O uso inadequado dos antimicrobianos: revisão de literatura

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ARTIGO DE REVISÃO

LOPES, Lara Mayza Almeida [1], RAMOS, Aline Sharlon Maciel Batista [2], RODRIGUES, Kardene Pereira [3], PESSOA, Débora Luana Ribeiro [4]

LOPES, Lara Mayza Almeida. Et al. O uso inadequado dos antimicrobianos: revisão de literatura. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 01, Vol. 05, pp. 37-51. Janeiro de 2019. ISSN:2448-0959

RESUMO

Os antibióticos pertencem a uma das classes de medicamentos mais prescritos em todo mundo. A utilização inadequada destes fármacos pode gerar consequências como efeito terapêutico insuficiente, reações adversas, efeitos colaterais, interações medicamentosas e aumento da resistência bacteriana aos antimicrobianos. O uso de antimicrobianos tem se destacado nas políticas de racionalização de medicamentos por serem um dos mais consumidos em nível de atenção primária. Sabe-se que os antimicrobianos são singulares por influenciarem não apenas o indivíduo que o consome como também em todo o ecossistema em que se encontra inserido. Há estudos que evidenciam que o uso irracional de medicamentos antimicrobianos acarreta em seleção e disseminação de microorganismos resistentes e, levam a necessidade de medicamentos mais novos e com maior custo, além do desenvolvimento de resistência microbiana e consequentes problemas devido a este fato. Entre as causas encontram-se que o difícil acesso ao atendimento médico seja decorrente de problema financeiro ou não e da cultura familiar; outra problemática é a influência da mídia. O presente artigo realizou uma revisão de literatura sobre as pesquisas referentes ao uso de medicamentos antimicrobianos em crianças. A metodologia utilizada foi uma revisão de literatura, que possibilitou fornecer bases ao pesquisador para que esteja em contato com a produção científica de um determinado assunto. Percebeu-se que o antimicrobiano mais utilizado é a amoxicilina, em muitas ocasiões sem qualquer cuidado em verificar a real necessidade de uso do medicamento, o que é pior, muitas vezes a indicação da terapia é realizada por profissionais da saúde. Conclui-se que é o farmacêutico o profissional capacitado em avaliar prescrições médicas, propor o uso racional de medicamentos, executar a prática na atenção farmacêutica, proporcionando assim informações sobre a utilização adequada tanto de antibióticos quanto de outros medicamentos como forma de melhorar a qualidade de vida desses pacientes.

Palavras-chave: Antimicrobiano, Crianças, Farmacêutico.

INTRODUÇÃO

Os termos “antimicrobiano” e “antibiótico” geram uma grande confusão e são muitas vezes trocados. O “antimicrobiano” descreve a substância usada para tratar infecções e inclui antibióticos, desinfectantes ou antissépticos. Já o “antibiótico” refere-se a substâncias derivadas de microrganismos ou sinteticamente manufaturadas para atingir as bactérias seletivamente. Destroem ou inibem o crescimento de outros microrganismos. Os estudos há mais de 150 anos que uma vasta gama de antissépticos tópicos é usada para prevenir a infecção e tratar feridas infectadas (ABRANTES, 2008).

Os antimicrobianos são medicamentos usados no tratamento de infecções de vários tipos. Eles são capazes de destruir esses organismos patogênicos e também impedir a sua multiplicação. Entretanto, apesar de serem medicamentos extremamente importantes, podem causar sérios danos se não utilizados adequadamente. (ABRANTES, 2008).

Uma das principais consequências do uso inadequado de antibióticos é a resistência bacteriana. Esse processo ocorre quando bactérias resistentes, ou seja, que resistem por determinado tipo de antibiótico, são selecionadas. A exposição frequente a antibióticos, por exemplo, pode facilitar a aquisição de mecanismos de resistência bacteriana, levando ao surgimento das chamadas superbactérias (DEL FIOL, 2010).

