros cirúrgicos.

2.2 ESPECÍFICOS

  • Conhecer o conceito de centro cirúrgico;
  • Apresentar a divisão de um centro cirúrgico;
  • Pontuar a importância do processo de enfermagem para o cotidiano dos enfermeiros em um centro cirúrgico.

3.  PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

3.1 TIPO DE ESTUDO

O método no utilizado no presente estudo consistiu em realizar uma pesquisa bibliográfica e descritiva, sendo a primeira realizada a partir dos pressupostos teóricos e a descritiva no sentido de estabelecer uma relação entre as variáveis no objeto de estudo analisado.

Os materiais utilizados para a pesquisa são oriundos de artigos de revisão e de publicações que se apresenta no Sistema Latino-Americano e do Caribe de informação em Ciências da Saúde e também em Bancos de dados de Enfermagem- BDENF em diferentes períodos.

3.2 ETAPAS DO ESTUDO

Como etapa inicial para o estudo fez-se a seleção dos materiais que seriam usados e posteriormente, fez-se a separação dos tópicos que embasaram o estudo como um todo.

Subsequente a isto foi realizada a leitura exploratória que possibilitou a organização das ideias por ordem de importância e a sintetização destas que visou a fixação das ideias essenciais para a solução do problema da pesquisa.

Após a leitura analítica, iniciou-se a leitura interpretativa onde houve uma busca mais ampla de resultados, pois ajustaram o problema da pesquisa a possíveis soluções, bem como foram definidas as palavras-chave para o estudo, sendo elas: Centro cirúrgico. Importância. Processo de Enfermagem.

A partir das anotações e tomada de apontamentos foram confeccionados fichamentos, em fichas estruturadas em um documento do Microsoft Word, que objetivaram a identificação das obras consultadas, o registro do conteúdo das obras, o registro dos comentários acerca das citações diretas e indiretas e ordenação dos registros.

As ideias mais importantes dos estudos foram discorridas de modo que fosse possível evidenciar os resultados das pesquisas e suas referências, os pontos comuns entre os resultados das pesquisas, onde se descreveu em que os autores concordaram e por último foi feita a construção das categorias, que consistiu na síntese de cada ponto comum.

Para a discussão dos resultados encontrados, iniciou-se a reconstrução do conjunto dos estudos em quatro etapas: 1) Delimitação do tema; 2) introdução e quantificação dos pontos comuns; 3) exposição dos resultados dos estudos comuns, com argumentação lógica e defesa do tema; 4) interpretação e discussão da síntese dos resultados dos estudos.

Preponderantemente os dados apresentados foram submetidos à análise de conteúdo e os resultados foram discutidos com o suporte de outros estudos provenientes de revistas científicas e livros, para a construção do relatório final e publicação do trabalho no formato das normas Associação Brasileira de Normas Técnicas- ABNT.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Dos dez artigos, sete estão em consenso quanto ao fato de que o enfermeiro a importância do processo de enfermagem para o cotidiano dos enfermeiros que atuam em centro cirúrgico e dos cuidados eminentes que estes profissionais devem ter ao lidar diretamente com os procedimentos cirúrgicos e também no pós-operatório.

No que versa a importância do processo de enfermagem no cotidiano de enfermeiros que atuam em centros cirúrgicos, é interessante pontuar que o profissional da área da saúde tem como base do seu trabalho as relações humanas, sejam elas com o paciente ou com a equipe multidisciplinar e como tal devem estar atentas as demandas que sua profissão exige, seja, em centros cirúrgicos ou em outras áreas de sua atuação.

Dadas às características do setor, a interação social no cuidado muitas vezes é restrito, o que implica dizer que a presença da enfermeira junto ao leito, a demonstração de afeto, o toque, a conversa também são restritos face às atividades outras do setor, o que não quer dizer que não haja expressividade no cuidado. Isto acontece, por vezes, não no sentido de desmerecer ou desvalorizar os aspectos do cuidar que são da ordem da subjetividade, mas porque, neste setor, a atenção ao órgão físico como central é necessária conforme explanaram Silva e Alvim (2010). (S

Para Freitas et al.; (2011) o papel do enfermeiro no centro cirúrgico na perspectiva de acadêmicas de enfermagem deve ser aquele que se preocupa com as questões organizacionais, de preparo do paciente para a cirurgia, e, sobretudo, com a questão da humanização no atendimento através do diálogo e respeito com o paciente. Mesmo porque o profissional de enfermagem deve estar sempre aperfeiçoando suas habilidades e técnicas específicas, pois é o profissional enfermeiro que está mais próximo do paciente, podendo lhe oferecer segurança e conforto.

