O Estresse e a Justificativa para Falta de Emoção e Sentimentos

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O Estresse e a Justificativa para Falta de Emoção e Sentimentos
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SILVA, Ariane Medeiros da [1], COSTA, Crisleide Carla da [2], LIMA, Denice Alves de [3], DUARTE, Emille Joyce Soares [4], NASCIMENTO, Flávia Maria do [5], VASCONCELOS, Maria Aparecida Vieira de [6], NOGUEIRA, Viviane Cândida do Nascimento Costa [7]

SILVA, Ariane Medeiros da; et.al. O Estresse e a Justificativa para Falta de Emoção e Sentimentos. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 08, Vol. 16, pp. 154-162, Agosto de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

O estresse é um problema de saúde comum tanto no âmbito profissional como no pessoal e possui várias etiologias. O objetivo desse estudo é apresentar através de pesquisa, como o estresse diário pode contribuir na falta de emoção e sentimento das pessoas e mostrar que através de formas e de abordagens envolventes. Trata-se de um estudo exploratório-descritivo com abordagem quanti-qualitativa. O universo populacional é constituído por todos os universitários matriculados na Autarquia Educacional de Serra Talhada – AESET. E a amostra do estudo foi composta por 20 universitários.  De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) “um bem-estar físico, mental e social não é apenas ausência de doença”. Deveríamos estar bem com nós mesmos, tendo um bom relacionamento com os outros e claro bem fisicamente. A falta de correlação encontrada entre níveis de stress e cargos ocupacionais não corresponde a alguns dados encontrados na literatura.  Nesta pesquisa percebeu-se a importância de se avaliar tanto o stress e a qualidade de vida quanto as variáveis que interferem nesses aspectos, a fim de se implementar programas que promovam condições para a promoção da saúde física e emocional das pessoas.

Palavras-chave: Estresse, Qualidade de Vida, Sentimentos.

INTRODUÇÃO

Emoção e sentimentos são duas palavras bem conhecidas e usadas em nosso dia a dia, mas cuja distinção e conceituação ainda são bastante confusas, mesmo entre especialistas. Por exemplo, Gazzaniga e Heatherton (2013/2015), num texto didático, definem emoção como sendo sentimento: “a emoção se refere a sentimentos que envolvem avaliação subjetiva, processos psicológicos e crenças cognitivas” (p. 315).

A expressão de emoções e sentimentos também é algo que apresenta variação entre os seres humanos: desde uma grande facilidade até uma grande dificuldade. A dificuldade de expressar emoções foi recentemente conceituada como alexitimia (Sifneos, 2016).

Mas emoção é um conceito bastante complexo. Maciel (2006) afirma que a diversidade de conceitos tem sido um grande obstáculo para a pesquisa e o entendimento das emoções. Apesar do crescimento no número de pesquisas nos últimos anos dedicadas à emoção, os pesquisadores têm se amparado em diferentes orientações teóricas para a definição do construto.

No que diz respeito ao construto estresse, a endocrinologista Rosy (2006) definiu o quadro na década de 1930 como um resultado não-específico de qualquer demanda sobre o organismo, cujo efeito pode ser mental e/ou somático. O estabelecimento do estresse estaria, portanto, relacionado a uma transação difícil entre a pessoa e o ambiente (Jula, 2015). Uma série de situações distintas foram propostas como geradoras de estresse, estando, entre elas, excitação emocional, esforço excessivo, fadiga, concentração, humilhação ou mesmo sucesso grande e inesperado.

Conforme o estresse se desenvolve, três estágios distintos surgem, que são as fases de alerta, resistência e exaustão. A fase de alerta tem início com a reação de prontidão frente ao evento estressor. Com a remoção do perigo, o organismo retorna à sua condição normal de relaxamento, a adrenalina é reduzida e o equilíbrio interno é restaurado, acarretando no desaparecimento dos sintomas (NASCIMENTO, 2015).

Com a permanência da exposição ao agente estressor, ou falta de habilidade para lidar com ele por parte do indivíduo, o organismo entra na fase de resistência (NASCIMENTO, 2015). Aqui, o corpo procura restabelecer seu equilíbrio interno por meio de adaptação ao estado de estresse, consumindo as reservas de energia adaptativa. Alguns sintomas característicos da fase de resistência são problemas de memória, sensação contínua de cansaço e irritabilidade, entre outros (MIGUEL, 2013).