O uso irracional de antimicrobianos podem acarretar em seleção e disseminação de microrganismos resistentes e, levam a necessidade de produzir fármacos novos e com maior custo, (ABRANTES et al., 2008).

Estima-se que nos Estados Unidos anualmente haja um custo entre 4 a 5 bilhões de dólares somente com tratamento da resistência bacteriana (DEL FIOL et al., 2010).

De forma generalizada, os antibióticos são substâncias de origem biológica semissintética ou sintética que são utilizados para impedir o desenvolvimento de microrganismos patogênicos, vindo a atuar por meio de diversos mecanismos farmacológicos a exemplo, penicilina e tetraciclina (DEL FIOL, 2010).

Considerando a situação apresentada e percebendo que mesmo com os avanços na área de farmacologia pediátrica, ainda se faz necessário informar sobre aspectos relevantes quanto à terapêutica, aliado a escassez em estudos em especial, com o perfil do uso de antimicrobianos em crianças, o presente trabalho se propõe a investigar sobre o uso indiscriminado dos antimicrobianos.

OBJETIVOS

OBJETIVO GERAL

Discutir por meio de revisão de literatura o uso indiscriminado dos antimicrobianos.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

a) Investigar as principais considerações ao uso irracional dos antimicrobianos.

b) Identificar o papel do farmacêutico quanto ao uso indiscriminado dos antimicrobianos.

METODOLOGIA

A metodologia utilizada foi a revisão bibliográfica, constituindo-se em um estudo descritivo sobre o uso indiscriminado dos antimicrobianos e que teve como referencial revistas científicas, livros técnicos, e artigos de bases de dados de periódicos científicos como PubMED, Medline (Medical Literature Analysis and Retrievel System Online) , Lilacs (Literatura Científica e Técnica da América Latina e Caribe), Scielo (Scientific Electronic Library Online) que compreendem o universo de trabalho teórico desenvolvido na área da farmacologia humana, no período de 2000 a 2015.

A pesquisa fundamentou-se a partir de fontes bibliográficas principalmente nos estudos exploratórios, descritivos e ideológicos, permitindo assim, deliberar e decidir, não apenas problemas já conhecidos, mas explorar e investigar amplamente os fenômenos na farmacologia de forma satisfatória. Como descritores foram utilizados os termos: “Antimicrobianos”. “Farmacêutico” e “Indicações”.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

ANTIMICROBIANOS

Em relação aos antimicrobianos, a automedicação vem sendo discutida e causando preocupações a nível mundial uma vez que tem se percebido um aumento significativo da resistência bacteriana. Sabe-se que a resistência bacteriana é um problema complexo causado por uma combinação de fatores (KONISHI, 2012).

No estudo citado acima, foi percebido que entre os antimicrobianos mais utilizados está à penicilina, em muitas ocasiões sem qualquer cuidado em verificar a real necessidade de uso do medicamento, o que é pior, muitas vezes a indicação da terapia é realizada por profissionais da saúde.

A preocupação com o uso inadequado de antimicrobianos vem tomando maior proporção devido aos problemas causados pela automedicação. Um dos maiores agravantes é o crescimento de microrganismos multirresistentes que causam limitações terapêuticas e, consequentemente, aumentam as taxas de letalidade e custos de tratamento (SOUZA, 2008).

Sabe-se que a efetividade do antimicrobiano depende de fatores, como concentração ideal no local da infecção, capacidade em atravessar a parede celular, afinidade pelo sítio de ligação no interior da bactéria, permanência suficiente de modo a exercer seu efeito inibitório, entre outras (FANHANI; BELTÃO, 2011).

De acordo com Castro et al. (2003) países que estão se desenvolvimento empregam recursos mínimos na monitorização de ações sobre o uso racional de antimicrobianos, porém o consumo de antibióticos na Espanha, principalmente a classe das penicilinas de amplo espectro e macrolídeos, é preocupante (GRANIZO, 2001).