Desse modo, a maioria dos estudos abordados no estudo aponta a importância do enfermeiro como primordial as ações que são desenvolvidas dentro de um centro cirúrgico em todos os procedimentos pelos quais os pacientes passam antes, durante e após a cirurgia.

Com base nos dizeres dos autores Botelho; Veloso; Favero (2013) deve existir por parte dos profissionais que desejam atuar em centros cirúrgicos uma preocupação em relação sistematização da assistência de enfermagem que implicar em adquirir o conhecimento para uma atuação eficiente e que atenda as necessidades dos pacientes.

Já os autores Martins e Dall’gnol e Trindade et al., (2016) explanam o centro cirúrgico, seus desafios e estratégias do enfermeiro nas atividades gerenciais, além de discorreram sobre a implementação de essas estratégias para viabilizar os trabalhos dos enfermeiros em seu dia a dia.

Outro aspecto trazido por autores como Silva e Alvim (2010); Santos; Silva e Gomes (2014) Mendonça (2016) são as concepções de técnicos de enfermagem e enfermeiros têm acerca da humanização da assistência em centro cirúrgico, a fim de que esses profissionais conheçam as formas de cuidar dos enfermeiros de centro cirúrgico sob a ótica de uma construção a partir da teoria fundamentada nos dados e no que inferem os cuidados de enfermagem com os pacientes que são atendidos no centro cirúrgico de hospitais.

Segundo Mendonça et al., (2016) a assistência de enfermagem ao paciente cirúrgico desenvolve-se durante o período definido como perioperatório, que é empregado para descrever todo o período da cirurgia, incluindo antes e após a cirurgia em si, que por sua vez, se divide em três fases: pré-operatório, transoperatório e pós-operatório. Sendo todas as fases importantes interfaces para a atuação da equipe de enfermagem.

Outro aspecto relevante a ser tratado quando o assunto é o processo de enfermagem no cotidiano de enfermeiro em centro cirúrgicos são os processos decisórios dos enfermeiros englobam conhecimentos da área assistencial e gerencial, que tem como centro o cuidado ao paciente (ALPENDRE et al., 2017). Neste contexto, o mais indicado é que os enfermeiros checklist para a segurança do paciente cirúrgico.

Conforme explanado pelos autores supracitados, a importância do enfermeiro em um centro cirúrgico vai além da receptividade com o paciente e liga-se a três pilares básicos que é o ser, saber e o fazer que seja vistos como diferenciais quando se trata do atendimento dado aos pacientes que passaram por algum tipo de procedimento cirúrgico.

Em síntese, as análises e discussões nos dão conta de que o processo de enfermagem é de suma importância evidenciar o papel do enfermeiro em meio ao desempenho de sua função no centro cirúrgico, é indispensável que se observe que a responsabilidade delegada ao preparo dos materiais para a realização de cirurgias é peculiar e bastante delicada por se tratar de materiais que serão utilizados de forma arte no corpo dos pacientes. Portanto, ao enfermeiro é incumbida a tarefa de seguir os procedimentos adequados para a intervenção cirúrgica seja pré-operatório, operatório ou pós-operatório.

Conforme as discussões vale salientar ainda que o cotidiano dos enfermeiros em centros cirúrgicos não é fácil e sendo assim existem os desafios e dificuldades de aperfeiçoar este tipo de atendimento, principalmente em relação a implantação de estratégias que visem o bom andamento dos mencionados centros.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O objetivo deste estudo foi alcançado, pois foi demonstrado como se dá de fato a importância do processo de enfermagem no cotidiano dos enfermeiros que atuam diretamente em centros cirúrgicos.

Com base no que foi discorrido neste estudo, foi possível compreender que a divisão de um centro cirúrgico contempla áreas especificas denominadas de irrestrita, semi-restrita e restrita e como tal requer cuidados em relação à circulação de pessoas, uso adequado de roupas, entre outros aspectos.

Conforme a disposição da categoria ou pontos de comuns entre os autores apresentados neste estudo percebeu-se que um dos principais aspectos sobre o processo de enfermagem é a forma com que os autores lidam a questão de que o cotidiano dos enfermeiros em centros cirúrgicos requer preparo e atenção para atender bem os pacientes, em sua preparação para o procedimento, no momento em que este é operado e depois de sua operação. Não trata apenas de um procedimento, envolve calor humano, respeito e cuidado com a pessoa que necessita do atendimento em um centro cirúrgico.