A justificativa do presente estudo se dá porque se percebe que esse problema tem prejudicado nossas vidas. Essa pesquisa é importante, pois acredita-se que através dos sentidos, do toque, dos abraços, das trocas de carinho, de parar o outro para se perceber, feito de uma forma criativa e dinâmica, chamando a atenção para um problema tão grave e comum, na tentativa de transmitir e compartilhar sentimentos, minimizando o estresse diário. Espera-se que a forma de vida que se vive nos dias de hoje, com muito trabalho, a falta de tempo, redes sociais e estresse diário, podem ser os reais motivos de todo um distanciamento entre as pessoas, o que pode incapacitá-las de se relacionarem.

Sabe-se que nem todos reagem da mesma forma perante uma situação. O excesso ou a falta de sensibilidade emocional tem seus pontos positivos e negativos. Sendo assim, surge a seguinte problemática: Porque o estresse diário causa ao homem a incapacidade de se relacionar emocionalmente, psicologicamente e socialmente?

O presente estudo teve como objetivo, apresentar através de pesquisa, como o estresse diário pode contribuir na falta de emoção e sentimento das pessoas e mostrar que através de formas e de abordagens envolventes, diferentes e interativas chame uma atenção para um momento de reflexão de uma “parada emocional”, fazendo com que as pessoas percebam que para uma qualidade de vida saudável e feliz, eles têm que parar para sentir o outro, esquecendo os motivos de tanto estresse.

METODOLOGIA

Trata-se de um estudo exploratório-descritivo com abordagem quanti-qualitativa. Os Estudos descritivo-exploratórios são pesquisas que coletam descrições detalhadas de variáveis, utilizam os dados para justificar e avaliar as condições e práticas existentes ou sugerir planos para melhorar a atuação profissional na atenção à saúde (LOBIONDO-WOOD; HABER, 2001; MINAYO, 2006).

O universo populacional é constituído por todos os universitários matriculados na Autarquia Educacional de Serra Talhada – AESET. E a amostra do estudo foi composta por 20 universitários. Como critério de inclusão, foi utilizado: universitários que aceitassem participar da pesquisa e o critério de exclusão os profissionais que não estavam presentes no momento da coleta.

O instrumento utilizado para coleta foi um questionário, que se caracteriza como uma técnica de fácil obtenção de dados onde são formuladas questões previamente elaboradas. Este foi dividido em um item: dados relacionados ao tema da pesquisa.

Os dados foram coletados no dia 22 de novembro de 2017, com tempo previsto de 15 minutos para a resposta de cada participante, na própria universidade.

Antes de iniciar a coleta, os usuários foram informados dos objetivos do estudo e de todos os seus direitos em participar ou desistir da pesquisa quando assim desejar. Após a coleta dos dados, os mesmos foram analisados estatisticamente de acordo com as variáveis quantitativas e variável qualitativa, em seguida foi feita a análise do discurso do sujeito coletivo. E, os resultados estão expressos em tabelas para melhor compreensão dos resultados e discussão dos mesmos.

O desenvolvimento deste estudo respeitou os pressupostos da Resolução 466/2012 que regulamenta as pesquisas envolvendo seres humanos, normatizada pelo Conselho Nacional de Saúde, desta forma, garante o anonimato dos participantes deste estudo (BRASIL, 2012).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Na análise dos resultados foi possível constatar as características dos universitários no que diz respeito aos dados relacionadas à temática abordada.

Tabela 1 Caracterização da amostra quanto aos: Dados relacionados à temática da pesquisa. Universitários n=20. Serra Talhada – 2017

Variáveis Universitários  (%)
Você acha que a falta de tempo, afasta você do convívio familiar?  