Os três grupos de medicamentos mais consumidos por crianças são os antibióticos, analgésicos e/ou antitérmicos, isso a nível mundial. Essas medicações são usadas de forma incorreta, destacando-se os problemas quanto ao uso de antibióticos para tratar de doenças de etiologia viral, fármacos com efetividade não comprovada, doses erradas, administração e tempo de uso errados, assim acarretando riscos à saúde da criança e, no caso dos antibióticos, à comunidade (SCARCELA; MUNIZ; CIRQUEIRA, 2011).

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) a eficácia dos antimicrobianos em aproximadamente 20 anos poderá acabar (FANHANI; BELTÃO, 2011), doravante a situação:

“A emergência dos microrganismos resistentes preocupa pesquisadores e profissionais responsáveis pelo controle de infecção relacionada ao cuidar em saúde, sendo essa uma prioridade em todo o mundo. Para estabelecer o controle desses patógenos, torna-se essencial conhecer os fatores de risco para o desenvolvimento de infecções” (OLIVEIRA et al., 2012, p. 9).

Em seu estudo, Scarcela; Muniz e Cirqueira (2011) informam que os antibióticos correspondem a um total de 12% das prescrições no Brasil, economicamente o valor chega a 15 bilhões de dólares, sendo que a maioria dessas medicações é indicada de forma incorreta, deste modo, o uso racional de medicamentos inclui entre outras coisas uma escolha terapêutica correta, dose, administração e duração do tratamento adequado, também uma dispensação correta, incluindo informações claras sobre os medicamentos prescritos.

Os antimicrobianos fazem parte de uma classe de fármacos que tem uma frequência de consumo em hospitais e comunidade, sendo o seu uso racional para o século XXI, uma das metas da Organização Mundial da Saúde (OMS) já que são eles os únicos agentes farmacológicos que afetam a quem os utiliza, como também interferem de forma significativa na alteração da ecologia microbiana. Na Padronização dos testes de sensibilidade aos antimicrobianos por disco-difusão, os agentes antimicrobianos beta-lactâmicos compartilham o anel central do mesmo que possui quatro elementos, como a ação de inibição da síntese da parede celular, sendo este o principal elemento. As estruturas anelares adicionais ou grupos substituintes que são acrescentados ao anel beta-lactâmico é que determinam se o agente é penicilina, cefem, carbapenem, ou monobactam (PADRONIZAÇÃO, 2003, p. 26).

Assim, os antibióticos beta-lactâmicos possuem uma qualidade, ou seja, a presença do anel beta-lactâmico é comum neste grupo, conforme mostra à figura 1 abaixo.

Figura 1: Estrutura química dos antibióticos beta-lactâmicos

Fonte: Ensina et al. (2009, p. 75)

De acordo com Rosário e Grumach (2006) a penicilina é uma substância química com um peso molecular baixo. Esse fato faz com que a mesma sinta uma necessidade de se ligar covalentemente a macromoléculas tissulares para que seja possível a produção de complexos hapteno-proteína e indução da resposta imune. Assim, o anel beta-lactâmico se abre por meio de condições fisiológicas de forma espontânea, assim formando uma ligação amido com os grupos epsilonamino de proteínas adjacentes.

Albelo e Tallet (2010) consideram que o conhecimento dos princípios gerais que conduzem o uso de antimicrobianos de suas propriedades e características básicas é importante para uma escolha terapêutica correta, tanto a taxa, quanto a absorção do fármaco dependem de suas propriedades físico-químicas e do ambiente no local da administração.

Já Amato Neto, Nicodemo e Lopes (2007) abordam os problemas ligados à qualidade do uso clínico dos antimicrobianos, sendo que o fato é que quase metade das prescrições médicas destas substâncias são realizadas de forma incorreta e seu uso abusivo associa-se tanto a emergência, quanto a seleção de cepas de bactérias resistentes, efeitos adversos, aumento de morbimortalidade, de custos, entre outros. Ou seja, os antimicrobianos:

“Constituem a classe de medicamentos mais receitada. Eles são empregados com várias finalidades nas infecções e prevenção de infecções. Devido ao uso indiscriminado dos antibióticos, surgiram diversas cepas resistentes de microrganismos patogênicos. Antibióticos de amplo espectro podem causar o fenômeno da superinfecção” (HARAMAGUCHI, 2000, p. 7).