Após a análise dos estudos foi possível concluir que o processo de enfermagem é a base que apoia e sustenta as tomadas de decisões no cotidiano de enfermeiros que auxiliam na realização de cirurgias em centros cirúrgicos, sendo de suma importância a realização de cursos de capacitação para aprimorar suas técnicas e habilidades em relação ao cuidar dos pacientes nos procedimentos cirúrgicos que o mesmo necessite.

Este estudo possibilitou uma compreensão concisa sobre a importância do processo de enfermagem no cotidiano dos enfermeiros. No entanto, é interessante pontuar que há uma necessidade de mais pesquisas de cunho científico e acadêmico ao processo de enfermagem ligado ao centro cirúrgico, pois na grande maioria das pesquisas que abordam a parte teórica os materiais ainda não contemplam a reais necessidades do cotidiano dos enfermeiros dentro de um centro cirúrgico.

Ressalta-se ainda que neste estudo os pontos positivos da pesquisa foi o que sobressaíram, uma vez que a discussão teórica apresentou um contexto significativo aos leitores e adeptos do assunto.

REFERÊNCIAS

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 6027 – Informação e documentação – Referências – Elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2012.

ALPENDRE, Francine Taporosky et al., Cirurgia segura: validação de checklist pré e pós-operatório. Rev. Latino-Am. Enfermagem Artigo Original, p. 25 e 2907, 2017.

Botelho, Jeniffer; Veloso, Giovanna Batista Leite; FAVERO, Luciane. Sistematização da assistência de enfermagem: o conhecimento da equipe de enfermagem de um centro cirúrgico. Enferm.; v. 4, nº 3 e 4, p. 198 – 201, 2013.

FREITAS, Natiellen Quatrin et al., O papel do enfermeiro no centro cirúrgico na perspectiva de acadêmicas de enfermagem. Revista Contexto & Saúde, Ijuí – v. 10, nº 20 • Jan./Jun. 2011.

Martins Fabiana Zerbieri; Dall’Agnol, Clarice Maria. Centro cirúrgico: desafios e estratégias do enfermeiro nas atividades gerenciais. Rev Gaúcha Enferm. v. 37, nº 4, p. 56945, dez/ 2016.

MENDONÇA, Erica Toledo. Concepções de técnicos de enfermagem acerca da humanização da assistência em centro cirúrgico. R. Enferm. Cent. O. Min. 2016 set/dez; v. 6, nº 3, p. 2389-2397, 2016.

SANTOS, Felipe Kaezer dos; SILVA, Maria Virgínia Godoy da; GOMES, Antônio Marcos Tosoli. Conhecendo as formas de cuidar dos enfermeiros de centro cirúrgico – uma construção a partir da teoria fundamentada nos dados. Texto Contexto Enferm, Florianópolis, v. 23, nº 3, p. 696-703, jul/set, 2014.

SILVA, Denise Conceição; ALVIM, Neide Aparecida Titonelli. Ambiente do Centro Cirúrgico e os elementos que o integram: implicações para os cuidados de enfermagem. Rev Bras Enferm, v. 63, nº 3, p. 427-34, Brasília, maio-jun, 2010.

SILVA, Mário de Moraes Altenfelder. Manual de rotinas enfermagem do centro cirúrgico, recuperação e central de material. Departamento Técnico Hospital Municipal e Maternidade Escola, Coleção Protocolos, São Paulo, 2012.

SOBECC – Sociedade Brasileira de Enfermeiros de centro Cirúrgico, recuperação pós anestésica e central de Material e esterilização, Manual de Práticas recomendadas, 5ªed., p. 162-172, São Paulo: 2009.

STUMM, Eniva Miladi Fernandes; Maçalai; Rubia Teresinha, Kirchner, Rosane Maria. Dificuldades enfrentadas por enfermeiros em um centro cirúrgico. Texto Contexto Enferm, Florianópolis, v. 15, nº 3, p. 464-71 – jul-set, 2006.

Trindade, Liliane Ribeiro et al., Processo de Enfermagem: desafios e estratégias para sua implementação sob a ótica de enfermeiros. Santa Maria, v. 42, n.1, p. 75-82, jan./jun. 2016.

[1] Enfermeira.

Recebido em: Agosto, 2018

aprovado em: outubro, 2018

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