 

SIM 14 70%
NÃO 06 30%
Você se considera uma pessoa estressada?
SIM 16 80%
NÃO 04 20%
O que te causa emoção e bem estar?
Conversar com amigos 13 65%
Viajar 11 55%
Assistir um filme 09 45%
Ler um livro 11 55%
Namorar 10 50%
Brincar com os filhos 1 5%
Você acredita que o estresse pode gerar adoecimento psicológico e fisiológico?
SIM 20 100%
NÃO
Você necessita de mais tempo para realizar atividades prazerosas?
SIM 16 80%
NÃO 04 20%
O estresse diário causa ao homem a incapacidade de se relacionar emocionalmente, psicologicamente e socialmente?
SIM 20 100%
NÃO
Se eu te pedir, agora, para parar um pouco e conversarmos, você teria um tempo?
SIM 14 70%
NÃO 06 30%
Há quanto tempo você não diz eu te amo?
Um dia 08 40%
Uma semana 04 20%
Um mês 02 10%
Não lembra 06 30%
Uma vida sem interação, sem compartilhamento de emoção e sentimento pode ser angustiante?
SIM 19 95%
NÃO 01 05%
Você é uma pessoa afetuosa?
SIM 18 90%
NÃO 02 10%

Fonte: Dados da pesquisa, 2017

Ao serem questionados, no que diz respeito à opinião dos entrevistados sobre:  Você acha que a falta de tempo te afasta do convívio familiar? Dos entrevistados, 14 (70%) responderam que sim, 6 (30%) que não. Você se considera uma pessoa estressada? 16 (80%) sim, 04 (20%) não. O que te causa emoção e bem-estar? Conversar com amigos 13 (65%), viajar 11 (55%), ler um livro 11 (55%), assistir um filme 9 (45%), namorar 10 (50%), brincar com os filhos 1 (5%).

Você acredita que o estresse pode gerar adoecimento psicológico e fisiológico? 20 (100%) responderam sim. Você necessita de mais tempo para realizar atividades prazerosas? 16 (80%) sim e 4 (20%) não. O estresse diário causa ao homem a incapacidade de se relacionar emocionalmente, psicologicamente e socialmente? 20 (100%) sim. Se eu te pedir, agora, para parar um pouco e conversarmos, você teria um tempo? 14 (70%) sim, 6 (30%) não.

Há quanto tempo você não diz eu te amo? Um dia 08 (40%), uma semana 04 (20%), um mês 02 (10%) não lembro 06 (30%). Uma vida sem interação, sem compartilhamento de emoção e sentimento pode ser angustiante? 19 (95%) sim, 1 (5%) não. Você é uma pessoa afetuosa? 18 (90%) sim, 02 (10%) não.

Santos (2015), dentro de uma abordagem cognitivo-comportamental, define o estresse como “uma reação psicológica, com componentes emocionais físicos, mentais e químicos, a determinados estímulos que irritam, amedrontam, excitam e/ou confundem a pessoa” (op. cit., p. 6). A autora distingue o nível de estresse excessivo ou insuficiente (distresse), daquele que é necessário para o bom desempenho da pessoa (eustresse).

Ela considera as características reais dos estímulos e/ou a ação interpretativa que o sujeito dá aos mesmos na determinação do distresse ou do eustresse. As primeiras características envolveriam um processo metabólico ou sensorial sem a participação de mecanismos cerebrais interpretativos; a segunda seria proveniente do componente aprendizagem, do repertório de condicionamento de respostas que a pessoa acumulou durante a vida.

Melo e colaboradores (2013), abordam o conceito de estresse relacionando-o a estados emocionais provenientes da reação pessoal dos indivíduos frente a mudanças significativas em suas vidas. Citam pesquisas sobre o câncer, nas quais indicam uma possível ligação entre a quantidade de estresse e a predisposição às neoplasias. Lembram que, para o paciente canceroso, estas descobertas são muito importantes, pois o sistema imunológico é sensível ao estado emocional, e este pode fortalecer ou suprimir aquele. Mas o que realmente parece ser significativo, concluem, é a maneira como cada pessoa reage aos agentes estressores, sendo este um fator decisivo para o aparecimento ou a evolução de doenças.

No que diz respeito ao que causa mais emoção e bem-estar, a atividade de lazer é de suma importância para o aumento da qualidade de vida do ser humano, nesse trabalho iremos relatar sobre essa relevância, fazendo com que os leitores tenham uma nova visão sobre o assunto. Quais os benefícios que o lazer traz para a qualidade de vida do ser humano? Essa é uma pergunta que iremos analisar durante o trabalho, na busca porrespostas. A prática do lazer é estimulada pelos governos, o um terço a mais que é pago nas férias é um incentivo para que o trabalhador possa usufruir o benefício do lazer, porém nem todos tem conhecimento da finalidade de tal ajuda (MARCELINO, 2012).