Quando administrados na pele os antimicrobianos atingem primeiro o órgão-alvo (em concentrações decrescentes da superfície para o subcutâneo), em seguida se distribui no organismo em várias quantidades e, por fim, são excluídos (WANNMACHER, 2006).

Para exemplificar a compreensão de fatores relacionados à ação dos antimicrobianos, tem-se a figura 2 abaixo:

Figura 2: Fatores relacionados à ação dos antimicrobianos

Fonte: ANVISA (2012)

PAPEL DO FARMACÊUTICO

A automedicação é um problema sério que vem ocorrendo na saúde pública, e neste sentido, necessita da efetivação em massa dos profissionais dessa aérea, no sentido de mobilizar a sociedade em relação aos seus efeitos.

Miguel et al. (2000) diz que, o uso indiscriminado dos antibióticos potentes é um vilão na luta contra a resistência bacteriana, pois contribui de forma positiva na perda gradativa da eficácia terapêutica. Assim, Oliveira et al. (2012) consideram que os profissionais da saúde, como os médicos, farmacêuticos e enfermeiros, em várias situações desconhecem os danos causados pelo uso indiscriminado de medicamentos.

Vitor et al. (2008) afirmam que em grandes países o envolvimento dos farmacêuticos no uso racional dos medicamentos está aumentando e a automedicação diminuindo, isso devido ao controle rígido estabelecidos pelas agências reguladoras.

O paciente precisa ser alertado sobre o riscos e efeitos colaterais referente ao uso de medicamentos com ingestão de alimentos, bebidas e/ou outros fármacos e, sua interferência na biodisponibilidade do medicamento de modo a comprometer a efetividade terapêutica (TRABULSI; ALTERTHUM, 2008).

Sendo assim:

“O farmacêutico é um profissional que possui curso superior, com prática semeada pela ética e é muito importante para a sociedade, pois neles encontramos a garantia de receber toda orientação necessária para um resultado eficaz de tratamento, além do acompanhamento terapêutico. E ainda é responsável em prestar atenção e assistência farmacêutica” (SCARCELA; MUNIZ; CIRQUEIRA, 2011, p. 20).

Seu papel é orientar todos os pacientes a utilizarem corretamente os medicamentos a fim de que a terapêutica usada tenha resultados positivos (MIGUEL; MIGUEL, 2000), ou seja:

“O propósito do farmacêutico é garantir que a terapia medicamentosa seja o melhor possível, tanto contribuindo para a fabricação, abastecimento e controle de medicamentos e produtos para a saúde quanto fornecendo informações e aconselhando aqueles que prescrevem ou usam produtos farmacêuticos… Esclarecer dúvidas do paciente quanto à posologia e método de administração e aconselhar o paciente sobre os cuidados que deve tomar com os medicamentos” (OMS, 2004, p. 22-24).

Vieira e Perassolo (2011) dizem que a maioria dos cuidadores de crianças não possuem informações sobre o uso adequado de medicamentos, como administar e tão pouco quem os possa orientar de forma eficaz, tornando um problema que reflete no cumprimento do tratamento medicamentoso.

Para Gomes (2007) a motivação à adesão da farmacoterapia deve ser também um fator que o profissional farmacêutico deve se preocupar. Na opinião de Scarcela, Muniz e Cirqueira, (2011) os antibióticos ainda são dispensados livremente nas drogarias, sem apresentação da receita médica e profissionais não farmacêuticos, por receberem comissões sobre algumas vendas acabam induzindo o uso indiscriminado de medicamentos, a famosa “empurroterapia”, que favorece o aumento da resistência bacteriana e ineficácia terapêutica, dessa forma sendo necessária a orientação e acompanhamento farmacêutico a fim de alcançar o resultado terapêutico esperado (SCARCELA; MUNIZ; CIRQUEIRA, 2011).