A recreação nada mais é do que uma das várias opções elemento do lazer, pois existem muitos outros como: jogar um futebol com os amigos no final de semana, pescar, viajar, assistir filmes entre outros que são também muito utilizada em sua prática. Muitas pessoas não sabem que apenas o fato delas estarem fazendo uma caminhada já é um lazer, lhe proporcionando uma recreação. O fato de a pessoa ter um carro para andar já é um aumento na qualidade de vida, e o lazer também contribui pra esse aumento, mas o lazer não se define pela atividade simplesmente (CAMARGO, 2017)

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) “um bem-estar físico, mental e social não é apenas ausência de doença”. Deveríamos estar bem com nós mesmos, tendo um bom relacionamento com os outros e claro bem fisicamente.

A falta de correlação encontrada entre níveis de stress e cargos ocupacionais não corresponde a alguns dados encontrados na literatura. Segundo Oliveira (2004) alguns fatores externos ao stress estão ligados à ocupação profissional exercida.

Tirar proveito das técnicas para redução do estresse é uma excelente maneira de manter corpo e mente saudáveis. Se a pessoa estiver depressiva, furiosa, com problemas no trabalho ou simplesmente estressada, é importante encontrar uma saída e impedir que os sentimentos afetem o coração. Às vezes, compartilhar os problemas com um parente ou com um amigo já ajuda. Uma outra opção é procurar ajuda de um profissional de saúde qualificado ou de um psicólogo, se necessário (FORMAN, STONE, 2008).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 Segundo nossas pesquisas, os entrevistados dão sim o valor necessário aos momentos de lazer, pois com as analises conseguimos entender que para eles o lazer tem um significado, e não é uma atividade qualquer que praticarmos sem consciência, e constatar isso foi muito importante, porque a nossa saúde, nosso bem estar, aumento da qualidade de vida, tudo isso depende de um lazer bem praticado e com consciência.

Nesta pesquisa percebeu-se a importância de se avaliar tanto o stress e a qualidade de vida quanto as variáveis que interferem nesses aspectos, afim de se implementar programas que promovam condições para a promoção da saúde física e emocional das pessoas, como a atenção que deve ser dada ao stress, tendo em vista todas as possíveis consequências ao ser humano descritas no decorrer deste estudo.

REFERÊNCIAS

ANDREWS, Susan. Stress a seu favor: como gerenciar sua vida em tempos de crise. São Paulo: Agora, 2003.

ARDEN, B. John. Sobrevivendo ao Estresse do Trabalho. Rio de Janeiro: Atlas, 2003.

ANEZ, Ciro Romélio Rodriguez; DAVID, Denize Elizabeth Hey;

LOBO, Márcia. Ergonomia, Estresse e Trabalho. 2006.

CAMARGO, L. O. L. Educação Para o Lazer. São Paulo SP, Moderna 2017.

MARCELINO, N. ‘C. Estudo do Lazer: uma introdução. Campinas SP, Autores associados 2002.

MELO, V. A. Introdução ao Lazer. Barueri SP: Manole, 2013.

SANTOS, R. O. A relevância do Esporte Lazer na vida do Trabalhador. Revista Digital. [OnLine]. Buenos Aires, n°137- ano 14, Outubro 2015.

Oliveira, J. B. (2004). Fontes e sintomas de stress em juízes e servidores públicos: Diferenças entre homens e mulheres. Dissertação de Mestrado não publicada, Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, SP.

[1] Acadêmica do Curso Bacharelado em Psicologia pela Autarquia Educacional de Serra Talhada – AESET.

[2] Acadêmica do Curso Bacharelado em Psicologia pela Autarquia Educacional de Serra Talhada – AESET.

[3] Acadêmica do Curso Bacharelado em Psicologia pela Autarquia Educacional de Serra Talhada – AESET.

[4] Acadêmica do Curso Bacharelado em Psicologia pela Autarquia Educacional de Serra Talhada – AESET.

[5] Acadêmica do Curso Bacharelado em Psicologia pela Autarquia Educacional de Serra Talhada – AESET.

[6] Acadêmica do Curso Bacharelado em Psicologia pela Autarquia Educacional de Serra Talhada – AESET.

[7] Acadêmica do Curso Bacharelado em Psicologia pela Autarquia Educacional de Serra Talhada – AESET.

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