A atuação do farmacêutico não tem sido muito efetiva, segundo Vieira e Perassolo (2011) e na opinião de Santos (2009) é dever do profissional a preocupação de evitar a “empurroterapia” e promover a orientação uma vez que:

“O diagnóstico que irá definir o tratamento é exclusivo do médico. Portanto, “empurrar” ao paciente um medicamento sem o diagnóstico da doença é uma imperícia. Para ser mais preciso e justo, é uma irresponsabilidade do tamanho da fome de comissão sobre as vendas de quem comete esse ato abominável” (SANTOS, 2009, p. 4).

Percebe-se a preocupação de Santos (2009) quanto ao lucro aético, originado da “empurroteria” que pode gerar problemas de saúde, vindo a opor quanto à ética do profissional farmacêutico. O autor explica que “tudo o que o farmacêutico defende é que os medicamentos sejam usados de forma racional, ainda que ele seja pressionado a fazer totalmente o contrário pelos proprietários leigos (não farmacêuticos) de farmácias e/ou drogarias” (SANTOS, 2009, p.89).

É evidente que o farmacêutico é o profissional capacitado em avaliar as prescrições médicas, sugerir o uso racional de medicamentos, executar a prática na atenção farmacêutica, proporcionando assim as informações adequadas sobre a utilização correta tanto dos antibióticos quanto de todos os outros medicamentos, como forma de melhorar a qualidade de vida de todos os pacientes (SCARCELA; MUNIZ; CIRQUEIRA, 2011).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Qualquer medicamento pode apresentar efeitos colaterais e contraindicações. Desta forma, a prescrição médica é individualizada para as características de cada paciente, assim evitando qualquer tipo de problema à saúde.

A automedicação também pode ser induzida através de campanhas publicitárias que, visando o lucro, não tomam o cuidado em esclarecer à população os riscos associados ao uso indevido, além do deficiente acesso à assistência à saúde pela população., Entretanto, ao realizar a automedicação o indivíduo põe em risco não somente a sua saúde, como também a da comunidade no qual faz parte, pois funciona como um telefone sem fio, sempre tem um vizinho que costuma indicar medicamentos que usou e teve resultado para outras pessoas, sem se quer saber os riscos que pode estar causado ao próximo. No que se refere à automedicação em crianças a situação se torna ainda mais preocupante sendo algo comum os casos de intoxicação medicamentosa devido a este hábito.

Estudos apontam que muitos responsáveis por crianças não possuem informações necessárias sobre o uso correto dos medicamentos e da forma como deve ser administrado, além do mais, não sabem a quem recorrer sobre as dúvidas referentes ao tratamento medicamentoso.

Sendo assim é possível enxergar a grande necessidade de conscientizar a população sobre o que é automedicação e os riscos que ela pode trazer a todos que praticam, também é necessário à melhoria nas políticas públicas em relação ao atendimento da população, cumprimento das legislações vigentes e também uma atenção farmacêutica envolvendo macrocomponentes como atenção à saúde, orientação, atendimento e seguimento farmacoterapêutico.

REFERÊNCIAS

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[1] Farmacêutica, especialista em Farmacologia Clínica e Dispensação Farmacêutica, I-BRAS;

[2] Enfermeira, mestre em Saúde e Ambiente (UFMA), docente da Universidade CEUMA;

[3] Enfermeira, mestre em Enfermagem (UFMA), docente da Faculdade Gianna Beretta;

[4] Farmacêutica, doutora em Biotecnologia (RENORBIO/UFMA), docente da Universidade Federal do Maranhão.

Enviado: Julho, 2018

Aprovado: Janeiro, 2019

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